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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cérebro saudável em um corpo saudável 
18/10/2010 - Hipertensão, obesidade, sedentarismo, cigarro. A lista dos venenos para o corpo são as mesmas quando o assunto é o cérebro. Jaderson Costa da Costa, neurologista e diretor do Instituto do Cérebro, no Hospital São Lucas da Pucrs, lembra que estes problemas potencializam os acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Em relação às demências, a receita é outra: atividade mental.

Jornal do Comércio - Como se pode prevenir doenças neurológicas?
Jaderson Costa da Costa - O primeiro elemento é a prevenção de doenças vasculares do cérebro, como isquemias e as hemorragias que aumentam sua incidência a partir da quinta e sexta décadas de vida. O que se pode fazer para prevenir essas doenças é se ter uma vida saudável, mas saindo do clichê "vida saudável". O que é essa vida saudável? É a manutenção da atividade física diária, mas ninguém precisa ficar levantando peso ou correndo todo dia, basta meia hora de caminhada por dia. Um controle do peso, para evitar o sobrepeso e a obesidade, e controlar pressão arterial, porque a hipertensão é um mal silencioso, ou seja, ela não dói. As pessoas estão acostumadas a procurar um médico quando sentem dor, as pessoas não têm o hábito de controlar a pressão. (...)

JC - Quais são as doenças mais comuns do cérebro?
Costa - Depende da faixa etária. Crianças e jovens têm sequelas neurológicas do parto, falta de oxigênio, epilepsia. Em pessoas com mais de 40 anos começam doenças degenerativas, como o Parkinson. Com a expectativa de vida em 78 anos, se ampliam os quadros degenerativos demenciais. Quando se morria com 50 ou 60 anos, as pessoas não sobreviviam para chegar na fase destas doenças. Mais velhas, as pessoas estão se expondo a doenças que ocorrem mais tarde, como o Alzheimer. Mas nem só a idade é problemática. Há uma demência chamada de multifato, que não é Alzheimer, e causa lapsos de memória tão graves quanto. Ela é decorrentes de pequenas isquemias no cérebro, em função de hipertensão. O aumento de gordura no sangue é prevenível. Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) estão dentro desta linha. (...)

JC - Que tipo de pesquisas a Pucrs e o São Lucas estão desenvolvendo?
Costa - Aqui é um importante centro de pesquisa com células-tronco. Trabalhamos com essa pesquisa há dez anos e já realizamos vários estudos pré-clínicos na área neurológica. Trabalhamos basicamente em doenças como epilepsia, com pacientes que não respondem ao remédio, doença de Parkinson, sequelas, que são paralisias cerebrais. Neste momento, estamos realizando um estudo clínico, já são 20 pacientes de epilepsia a que o remédio não atende. (segue...) Fonte: Jornal do Comércio-RS.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PUCRS lança Instituto do Cérebro do RS
Qui, 25 de Fevereiro de 2010 - PUCRS lança Instituto do Cérebro do RS. Na terça-feira, 2 de março, a PUCRS lança a pedra fundamental para a construção do Instituto do Cérebro do RS (InsCer-RS), futuro centro de referência no tratamento e investigação de doenças neurológicas, de pesquisas multidisciplinares em neurociências e terapia celular que atenderá pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da saúde, José Gomes Temporão, participa da cerimônia, que contará ainda com a presença da governadora do Estado, Yeda Crusius, do Reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, do diretor do InsCer, Jaderson Costa da Costa, do secretário estadual da saúde, Osmar Terra, entre outras autoridades. O evento será às 16h, na futura sede do InsCer, entre o Centro Clínico e o Parque Esportivo da Universidade, na avenida Ipiranga, 6690. (...)

O InsCer realizará pesquisas experimentais, clínicas e pré-clínicas, para gerar e difundir conhecimento para toda a população. O diferencial será a assistência e a pesquisa direcionada ao paciente neurológico, com prioridade ao atendimento pelo SUS. Entre os casos preferenciais estarão doenças que requerem investigação especializada, atualmente sem recursos suficientes, como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica, além de Acidente Vascular Cerebral, sequelas neurológicas e Epilepsia. Os principais equipamentos foram adquiridos no ano passado, inclusive o Cíclotron, o PET/CT, a Ressonância Magnética de Três Teslas, para estudos estruturais e funcionais do cérebro e o Spect, para realizar pesquisas funcionais de perfusão do cérebro (avaliação das áreas que recebem maior fluxo de sangue). (segue...) Fonte: Planeta Universitário.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ciências: A pesquisa como vocação
14/5/2009 - Aprofundar estudos científicos de relevância e repassar conhecimento aos pesquisadores novatos. Entre outras atividades, é isso o que motiva e traz alegria ao doutor e professor Jaderson Costa da Costa. Ele é é reconhecido dentro e fora do País pelas pesquisas com células-tronco e com pacientes afetados pela epilepsia. (...)

Projeta o futuro à frente do Instituto do Cérebro (Inscer), na mesma Pucrs. "Quero reunir aqui o que há de melhor em pesquisa na área de Neurologia e Oncologia", planeja. O objetivo é nobre. "Prestar assistência a todos os pacientes, ao mesmo tempo em que criamos um centro de excelência em treinamento para pesquisadores." (...)

O Inscer da Pucrs vai funcionar em uma área de seis mil metros quadrados, junto ao Hospital São Lucas. A ideia inicial é construir dois blocos - um prédio com dez andares para abrigar os laboratórios e, no anexo, os equipamentos de neuroimagem. A previsão é de que a construção esteja pronta já no segundo semestre de 2010, para daí dar início às pesquisas. As doenças neurodegenerativas serão o foco de pesquisadores, que estudarão esclerose, Parkinson e Alzheimer, bem como casos de acidente vascular cerebral (AVC) e isquemia.

Em paralelo, Costa vem conduzindo um estudo que envolve pacientes epiléticos e células-tronco adultas. Acredita no potencial terapêutico delas em doenças neurológicas. Há dois anos, pesquisa semelhante foi realizada com 20 pessoas que sofreram um AVC. O resultado foi animador, garante o especialista, porque mostrou que o procedimento é seguro e sem complicações. "A evolução foi bastante positiva e 75% dos pacientes tiveram uma recuperação superior ao que ocorre normalmente", relata.

A técnica consiste em injetar células-tronco diretamente no cérebro. Através de um cateter na virilha, o material é conduzido por uma artéria até um vaso sanguíneo na região lesada pelo problema neurológico. "Na epilepsia, de 20 a 30% dos casos não respondem ao tratamento com medicamentos. É nessa faixa que estamos atuando", conta. A previsão é de que o estudo esteja concluído até o final deste ano. (segue...) Fonte: Jornal do Comércio-RS.