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domingo, 11 de dezembro de 2011

Limbo digital

Em papos isolados com o Marcílio, Badu e Íris conversou-se do porquê da pequena participação das PcP’s dos chats, blogs, na internet em geral. A revista Época de 31 de outubro, na interessante reportagem “A internet faz mal ao cérebro?”, ajuda neste entendimento, citando entre outros pesquisadores, Karl Friston, Eyal Ophir, António Damásio, e divulgando o conceito de imigrantes e nativos digitais, que estendo.

O Parkinson é uma doença degenerativa que incide predominantemente em pessoas com mais de 60 anos. Em regra essas pessoas em sua grande maioria são imigrantes digitais (são de uma geração pré-internet), não tem a intuição com as ferramentas e aí não participam por temor de errar, por questões relativas à exclusão digital, financeiras e às limitações impostas pela própria doença. Em contrapartida os mais jovens, os nativos digitais, que tem mais facilidade e intimidade com a web, ainda não tem o parkinson manifesto, e dedicam-se a outras atividades “internéticas”.

Há os que ficam no limbo digital, conceito que ora invento, entre os imigrantes e os nativos, que foram atingidos precocemente pela doença, como é o meu caso p.ex. Comecei aprendendo lógica Booleana no colégio, Fortran na faculdade, e fazendo auto-didáticos programas num “pseudo” Basic na HP 25, 29 e depois 41 CV, após usando WordStar e Lotus 1,2,3; Netscape Navigator. Não existia o Google. Para encurtar a história, o Word, Excel e Chrome atuais. Ainda me atrapalho bastante com computadores e smartphones, no blog me obriguei a evoluir um pouco.

Noto infelizmente que estas gerações, a do limbo, e a nativa, estão chegando e engrossando a tropa, afinal hoje já seriam 200 mil brasileiros (na maioria de imigrantes), sem termos chegado à cura e estarmos dispensando um tratamento terceiro mundista às vítimas. Nossa tropa de PcP’s incluídos digitais está aumentando muito e os governos sonegam os medicamentos gratuitos básicos e não modernizam o rol, aí incluíndo-se o Sifrol ER (extended release). Urge que lutemos!
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