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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Jejum faz bem para você?

23/11/2012 - O jejum é mais comumente associado com a observação religiosa. Por exemplo, é o quarto dos cinco pilares do Islã. Os budistas o consideram um meio para a prática de autocontrole e defendem a abstenção de comida após a refeição do meio-dia.

Para alguns cristãos, jejuns temporários são vistos como uma maneira de se aproximar de Deus.
Sim, jejum e religião são intimamente ligados, mas pesquisas científicas recentes têm apontado que seus benefícios também podem ser mais corpóreos.

A ideia de que o jejum pode ser bom para a saúde tem uma história conturbada, no entanto. Em 1908, Linda Hazzard, uma americana com alguma formação de enfermagem, publicou um livro chamado “Fasting for the Cure of Disease” (em português, “o jejum para a cura da doença”), no qual alegou que comer o mínimo possível era o caminho para a recuperação de uma variedade de doenças, incluindo o câncer.

Ela foi presa depois que um de seus pacientes morreu de fome. Ok, ela era questionável. Mas e se estava, pelo menos em parte, certa?

Uma nova série de pesquisas sobre jejum sugere que ele pode realmente ajudar pessoas com câncer, além de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, proteger contra diabetes e doenças cardíacas, ajudar a controlar a asma e até mesmo evitar doença de Parkinson e demência.

Muitos dos cientistas que estudam o jejum acreditam que ele pode ser útil especialmente na meia idade. “Nós sabemos a partir de modelos animais, que, se iniciarmos uma dieta com jejum no que seria o equivalente a meia idade nas pessoas, podemos retardar o aparecimento de doenças como Alzheimer e Parkinson”, explica Mark Mattson, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos EUA.

Apesar de ajudar na saúde mental, não há evidência que o jejum prolongue a vida dos seres humanos. Em laboratório, o tempo de vida de animais cuja ingestão de caloria foi diminuída pela metade aumentou em até 50%. Mas esses efeitos não parecem se estender aos primatas, já que um estudo de 23 anos com macacos descobriu que, embora a restrição de calorias retardasse o aparecimento de doenças relacionadas à idade, não teve nenhum impacto nas suas vidas úteis. Isso pode indicar que outros fatores além da dieta, como a genética, podem ser mais importantes para a longevidade humana. (…)

Bom para o cérebro
Um efeito do jejum, entretanto, pode beneficiar a todos: boa saúde mental. Como já dissemos acima, jejum parece ser bom para o cérebro.

Animais que ficam sem comer por um dia inteiro se tornam mais ativos. O jejum é um estressor leve que motiva o animal a aumentar a atividade no cérebro.

Estudos mostram que, em dietas de jejum em dias alternados com uma refeição única de cerca de 600 calorias no dia de jejum, a produção de uma proteína envolvida na geração de novas células cerebrais, que desempenha um papel na aprendizagem e na memória, pode aumentar de 50 a 400% dependendo da região no cérebro.

Jejum também pode proteger as células cerebrais de alterações associadas ao mal de Alzheimer e de Parkinson. Em ratos geneticamente modificados para desenvolver sintomas dessas doenças, o jejum em dias alternados na meia-idade atrasou o início de problemas de memória em cerca de seis meses, o equivalente a 20 anos nas pessoas. (segue...) Fonte: Hypescience.
Editado com LibreOffice Writer

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo

Jejuar em dias alternados traria longevidade e saúde

24.09.2012 | Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.

Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.

Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.

Insulina
Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.

Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.

Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma.

"A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade", disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas. Fonte: Midia News / via BBC.
A primeira notícia sobre isto publicada aqui tem data de 20/02/2012. Veja em "Etiquetas".

quinta-feira, 1 de março de 2012

Notícias passadas

Anúncio da clonagem da ovelha Dolly completa 15 anos
Nascimento do primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta revolucionou a ciência
22 de fevereiro de 2012 |  A ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado, gerou uma "nova forma de pensar" no mundo científico e abriu a porta a novos tratamentos contra doenças, disse à Efe seu criador, o britânico Ian Wilmut.

Nesta quinta-feira, 23, faz quinze anos desde que o anúncio do nascimento da primeira ovelha clonada a partir de uma célula adulta revolucionou a ciência e desencadeou um intenso debate moral.

O criador de Dolly disse que a experiência "demonstrou que as células podem ser modificadas" e podem ser estudadas para eventualmente chegar a entender "doenças que ainda não compreendemos" e desenvolver curas.

"Ainda que seja um exagero dizer que podemos modificá-las da maneira que queremos, podemos fazê-lo de muitas formas que eram completamente inimagináveis antes do nascimento de Dolly", disse o cientista.

Diante do desenvolvimento de novos procedimentos científicos que tomaram o caso de Dolly como ponto de partida, Wilmut considerou que "talvez em um prazo entre cinco e vinte anos possamos obter medicamentos que tratem doenças como Parkinson". (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo
Pesquisa afirma que comer praticamente nada por um ou dois dias por semana pode proteger contra doenças degenerativas como Mal de Alzheimer e Parkinson
20 de fevereiro de 2012 | Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.

Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.

Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.

Insulina
Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.

Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo. Veja também no R7 e/ou Folha de S.Paulo.