terça-feira, 19 de agosto de 2008

Células-tronco viram neurônios
19/08/2008 - PARIS - Pesquisadores europeus descobriram como transformar, in vitro, células-tronco embrionárias em uma grande quantidade de neurônios do córtex cerebral, abrindo o caminho para novas perspectivas de tratamento para enfermidades neurológicas.

O córtex cerebral é uma estrutura complexa, formada por células nervosas – ou neurônios – que são afetadas por doenças como epilepsia, acidentes vasculares e o mal de Alzheimer.

No artigo divulgado na edição online da revista Nature, a equipe de Pierre Vanderhaeghen, da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), que trabalhou com a de Afsaneh Gaillard, investigadora do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS) na Universidade de Poitiers, afirma que as células-tronco embrionárias “podem ser transformadas em neurônios do córtex segundo um mecanismo espontâneo simples e eficaz, recapitulando a essência da complexidade do córtex mas dentro de 'caixas' de cultivo celular, em laboratório”.

Esses neurônios, gerados inteiramente fora do cérebro, foram transplantados por Nicolas Gaspard, da ULB, em cérebros de ratos. No fim de um mês, um exame no cérebro dos roedores permitiu constatar que os neurônios se conectaram, formando circuitos adequados.

– Demonstramos que esses neurônios são funcionais – ressaltou Gaillard.

– Pela primeira vez, temos acesso ilimitado a uma fonte específica de neurônios no córtex.

Segundo Vanderhaeghen, essa produção in vitro pode se tornar uma alternativa para determinados experimentos em animais e humanos. A longo prazo, esse trabalho abre caminho a transplantes intracerebrais para combater doenças degenerativas, vasculares ou traumáticas que afetam o córtex.

Em 2004, pesquisadores de Nova York relataram ter gerado neurônios humanos capazes de segregar uma substância química que está faltando no mal de Parkinson. Neste caso, porém, os neurônios não pertenciam ao córtex mas a outra região cerebral, observou Gaillard. Fonte:
Jornal do Brasil.
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Consumidores de chimarrão têm mais chance de ter câncer, diz estudo
19/08/2008 - Substâncias presentes no chimarrão podem contribuir para o surgimento de câncer de esôfago entre consumidores da bebida, aponta estudo de pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

O trabalho, coordenado pelo professor Renato Fagundes, foi publicado em maio na revista especializada "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention", da American Association for Cancer Research (Associação Americana para Pesquisa do Câncer).

O chimarrão, feito à base de erva-mate, é tradicionalmente consumido no Sul do país, Uruguai e Argentina.

O câncer de esôfago, segundo o estudo, é a sexta causa de morte pela doença no mundo e a quarta em países em desenvolvimento. O Rio Grande do Sul, com Uruguai e Argentina, está entre as regiões do globo com maior incidência de câncer de esôfago --índice de 9% das mortes totais por câncer. (...)

Schwengber afirma que estudos mostram que o chimarrão contém substâncias que auxiliam no combate ao colesterol, no tratamento contra mal de Parkinson e até contra cáries. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.

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