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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Identificado gatilho molecular da doença de Alzheimer

Pesquisadores conseguiram detalhar o caminho que gera forma defeituosa de beta-amiloide, proteína que causa a doença
Estudo foi feito pelo Departamento de Química da Universidade de Cambridge

21/05/13 - LONDRES - Pesquisadores mapearam o gatilho do início da doença de Alzheimer, quando a estrutura principal da molécula de proteína muda, para causar a reação em cadeia que leva à morte dos neurônios no cérebro. Pela primeira vez cientistas do Departamento de Química da Universidade de Cambridge conseguiram detalhar o caminho que gera formas anômalas das proteínas beta-amiloide, que estão na origem de condições neurodegenerativas, tais como a doença de Alzheimer.

A descoberta foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e, segundo os pesquisadores, leva a um passo adiante no disgnóstico precoxe de doenças como Alzheimer e Parkinson, abrindo caminho para uma nova geração de medicamentos.

O estudo é um marco na pesquisa de longo prazo estabelecida em Cambridge pelo professor Christopher Dobson e seus colegas, após descoberta por ele da natureza subjacente de proteínas deformadas e sua ligação com a doença, há 15 anos.

- Não há até hoje terapias que modifiquem o estado de demência ou de Alzheimer, apenas tratamentos limitados para os sintomas. Temos que solucionar o que acontece em nível molecular antes de progredir e conseguir um impacto real - disse Tuomas Knowles, principal autor do estudo e colaborador de Dobson. - Agora estabelecemos o caminho que mostra como a toxicidade causa morte celular e os oligômeros são formados.

O processo neurodegenartivo que dá origem a estas doenças é desencadeado quando as estruturas normais de moléculas de proteínas dentro das células são corrompidas. As moléculas de proteína são feitas em “linhas de montagem” celulares que se unem blocos de construção químicos chamados aminoácidos em uma ordem codificada em nosso DNA. Sob algumas condições, no entanto, as proteínas podem se deformar, formando um emaranhado e funcionando mal.

Uma vez que um nível pequeno, mas crítico de mau funcionamento de aglomerados de proteínas são formados formaram, uma reação em cadeia de fuga é acionada, que multiplica exponencialmente o número desses compostos de proteínas, ativando novos pontos através de nucleação. É esse processo de nucleação secundária que fica em volta das células cerebrais, causando perda de memória e outros sintomas de demência. Fonte: Globo G1.

terça-feira, 23 de abril de 2013

PET/CT: Atividade da micróglia na Doença de Parkinson indica Demência?

por *Luiz Alexandre V. Magno

22 APRIL 2013 - A doença de Parkinson (DP; ou mal de Parkinson) é uma doença crônica e progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios produtores de dopamina localizados nos gânglios da base cerebral, os quais regulam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Classicamente, a DP é caracterizada clinicamente por três alterações motoras: tremor de repouso, bradicinesia (início vagaroso dos movimentose) e rigidez. No entanto, a comunidade científica tem revelado recentemente novas características clínicas da doença. Uma das mais proeminentes é que a DP não é meramente uma doença de ordem motora. Por exemplo, cerca de 80% dos pacientes que sobrevivem por pelo menos 20 anos com a doença desenvolvem algum tipo de demência. A demência no paciente com Parkinson (também referida como Parkinson’s disease dementia ou PDD) é caracterizada principalmente por déficits na memória de curto prazo, atenção e em funções executivas e visoespaciais.

Infelizmente, as alterações patológicas a nível cerebral que aumentam a susceptibilidade do paciente com DP ao aparecimento simultâneo de demência ainda permanecem desconhecidas. Sobre este aspecto, uma hipótese recém sugerida é que as células microgliais estão anormalmente ativadas no paciente DP, o que pode levar ao desenvolvimento de um estado de inflamação crônica no cérebro ou neuroinflamação. Normalmente, a micróglia desempenha a importante função de defesa imunológica dos neurônios contra patógenos invasores. Porém, a ativação crônica da micróglia também pode levar a lesão progressiva do tecido cerebral devido a intensa produção e liberação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, citocinas e quimiocinas por estas células. O aumento da expressão da proteína TSPO é um dos parâmetros para medir o nível relativo de ativação da microglial. A expressão da TSPO no cérebro humano pode ser realizada través de PET (tomografia de emissão de pósitrons) utilizando o marcador [11C](R)PK11195.

Recentemente, pesquisadores do Imperial College London (Reino Unido) (1) compararam o nível de ativação da micróglia entre pacientes portadores da doença de Parkinson que progrediram ou não à demência e indivíduos saudáveis (grupos PD, PDD, saudáveis, respectivamente). Além do estudo sobre a micróglia, o grupo de pesquisadores também avaliou os níveis da proteína beta-amilóide e o metabolismo de glicose através de PET (utilizando os marcadores [11C]PIB e [18F]FDG, respectivamente). Os autores do estudo encontraram um aumento significativo da ativação da micróglia nos cíngulos anterior e posterior, estriado, e nos córtices frontal, parietal, temporal e occipital de pacientes PDD em comparação com os sujeitos saudáveis (Figura 1). Embora menos pronunciado que os indivíduos PDD, os pacientes PD também apresentaram um aumento estatisticamente significativo na ativação da micróglia nos córtices parietal, temporal e occipital. Ambos PDD e PD possuíram uma redução no metabolismo de glicose no cíngulo posterior e córtices temporal, parietal e occipital. Assim como para o nível de ativação de micróglia, a redução do metabolismo de glicose foi relativamente mais pronunciada em pacientes PDD em comparação com os PD. Pacientes PDD e PD demonstraram apenas um aumento marginal da expressão da proteína beta-amilóide em comparação com o grupo saudável.

Por enquanto,  nenhum tratamento eficaz está disponível para evitar a progressão da PDD. Para uma estratégia de tratamento eficaz, é importante entender, por exemplo, o impacto da neuroinflamação sobre a função cerebral e os aspectos clínicos da doença. Os resultados deste estudo corroboram que, de fato, a ativação da micróglia pode desempenhar uma proeminente função na patologia da DP. Importantemente, as alterações observadas parecem ser restritas a determinadas regiões cerebrais. Este achado pode ser amplamente explorado no intuito de desmascarar a relevância da ativação focal da micróglia na DP. Como os autores encontraram que tal aumento de ativação microglial ocorreu de forma significativa em pacientes com ou sem demência, isto pode sugerir que a neuroinflamação pode ser um fenômeno precoce na DP que pode surgir mesmo antes do início da demência e persistir com o avanço da doença. Desta forma, a medida de ativação de micróglia não seria um parâmetro específico o suficiente para predição de desenvolvimento de Demência associada a DP. Apesar da ativação da micróglia induzir a liberação de uma variedade de citocinas, tais como TNFa, IL1, IL2, IL6, e NO, ainda não está claro se essas substâncias podem estar envolvidas na lesão celular e degeneração neuronal ou podem atuar como fatores de regeneração neuronal. Em razão disso, a neuroinflamação tem sido alvo de estudo do INCT de Medicina Molecular (conheça nosso grupo de pesquisa em Marcadores Biológicos Periféricos em Neuropsiquiatria) e recentemente nossos pesquisadores publicaram um estudo sobre o tema (2) que vale muito a pena ler.
*Luiz Alexandre V. Magno é Pós-Doutor do INCT de Medicina Molecular

 Fonte: Medicina UFMG.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Novas descobertas relacionadas a doença de Alzheimer e Parkinson podem ajudar na descoberta de novos tratamentos

abril 2, 2013 - Pesquisando novidades no site da Fundação Nacional do Parkinson nos E.U.A encontrei uma notícia muito importante de uma descoberta relacionada a proteínas endógenas e que essa descoberta ajudaria muito na em novos tratamentos no combate a doença de Alzheimer e doença de Parkinson. Notícias muito importante para todos os profissionais da saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, doentes, familiares, empresas prestadoras de serviços como Home Care. O ideal é passar informações como essa adiante, pois elas aumentam a esperança baseadas em novas descobertas que realmente podem ajudar ou na cura ou em tratamentos mais eficazes.

Nas doenças como a doença de Alzheimer e de Parkinson proteínas endógenas acumulam-se no cérebro, levando eventualmente à morte de células nervosas. Estes depósitos, que consistem em proteínas anormalmente formadas, supostamente migram entre as áreas interligadas do cérebro, o que contribui para o desenvolvimento da doença. Agora, um novo estudo em laboratório realizado por cientistas da Alemanha e dos EUA mostra que certas partículas de proteínas são realmente capazes de se multiplicar e disseminar de uma célula para outra. A investigação foi conduzida por pesquisadores do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn e Munique que colaboraram com cientistas dos EUA e de outras instituições alemãs. Os resultados são agora publicados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA (PNAS).

São partículas que consistem em proteínas deformadas capazes de se mover de um interior da célula para a seguinte, como se multiplicar e espalhar numa reação em cadeia? A equipe de cientistas liderado por Ina Vorberg, que é um pesquisador no DZNE em Bonn e um professor da Universidade de Bonn, investigam esta hipótese. Os cientistas fizeram com a ajuda de culturas de células, o que lhes permitiu adaptar experimentos para perguntas específicas.

Os pesquisadores usaram células cerebrais em cultura que se originou a partir de camundongos. O código genético de uma proteína modelo foi transferido para estas células, permitindo os cientistas controlarem a produção da proteína.

Uma partícula de levedura

O modelo da molécula de DNA foi extraído a partir de levedura. Esta proteína não existe nos humanos. No entanto, os cientistas escolheram esta proteína particular porque tinha várias propriedades que eram relevantes para o estudo: No seu ambiente natural – a célula de levedura – é capaz de formar replicantes “agregados” (isto é, partículas de proteína de grandes dimensões). A proteína deforma durante este processo. Agora, a pergunta era, se algo semelhante aconteceria em células de mamíferos. “No início, nossas células de rato produziram a proteína, mas não há partículas formadas”, relata Vorberg. “A situação se alterou quando se expuseram as células a agregados da mesma proteína. De repente, as proteínas que estavam em solução começaram formar aglomerados de construção”.

Agregados difusão

Uma vez que esta reação tinha sido desencadeada nas células foi na produção de agregados. Os pesquisadores notaram que esses aglomerados se espalharam para as células vizinhas, onde iniciaram a síntese dos agregados adicionais.

“Temos experimentalmente demonstrado que partículas de proteínas originárias do citossol, isto é, a partir de dentro das células, são capazes de se espalhar entre as células. Isto significa que, em células de mamíferos, há mecanismos capazes de desencadear uma tal reação em cadeia. Assim, o que temos mostrado no nosso sistema modelo pode ser aplicável para as doenças neurodegenerativas”, comenta Vorberg.

Propagação dos agregados era mais eficaz entre as células adjacentes. “Pelo menos em nosso sistema modelo, as partículas de proteína não são libertadas de forma eficiente para o meio e assimilados pelas células vizinhas. A transmissão mais eficaz ocorre por contato célula-a-célula direta. É possível que as células formam saliências e que os agregados se deslocam de um célula para outra através desta conexão”, diz o neurocientista. O que está acontecendo aqui vai ser o foco de novas pesquisas.

Base para potenciais terapias

“É importante saber como partículas de proteínas se comunicam”, enfatiza Vorberg. “Doenças relacionadas com partículas de proteína podem propagar-se de um modo semelhante à proteína modelo investigada.” Desvendar o mecanismo de transmissão entre as células pode conduzir a novos métodos para o tratamento. “Se nós encontrarmos uma forma de evitar a propagação de partículas relacionados com a doença de proteína, que pode ser capaz de interferir com a progressão da doença”, diz Vorberg.

Se você tiver dúvidas relacionadas a doença de Alzheimer pode procurar a ABRAz

A ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer é uma entidade privada de natureza civil sem fins lucrativos, com 20 anos de história, que tem como missão ser o núcleo central das pessoas envolvidas com a doença de Alzheimer e outras demências no Brasil. O trabalho é desenvolvido por voluntários envolvendo profissionais da área de saúde, educação, jurídica e outros, bem como familiares de pessoas com doença de Alzheimer. Se você for de Porto Alegre pode procurar a sub-regional que localiza-se no Hospital Mãe de Deus – Auditório Irmã Jacomina, Av. José de Alencar 286 – Bairro Menino Deus (mais informações aqui). Fonte: Aliviabio Olho de Thundera.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Células de defesa ajudam a piorar o quadro em doenças como Alzheimer e Parkinson

Estudo brasileiro mostra que o sistema imunológico provoca a quebra de fibras amiloides em pedaços menores e mais prejudiciais para o organismo

16/10/2012 - Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descreveu pela primeira vez o processo que transforma fibras amiloides, presentes em doenças como Parkinson e Alzheimer, em pedaços menores e mais tóxicos. A pesquisa está disponível no portal do periódico Journal of Biological Chemistry, e será publicado na edição impressa de novembro.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Amyloid fibrils trigger the release of neutrophil extracellular traps (NETs), causing fibril fragmentation by NET-associated elastase
Onde foi divulgada: revista Journal of Biological Chemistry
Quem fez: Estefania P. C. Azevedo, Anderson B. Guimarães-Costa, Guilherme S. Torezani, Carolina A. Braga, Fernando L. Palhano,Jeffery W. Kelly, Elvira M. Saraiva e Debora Foguel
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Resultado: A pesquisa mostrou que a presença de amiloides no organismo ativa uma resposta do sistema imunológico, que envia neutrófilos ao local. A partie da NETose, o neutrófilo libera a enzima elastase, que fragmenta as fibras amiloides em partes menores e mais tóxicas.

Amiloidose é o termo que designa todas as doenças caracterizadas pelo acúmulo de amiloides, que são aglomerados de proteínas que seguem uma ordenação específica, formando uma fibra. O que muda em cada doença é o tipo de proteína que se acumula e o local do organismo em que isso ocorre. “No Parkinson, os amiloides se depositam em uma região específica, que controla o movimento, por isso o paciente apresenta tremores. No caso do Alzheimer, esses agregados se encontram no hipocampo, em uma região que controla a memória, então o sintoma da doença depende de onde está aquela estrutura amiloide”, disse ao site de VEJA Debora Foguel, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e integrante do grupo de pesquisadores.  (segue...) Fonte: Boainformacao.
Editado com LibreOffice Writer

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mutação dá nova pista contra mal de Alzheimer

12/07/2012 - A descoberta de uma mutação genética (alteração no DNA) que tem o efeito de proteger contra o mal de Alzheimer pode ajudar cientistas na busca de uma droga contra a doença, que leva à perda de memória e à morte.

A pesquisa foi liderada pela empresa deCODE, da Islândia, que estudou as informações genéticas por meio de sequeciamento de DNA de 1.795 nativos do país-ilha.

Eles viram que a incidência de alzheimer era muito menor entre os portadores de uma mutação específica que funciona como uma proteção dos neurônios.

A alteração rara foi encontrada nesse gene (batizado pelos pesquisadores de APP), que contém a receita para a produção de uma proteína de função ainda mal conhecida.

No estudo da "Nature", os autores descrevem como diferentes alterações nesse gene originam versões distintas de moléculas amiloides, umas mais nocivas que outras. Aquelas envolvidas no mal de Alzheimer são as beta-amiloides.

Essas moléculas, quando se unem em grandes quantidades, formam fibras que sobrecarregam e matam os neurônios de diferentes áreas do cérebro ocasionando a perda das capacidades de memória características do paciente com o mal de Alzheimer.

A mutação identificada pelos cientistas faz com que o cérebro consiga digerir as moléculas formadoras dessas fibras, impedindo que elas se agreguem. Com isso, a capacidade de memorização é mantida em níveis normais.

Em outras palavras, essa proteína precisa ser produzida e destruída de maneira adequada pelo organismo.

As células nervosas de pessoas sem a mutação benéfica apontada pelo estudo quebram a proteína de maneira "errada" por meio de uma enzima (chamada Bace-1). É como se os pedaços da proteína ficassem indigestos e acabassem se acumulando.

MUTAÇÃO PROTETORA
Quem tem a mutação protetora é resistente a essa enzima. E é justamente disso que a indústria farmacêutica estava atrás. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Las células humanas albergan la maquinaria necesaria para eliminar las fibras amiloides

RELACIONADAS CON ENFERMEDADES NEURODEGENERATIVAS

Miércoles, 20 de junio 2012 - MADRID, 20 Jun. (EUROPA PRESS) -  En un nuevo estudio, publicado en 'PLoS Biology', James Shorter, profesor de Bioquímica y Biofísica, en la Universidad de Pensilvania, y sus colaboradores, han señalado una necesidad urgente de encontrar formas de promover el ensamblaje beneficioso de la fibra amiloide, o de revertir sus agentes patógenos.

Las fibras amiloides son agregados de proteínas asociados a numerosas enfermedades neurodegenerativas, como la enfermedad de Parkinson, para la que no existen tratamientos eficaces. Sin embargo, estas fibras también pueden desempeñar un papel beneficioso y protector (en la levadura, se asocian con un aumento de la supervivencia y la evolución de nuevos rasgos).

Por otro lado, los seres humanos, forman nanoestructuras biológicas que albergan pigmentos y otras moléculas, y también pueden participar en la formación de la memoria a largo plazo. Las fibras amiloides se encuentran entre las estructuras más estables basadas ??en proteínas y, así, cuando son perjudiciales, como en la enfermedad de Parkinson, son muy difíciles de deshacer.

Los investigadores han descrito los mecanismos que hacen que las pequeñas proteínas de choque térmico (HSP, del inglés Heat Shock Proteins), colaboren con otras moléculas que regulan el montaje y desmontaje de priones de levadura beneficiosos (amiloides que se pueden propagar entre individuos).

La levadura contiene una proteína llamada Hsp104, que desmonta rápidamente las fibras amiloides -actividad que es mucho más efectiva gracias a las pequeñas proteínas de choque térmico. Sn embargo, los seres humanos, y otros animales, carecen de Hsp104, por lo que los científicos siempre se han preguntado si las células humanas también pueden desmontar estas fibras amiloides, excepcionalmente estables.

En este estudio, el esquipo de Shorter estableció que, en ausencia de Hsp104, las proteínas de choque térmico de la levadura colaboran con otras moléculas chaperonas para despolimerizar, poco a poco, las fibras amiloides -mediante la eliminación, una a una, de subunidades de fibra de las puntas de las fibras. Esta actividad fue muy sorprendente, ya que, tradicionalmente, las proteínas de choque térmico pequeñas, y otras moléculas chaperonas, son famosas por sus funciones en la prevención de la agregación de proteínas.

Es importante destacar que las proteínas de la maquinaria amiloide-despolimerasa, se conservan en los seres humanos. De este modo, incluso sin Hsp104, las pequeñas proteínas humanas de choque térmico podrían colaborar con las moléculas humanas para despolimerizar, poco a poco, las fibras amiloides. Por ejemplo, ahora está claro que las células humanas albergan la maquinaria necesaria para eliminar las fibras amiloides, relacionadas con la enfermedad neurodegenerativa.

Short explica que "en los seres humanos, las pequeñas proteínas de choque térmico, HspB5, estimulan otras proteínas de choque térmico, Hsp110, Hsp70 y Hsp40, para despolimerizar paulatinamente las fibras amiloides, formadas por la alfa-sinucleína, implicada en la enfermedad de Parkinson. Debido a que los monómeros (segmentos más cortos), y no los oligómeros tóxicos (segmentos más largos), son liberados por este sistema, creemos que esta es una forma muy segura para disolver amiloides".

Este sistema de amiloide- despolimerasa, recién identificado, podría tener importantes aplicaciones terapéuticas para diversas enfermedades neurodegenerativas -el objetivo es estimular esta maquinaria en los seres humanos, mediante el aumento de la expresión de proteínas de choque térmico. El siguiente paso será impulsar la actividad de este sistema, tal vez con fármacos, en modelos animales de enfermedades neurodegenerativas. Fonte: Europa Press.es.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

16/05/2012 - 10h21

Novo remédio contra alzheimer passará por teste na Colômbia

DO "NEW YORK TIMES"
Uma pesquisa que pode levar a novos tratamentos para prevenir o alzheimer em pessoas com propensão genética a ter a doença está começando na Colômbia.

A droga será testada em pessoas sem sintomas da doença mas que, por razões genéticas, estão destinadas a desenvolver demência a partir dos 45 anos.

A fase inicial do estudo vai incluir 300 de 5.000 membros de uma família de Medellín e vilarejos próximos à cidade colombiana. Acredita-se que o grupo tenha mais membros com alzheimer do que qualquer outra família do mundo.

O ensaio clínico de US$ 100 milhões vai levar cinco anos, mas resultados preliminares a partir do segundo ano do estudo já poderão dizer se as drogas estão ajudando a retardar o declínio na memória e as mudanças no cérebro dos portadores do gene da doença, segundo Eric Reiman, diretor-executivo do Instituto de Alzheimer Banner, em Phoenix, e líder da pesquisa.

Alguns americanos com genes do alzheimer também serão incluídos, como parte do plano nacional dos EUA para combater a demência.

Outro teste deverá estudar os efeitos do remédio em pessoas com risco de alzheimer "convencional".

A droga, o crenezumabe, ataca as placas amiloides no cérebro, formações ligadas aos problemas cerebrais da doença. Se o remédio for eficaz, será possível prevenir ou atrasar os danos da doença.

O teste poderia ser considerado controverso por ocorrer em um país em desenvolvimento, entre pessoas com baixa renda e um histórico de superstições sobre a doença, conhecida como "la bobera".

"A primeira coisa que fiz foi me perguntar se estávamos tirando proveito dessas pessoas. A resposta foi não", afirma Richard Scheller, da empresa Genentech. Se nada fosse feito, diz ele, essas pessoas ficariam doentes. Fonte: Folha de S.Paulo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Novo diagnóstico precoce é desenvolvido para prevenir Alzheimer

Procedimento alemão usa substâncias que reconhece alterações no tecido cerebral
25 de abril de 2012 | BERLIM - Uma equipe de cientistas alemães da Universidade de Leipzig desenvolveu um novo método de diagnóstico do mal de Alzheimer que permite identificar a doença anos antes de o paciente apresentar os primeiros sintomas. O procedimento foi apresentado no 50º Congresso da Sociedade Alemã de Medicina Nuclear, realizado na cidade de Bremen, no norte do país, por um grupo de cientistas dirigidos pelo especialista Osama Sabri.

Os pesquisadores desenvolveram duas substâncias que permitem reconhecer alterações do tecido cerebral no qual são depositadas determinadas proteínas muito antes de o paciente apresentar os primeiros sintomas de perda de memória. Os depósitos de proteínas, as chamadas placas beta-amiloides, se produzem no cérebro pelo menos dez anos antes do surgimento dos primeiros sintomas da doença, assinalou a equipe da Universidade de Leipzig, no leste da Alemanha.

Um novo produto farmacêutico de baixa radiação permite reconhecer essas placas com uma tomografia especial de emissões de positrons, segundo o estudo de Sabri, que espera lançar sua criação ao mercado ainda neste ano. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nuevos avances para combatir el Parkinson y el Alzheimer

16-nov-2011 - La ciencia avanza y con ello se han abierto nuevos caminos para prevenir las enfermedades neurodegenerativas.

Un grupo de científicos argentinos, de la Universidad Nacional de Rosario, han hallado regiones de las proteínas involucradas en los procesos que provocan la muerte celular y, como consecuencia directa, el desarrollo de las enfermedades neurodegenerativas como son el Parkinson y el Alzheimer. (...)

Una nueva esperanza para los enfermos de Parkinson y Alzheimer
Después de un largo periodo de estudios la recompensa por fin ha llegado. Con la información obtenida tras el reciente hallazgo, se abre un amplio abanico de posibilidades de diseñar y obtener nuevos tratamientos y nuevos fármacos para prevenir las enfermedades relacionadas con estas dos patologías y con otros procesos neurodegenerativos relacionados.

El Parkinson y el Alzheimer
Estas dos “famosas” enfermedades son muy similares, podríamos decir que su proceso es prácticamente el mismo, si bien, cada una de esta patología afecta a una región diferente del cerebro. Es por esto que el paciente de Parkinson tiene una disfunción motriz, no obstante es consciente de lo que le ocurre. Mientras que el enfermo de Alzheimer sufre una serie de problemas conductuales y no es consciente de lo que le ocurre: se olvida de las cosas, de los nombres, no reconoce caras ni siquiera a los propios familiares, etc.

Estas dos patologías son de naturaleza neurodegenerativa, eso quiere decir que provocan la destrucción y muerte progresiva de las neuronas de los diferentes sistemas o estructuras nerviosas. Estas enfermedades se originan en un proceso llamado “amiloidogénesis proteica”, eso quiere decir que se trata de un proceso de agregación de la proteína, por tanto, es cuando esta proteína se transforma de una molécula soluble a formar un depósito.

Este suceso ocurre en un determinado estadio de la vida o ante una determinada disfunción cerebral. Lo grave de este episodio es cuando afecta al cerebro, de tal manera que ocasiona la pérdida progresiva de neuronas y entonces es, lamentablemente, cuando surgen las apariciones de las enfermedades.

El estudio se realizó con la técnica de Resonancia Magnética Nuclear
Claudio Fernández, que lidera el grupo de científicos del Instituto de Biología Molecular de Rosario (IBR Conicet) lleva investigando 5 años en el estudio de estas enfermedades, y fue quien descubrió la forma tridimensional de la proteína en su estado inofensivo. Fernández estuvo aplicando la técnica de Resonancia Magnética Nuclear que, en la actualidad, es el único método de análisis para determinar la forma tridimensional de la proteína.

“Lo que nosotros logramos ver es cómo es la proteína en su estado nativo, en el cual tiene que cumplir una determinada función, es soluble y no produce ningún nivel de toxicidad ni daño celular, y cuáles son los cambios estructurales que ocurren por los que la proteína pasa de un estado inofensivo a un estado neurotóxico, ofensivo para la neurona” explicó el investigador a InfoUnioversidades. (segue...) Fonte: Suite 101.ca.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Proteína do Alzheimer cria novo material
Segunda-feira, 01 de agosto de 2011 - São Paulo- Proteína associada a uma série de doenças, entre elas as condições neurológicas Alzheimer e Parkinson, está sendo estudada para dar origem a um novo material super-resistente.

A Amilóide é conhecida por formar densas massas no cérebro de pacientes, porém ela também tem papel estrutural importante em muitos seres vivos, de micro organismos a mamíferos.

As bactérias E. coli, por exemplo, produzem esse tipo de proteína para aderir à superfície de outras células, mesmo em ambientes líquidos. Além de grudentas, as amilóides são excepcionalmente fortes e ajudam a formar a estrutura celular.

Em um trabalho publicado domingo na Nature Nanotechnology, uma dupla de pesquisadores descreve como a estrutura dessa proteína é parecida à da seda – possui diversas camadas que lhe dão uma resistência incomum. Markus Buehler, do Massachusetts Institute of Technology, EUA, e Tuomas Knowles, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reviram e analisaram todos os dados a respeitos das amiloides, estudando as diferentes adesões e forças que se pode obter ao utilizá-la em um novo material.

As proteínas poderiam ser usadas para produzir nanofios em circuitos minúsculos, em adesivos resistentes a solventes, como controle de orientação de polímeros em células solares orgânicas, como forma de entregar drogas em regiões específicas do organismo ou ainda produzindo estruturas rígidas, que sirvam como suporte para a regeneração de tecidos cerebrais (uma grande ironia, uma vez que ela está associada a várias doenças neurológicas). (segue...) Fonte: Info Abril.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Descubren claves de una enfermedad que envejece a los niños
RAPAMICINA: A placa, na Ilha de Páscoa, lembra o feito dos pesquisadores brasileiros.
Lunes, 04 de julio de 2011 - (...) El misterio de la progeria sigue siendo uno de sus intereses. Collins y otras siete personas son autores de un estudio que encontró que un fármaco inmunodepresor, llamado rapamicina, podría tratar la progeria.

No existen medicamentos aprobados o tratamientos para retardar el desarrollo de la enfermedad.

Los niños con esta rara condición genética pierden su cabello cuando son bebés, al mismo tiempo que aprenden a hablar. Sus mentes se desarrollan de forma normal, pero sus cuerpos envejecen rápidamente.

Cuando son pequeños, su piel comienza a arrugarse y a colgarse. La mayoría de ellos muere de causas relacionadas, como enfermedades cardiacas o un derrame cerebral, mientras se encuentran en la escuela primaria.

La causa: una sola letra en el genoma de un paciente con progeria está fuera de lugar. Este defecto genético hace que el niño acumule cantidades excesivas de una proteína tóxica llamada progerina y las células no pueden deshacerse de ella.

“Las células tienen una forma normal de eliminación de subproductos”, dice el doctor Dimitri Krainc, un autor del estudio. “Acumulas basura y no puedes eliminarla. Eso es lo que ocurre en las células. Mientras trabajan, empiezan a acumular los subproductos. Tiene que haber un sistema que elimine los subproductos".

La progerina se ve en pequeñas cantidades en las células de personas sanas a medida que comienzan a crecer. La diferencia es que las células sanas pueden deshacerse de las moléculas dañadas y de las proteínas innecesarias.

Los investigadores decidieron probar la rapamicina en células de pacientes con progeria, porque la investigación sugiere su eficacia en la ampliación de la vida de los ratones. La rapamicina es un fármaco inmunosupresor suministrado a receptores de trasplantes para evitar el rechazo del órgano.

Krainc, profesor asociado de medicina en la Universidad de Harvard, dice que las células de pacientes con progeria lucían “muy enfermas”.

“Cuando son tratadas con rapamicina, se ven normales”, explica. El medicamento pareció activar un sistema celular que elimina los residuos.

“La rapamicina o medicamentos similares de la misma clase son capaces de acelerar ese sistema de limpieza”, precisa Collins.

Pero el medicamento tiene riesgos importantes, ya que eleva los niveles de colesterol y suprime el sistema inmunológico, haciendo a los pacientes más vulnerables ante las infecciones. La rapamicina fue derivada de bacterias encontradas en el suelo de la Isla de Pascua en la década de 1960.

Los resultados del estudio de la progeria desataron el debate acerca de un posible ensayo clínico en humanos.

“No puedo decir lo que el fármaco va a hacer antes de la prueba clínica”, indica Krainc. “Estamos muy esperanzados, porque el efecto dramático (en las células) fue replicado”.

La acumulación de proteínas en las células se observa en otras enfermedades, como el Alzheimer y el Parkinson. Los pacientes con Alzheimer tienen marañas de proteína tau y placas de beta amiloide en sus cerebros. Los pacientes de Parkinson tienen una acumulación de una proteína llamada alfa-sinucleína.

Algunos científicos sostienen la hipótesis de que la incapacidad de las células para eliminar las proteínas innecesarias a medida que los seres humanos envejecen es lo que podría conducir a enfermedades graves.

“Ésta es una vía de importancia fundamental por la cual las células mantienen su propia salud”, dijo Collins. “Sin embargo, a medida que envejecemos, no lo hacemos tan bien y la acumulación comienza a suceder”. (segue...) Fonte: Mexico CNN Salud.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cientistas descobrem variante de gene que aumenta o risco de Alzheimer
De acordo com estudo, variante impediria a evacuação de placas senis do tecido cerebral, favorecendo o desenvolvimento da doença
30 de junho de 2011 | WASHINGTON - Cientistas descobriram que a variante de um gene associado à doença de Alzheimer impede a evacuação de placas senis do tecido cerebral, o que aumenta o risco de desenvolvimento da doença, segundo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational Medicine".

As placas senis são formadas devido à acumulação de proteínas beta-amilóide, que se concentram em cúmulos ou novelos impenetráveis que afetam à transmissão entre as células nervosas do cérebro.

A descoberta serviria para explicar por que algumas pessoas sofrem maior acumulação da proteína e buscar novas maneiras para atrasar e inclusive deter a acumulação dessas placas. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cientistas criam método que retarda Alzheimer e infecção por VIH
29/06/2011 - Um novo avanço dos bioquímicos da University of California, em Los Angeles, nos EUA, aproximou cientistas de tratamentos que podem retardar o aparecimento da doença de Alzheimer e impedir a transmissão sexual do VIH, avança o portal ISaúde.

Os investigadores relataram ter projectado inibidores moleculares que atacam proteínas específicas associadas com Alzheimer e VIH para evitar que elas formassem as fibras amilóides – cadeias de proteínas alongadas interligadas que desempenham um papel fundamental em mais 20 doenças neurodegenerativas.

"Ao estudar as estruturas de duas proteínas-chave que formam amilóides, fomos capazes de identificar a pequena cadeia de aminoácidos responsável pela formação da fibra amilóide e projectar uma 'capa' molecular que se liga à terminação das fibras para inibir o crescimento", disse o químico David Eisenberg.

As fibras são encontradas não apenas na doença de Alzheimer, mas em várias enfermidades, incluindo a doença de Lou Gehrig, Parkinson, diabetes tipo 2 e vários distúrbios relacionados à doença das vacas loucas, entre outros. Na doença de Alzheimer e outras condições neurodegenerativas, a proteína tau forma fibras amilóides dentro das células cerebrais, destruindo-as. (segue...) Fonte: RCM Pharma.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Novo exame pode prever Alzheimer, diz estudo
22 de junho de 2011 | Um novo método para diagnosticar indícios do mal de Alzheimer no fluido espinhal pode ajudar a identificar com maior precisão casos em que uma leve perda da memória pode evoluir para a demência total, segundo um estudo divulgado na quarta-feira pela revista Neurology.

"A possibilidade de identificar quem vai desenvolver o mal de Alzheimer bem no começo do processo será crucial no futuro", disse Robert Perneczky, da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), que comandou o estudo.

"Quando tivermos tratamentos que possam prevenir o mal de Alzheimer, poderemos começar a tratá-lo muito precocemente, e possivelmente prevenir a perda de memória e de capacidade de pensamento que ocorre com essa devastadora doença."

Os atuais exames do Alzheimer no fluido espinhal avaliam desequilíbrios em duas proteínas: a beta-amiloide, que forma placas pegajosas no cérebro, e a tau, que é considerada um marcador de danos nas células cerebrais.

Vítimas do Alzheimer tendem a ter níveis reduzidos da beta-amiloide e níveis elevados da proteína tau no fluido espinhal, e médicos costumam examinar isso para confirmar se casos de demência são causados pelo Alzheimer. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estudo descobre anticorpos que impedem progressão do Alzheimer
09/06/2011 - Um estudo conduzido por cientistas britânicos sobre o efeito de anticorpos no tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob --que afeta o cérebro-- descobriu que eles também podem bloquear a progressão do Alzheimer.

O achado, publicado na revista "Nature Communications", representa um passo significativo no desenvolvimento de drogas contra a demência.

A pesquisa foi realizada com camundongos pela University College de Londres. Ela indica que dois anticorpos --ICSM 18 e 35-- impedem a ação da toxina beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, criando uma espécie de emaranhado que dificulta a comunicação entre as células.

Pesquisas clínicas com remédios à base dos anticorpos serão realizadas com humanos no ano que vem, para o tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob. Em caso de sucesso, os estudos podem ser feitos com pacientes com Alzheimer. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Novo remédio avança no combate ao Alzheimer
Tratamento encontra meio de enfrentar a doença diretamente no cérebro
26/05/2011 - Todos os remédios criados para combater o Alzheimer até hoje tiveram sucesso apenas parcial. A causa: é muito difícil criar moléculas que passem pela barreira hematoencefálica, uma fortaleza que seleciona os componentes do sangue que entram no cérebro. Por isso, as tentativas de atacar as placas de proteína beta-amiloide, que se acumulam no cérebro e causam a perda das funções cognitivas, como a memória, acabam gerando poucos resultados.

Pesquisadores de biotecnologia da Genentech, uma companhia conhecida por criar tratamentos contra o câncer baseados em anticorpos, afirmam, porém, ter desenvolvido uma forma de passar por essa barreira e chegar ao cérebro. Suas descobertas, divididas em dois estudos publicados na revista Science Translational Medicine, podem representar tratamentos eficazes para o Alzheimer, esquizofrenia, Parkinson e até mesmo autismo. "Eles abrem uma nova fronteira no tratamento baseado em anticorpos", afirmou Mark Dennis, um dos cientistas da Genentech.

O que acontece atualmente? Pequenas moléculas podem atravessar essa barreira, mas grandes moléculas, como anticorpos criados em laboratório, ficam presas nas intricadas malhas de vasos sanguíneos do cérebro. Segundo Ryan Watts, diretor de neurosciência da Genentech, que trabalhou em ambos os estudos, menos de 0,1% dos medicamentos que usam anticorpos passam pela barreira. "Essa nova tecnologia pode melhorar significativamente esta taxa", disse Watts. O novo medicamento funciona por meio do bloqueio do beta-secretase 1 ou BACE, enzima necessária para cortar as proteínas beta-amiloide, formando placas que aderem nos cérebros dos pacientes com Alzheimer.

Cavalo de Troia — O primeiro passo do estudo obteve sucesso relativo. Testes em camundongos e macacos mostraram que os anticorpos reduziram efetivamente a quantidade de beta-amiloide no sangue dos animais, mas apresentaram um efeito modesto na redução dos níveis da proteína no cérebro.

Para superar o problema, a equipe decidiu usar uma abordagem Cavalo de Troia. Sabendo que o ferro chega facilmente no cérebro, eles fizeram o anticorpo específico para receptores de transferrina, responsável pelo transporte de ferro através da barreira hematoencefálica. Mesmo assim, as moléculas maiores continuavam presas na barreira. A saída foi deixá-las menos 'grudadas' aos receptores de transferrina. Ao chegar à barreira, então, elas 'caíam' dos receptores e entravam no cérebro.

Novos testes em ratos mostraram que os anticorpos atingiram o alvo e reduziram consideravelmente a quantidade de proteína prejudicial no cérebro. Várias empresas já estão desenvolvendo remédios que funcionam de forma parecida. "Agora nós vamos atrás disso de forma agressiva", disse Watts, acrescentando que a Genentech estudará tratamentos de anticorpos para outras doenças neurodegenerativas, além do Alzheimer. Fonte: Revista Veja.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Família colombiana é esperança em pesquisa sobre o Alzheimer
Descendentes de um único casal apresentam grande incidência da doença, às vezes prematuramente
19 de maio de 2011 | Uma família colombiana que sofre com a alta incidência de um tipo hereditário de Mal de Alzheimer está participando de uma série de testes envolvendo drogas que, esperam cientistas, podem levar a uma cura para a doença.

Sentado em uma cadeira, Johnhaider esfrega uma de suas pernas compulsivamente. Seus olhar é vago e ele não consegue mais falar. Ele não sabe onde está e não reconhece sua irmã, Patrícia.

Johnhaider está no estágio final do Alzheimer, mas seu caso surpreende por duas razões: ele tem apenas 53 anos, enquanto a maioria dos pacientes atinge esta fase aos 65 anos ou mais. (...)

Testes
Os cientistas do Banner Institute vão testar na família drogas criadas para atacar a placa neural que se acumula nos cérebros de todos os pacientes com Alzheimer. A placa, de consistência grudenta, parecida com goma de mascar, é resultado de uma disfunção que leva o organismo a produzir uma proteína chamada amiloide. Eles esperam que as drogas consigam inibir o desenvolvimento da placa. (segue...) Fonte: Estadão.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Identifican marcadores para detectar antes las demencias en pacientes con Parkinson
11/12/2010 - Un ensayo clínico liderado por médicos del Hospital Clínic de Barcelona ha logrado identificar por primera vez unos marcadores —proteínas—capaces de detectar de forma precoz la demencia en enfermos de Parkinson. El estudio, que durará tres años, servirá para confirmar estos resultados preliminares, que señalan que los marcadores que detectan la demencia en el Alzhéimer, también se dan en los enfermos con Parkinson que con el tiempo desarrollan demencias.

Eduard Tolosa, del servicio de Neurología del Hospital Clínic, explicó ayer que están viendo que los enfermos de Alzhéimer y los de Parkinson tiene las mismas proteínas alteradas en el cerebro, ya que la demencia es un síntoma no motor en estos enfermos, aunque los temblores son los síntomas de movilidad más conocidos. El 70% de los enfermos de Parkinson desarrolla a largo plazo demencia, un trastorno que además de empeorar la calidad de vida del paciente, constituye una importante carga para el cuidador e incrementa la mortalidad. Con este estudio se quieren establecer parámetros que permitan evaluar estas lesiones mucho antes de la aparición clínica de demencia. Fonte: ABC.es.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer
Pesquisa utilizou ratos expostos 1 a 2 horas por dia durante 7 a 9 meses.
Exposição reduziu acúmulo de proteína beta-amilóide, indicador da doença.
06/01/10 - As pessoas que gastam horas todos os dias no telefone celular podem ter uma nova desculpa para tagarelar. Um novo estudo feito com ratos dá a primeira evidência de que a exposição às ondas eletromagnéticas associadas ao uso do aparelho podem proteger da doença de Alzheimer e até mesmo reverter seu desenvolvimento.

O estudo, conduzido por pesquisadores do Florida Alzheimer's Disease Research Center (ADRC), da Universidade do Sul da Flórida, foi publicado nesta quarta-feira (6) no “Journal of Alzheimer's Disease”.

“Ficamos surpresos ao concluir que a exposição ao telefone celular, iniciada cedo na idade adulta, protege a memória de ratos destinados a desenvolver o mal de Alzheimer”, afirmou Gary Arendash, autor da pesquisa. “Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença.”

Os pesquisadores mostraram que a exposição de ratos mais velhos às ondas eletromagnéticas reduziu o acúmulo danoso da proteína beta-amilóide em áreas do cérebro, além de prevenir o acúmulo em ratos jovens. (segue...) Fonte: G1.
Eu pensava que fosse o contrário (vide contaminação eletromagnética).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Asocian fármacos para la presión con menor riesgo de Parkinson
24/12/2009 - Las personas que toman una clase de antihipertensivos tendrían menos riesgo de desarrollar Parkinson, sugirió un nuevo estudio. Esos fármacos son un tipo de antagonistas de los canales de calcio llamados dihidropiridinas, que incluyen medicamentos como la nifedipina (Adalat), la felodipina (Plendil) y la nicardipina (Cardene). Los autores hallaron entre más de 11.000 adultos en Dinamarca, que quienes usaban esas medicinas eran alrededor de un 25 por ciento menos propensos a desarrollar Parkinson que los participantes que no usaban esos fármacos. No se observó la misma protección con otros tipos de antagonistas de los canales de calcio ni con otros antihipertensivos, incluidos los betabloqueantes, los antagonistas de angiotensina-II y los inhibidores de la ECA. Los datos, publicados en Annals of Neurology, no prueban que las dihidropiridinas reduzcan directamente el riesgo de desarrollar Parkinson. "Es el primer estudio que lo prueba en humanos", dijo la doctora Beate Ritz, de la University of California en Los Angeles. Se necesitan más estudios para conocer si se mantiene la relación. (segue...) Fonte: Público.es.
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Interação sinérgica melhora a patogênese da doença de Parkinson
ScienceDaily (Dec. 24, 2009) - Cientistas identificaram uma interação sinérgica que interrompe os mecanismos normais do transporte intracelular e leva ao acúmulo ou aglomerações de neurônios prejudiciais da proteína associada à doença de Parkinson (DP), uma doença neurodegenerativa que se caracteriza por uma perda de neurônios no mesencéfalo e tronco cerebral. A pesquisa, publicada por Cell Press na edição de 24 de dezembro, identifica uma nova potencial opção terapêutica para prevenir a DP associada. (...) "Nós descobrimos uma nova função para o gene LRRK2 na regulação do tráfego intracelular e na acumulação de α-syn nos neurônios e nossos resultados sugerem que quantidades excessivas de LRRK2, ou suas mutações, podem resultar em acumulação anormal e prejudicial nos neurônios da proteína α-syn", conclui Dr. Cai. "É possível que a inibição do gene LRRK2 possa fornecer uma estratégia terapêutica aplicável para melhorar α-syn neurodegenerativa induzida na DP e outras doenças neurodegenerativas." (segue..., em inglês)