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domingo, 28 de setembro de 2014

CBD associado com melhor qualidade de vida em pacientes com Parkinson

27 de setembro de 2014 - A administração de canabidiol (CBD), um canabinóide não-psicotrópico, está associada com a melhoria da qualidade de vida em pacientes com doença de Parkinson, de acordo com dados de ensaios clínicos publicados online antes da impressão no Journal of Psychopharmacology.

Investigadores da Universidade de São Paulo, no Brasil avaliaram a eficácia da CBD versus placebo em 21 indivíduos com Parkinson. Os autores relataram que a administração de doses de 300 mg de CBD por dia foi associada com "significativamente diferentes escores médios totais" em sujeitos quanto ao "bem-estar e qualidade de vida" em comparação com placebo.

Avaliações distintas da CBD versus placebo relataram que o canabinóide não pareceu atenuar os sintomas gerais da doença, nem foi mostrado como sendo neuroprotetor.

"Este estudo aponta para um possível efeito do CBD na melhoria das medidas relacionadas com a qualidade de vida dos pacientes com DP sem comorbidades psiquiátricas," investigadores concluíram. Eles acrescentaram: "Nós não encontraram diferenças estatisticamente significante entre os sintomas motores da DP; No entanto, estudos com amostras maiores e com avaliação sistemática dos sintomas específicos da DP são necessários a fim de fornecer conclusões mais fortes a respeito da ação do CBD na DP."

Os relatórios clínicos já indicaram que tanto CBD e / ou da planta inteira de cannabis pode tratar vários sintomas da doença de Parkinson, inclusive com a melhora nos sintomas motores, a redução da dor, melhoria do sono, e uma redução na gravidade dos episódios psicóticos.

Os dados da pesquisa de pacientes com DP indica que quase a metade de todos os sujeitos que tentam a cannabis experimentaram alívio.

O resumo do estudo, "Efeitos do canabidiol no tratamento de pacientes com doença de Parkinson: Um estudo duplo-cego exploratório", aparece online aqui. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Weed Blog.

Matéria específica correlacionada foi publicada neste blog em 19/08.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Grupo estuda papel do sistema endocanabinoide em Parkinson

Região cerebral afetada pela doença é rica em neurônios com receptores para os neurotransmissores com estrutura semelhante aos compostos químicos da maconha
O sistema endocanabinoide é formado por um conjunto de neurotransmissores quimicamente semelhantes a compostos químicos existentes na maconha e por seus receptores cerebrais.
23/07/2014 - São Paulo – Uma pesquisa em andamento no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) tenta desvendar como o sistema endocanabinoide está envolvido no processo neurodegenerativo que acomete portadores da doença de Parkinson.

O sistema endocanabinoide é formado por um conjunto de neurotransmissores quimicamente semelhantes a compostos químicos existentes na maconha (Cannabis sativa) e por seus receptores cerebrais.

De acordo com Andrea da Silva Torrão, coordenadora da pesquisa apoiada pela FAPESP, esse conhecimento poderá ajudar no desenvolvimento de novas ferramentas terapêuticas.

“Os primeiros resultados obtidos mostram que o sistema de neurotransmissão endocanabinoide está envolvido na doença de Parkinson, mas ainda não sabemos se para o bem ou para o mal. Conhecendo melhor como ele se comporta, poderemos ir atrás de drogas capazes de pelo menos melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, disse Torrão.

A doença de Parkinson é resultante da perda progressiva de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina e estão situados em um núcleo cerebral relacionado ao controle de movimentos conhecido como substância negra.

“A substância negra faz parte de um grande complexo cerebral denominado núcleos da base. Uma das funções dos núcleos da base é a organização dos movimentos voluntários”, explicou a pesquisadora.

Quando a perda dos neurônios dopaminérgicos ultrapassa 50%, começam a se manifestar sintomas como tremores de repouso, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão de movimento) e acinesia (imobilidade). A doença também costuma causar depressão, problemas cognitivos e, em estágio avançado, demência.

Para tentar descobrir o que dispara a degeneração dos neurônios dopaminérgicos e entender como o sistema endocanabinoide participa do processo, os pesquisadores do ICB induziram um quadro semelhante ao Parkinson em ratos.

“Os endocanabinoides têm a função de neuromodulação. Fazem uma espécie de ajuste fino das sinapses e controlam a liberação de outros transmissores dos neurônios. Os receptores canabinoides CB1 ficam principalmente nos terminais axônicos de dois tipos de neurônios: os gabaérgicos – que usam como mediador o ácido gama-aminobutírico (GABA) – e os glutamatérgicos – que usam como mediador o glutamato. Ambos existem em grande quantidade nos núcleos da base”, disse Torrão.

Os experimentos com modelo animal foram realizados durante o doutorado de Gabriela Pena Chaves-Kirsten, com Bolsa da FAPESP. Parte dos resultados foi publicada na revista PLoS One.

A morte dos neurônios dopaminérgicos foi provocada em apenas um dos hemisférios cerebrais com a injeção de uma neurotoxina conhecida como 6-hidroxidopamina.

“Por meio de um procedimento cirúrgico, injetamos essa substância diretamente no estriado, um dos componentes dos núcleos da base. Após uma ou duas semanas é possível observar uma perda significativa dos neurônios dopaminérgicos e, por meio de testes comportamentais, vimos que o animal já apresentava déficit locomotor”, contou Torrão.

Em uma primeira etapa da pesquisa, os cientistas avaliaram como a expressão do receptor CB1 era alterada com a injeção da neurotoxina.

Quatro estruturas dos núcleos da base foram monitoradas: o estriado, as porções externa e interna do chamado globo pálido e a outra parte da substância negra que não contém os neurônios dopaminérgicos e é conhecida como porção reticulada. “Todas essas regiões cerebrais estão envolvidas no controle locomotor e dependem da informação dos neurônios dopaminérgicos”, explicou Torrão.

O nível de expressão de CB1 foi medido no primeiro, no quinto, no décimo, no vigésimo e no sexagésimo dia após a indução da morte neuronal. Enquanto no estriado os pesquisadores não observaram nenhuma alteração, na porção reticulada da substância negra a expressão da proteína estava diminuída já a partir do primeiro dia.

Por outro lado, o globo pálido apresentou um padrão bifásico nos níveis de CB1. Na sua porção externa (EGP), houve um aumento inicial de aproximadamente 40% em relação ao lado controle, seguido de uma diminuição gradativa ao longo do tempo. No quinto dia, a expressão era 25% maior que no lado controle e, no vigésimo dia, já estava igual. No sexagésimo dia, estava 20% menor do que no grupo controle.

Na porção interna do globo pálido (IGP), foi observado um aumento da expressão de CB1 de 50% em relação ao controle apenas no primeiro dia. A partir do quinto dia houve uma diminuição gradual, chegando a 60% abaixo do lado controle no sexagésimo dia.

“Acreditamos que esse aumento inicial observado em algumas estruturas dos núcleos da base esteja relacionado a um processo compensatório de plasticidade neural envolvendo a transmissão gabaérgica. Parece ser uma tentativa do sistema nervoso de compensar a falta dos neurônios dopaminérgicos. Mas a estratégia acaba falhando, pois a degeneração neuronal continua ocorrendo e os sintomas motores se agravam”, avaliou Torrão.

Testes com drogas

Em uma segunda etapa da pesquisa, o grupo decidiu tratar os ratos com compostos canabinoides para tentar reverter o processo de degeneração neuronal. Dois tipos de substâncias foram testados: os antagonistas canabinoides, que bloqueiam o receptor, e os agonistas canabinoides, drogas quimicamente semelhantes aos compostos ativos extraídos da maconha e aos endocanabinoides.

Os animais foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu apenas a substância agonista, o segundo, a antagonista e o terceiro, placebo.

O tratamento começou no dia seguinte à injeção de 6-hidroxidopamina e durou quatro dias. Além de avaliações comportamentais dos sintomas locomotores, os pesquisadores acompanharam a degeneração neuronal por meio de ensaios de imunoistoquímica, que mediam a expressão de dopamina.

“O tratamento com o agonista canabinoide aparentemente piorou os sintomas motores e a degeneração dopaminérgica e, portanto, parece não ser uma boa opção de terapia. Já o composto antagonista, embora não tenha conseguido evitar a morte progressiva dos neurônios, conseguiu ao menos melhorar os sintomas motores nos ratos. Mas ainda não sabemos exatamente como”, contou Torrão.

A hipótese, acrescentou a pesquisadora, é que, ao conseguir bloquear o aumento inicial na expressão da proteína CB1, a droga retardaria a evolução dos sintomas motores. Na tentativa de compreender melhor os achados, os pesquisadores do ICB/USP estão realizando agora estudos in vitro com as drogas.

“É mais fácil estudar mecanismos moleculares em culturas de células, pois é uma situação com menos variáveis, na qual não há outros processos metabólicos para interferir”, disse Torrão. Fonte: Exame. Leia também na Info Abril.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Em carta aberta, medicina da USP defende reclassificação do canabidiol

Carta foi enviada a Anvisa, que discute a liberação da substância no Brasil.
Medicamento com o canabidiol só pode ser usado com autorização especial.

16/07/2014 - Em carta aberta enviada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um grupo de professores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) defende a reclassificação do canabidiol, substância química encontrada na maconha e que, segundo estudos científicos, tem grande potencial terapêutico neurológico.

O canabidiol circula entre as substâncias vetadas pela Anvisa no Brasil. Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília, discutiu se o canabidiol seria retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Porém um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão.

Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, uma nova sessão está prevista para acontecer em agosto.

Atualmente, remédios que contém a substância só são utilizados por pacientes que possuem autorização especial para importação concedida pelo próprio diretor da agência ou ainda sentença jurídica com a mesma finalidade.

O documento é assinado pelos professores Antonio Waldo Zuardi, José Alexandre de Souza Crippa, Jaime Eduado Cecílio Hallak e Francisco Silveira Guimarães, que há mais de 35 anos pesquisam os avanços do composto.

No texto, o grupo, baseado em trabalhos científicos, considera que “desde os primeiros estudos com o CBD, em humanos, sabe-se que ele não produz os efeitos psicoativos típicos da planta Cannabis sativa, o que tem sido exaustivamente confirmado nesses 40 anos de estudo com o composto. Além disso, está bem estabelecido que o CBD antagoniza os principais efeitos psicoativos da planta Cannabis sativa.

Segundo os professores, “inúmeros estudos em animais e humanos têm mostrado que o suo agudo ou crônico do CBD é desprovido de efeitos tóxicos e de efeitos adversos significativos. Existem fortes evidências de que o CBD possui um perfil de efeitos com enorme potencial terapêutico, que inclui efeitos: antiepiléptico, ansiolítico, antipsicótico, neuroprotetor, anti-inflamatório, em distúrbios do sono, entre outros.”

O grupo defende ainda que pesquisadores já obtiveram o canabidiol desprovido de uma substância chamada Delta-9 tetrahidrocanabinol (THC). Em maio deste ano, o THC foi citado pelo diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, que disse que a reclassificação do canabidiol não necessariamente facilitaria a importação dos medicamentos à base da substância, porque muitos desses remédios, segundo ele, contêm outros derivados da maconha que continuam banidos no Brasil, como o THC.

Na mesma época, o diretor-adjunto da Anvisa, Luiz Roberto Klassmann, disse ao G1 que a reclassificação poderia acontecer muito em breve, porque já existiriam evidências científicas suficientes que comprovam a eficácia da droga e sua segurança para uso terapêutico.

Ainda segundo ele, a partir do momento que o canabidiol deixasse de ser proscrito, problemas de barreira alfandegária acabariam. No entanto, Klassmann disse que era preciso vencer a barreira do preconceito e estigma do uso da maconha medicinal.

Recentemente, a discussão sobre a reclassificação da substância ganhou repercussão com o caso da menina Anny, de 6 anos, portadora da síndrome CDKL5. A doença genética, que provoca deficiência neurológica grave e convulsões, tem como alternativa de tratamento um remédio à base do canabidiol. Segundo os pais dela, Katiele Fischer e Noberto Fisher, Anny chegou a ter 80 convulsões por semana.

Em abril deste ano, o juiz Bruno César Bandeira Apolinário da 3º Vara de Federal de Brasília, permitiu a importação do remédio à base da maconha pelos pais de Anny. De acordo com o casal, o medicamento reduziu as crises de convulsões e trouxe mais qualidade à vida da menina.

Leia a carta na íntegra:
Nosso grupo de pesquisa estuda o Canabidiol (CBD) há mais de 35 anos e durante esse período tem contribuído significativamente nos avanços observados com este composto e acompanhado atentamente a literatura científica disponível sobre o tema. Dessa forma, achamos ser nossa obrigação colaborarmos com alguns subsídios, no momento em que essa Agência discute a reclassificação do CBD, atualmente na lista de substâncias proscritas. Listamos abaixo algumas considerações:

1. O canabidiol (CBD) é um produto natural, que pode ser extraído da planta Cannabis sativa.

2. Algumas companhias farmacêuticas produzem extratos de cepas da planta ricas em CBD. Estas podem atingir altos níveis de pureza. Entretanto, como para todo extrato, não é possível alcançar 100% de pureza.

3. O Prof. Raphael Mechoulam, que identificou pela primeira vez a estrutura química do CBD descreveu um método de obtenção deste canabinóide na forma cristalina (Ref. 1). Como informado pelo Prof. Mechoulam, especificamente para esse documento, nessa forma cristalina seu laboratório tem obtido o CBD com um grau de pureza de 98,9 a 99,9 e desprovido de Delta-9 tetrahidrocanabinol (THC-  Anexo 1).

4. Na forma cristalina o CBD pode ser obtido também por síntese e existe pelo menos um laboratório Europeu que fornece este composto para pesquisa em animais e humanos, com seu método de síntese aprovado pela Agência Americana Food and Drug Administration (FDA). Este CBD sintético não deriva da Cannabis, não contem outros canabinóides, incluindo o THC ou qualquer outro constituinte psicoativo (Anexo 2).

5. Desde os primeiros estudos com o CBD, em humanos, sabe-se que ele não produz os efeitos psicoativos típicos da planta Cannabis sativa (Ref. 2, 3), o que tem sido exaustivamente confirmado nesses 40 anos de estudo com o composto (Ref.4). Além disso, está bem estabelecido que o CBD antagoniza os principais efeitos psicoativos da planta Cannabis sativa (Ref. 5).

6. Inúmeros estudos em animais e humanos têm mostrado que o uso agudo ou crônico do CBD é desprovido de efeitos tóxicos e de efeitos adversos significativos (Ref. 6).

7. Existem fortes evidências de que o CBD possui um perfil de efeitos com enorme potencial terapêutico, que inclui efeitos: antiepiléptico, ansiolítico, antipsicótico, neuroprotetor, anti-inflamatório, em distúrbios do sono, entre outros (Ref.5).

Em face dessas considerações, estamos certos que não se justifica a permanência do CBD na lista de medicações proscritas. Assim, por uma questão de justiça e fidelidade aos novos conhecimentos fornecidos pela ciência defendemos que o CBD seja reclassificado. Destacamos aqui, que isto não se confunde com o registro desta substância para uso rotineiro, o que implica num processo diverso, que não está em discussão no momento.

Acreditamos que a reclassificação da substância está longe de ser inócua. Essa decisão irá facilitar a condução de pesquisas e mais amplos ensaios clínicos com o CBD, que podem confirmar seu potencial terapêutico, cumprindo exigências necessárias para o registro da substância como medicamento. Ao lado disso, esta medida irá facilitar o trâmite para a importação do CBD e a sua utilização no chamado uso compassivo (“disponibilização de medicamento novo promissor, para uso pessoal de paciente e não participante de programa de acesso expandido ou de pesquisa clínica, ainda sem registro na Anvisa, que esteja em processo de desenvolvimento clínico, destinado a pacientes portadores de doenças debilitantes graves e/ou que ameacem a vida, sem alternativa satisfatória com produtos registrados no país”- Ref. 7).

Desejando ter contribuído com essa Agência, despedimo-nos,

Atenciosamente
Prof. Dr. Antonio Waldo Zuardi
Prof. Dr. José Alexandre de Souza Crippa
Prof. Dr. Jaime Eduado Cecílio Hallak
Prof. Dr. Francisco Silveira Guimarães
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
Fonte: Globo G1.

Também na Folha de S.Paulo:

domingo, 16 de dezembro de 2007

ENTREVISTA / El mal de Parkinson ya no es una limitación
Domingo 16 de Diciembre de 2007 - El deportólogo Germán Alberto Torréns creó un programa de rehabilitación que permite recuperar la calidad de vida de los pacientes. (...)

Por vocación eligió la medicina y se especializó en neonatología y pediatría, pero su amor por el deporte lo fue llevando al camino que hoy transita: desarrolló un programa de actividad física específicamente diseñado para la rehabilitación de los enfermos de Parkinson, al que denominó PrePark Juan Pablo II. “Quiero devolverle a la vida algo de lo mucho que me dio”, afirma Germán Alberto Torréns en su diálogo con LA GACETA. El especialista acaba de presentar una suerte de manual indispensable para que familiares y pacientes con Parkinson sepan cómo actuar ante las diferentes circunstancias que se presentan y, sobre todo, para que tengan conciencia de que se pueden frenar las limitaciones de la enfermedad. (segue..., em espanhol) Fonte: La Gaceta.
Com todo o respeito, mas só quem não tem ousa dizer isso!

Detectando olho seco
12/07 - Síndrome do olho seco é uma crônica falta de lubrificação e umidade no olho. As consequências do olho seco vão desde a irritação ocular constante à inflamação nos tecidos do olho. Os sinais da síndrome de olho seco incluem a persistente secura, arranhão e ardor nos olhos. Na síndrome do olho seco, o mesmo não produz suficientes lágrimas, ou as lágrimas têm uma composição química que favorece a evaporação demasiado depressa da mesma. As lágrimas banham os olhos, lavam a poeira e retiram os detritos para fora do olho e os mantém úmidos. Olho seco ocorre como uma parte natural do processo de envelhecimento, especialmente durante a menopausa, mas também pode ocorrer como um efeito colateral de alguns medicamentos (antidepressivos, alguns medicamentos para pressão arterial, medicação de Parkinson, e pílulas anti-concepcionais) ou como resultado de viver em local seco, com poeira ou local com clima ventoso. Insuficientes piscadas, como quando você está em um computador fixado na tela durante todo o dia, também pode levar ao olho seco. O olho seco atinge cerca de 10 milhões a 14 milhões de americanos - sobretudo as mulheres mais velhas. Elevados níveis de poluição também podem aumentar a incidência de olho seco, tornando-a mais prevalente na população de zonas altas e grandes cidades. (segue..., em inglês) Fonte: wptv.

Versatilidade genética
Postado por Alysson Muotri
14 de Dezembro de 2007 - Existem diversas maneiras de interpretar o conteúdo genético de uma célula. A mais utilizada é a comparação direta da seqüência do DNA genômico entre duas ou mais espécies. Soletrando essas informações, descobriu-se que as células humanas são bem parecidas com as dos primatas não-humanos, algo em torno de 98% a 99% de similaridade. Mas, se o DNA é tão parecido, por que somos tão diferentes dos macacos? Talvez porque as diferenças não estejam somente no DNA… (...)

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No caso: Maria ama Roberto. O mecanismo de “splicing” nas células já é conhecido faz um certo tempo e o impacto da descoberta foi tão grande que até rendeu prêmio Nobel. O que não sabíamos é que isso é mais comum do que se imagina — cerca de dois terços dos genes humanos apresentam alguma forma de “splicing”.

Algumas vezes, esse mecanismo de edição falha e a informação sai truncada: Maria Roberto – claramente falta um verbo entre os dois nomes. Quando o mecanismo de “splicing” falha, em geral, causa algum problema no sistema nervoso, indicando que, principalmente no cérebro, esse mecanismo deva ser importante. Exemplos dessas doenças são a síndrome do X-frágil e algumas formas de Parkinson. (segue...) Fonte: G1.

Composto experimental aumenta níveis de endocanabinoides / Estudo publicado na “Nature”
14 de Dezembro de 2007 - O cérebro produz substâncias com efeitos semelhantes aos da “cannabis” que, sendo potenciadas, podem abrir novas vias de tratamento da doença de Parkinson, segundo investigações divulgadas na revista “Nature”.

Cientistas norte-americanos combinaram um fármaco já usado para tratar aquela doença neurodegenerativa com um composto experimental que aumenta os níveis dos chamados endocanabinoides do cérebro.

Depois de administrado este cocktail a ratinhos afectados por uma perturbação semelhante à que sofrem as pessoas com doença de Parkinson, os sintomas pareceram desaparecer: os animais deixaram de estar rígidos e imóveis e começaram a mover-se livremente.

O estudo centrou-se primeiro numa região do cérebro conhecida como estriato, a que tem sido associada a doença de Parkinson, a Depressão, a adição e as perturbações de tipo obsessivo-compulsivo. A actividade dos neurónios no estriato depende da dopamina (um neurotransmissor). A escassez de dopamina no estriato pode levar à doença de Parkinson e produzir os seus sintomas típicos, como rigidez muscular, tremuras ou, em casos extremos, perda total de movimentos. (segue...) Fonte: MNI-pt.