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sexta-feira, 17 de abril de 2015

PARKINSON: ESTUDOS APONTAM AVANÇO NO DIAGNÓSTICO DA DOENÇA

A doença de Parkinson caracteriza-se, na análise anátomo-patológica, por uma perda de coloração da “substantia nigra”, uma área do tronco cerebral onde se localizam células responsáveis pela produção de dopamina, muito ricas num pigmento chamado neuromelanina, desempenhando um papel muito importante no controlo da motricidade.

O trabalho de uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Moelcuar (IMM), liderada por Joaquim Ferreira, demonstraram que a utilização de novos estudos de ressonância magnética permitem diagnosticar a doença de Parkinson, através da identificação da designada “substantia nigra”.

Trata-se de um “avanço significativo para a deteção desta doença crónica com uma prevalência estimada em cerca de 18 mil indivíduos”, salienta o Instituto de Medicina Molecular (IMM). “Os estudos de ressonância magnética, através da análise da neuromelanina, podem auxiliar o diagnóstico da doença de Parkinson, devendo ser integrados na avaliação clínica dos doentes por neurologistas especialistas na área das doenças do movimento”, explica o IMM.

Os investigadores defendem que estes exames de imagem podem responder a dúvidas relativas ao diagnóstico da doença de Parkinson ou à sua diferenciação relativamente a outras situações clínicas. “O diagnóstico precoce da doença de Parkinson permite orientar a terapêutica, selecionando um plano adequado para otimizar os recursos farmacológicos disponíveis e permitindo a definição do prognóstico, com marcadas implicações pessoais e familiares”, defende o instituto.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

SINTOMAS COMPLICAM DIAGNÓSTICO DE PARKINSON

A DOENÇA MANIFESTA-SE DE FORMA LENTA E PROGRESSIVA, O QUE ACABA POR DIFICULTAR O DIAGNÓSTICO

Perder aos poucos o poder sobre os movimentos do corpo, ter dificuldades em mastigar, deglutir e até mesmo em falar, e o tremor, que a caracteriza, mas não a define completamente – a doença de Parkinson é a segunda patologia degenerativa do sistema nervoso central mais comum no Mundo. Os seus sintomas são devastadores.

"A doença de Parkinson é extremamente complexa e não se apresenta sempre da mesma forma", explica ao CM a fisioterapeuta Gabriela Fonseca. O tremor não é o único e pode nem ser o principal sintoma inicial desta condição neurológica degenerativa. "É um mundo muito complexo. Há pessoas que sofrem mais de rigidez muscular e outras apresentam mais tremores", refere a especialista, acrescentado que, "regra geral, a doença de Parkinson tem uma evolução lenta e os sintomas não aparecem de um dia para o outro, vão-se instalando".

Ler mais em: 






quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pacientes com Parkinson têm mais criatividade

Constatação é de pesquisadores israelenses após testes de aptidão artística feitos com 54 voluntários. Dopamina, substância usada no tratamento da doença, pode explicar característica




Mãos por vezes trêmulas e capazes de esculpir engenhosas obras de arte. Aparentemente improvável, essa é a realidade de Carlos Anibal Pyles Patto, de 67 anos. Ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1989, quando era piloto ativo da Aeronáutica. A aposentadoria veio em 2000 e, 10 anos atrás, surgiu a arte. Carlos Anibal acredita que sempre teve inclinação para ela, mas começou a produzir somente quando surgiu mais tempo livre e, simultaneamente, a doença começou a avançar. Hoje, trabalha com madeira, gesso, resina, entre outros materiais. Confessa apenas a dificuldade com detalhes finos, driblada por um potencial criativo sem igual. A história excepcional chama atenção, mas não surpreenderia a pesquisadora israelense Rivka Inzelberg, da Universidade de Tel Aviv. Um estudo liderado por ela e publicado na revista Annals of Neurology documenta a criatividade excepcional de parkinsonianos e demonstra definitivamente que eles são mais criativos que seus pares saudáveis.

Esse diferencial em pacientes com Parkinson já era percebido por Inzelberg. Em 2012, ela relatou o particular sucesso criativo em indivíduos diagnosticados com o problema na publicação Behavioral Neuroscience. No artigo, a pesquisadora e a equipe liderada por ela revisaram estudos de caso de todo o mundo e descobriram uma consistência nos resultados. Desde então, começaram testes empíricos para verificar qual seria a ligação entre a doença e a inclinação artística. “Tudo começou com a minha observação de que as pessoas com Parkinson têm um interesse especial na arte e nos passatempos criativos incompatíveis com suas limitações físicas”, detalha. Outro fator observado foi que os pacientes que ingeriam altas doses de medicação eram ainda mais criativos que os menos medicados.

“Em minha pesquisa atual, realizamos o primeiro estudo abrangente para medir esse pensamento criativo. Essa não era uma tarefa simples. Como se faz uma medida ou se quantifica a criatividade? Nós mesmos tivemos de pensar criativamente (para resolver isso)”, diz Inzelberg. Os pesquisadores realizaram uma bateria completa de testes em 27 voluntários com a doença degenerativa e tratados por meio de medicamentos e 27 pessoas saudáveis. Todos os participantes tinham idade e nível educacional semelhantes. Os testes incluíram o exame de fluência verbal, em que uma pessoa é convidada a falar palavras diferentes que começam com uma determinada letra ou de uma determinada categoria (frutas, por exemplo).

Os voluntários foram, então, convidados a se submeter a um teste mais desafiador de associação remota, em que tinham que nomear uma quarta palavra (após três dadas) dentro de um contexto fixo. Se o exercício trazia as palavras maçã, banana e mamão, o participante deveria perceber que elas fazem parte do contexto frutas e nomear uma quarta, pêra, por exemplo. Os grupos também foram testados quanto à interpretação de imagens abstratas. O objetivo desse atividade era avaliar a imaginação inerente a respostas e perguntas como “o que você pode fazer com sandálias?”. Durante todas as provas, os participantes com Parkinson deram respostas mais originais e interpretações mais pensativas do que os voluntários saudáveis.


Surpresa musical 

O militar aposentado Carlos Anibal pode ser considerado um dos melhores exemplos das conclusões a que os pesquisadores da instituição israelense chegaram. Ele é presidente da Associação de Parkinson de Brasília, cujos integrantes se reúnem todas as tardes de sábado na Escola Classe da 206 Sul e se dedicam a atividades artísticas como principal incentivo à realização de movimentos. O coral de música popular é uma delas.
A música como terapia para parkinsonianos também tem suporte científico. Duas vezes ao mês, um grupo diversificado de pessoas com a doença se reúnem no Northwestern Memorial’s Prentice Women's Hospital, em Illinois, nos Estados Unidos, e comprovam a teoria. “Nosso objetivo é encontrar novas abordagens para ajudar esses pacientes a tratar a doença”, explica Diane Breslow, coordenadora e assistente social do Centro de Terapia pela Arte do hospital. “Muitas vezes, com a doença de Parkinson, há um medo do futuro e do desconhecido. Queremos dar a esses pacientes uma melhor maneira de viver com a doença.”
Além dos benefícios psicológicos, Breslow observa melhoria da coordenação motora e do movimento funcional, consciência postural e enriquecimento da fala e da voz. “Na parte de música, os pacientes estão aprendendo o conceito de ritmo que os ajuda a melhorar a marcha e o movimento.”


Comum na terceira idade

A principal causa da doença de Parkinson é a morte das células do cérebro, principalmente na área chamada de substância negra, que está ligada à produção da dopamina. Segundo o manual , a doença degenerativa e progressiva afeta um em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos e um em cada 100 que tenham passado dos 65 anos. Em geral, começa de forma assintomática. Depois, em dois terços dos pacientes surgem os tremores rítmicos da mão, que desaparecem durante o sono. Outros sintomas associados ao início da doença são rigidez muscular, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, distúrbios do sono, respiratórios e urinários. O tratamento pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico. 


Influência de um neurotransmissor

A doença de Parkinson evolui envolvendo preferencialmente o sistema motor. Somente na fase tardia, a cognição passa a ser comprometida, podendo ocorrer, inclusive, a demência associada. Neurologista do Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson do Rio de Janeiro (CDAP/RJ), Vanderson Carvalho Neri explica que o estudo israelense que relaciona o problema degenerativo e a criatividade não descreveu o tempo médio de sintomas dos participantes. Ele acredita que certamente foram incluídos pacientes na fase inicial ou intermediária da doença, até mesmo porque a existência de demência foi considerada como critério de exclusão. Portanto, diz o médico, a administração de dopamina nessa fase poderia, sim, ter impacto em várias funções cerebrais, inclusive nas descritas pelos autores, como criatividade verbal e visual.
Um fator que muitas vezes pode mascarar essa informação é a ingestão, durante o tratamento, de outros medicamentos que causem efeitos colaterais e que interfiram nessas funções. “Entretanto, trata-se de um estudo inédito, com importantes informações nos quesitos que se propõe avaliar e que nos desperta para a necessidade de estimular a criatividade desses pacientes também como um aspecto para melhorar a qualidade de vida deles”, avalia.

Neri ressalta que a terapia dopaminérgica, mais prescrita para pacientes com Parkinson, não inclui apenas a administração de levodopa, droga que, no cérebro, se converte em dopamina, mas também dos antagonistas ao neurotransmissor, isto é, as substâncias que favorecem a liberação da dopamina intraneuronal. O médico lembra que, com a evolução inexorável da doença, há uma degeneração neuronal, inclusive do córtex cerebral. Portanto, ele considera que os resultados estão relacionados ao tipo de tratamento utilizado e à fase de evolução da doença em que os pacientes foram estudados.

“A avaliação com testagens específicas para esses achados certamente confirma isso. Na prática clínica, esse fato não é tão fácil de ser observado, uma vez que, em nosso sistema de saúde, muitas vezes não é possível, ou viável, a aplicação de tantos questionários de avaliação cognitiva”, argumenta. Assim, essa diferença não se torna tão evidente, não é percebida ou relatada com frequência pelos cuidadores, mesmo em serviços com grande número de pacientes como o deles. O neurologista acredita que esse é um dado a mais sobre o universo do Parkinson e serve para elucidar outro aspecto da doença: a cognição, o que seria importante para o desenvolvimento de procedimentos de reabilitação, também cognitiva, além das técnicas motoras já existentes para estimular funções cerebrais. (BS)


Efeitos diversos

É um neurotransmissor reduzido no cérebro do parkinsoniano e reconhecidamente envolvido no processo motor. A dopamina participa de uma série de outras vias cerebrais, como as ligadas à memória, ao sistema de recompensa, à atenção, ao sono, ao humor e à aprendizagem. Trata-se, portanto, de um neurotransmissor muito variado, com muitas vias partindo do seu local de origem: a substância negra do cérebro. Se falta dopamina, a motrocidade automática de um indivíduo é interrompida. Essa pessoa, então, passa a ter dificuldade para realizar movimentos simultâneos, como andar e conversar ao mesmo tempo. O cérebro acaba se ocupando em cuidar de tarefas que deveriam ser automáticas e deixando de lado outras funções importantes. A dopamina é prescrita no tratamento de pacientes com Parkinson justamente para estimular o funcionamento de vias que estejam se tornando latentes pela falta dela.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE PARKINSON

“FAÇAM O FAVOR DE SE MEXEREM E NÃO SE ESQUEÇAM: TER A DOENÇA DE PARKINSON NÃO SIGNIFICA QUE DEVEM DEIXAR DE VIVER. SER ATIVO É UMA IMPORTANTE CHAVE PARA A REABILITAÇÃO”. 

No link abaixo, vários exercícios, (alongamento, respiração, equilíbrio), com modo correto de executá-los com possibilidade de  escolha do idioma.
  
Outro link interessante: 
Uma mudança de paradigma na fisioterapia especializada para a doença de Parkinson





quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Não imaginam quanta coragem é preciso ter para mostrar o vídeo que deixo link. Por isso, antes de o abrir, leia por favor até ao fim.

PARKINSON

Tendo por certo a morte, é na vida que nos vemos e revemos. Então, com fé ou esperança, movemos montanhas, por vezes de ilusões, mas movemos, esperando que um milagre qualquer aconteça

Acredito que a minha fé ajude a encarar os momentos mais difíceis, com mais tranquilidade, sempre à espera de um milagre. Mas, também, fico na esperança de conseguir que, num dado momento, sobre por aí uma pílula milagrosa que nos cure.

No século passado, todos que estavam diagnosticados com o bacilo da tuberculose, antes de ter sido descoberta a penicilina; quanta esperança em alguns; quanto desalento noutros e, afinal, no limiar da descoberta, do tal antibiótico, muitos dos que tinham esperança morreram e muitos dos que não acreditavam na cura sobreviveram.

Quiçá, muitos, na esperança não desistiram da vida - pela vida, e viveram mais uns anos na terra, graças à ciência, mas, sobretudo, ficaram vivos por não terem perdido a esperança.

Acredito com firmeza que alguém me dê a notícia que tanto anseio: A cura para a doença de Parkinson.

Volto às palavras iniciais: Que difícil é mostrar os “estragos” visíveis que a doença de Parkinson causa em nós.
Que mais não seja, que os meus tremores e os temores sirvam para vos incentivar a não desistirem de viver e de lutar pela cura.
Irei continuar a escrever poesia e a declamá-la mesmo que chore...

Só mais uma palavra para quem se sente doente ou sofre do mal da solidão. Desejo, de todo o meu coração, que todos tenham fé e esperança para que o dia de amanhã seja melhor. Afinal a existência da Internet fez com que este meio pudesse ser útil para nos aproximarmos mais uns dos outros e para que os outros nos aceitem com mais dignidade.
Sejamos felizes com mais fé, mais esperança, mais amor e muita paz.

FELIZ ANO NOVO. FELIZ 2009

(Dado que, por razões óbvias, não consegui ler o poema, como então lia, deixo aqui esse mesmo poema e mais dois, não lidos mas cheios de Esperança).


Amanhã estarei melhor
Rogério Martins Simões

Hoje continua o lastro
do meu estado de alma
do dia de ontem.

Estou envolvido
numa teia que enleia.
Estou como que pregado
a um madeiro
sem pregos ou cordas.
Solto uma terrível agonia
e, sem dar conta,
nem vómitos dão a perceber.

Sou uma represa invisível
num turbilhão de água
pesarosa.

Se ao menos chorasse.
Se ao menos morresse.

Sou um ser solitário
acompanhado
com a mulher mais presente
- O amor da minha vida.

Será do tempo?

Hoje meu corpo
nem o Tejo espreitou!
Sinto-me agarrado a nada,
e nem mesmo a lua
terá saudades em me ver.

Este vazio imenso
parece furtar
as palavras do coração.
Parece levar a alma,
que renascia,
quando noite fora partia,
pelo Tejo,
em busca de uma bruma de saudade.

Será do Inverno?

Não! O Inverno esquivou-se
nas estações esquecidas,
onde nem as carruagens
de terceira classe param.

Amanhã estarei melhor!
2008


NÃO POSSO ABANDONAR A ESPERANÇA
(Rogério Martins Simões)

Andam as minhas mãos
cansadas
Trocam-me as voltas…
E volta e meia perco
a força.
A direita vai à frente e não
desiste
A esquerda preguiçosa …
insiste
Onde está a delicadeza
do meu gesto
Onde pára a minha pose
de dança
Bolero,
Tango,
Flamengo
Tudo quero!
Não posso abandonar
a esperança!
09-01-2005 1:06:49

ESPERANÇA
Rogério Martins Simões

Entrelaço os meus dedos nos teus
Vivas ilusões, ténues lembranças
Foram inatingíveis os versos meus
Outono breve, poucas esperanças

Ateámos o fogo nas estrelas dos céus
Mapeávamos nossos corpos de danças,
Encontros e desencontros, não são réus
Presos não estamos, procuro mudanças

Agora, adorno enigmas, bordados de cruz
Cintilam horizontes de esperança e luz
Meu fogo arde no mais puro cristal

E se na alquimia busco a perfeição
Respondo às interrogações do coração
Descubro no amor a pedra filosofal.

Lisboa, 02-10-2006 23:58


Rogério Simões na Sessão Mensal de Poesia Vadia, realizada em 25-10-2008, no Café Le Bistro Almada (Rua Dr. Julião de Campos, nº 1). Uma organização dos Poetas Almadenses, que conta com o apoio do FAROL Associação de Cidadania de Cacilhas e da SCALA Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.





quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O VENTO DISPERSAVA AS MARCAS DAS SANDÁLIAS
Rogério Martins Simões

O tempo gasta as estradas…
Alisa os caminhos
Varre as pegadas
- A sua bênção - minha mãe!

Peguei na enxada e cavei um rego.
É tarde e tenho águas por deitar…
Atrelo ao meu olhar que avança,
As levadas do desassossego…

- Que magrinho está o nosso filho!
A candura perdura quando os visito!
- Não tremas!, ainda te vais curar!

Agarrei no pensamento
e consegui debutar nas bolhas da lembrança
(Não tenho artroses no pensamento)
Mas o poço secou lentamente
E os matos tomaram conta de mim…

Atrelei-me ao olhar
Recordei o sorriso traquina de criança
Retomei o trilho
e lá vou eu a caminho da horta distante…

Os meus pezitos tocavam ao de leve nos caminhos,
Vinha o vento!,
E dispersava as marcas das sandálias.


O tempo varre as estradas,
Alisa os caminhos e apaga as pegadas…
Peguei na enxada e cavei um rego.
Tão tarde!, já não tenho as águas em sossego…
Ainda, assim, não perdi nas orvalhadas,
Que debutam nas bolhas da lembrança.
E o cheiro da urze e do jasmim
E com palavras ditas assim
Retomam, em mim, um milho de esperança:

- Que lindo está hoje o nosso filho!
A candura perdura quando os visito!
- Não temas!, ainda te vais curar!

Recuperei o trilho e lá vou eu
A caminho da horta distante
Com a fé para reencontrar
Na sombra que avança
Os meus pezitos que tocavam
Ao de leve nos caminhos da lembrança:

Quando o vento vinha
e dispersava as marcas das sandálias…
Lisboa, 07-11-2008 0:15:00

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MEU CHÃO
Rogério Martins Simões

Soltei meu versos, asas de condor,
Paixão não rima com dor
Meu chão!, és tu, meu lindo amor

Tenha a mão presa num cordel
Parkinson só rima com dor
Meu chão!, és tu, meu lindo amor

Tombei, caí, senti o chão…
Que seria de mim sem tua mão
Meu chão!, és tu, meu lindo amor

Agarro o verde esperança de papel
Ando nas cores arco-íris dum pincel
Compaixão?
Meu chão!, és tu, meu lindo amor.

Soltaste minha corda, minha mão
Ao peito a levaste em oração
Meu chão?
Meu chão é teu chão oh lindo amor!

Lisboa, 15-02-2007 23:59
(Escrito agora para a ciranda Poetrix “Meu Chão”)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!
(Rogério Martins Simões)

Sabes encontrar-me pela manhã.
No riacho cristalino do desapego.
Onde, renunciando, dores refego,
Para que a esperança não seja vã…

Livre da dor e tortura é este afã,
Cuido este corpo onde me apego.
Tarde libertar-me deste carrego,
Que extingue o carma de amanhã.

E se estiver na hora quero propor:
Irei de mãos dadas pelo caminho
Perdido eu de amores devagarinho.

Levarei comigo o meu lindo amor,
A estrela mais bela que encontrei
Não quero perder quem tanto amei!

Lisboa, 27-03-2008 22:04:08
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
INTROSPECÇÃO
Rogério Martins Simões

Se não conseguires escrever
com as duas mãos,
ainda assim, escreverás com uma;

Se tiveres dificuldade em escrever direito,
com uma mão,
escreve com os dedos que te restam;

Se te tremerem as mãos
e sentires que te olham,
não te importes!
Só treme quem está vivo.

Se não conseguires escrever
Dita os teus reversos
para que alguém
te apare a escrita…
e o néctar dos teus versos.

Se mesmo assim
tiveres em dificuldade,
esforça-te:
grava as palavras
no teu coração
E recorda que já foste poeta

Lisboa, 29 de Janeiro de 2008

(Companheiros não desistam, de lutar, de sonhar. Li o trabalho sobre a Internet e estou de acordo. Criem blogs, colaborem neste ou no meu em Portugal, comentem e me sentirem triste não liguem - é apenas catarse)
Um abraço deste vosso companheiro e amigo
Rogério Martins Simões

terça-feira, 5 de agosto de 2008






OLFATO: FUTURO SERVICO
DE
DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DP


Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Farmacologia, da Universidade Federal de Santa Catarina, apresentou no Simpósio Internacional sobre Olfato e Paladar, realizado de 21 a 26 de julho ultimo na Califórnia, o resultado de uma pesquisa que confirma a hipótese de que uma deficiência do sentido do olfato pode indicar Doença de Parkinson, inclusive como manifestação que antecede os clássicos sintomas motores (tremor, rigidez e lentidão de movimentos) que tradicionalmente tem caracterizado a DP.

Segundo, o Prof. Rui Prediger, coordenador do trabalho, esse fato abre a possibilidade dos testes do olfato “ser utilizados no futuro para o diagnóstico precoce desta doença.

Fonte:
XV The International Symposium on Olfaction and Taste -ISOT
21 a 26 de julho – Sao Francisco, CA, USA

#49
Do Environmental Agents Enter the Brain
Via the Olfactory Mucosa to Induce
Neurodegenerative Diseases?


THE RISK IS IN THE AIR: INTRANASAL
ADMINISTRATION OF MPTP TO RODENTS
REPRODUCING CLINICAL FEATURES OF
PARKINSON`S DISEASE

Rui D.S. Prediger, Luciano C. Batista, Rodrigo Medeiros, Pablo
Pandolfo, Cláudia P. Figueiredo, Daniel Rial, Reinaldo N. Takahashi
Federal University of Santa Catarina, Department of Pharmacology,
Florianópolis, Brazil