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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apraxia(*) da abertura da pálpebra

A apraxia da abertura palpebral (AEO, do inglês apraxia of eyelid opening) é um distúrbio de movimento da pálpebra relacionada com blefaroespasmo essencial benigno (BEB, do inglês benign essential blepharospasm). Este artigo discute esses transtornos em cinco seções: informações básicas, como eles podem ser diagnosticados, o que fazer com AEO, o tratamento não-cirúrgico e tratamento cirúrgico.

JUSTIFICATIVA
O músculo orbicular fecha as pálpebras e o músculo elevador abre-as. AEO e BEB afetam os músculos orbicularis em cada lado do rosto. A definição de BEB é contrações bilaterais involuntárias das orbicularis que estão associadas com a sensibilidade à luz e irritação da superfície do olho, envolvendo freqüentemente os músculos do rosto e pescoço. Uma definição de AEO é a incapacidade de relaxar os músculos orbicularis e iniciar a abertura da pálpebra.

Ambos BEB e AEO são distúrbios involuntários, o que significa que os pacientes não podem controlar esses movimentos. A maioria dos pacientes com AEO também têm BEB. A principal diferença é que os pacientes com BEB orbicular são contrações que fecham as pálpebras, enquanto os pacientes com AEO têm contrações orbicularis que impede-os de iniciar a abertura das pálpebras. Em resumo, os pacientes BEB não podem parar de apertar as pálpebras e os pacientes AEO não podem iniciar a abertura de suas pálpebras, embora eles não pareçam ter espasmos na pálpebra.

Às vezes BEB está associada a outras doenças, mas AEO quase sempre ocorre em pacientes com outras doenças. De longe, o distúrbio mais comum associado com AEO é BEB. As outras duas associações comuns são a síndrome de Parkinson e paralisia progressiva de Supranuclear.

AEO, por vezes, se desenvolve após o tratamento para uma doença diferente. Alguns pacientes que tiveram a cirurgia cerebral estereotáxica para a síndrome de Parkinson tiveram curada a síndrome de Parkinson, mas desenvolveram apraxia. Da mesma forma, alguns pacientes que tiveram estimulação profunda do cérebro para tratar a síndrome de Parkinson desenvolveram apraxia. AEO tem sido associada com fármacos, tais como flunarizina, lítio e levodopa. Levodopa, estimulação cerebral profunda e cirurgia cerebral estereotáxica, por vezes, causam blefaroespasmo secundário.

AEO é uma doença rara que afeta cerca de 5 por 100.000 pessoas com um 2:1 relação feminino: masculino. A idade média de início é de 55 a 65 anos. Alguns pacientes têm uma história familiar de distúrbios de contração muscular.

Originally published in the Benign Essential Blepharospasm Research Foundation Newsletter, Volume 32, Number 3, pages 9-10 (2013)

(*) apraxia | s. f.
a·pra·xi·a |cs| 
(grego apraksía-asnão .açãoócio)

substantivo feminino

[Medicina Incapacidade para executar normalmente movimentos coordenados (ex.: apraxia ideomotora). ≠ PRAXIA
Palavras relacionadas: 
.
"apraxia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [on line], 2008-2013.

(segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Blepharospasm.org.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Blefaroespasmo - "Piscar" involuntário
Blefaroespasmo é uma distonia focal caracterizada por contrações involuntárias dos músculos palpebrais e de outros grupos musculares da face.

Distonia é o termo usado para descrever um grupo de doenças caracterizado por espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais. Esses espasmos podem afetar uma pequena parte do corpo como os olhos, pescoço ou mão (distonias focais), duas partes vizinhas como o pescoço e um braço (distonias segmentares), um lado inteiro do corpo (hemidistonia) ou todo o corpo (distonia generalizada).

As contrações forçadas e crônicas dos músculos perioculares tornam o paciente debilitado e levam a alterações funcionais e cosméticas das pálpebras.

A etiologia do blefaroespasmo é incerta mas há evidências que ocorre um aumento da descarga excitatória originária dos gânglios da base.

Trata-se de uma doença multifatorial em sua origem e manifestação. Alguns pacientes podem apresentar também contrações involuntárias de outros grupos musculares, caracterizando a síndrome de Meige, síndrome de Brueghel ou a distonia orofacial idiopática.

Exames oftalmológicos e neurológicos são necessários para se estabelecer o diagnóstico de blefaroespasmo essencial benigno.

Entrópio espástico, triquíase, blefarite, ceratite, síndrome do olho seco e uveíte anterior podem causar um blefaroespasmo reflexo.

Um grande número de doenças podem causar alterações na movimentação dos músculos da face. O diagnóstico diferencial das distonias faciais deve ser feito em relação aos quadros de:
(...)
7) Doença de Parkinson
(...)
11) Drogas (antipsicótico, antiemético, descongestionante nasal, levodopa)
(...)
O tratamento inclui uma variedade de modalidades e medicações orais que apresentam eficácia limitada.

As injeções de toxina botulínica são eficientes no tratamento dos casos de blefaroespasmo essencial e hemi-espasmo facial, pois ela alivia as contrações, provocando a paralisia do músculo afetado por cerca de 3 a 4 meses. (segue...) Fonte: Aptomed.br.