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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Gênero influencia os sintomas não motores no início do Parkinson

June 4, 2015 - Os sintomas não motores predominantes (NMS), em doentes com doença de Parkinson (DP) variam entre homens e mulheres, e mostra uma análise do estudo Iniciativa de Marcadores de progressão do Parkinson (PPMI - Parkinson’s Progression Markers Initiative).

Homens com diagnóstico recente de DP tinham o olfato mais prejudicada do que as mulheres, mas foram menos afetados pela ansiedade. As mulheres, entretanto, tinham comprometimento cognitivo global menor no momento do diagnóstico, apesar de ambos os sexos terem os sintomas de DP há 18 a 20 meses da inclusão no estudo.

De nota, a maioria das diferenças de gênero entre os pacientes eram ampliações de diferenças encontradas entre o macho saudável 121 e 67 controles saudáveis ​​do sexo feminino no estudo ", sugerindo estes são prováveis ​​diferenças sexuais intrínsecas que podem ainda ser agravadas pelo início da DP", escrevem os pesquisadores em Neurology.

Os homens tinham significativamente pior função olfatória do que as mulheres, em uma média de 21,5 contra 24,0 pontos no Smell Identification Test da Universidade da Pensilvânia.

No entanto, o olfato prejudicado foi o mais forte preditor de DP para ambos os sexos, relatório de estudo de Rui Liu (Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental, Research Triangle Park, Carolina do Norte, EUA) e co-autores.

A cognição global também previu DP entre homens e mulheres, enquanto a disfunção autonômica previu DP entre os homens apenas e distúrbio de comportamento do sono apenas entre as mulheres. Estes NMS (nonmotor symptoms) distinguiu entre os pacientes e controles a DP com precisão superior a 90%.

Os editorialistas Marina Picillo (Universidade de Salerno, Itália) e Alfonso Fasano (Universidade de Toronto, Ontário, Canadá), anotaram que "futuras estratégias destinadas a identificar pacientes com DP em sua fase pré-motora devem ter diferenças de sexo potenciais em conta, a fim de aumentar a sensibilidade."

Eles acrescentam: "Uma vez que o diagnóstico de DP em estágios prodrômicos é a nossa próxima missão desafiadora, um dos propósitos do estudo PPMI é encontrar biomarcadores diagnósticos confiáveis ​​e amplamente aplicáveis. Neste contexto, Liu et al. lembram-nos das questões sexuais, mesmo na DP." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: News Medical.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Explorando Disfunção sexual em Parkinson

Não há nenhuma vergonha em disfunção sexual

March 11, 2015 - Tal como acontece com qualquer assunto que nos faz um pouco constrangidos, a disfunção sexual é muitas vezes varrida para debaixo do tapete. Ela raramente é mencionada fora do quarto e raramente, ou nunca, trazida ou abordada, até por um neurologista. Ainda assim, distúrbios sexuais são uma parte comum do envelhecimento e que ocorrem frequentemente entre as pessoas com doença de Parkinson (DP). Um honesto ensaio efetuado pelo amigo de longa data da Fundação, Marc Jaffe, abre a porta para conversas em torno deste tema complexo.

Na coluna Modern Love de domingo no The New York Times, Marc escreve sobre "Finding Equilibrium em seesawing Libidos." (n. do t.: Encontrando o equilíbrio no pêndulo da libido). Como um homem em um casamento de 15 anos, ele está frustrantemente ciente de como são incompatíveis os impulsos sexuais dos dois sexos "e assim sendo a dicotomia só parece crescer com o tempo. Então, quando sua esposa Karen foi diagnosticada com Parkinson e prescrita medicação com um efeito colateral da hipersexualidade, você imaginaria que era "um problema resolvido" (no que diz respeito à divisão sexual, pelo menos). E foi - temporariamente - até que o pêndulo oscilou no sentido oposto e o apetite insaciável de Karen levou Marc a medidas emergenciais, como tomar medicamentos prescritos simplesmente para manter-se.

Eventualmente, Karen foi capaz de encontrar uma outra saída e ela agora canaliza a maior parte de sua energia para captação de recursos e defesa da pesquisa do Parkinson. [Na verdade, ela é um membro do nosso Conselho ao paciente.] Esta atitude tem permitido a ela e Marc resolver e voltar para uma parceria confortável - que ainda tem desigual, mas não incompatíveis, de desejos sexuais.
O hipersexualidade que Karen experimentou em resposta ao agonista da dopamina prescrito é apenas uma forma possível de perturbações sexuais que podem ser vistas na doença de Parkinson.

A disfunção sexual é comum em Parkinson
- O Parkinson contribui para a disfunção sexual através de efeitos físicos, psicológicos e farmacológicos.
- Fadiga, bradicinesia e rigidez podem tornar a atividade sexual mais desafiadora. Tremor e discinesia podem causar desconforto, especialmente porque esses sintomas aumentam naturalmente com entusiasmo.
- A depressão, muitas vezes associada à DP, pode diminuir o desejo sexual. Problemas de imagem corporal, deslocando funções e alterações na aparência secundária à doença de Parkinson são fatores mentais adicionais.
- E medicamentos antidepressivos de Parkinson podem influenciar a libido. Os agonistas da dopamina são conhecidos por causar hipersexualidade.
- Questões sexuais são pouco abordadas e, portanto, são tratadas de forma inadequada. Como resultado, os sintomas interferem desnecessariamente com um relacionamento sexual saudável e prejudicam a qualidade de vida.

Várias opções de tratamento estão disponíveis
Se o seu médico não pergunta rotineiramente sobre problemas sexuais, você pode ter que levantar o assunto sozinho. Uma miríade de opções existe para gerir a disfunção sexual, mas nenhum deles pode ser oferecido se o seu médico não tem conhecimento de suas preocupações. Seu neurologista irá trabalhar com você para desenvolver um plano de tratamento individualizado, mas há algumas diretrizes gerais a serem seguidas:
- Agende atividade sexual por vezes quando a medicação está atuando tipicamente de forma otimizada.
- Experimente outros tipos de posições sexuais preliminares e encontre a que funciona.
- Procure maneiras de expressar afeto de outas maneiras além da relação sexual.
- Pergunte ao seu médico sobre a prescrição de medicamentos para controlar problemas específicos, como a disfunção erétil ou secura vaginal. Solicite o encaminhamento a um urologista ou ginecologista se o seu neurologista não é confortável na gestão destes sintomas.
- Não tenha vergonha de discutir hipersexualidade com seu médico. Isso pode sinalizar a necessidade de diminuir a dosagem ou de descontinuar os agonistas de dopamina.
- Manter um diálogo franco e permanente com o seu parceiro. Juntos, vocês podem acertar até maneiras de contornar o Parkinson. Se isso for muito difícil, considere contar com a ajuda de um terapeuta ou conselheiro que pode mediar suas discussões.

Marc diz: "Entende-se que, quando um dos cônjuges recebe o Parkinson, o outro cônjuge será afetado" Enquanto isso é certamente verdade, a magnitude do efeito do Parkinson em ambas as pessoas pode ser atenuado. Tal como acontece com todos os aspectos de um relacionamento, a comunicação aberta é fundamental para as mudanças de manipulação do desejo sexual ou função resultante de Parkinson e seu tratamento. Por tentativa e erro na gestão de circunstâncias difíceis que possam surgir, você e seu parceiro vão se adaptar e encontrar um equilíbrio que mais os agradam. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Michael J Fox.org.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Depois dos 50

Mitos e verdades sobre a sexualidade na melhor idade
Segundo especialista, prazer pode ser ainda melhor com o passar dos anos

30/10/2014 | A sexualidade mudou, mas ainda é cercada de mitos, principalmente para quem já passou dos 50 anos. Ainda hoje, homens e mulheres têm vergonha de falar sobre sua vida sexual, mesmo com médicos.

– As pessoas procuram o ginecologista e o urologista quando têm um problema e o geriatra para acompanhamento. Este faz um interrogatório mais profundo com os pacientes e, muitas vezes, eles pedem para pular as questões que envolvem a sexualidade – diz Newton Terra, geriatra e diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.

Filhos e netos contribuem para que os mais velhos enxerguem o próprio corpo como algo impróprio. O problema se agrava quando o assunto é sexo e afetividade. Uma pesquisa realizada pelo Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, com 8 mil pessoas, mostra que 93% dos homens com mais de 50 anos se consideram sexualmente ativos, e só 76% das mulheres. O contraste aumenta entre o grupo com mais de 60: 87% dos homens e 51% das mulheres ainda se mantêm sexualmente ativos.

Preconceito dificulta combate à aids em idosos, aponta estudo

Perda do desejo sexual das mulheres na velhice é um mito, diz
sexóloga

– Ainda que doenças como a aids tenham mudado a forma como as pessoas falam sobre sexo, uma mulher mais velha que anuncia um relacionamento sexual para a família ainda enfrenta mais problemas do que os homens. Casais que estão juntos há mais de 30, 40 anos, não têm liberdade de conversar. Sexo ainda parece um palavrão – apontou.

Confira os mitos destacados por Terra:

Eles não são assexuados
– É comum condenarem os mais velhos a seres assexuados e criarem barreiras para que os pais e avós não possam ter um novo relacionamento ou mesmo falar sobre sexo. É um crime fazer isso com eles – destacou o geriatra.

Cuidados
Assim como qualquer pessoa, o uso de camisinha é indispensável. Terra ressalta que associar medicamentos para a pressão, por exemplo, a drogas que melhoram o desempenho pode ser prejudicial. Por isso, conversar com o médico é indicado antes de passar na farmácia e comprar o famoso Viagra.

O prazer só aumenta
As alterações físicas que podem chegar com a idade não alteram o prazer. Pelo contrário, a idade pode fazer com que a relação seja ainda mais prazerosa.

Beijar é o melhor remédio
– Idosos adoram ser beijados e abraçados. Eles são muito carentes porque, geralmente, paramos de ser carinhosos com os mais velhos por vergonha. Muitas clínicas separam os grupos por sexo. Em presídios, o condenado pode receber visitas íntimas, mas um homem mal pode pegar na mão de uma mulher quando participam de uma mesma associação, por exemplo.

Libido não é mito
A mulher pode ver sua libido diminuir e deve discutir com sua ginecologista sobre os riscos e benefícios da reposição hormonal. Para Terra, nem toda mulher precisa desses recursos, até porque o mau uso pode ser fatal.

Desempenho só melhora
Exercício é fundamental para o desempenho sexual, mas, principalmente, para manter a qualidade de vida. Fonte: Zero Hora.

Sem otimismo, nada feito!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

As emoções e choros da Doença de Parkinson


Por Howard Moore (pk, 60, em sua coluna do jornal Chicago Now)

Thursday 3, July 2014 - Há muito mais na doença de Parkinson do que apenas "Sacudir, tremer e rolar."

Factóide engraçado # 1: os doentes de Parkinson têm 25% mais chance de desenvolver a doença de Alzheimer.

Em junho, escrevi um blog convidado para a consciência de Alzheimer. Na semana passada eu estava falando a alguém sobre isso e não conseguia me lembrar da doença. Honestamente. Não é possível escrever essa merda!

Factóide engraçado # 2: os doentes de Parkinson têm uma chance maior do que o público em geral de ter melanoma.

Eu acho que os tremores, problemas de equilíbrio, rigidez articular, constipação, doença de Alzheimer, congelamento e caligrafia ilegível já não são suficientes. Vamos lançar o Câncer, também. Porra!!

Oh yeah me lembrei, esqueci a disfunção sexual.

Hmmmm .... juntar tudo isso e minhas chances de contrair a doença de Alzheimer são maiores do que as minhas chances de conseguir (escrever).

Feliz 4 de julho. Só não me deixem em qualquer lugar perto dos fogos de artifício. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Chicago Now.

Obs. Não sei se realmente são factóides. Mas o cara t'á p. da vida! Assim com eu.

domingo, 20 de outubro de 2013

Tendo um relacionamento com um homem com a doença de Parkinson (mensagem em grupo comunitário de apoio / EUA)

October 19, 2013 - Eu recentemente me juntei a este grupo porque eu estou atualmente tentando ter uma relação de amizade em primeiro lugar com um homem maravilhoso que tem a doença de Parkinson. Ele tem 56 e eu 53 e vivemos a 900 milhas (aproximadamente 1.400 km) de distância. Nós nos conhecemos há alguns anos, mas só recentemente, nos últimos 12 meses, começamos a falar mais. Ele não me divulgou todos os detalhes, mas eu sei que ele recentemente implantou uma estimulação profunda do cérebro.

Tudo correu bem - e, apesar de nunca termos tido relações sexuais ele continuamente reforça o fato de que pode praticar sexo. A partir de leituras, sei que às vezes os homens com Parkinson não são capazes de obter uma ereção e estou perfeitamente de bem com isso, porque eu acredito que há muitas outras maneiras de mostrar seu amor. Eu sei que ele ainda tem problemas, mas eu preciso saber como abordá-lo sem perturbar-lhe para deixá-lo saber que estou aqui para apoiá-lo e que entendo essa condição e estou disposta a estar ao lado dele para tornar-lhe a vida mais fácil.

Todas as sugestões são bem-vindas. Mo Sunshine (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Healing Well.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Estudo afirma que vício em sexo pode não ser um distúrbio

Comportamento Sexual
Análise dos neurônios de pessoas que se identificam com alguma compulsão sexual não evidenciou a existência de vício

24/07/2013 | Um novo estudo pequeno e preliminar feito nos Estados Unidos acredita que as pessoas que pensam que são viciadas em sexo podem realmente só ter a sua libido a um nível mais alto. 

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, sugerem que o vício em sexo pode não ser um distúrbio fisiológico, mas sim um desejo sexual em maior proporção. 

Publicado no periódico Socioaffective Neuroscience & Psychology, o novo estudo envolveu 39 homens e 13 mulheres que relataram ter problemas para controlar seu vício em pornografia. 

Primeiro, eles responderam a quatro questionários sobre vários temas, incluindo comportamento sexual, desejo sexual, compulsões sexuais e os possíveis resultados cognitivos negativos do comportamento sexual. Segundo os pesquisadores, os participantes tiveram suas pontuações comparadas com indivíduos que procuram ajuda para distúrbio hipersexual. 

Enquanto as pessoas que participaram da pesquisa olhavam para imagens sexuais e não sexuais, os cientistas mediam as respostas neurais usando eletroencefalografia (EEG), uma técnica não-invasiva que mede as ondas cerebrais — a atividade elétrica gerada pelos neurônios quando eles se comunicam uns com os outros. 

Quando os cientistas analisaram os neurônios em ação nos cérebros, não encontraram a evidência de vício, o que significa que eles não podiam monitorar atividade cerebral semelhante à encontrada em outros viciados, usando o método de EEG. 

As respostas dos cérebros dos pesquisados, no entanto, se correlacionaram com seus níveis de desejo sexual, mas não com a gravidade do que eles costumavam ver de pornô. 

—  Potencialmente, esta é uma descoberta importante. É a primeira vez que os cientistas estudaram as respostas do cérebro especificamente de pessoas que se identificam como tendo distúrbio hipersexual — afirma a neuropsicóloga e autora sênior da pesquisa, Nicole Prause. Fonte: Zero Hora.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sexo, sexualidade e Parkinson.

Vamos falar sobre a sexualidade na vida dos portadores de parkinson?
Se pensarmos em sexo como sendo apenas o ato sexual penetração/orgasmo, a abordagem do tema torna-se isenta de sentido. A questão é delicada, pois há várias possibilidades de abordar o tema, e variam conforme a cultura, educação recebida, personalidade e crenças de cada um.

O impacto da doença de parkinson (dp) na saúde sexual é ainda um tabu.

O esclarecimento de dúvidas afasta os estigmas e evita conflitos internos provenientes das instabilidades posturais e emocionais. Já a informação esclarecedora traz uma experiência positiva e saudável.

Fadiga associada com parkinson pode reduzir a libido. A lentidão do movimento, tremor, rigidez interferem nos aspectos práticos da vida amorosa.
O homem pode ter problemas em ter ou manter uma ereção ou não ser capaz de ejacular. Atraso no orgasmo e ejaculação são causas comuns de considerável frustração sexual. A mulher pode sentir secura vaginal. Atingir o orgasmo pode ser difícil. As mulheres com dp sentem uma alteração na qualidade do orgasmo. A tensão sexual não atinge um pico, mas vários pontos elevados, seguidos por um declínio repentino.

Outros problemas podem surgir, se o casal não fizer mudanças em sua rotina diária e comportamentos sexuais.

A disfunção sexual pode ser tratada medicamente. Alguns medicamentos podem estimular a ereção, enquanto medicamentos de estrogênio ou solúveis em água, lubrificantes pode aliviar a secura vaginal.

Uma relação sexual satisfatória revela muito mais do que a capacidade de ter ereções ou atingir orgasmos. A má qualidade do relacionamento de um casal pode contribuir, por si só, para a presença de disfunções sexuais.

Parceiros em que um deles tem dp podem apresentar diversos problemas sexuais. Contudo com diálogo claro, atenção e ajuda profissional é possível conseguir uma vida afetiva/sexual com muito prazer.

Estudos mostram que o sexo traz benefícios para a saúde, como por exemplo queima de calorias, diminuição dos riscos de infarto, relaxamento da musculatura e melhoria o humor.

Vários autores apontam a necessidade de intimidade e a expressão sexual como dimensões importantes da qualidade de vida das pessoas, e não é diferente com os portadores de dp. Uma vida sexual satisfatória é uma forma de se sentir “normal” quando todos os aspectos de vida diária estão se modificando.

Há mudanças normais das funções sexuais próprias do envelhecimento, como por exemplo: certa diminuição de resposta aos estímulos. Assim as preliminares são essenciais. Na minha opinião é na verdade a parte mais importante da relação sexual. As preliminares diminuem a inibição e aumentam o conforto emocional. O prazer não se restringe ao orgasmo, mas sim a toda troca de carinho que cada um dos parceiros pode dar ao outro. Percorrer o caminho para chegar até o objetivo esperado pode ser até mais prazeroso que atingi-lo. O ato sexual não pode ser resumido apenas na penetração, que é apenas uma das muitas formas de se chegar à satisfação desejada. Não pode haver pressa. O afeto, a contemplação, a partilha são fundamentais, onde os sentimentos são bem estabelecidos e há confiança mútua.

Mudar o foco, valorizar outros aspectos da relação pode trazer descobertas bem excitantes, do próprio corpo e do corpo do parceiro/a.

Os casais com dp vivenciam uma marcada redução nas expressões físicas e emocionais. A redução da frequência do toque íntimo tem um efeito negativo na autoestima e aumenta a tensão entre o casal. Inversamente, a restauração da intimidade melhora significativamente o relacionamento do casal.

Conversando, com alguns médicos e profissionais da saúde, a respeito das minhas vivências em relação à sexualidade e o parkinson, constatei a falta de interesse ou despreparo, o que dificulta ainda mais a orientação sobre o assunto. É comum que familiares e profissionais de saúde pensem que nessa situação o indivíduo não está sexualmente ativo.

Um neurologista que consultei há 4 anos, espantou-se quando eu relatei que aos 48 anos eu tinha um namorado e era sexualmente ativa. Existe preconceito e desinformação, primeiro ao pensar em quem escolheria iniciar uma relação em idade madura com um portador de doença limitante como é o parkinson, e segundo por não entender como o portador de dp possa mostrar-se atraente, sentir-se desejável e estar sexualmente ativo.
Mas como eu posso definir “sexualidade”? A “sexualidade” é um termo abrangente e eu não encontro definição única e precisa.

Não sou expert no assunto. As colocações feitas aqui são opiniões e vivências pessoais, expostas na tentativa de esclarecer algumas dúvidas e também busca ajudar outros portadores de dp a romper alguns tabus.

A noção de sexualidade, para mim, começa pelos cuidados com o próprio corpo, com autoestima, amor próprio. Somente depois é compartilhada com o outro através do sexo. É também uma energia motivadora do contato físico e maior intimidade, que procura encontrar prazer na descoberta das sensações, na expressão emocional, na atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo).

Para que se tenha um relacionamento saudável é necessário superar as dificuldades do enfrentamento da doença, para manter uma relação de aceitação da própria sexualidade e das limitações decorrentes da dp.

Há um conceito ou preconceito que pessoas idosas ou com necessidades especiais não são fisicamente atraentes, que não mantêm interesses por sexo ou são sentem nenhum estímulo sexual, o que acaba gerando atitude negativa no que se refere ao sexo.

Se não houver ajuda de um profissional interessado e competente, um diálogo aberto, compreensão e comprometimento dos parceiros em descobrir juntos qual a melhor posição, as carícias mais satisfatórias, o que mais agrada ou desagrada, não haverá soluções que possam retirar os obstáculos que se apresentam ao longo do tempo.

Explorar e praticar diferentes posições mais confortáveis; encontrar novas soluções para estimulação física; adotar novos papéis sexuais de acordo com a habilidades de cada parceiro.

A prática de outros estímulos, a exemplo do uso “brinquedos sexuais”, fantasias, filmes eróticos ou sexo oral, pode ser extremamente agradável. Importante é saber o quanto os parceiros estão ou não comprometidos em explorar a sexualidade e aceitar as mudanças, certamente sempre com diálogo bem transparente e franco.

Experiência com rotinas diferentes, por exemplo, procurar fazer amor, quando os sintomas do parkinson são menos pronunciados, quando a rigidez muscular e os tremores são mais brandos, também traz maior proximidade aos parceiros.

O acordo e a unidade de ideias tornam legítima e prazerosa a relação. Eu não acredito no sexo pelo prazer físico, também não acredito que o orgasmo seja a finalidade do sexo. Uma relação sexual deve estar envolta em encantamento e admiração. A celulite nas coxas de uma mulher torna-se insignificante se confrntada com um abraço aconchegante, perfumado, cheio de chamego. A barriga mais avantajada de um homem não tem nenhuma importância diante de um olhar afetuoso e sedutoras carícias.

Não existe idade determinada para o término da sexualidade. O interesse e o desejo da capacidade de sentir prazer podem permanecer até o fim da vida. O que pode mudar é a forma de expressar esse desejo. As mudanças acontecem ao longo da vida de qualquer pessoa. Para portadores de dp as mudanças são mais evidentes e exige muita compreensão do parceiro/a. O segredo de um bom relacionamento e de sexo com qualidade na dp é saber adaptar-se com criatividade às transformações e instabilidades que vão ocorrendo.
A troca de informação é o melhor remédio para todos os tipos de problemas de relacionamento, com ou sem parkinson. Uma conversa transparente sobre as necessidades sexuais de cada um é extremamente favorável.

Se não for possível ao casal superar as dificuldades que vão surgindo com o tempo e agravamento da doença, torna-se importante buscar ajuda de um conselheiro formado em saúde sexual, para encaminhamento em qualquer tipo de dificuldade sexual, (neurologista, urologista ou ginecologista, ou fisioterapeuta).

Sexo bom e gostoso tem que ser temperado com muito amor, carinho e atenção!
Abraços, *TT.

 Lembrete: Converse abertamente com seu médico se você está preocupado/a com o estado de sua saúde, sexualidade, tratamento ou relação sexual e sobre as opções de tratamento para a depressão. Eu já passei por isso e creio plenamente que é possível superá-la.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Chat será  hoje, quarta-feira, a partir das 20:00 h (Brasília) no seguinte endereço:
1 - www.terra.com.br (clique neste link e vá direto ao passo 4)
2 - chat
3 - sexo

4 - aceito os termos (conteúdo adulto)
5 - sexo com  carinho
6 - entre na porta sala 'D'

7 - entre com apelido (mínimo 3 letras) e digite as letras de segurança (6)
Obs.: Pode entrar com nome falso (apelido).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O sexo na Doença de Parkinson‏


  • Caro Amigo

Tenho pensado muito o porque não discutimos, conversamos sobre sexo.
Resposta: TABU!. Quando se fala isso no chat ocorre uma fuga.
Particularmente a nossa geração, dos nascidos até 1950, ainda conservam muitos pruridos em se abrirem  a respeito disso.

O que eu sinto agora?
O meu tempo está se acabando, daqui a pouco só serei uma lembrança e não terei aproveitado tudo que for honesto, legal, leal, e gostoso.
Este último adjetivo sim, pode caracterizar o sexo.
E porque não?
Está errado eu querer algo gostoso, desde que dentro dos limites dos outros 3 adjetivos?
E porque não falar disso com outras pessoas? Por receio de que seja mal interpretado?
Como posso resolver o meu problema atual, disfunção erétil?
Só com viagra?
Como usá-lo para não criar dependência, se é que ele cria isto.
E o Ciallis? qual o tempo que devo tomá-lo antes da relação?
Ainda tem  o Dejavu, outros Genéricos, mais baratos mas serão bons para a saúde?

Como prevenir, se for o caso, a parceira do seu uso?
Como DP tenho dificuldades de me movimentar, como pratico o ato?

Estas e outras questões poderiam ser discutidas em um Chat especial onde cada pessoa entraria com um nome fantasia para não criar constrangimentos,em  dia e hora marcados com antecedência.
O Chat será  realizado dia 10 Jul, quarta-feira, a partir das 2000hs no seguinte endereço:
1 - www.terra.com.br (clique neste link e vá direto ao passo 4)
2 - chat
3 - sexo

4 - aceito os termos (conteúdo adulto)
5 - sexo com  carinho
6 - entre na porta sala 'D'

7 - entre com apelido (mínimo 3 letras) e digite as letras de segurança (6)
Obs.: Pode entrar com nome falso (apelido).
Aceito críticas, sugestões, negativas, considerações.
Saudações
1. Sobre o tema te indico o site
que aborda o assunto muito apropriadamente.
O artigo foi postado na quarta-feira, 1 de abril de 2009.

sábado, 29 de junho de 2013

Frases sobre Sexo

... was ...!?
    

"Sexo alivia as tensões. Amor as causa." (Woody Allen)

"Sexo é o único esporte que não é cancelado quando falta luz." (Laurence Peter)

"O sexo é uma armadilha da natureza para não se extinguir."  (Friedrich Nietzsche)

"A diferença entre o sexo pago e o sexo grátis é que o sexo pago costuma sair mais barato." (H. L. Mencken)

"O sujeito que pensa em sexo o dia inteiro é muito saudável." (Dias Gomes)

"Sexo é hereditário. Se seus pais nunca fizeram, você não fará." (David Zing)

"O sexo é a coisa mais divertida que se pode fazer sem rir." (Woody Allen)

"O sexo e a morte - a porta da frente e a porta de trás do mundo." (William Faulkner)

"Sexo é algo que qualquer inseto sabe fazer, é o seu instinto. Fazer amor é uma arte que só os grandes artistas realizam." (Carlos Jose Monteiro)

"Sexo é aquela coisa que ocupa um mínimo de tempo e causa um máximo de encrenca." (John Barrymore)

"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança." (Gabriel García Márquez)

"Não sei nada sobre sexo. Sempre fui casada." (Greta Garbo)

"Só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo e a segunda eu não me lembro." (Woody Allen)

"O sexo e o trabalho são as duas coisas mais importantes da vida.(Sigmund Freud)

"Sexo é indecente? Somente se é bem feito." (James Alfred Van Allen)

"Você é o seu sexo. Todo o seu corpo é um órgão sexual, com exceção talvez das clavículas." (Luís Fernando Veríssimo)

"Quando o assunto é sexo, todos mentem." (Jerry Seinfeld) (...) Fonte: Site Quente.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Laboratórios investem na criação do 'Viagra feminino'

16/06/2013 - 

por RODOLFO LUCENA

DE SÃO PAULO
Para a indústria farmacêutica, é como a busca pelo Santo Graal: encontrar a pílula do desejo feminino tem se mostrado um processo tão complexo e infrutífero quanto a perseguição ao mitológico Cálice Sagrado por cavaleiros medievais.


Hoje, no entanto, as pesquisas parecem estar mais próximas de um medicamento que dê às mulheres com distúrbios sexuais a satisfação que o Viagra e seus concorrentes dão aos homens.

O principal contendor nessa corrida é o laboratório Emotional Brain, segundo aponta o jornalista Daniel Bergner, autor de "What Do Women Want?: Adventures in the Science of Female Desire" (o que as mulheres querem?: aventuras na ciência do desejo feminino), lançado neste mês nos EUA.

A empresa, fundada na Holanda, vem realizando testes com as drogas Lybrido e Lybridos. Espera ter ainda neste ano aprovação da FDA (vigilância sanitária dos EUA) para fazer testes com um número maior de mulheres e estima em dois anos o prazo para chegar ao mercado.

Apesar do otimismo do dono da companhia, Adriaan Tuiten, experiências anteriores citadas no livro acabaram suspensas depois de milhões de dólares gastos e resultados insatisfatórios.

RATAS EXCITADAS
Há o caso do Bremelanotide, que teve bons resultados em testes em 2006 e 2007. Ratinhas que usaram o medicamento deram explosivas demonstrações de disposição para o sexo.

Quando chegou às mulheres, relata o livro, as reações foram animadoras """Eu estava totalmente focada em sexo, não pensava em mais coisa nenhuma", disse uma das participantes da experiência.

O medicamento, porém, provocava náusea e aumento da pressão, e o projeto acabou abortado.

O Bremelanotide, assim como outras drogas experimentadas no passado, estão sendo testados novamente, em outras formulações.

ATAQUE DUPLO
Mas, diferentemente de seus predecessores, os medicamentos da Emotional Brain se baseiam na combinação de dois agentes. No Lybrido, a pílula é coberta por uma camada de testosterona, que derrete na boca --o gosto é de hortelã--, e o remédio engolido tem um componente semelhante ao do Viagra.

A ideia é que os dois deixem a mente mais aberta aos impulsos eróticos, ao mesmo tempo em que melhorem o fluxo sanguíneo na região genital, diz Bergner no livro, que já recebeu uma oferta para publicação no Brasil.

No Lybridos, em vez do componente semelhante ao do Viagra, a pílula engolida tem buspirona, ansiolítico.

Enquanto a mágica pílula não chega, médicos procuram opções para atender as mulheres --5,8% das brasileiras de 18 a 25 anos não têm desejo, índice que sobe para 19,9% depois dos 60 anos, informa o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, liderado pela psiquiatra Carmita Abdo.

Abdo, 62, que é coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP, diz que uma opção é o uso de medicação que age sobre neurotransmissores, como o antidepressivo bupropiona.

"O remédio não foi idealizado para isso, mas melhora a disposição para o sexo, pois coloca a dopamina mais à disposição, e a dopamina vai agir nos centros do prazer."

Seu uso, porém, deve ser "criterioso". "A substância não pode ser usada no caso de a paciente ter predisposição para convulsão, ter sido ou ser anoréxica, bulímica, ansiosa, insone ou usar drogas ou bebidas em excesso."

Outra opção é a aplicação de testosterona, hormônio masculino que, em menor concentração, também está presente nas mulheres.

"Existem pesquisas mostrando que a testosterona pode oferecer vantagens para melhorar a libido feminina", afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, 62, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Ele lembra que medicações vasculares, como o componente do Viagra, já foram tentadas em mulheres, mas não aumentam o desejo sexual. "Para que o Viagra funcione, é fundamental que o homem tenha a libido preservada."

No caso das mulheres, explica o ginecologista, o grande problema é a ausência de desejo. E só melhorar o fluxo sanguíneo para a área genital não resolve: "A libido feminina é multifatorial. Ela não depende só de ter um parceiro que possa causar o desejo. Ela precisa ter uma relação afetiva de boa qualidade, depende de odores, de ambiente, do nível hormonal em que ela se encontra".


Editoria de Arte/Folhapress
Fonte: Folha de S.Paulo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Saúde Sexual e Parkinson


nota: acione legendas em português.
June 13, 2013 - O Neurologista Maurizio Facheris, MD, da equipe especialista em desordens do movimento da Fundação Michael J. Fox e M, responde às nossas comunidades, perguntas sobre a saúde sexual e doença de Parkinson.

A série "Pergunte ao médico” destina-se a ser um recurso educativo para a comunidade de Parkinson, seus familiares e amigos. Por favor, consulte o seu médico para melhor atender a questões médicas pessoais. Esperamos que estes vídeos lhes tragam uma fonte de conhecimento geral e mais subsídios ao se encontrar com o seu médico.

Será que a doença de Parkinson afeta minha vida sexual?
Infelizmente, a disfunção sexual é comum em pacientes de Parkinson, geralmente devido a uma combinação de fatores, incluindo o próprio processo da doença, os efeitos secundários dos medicamentos e problemas psicológicos.

A dificuldade sexual mais comum entre os homens com a doença de Parkinson é alcançar e manter uma ereção, seguido de diminuição da excitação sexual, rígidez e orgasmo. Medicamentos podem ajudar a melhorar a função erétil. Converse com seu médico para ver se eles são adequados para você.

Pouco se sabe sobre o impacto da doença de Parkinson em mulheres, mas muitas mulheres com experiência na doença de Parkinson sentem uma queda no desejo sexual e uma redução na capacidade de experimentar o orgasmo durante o sexo. Sexo também pode ser desconfortável para as mulheres devido a uma falta de lubrificação, especialmente para aquelas que estão experienciando a menopausa.

Em ambos os sexos, alguns medicamentos para a doença de Parkinson, em particular os agonistas da dopamina, estão associados com uma elevada prevalência da disfunção sexual, particularmente hipersexualidade. Se obsessão sexual tornar-se um problema, uma mudança em remédios pode ser justificada.

A depressão propriamente dita pode ser uma causa da impotência, e alguns antidepressivos frequentemente prescritos para doentes com Parkinson são conhecidos por inibir a sensação sexual. No entanto, os antidepressivos mais recentes estão melhores a este respeito. Tal como acontece com qualquer outro efeito colateral, você deve decidir por si mesmo (em consulta com o seu médico) se você é capaz de tolerar em troca dos benefícios da medicação.

Existem também algumas barreiras práticas para a atividade sexual. A doença de Parkinson pode tornar difíceis os movimentos na cama. Algumas soluções possíveis incluem o uso de lençóis de cetim, vestir pijama ou camisola de seda, ou abandonar a cama completamente. E lembre-se: Sempre ajuda manter o seu senso de humor!

Ter a doença de Parkinson ou a tomar medicação para os meus sintomas tornam desaconselhável para mim ter um bebê?
Muitas mulheres com doença de Parkinson têm tido com sucesso bebês saudáveis. No entanto, ainda tem que haver um estudo aprofundado sobre os efeitos de medicamentos da doença de Parkinson sobre a mãe e a criança e não há um consenso universal sobre esta situação relativamente incomum. Você deve conversar com seu médico sobre tomar medicamentos para a doença de Parkinson durante a gravidez, como faria com qualquer outra substância. Você pode ser encaminhada para um geneticista, um especialista que tem conhecimento sobre o efeito de exposições ambientais, incluindo medicamentos, sobre a gravidez e o feto.

Se a sua preocupação é prevenir a gravidez, converse com seu médico sobre outros medicamentos contraceptivos além das opções anticoncepcionais. Não está claro neste momento se tomar medicamentos para a doença de Parkinson comprometem a eficácia da pílula. (com links, original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Michael Fox.org.

domingo, 5 de maio de 2013

Parkinson e sexo

O tema é até certo ponto um tabú. Mas é importante e vamos tentar não deixar passar em branco.
A situações pelas quais passam as pessoas com parkinson, particularmente os homens, incluem falta de libido, distúrbio de ereção do pênis, ejaculação precoce e no caso de ingestão de agonistas, tipo pramipexole (Sifrol / Mirapex), podendo ser também o levodopa, levar à hipersexualidade.

Por experiência pessoal, posso afirmar que a ingestão de pramipexole (Mirapex ER), me ajudou positivamente, dando-me um melhor tônus sexual (mais libido) e tem retardado o uso de sildenafil (Viagra e outros).

Como será para as mulheres com parkinson?

Obs.: Tivemos este canal para abordagem do tema, mas foi "descontinuado".

Outro blog que abordou o tema foi este AQUI.

Sexo, drogas e doença de Parkinson


2 February 2013 - A terapia dopaminérgica para aliviar as manifestações motores da doença de Parkinson idiopática pode inadvertidamente causar inadequada hipersexualidade (Vilas et ai., 2012). Transtornos de controle de impulso, que incluem jogos de azar, comer e hipersexualidade parecem ocorrer mais freqüentemente com a terapia de agonista do receptor de dopamina do que a L-DOPA e pode levar a uma substancial morbidade com conseqüências sociais, psicológicas e jurídicas (Vilas et al., 2012). A natureza não regulamentada da ativação direta do receptor de dopamina pode fornecer pistas potenciais para os mecanismos subjacentes. No entanto, a base fisiopatológica para esses comportamentos permanece desconhecida. Curiosamente, as vias dopaminérgicas também desempenham um papel fundamental nas redes cerebrais envolvidas no sistema de recompensa, e as respostas patológicas neste sistema podem estar subjacentes ao vício (Volkow et ai., 2012). Semelhanças entre o comportamento viciante e hipersexualidade induzida por drogas na doença de Parkinson sugerem que eles podem compartilhar mecanismos cerebrais patológicos comuns. Assim, investigações de regiões cerebrais e redes relacionadas com a hipersexualidade dopaminérgica induzida na doença de Parkinson poderia lançar luz sobre esses mecanismos subjacentes potencialmente comuns e fornecer pistas para o tratamento racional. O estudo de Politis et al. (2013) do cérebro, nesta edição, dá um passo importante nessa direção.

Os distúrbios do controle de impulsos incluem o jogo patológico e comer, compras compulsivas e hipersexualidade, assim como o síndrome de desregulação da dopamina têm sido descrita no contexto da terapia dopaminérgica para a doença de Parkinson (Vilas et ai., 2012). Da mesma forma, a neurotransmissão dopaminérgica foi associada ao abuso de drogas (Blum et al., 2012). Na verdade, na síndrome de desregulação dopaminérgica, os pacientes Parkinsonianos, desejam mais e mais L-DOPA, e compartilham muitas características clínicas como a dependência de drogas (Katzenschlager, 2011). Um sistema de recompensa patológico pode ser a base do vício, embora o papel preciso das vias dopaminérgicas permaneça controverso (Berridge, 2007). Recentemente, uma teoria de relevância ou de incentivos à sensibilização tem sido proposta como o mecanismo pelo qual a dopamina atua em vias de recompensa (Berridge, 2007). Incentivo significa que o estímulo de "querer" tem maior valência do que atingir a recompensa do estímulo, e este pode ser mediado por vias dopaminérgicas do sistema mesolímbico (Berridge, 2012). A hiperssexualidade em pacientes com doença de Parkinson submetidos à substituição dopaminérgica com L-DOPA ou com estimulação dopaminérgica com agonistas do receptor representam um bom modelo para estudar estes mecanismos.

Politis et al. (2013) investigaram essa questão em 12 pacientes com hipersexualidade em associação com a doença de Parkinson e 12 sem hipersexualidade. Eles usaram oxigênio em nível-dependente (BOLD) no sangue com ressonância magnética funcional para determinar respostas a estímulos visuais em regiões do cérebro em situações “on” e “off” de L-DOPA. Os estímulos visuais incluiram imagens de medicação dopaminérgica, comida, dinheiro, jogos de azar, os comportamentos sexualmente sugestivos e pistas neutras como cenas da natureza. Eles descobriram em pacientes com hipersexualidade que a L-dopa bloqueia a desativação de várias regiões do cérebro, incluindo o córtex orbitofrontal, anterior, posterior e estriato ventral entre outras regiões – não vistas no grupo de controle da doença de Parkinson e não relatado anteriormente em indivíduos normais expostos a estímulos sexuais. Estas mesmas regiões diminuíram a atividade quando os pacientes com hipersexualidade ficaram em “off” da l-DOPA e em pacientes de controle com a doença de Parkinson sem hipersexualidade tanto no “on” como no “off” da L-DOPA. Estímulos sexuais visuais também ativaram regiões adicionais em pacientes com hipersexualidade em ambos as situaçoes de l-DOPA “ON” e “OFF”. Estes incluíam o córtex orbitofrontal, anterior, posterior e ventral estriado, não vistos no grupo de controle da doença de Parkinson e não relatados anteriormente em indivíduos normais expostos a estímulos sexuais. As intensidades de desejo sexual (o "querer"), após a exposição da imagem sexual correlacionada com respostas reforçaram-se no posterior e no estriado ventral (L-DOPA off) e anterior e córtex orbitofrontal medial (L-DOPA on) na doença de Parkinson com o grupo hipersexualidade, enquanto que cada participante achou que as imagens não se correlacionaram com respostas em qualquer região do cérebro. Tomados em conjunto, estes resultados adicionam evidência para a teoria de que a ingestão de dopamina gera recompensa por meio da e saliência do estímulo (Berridge, 2007). Além disso, a dopamina pode interferir com o controle de circuitos importantes para reduzir o desejo de pacientes com hipersexualidade na doença de Parkinson. Curiosamente, pistas visuais sexuais não induziram uma resposta no estriado ventral no grupo doença de Parkinson sem hipersexualidade, enquanto outros têm demonstrado isso em indivíduos sem a doença de Parkinson (Kringelbach e Berridge, 2009; Oei et al, 2012.). Politis et al. (2013) não incluiram um grupo controle sem a doença de Parkinson em seu estudo.

Há um par de potenciais fatores de confusão que podem ter influenciado os resultados deste estudo. Os pacientes com hipersexualidade tomaram mais agonistas dopaminérgicos do que o grupo de controle da doença de Parkinson. Agonistas dopaminérgicos do cérebro podem ter efeitos mais duradouros do que a L-dopa, que podem influenciar as respostas fortemente, bem como os resultados comportamentais. Agonistas dopaminérgicos também podem ter especificidade via regional via e que difere da L-DOPA. Além disso, uma vez que os agonistas dopaminérgicos são mais propensos a produzir distúrbios do controle de impulsos, em pacientes com doença de Parkinson do que a L-dopa, as diferenças encontradas entre os grupos poderia ser uma resposta do cérebro para o tratamento da droga, em vez de uma manifestação da doença (Weintraub et ai., 2010). Isto, no entanto, não diminui a importância da identificação de circuitos subjacentes a este comportamento. Em uma nota mais técnica, tem sido aumentada a preocupação sobre os efeitos potenciais no movimento em estudos de ressonância magnética funcional. Os autores fizeram uma análise cuidadosa para eliminar os exames identificados com os movimentos do corpo, excluindo os que tinham movimento > de 2 mm e também verificados para garantir que as métricas de movimento não diferisse entre os grupos. No entanto, este padrão de 2 mm pode não ser suficiente. Isto tornou-se um problema cada vez mais crítico para o aceite de estudos estatais, mas também pode afetar a pesquisa envolvendo respostas às tarefas relacionadas, tais como o trabalho de Politis et al. (2013), embora seja mais suscetível de introduzir incertezas, reduzindo assim a sensibilidade para a identificação de outros sinais importantes (Power et al., 2012).

Este estudo contribui para a nossa compreensão da hipersexualidade associada à doença de Parkinson e levanta outras questões na análise de distúrbios de controle de impulso em pacientes com doença de Parkinson expostos a medicamentos dopaminérgicos. O que faz com que alguns pacientes mais suscetíveis a desenvolver distúrbios de controle de impulso? As diferenças de doença de Parkinson, com e sem hipersexualidade existe antes de exposição a medicamentos dopaminérgicos? Quais os fatores pré-mórbidos ou biomarcadores para prever esta tendência? Biomarcadores fiáveis ​​pode identificar os pacientes que devem evitar agonistas da dopamina. Será que os agonistas dopaminérgicos também bloquear a desativação das regiões cerebrais do istmo, do pára-hipocampo, do cuneus, do claustro e da ínsula? O relatório do Politis et al. (2013) é um passo importante em explicar a patofisiologia dos distúrbios de controles do impulso na doença de Parkinson, bem como a sua prevenção e tratamento. (original em inglês, tradução Hugo / n.t.: texto original com muitas expressões sem tradução literal) Fonte: MedScape, original da Revista Brain Volume 136 Issue 2.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pilates pode aumentar o desejo sexual por beneficiar a circulação e a autoestima. Conheça outras vantagens do exercício

16/01/13 - (…) — Toda atividade física que promove oxigenação facilita a distribuição de sangue e de hormônios pelo corpo. A perfusão sanguínea maior na pélvis também favorece a excitação — diz o sexólogo Amaury Mendes Júnior. — Mas outros fatores influem no desejo, como idade e autoestima. Além disso, quem cuida do corpo, geralmente, dá mais atenção às questões sexuais. (…)

Criado na década de 20, o pilates serve tanto para recondicionamento físico quanto para reabilitação fisioterápica. Segundo Tathiana Lima, mulheres mastectomizadas, pessoas com hérnia de disco, lombalgias ou mal de Parkinson, que passaram por cirurgias ortopédicas e que sofreram AVC têm avanços na locomoção ou na correção postural quando praticam a atividade.

A proposta do pilates é fazer contrações musculares que envolvem fortalecimento e alongamento. Com isso, se atinge equilíbrio e flexibilidade — explica.

Os exercícios são feitos sobre tatames, com auxílio de bolas, halteres e elásticos (pilates de solo), ou em aparelhos específicos. O trabalho deve ser realizado individualmente ou em grupos de, no máximo, três pessoas. Fonte: Globo G1.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

“Eu sou viciado em sexo“

O drama de quem perdeu a família, o emprego e até a saúde para atender a um desejo insaciável e doentio. Como identificar e tratar esse distúrbio do prazer
por LETÍCIA SORG

03/02/2012 | Ricardo, engenheiro carioca de 41 anos, passou grande parte de seus anos de faculdade na noite. Saía desde terça-feira e se achava um garanhão: fazia sucesso com as amigas dos amigos. Quando não havia mais a quem ser apresentado, Ricardo passou a dedicar cada vez mais tempo a encontrar novas parceiras. Os amigos, as conversas e mesmo os estudos foram ficando para trás. A qualquer lugar que ia, sua preocupação era encontrar mulheres. A urgência era tão grande que um dia foi pego por um policial fazendo sexo com uma mulher dentro do carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Por pouco não foi parar na delegacia. Desconfiou que tinha um problema quando a fixação no sexo o levou a trancar a faculdade. (...)

Dependência de sexo, comportamento sexual compulsivo e transtorno hipersexual. Há dúvidas sobre como classificar o distúrbio de Ricardo, Mário, Hugo, Caio e Cátia (os nomes são falsos), que acabaram buscando ajuda médica ou psicológica. O debate sobre o que os aflige acontece há mais de um século. A primeira referência vem do psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing, em seu livro Psicopatias sexuais, de 1886. Na obra, ele tenta categorizar o que chama de “desvios sexuais”. Discute a homossexualidade, o sadismo, o fetichismo e o que antigamente se chamava de ninfomania, o excesso feminino de sexo. Muitos dos comportamentos que Krafft-Ebing descreveu deixaram de ser considerados patológicos ao longo dos anos, das mudanças sociais e do avanço das pesquisas. O caso mais notório é a homossexualidade.

Mas o “desejo sexual excessivo” entrou para o rol do Código Internacional de Doenças, publicado pela Organização Mundial da Saúde. A quarta edição do Manual estatístico de doenças mentais (DSM, na sigla em inglês), a referência dos diagnósticos psiquiátricos, não tem uma categoria própria para o problema. Cita o comportamento sexual excessivo entre os “transtornos sexuais não especificados”. A próxima edição do DSM, prevista para 2013, deverá incluir uma menção a “transtorno hipersexual”.

É pouco provável, porém, que a nova classificação encerre o debate. Por dois motivos. Primeiro, porque sempre foi e será difícil estabelecer os parâmetros de normalidade do comportamento sexual humano. Não existe um limite ideal para o número de orgasmos ou para o tempo gasto com fantasias ou relações sexuais. Segundo, porque a quantidade de sexo, como sugere o termo “hipersexualidade”, não é o fator decisivo para o diagnóstico. “A dependência sexual não tem a ver com a intensidade da atividade sexual. Nem com sua frequência”, disse a ÉPOCA o psicólogo americano Patrick Carnes, fundador do International Institute for Trauma and Addiction Professionals e um dos pioneiros do estudo da dependência sexual. “A principal marca do vício são as consequências que alguém sofre por causa de sua atividade sexual.” Se a pessoa perde o emprego, para de estudar ou se afasta da família por causa do sexo, é sinal de que há algo errado. “Quando alguém passa todo o tempo pensando em sexo, planejando, fazendo e se arrependendo, em vez de trabalhar, curtir a família, os amigos e outras atividades prazerosas, é um problema”, afirma Carnes. (...)

É possível depender de sexo como de cocaína ou crack? Para alguns cientistas, apenas o vício gerado por substâncias externas pode ser chamado de dependência. Outros afirmam que as pessoas podem viciar-se em sexo e outros comportamentos. As alterações químicas do cérebro durante o ato sexual justificam essa interpretação mais ampla da dependência. O orgasmo ativa, no cérebro, o mesmo circuito do prazer que as drogas e, como elas, libera a mesma substância neurotransmissora, a dopamina. O uso repetido de drogas pode modificar a estrutura e a função desse circuito cerebral, gerando as características da dependência: aumento de tolerância à substância, crise de abstinência, compulsão e recaída.

Ainda não há estudos que mostrem que o sexo seja capaz de promover esse tipo de alteração neurológica. Mas há motivos para acreditar que fatores biológicos tenham participação no excesso de sexo. Alguns tipos de demência podem causar um aumento do desejo sexual. Certos remédios usados no tratamento de mal de Parkinson também podem elevar a libido. Eles alteram o efeito da dopamina, o mesmo neurotransmissor do prazer sexual. “Isso reforça a ideia de que existe algo diferente no funcionamento do cérebro de quem é compulsivo por sexo”, diz o psiquiatra Marco de Tubino Scanavino, responsável pelo Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo.

A química do cérebro é, porém, apenas parte da explicação para o problema de Ricardo, Mário, Hugo, Caio e Cátia. Assim como nem todas as pessoas que experimentam drogas ficam dependentes, apenas uma pequena parcela da população sexualmente ativa desenvolve uma compulsão por sexo. O psicólogo Patrick Carnes estima que 3% a 6% das pessoas se enquadrem nessa categoria. Isso significaria, no Brasil, mais de 9 milhões de pessoas. A grande maioria homens – o sexo masculino representa entre 80% e 90% dos dependentes, segundo estudos. (...)

Como identificar a dependência? 
“Ter uma expressão maior da sexualidade, em si, não é um problema”, diz o psicólogo Oswaldo Rodrigues Junior, diretor da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. “O problema fica flagrante quando essa sexualidade não está funcionando a favor da pessoa e prejudica outras áreas da vida.” Ricardo patinou no início da carreira – justamente no período em que deveria ter mais gás para trabalhar – porque estava totalmente fixado em sexo. Para manter a busca por parceiros, Mário terceirizou o gerenciamento de sua clínica, foi passado para trás e perdeu pacientes. Por causa do vício, Hugo foi preterido em diversas oportunidades de promoção e acabou demitido da empresa multinacional em que trabalhava. Caio não teve problemas no trabalho, mas suas mentiras e traições por pouco não arruinaram seu convívio com a família. Cátia foi ao fundo do poço emocional com o fim do último namoro, há sete anos, e não se envolveu mais com ninguém.

Nem sempre quem sofre de dependência sexual consegue identificá-la com facilidade. “Em geral, o comportamento compulsivo começa no final da adolescência, início da vida adulta, e vai se agravando ao longo dos anos. Por isso, é difícil reconhecê-lo logo de cara”, diz o psiquiatra Marco Scanavino. O filme Shame (Vergonha), que estreará no Brasil em 2 de março, mostra esse processo de degradação relacionado à dependência sexual. No início da trama, Brandon Sullivan (interpretado por Michael Fassbender) é um jovem nova-iorquino de 30 e poucos anos, bem-sucedido, boa-pinta, que paquera as moças no metrô e conquista as gatinhas da balada. À medida que o enredo avança, Sullivan revela-se incapaz de criar relações com outras pessoas e de conter seus impulsos sexuais. Esse descontrole, como anuncia o tom sombrio do filme, leva-o a consequências trágicas. O diretor Steve McQueen foge dos julgamentos morais simplificados. O ponto principal do filme não é o comportamento sexual de Sullivan, que recorre à prostituição, à pornografia on-line, à masturbação e às relações casuais. Mas sim a insatisfação que permanece mesmo depois de tanto sexo. É comum alguém com compulsão sexual sentir um vazio, mal-estar ou desânimo assim que o orgasmo termina.

Esses sentimentos negativos após o ato refletem, em geral, duas situações problemáticas, segundo os psiquiatras. A primeira é o uso inadequado do sexo. As relações sexuais são um meio de reprodução, uma fonte de prazer e uma forma de estreitar a relação com o parceiro. E não uma forma de buscar aprovação do parceiro, diminuir a ansiedade antes de uma prova ou descarregar depois de uma bronca do chefe. Eventualmente, o sexo pode até cumprir essas funções. Mas não pode ser a única estratégia do indivíduo para lidar com essas questões corriqueiras. “O sexo, em si, não é bom ou ruim”, afirma o psiquiatra Aderbal Vieira Junior, coordenador do Ambulatório de Tratamento do Sexo Patológico da Universidade Federal de São Paulo. “O que faz diferença é o sentido que atribuímos a ele. E é esse sentido que os pacientes precisam resgatar.” (segue...) Fonte: Revista Época.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ex-deputado australiano não é preso apesar de ter tido relações com menor

29/11/2011 - Sydney (Austrália), 29 nov (EFE).- O ex-deputado trabalhista australiano Terry Martin foi condenado a dez meses de prisão, mas não será preso, após ser declarado culpado de manter relações sexuais com uma menina de 12 anos, cujos pais a exploravam sexualmente, informou nesta terça-feira o canal 'ABC News'.

Segundo a imprensa australiana, o ex-parlamentar não será preso por ter recebido uma pena por um período de tempo inferior ao estabelecido para entrada em uma penitenciária.

Em 21 de novembro, um júri do Tribunal Supremo em Hobart, na Austrália, considerou Martin, de 54 anos, culpado por manter relações sexuais ilícitas com uma menor de 17 anos e por ser cúmplice de exploração infantil, sendo condenado a dez meses de prisão.

Durante o julgamento, a defesa do acusado alegou que a medicação que Martin tomava para combater o mal de Parkinson provocava constante desejo sexual e que naquele período contratou os serviços de mais de 100 prostitutas, entre elas a menina de 12 anos. (segue...) Fonte: Revista Veja.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sexo é a chave da felicidade para os idosos, diz pesquisa

Estudo mostra que 60% dos idosos que fazem sexo mais de uma vez por mês se dizem ‘muito felizes’

21/11/2011 - A frequência da atividade sexual está diretamente ligada à felicidade dos idosos, sugere estudo divulgado durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Gerontologia. Segundo a pesquisa, quanto mais ativa a vida sexual dos mais velhos, maiores são os níveis de bem-estar na vida e felicidade no casamento. (segue...) Fonte: Revista Veja.
Só não descobriram a América porque já estavam lá!