Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Cientistas afirmam estarmos muito próximos da cura do Alzheimer e Parkinson
11/02/2015 - A cura para doenças neurodegenerativas pode estar mais perto do que se imagina e disponível nos próximos cinco anos. No que diz respeito ao Alzheimer, a forma mais comum de demência, o novo e promissor tratamento é, na realidade, uma vacina capaz de interromper o avanço da doença e reparar alguns danos já causados. Já sobre o Parkinson, uma droga injetada continuamente no paciente atua diretamente no cérebro e está apresentando resultados animadores.
ANTES DE CHEGAR AO MERCADO, A VACINA CONTRA O ALZHEIMER AINDA PRECISA SER TESTADA EM LARGA ESCALA
A vacina do Alzheimer ataca o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide, que forma uma prejudicial placa de cera sobre as células do cérebro. Testes do remédio, chamado Betabloc, são realizados no Reino Unido. Os cientistas britânicos, americanos e canadenses envolvidos no estudo da droga acreditam que seu trabalho oferece uma prova final de que a doença de Alzheimer é provocada por alterações químicas no cérebro, embora outros fatores também influenciem no seu desenvolvimento. Antes de chegar ao mercado, a vacina ainda precisa ser testada em larga escala.
Outra moléstia que afeta muitas pessoas com o passar da idade é a doença de Parkinson. Aqui, a notícia animadora fica por conta de uma droga que é injetada continuamente no paciente, através de cateteres, e que age diretamente na parte afetada do cérebro. A administração da droga é feita por um equipamento implantado no abdômen que faz o bombeamento do GDNF (Fator Neurotrófico Derivado da Glia), que incentiva o crescimento de células cerebrais. As “bombas” são reabastecidos a cada dois meses com uma simples injeção e substituídas a cada 12 meses ou mais.
PESSOAS COM Parkinson QUE EXPERIMENTARAM A DROGA APRESENTARAM MELHORAS SIGNIFICATIVAS NA COORDENAÇÃO MOTORA
O tratamento está sendo testado com resultados bastante animadores no Hospital Frenchay, em Bristol, na Inglaterra. Pessoas que experimentaram a droga apresentaram melhoras significativas na coordenação motora e também controle sobre a distonia – a ação involuntária em que o paciente de Parkinson se contorce. A causa da doença é desconhecida e não há cura. Este novo tratamento, no entanto, ainda precisa ser testado por mais tempo e deverá levar mais de cinco anos para estar disponível para um amplo público. Fonte: Cidadania - Metalúrgcos de Piracicaba.
ANTES DE CHEGAR AO MERCADO, A VACINA CONTRA O ALZHEIMER AINDA PRECISA SER TESTADA EM LARGA ESCALA
A vacina do Alzheimer ataca o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide, que forma uma prejudicial placa de cera sobre as células do cérebro. Testes do remédio, chamado Betabloc, são realizados no Reino Unido. Os cientistas britânicos, americanos e canadenses envolvidos no estudo da droga acreditam que seu trabalho oferece uma prova final de que a doença de Alzheimer é provocada por alterações químicas no cérebro, embora outros fatores também influenciem no seu desenvolvimento. Antes de chegar ao mercado, a vacina ainda precisa ser testada em larga escala.
Outra moléstia que afeta muitas pessoas com o passar da idade é a doença de Parkinson. Aqui, a notícia animadora fica por conta de uma droga que é injetada continuamente no paciente, através de cateteres, e que age diretamente na parte afetada do cérebro. A administração da droga é feita por um equipamento implantado no abdômen que faz o bombeamento do GDNF (Fator Neurotrófico Derivado da Glia), que incentiva o crescimento de células cerebrais. As “bombas” são reabastecidos a cada dois meses com uma simples injeção e substituídas a cada 12 meses ou mais.
PESSOAS COM Parkinson QUE EXPERIMENTARAM A DROGA APRESENTARAM MELHORAS SIGNIFICATIVAS NA COORDENAÇÃO MOTORA
O tratamento está sendo testado com resultados bastante animadores no Hospital Frenchay, em Bristol, na Inglaterra. Pessoas que experimentaram a droga apresentaram melhoras significativas na coordenação motora e também controle sobre a distonia – a ação involuntária em que o paciente de Parkinson se contorce. A causa da doença é desconhecida e não há cura. Este novo tratamento, no entanto, ainda precisa ser testado por mais tempo e deverá levar mais de cinco anos para estar disponível para um amplo público. Fonte: Cidadania - Metalúrgcos de Piracicaba.
Da cura do Parkinson ainda não se fala seriamente, e sim em melhores tratamentos.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Com medicação incorreta Parkinson pode levar ao Alzheimer
24 de setembro de 2014 - A doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). Na falta dela o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, como o tremor nos membros superiores.
A vice-presidente da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo (APPP), Arlete de Gasperin, esteve hoje (24) no Canal Aberto RB2 para falar sobre a doença e o trabalho da instituição.
A APPP é uma associação filantrópica que sobrevive da doação dos colaboradores.
Eles tinham um convênio com a Prefeitura, mas ele não existe mais, e a falta de recursos pode levar ao fechamento da instituição.
“São 38 funcionários e precisamos de 80 mil reais mensais para manter a associação aberta. Só de aluguel são quase 10 mil”, afirma Arlete.
A vice-presidente da APPP é filha de um paciente e trabalha como voluntária no local, que fica na Rua Silva Jardim, nº 3180, no bairro Água Verde, em Curitiba.
Entre os objetivos da Associação estão promover um atendimento multidisciplinar ao portador de Parkinson, proporcionar a ele uma melhor qualidade de vida e o alcance social através da saúde e bem estar.
São vários tratamentos multidisciplinares oferecidos, entre eles a acupuntura, a fisioterapia e a musicoterapia.
Sintomas
De acordo com Arlete um dos primeiros sintomas da Doença de Parkinson (DP) é o sono agitado. O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes).
De acordo com Arlete um dos primeiros sintomas da Doença de Parkinson (DP) é o sono agitado. O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes).
Para o diagnóstico não é necessário entretanto que todos os elementos estejam presentes, bastando dois dos três primeiros itens citados.
Tratamento
“Se a medicação não for correta o Parkinson pode desencadear o Alzheimer”, afirma Arlete.
“Se a medicação não for correta o Parkinson pode desencadear o Alzheimer”, afirma Arlete.
A doença é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes.
Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença.
Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes.
Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença.
A melhor orientação é que a pessoa com os sintomas procure um Neurologista. Ele é o profissional mais indicado para orientá-la.
Para mais informações sobre a doença e o trabalho da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo, acesse o site: www.appp.com.br. Fonte: Rádio b2 = http://radiorb2.com.br/com-medicacao-incorreta-parkinson-pode-levar-ao-alzheimer/
Obs.: Confesso. Nunca tinha ouvido sobre esta hipótese. É no mínimo controversa. Já havia ouvido o contrário. Quem tem parkinson, não tem espaço para mais nada.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
As emoções e choros da Doença de Parkinson
Por Howard Moore (pk, 60, em sua coluna do jornal Chicago Now)
Thursday 3, July 2014 - Há muito mais na doença de Parkinson do que apenas "Sacudir, tremer e rolar."
Factóide engraçado # 1: os doentes de Parkinson têm 25% mais chance de desenvolver a doença de Alzheimer.
Em junho, escrevi um blog convidado para a consciência de Alzheimer. Na semana passada eu estava falando a alguém sobre isso e não conseguia me lembrar da doença. Honestamente. Não é possível escrever essa merda!
Factóide engraçado # 2: os doentes de Parkinson têm uma chance maior do que o público em geral de ter melanoma.
Eu acho que os tremores, problemas de equilíbrio, rigidez articular, constipação, doença de Alzheimer, congelamento e caligrafia ilegível já não são suficientes. Vamos lançar o Câncer, também. Porra!!
Oh yeah me lembrei, esqueci a disfunção sexual.
Hmmmm .... juntar tudo isso e minhas chances de contrair a doença de Alzheimer são maiores do que as minhas chances de conseguir (escrever).
Feliz 4 de julho. Só não me deixem em qualquer lugar perto dos fogos de artifício. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Chicago Now.
Obs. Não sei se realmente são factóides. Mas o cara t'á p. da vida! Assim com eu.
domingo, 25 de maio de 2014
Parkinson e Alzheimer / mas não confunda!
Várias recordações, experiência, filhos e outras coisas que o tempo oferece, imagine então acordar um belo dia, aos 94 anos, e não lembrar de grande parte da sua vida, nem mesmo dos seus filhos
Parkinson causa tremores e dificuldades para andar, se movimentar e coordenar. Normalmente quando um paciente jovem é acometido pela doença, a causa mais provável é por hereditariedade. O Alzheimer tem como principais sintomas a perda da memória e distúrbios de comportamento. As informações são da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).Atualmente existem tratamentos que, apesar de não curarem o mal de Parkinson, auxiliam na qualidade de vida dos portadores da doença. A SBGG alerta que atuar nos fatores de risco da doença é atualmente a única forma de preveni-las. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, a doença de Parkinson acomete uma média de 100 a 200 pessoas por cada cem mil habitantes, é a segunda patologia degenerativa que mais acomete os indivíduos. No mundo, dados da Organização Mundial da Saúde mostram que cerca de 1% a 2% dos idosos possuem a doença.
No dia 9 de agosto deste ano, acontece em Goiânia o 2º Simpósio de Alzheimer de A a Z. O evento será realizado na sede do Cremego. De acordo com o portal da SBGG, o mal de Alzheimer lidera o ranking de doenças que acometem a população idosa, 6% das 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos têm a doença. Estima-se que haja cerca de 1 milhão de pacientes demenciados no Brasil.
Luta contra as doenças
Isabel Machado, 57, sofre com a doença da mãe, a quem ela prefere poupar não citando seu nome. Inicialmente, ela foi acometida por Parkinson e depois pela demência, em seu caso o Alzheimer. Hoje com 88 anos, a mãe de Isabel depende totalmente de outra pessoa, fica acamada todo o dia. “A geriatra foi quem notou a demência, ela é muito inteligente e sabia disfarçar bem quando notava que havíamos percebido algo diferente. Ela iniciou com um andar robotizado, tremor, e ela parecia ausente em alguns momentos”, diz. Isabel explica que, após o início do tratamento medicamentoso, a melhora da mãe foi significativa, o que para ela é uma constatação do diagnóstico correto.
Há cerca de seis anos, a mãe de Isabel tem as duas doenças, ela teve seis filhos, mas atualmente mora com cuidadoras em um apartamento na capital. “Há dois anos, ela deixou de morar conosco, na verdade nós revezávamos, cada dia ela ficava na casa de um dos filhos, mas notamos que isso era uma situação muito difícil e cansativa para ela, então tomamos essa decisão, que não foi nada fácil”, explica. Isabel esclarece que a mãe é acompanhada por três cuidadoras durante o dia, atualmente ela não fala, não anda e vive acamada. Até um tempo atrás ainda era possível tirá-la de casa e até passear, mas hoje, vai no máximo até a sala.
A filha ressalta que a descoberta de ambas as doenças foi de difícil aceitação para toda a família, que de certa forma todos adoeceram com ela. “Até hoje é muito complicado falar disso, eu adoeci, ela está muito frágil. Foi um processo duro e sofrido, mas tivemos que tomar a decisão de deixá-la em um lugar só, onde ela pudesse ficar bem. Todos os dias eu ou outra irmã que mora em Goiânia vamos visitá-la e ver como está. Sei que não é o ideal, mas é o possível. Ela só abre os olhos, não fala, nem reconhece mais ninguém há algum tempo”, ressalta.
Uma doença de tratamento oneroso, é o que diz Isabel, atualmente a mãe não toma mais algumas medicações, no entanto não sai mais de casa, e cada visita do geriatra particular custa R$ 600. “Esses valores não são mais gastos pelas doenças. Em casa temos equipamentos que auxiliam a monitorá-la e facilitam quando as cuidadoras suspeitam de alguma piora de sua saúde. Quando ela sente algo, o geriatra vai até o apartamento para uma consulta”, esclarece Isabel.
O amor supera tudo
A velhice traz consigo várias recordações, experiência e outras coisas que o tempo oferece. Imagine então acordar um belo dia, aos 94 anos, e não lembrar grande parte da sua vida, nem mesmo dos seus filhos. É o que aconteceu com o senhor Gonçalo Gonçalves de Lima, ele tem Alzheimer. Ele é avô de Zuleika Lima, 38. Ela explica que, atualmente, seu pai dedica grande parte do seu tempo a ele, que não reconhece ninguém da família. “Eles moram juntos em Belém-PA. A suspeita da doença iniciou quando meu avô passou a ter lapsos de memória rotineiros. Hoje é preciso trocar fraldas e dar banho nele, mas anda, fala e vive quase normalmente”, explica a neta. Zuleika esclarece que o neurologista pediu alguns exames e detectou-se que se tratava de Alzheimer. “O médico disse que o mais provável é que no caso dele tenha sido causado por hereditariedade, já que outras pessoas da família tiveram a doença”, diz.
Para Zuleika, a melhor parte da sua infância eram as férias, que ela passava sempre na casa do avô, que fazia de tudo para agradar a neta mais velha, no caso ela. “É triste porque hoje ele não reconhece mais ninguém, se você passar por ele vinte vezes, ele te dá a mão e te cumprimenta novamente em todas elas”, explica. O pai de Zuleika se aposentou para cuidar de Gonçalo, mas conseguiu um trabalho em que mora dentro das dependências da empresa. “Meu avô fica com uma funcionária e ele sempre por perto para caso ocorra algo. Apesar dessa doença, fomos ao geriatra com ele há algum tempo e a médica se surpreendeu. Meu avô não tem problemas com hipertensão ou do coração, disse que é mais saudável inclusive que meu pai, que é filho dele”, diz.
O avô de Zuleika ainda é muito ativo, ela conta algumas peripécias de Gonçalo durante uma visita a sua casa: “Ele dizia o tempo todo que queria ir embora, ele pegava a chave do carro e tentava abrir o portão, em um desses dias, descuidamos por alguns minutos e quando fomos procurar, meu avô já estava há três quarteirões da nossa casa e correndo, como se estivesse fugindo, hoje a gente ri da situação, mas no dia não foi nada engraçado”, diz. A neta também fala de um episódio comovente: “estávamos em casa e eu peguei um álbum de fotografia antigo para mostrar a ele, tinha algumas fotos do seu casamento. Quando ele viu, eu perguntei se ele reconhecia a mulher da foto, ele respondeu: ‘Essa aí é a Maria de Macedo, meu amor!’ Da minha avó ele se lembra, ela faleceu quando eu tinha 16 anos”, ressalta.
Delson José da Silva, neurologista do Núcleo de Neurociências do Hospital das Clínicas da UFG e diretor do Iineuro-Instituto Integrado de Neurociências, explica que ambas as doenças são neurodegenerativas, ou seja, ocorre perda progressiva de neurônios. “Na doença de Parkinson (DP) ocorre a morte principalmente de neurônios produtores de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pelas habilidades motoras, enquanto na doença de Alzheimer (DA) ocorre perda de neurônios produtores de acetilcoloina, responsável por funções cognitivas (memória, atenção, linguagem)”, esclarece.
O médico ressalta que na DP ocorre lentidão dos movimentos (bradicinisia), tremor de repouso, rigidez dos movimentos e alterações da postura (equilíbrio). Já na DA ocorre perda de memória, linguagem e alterações de comportamento. “Ambas ocorrem devido a múltiplos fatores, tantos constitucionais próprios do indivíduo, genéticos e ambientais como fatores agressivos externos”, diz.
De acordo com o neurologista não existe uma prevenção específica, no entanto o controle de fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, colesterol, triglicérides etc. e ter vida saudável com práticas regulares de exercícios, lazer, dieta saudável, equilíbrio psicossocial contribuem para menor incidência destas doenças. “Evitar drogas, alcoolismo, uso indiscriminado de medicamentos psicoativos Também. Existem casos hereditários, porém as formas esporádicas são as mais frequentes. Casos na família aumentam o risco para as doenças”, ressalta Delson.
Saiba mais
Mal de Parkinson
O que é
O mal de Parkinson pode afetar um ou ambos os lados do organismo. Além disso, a perda das funções não é a mesma em todos os casos. Inicialmente os sintomas podem acometer o paciente aos poucos de maneira suave e ir se agravando até a descoberta da doença e o início do tratamento.
Sintomas
Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar)
Constipação
Dificuldade de deglutição
Babar
Equilíbrio e caminhar comprometidos
Falta de expressão no rosto (aparência de máscara)
Dores musculares (mialgia)
Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira
Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil)
Movimentos diminuídos
Posição inclinada
Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas)
Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna
Tremores que desaparecem durante o movimento
Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés
Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse
Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro)
Voz para dentro, mais baixa e monótona
Ansiedade, estresse e tensão
Confusão
Demência
Depressão
Desmaios
Alucinações
Perda de memória
Fonte:www.minhavida.com.br
DETALHES
De acordo com informações do portal de notícias do médico Dráuzio Varella, não existe um teste diagnóstico definitivo para o Alzheimer. A doença será realmente diagnosticada na autópsia. Na maior parte dos casos, o diagnóstico é feito por meio do histórico do indivíduo e familiar, além de testes psicológicos que têm como função excluir a probabilidade que se trate de outras doenças mentais. Estima-se que cerca de 10% dos diagnósticos podem estar errados.
Sintomas mal de Alzheimer
Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;
Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;
Estágio III (forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;
Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes. Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ / GO.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
À vovó, com carinho
Jovem mudou a vida para cuidar da avó com Alzheimer e dá exemplo de como lidar com a doença
25/04/2014 | Com 22 anos, Fernando Aguzzoli, de Porto Alegre, abriu mão da vida que qualquer jovem dessa idade leva para fazer a avó passar mais cheia de vida, mesmo com Alzheimer, os últimos meses antes de morrer. (segue...) Fonte: Zero Hora.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Cruzando as fronteiras entre Parkinson e Alzheimer
Evidências crescentes de semelhanças biológicas inspiram programa de financiamento para aumento do entendimento das duas doenças do cérebro mais comuns
CHICAGO, NEW YORK and TORONTO, 5 de fevereiro de 2014 /PRNewswire/ -- Na medida em que a pesquisa revela sobreposição na biologia, além dos sintomas clínicos compartilhados há muito tempo já observados, das doenças de Parkinson e Alzheimer, três organizações sem fins lucrativos estão se unindo para estimular novos estudos sobre as semelhanças e diferenças entre as duas doenças do cérebro mais comuns, que afetam dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
Para ver o release completo, acesse: http://www.prnewswire.com/news-releases/crossing-the-lines-between-parkinsons-and-alzheimers-243683691.html
domingo, 17 de novembro de 2013
A TOCA DE DONA LILIAN
ELA TINHA UMA CASA DE CAMPO. TRANSFORMOU-A NUM CENTRO DE ATENDIMENTO DE QUALIDADE PARA PORTADORES DE ALZHEIMER
17/11/2013 - Esquecer a panela no fogo, pedir para almoçar logo após o almoço, colocar o sapato na geladeira, pagar a mesma conta duas vezes, ou não pagá-la, e vestir roupas do avesso são alguns dos comportamentos que Lilian Alicke conhece bem – e sabe melhor ainda como lidar com eles. Quando os idosos perdem o poder de gerir a própria vida, lá está a Dona Lilian, 79 anos, com sua Toca das Horttênsias, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que fundou em 1993 para auxiliá-los. Nestes 20 anos, a Toca de Lilian atendeu cerca de 70 idosos, a grande maioria portadora do mal de Alzheimer. “É uma luta diária. Disseminar o conhecimento sobre a doença é uma batalha no mundo inteiro, uma causa que abracei e transformei em propósito de vida”, diz Lilian.A história começa na casa de campo de Lilian, construída num espaço de 3 mil metros quadrados nas proximidades da rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Era ali que, durante anos, a família Alicke curtia os fins de semana. E foi ali, naquele início dos 90, que a proprietária decidiu levar adiante o seu propósito de vida, adaptando os cômodos para atender idosos que necessitavam de cuidados e companhia. Até então, os pouquíssimos centros desse tipo que funcionavam em São Paulo não ofereciam, segundo Lilian, um serviço de qualidade – tudo era feito na base do improviso, por profissionais despreparados para a tarefa. Lilian treinou pessoas, comprou camas, aparelhou a cozinha (de modo a realizar mais refeições), fez os providenciais ajustes de segurança nos banheiros. Com as mudanças, foi possível iniciar as atividades dentro da Toca, que começou como uma empresa tradicional, uma S/C LTDA, e oferecia os serviços apenas durante o dia. Era um novo mundo que se abria para a administradora escolar aposentada, que já havia trabalhado como secretária executiva da diretoria da Nestlé e da Chrysler e gerido, por 25 anos, uma escola na Zona Sul de São Paulo – onde se aposentara, aos 62 anos de idade.
Nos dois primeiros anos, a Toca viveu o que é comum à maioria das empresas iniciantes: a falta de recursos para girar o negócio. O que entrava no caixa mal dava para pagar as despesas, que acabavam custeadas com o dinheiro da fundadora. Até que a fonte secou. A alternativa, óbvia, era aumentar o preço, mas isso ia de encontro à filosofia de Lilian. “Para continuar, nós teríamos de cobrar mais e essa nunca foi a intenção. A ideia era atender idosos cujas famílias pudessem pagar, mas não um preço alto.” E as que pagavam, segundo a mesma filosofia, deveriam subsidiar aquelas impossibilitadas de arcar com os custos.
Em 1995, depois de se unir a outros integrantes e perceber que estava descapitalizada, Lilian decidiu transformar a Toca em uma associação sem fins lucrativos. Com o passar dos anos, as famílias sentiram a necessidade de deixar seus idosos na casa por mais tempo e o lugar, que antes prestava serviços apenas durante o dia, se converteu em residência.
Negócio reformulado, Lilian também estabeleceu o propósito da Toca. Para conseguir atender todas as famílias, os então responsáveis pelo projeto criaram uma espécie de bolsa, que varia de 30% a 70% do valor total cobrado, de R$ 3,5 mil mensais. O grupo também passou a realizar eventos e jantares para angariar mais fundos e, dessa forma, atender quem não podia pagar quase nada – dando, praticamente, um desconto integral. Nessa busca por recursos, a dona da Toca às vezes recebe ajudas inesperadas. “Um dia um chef de cozinha bateu aqui na porta da associação perguntando se a gente estava precisando de dinheiro, pois ele estava disposto a ajudar alguém. Fechei, ali, a melhor parceria da minha vida”, diz Lilian. O chef era Gunnar Carioba. Ele e seu filho Ted (também chef) são os responsáveis pela cozinha nos jantares escandinavos beneficentes da Toca. Realizados todos os anos, os encontros gastronômicos viraram marca registrada da casa de Lilian. A Toca ainda depende muito de eventos como esses para custear as despesas. Lilian também procura algum investidor fixo para complementar o orçamento.
Estudando o Alzheimer
Além de cuidar dos idosos, o local também se transformou em um centro de formação de cuidadores. São oferecidos cursos de 80 horas de duração para pessoas que queiram aprender mais sobre a doença e sobre os pacientes. Aprendida a teoria, os alunos são incentivados a fazer 40 horas de estágio dentro da própria Toca: só assim estarão aptos a exercer a função de cuidadores dos portadores de Alzheimer. “A intenção é disseminar o conhecimento, formar gente capaz de dar o tratamento adequado aos idosos. É preciso entender o que se passa na cabeça de alguém que percebeu que não manda mais na própria vida”, diz Lilian. Os fundadores da associação, claro, também sabem exatamente com o que estão lidando – todos já tiveram algum caso de Alzheimer na família. Menos Lilian.
A sua devoção aos idosos é fruto de um episódio de doença na família, mas de outra natureza. A mãe de Lilian sofria do mal de Parkinson. Quando entrou na fase avançada da doença, sua filha decidiu procurar um local que a acolhesse durante o dia, mas não encontrou nada que achasse apropriado – nem para os portadores de Parkinson e nem para os idosos relativamente sãos, aqueles que carregam apenas as limitações da idade. “Hoje, existem casas que cuidam bem dos idosos, mas em 1992 não. Desisti quando vi como as pessoas eram tratadas naquela época.”
Foi aí que Lilian decidiu empreender. A ideia inicial era montar um centro para idosos sãos. Lilian cercou-se de pessoas que entendiam do assunto e passou a visitar diversas casas de repouso. Também se matriculou na primeira turma da Universidade da Terceira Idade na PUC de São Paulo. Foi aí que encontrou uma professora que mudaria o destino da Toca, ainda um projeto embrionário. Depois de avaliar os planos de Lilian, a Professora Doutora Maria Auxiliadora Ferrari foi direto ao ponto: em sua opinião, aquilo que a futura dona da Toca estava planejando não ia dar em nada. Seria mais útil criar uma casa para atender portadores de uma doença que crescia no Brasil e cujos pacientes careciam de locais que oferecessem tratamento adequado: o Alzheimer. Lilian vivera bem de perto a experiência do Parkinson. Sonhara em montar um projeto para atender idosos em geral. E agora era incentivada a abrir a casa para uma nova causa: tratar das vítimas de uma doença da qual nunca tinha ouvido falar. Era a hora de aprender sobre ela.
Lilian debruçou-se sobre o tema. Leu diversos artigos, procurou a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), conheceu um dos melhores centros-dia dos Estados Unidos, na cidade de Durham e, já no papel de membro da Alzheimer’s Disease International (a associação voltada ao tema), participou de vários congressos na Europa. “Eu grudei na associação e a associação também me pegou. Como eu falo inglês, era usada como tradutora e intérprete. Depois de uns seis meses, eu tinha bem a ideia de como deveria ser um centro-dia aqui no Brasil. Foi nesse momento que resolvi abrir a Toca.” Dez anos depois, Lilian tornou-se presidente da ABRAz. Hoje, como consultora da entidade, lembra do trabalho que fez por lá: “Eram dez regionais no Brasil. Quando eu saí, deixei 22. Eram 60 grupos de apoio. Viraram 90. As 25 sub-regionais se transformaram em 60”. Lilian também participa da Comissão de Direitos dos Idosos da OAB.
O próximo passo da dona da Toca é aumentar a frequência de jantares e tentar encontrar novas formas para captar recursos. Assim, ela acredita, será possível ampliar a capacidade de atendimento da casa, hoje restrita a uma dezena de pacientes. “Podemos erguer um centro-dia e uma residência com condições de atender, ao todo, 36 pessoas”, diz. Essa é a meta. E o sonho, Lilian? “Ver um prédio onde o cidadão possa pedir qualquer tipo de informação ou ajuda. Seria um grande centro de atendimento a famílias, sobretudo as carentes. Nós até já demos o nome: Centro de Atendimento para o Idoso Fragilizado.” Seria a toca vertical de Lilian Alicke. Fonte: Globo G1. Aqui => Projeto Generosidade.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Estudo revela 11 novos fatores genéticos para o Alzheimer
Análise do DNA de milhares de pacientes mais que dobrou a quantidade de genes conhecidos relacionados à doença
28/10/13 - (...) Segundo os cientistas, os 11 novos fatores confirmados abrem novos caminhos na compreensão das causas do Alzheimer e seu possível tratamento. Um deles, por exemplo, foi encontrado numa região do DNA que controla a resposta imunológica a inflamações, reforçando as suspeitas sobre o envolvimento do sistema imune com o aparecimento do mal. A região – HLA-DRB5/DRB1 – também já foi relacionada com outras duas doenças neurodegenerativas, uma com sabida participação do sistema imune, a esclerose múltipla, e outra cujos fatores imunes foram apenas recentemente descobertos, o mal de Parkinson. (segue...) Fonte: Globo G1.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
La enfermedades de Alzheimer y Parkinson no parecen compartir el mismo riesgo genético
06/08/2013 - Un estudio realizado por Valentina Moskvina, de la Escuela de Medicina de la Universidad de Cardiff, en Gales, Reino Unido, y sus colegas, examinaron la superposición genética entre la enfermedad de Parkinson (EP) y la enfermedad de Alzheimer (EA). Su conclusión, publicada en 'JAMA Neurology', es que las enfermedades de Alzheimer y Parkinson no parecen compartir el mismo riesgo genético.
Usaron datos de Reino Unido, Alemania, Francia y Estados Unidos para llevar a cabo un análisis de asociación del genoma completo combinado (GWA), incluyendo a 3.177 pacientes con enfermedad de Alzheimer y 7.277 pacientes de control, y 5.333 pacientes con enfermedad de Parkinson y 12.298 controles. Los análisis centrados en los genes no produjeron evidencia significativa que apoye la asociación de la ubicación del gen (loci) con un aumento de riesgo tanto para Alzheimer como Parkinson, según los resultados del estudio.
"Por tanto, nuestros hallazgos implican que los loci que aumentan el riesgo tanto de enfermedad de Parkinson como de enfermedad de Alzheimer no están muy extendidos y que la superposición patológica podría producirse "aguas abajo" en los principales genes que aumentan el riesgo de cada enfermedad", concluye el estudio. Fonte: IBL News.
Usaron datos de Reino Unido, Alemania, Francia y Estados Unidos para llevar a cabo un análisis de asociación del genoma completo combinado (GWA), incluyendo a 3.177 pacientes con enfermedad de Alzheimer y 7.277 pacientes de control, y 5.333 pacientes con enfermedad de Parkinson y 12.298 controles. Los análisis centrados en los genes no produjeron evidencia significativa que apoye la asociación de la ubicación del gen (loci) con un aumento de riesgo tanto para Alzheimer como Parkinson, según los resultados del estudio.
"Por tanto, nuestros hallazgos implican que los loci que aumentan el riesgo tanto de enfermedad de Parkinson como de enfermedad de Alzheimer no están muy extendidos y que la superposición patológica podría producirse "aguas abajo" en los principales genes que aumentan el riesgo de cada enfermedad", concluye el estudio. Fonte: IBL News.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Identificado gatilho molecular da doença de Alzheimer
Pesquisadores conseguiram detalhar o caminho que gera forma defeituosa de beta-amiloide, proteína que causa a doença
Estudo foi feito pelo Departamento de Química da Universidade de Cambridge
21/05/13 - LONDRES - Pesquisadores mapearam o gatilho do início da doença de Alzheimer, quando a estrutura principal da molécula de proteína muda, para causar a reação em cadeia que leva à morte dos neurônios no cérebro. Pela primeira vez cientistas do Departamento de Química da Universidade de Cambridge conseguiram detalhar o caminho que gera formas anômalas das proteínas beta-amiloide, que estão na origem de condições neurodegenerativas, tais como a doença de Alzheimer.
A descoberta foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e, segundo os pesquisadores, leva a um passo adiante no disgnóstico precoxe de doenças como Alzheimer e Parkinson, abrindo caminho para uma nova geração de medicamentos.
O estudo é um marco na pesquisa de longo prazo estabelecida em Cambridge pelo professor Christopher Dobson e seus colegas, após descoberta por ele da natureza subjacente de proteínas deformadas e sua ligação com a doença, há 15 anos.
- Não há até hoje terapias que modifiquem o estado de demência ou de Alzheimer, apenas tratamentos limitados para os sintomas. Temos que solucionar o que acontece em nível molecular antes de progredir e conseguir um impacto real - disse Tuomas Knowles, principal autor do estudo e colaborador de Dobson. - Agora estabelecemos o caminho que mostra como a toxicidade causa morte celular e os oligômeros são formados.
O processo neurodegenartivo que dá origem a estas doenças é desencadeado quando as estruturas normais de moléculas de proteínas dentro das células são corrompidas. As moléculas de proteína são feitas em “linhas de montagem” celulares que se unem blocos de construção químicos chamados aminoácidos em uma ordem codificada em nosso DNA. Sob algumas condições, no entanto, as proteínas podem se deformar, formando um emaranhado e funcionando mal.
Uma vez que um nível pequeno, mas crítico de mau funcionamento de aglomerados de proteínas são formados formaram, uma reação em cadeia de fuga é acionada, que multiplica exponencialmente o número desses compostos de proteínas, ativando novos pontos através de nucleação. É esse processo de nucleação secundária que fica em volta das células cerebrais, causando perda de memória e outros sintomas de demência. Fonte: Globo G1.
terça-feira, 14 de maio de 2013
'Marca-passo cerebral' é testado contra sintomas de alzheimer
11/05/2013 - 22h29
DÉBORA MISMETTI
EDITORA DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
Médicos brasileiros estão começando a usar uma técnica ainda experimental para o tratamento de alzheimer.
Ao menos dois pacientes, uma no Rio e outro em São Paulo, receberam um aparelho conhecido como "marca-passo cerebral", já usado há cerca de 20 anos em pacientes com mal de Parkinson.
Neles, a estimulação cerebral profunda ajuda a melhorar os movimentos comprometidos pela doença. Nos doentes com alzheimer, o objetivo também não é curar nem reverter a degeneração do cérebro, mas retardar a progressão da doença.
A nova técnica começou a ser empregada há cerca de três anos por um grupo de médicos de Toronto, no Canadá, liderado pelo pesquisador Andres Lozano.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
Alexandre Amaral, neurocirurgião do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio e que participou de uma das operações no país, diz que, no caso do alzheimer, a região escolhida para receber o estímulo é o fórnix, ligada ao acesso às memórias.
"Fazemos dois pequenos furos na cabeça e passamos um eletrodo que é fino como um cabelo." O aparelho que envia os pulsos aos eletrodos é posicionado na clavícula, por baixo da pele.
De acordo com Manoel Jacobsen Teixeira, professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da USP e que também participou das cirurgias, o que se espera é uma melhora global da memória.
Daniel Ciampi, da divisão de neurocirurgia funcional do Hospital das Clínicas, explica que a evolução dos pacientes operados será avaliada com a ajuda de testes neuropsicológicos, além da percepção dos próprios cuidadores dos doentes. Ciampi, que acompanha um paciente operado em São Paulo, diz que é preciso ser realista sobre os resultados. "Até agora, não houve mudança nem piora."
Os estudos científicos sobre a técnica ainda são iniciais. Em 2012, o grupo canadense pioneiro na cirurgia publicou resultados de cinco pacientes após um ano de estimulação. Foi observado incremento no metabolismo cerebral e melhora clínica.
Agora, diz Amaral, 17 pacientes serão submetidos à técnica em uma pesquisa a ser realizada no Hospital dos Servidores, no Rio. "Todos têm menos de 60 anos. O método ainda não é indicado para os mais velhos."
Segundo o neurocirurgião Eduardo Barreto, que integrou a equipe do procedimento feito no Rio, pacientes só podem passar pela operação após extensa avaliação.
Paulo Caramelli, professor de neurologia da Faculdade de Medicina da UFMG, diz que os resultados iniciais do "marca-passo" são promissores, mas a estimulação não interfere no mecanismo básico da doença, que é a acumulação de proteínas beta-amiloide no cérebro.
"Os medicamentos estão aquém do que gostaríamos, mas ao menos já foram testados em milhares de pessoas e têm um efeito considerável em parte dos pacientes." Fonte: Folha de S.Paulo.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Calendário especial homenageia pessoas com mal de Alzheimer
01/12/2012 - A Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) lança no sábado, na Livraria Cultura, em São Paulo, seu calendário 2013, com fotos de Bob Wolfenson e projeto gráfico do designer Guto Lacaz.
Os doze meses são ilustrados com fotos de mãos, que simbolizam a relação entre o doente com alzheimer e seus cuidadores.
O calendário vai custar R$ 29,90 e estará à venda só nas lojas da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).
A renda será direcionada para os projetos da ONG, formada por parentes de doentes e profissionais de saúde. A organização divulga informações sobre o alzheimer e dá apoio aos familiares. Mais informações em www.abraz.com.br. Fonte: Folha de S.Paulo.
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| Foto de Bob Wolfenson que estampa o mês de abril no calendário 2013 da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) |
O calendário vai custar R$ 29,90 e estará à venda só nas lojas da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).
A renda será direcionada para os projetos da ONG, formada por parentes de doentes e profissionais de saúde. A organização divulga informações sobre o alzheimer e dá apoio aos familiares. Mais informações em www.abraz.com.br. Fonte: Folha de S.Paulo.
Editado com LibreOffice Writer
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Nos EUA, cirurgiões implantam o primeiro marcapasso para a doença de Alzheimer
Dec. 5, 2012 - O dispositivo, que fornece a estimulação cerebral profunda e tem sido utilizado em milhares de pessoas com a doença de Parkinson, é visto como um meio possível de aumentar a memória e reverter o declínio cognitivo. (em inglês) História completa: Science Daily.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Rio no mapa da tecnologia e ciência de ponta global
29/11/12 - (…) Rio terá torre da inovação, com espaço para 100 empresas
No momento, o Parque tecnológico tem 20 mil metros quadrados de área disponível para empresas e deverá ganhar mais 70 mil metros quadrados em breve. Além disso, quer ver funcionando até 2016 a Torre da Inovação, prédio que poderá receber cem micro e pequenas empresas de inovação. Até o momento, já se instalaram companhias como Baker Hughes, FMC Technologies, Schlumberger, Halliburton, TenarisConfab, BG, EMC, Siemens, Georadar, BR Asfaltos. GE e L’Oréal vão para o Polo Verde, contíguo à Ilha do Fundão:
— O que temos aí é uma concentração de cientistas e pesquisadores que favorece outras empresas a virem para o Rio. São milhares de cérebros juntos, há uma força do ambiente.
Além do Parque Tecnológico, outras empresas, de novos setores, já anunciaram centros de pesquisa na cidade, como a Rolls-Royce, em Santa Cruz; a Clariant Oil Services, na Barra; a Microsoft, na Zona Portuária; e a Sautec, dedicada a pesquisas com células-tronco e doenças cerebrais como Alzheimer e Parkinson, também na Zona Portuária.
— Aqui estamos investindo em conhecimento, estamos produzindo a vacina contra a doença holandesa — brinca Guedes, referindo-se aos problemas que as economias de alguns países sofrem por ficarem dependentes apenas de algumas commodities. (segue...) Fonte: Globo G1.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Roche e Lilly preparam teste de medicamentos preventivos contra Alzheimer
10 de outubro de 2012 | Remédios experimentais dos laboratórios Roche e Eli Lilly foram escolhidos para um importante teste clínico sobre sua capacidade de prevenir o mal de Alzheimer em pacientes sob risco.
O teste deve começar no começo do ano que vem, envolvendo 160 pacientes no mundo todo. Todos eles têm mutações genéticas que costumam levar ao aparecimento de sintomas do Alzheimer antes dos 40 anos, disse a Universidade de Washington, em St. Louis, ao anunciar nesta quarta-feira a escolha dos medicamentos.
Pesquisas com medicamentos na última década fracassaram em conter o avanço da demência em vítimas do Alzheimer. A esperança é deter os sintomas em pacientes altamente pré-dispostos e, posteriormente, ampliar isso para a população em geral.
Três remédios serão testados. Cerca de metade dos pacientes envolvidos não deve ter sintomas do Alzheimer, e a outra metade deve ter sintomas leves.
Estima-se que 36 milhões de pessoas no mundo tenham o mal de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência. Fonte: O Estado de S.Paulo.
O teste deve começar no começo do ano que vem, envolvendo 160 pacientes no mundo todo. Todos eles têm mutações genéticas que costumam levar ao aparecimento de sintomas do Alzheimer antes dos 40 anos, disse a Universidade de Washington, em St. Louis, ao anunciar nesta quarta-feira a escolha dos medicamentos.
Pesquisas com medicamentos na última década fracassaram em conter o avanço da demência em vítimas do Alzheimer. A esperança é deter os sintomas em pacientes altamente pré-dispostos e, posteriormente, ampliar isso para a população em geral.
Três remédios serão testados. Cerca de metade dos pacientes envolvidos não deve ter sintomas do Alzheimer, e a outra metade deve ter sintomas leves.
Estima-se que 36 milhões de pessoas no mundo tenham o mal de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência. Fonte: O Estado de S.Paulo.
sábado, 18 de agosto de 2012
O Alzheimer e a luta contra o relógio
Pesquisas sobre diagnóstico e estimativas de risco de ocorrência avançam para tentar conter a doença, que em 2050 deve atingir 115 milhões de pessoas
SÁBADO 18.08.2012 - A doença de Alzheimer tem se expandido com velocidade alarmante no mundo, mas ainda intriga cientistas. Segundo a Associação Internacional da Doença de Alzheimer (ADI), 35,6 milhões de pessoas convivem com a enfermidade, segundo dados de 2010. A estimativa é que este número praticamente dobre a cada 20 anos, chegando a 65,7 milhões em 2030; e a 115,4 milhões, em 2050. Mas como se trata de uma enfermidade até agora incurável e cuja causa ainda é desconhecida, pesquisadores de todo o mundo se debruçam em formas de, ao menos, facilitar o diagnóstico e de apontar seus riscos de ocorrência.Publicado este mês no periódico “Neurology”, um estudo de três universidades americanas — Emory, da Pensilvânia e de Washington — deu mais um passo no intuito de desenvolver um teste de sangue para identificar o Alzheimer, que atualmente é diagnosticado clinicamente ou por meio de análise cerebral. (...)
O Alzheimer é o principal tipo de demência, ou seja, doença degenerativa que afeta os neurônios. Há, no entanto, outras formas comuns de demência que afetam a população, como a vascular (devido a acidentes vasculares cerebrais) e a de corpos de Lewy (estrutura anormais de proteínas em certas partes do cérebro). Há ainda infecções que podem afetar o cérebro, como Aids e doença de Lyme (causada por bactéria transmitida pelo carrapato). A Esclerose Múltipla, as doenças de Huntington (disfunção cerebral hereditária) e de Pick (neurodegenerativa rara) e de Parkinson também podem acabar levando à demência. Fonte: O Globo G1.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Mutação dá nova pista contra mal de Alzheimer
12/07/2012 - A descoberta de uma mutação genética (alteração no DNA) que tem o efeito de proteger contra o mal de Alzheimer pode ajudar cientistas na busca de uma droga contra a doença, que leva à perda de memória e à morte.
A pesquisa foi liderada pela empresa deCODE, da Islândia, que estudou as informações genéticas por meio de sequeciamento de DNA de 1.795 nativos do país-ilha.
Eles viram que a incidência de alzheimer era muito menor entre os portadores de uma mutação específica que funciona como uma proteção dos neurônios.
A alteração rara foi encontrada nesse gene (batizado pelos pesquisadores de APP), que contém a receita para a produção de uma proteína de função ainda mal conhecida.
No estudo da "Nature", os autores descrevem como diferentes alterações nesse gene originam versões distintas de moléculas amiloides, umas mais nocivas que outras. Aquelas envolvidas no mal de Alzheimer são as beta-amiloides.
Essas moléculas, quando se unem em grandes quantidades, formam fibras que sobrecarregam e matam os neurônios de diferentes áreas do cérebro ocasionando a perda das capacidades de memória características do paciente com o mal de Alzheimer.
A mutação identificada pelos cientistas faz com que o cérebro consiga digerir as moléculas formadoras dessas fibras, impedindo que elas se agreguem. Com isso, a capacidade de memorização é mantida em níveis normais.
Em outras palavras, essa proteína precisa ser produzida e destruída de maneira adequada pelo organismo.
As células nervosas de pessoas sem a mutação benéfica apontada pelo estudo quebram a proteína de maneira "errada" por meio de uma enzima (chamada Bace-1). É como se os pedaços da proteína ficassem indigestos e acabassem se acumulando.
MUTAÇÃO PROTETORA
Quem tem a mutação protetora é resistente a essa enzima. E é justamente disso que a indústria farmacêutica estava atrás. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.
A pesquisa foi liderada pela empresa deCODE, da Islândia, que estudou as informações genéticas por meio de sequeciamento de DNA de 1.795 nativos do país-ilha.
Eles viram que a incidência de alzheimer era muito menor entre os portadores de uma mutação específica que funciona como uma proteção dos neurônios.
A alteração rara foi encontrada nesse gene (batizado pelos pesquisadores de APP), que contém a receita para a produção de uma proteína de função ainda mal conhecida.
No estudo da "Nature", os autores descrevem como diferentes alterações nesse gene originam versões distintas de moléculas amiloides, umas mais nocivas que outras. Aquelas envolvidas no mal de Alzheimer são as beta-amiloides.
Essas moléculas, quando se unem em grandes quantidades, formam fibras que sobrecarregam e matam os neurônios de diferentes áreas do cérebro ocasionando a perda das capacidades de memória características do paciente com o mal de Alzheimer.
A mutação identificada pelos cientistas faz com que o cérebro consiga digerir as moléculas formadoras dessas fibras, impedindo que elas se agreguem. Com isso, a capacidade de memorização é mantida em níveis normais.
Em outras palavras, essa proteína precisa ser produzida e destruída de maneira adequada pelo organismo.
As células nervosas de pessoas sem a mutação benéfica apontada pelo estudo quebram a proteína de maneira "errada" por meio de uma enzima (chamada Bace-1). É como se os pedaços da proteína ficassem indigestos e acabassem se acumulando.
MUTAÇÃO PROTETORA
Quem tem a mutação protetora é resistente a essa enzima. E é justamente disso que a indústria farmacêutica estava atrás. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.
sábado, 30 de junho de 2012
Brasil inicia distribuição de remédio nacional para Alzheimer
Quatro toneladas do medicamento chegarão aos Estados; quantidade atende demanda nacional
29 de junho de 2012 | O laboratório do Instituto Vital Brazil (IVB), de Niterói, entregou nesta sexta-feira, 19, às secretarias estaduais de Saúde os primeiros lotes de rivastigmina, medicamento destinado ao tratamento dos portadores de Alzheimer. A fórmula foi desenvolvida nacionalmente após a patente do proprietário original ter expirado. (...)Segundo o vice-presidente, o remédio deve estar disponível a partir de julho, e será entregue trimestralmente. O Ministério da Saúde será o responsável pela distribuição nacional gratuita do medicamento, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS).
"O medicamento vai ser distribuído hoje a todos os almoxarifados de todas as secretarias de todos os estados da Federação. Haverá ainda uma destinação ao almoxarifado do ministério em Brasília, [para formação] do chamado estoque estratégico, ou seja, se faltar esse medicamento em algum local, por acréscimo de demanda, vai existir um quantum que poderá ser encaminhado".
O Alzheimer é uma doença degenerativa, caracterizada pela perturbação das funções cognitivas, e é ainda incurável e progressiva, levando à morte. Esses sintomas muitas vezes são acompanhados pela deterioração do comportamento social, da motivação e do controle emocional.
Para a distribuição dos lotes, o Instituto Vital Brazil firmou com o Ministério da Saúde contrato de cinco anos, com o compromisso de atender toda a demanda nacional necessária. O medicamento a ser entregue possui formulações que variam de 1,5 mg a 6 mg, em embalagens de 15 cápsulas cada. Fonte: O Estado de S.Paulo.
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