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terça-feira, 15 de julho de 2014

Ao final, devemos optar pelos efeitos colaterais a que vamos nos submeter... Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Efeitos colaterais da Levodopa

Anorexia, náusea, vômitos e diarréia, casos isolados de disgeusia efeitos adversos gastrintestinais em estágios iniciais do tratamento, são em grande parte controláveis com a ingestão de levodopa + benserazida com alimentos ou líquidos, ou com aumento gradual da dose. Reações alérgicas cutâneas como prurido e rubor podem ocorrer raramente. Arritmias cardíacas ou hipotensão ortostática podem ocorrer ocasionalmente. Distúrbios ortostáticos, em geral, melhoram com redução da dose de levodopa + benserazida. Anemia hemolítica, leucopenia transitória e trombocitopenia têm sido relatadas em casos raros. Portanto, como em todo tratamento de longo prazo com levodopa, recomenda-se monitoração periódica hematológica e de função hepática e renal. Em estágios tardios do tratamento, podem ocorrer movimentos involuntários (coreiformes ou atetóides. Estes, em geral, podem ser eliminados ou tornar-se suportáveis com redução da dose. Com tratamento prolongado, podem ocorrer flutuações da resposta terapêutica, incluindo episódios de acinesia, deterioração de final da dose e efeito on-off. Estes podem ser controlados ou tornar-se suportáveis, com ajuste de dose e administração de doses individuais menores, mais freqüentemente. Posteriormente, pode-se tentar aumentar a dose novamente, para intensificar o efeito terapêutico. Agitação, ansiedade, insônia, alucinações, delírios e desorientação temporal podem ocorrer, particularmente em pacientes idosos e em pacientes com antecedentes psiquiátricos. Pode ocorrer depressão em pacientes tratados com levodopa + benserazida, mas esta também pode ser um efeito da doença de Parkinson. Aumentos transitórios de transaminases e fosfatase alcalina podem ocorrer. Elevação dos níveis sangüíneos de uréia pode ser observada com o uso de levodopa + benserazida. Pode ocorrer alteração da coloração urinária, passando, em geral, a avermelhada, e tornando-se mais escura, se guardada.


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Efeitos colaterais do pramipexole

Os eventos adversos relatados mais freqüentemente em comparação com placebo durante o uso de pramipexole foram: náuseas, constipação, sonolência, alucinações, confusão e tontura. No estágio inicial da doença, as reações adversas mais freqüentes foram sonolência e constipação e, no estágio avançado, em associação com tratamento com levodopa, foram discinesias e alucinações. Esses eventos adversos diminuíram com a continuação do tratamento, sendo que constipação, náuseas e discinesia tenderam até mesmo a desaparecer. A incidência de hipotensão em comparação com placebo em pacientes sob tratamento com pramipexole não aumentou. Contudo, em alguns pacientes, pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de pramipexole é muito rápido. Relataram-se casos de insônia e edema periférico. Os pacientes tratados com pramipexole relataram a ocorrência de sono súbito durante a realização das atividades diárias, incluindo operação de veículos automotores, algumas vezes ocasionando acidentes. Principalmente em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato monoidratado de pramipexol, há alguns relatos de episódios de sono sem sinais de advertência, como sonolência, a qual de acordo com o conhecimento atual sobre a fisiologia do sono, sempre o precede. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Alguns pacientes estavam recebendo outros medicamentos com propriedades potencialmente sedativas. Na maioria dos casos dos quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento. Compulsões (jogos de azar, sexo, compras, etc...).

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Efeitos colaterais da Maconha

A psicoatividade que gera alucinações em alguns indivíduos é um dos efeitos colaterais do uso da Maconha, outros cientificamente comprovados são: Aumento do risco de esquizofrenia; Sintomas psicóticos crônicos; Insônia; Síndrome de abstinência; Transtorno de personalidade; Delírio; Hipnótico; Diminuição da memória; Dificuldade na aprendizagem; Ansiedade; Depressão; Confusão mental; Insônia; Irritabilidade.

Todos estes efeitos colaterais surgem quando a planta é utilizada indevidamente, sem orientação médica e em quantidades superiores às necessidades do paciente.

O uso da maconha como fim medicinal é polêmico e não é autorizado no Brasil, por falta de pesquisas científicas que apontem a necessidade do uso específico desta planta para fins terapêuticos, visto que existem diversos outros medicamentos que podem ser utilizados para alcançar os mesmos objetivos.

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Efeitos colaterais da Ayahuasca

As variações dos graus de náuseas, vômitos e, ocasionalmente, simultâneas diarréias não são incomuns e estão, geralmente, relacionados às experiências alucinogênicas. Estes efeitos variam de acordo com a pré-disposição fisiológica do indivíduo, dosagem e a composição de alcaloides no chá. É comum observar que muitos efeitos colaterais como náuseas ou sonolências, tendem a diminuir mesmo que se continue com a administração. Supõe-se que algum tipo de adaptação fisiológica esteja ocorrendo, embora ainda muito pouco seja conhecido sobre os mecanismos envolvidos. Ocorre falsa impressão de sensação de frio intenso, um estado transitório de tremor, mesmo estando a temperatura ambiente de 27ºC. Em psiquiatria essa sensação é comumente chamado "tremor de cão molhado". Entretanto, a tolerância física dos indesejáveis efeitos pode ser desenvolvida com o uso regular do chá, provavelmente, pelo aumento periódico dos níveis de neurotransmissores em nosso corpo, especialmente a serotonina. Há especulações que sugerem a não dependência física nem psicológica dessa bebiba.

Evidências farmacológicas sugerem que a causa do ato de vomitar tanto quanto a intensa diarréia pelo aumento da motilidade intestinal, nada mais seria que o resultado da inibição temporária da atividade metabólica da MAO-A pelos alcaloides β-carbolinas. Estudos indicam que os neurônios dopaminérgicos são os que possuem papel determinante na produção de náuseas e vômitos. O chá promoveria uma elevação dos níveis desses dois neurotransmissores não metabolizados por esta enzima, acarretando os desagradáveis efeitos já citados. Portanto, certas substâncias endógenas ou não-endógenas, por terem as estruturas moleculares semelhantes a esses neurotransmissores, ao serem absorvidas por nosso corpo acabariam se ligando no lugar desses neurotransmissores, nos respectivos neuroreceptores. Assim, quase todos os agonistas do receptor dopaminérgico bem como outras drogas que aumentam a liberação de dopamina no cérebro causam náuseas e vômitos como efeitos colaterais iniciais.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O que os pacientes tomam para tratar o parkinson e efeitos colaterais

(Clique em cima para ampliar)
07/12/2013 - Enquete feita com amostra de 7.814 pacientes. Fonte: Patients Like Me (com vários gráficos)

sábado, 23 de novembro de 2013

Possíveis efeitos colaterais do dbs

Fonte: Movement & Neuroperformance Center.

Leia tradução para o português em nosso blog específico sobre dbs.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Medicamentos a evitar na doença de Parkinson


Vídeo (7:17) publicado em 09/10/2012 com áudio em inglês, com possibilidade de legendas traduzidas para o português, por TheParkinsonDoctor.

É um resumo dos medicamentos a serem evitados se você tem a doença de Parkinson. Pode haver outros medicamentos que você precisa evitar, mas você pode processar isto como uma diretriz. Fonte: YouTube.

sábado, 2 de junho de 2012

Site com informações sobre efeitos colaterais de remédios é lançado na Europa

31/05/2012 - Foi lançado nesta quinta-feira (31) na Europa um banco de dados para informar o público e profissionais de saúde sobre casos suspeitos de efeitos colaterais de medicamentos.

De acordo com a EMA (Agência Européia de Medicamentos), A biblioteca online já contém informações relacionadas a 650 drogas.

"O lançamento do website realça a importância da vigilância farmacológica de reportar os efeitos colaterais dos medicamentos e de garantir a saúde pública dentro da União Europeia", afirmou a agência.

As informações vem diretamente da EudraVigilance, banco de dados de segurança da União Europeia.

O site reúne notícias de reações adversas submetidas por pacientes e médicos para autoridades regulamentadoras, além de relatórios de laboratórios farmacêuticos, legalmente obrigados a divulgar tais documentos para terem permissão para venda de remédios na Europa.

Inicialmente, as informações estão apenas em inglês, mas devem ser traduzidas para os outros 22 idiomas oficiais da União Europeia nas próximas semanas. Fonte: Folha de S.Paulo.
Dos "nossos", por enquanto, só encontrei Azilect, Comtan, Mirapex, Sifrol, Stalevo e Tasmar.
O bom é que deverá ter em português, mas ainda fica devendo muito ao e Health Me americano.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Doença de Parkinson tratada com Sinemet® ou Madopar®

Sumário
29 JAN 2009 - 92 pacientes com doença de Parkinson não previamente tratados com levodopa foram considerados elegíveis para este estudo triplo-cego. Os pacientes foram alocados aleatoriamente para tratamento ou com levodopa + benserazida proporção 4:1 (Madopar ®) ou levodopa + carbidopa  proporção 10:1 (Sinemet ®) com posologias recomendadas pelos fabricantes, e tiveram que aderir por 6 meses. A menos que proibitivos efeitos colaterais ocorressem, dosagens diárias máximas de 800 mg de levodopa + 200 mg benserazida respectivamente 1.500 mg de levodopa + 150 mg de carbidopa foram obtidos após 6 semanas e 3 semanas, respectivamente. O efeito dos dois esquemas sobre os sintomas de Parkinson eram iguais e apareceram igualmente rápidos. A frequência de efeitos colaterais gastrointestinais e movimentos involuntários foram significativamente mais elevados e mais severos para Sinemet ® do que para Madopar ®. Estes efeitos secundários são geralmente sintomas de sobredosagem da levodopa, mas com um esquema de dosagem diferente com Sinemet teria dado menos efeitos colaterais, sua eficácia inferior ao concorrente permanece aberto à especulação. Os esquemas de tratamento não diferiram em relação a outros efeitos colaterais e na influência sobre a pressão arterial. Nenhum tratamento pareceu influenciar a função hepática, a função renal e os parâmetros hematológicos de uma forma relevante estatisticamente. (em inglês) Fonte: Online Library Wiley.

(1) Sinemet tem como equivalente o genérico levodopa+carbidopa. No Brasil temos ainda as marcas carbidol, cronomet, levocarb, parkidopa;
(2) Madopar é comercializado no Brasil com o nome PROLOPA.

Mirapex vs Sinemet e Mirapex ER vs Mirapex

Comparativos de efeitos secundários e eficácia de medicamentos
Mirapex vs Sinemet
Situação resumida da pesquisa da e Health Me em May, 14, 2012: 38,500 pessoas são consultadas no teste  (EUA) (em inglês).


Mirapex vs Sinemet:

IngredientesCompanhia
Mirapexpramipexole dihydrochlorideBoehringer Ingelheim
Sinemetcarbidopa; levodopaBristol Myers Squibb


Mais comuns efeitos colaterais para mulheres de 52 (+/-5):
(na pesquisa completa são apresentados 100 efeitos colaterais)


 Eficácia das drogas:

de modo nenhum um pouco moderada alto muito elevada
Mirapex 3.26% 11.96% 28.26% 33.70% 22.83%
Sinemet 0.00% 10.00% 42.50% 40.00% 7.50%



Fonte: e Health Me. (em inglês)
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Mirapex ER vs Sinemet CR
Ajustar a dose: O pramipexol pode potencializar os efeitos colaterais dopaminérgicos da levodopa, resultando em desenvolvimento ou exacerbação de discinesia. Em ensaios clínicos, outros efeitos adversos, tais como alucinações, hipotensão ortostática, síndrome extrapiramidal, insônia e tontura foram também aumentadas em pacientes com doença de Parkinson avançada tratados com a combinação em comparação com levodopa isoladamente. Farmacocineticamente, o pramipexole tem sido relatado como aumentando os níveis de pico no sangue (Cmax) de levodopa em 40% e diminuindo o tempo para atingir os níveis de pico (Tmax) de 2,5 a 0,5 horas, sem afetar a extensão global de absorção. No entanto, um estudo com 26 pacientes com doença de Parkinson estabilizados com terapia levodopa / carbidopa não encontraram alterações significativas na farmacocinética da levodopa após a adição de pramipexole durante 7 semanas.

GESTÃO: A redução da dose de levodopa deve ser considerada durante a administração concomitante de pramipexol. Em um estudo controlado na doença de Parkinson avançada, a dose de levodopa foi reduzida por uma média de 27% da linha de base. (em inglês) Fonte: Drugs.
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Mirapex vs Mirapex ER
Pergunta: Eu tomava Mirapex. Mudei de neurologista.
O novo decidiu mudar-me para Mirapex ER. Eu queria saber qual é a diferença entre os dois?

Resposta: 03 April 2011 - A única diferença é o tempo da libertação. A ER é uma versão estendida tomada  normalmente uma vez ao dia, raramente duas vezes. O Mirapex regular é tomado 3 vezes por dia, ou mais.

O ER foi lançado para auxiliar ao longo de todo o dia. É muito mais fácil para pacientes com DP tomarem um comprimido, uma vez por dia, do que 3 vezes por dia.

Eu sugiro que você mantenha um diário de como você se sente e como ele está funcionando. Esta é a grande informação para você e para o médico usarem em caso de necessidade de ajustar ou alterar os seus remédios. No topo do meu fórum, você vai ver "cronograma de medicação." esta é ótima ferramenta a usar para ajudar a manter o controle do dia-a-dia da medicação.
Boa saúde,
Mark R. Vem R.Ph. (em inglês) Fonte: Forum Parkinson.org.

Obs.: (1) Eu acrescentaria que com o Mirapex ER poderá haver uma redução na flutuação motora, devido à maior manutenção da concentração do remédio no sangue, ao longo do dia;
(2) Mirapex é comercializado no Brasil com o nome SIFROL;
(3) Sinemet tem como equivalente o genérico levodopa+carbidopa; 
(4) Madopar é comercializado no Brasil com o nome PROLOPA.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um momentoso tema: medicamentos para Parkinson

Não é de agora que dúvidas sobre a idoneidade da indústria farmacêutica mundial são trazidas à baila, particularmente em relação aos efeitos dos fármacos para Parkinson, em especial ao levodopa, cujo tratamento atua somente sobre os sintomas e após tempos de uso, seria mais prejudicial do que a doença em si, e isso nos faria viciados e dependentes da droga.

O tema acima tem tomado vulto, particularmente a partir dos textos contidos no site www.parkinsoncure.org, que dentre outras expressões utiliza o termo “mal de levodopa”, afora outros aspectos. Arrola escritórios de advocacia em vários estados do país dispostos a se especializarem em processos de indenização, por danos causados pela medicação destinada a combater os sintomas do Mal de Parkinson.

Aliado a isso, dando sintomas do esgotamento do modelo terapêutico ortodoxo adotado até então, muitos neurologistas estão tendo como regra o adiamento ou adotando a maior protelação possível na adoção da levodopa como terapia medicamentosa para Parkinson. Temos ainda no rolo a hipótese não unânime entre os cientistas de que as células nervosas se regeneram, sendo possível estancar (ou talvez até reverter) o Parkinson.

Não quero polemizar, mas como dizem por aqui “a verdade faz bem para a saúde”, o tema merece discussão. Lembro dos casos da Talidomida e de outros remédios banidos pela ONU, alguns ainda presentes no Brasil.

O “proprietário” do site citado pode ser taxado de vários adjetivos, negativos ou positivos. Dentre os possíveis positivos, o de “visionário”, eis que afirma ter vislumbrado o caminho para a “regeneração ao Parkinson”, chamada doença ou síndrome pela “mainstream” da medicina contemporânea ocidental e que é tida como não tendo cura e irreversível.

Ficarei atento, vigilante e com base na própria experiência: Levodopa - quanto menos possível, melhor! A merda é que se ficar o bicho come, se correr o bicho pega! O bom é que podemos discutir abertamente o tema, sem preconceitos, sem tabús e sem tendenciosidades. Por favor, comentem! Eu confesso que estou meio perdido em meio ao tiroteio, e tenho certeza que muitos de nós. E lembrem, a unanimidade é burra!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Suporte à segurança do uso de levodopa a longo prazo

18 de novembro de 2011 - Apesar da eficácia comprovada e amplo uso de levodopa, geralmente prescrito como Sinemet ® (carbidopa levodopa), para controlar os sintomas do movimento na doença de Parkinson (DP), as dúvidas permaneceram sobre a segurança da droga a longo prazo. Um novo estudo tenta colocar essas dúvidas de lado. Na pesquisa publicada 11 de outubro na revista Neurology, os cientistas concluíram que maiores doses cumulativas de levodopa, tomadas durante anos ou décadas, não prejudicam as células cerebrais críticas em pessoas com Parkinson.

O uso a longo prazo da levodopa está associada a discinesias (movimentos espasmódicos e involuntários) e estados de "off" em períodos entre as doses em que os sintomas se repetem. Os cientistas debatem se estes efeitos secundários a longo prazo são o resultado da progressão de Parkinson, ou se estão relacionadas à maior utilização da medicação. (...)

Resultados:
- Nenhuma relação significativa foi encontrada entre a quantidade total de levodopa tomada e a perda de neurônios. Nenhuma relação significativa foi encontrada entre a dose de levodopa e da acumulação de corpos de Lewy.

- Um subgrupo de participantes do estudo, que teve início precoce de Parkinson e mais exposição à levodopa, não tinha perdido mais neurônios de dopamina do que outros no estudo.

- Três dos participantes do estudo tinham doses muito elevadas cumulativas de levodopa, por terem tomado a droga por até 31 anos. Os participantes não perderam mais neurônios de dopamina do que os participantes expostos a menos levodopa. (segue..., em inglês) Fonte: Parkinson's Disease Foundation.
... mas ontem a levodopa era o primeiro medicamento, hoje é o pramipexole ...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Especialistas dizem que dados não revelados em testes clínicos ameaçam saúde

Pesquisadores encontraram grande proporção de evidências não informadas em ensaios com medicamentos

04 de janeiro de 2012 | A informação não difundida em testes com medicamentos experimentais em seres humanos pode provocar dano aos futuros pacientes e custos desnecessários para os sistemas de saúde, diz um artigo do British Medical Journal (BMJ).  

Em uma série de estudos para a revista sobre a extensão na qual se fazem públicos os dados dos ensaios, os pesquisadores encontraram que uma grande proporção de evidência não é informada e que muito do que é divulgado pelas empresas farmacêuticas é inadequado.

"A informação faltante é um problema sério na investigação clínica", dizem os autores. "Isso distorce o registro científico, pelo que as decisões clínicas não podem ser baseadas na melhor evidência", acrescentam.

As novas normas estabelecidas em 2007 pelo FDA, órgão que regula alimentos e remédios nos Estados Unidos, obrigou a publicar os resumos dos resultados dos testes clínicos no endereço ClinicalTrials.gov, dentro de 12 meses, para todos os estudos iniciados o em andamento.      

Em 2008, a entidade que congrega a indústria farmacológica global, a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas, também pediu a seus membros - que incluem os principais laboratórios do mundo - que registrem todos os testes com pacientes e que publiquem resumos dos resultados.

Mas nos estudos avaliados pelo BMJ os autores descreveram o resultado como uma "cultura de publicação ao acaso e emissão incompleta de informação". "A situação atual é prejudicial aos participantes da investigação, aos pacientes, aos sistemas de saúde e a todo o esforço da medicina clínica", dizem eles.

O BMJ vem fazendo uma campanha há algum tempo por mais transparência nos ensaios clínicos e atacou a indústria farmacêutica por ser reticente e demorar em publicar os dados de testes com pessoas sobre remédios em estado avançado de desenvolvimento, e de estudos sobre fármacos já aprovados e disponíveis no mercado.

As empresas farmacêuticas, por sua vez, têm publicado mais informação sobre os testes que patrocinam, mas isso às vezes é feito em sites menos conhecidos da internet, em vez de em revistas médicas de alto perfil, e os críticos assinalam que a indústria ainda está longe de ser transparente. (...)

Geralmente é impactante para os médicos, e certamente para o público, saber que isso está longe de ser o que ocorre", disseram os autores.

Quando a palavra "obrigatório" termina obrigando tão pouco, fica clara a necessidade de mecanismos mais fortes" acrescentam.

Os autores advertem que os pacientes terão que "viver com as consequências dessas falhas por muitos anos" e instaram a uma regulação mais forte e um acesso completo aos dados crus dos ensaios que permita melhor compreensão no futuro dos benefícios e danos de muitos tipos de fármacos. Fonte: O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Controle de Transtornos Induzidos por Drogas: Prospecção de Análise Neuro-ética"
07/27/2011 - Há evidências crescentes de que a terapia de reposição de dopamina (do inglês dopamine replacement therapy - DRT) utilizada para tratar a doença de Parkinson pode causar comportamentos compulsivos e transtornos de controle dos impulsos (do inglês impulse control disorders - ICDs), tais como jogo patológico, o comprar compulsivo e a hipersexualidade. Como a mais familiar das drogas gera formas de vício, essas desordens “iatrogênicas(*)” podem causar danos significativos e sofrimento para os doentes e suas famílias. Em alguns casos, pessoas tratadas com DRT perderam suas casas e empresas, ou foram acusados de crime de comportamentos sexuais. Neste artigo, vamos primeiro examinar as evidências de que esses distúrbios são causados pela DRT. Se aceitarmos que a DRT causa comportamentos compulsivos ou aditivos em uma minoria significativa de pessoas, então as seguintes questões éticas e clínicas surgem: Em que circunstâncias é ético receitar uma medicação que pode induzir a comportamentos compulsivos prejudiciais? São os indivíduos tratados com DRT moralmente responsáveis e, portanto, culpados por comportamento prejudicial ou criminal relacionado com a sua medicação? Concluímos com algumas observações sobre a relevância dos ICDs induzidos por DRT para nossa compreensão da dependência e identificar algumas direções promissoras para futuras pesquisas e análises éticas. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Neuroethics & Law Blog. (*) Seria a desordem comportamental causada por drogas. Palavra inexistente nos dicionários consultados.

sábado, 2 de julho de 2011

Adelantos en la exploración del cerebro suscitan cuestiones éticas
02 de julio de 2011 • Los progresos de las ciencias del cerebro permiten detectar mejor las enfermedades que lo afectan, pero también suscitan cuestiones éticas, por ejemplo ¿se debe anunciar a un paciente una previsión de la enfermedad de Alzheimer?

Hay que prever "un aumento de las demandas de suicidio asistido" en caso de diagnóstico precoz, antes de los primeros síntomas, de esta enfermedad neurodegenerativa, advirtió la psiquiatra y filósofa Anne Fagot-Largeault, durante su audiencia esta semana por la Oficina Parlamentaria de Evaluación de las Decisiones Científicas y Tecnológicas (OPECST).

Se deberá entonces "discutir de nuevo la legitimidad de ayudar a la gente a morir", advirtió.

Más globalmente, "si la gente y sus familiares" saben "que tienen el cerebro en malas condiciones", podría plantearse la cuestión de su acceso al sistema bancario y de su inclusión en "una vida democrática" (votación, decisión) según Fagot-Largeault.

Sin embargo, tener una predisposición a una enfermedad neurológica no da la certeza de que se sufrirá de ella, pues es algo "aleatorio, potencial", recalca Hervé Chneiwess, del Centro de psiquiatría y de neurociencias de la Facultad de Medicina París-Descartes.

"Actualmente estamos aún en una incertidumbre científica en lo que respecta a la diferencia entre envejecimiento normal y envejecimiento patológico", añade.

"En autopsia post mortem, la mayoría de la gente posee placas seniles, aun cuando no sufran de la enfermedad de Alzheimer", dice. ¿Habrá que tratar a todas las personas a las que se detectan esas placas seniles o amiloides?

El neurólogo Yves Agid insiste en la necesidad de proteger la vida privada, la confidencialidad, cuando hay cada vez más imágenes del cerebro en funcionamiento (Imagen por Resonancia Magnética, IRM funcional) procesadas por computadoras.

Al referirse a la "peligrosidad" potencial de algunas investigaciones, Agid cita artículos científicos que hacen creer que se han hallado "las bases neuronales de las decisiones" o "el bien y el mal" en una zona de la corteza cerebral.

Pese a los adelantos en el conocimiento del cerebro, sigue siendo "una ilusión" creer que "se podrían predecir los pensamientos de nuestro prójimo", señala por su parte Philippe Vernier, presidente de la Sociedad francesa de Neurociencias.

Hay no obstante un riesgo de "intrusión en la vida privada", según Agid, cuando se hacen estudios que buscan caracterizar tendencias humanas a la depresión o un carácter de tipo obsesivo, por ejemplo.

Los resultados se calculan en base a promedios, sin un verdadero poder de predicción individual, dicen los investigadores. Y la medida de la actividad del cerebro sigue siendo indirecta, ya que el IRM funcional se base en el flujo sanguíneo cerebral.

Y "todos tenemos cerebros diferentes", insiste Olivier Oullier, recalcando que muchos estudios se basan en un muestreo limitado.

Más allá de los IRM la exploración interna del cerebro, a través de electrodos implantados para curar o detectar un foco epiléptico, también plantea asuntos éticos.

En el mundo, 100.000 pacientes afectados de la enfermedad de Parkinson o de otras perturbaciones son tratados gracias a una técnica de estimulación cerebral profunda a través de electrodos implantados, según el psiquiatra Luc Mallet, del Instituto del Cerebro y de la Médula Espinal, en París.

Al cambiar los parámetros de estimulación, pueden aparecer modificaciones del comportamiento (estado depresivo reversible, estado de excitación, de euforia). También es posible, precisa Mallet, activar "pequeñas zonas cerebrales ligadas a los procesos de decisión o de motivación". Fonte: Noticias Terra.pe.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Com células-tronco, futuro da Medicina está chegando, diz cientista
24/01/09 - Brasileiros entram em 'grupo de elite' ao produzir células sem embriões.
Células podem se transformar em tecidos e remédios poderão ser criados.

Cientistas brasileiros produziram, pela primeira vez, células-tronco idênticas às embrionárias, mas sem o uso de embriões, e entraram para um "grupo de elite" da comunidade científica internacional.

Cientistas japoneses já haviam conseguido resultado igual em 2007. Os pesquisadores brasileiros chegaram ao mesmo resultado menos de um ano depois.

Para o neurocientista brasileiro Steven Rehen, o futuro da medicina está chegando. Ele e o biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer, criaram um tipo de célula-tronco que abre portas para novos tratamentos.

"A médio e a longo prazo a gente pode estar gerando material de reposição para tratar doenças cardíacas, lesão de medula, doença de Parkinson, entre outras doenças que tenham exatamente a identidade do paciente", disse Steven Rehen. (segue...) Fonte: G1.
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Remédio contra Parkinson pode causar vícios e excessos
24/01/09 - ROMA - O vício em jogos de azar, o consumismo, os excessos na alimentação e na vida sexual podem se desenvolver em pessoas que sofrem do Mal de Parkinson como efeito colateral dos medicamentos desenvolvimentos seu tratamento.

É o que revela os estudos apresentados neste sábado (24) em Montecatini Terme (Toscana) no Simpósio da Associação italiana Parkinsonianos (AIP).

Segundo estudos recentes, um em cada dez que realiza tratamento contra o mal de Parkinson pode sofrer de condutas compulsivas, devido ao uso de medicamentos a base de dopamina.

A dopamina garante um bom controle sobre a rigidez, a lentidão dos movimentos e do tremor corporal, sintomas mais evidentes da doença, que degenera o sistema nervoso e que atualmente na Itália atinge mais de 200 mil pessoas.

Essa substância "é o neurotransmissor do movimento, mas também do prazer e da motivação", explicou Ubaldo Bonuccelli, do departamento de Neurociências da Universidade de Pisa.

Em pacientes pré-dispostos o uso desses medicamentos "desencadeia um distúrbio de controle dos impulsos, o que possibilita o desenvolvimento de compulsões", diz o especialista.

Pesquisas realizadas no Centro Parkinson dos Institutos clínicos de Aperfeiçoamento de Milão revelam que o jogo de azar está associado a um excessivo estímulo induzido pelos medicamentos contra o mal de Parkinson do hemisfério cerebral direito, onde se desenvolve a "criatividade". Fonte: DCI.
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Na verdade, só existe prazer no uso e no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Efeitos do Levodopa no Parkinson não esclarecidos
New York (saúde de Reuters) - Embora os sintomas da doença de Parkinson melhorem frequentemente quando o uso do levodopa for feito, resultados de varredura do cérebro sugerem que a droga acelera a progressão da doença, de acordo com um relatório do The New England Journal of Medicine. (...)

Em vista dos conflitos observados, os efeitos do levodopa na doença a longo prazo se mantém não esclarecidos, adianta o Autor Dr. Stanley Fahn, da Columbia University in New York, em nota com os colegas. (...)

Os sintomas de Parkinson pioraram menos nos pacientes que receberam o levodopa, com qualquer dose, do que os que receberam o placebo. No entanto, a exploração do cérebro em 116 pacientes, mostrou que aqueles (que receberam o levodopa) perderam mais células nervosas críticas do que os que receberam o placebo. (...)

"No presente, até que mais evidências sejam obtidas, nós recomendamos otimizar a dose de levodopa às necessidades individuais do paciente com base na resposta clínica e do perfil dos sintomas adversos,” eles concluem.

O assunto, de grande importância para nós, saiu na Reuters Health (09/12/2004) sob o título Levodopa's Effect on Parkinson's Disease Unclear. Na CNN Health (10/12/2004) sob o título Study: Drug may slow Parkinson's disease.

Na imprensa brasileira, até agora, nada!
Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega!
Portanto, vamos otimizar a dose de levodopa às necessidades individuais!

domingo, 28 de abril de 2002

DOPAMIN�RGICOS: UMA EXPERI�NCIA PESSOAL ...

Uso dois tipos de dopamin�rgicos. Precursor como a Levodopa (Prolopa, Sinemet, Carbidopa + Levodopa, etc), aprimoramento do primeiro medicamento surgido para o Mal de Parkinson, e agonista como o Pramipexol (Mirapex e Sifrol), lan�ado em 1999 nos Estados Unidos, dispon�vel no Brasil, ou seja, de �ltima gera��o.

Observo que o uso isolado da Levodopa me traz dentro de at� 1 hora uma grande melhora geral, particularmente no estado de esp�rito. Pela manh�, ap�s passar a noite sem drogas, estou num estado f�sico-ps�quico mediano. Tomo Levodopa e ap�s cerca de 1 hora, passo por at� 3 horas mais ou menos por um estado f�sico-ps�quico �timo e ap�s, abruptamente, entro num estado p�ssimo. Tudo parece uma bad trip (no linguajar dos viciados em drogas, o est�gio p�s efeito, o rap�), ou seja, estou pior do que estava antes. A vontade � tomar mais � ou 1 comprimido. Ocorre que devemos limitar as doses a no m�ximo 2 comprimidos (250 mg) / dia. Com isto sobra dia. O tempo de dura��o do efeito positivo � limitado e te leva a extremos de estado de esp�rito, desde o extremo bem estar at� uma profunda depress�o, num tempo de 4 at� 5 horas! As rela��es interpessoais v�o para o espa�o. Ressalta-se que tudo isso, no uso isolado da Levodopa.

Por outro lado o Pramipexol. N�o pode ser usado isoladamente. Deve ser utilizado continuamente e no in�cio em doses gradualmente crescentes. Estou utilizando em 3 doses de 0,5 mg / dia. O efeito demanda mais do que um hora para iniciar a ser sentido, � quase impercept�vel por ser gradual, n�o havendo um ponto, a exemplo do Levodopa, a partir do qual possa-se dizer: - �ba! O rem�dio j� �t� fazendo efeito! O fim do efeito, da mesma forma, n�o � pontualmente percebido e, est� chegando a hora de tomar mais uma dose (at� 3 / dia). Isto tudo resulta num perfil mais plano de humor ou estado de esp�rito, o que por si s�, leva a maior estabilidade nas rela��es interpessoais. Como efeito colateral o pramipexol tem efeitos anti-depressivos.

Em resumo, o Levodopa � mais radical, te leva a extremos. O Pramipexol possibilita um comportamento mais homog�neo, mas em situa��es de stress, isoladamente n�o soluciona. Como dizem as bulas deste �ltimo, pode ser usado como monoterapia ou associado � levodopa. Para pacientes em tratamento em tratamento com levodopa, � recomendado a redu��o da dose de levodopa tanto durante o aumento da dose de pramipexol como no tratamento de manuten��o subseq�ente, a fim de evitar hiperestimula��o dopamin�rgica. Tem o inconveniente de ser bem caro.

Sa�de a todos.

Hugo