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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ayahuasca - A nova fronteira

Efeitos imunológicos da ayahuasca em humanos.
2014 Nov-Dec - Ayahuasca é um alucinógeno botânico tradicionalmente usado por grupos indígenas do noroeste amazônico. Na última década, o uso da ayahuasca se espalhou a partir do Brasil, Colômbia, Equador e Peru para os EUA, Europa, Ásia e África. Apesar das evidências fortes da boa tolerabilidade e segurança da ayahuasca para uso a longo prazo administrado em laboratório ou consumida ritualmente em contextos religiosos, pouco se sabe sobre o impacto imunológico da ayahuasca em humanos. Desde que a ayahuasca é usada por um número crescente de consumidores, e considerando o seu potencial terapêutico, são necessárias mais informações a respeito dos riscos potenciais da ayahuasca. Este artigo apresenta um breve resumo dos dados disponíveis sobre o impacto imunológico da ayahuasca em humanos. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: J Psychoactive Drugs.

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Chá do Santo Daime pode causar efeitos à saúde

Chá de ayahuasca pode diminuir o consumo de álcool e de drogas

por Dr. Arthur Guerra de Andrade
23/05/2011 - O chá de ayahuasca, também conhecido como yagé, vegetal ou "chá do Santo Daime", é uma bebida originalmente utilizada por indígenas da Amazônia com propósitos medicinais e religiosos. Preparado a partir da infusão de plantas, geralmente são utilizados o caule da Banisteriopsis caapi (jagube ou mariri) e as folhas da Psychotria viridis (chacrona ou rainha). Tais plantas são responsáveis pelos efeitos psicoativos do chá de ayahuasca, por conterem as seguintes substâncias: alcalóides ou beta-carbolinas (inibem a enzima monoamina oxidase, MAO) e o N,N-dimetiltriptamina (DMT), um agonista serotoninérgico que, na presença de inibidores da MAO, leva aos efeitos alucinógenos.

No Brasil, os principais grupos religiosos que fazem o uso da ayahuasca em rituais são: Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal (UDV). Entretanto, seu uso recreativo também tem sido observado pelo mundo todo, tornando-se importante chamarmos a atenção para as consequências do mesmo, como problemas médicos e psicossociais comumente associados às drogas.

Nota-se, ainda, que há muita controvérsia na literatura sobre o uso de ayahuasca e potenciais danos: enquanto alguns estudos indicam que seu consumo pode levar ao desenvolvimento de abuso, outros sugerem que a ayahuasca teria um potencial terapêutico no tratamento de usuários de álcool e de outras substâncias de abuso.

Assim, um estudo publicado na revista Drug and Alcohol Dependence buscou verificar, em usuários regulares do chá de ayahuasca, potenciais associações com o histórico de transtornos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas, como abuso e dependência.

Foram avaliados dois grupos de usuários regulares de ayahuasca (que fizeram o uso por, no mínimo, 15 anos e duas vezes ao mês): um com indivíduos provenientes de uma comunidade religiosa rural, localizada no município de Pauini (AM), denominada Céu de Mapiá (n=56), e outro de usuários urbanos de ayahuasca, frequentadores da Barquinha, na cidade de Rio Branco (AC) (n=71). O estudo também incluiu respectivos grupos controles de não-usuários, provenientes da mesma região dos usuários de ayahuasca e com idades, gênero e nível educacional semelhantes (n=59, Céu do Mapiá; n=59, Rio Branco).

Verificou-se o histórico de uso de álcool e outras drogas e também foi utilizada a Escala de Gravidade de Dependência (Addiction Severity Index - ASI). Ela baseia-se na pontuação em um questionário semi-estruturado (com perguntas abertas e fechadas) desenvolvido para medir o impacto do uso de drogas a partir de um modelo multidimensional, pois aborda diferentes aspectos do indivíduo, como problemas de saúde, sociais ou legais, relações familiares/sociais e ocupação, além do uso de álcool e outras drogas. A fim de verificar possíveis mudanças no comportamento dos entrevistados, a mesma entrevista foi aplicada em duas ocasiões distintas, em intervalo de oito meses a um ano, de acordo com o modelo de estudo longitudinal.

Os resultados revelaram que os grupos de usuários de ayahuasca apresentaram pontuações significativamente menores que seus respectivos grupos-controle em relação ao uso de álcool na vida e no último mês, e também em Escalas Psiquiátricas (as quais indicam possível incidência de problemas psicológicos ou psiquiátricos).

Em relação à segunda etapa de aplicação da entrevista, os mesmos padrões de uso entre o grupo de usuários de ayahuasca e o grupo controle foram encontrados. Entre os usuários de ayahuasca houve uma diminuição pouco significativa do uso na vida e de uso no último mês de álcool. Além disso, os usuários de ayahuasca do Céu de Mapiá apresentaram um histórico maior de uso de drogas, que cessaram durante a aplicação, exceto pelo uso da maconha (cannabis).

O estudo também constatou a remissão do uso de algumas substâncias entre os usuários de ayahuasca, tais como sedativos, cocaína, anfetaminas, opiáceos e solventes, ao longo do tempo.

Os autores concluem que os resultados deste estudo apresentam semelhanças com pesquisas anteriores, as quais não constataram, entre usuários a longo prazo de ayahuasca, evidências de distúrbio e alterações neuropsicológicas, transtornos psiquiátricos e incidência de psicopatologias, problemas tipicamente causados por drogas de abuso. Ademais, sugerem que o chá de ayahuasca possui um baixo potencial para abuso.

Na minha opinião, é importante ressaltar que isso não significa que a ayahuasca não tem consequências sobre a saúde do usuário - afinal, é uma substância psicoativa que produz efeitos alucionógenos, além de diversos efeitos "colaterais" agudos, como vômito e diarréia, comumente relatados por aqueles que experimentaram esta bebida. Isso evidencia que são necessários mais estudos a respeito do uso de ayahuasca e de outras drogas, para que possamos compreender seus efeitos na saúde e potenciais consequências em longo prazo. Fonte: Minha Vida.

Eu optei por ser meu próprio laboratório e este será meu próximo passo. Confesso que até agora só tive a ganhar.

Me lembrei da piada do cara caindo do décimo andar do edifício. Ao passar pelo quinto diz: - Até aqui tudo bem!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Cientistas testam ayahuasca para Depressão e Parkinson

30 de junho de 2014 - Estudo realizado por pesquisadores da Unifesp e da USP indica que a ayahuasca pode ter efeitos terapêuticos em casos de depressão e mal de Parkinson.  A ayahuasca, usada em rituais religiosos como o Santo Daime, é uma bebida produzida a partir do cipó e da folhagem de duas plantas amazônicas.

No experimento, os pesquisadores administraram soluções com dosagens variadas, além de placebo, a roedores. A estrutura cerebral de cada grupo foi comparada. Os cientistas concluíram que no cérebro dos animais que tomaram ayahuasca houve diferentes níveis de produção de neurotransmissores –noradrenalina, dopamina e serotonina.

Os neurotransmissores propagam estímulos entre os neurônios. Após a ação, eles são recaptados ou destruídos por enzimas. A ayahuasca inibe as enzimas e concentra os neurotransmissores nas fendas sinápticas, fazendo com que eles tenham uma ação mais prolongada, o que potencializa suas ações.  Depressão e parkinson são doenças ligadas à disfunção na produção desses neurotransmissores. Fonte: Verdade Mundial.org.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Cientistas testam ayahuasca para depressão e Parkinson


Bebida usada no Santo Daime mostrou potencial terapêutico em roedores

Pesquisadores da USP e da Unifesp viram alterações no cérebro das cobaias, mas há risco de efeito colateral
por MORRIS KACHANI
SÁBADO, 21 DE DEZEMBRO DE 2013 - Estudo realizado por pesquisadores da Unifesp e da USP indica que a ayahuasca pode ter efeitos terapêuticos em casos de depressão e mal de Parkinson.

A ayahuasca, usada em rituais religiosos como o Santo Daime, é uma bebida produzida a partir do cipó e da folhagem de duas plantas amazônicas.

Um de seus componentes é a dimetiltriptamina, que se assemelha ao LSD (ácido lisérgico). Em altas doses, pode produzir alucinações.

No experimento, os pesquisadores administraram soluções com dosagens variadas, além de placebo, a roedores. A estrutura cerebral de cada grupo foi comparada. Os cientistas concluíram que no cérebro dos animais que tomaram ayahuasca houve diferentes níveis de produção de neurotransmissores --noradrenalina, dopamina e serotonina.

Os neurotransmissores propagam estímulos entre os neurônios. Após a ação, eles são recaptados ou destruídos por enzimas. A ayahuasca inibe as enzimas e concentra os neurotransmissores nas fendas sinápticas, fazendo com que eles tenham uma ação mais prolongada, o que potencializa suas ações.

Depressão e Parkinson são doenças ligadas à disfunção na produção desses neurotransmissores.

"Já se sabia que alguns componentes da ayahuasca poderiam agir como antidepressivos. Mas não era sabido que eles alteravam a liberação de neurotransmissores em áreas cerebrais específicas", afirma Maria da Graça Naffah Mazzacoratti, do departamento de bioquímica da Unifesp, que participou da pesquisa.

Segundo ela, o estudo é pioneiro em mostrar que a ayahuasca age de formas peculiares no hipocampo (área relacionada a aquisição de memória) e na amígdala (ligada a emoções).

Para Dartiu Xavier da Silveira, professor de psiquiatria da Unifesp e um dos responsáveis pelo estudo, alguns dos achados sugerem que o ayahuasca possa vir a ser um recurso para outras doenças, como dependência química e ansiedade.

"Os tratamentos dessas doenças não funcionam para todos os pacientes. Cerca de um terço dos pacientes não melhora com nenhum antidepressivo disponível."

Para o psiquiatra André Malbergier, do Hospital das Clínicas da USP, o estudo deve ser encarado com cautela. "O fato de a ayahuasca concentrar os neurotransmissores nas fendas sinápticas não significa que seja eficaz contra depressão", diz o médico.

"Outras drogas como as anfetaminas e a cocaína também agem como inibidoras e nem por isso são recomendadas", acrescenta.

Malbergier lembra que a toxicidade da ayahuasca também deve ser examinada. "Existe um grande risco de psicose por se tratar de uma droga psicodélica. E ayahuasca é contraindicada em transtornos cardíacos e doenças hepáticas. A interação com antidepressivos também não é recomendada", diz. Fonte: Folha de S.Paulo.
Tudo é uma questão de suscetibilidade individual! O mesmo deve valer para a maconha!

sábado, 20 de agosto de 2011

Defensa «de la planta de los dioses»

ago 20th, 2011 - Así como defendimos y defendemos al tocosh de Huánuco, hoy como Abogado defensor (Lima – Perú) y buscador de verdades, pero a la vez teniendo en cuenta que soy hijo de vuestra tierra, y siendo consciente que mis ancestros viven en mi; permítame usted amable lector con profundo respeto y mayor cariño, defender a una de las plantas más sagradas que tiene el mundo amazónico y la NACIÓN SHIPIBA; ES DECIR LA AYAHUASCA; CONOCIDA Y REVERENCIADA POR TODAS LAS TRIBUS INDIGENAS AMAZÓNICAS COMO UN ELEMENTO BÁSICO DENTRO DE SUS TRADICIONES CURATIVAS. Pero a la vez con profundo respeto, concédame usted una licencia para rendir nuestro reconocimiento a los maestros ayahuasqueros y a los maestros sanadores, quienes con sus conocimientos ancestrales enseñan a amar a los seres humanos, al reino animal y al reino vegetal, con las cuales ayudan a curarse a nuestra gente y a la Madre Tierra, que en estos momentos viene sufriendo a causa de la falta de respeto y de cuidado que tenemos con ella. ¡Nuestro homenaje póstumo al maestro curandero; BENITO ARÉVALO y a sus destacados alumnos distribuidos a lo largo y ancho de nuestro planeta!

Continuando con nuestro alegato y defensa a favor de la Ayahuasca, debo decir que se consume desde hace 10,000 años en toda la cuenca amazónica del Perú, Colombia, Bolivia, Ecuador y Brasil, siendo utilizado por los pueblos indígenas para curarse, para resolver conflictos intra familiares e intra tribales. Posee un componente psicoactivo que unido a las hojas del arbusto llamado Chacruna (Psychotria Vinidis) forman la medicina “Ayahuasca”. De tal forma que no se puede explicar y defender la cultura amazónica, ni la vida de los pueblos indígenas sin tener presente a la “planta de los dioses”.

Científicamente los estudios especializados interpretan que la “Ayahuasca”; “es rica en carbolinas” (armiña, harmalina y tetrahidrohormina) que inhiben la acción de la enzima monoanimo oxidosa (MAO); que se encuentra naturalmente en el tubo digestivo e hígado. Esta enzima destruye la dimetil triptamina (DMT), sustancia contenida en la chacruna, que compite con la serotonina por los receptores S-HT1-2. Al ser bloqueado la MAO aumenta las catecolaminas endógenas y los niveles de serotonina, al tiempo que la DMT, al no ser destruida, puede llegar al cerebro, donde produce un efecto psicotrópico intenso”.
Del mismo modo, haciendo uso de mi derecho irrestricto a la defensa de la verdad y de mis ancestros; debo de mencionar que “La ciencia ha determinado que el uso de sustancias psicoactivas presente en las plantas como la Ayahuasca tiene buenos resultados en el tratamiento de farmacodependientes. La cocción de sus hojas, tallo y semilla sirven como laxantes estimulante de la memoria y es bueno para el tratamiento del mal del Parkinson”.

Asimismo la Ayahuasca ha mostrado ser una terapia muy efectiva en el campo de la Psiquiatría y la Psicología, en el tratamiento de la depresión y la ansiedad, en tratamiento de problemas de personalidad y la Esquizofrenia. La alta complejidad farmacológica y la escasa toxicidad de la Ayahuasca, son a la vez la base del actual creciente interés que viene despertando entre médicos, investigadores y terapeutas de todo el mundo. (segue...) Fonte: Diario Voces.pe.