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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Suplemento alimentar pode adiar avanço do mal de Parkinson

A fosfatidilserina, disponível em farmácias e lojas de produtos naturais do mundo, promete ajudar na luta contra desordem

4/09/13 - TEL AVIV - Às vezes, a melhor solução está mais perto do que se pensa. Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade de Tel Aviv ao pesquisar os benefícios de um suplemento alimentar disponível nas prateleiras de farmácias ou lojas de produtos naturais de todo o mundo na luta contra a demência, principalmente o mal de Parkinson. A princípio, a fosfatidilserina, um popular produto produzido a partir de carne, de ostras ou de soja, promete ajudar na perda de memória, principalmente no caso de idosos. Mas, ao que tudo indica, o composto é mais poderoso do que ele mesmo se propõe: pode melhorar o funcionamento de genes envolvidos em doenças cerebrais degenerativas.

A descoberta foi feita pela equipe liderada pelos professores Gil Ast e Ron Bochner, do Departamento de Genética Molecular Humana da Universidade de Tel Aviv e publicada na edição de junho da revista especializada Human Molecular Genetics. Testes de laboratório mostraram que a fosfatidilserina é capaz de passar pela barreira entre o sangue e o cérebro. Que o suplemento seja capaz de melhorar as condições do cérebro e reforçar a agilidade mental, mesmo quando administrado por via oral, é um achado significativo.

- Percebemos um efeito tal no cérebro que isso mesmo que o suplemento pode passar através da barreira sangue-cérebro mesmo sendo administrado oralmente e é acumulado em grandes quantidades no cérebro - diz Gil Ast, lembrando que a maioria dos medicamentos entram no corpo através da corrente sanguínea, mas não são capazes de quebrar a barreira entre o sangue e o cérebro.

Os efeitos positivos do suplemento alimentar não param por aí. Eles impactam um total de 2.400 genes - centenas deles ligados ao mal de Parkinson, adiando o avanço da doença. Segundo os pesquisadores, isso significa que o suplemento pode servir de base para novos medicamentos que ajudem na luta contra males ainda sem cura que afetam milhões de pessoas por todo o mundo. Estima-se que em 2050, uma em cada 85 pessoas desenvolva Parkinson. Isso porque a doença atinge principalmente pessoas com mais de 65 anos de idade e os seres humanos estão vivendo cada vez mais. Outro motivo pode ser a nutrição moderna, deficitária. É nesse contexto que a fosfatidilserina entra.

Os pesquisadores se depararam com os resultados por acaso. Eles estudavam os efeitos do suplemento alimentar contra a uma doença rara, a síndrome de Riley-Day, uma desordem do sistema nervoso autônomo que afeta quase que exclusivamente os judeus ashkenazitas (de ascendência europeia), fruto de centenas de anos de casamentos endogâmicos, ou seja, do mesmo grupo. Só há mil doentes com o mal em todo o mundo - dois terços dele em Israel e um terço, nos Estados Unidos. Trata-se de uma mutação genética que impede o cérebro de produzir proteínas saudáveis e leva a uma degeneração precoce do cérebro.

A descoberta dá conta de que a fosfatidilserina, aprovada para uso como suplemento pelo Food and Drug Administration (FDA) americano, contém uma molécula essencial para a transmissão de sinais entre as células nervosas do cérebro. A equipe da Universidade de Tel Aviv resolveu testar se o mesmo composto químico, naturalmente sintetizado no organismo e conhecido por melhorar a memória, consegue influenciar na mutação genética que leva à síndrome de Riley-Day. Eles aplicaram um suplemente derivado de ostras da empresa israelense Enzymotec a células de pacientes com a síndrome e logo perceberam um efeito impressionante no gene e um salto na produção de proteínas saudáveis.

O mesmo foi repetido com ratos concebidos com a mesma mutação genética. Os animais receberam o suplemento alimentar por via oral a cada dois dias num período de três meses. Os pesquisadores então conduziram testes genéticos extensos para avaliar os resultados do tratamento.

- Descobrimos um aumento significativo da proteína em todos os tecidos do corpo, incluindo um aumento de oito vezes no fígado e aumento de 1,5 vezes no cérebro – explica Ast. - O suplemento alimentar não fabrica novas células nervosas, mas atrasa a morte das já existentes - completa. Fonte: Globo G1.
POR AQUI PARECE QUE SÓ EM FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Portadora de Mal de Parkinson ganha tratamento

16/05/2012 | Fonte: TJRNA - Patrícia Gondim Moreira Pereira, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou que seja novamente intimado o Secretário Estadual de Saúde para que comprove nos autos, no prazo de 48 horas, o cumprimento da medida, no sentido de garantir e viabilizar, de imediato, o fornecimento dos suplementos nutricionais NUTRISON SOUA MULTIFIER e CUBITAN, pelo prazo que for necessário, na quantidade prescrita pela nutricionista, até decisão definitiva do processo.

Para isso, a magistrada determinou que deve ser juntado o comprovante de recebimento pela parte autora dos suplementos nutricionais descritos na decisão liminar, na quantidade determinada no receituário médico, pelo tempo que perdurar o tratamento, sob pena de configuração de crime e falta funcional.

A autora, que é idosa, alegou nos autos ser portadora da doença Mal de Parkinson, degenerativa do sistema nervoso central, de evolução lenta e progressiva, com interferência nos atos motores básicos, inclusive, na própria alimentação, havendo perdido o reflexo da deglutição, necessitando se alimentar por sonda para manutenção de sua saúde e da própria vida. Todavia, a orientação nutricional prescrita encontra-se orçada em R$ 2.510,00, não podendo arcar com tal despesa.

Ela informou que não teve êxito ao procurar a Secretaria de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte para conseguir o fornecimento dos suplementos nutricionais necessários. A idosa anexou aos autos declaração assinada pela Diretora Geral da UNICAT, informando que aquele órgão não dispõe de suplementos nutricionais para distribuição individual, pois não existe beneficiamento sobre nenhum programa de fornecimento de dietas específicas a paciente isolados, inexistindo, ainda, no SUS programas de distribuição de suplemento nutricional.

Quando analisou o caso, a juíza explicou que a ausência de cumprimento da decisão liminar não encontra justificativa, pois não existiu a interposição, por parte do Estado, de nenhum recurso contra a decisão, ou se existe, não foi noticiado nos autos qualquer medida que a suspenda.

Ela constatou também que o mandado de intimação para dar imediato cumprimento à decisão foi expedido em nome do Secretário de Saúde. Portanto, não há como o demandado alegar ausência de conhecimento sobre a decisão.

No entanto, a magistrada ressaltou que, em se tratando de suplemento nutricional de fornecimento contínuo, deve-se impor ao autor que apresente receituário renovado semestralmente, deixando cópia, cuja entrega deverá ser realizada mediante recibo para fins de comprovação de eventual descumprimento da decisão.

Da mesma forma, estipulou multa diária no valor de R$ 500,00 para a hipótese do Estado persistir no descumprindo da decisão judicial, sem embargos da possibilidade de bloqueio da quantia suficiente para aquisição dos remédios. (Processo nº 0801905-55.2012.8.20.0001) Fonte: Âmbito Jurídico.
Poderia ser + 1 argumento para o pedido do acréscimo de 25% junto ao INSS...

domingo, 2 de outubro de 2011

Consumo de suplementos sem orientação pode causar dano à saúde

O consumo exagerado de suplementos alimentares pode causar sérios danos à saúde. O excesso de algumas substâncias está associado a piora de doenças neurodegenerativas.

01/10/2011 - O suplemento alimentar é usado para complementar a alimentação. São compostos de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e aminoácidos vendidos em pó e cápsula. Prometem repor energia, queimar gorduras, aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho esportivo. (...)

“Fazer a suplementação por conta própria leva a um risco muito grande de intoxicações. Intoxicação por minerais principalmente”, explica Bettina Moritz, nutricionista.

Zinco é ótimo para melhorar as defesas do organismo, mas em altas doses prejudica o sistema imunológico e também o fígado. O ferro em excesso aumenta a produção de radicais livres, ou seja, acelera o envelhecimento e pode agravar problemas do coração. Muito manganês prejudica o cérebro e cálcio demais também. “Tem sido associado, esse excesso de cálcio, a piora de doenças neurodegenerativas que são alzheimer,
parkinson, e outros tipos de doenças chamadas demências”, garante a nutricionista. (segue..., com vídeo) Fonte: Jornal Hoje.