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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Comportamento da dor em período longo com DBS no Parkinson

April 10, 2015 - Os efeitos benéficos da estimulação cerebral profunda (DBS) do núcleo subtalâmico (STN) sobre a dor em pacientes com doença de Parkinson (DP) persiste a longo prazo, um novo estudo descobriu.

O estudo mostrou que a dor experimentada por todos os pacientes em estado off (não tomando a medicação) antes da operação melhorou ou desapareceram oito anos mais tarde.

No entanto, uma nova dor, principalmente dor músculo-esquelética, desenvolveu-se em 75% dos pacientes durante o período de acompanhamento.

A dor musculoesquelética precisa ser tratada de forma independente, de acordo com os autores do estudo, liderados por Yu Jin Jung, MD, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina, Kyung Hee University, Seoul, Korea.

"Os resultados do presente estudo destacam mais uma vez que os problemas músculo-esqueléticos devem ser considerados quando se prevê o resultado operacional antes da cirurgia, e avaliação e tratamento da dor musculoesquelética contínua deve ser realizada após a cirurgia", concluem.

O estudo foi publicado online em 23 de marco JAMA Neurology.

Parkinson e Dor

A prevalência de dor é relatada a ser de 40% a 85% entre os pacientes com DP. A dor relacionada à DP provavelmente envolve disfunção das vias dos gânglios da base, ambos dopaminérgicos e não-dopaminérgicos, o que pode explicar por que alguns tipos de dor são sensíveis a levodopa, enquanto outros não são, observam os autores.

A presente análise incluiu 24 pacientes com DP (15 homens e 9 mulheres), com capacidade de resposta a levodopa e complicações motoras graves, mas sem demência grave. Eles foram submetidos a STN DBS em sua instituição entre 1 de Junho de 2005 e 31 de março de 2006. A dor foi avaliada no pré-operatório e 8 anos após a cirurgia. "Porque 13 do total de 24 pacientes apresentavam dados pós-operatórias de 2 anos adicionais, a mudança de série entre o pré-operatório e os de 2 e 8 anos de follow-ups após a cirurgia também foi avaliada", eles observam.

Durante as avaliações, os pacientes tiveram uma avaliação detalhada da sua dor desde a semana anterior. A intensidade da dor foi avaliada por uma escala que varia de 0 (ausente) a 10 (dor máxima) em sete partes do corpo (cabeça, pescoço, tronco e membros superiores e inferiores de cada lado do corpo).

Pesquisadores agruparam cada dor em uma das quatro categorias: distônicas (associado com movimentos distônicos e posturas), músculo-esquelético (uma dor e cólicas sensação das articulações ou músculos), radiculoneuritica (localizadas perto do nervo ou raiz) e central (uma bizarra, sensação inexplicável de queimação ou escaldante que normalmente é mal localizada).

Os pesquisadores descobriram que a média de estado de pontuação total da dor melhorou, passando de 6,2 para 4,8 no início do estudo em 8 anos. Para dor distônica, o escore médio de dor foi 6,3-8,5. No entanto, disseram os autores, esse escore incluiu dois pacientes que tinham dor distônica grave no estado off, devido à rigidez, e os demais não tive nenhuma dor distônica.

Cinco pacientes tiveram dor distônica na linha de base, bem como o número de partes do corpo com esta dor desceu para 12 de 15 no início do estudo.

Para a dor central, a pontuação média diminuiu 6,2-3,5. Os autores descreveram isso como uma melhoria "notável". Nove pacientes tiveram dor central no pré-operatório em comparação com cinco de follow-up. O número de partes do corpo com esta dor diminuiu 21-11.

A dor central melhorada sugere que DBS reduz a dor ao aliviar os sintomas motores por outros mecanismos, disseram os autores. Embora este mecanismo não esteja completamente esclarecido, "Considera-se que STN DBS altera o processamento sensorial no sistema nervoso central, incluindo os gânglios basais", escrevem eles.

O escore médio de dor músculo-esquelética foi 5,9-4,2 eo escore de dor radículo-neurítica melhorou 6,0-2,7.

Em termos de intensidade de dor, na maioria das vezes, a dor distônica foi a mais responsiva ao STN DBS, seguida de dor radículo-neurítica, central, e músculo-esquelético.

Enquanto os resultados globais da dor melhoraram, o número de partes do corpo com dor foi aumentada de 48 a 60 durante o curso do estudo.

Nova dor

Nova dor foi desenvolvida em 75% dos pacientes, incluindo 5 pacientes que não apresentaram nenhuma dor no início do estudo. O número de partes do corpo com dor foi recentemente desenvolvido até 47. As partes do corpo mais comuns eram as extremidades inferiores seguidos pelas extremidades superiores. Os escores médios para a nova dor foi de 4,4.

A maior parte da nova dor era locomotora (11 pacientes), mas também houve novas centrais (4 pacientes), radículo-neurítica (3 pacientes), e dor distônica (1 paciente).

"Por causa da dor musculoesquelética não responder prontamente ao tratamento médico e cirúrgico de DP, o tratamento de sua causa subjacente deve ser considerado", disseram os autores.

Para os 13 pacientes que também foram avaliados em dois anos, a pontuação média da dor no estado off foi de 6,9 ​​na linha de base; isso melhorou para 3,6 em 2 anos e de 3,7 a 8 anos. Isso, disseram os autores, confirma que o efeito benéfico do DBS persistiu por oito anos após a cirurgia.

O número de partes do corpo com dor em 13 pacientes no pré-operatório foi de 33, 15 em 2 anos, e de 30 a 8 anos após a cirurgia.

O estudo foi limitado em que era pequeno e não tinha grupo controle tratado medicamentosamente. Como assim, ele não se correlacionou os escores de dor com a Unified Parkinson's Disease Rating Scale scores de Parkinson, para medir o efeito da dor na qualidade de vida, ou avaliar o humor ou cognição (que pode ter influenciado a percepção da dor).

Nova Perspectiva

De acordo com um editorial de acompanhamento, o novo estudo "oferece uma nova perspectiva sobre a durabilidade das propriedades analgésicas" da STN DBS em pacientes com DP.

"Os autores dirigem a nossa atenção para o fato de que a dor músculo-esquelética pode surgir anos após o DBS, garantindo tratamento individualizado", Pravin Khemani, MD, e Richard Dewey Jr, MD, do Departamento de Neurologia e Neurotherapeutics, University of Texas Southwestern Medical Center, Dallas, escrever. "O próximo passo é buscar uma compreensão mais profunda do mecanismo da dor na DP."

A constatação de que uma nova dor comumente surge anos após o procedimento DBS "ressalta a importância da realização de estudos futuros com grupos maiores, longos períodos de observação e métodos padrão que permitirão a interpretação eficaz de resultados", escrevem os editorialistas.

Abordado para comentar o assunto, Michael S. Okun, MD, professor, neurologia da Universidade da Flórida, e diretor médico nacional, Fundação Nacional de Parkinson, disse que chama a atenção para uma área importante e muitas vezes negligenciada do atendimento da DP e pesquisa.

"Normalmente não vamos medir, ou mesmo classificar, síndromes de dor pré-existentes e sua resposta ao tratamento DBS", ele disse ao Medscape Medical News.

Dr Okun observou que é importante entender por que alguns tipos de dor não beneficiaram de estimulação. "O aparecimento de dor no pós-operatório também precisa ser mais bem estudado, e, provavelmente, esteja relacionada com a doença em si, bem como a outras comorbidades."

Este estudo foi financiado por uma doação da Korea Health Technology R&D Project, Ministry of Health & Welfare, Republic of Korea. Os autores do estudo não declararam relações financeiras relevantes. Dr. Dewey relatou que serve como consultor para a Teva Pharmaceuticals, USWorldMeds, Lundbeck, Acadia, Merz, XenoPort, Impax, e GE Healthcare e recebe honorários por palestras da Teva Pharmaceuticals, USWorldMeds, Lundbeck, e UCB.

JAMA Neurol. Publicado on-line 23 de março de 2015. Abstract Editorial

(original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedScape.

terça-feira, 24 de março de 2015

Estimulação cerebral profunda pode aliviar a dor em alguns pacientes de Parkinson por anos

MONDAY, March 23, 2015 - (HealthDay News) - Pessoas com doença de Parkinson que se submetem a estimulação profunda do cérebro podem experimentar alívio da dor a longo prazo, um pequeno e novo estudo da Coréia sugere.

No entanto, três quartos dos pacientes desenvolveram uma nova dor nos músculos e articulações, oito anos após o procedimento foi realizado, os pesquisadores descobriram.

"É potencialmente importante que alguns tipos de dor melhoram, mas também importante entender por que outros tipos de dor não se beneficiam do estímulo", disse o Dr. Michael Okun, diretor médico nacional para a Fundação Nacional de Parkinson.

Os doentes de Parkinson fazem melhor se tratados por neurologista
Dr. Michael Schulder, vice-presidente da neurocirurgia no Hospital Universitário de North Shore, em Manhasset, Nova York, disse que a dor é comum entre esses pacientes.

"Há pouca dúvida de que a dor é um dos problemas associados à doença de Parkinson", disse ele. "Mas não é completamente compreendido se relaciona-se à rigidez ou a mecanismos anormais no cérebro. Além disso, depressão e outros problemas psicológicos podem desempenhar um papel", disse Schulder.

A questão que o estudo deixa sem resposta é por que os pacientes desenvolveram uma nova dor, disse Schulder. "A dor inicial ficou melhor, mas eles tem uma nova dor, assim, no final, é uma espécie de lavagem. Mas eles poderiam ter mais dor, se eles não tivessem a estimulação cerebral profunda", observou ele.

A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirurgica de um neuroestimulador no cérebro. Isso envia pequenos impulsos elétricos para áreas específicas do cérebro, para bloquear os sinais que causam os tremores e outros sintomas motores da doença de Parkinson, de acordo com a fundação.

Enquanto este e outros avanços têm ajudado a aliviar problemas de movimento associados ao distúrbio, menos tem sido feito para compreender a dor debilitante associada à doença de Parkinson, dizem os especialistas.

"Este estudo chama a atenção para uma área importante e muitas vezes negligenciada do atendimento da doença de Parkinson e de pesquisa", disse Okun.
Normalmente, a dor pré-existente e sua resposta à terapia de estimulação cerebral profunda não é medida, explicou.

A dor que se inicia após a cirurgia de implantação também precisa ser estudada, Okun acrescentou, observando que provavelmente esteja relacionada à própria doença e outras condições médicas.

Este último estudo foi publicado online 23 de março na revista JAMA Neurology.
Uma equipe liderada pelo Dr. Beom Jeon, do Hospital da Universidade Nacional de Seul, estudaram os efeitos de longo prazo da estimulação cerebral profunda sobre a dor em 24 pacientes com Parkinson. Os pesquisadores mediram a dor dos pacientes antes da cirurgia e oito anos mais tarde.

Dezesseis pacientes experimentaram a dor antes da cirurgia quando não tomavam a medicação. Sua pontuação média dor foi de 6,2 em uma escala de 1 a 10, onde 10 representa a maior dor, os pesquisadores relataram.

A equipe de Jeon descobriu que a dor sofrida antes da cirurgia tinha melhorado ou desaparecido oito anos depois.

Mas 18 pacientes desenvolveram uma nova dor durante o período de acompanhamento.

A nova dor afetava 47 partes do corpo, com uma pontuação média de 4,4 para a dor. Para mais da metade desses pacientes, a nova dor foi descrita como dores e cãibras nas articulações ou músculos, disseram os pesquisadores.

Esta nova dor muscular precisa ser pesquisado separadamente, segundo os pesquisadores, apontando que não parecem responder à estimulação cerebral profunda.

"Descobrimos que a dor [doença de Parkinson] é melhorada pela estimulação cerebral profunda, e o efeito benéfico persiste após um longo período de acompanhamento de oito anos", concluíram os pesquisadores.

"Além disso, a nova dor desenvolvida na maioria dos pacientes os acompanhou durante o período de oito anos. Também descobrimos que a estimulação cerebral profunda é decididamente menos eficaz para a dor músculo-esquelética e [que a dor] tende a aumentar ao longo do tempo. Por isso, a dor músculo-esquelético precisa ser tratada de forma independente ", concluíram os pesquisadores.

Os autores de um editorial que acompanha disse que ensaios maiores são necessários com maior tempo de seguimento. "Por agora nós aprendemos que [estimulação profunda do cérebro] não tira totalmente a dor [doença de Parkinson]", escreveram eles. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Web MD.

sábado, 20 de setembro de 2014

Dor na cintura / costas / quadril
Querido, eu liguei para o médico 
e ele está aqui. Estou cansada de 
suas reclamações sobre a dor grave
no quadril sempre que estamos
prestes a ir para a cama!

domingo, 10 de agosto de 2014

Dor na doença de Parkinson

por Jaquelyne Oliveira Silva e Pedro Fonseca Ferreira (graduandos de Medicina-UF da Grande Dourados)
08 AGO 2014 - Dor é um sintoma muito frequente na Doença de Parkinson (DP). Desde a primeira descrição (1817) por James Parkinson, já se fazia referência à “dor do tipo reumática” ipsilateral à extremidade afetada. Charcot, posteriormente, descreveu diferentes tipos de dor experienciados pelos pacientes com DP.

Os sintomas não motores nos pacientes com a doença de Parkinson são muito frequentes, podendo ser encontrados antes do aparecimento dos primeiros sintomas ou no decorrer do curso da doença, acarretando uma alteração na qualidade de vida e no grau de autonomia do paciente. Em muitos casos, o surgimento de sintomas não-motores são associados ao período off (Witjas et al. 2002).

Em um estudo realizado por D. Santos-García et al. (2011) com 159 portadores de DP, a dor foi o sintoma não-motor mais frequentemente relatado, acometendo 72,3 % dos pacientes. Já Beiske et al (2009) encontrou uma prevalencia de dor em pacientes com DP de 83%.

Classificação e Fisiopatologia da Dor
A dor da DP tem ainda origem incerta. Alguns estudiosos acreditam que ela é de origem primária, decorrente de alterações do próprio sistema nervoso central (SNC) subjacentes à própria progressão da doença, outros, por sua vez, defendem que a dor seria um componente secundário da DP, que surgiria como complicação de outros sintomas, como rigidez, discinesias e distonias.

Frequentemente depara-se no cotidiano clínico com pacientes portadores de dores de diferentes tipos, o que reforça a ideia de que a dor na DP tem, na verdade, etiologias diversas.

Muitos autores tentaram classificar e descrever os diferentes tipos de dor e seus mecanismos.

Segundo Ford, existem na DP cinco diferentes tipos de dor. A dor músculo-esquelética está diretamente relacionada com rigidez, deformidades, e causas reumatológicas, surge desde os estágios iniciais da doença, e manifesta-se preferencialmente como dor nas costas, no pescoço, nos ombros e nas pernas, estando presente sobretudo no hemicorpo com maior acometimento motor. Para este tipo de dor, estaria indicado um esquema de tratamento dopaminérgico.

A dor radicular neuropática, por sua vez, apresenta uma distribuição dermatomérica em relação a uma radiculopatia, ou distribuição periférica nos casos de mononeuropatias ou polineuropatias. A causa mais frequente, entretanto, não se associa diretamente à doença de Parkinson, mas seria resultado de compressão radicular; o tratamento indicado nesse caso seria o tratamento clássico para dor neuropática.

A dor neuropática central apresenta-se como queimação e compressão difusas e não é um tipo de dor específico da DP. Uma das prováveis etiologias seria uma alteração do processamento central da dor como parte do processo neurodegenerativo, em que haveria perda das aferências dopaminérgicas descendentes, resultando da perda de neurônios dopaminérgicos na área tegmental ventral (TVA) e substância nigra (NS). Essa desnervação dopaminérgica acarretaria em uma hipersensibilidade central aos estímulos dolorosos através das conexões entre os gânglios da base e o tálamo. Além disso, a degeneração de células noradrenérgicas do Locus Ceruleus (LC) também altera a inibição descendente da das vias nociceptivas do corno dorsal da medula. Esse tipo de dor apresenta íntima relação com as flutuações motoras, aparecendo, principalmente em situações off.

A dor distônica é localizada na extremidade onde o paciente apresenta distonia – perna, pescoço e braço. Também apresenta surgimento preferencial em situações off. A terapêutica teria enfoque no controle da distonia – aumentar a estimulação dopaminérgica em situação off. Um tratamento alternativo para casos refratários desse tipo de dor consistiria na aplicação de toxina botulínica.

Nessa classificação ainda foi descrita a dor acatísica, decorrente de acatisia.

Outra classificação também bastante difundida foi proposta por Quinn et al. (1986), que divide a dor da DP em quatro tipos: a dor que precede o diagnóstico da DP; a dor do período off, que é a mais frequente nos pacientes com flutuações motoras e está associada a outros sintomas não-motores, ocorrendo principalmente em pernas, abdôme e região lombar, com predomínio no período da manhã. Esta dor diminui ou é suprimida depois da primeira dose de L-dopa, e por isso, o tratamento consiste em reduzir ou evitar a ocorrência de períodos off. Há também espasmos distônicos dolorosos e ainda a dor de pico de dose, associada às discinesias graves e que melhora quando se fracionam as doses de L–dopa , consequentemente, as discinesias.

Diagnóstico
O diagnóstico da dor na DP parte da confirmação da relação entre a apresentação dolorosa e a DP. Portanto, nesse sentido, torna-se de importância singular descartar a presença de comorbidades associadas que geram dor.

A importância do estabelecimento de um diagnóstico de dor decorrente da DP reside no fato de que um tratamento pode ser ineficaz e/ou mal indicado quando não há acurácia desse diagnóstico.

Assim, nota-se a necessidade de aplicação de um questionário quanto à dor e a outros sintomas não-motores associados nos pacientes com DP. Dentre os questionários mais utilizados, pode-se citar o Brief Pain inventory (BPI) e o Medical Outcomes Study 36-Item Short Form (SF-36).

A discussão sobre o diagnóstico acurado da dor na DP torna-se bastante importante, quando se percebe que este é um sintoma subdiagnosticado, subvalorizado, sendo sempre muito baixo o percentual de pacientes que recebem tratamento adequado.

Dentre os fatores fundamentais que ajudam a reconhecer que a dor se relaciona à DP são: apresentação da dor ou sua maior intensidade no lado mais afetado pela enfermidade e a melhora ao tratamento dopaminérgico.

Outra importante ferramenta para verificar a relação entre o sintoma e DP é solicitar ao paciente que faça um diário em que anote os períodos de dor e de outros sintomas não-motores, para ver se coincidem com os períodos off.

É necessário realizar em todo paciente com DP e dor uma exploração neurológica geral e minunciosa para descartar outras possíveis patologias.

Tratamento farmacológico
A terapêutica da dor na DP deve ser estabelecida segundo o tipo de dor que acomete o paciente. Nos casos de dor associada à DP, comumente utilizam-se L-dopa e agonistas dopaminérgicos, além dos inibidores da monoaminooxidase-B (IMAO-B) e inibidores da catecol-O-metil transferase (ICOMT). Na dor distônica e neuropática central o tratamento de escolha é a levodopa com taxa de resposta entre 37 e 40% dos casos (Beiske AG et al., 2009). Na dor músculo-esquelética o tratamento também é dopaminérgico, porém com resposta menos satisfatória (apenas 17% dos casos segundo Beiske AG et al., 2009).

Nos casos em que o tratamento dopaminérgico é insuficiente, medicamentos antidepressivos tricíclicos (ADT) podem ser associados (Sandyk R, 1986). Já naqueles casos em que há associação com sintomas sensitivos, fármacos anticonvulsivantes como gabapentina ou pregabalina podem ser implementados (Vela L, 2006). O uso de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), analgésicos e opióides pode ser empregado se necessário. E, nos casos refratários, os derivados da morfina podem aliviar a dor num curto prazo, mas com risco acentuar o Parkinsonismo e de tolerância.

A fisioterapia, tendo como metas o alongamento muscular, a melhora da rigidez, da postura e do equilíbrio, além do aprendizado de técnicas de relaxamento, pode ter um grande impacto no alívio da dor e na qualidade de vida dos pacientes com a DP. Cabe ressaltar o papel da música durante as atividades físicas sob a forma de dança e durante sessões de relaxamento. O ritmo da música fornece ao cérebro um estímulo externo que possibilita ao paciente romper com a sua inibição motora, de modo que o ritmo guia e liberta os seus movimentos.

A música também faz com que o cérebro libere endorfinas, que são substâncias associadas ao prazer e à inibição da dor. Além disso, a atenção, que é um componente importante na experiência dolorosa, se desloca para o estímulo musical e a atividade a ele associada. (segue...) Fonte: Ciências e Cognição.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A dor no idoso

por Julio Abramczyk
20/04/2013 - "Dor no idoso é não somente subestimada mas também negligenciada". Essa é a primeira linha
de um artigo que oferece um roteiro prático para o controle da dor no idoso, publicado na revista "Age and Ageing".

O trabalho foi elaborado por Aza Abdulla e colaboradores das sociedades britânicas de geriatria e da dor.

Os autores lembram que a ocorrência de alterações fisiológicas e as mudanças psicossociais fragilizam esses pacientes.

Por isso, explicam eles, o tratamento desse problema não deve ficar limitado à medicação básica, deixando de lado opções que aliviem o sofrimento.

Entre as opções estão as atividades físicas, adaptadas à preferência e à capacidade individual, como caminhadas, exercícios físicos feitos de forma progressiva, hidroterapia, tai chi e ioga.

Esse tipo de atividade não apenas ajuda na dor persistente mas também contribui para prevenir as dolorosas e por vezes graves quedas dos idosos.

Entre os vários medicamentos sugeridos estão, além de injeções intra-articulares, os analgésicos de uso tópico para o joelho, em caso de osteoartrite.

Os autores lembram da necessidade de controle no uso de medicamentos orais, já que eles podem desencadear efeitos colaterais, como prisão de ventre crônica ou, eventualmente, problemas de estômago, em especial no caso dos anti-inflamatórios não esteroides.

Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico

Fonte: Folha de S.Paulo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Lidar com Parkinson, quem sofre fala

Bangalore, April 7, 2013 -  "Há momentos em que eu não posso nem levantar-me do sofá. Eu apenas fico lá desejando me levantar, mas a dor é tanta que não consigo mover nem um membro", disse B Gopinath. Um aposentado oficial do BSNL (n.t.: sigla de organização na Índia), Gopinath vem sofrendo de Parkinson há 11 anos.

Falando em um evento organizado para comemorar o Dia Mundial do Parkinson no domingo, Gopinath teve a chance de falar sobre a doença que atinge entre sete milhões e 10 milhões de pessoas ao redor do mundo. Como Gopinath disse, o traço mais desumano da doença é sua capacidade de reduzir as atividades diárias para a mais dolorosa das tarefas. Médicos e especialistas na área falaram sobre a importância dos métodos de exercício regular e outros instrumentais para lidar com a doença. "A maioria dos pacientes com Parkinson têm problemas de fala. Ou eles falam muito rápido ou eles falam muito lentamente. Além disso, o tom de sua voz nunca é constante. Às vezes é quase impossível ouvi-los e, por vezes, eles são muito altos ", explicou o Dr. N Shivashankar, professor do Departamento de Fonoaudiologia da NIMHANS.

Outro palestrante, o fisioterapeuta Aarti Prasad, também falou sobre a prática do Tai Chi para aliviar a dor no corpo que vem com a doença.

Médicos e pacientes enfatizaram o papel crucial da família em ajudar quem sofre. Venkat, um empresário de 53 anos de idade, que foi forçado a ficar em casa por causa da doença, explicou que não teria sido possível para ele lidar se não fosse o apoio de sua esposa. "É só por causa da minha esposa que eu tenho a coragem de pelo menos tentar andar", disse ele.

A NIMHANS recebe pelo menos sete a oito pacientes por semana para Parkinson. Segundo o Dr. Pramod Pal, professor de Neurologia, NIMHANS, houve avanços recentes com a estimulação profunda do cérebro (DBS) cirurgia que é um dos métodos mais eficazes no tratamento da doença. "DBS é um tratamento cirúrgico que envolve a implantação de um dispositivo médico chamado marcapasso cerebral, que envia impulsos elétricos para partes específicas do cérebro", disse ele.

Ele explicou que, apesar de muitos pacientes desejarem se submeter à cirurgia, é recomendada apenas para um certo tipo de pacientes. "A cirurgia é apenas para pacientes que tiveram o diagnóstico de Parkinson há cerca de cinco anos e estão respondendo à medicação - que têm alguns efeitos colaterais. A cirurgia é uma boa opção para esses pacientes ", ele disse. O sintoma mais comum da doença é o tremor das mãos, lentidão de movimentos e uma dificuldade em andar. O evento foi organizado pelo Departamento de Neurologia e Neurocirurgia, NIMHANS e Sociedade da Doença de Parkinson de Karnataka. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Deccan Herald.in.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Explorando a dor na doença de Parkinson

Wednesday 27 March 2013 - Pesquisadores do Royal Preston Hospital lançaram um novo estudo para ajudá-los a explorar a dor causada pela doença de Parkinson.

A condição neurológica progressiva, que afeta mais de 127 mil pessoas no Reino Unido, pode causar tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos.

A dor é considerada sub-relatada e sub-tratada e porque não há cura para a doença, os estudos sobre as causas, prevenção e cura são essenciais.

Os membros do National Institute for Health Research Network and Dementias and Neurodegenerative Diseases Research Network (DeNDRoN) estão à procura de pessoas com doença de Parkinson que sofrem de dor a se envolverem em um projeto com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida.

Nichola Verstraelen, enfermeira chefe da pesquisa a ser feita no DeNDRoN North West, trabalhou em locais incluindo Preston ao longo dos últimos cinco anos.

Ela disse: "Eu me envolvi em vários de projetos de pesquisa muito interessantes e emocionantes - nós temos uma rede muito forte de médicos e enfermeiros que estão todos trabalhando duro para ajudar a melhorar a vida das pessoas que têm a doença de Parkinson.

"Temos certeza de que realmente conhecer nossos pacientes bem e o feedback que temos das pessoas envolvidas em estudos clínicos tem sido muito positivos.

"Aos pacientes estão sendo dadas oportunidades de se envolverem que talvez eles não possuíam antes.

"A pesquisa significa que os pacientes podem ter uma maior influência em seu cuidado e ter a sua condição monitorada mais de perto, ao ter acesso a novos tratamentos e terapia." (segue..., original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Lancashire Evening Post.uk.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Confira 10 mitos e verdades sobre a coluna vertebral

17/09/2012 | Lista foi elaborada por uma das maiores especialistas brasileiras no assunto

A fisioterapeuta Inês Nakashima é uma das maiores autoridades do país em quiropraxia — área da saúde que se dedica ao tratamento de problemas do sistema músculo-esquelético. Diretora-geral das Clínicas Physion e reconhecida por seu conhecimento da coluna vertebral, ela esclarece a seguir 10 mitos e verdades sobre o tópico.

1) Estar com sobrepeso contribui para as dores nas costas? VERDADE
A dor nas costas é mais comum em pessoas que estão fora de forma. O excesso de peso comprime a coluna, aperta os discos intervertebrais, tornando-os propensos à herniação e degeneração. Pessoas com a barriga muito grande forçam uma curvatura natural que temos na coluna lombar, levando a hiperlordose, o que gera uma alteração na postura. Mas pessoas muito magras, como as que sofrem de anorexia, também podem apresentar dores nas costas devido à deficiência de nutrientes e perda de massa óssea, que pode resultar em fratura.

2) Colchões mais duros são melhores? MITO
Um estudo de longa duração realizado na Espanha com pessoas que apresentavam dores nas costas não específicas mostrou que aquelas que dormiram em colchão de densidade média/firme tiveram menos dor do que aquelas que dormiram em colchão firme. No entanto, dependendo dos hábitos de sono e a causa da dor nas costas, pessoas diferentes podem precisar de diferentes colchões. O colchão bom é aquele em que você dorme e acorda descansado, recuperado, pronto para o novo dia.

3) A dor nas costas piora com a idade? MITO
Uma nova publicação de agosto de 2012 do Jornal Chiropractic Manual Therapy tentou responder essa questão. O propósito foi determinar se qualquer tipo de dor nas costas, do pescoço até a lombar, se tornava mais comum em população mais idosa através da comparação com a prevalência em pessoas de idade média. Também procuraram se havia aumento continuado até idade mais avançada.

A revisão considerou 12 estudos. Os revisores concluíram que a dor nas costas não é mais comum em pessoas com mais de 60 do que aqueles em idade média. Também encontraram que a dor nas costas não aumenta conforme você envelhece. Na realidade, as pesquisas sugerem que a dor nas costas diminui em pessoas mais velhas.

4) Devemos sempre sentar com a coluna ereta? MITO
Tudo bem que sentar curvado é ruim para a coluna. Mas sentar muito reto por longos períodos também pode ser prejudicial. Se você passa muito tempo sentado, o ideal é, durante o dia, tentar levantar-se, fazendo pausas e evitando ficar muito tempo sentado. O corpo é desenvolvido para o movimento. Precisamos nos movimentar.

5) Tenho dor nas costas; por isso devo ficar na cama e repousar? MITO
Dependendo da fase da dor, por exemplo, na fase aguda da lesão, o repouso pode ser útil para acalmar a dor e evitar mais lesões nos tecidos. No entanto, a fase aguda geralmente dura poucos dias. Para dores de longa duração é recomendado movimento, atividade. Isso vai:
a) acelerar a cura através do bombeio do lixo metabólico;
b) prevenir reincidência de lesão pelo fortalecimento dos músculos, equilibrando a força dos grupos musculares opostos, e aumentar a flexibilidade;
c) aliviar a depressão pela liberação de endorfinas.

6) Exercício faz mal para a dor nas costas? MITO
Um grande mito. A verdade é que exercícios regulares previnem as dores nas costas. Para quem sofreu uma lesão aguda, os exercícios físicos devem ser feitos de forma controlada e orientada, adaptadas para a capacidade física do paciente. Conforme o paciente vai evoluindo, os exercícios gradualmente podem ir aumentando de intensidade. Assim que a dor aguda desaparecer, o recomendado é que seja inserido um novo hábito de vida, com rotina de exercícios para evitar a futura recorrência das dores nas costas.

7) Fisioterapia pode ajudar? VERDADE
A recomendação do Colegiado Americano de Médicos e da Sociedade Americana de Dor para o tratamento de dor nas costas é de que os médicos e pacientes considerem outras opções de cuidado que sejam comprovadamente benéficos, como a manipulação vertebral, massagem e acupuntura.

8) Quem sofre de dor nas costas precisa de cirurgia? MITO
Somente uma pequena porcentagem de pessoas que sofrem de dor nas costas requer cuidado cirúrgico. As pesquisas demonstram que aproximadamente 90% das dores nas costas desaparecem com o tratamento conservador, como a quiropraxia. Existem poucos casos onde a cirurgia seria indicada, como fratura cervical ou se a pessoa tiver sintomas como fraqueza nas duas pernas com piora progressiva, e/ou incontinência fecal/urinária cuja causa seja a coluna vertebral.

9) A dor vem de dentro da sua cabeça? VERDADE
Toda dor é real, mesmo uma causa física que não consiga ser descoberta. O sistema nervoso recebe os estímulos de dor e “processa” essa informação no cérebro e responde a esse estímulo com a mensagem de dor. Portanto, a dor está toda dentro da cabeça, no cérebro.

10) Mesmo com dor, posso fazer minhas atividades favoritas? VERDADE
Pesquisas recentes em neurociência voltadas para o manejo da dor têm considerado, como tratamento a distração, a mudança de foco da dor para algo que dê prazer. Portanto, se jardinagem é algo que a pessoa com dor nas costas gosta muito de fazer, pela distração do cérebro e pela mudança de foco, é indicado que se faça essa atividade.

Mesmo que biomecanicamente a articulação, a coluna e os músculos possam ficar em posição inadequada, não devemos esquecer do cérebro, que é quem, na verdade, processa todas essas informações. Devemos exercitar o corpo físico e o corpo virtual (que é a imagem cerebral que temos do nosso corpo físico no cérebro). Fonte: Zero Hora.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

“Em três anos, neuromodulação vai controlar depressão e obesidade”

O neurocirurgião Alexandre Novicki aponta o implante de eletrodos no cérebro como o futuro do tratamento de algumas doenças

11/09/12 - RIO - Em no máximo três anos, depressão e diabetes poderão ser tratados pela neuromodulação, um procedimento que consiste na introdução de eletrodos no cérebro para modificar as funções das células que não funcionam corretamente. Desta maneira, será possível controlar sentimentos como fome e tristeza. Quem garante é Alexandre Novicki, chefe do setor de neurocirurgia funcional do Hospital Universitário Uruju, em Curitiba. Considerado um dos maiores especialistas no assunto no país, ele participa de mesa sobre o assunto nesta terça-feira, no Riocentro, como parte do XXIX Congresso Brasileiro de Neurocirurgia.

O que a neuromodulação é capaz de tratar?
O método já é usado para modificar as funções das células que não funcionam da maneira correta e provocam males como doença de Parkinson e dor crônica. A grande novidade, porém, é que já há estudos em andamento, em todo o mundo, para entender a real possibilidade de usar o método no tratamento a distúrbios psiquiátricos como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mal de Alzheimer e até obesidade. (segue...) Fonte: Globo G1.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Médico são-roquense desenvolve pesquisa para auxiliar pacientes com doença de Parkinson

29/06/2012 - Buscando melhorar as possibilidades de tratamento para pacientes com a doença de Parkinson, o neurocirurgião são-roquense Fábio Godinho vem desenvolvendo pesquisas sobre o mecanismo da dor. 

Segundo ele, dentro de um ano já será possível ter as primeiras conclusões, mas o resultado final da pesquisa deve ser divulgado daqui há, aproximadamente, dois anos.

"A ideia é estudar melhor como funciona o cérebro diante de uma condição dolorosa em pacientes de Parkinson. A dor costuma ser frequente e nós não temos muitos meios de tratá-la", conta Fábio, que desenvolveu o mestrado e o doutorado também sobre o tema, com uma equipe francesa.

O projeto será realizado em duas fases. A primeira, terá por objetivo tentar compreender as respostas cerebrais dos pacientes em relação à dor. A segunda fase será entender a estrutura do núcleo subtalâmico e sua participação do processamento cerebral da dor.

É este mesmo núcleo que é alvo na cirurgia da doença de Parkinson. O início da implementação do projeto está previsto para o próximo mês. (segue...) Fonte: Jornal da Economia.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pesquisas podem ajudar a diminuir as dores

PACIENTES COM PARKINSON
15/06/2012 | As pesquisas desenvolvidas pelo neurocirurgião de São Roque, Fábio Godinho, sobre os mecanismos da dor em pacientes com a Doença de Parkinson deve refinar a técnica cirúrgica e ajudar a compreender as diversas condições de dor, de forma a aperfeiçoar seu tratamento no futuro. O projeto envolve a criação de um centro de neurocirurgia e pesquisa em região carente de São Paulo, sendo eleito um dos melhores pela International Association for the Study of Pain (IASP), que congrega os maiores pesquisadores de dor do mundo. "Os sintomas dolorosos afligem cerca de 70% dos pacientes parkinsonianos, sendo de difícil controle e representam causa importante de sofrimento destes doentes", destaca o médico. (...)

Pesquisas e tratamento
A dor crônica acomete cerca de 60% a 70% dos pacientes com Doença de Parkinson. É (dor) difusa, de forte intensidade, e responde mal aos analgésicos comuns, sendo uma das causas mais frequentes de sofrimento. "Tratá-la é um grande desafio para os médicos pois pouco se sabe a respeito dos mecanismos cerebrais responsáveis por este tipo de dor." Um dos objetivos do projeto é entender a participação de algumas estruturas cerebrais na gênese desta dor, ressalta ele. "Isto trará um conhecimento mais preciso sobre os circuitos envolvidos no aparecimento destes sintomas e facilitará a adoção de medidas futuras de tratamento."

Outro benefício do projeto será o refinamento da técnica cirúrgica. Ele explica que no tipo de cirurgia feito em pacientes com Doença de Parkinson é introduzido um estimulador ou feita uma lesão numa estrutura muito pequena e profunda do cérebro, chamada de Núcleo Subtalâmico. A partir da nova metodologia a ser empregada, denominada Microregistro unitário, será possível registrar a resposta típica das células (neurônios) deste núcleo durante a cirurgia. Desta forma é possível ter noção precisa da posição espacial do Núcleo Subtalâmico, aumentando significativamente a precisão do ato cirúrgico, adianta.

Medidas clínicas
O tratamento da dor crônica ligada à Doença de Parkinson, segundo o neurocirurgião, é feito de modo multidisciplinar, a partir do uso de medicações antidepressivas com efeito específico sobre a dor. A Fisioterapia e a Psicoterapia constituem as medidas clínicas disponíveis. Em casos selecionados, a Neurocirurgia é indicada, podendo trazer alívio dos sintomas, comenta o especialista. De acordo com o especialista Fábio Godinho, muitos pacientes continuam sofrendo, apesar de todos os recursos existentes na atualidade. Ele atribui tal situação à compreensão insuficiente dos mecanismos cerebrais que servem de base para esta dor.

IASP e projetos
Especialista em Neurocirurgia, pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP, o são-roquense Fábio Godinho trabalhou cinco anos em Lyon (França), com a equipe dos professores Marc Sindou e Luis Garcia-Larrea. Atuou nas áreas de Neurocirurgia e pesquisas voltadas ao conhecimento dos mecanismos da Doença de Parkinson e da Dor Crônica. Ambos foram temas de seu mestrado e doutorado pela universidade de Lyon. Sua pesquisa está entre as sete melhores do mundo, pela International Association for the Study of Pain (IASP).

As demais pesquisas em destaque são de autoria dos pesquisadores Alexandre Charlet (Suiça), Michael Jankowski (Estados-Unidos), Anna Andreou (Inglaterra), Alessandro Capuano,(Italia), Kevin Woo (Canada), Martin Diers (Alemanha) e Andreas Leffler (França).Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul / Sorocaba.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mirapex vs Sinemet e Mirapex ER vs Mirapex

Comparativos de efeitos secundários e eficácia de medicamentos
Mirapex vs Sinemet
Situação resumida da pesquisa da e Health Me em May, 14, 2012: 38,500 pessoas são consultadas no teste  (EUA) (em inglês).


Mirapex vs Sinemet:

IngredientesCompanhia
Mirapexpramipexole dihydrochlorideBoehringer Ingelheim
Sinemetcarbidopa; levodopaBristol Myers Squibb


Mais comuns efeitos colaterais para mulheres de 52 (+/-5):
(na pesquisa completa são apresentados 100 efeitos colaterais)


 Eficácia das drogas:

de modo nenhum um pouco moderada alto muito elevada
Mirapex 3.26% 11.96% 28.26% 33.70% 22.83%
Sinemet 0.00% 10.00% 42.50% 40.00% 7.50%



Fonte: e Health Me. (em inglês)
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Mirapex ER vs Sinemet CR
Ajustar a dose: O pramipexol pode potencializar os efeitos colaterais dopaminérgicos da levodopa, resultando em desenvolvimento ou exacerbação de discinesia. Em ensaios clínicos, outros efeitos adversos, tais como alucinações, hipotensão ortostática, síndrome extrapiramidal, insônia e tontura foram também aumentadas em pacientes com doença de Parkinson avançada tratados com a combinação em comparação com levodopa isoladamente. Farmacocineticamente, o pramipexole tem sido relatado como aumentando os níveis de pico no sangue (Cmax) de levodopa em 40% e diminuindo o tempo para atingir os níveis de pico (Tmax) de 2,5 a 0,5 horas, sem afetar a extensão global de absorção. No entanto, um estudo com 26 pacientes com doença de Parkinson estabilizados com terapia levodopa / carbidopa não encontraram alterações significativas na farmacocinética da levodopa após a adição de pramipexole durante 7 semanas.

GESTÃO: A redução da dose de levodopa deve ser considerada durante a administração concomitante de pramipexol. Em um estudo controlado na doença de Parkinson avançada, a dose de levodopa foi reduzida por uma média de 27% da linha de base. (em inglês) Fonte: Drugs.
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Mirapex vs Mirapex ER
Pergunta: Eu tomava Mirapex. Mudei de neurologista.
O novo decidiu mudar-me para Mirapex ER. Eu queria saber qual é a diferença entre os dois?

Resposta: 03 April 2011 - A única diferença é o tempo da libertação. A ER é uma versão estendida tomada  normalmente uma vez ao dia, raramente duas vezes. O Mirapex regular é tomado 3 vezes por dia, ou mais.

O ER foi lançado para auxiliar ao longo de todo o dia. É muito mais fácil para pacientes com DP tomarem um comprimido, uma vez por dia, do que 3 vezes por dia.

Eu sugiro que você mantenha um diário de como você se sente e como ele está funcionando. Esta é a grande informação para você e para o médico usarem em caso de necessidade de ajustar ou alterar os seus remédios. No topo do meu fórum, você vai ver "cronograma de medicação." esta é ótima ferramenta a usar para ajudar a manter o controle do dia-a-dia da medicação.
Boa saúde,
Mark R. Vem R.Ph. (em inglês) Fonte: Forum Parkinson.org.

Obs.: (1) Eu acrescentaria que com o Mirapex ER poderá haver uma redução na flutuação motora, devido à maior manutenção da concentração do remédio no sangue, ao longo do dia;
(2) Mirapex é comercializado no Brasil com o nome SIFROL;
(3) Sinemet tem como equivalente o genérico levodopa+carbidopa; 
(4) Madopar é comercializado no Brasil com o nome PROLOPA.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Acupuntura é eficaz para tratar dor nas costas

Técnica milenar chinesa associada a tratamento convencional alivia dor lombar crônica
19 de março de 2012 | A acupuntura, associada ao tratamento convencional, é eficaz no tratamento da dor nas costas, mostra um estudo feito no Hospital das Clínicas, em São Paulo.  A dor lombar é uma das principais causas de afastamento do trabalho e calcula-se que 90% das pessoas sofrerão, em algum momento de suas vidas, com o problema. Em alguns casos, ele se torna crônico. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cientistas encontram molécula-chave para detectar e tratar dor crônica

Pesquisas feitas com ratos apontaram que um metabólito, localizado nas membranas celulares do sistema nervoso, se acumula na medula espinhal dos que sofrem dor neuropática

15 de fevereiro de 2012 | Um estudo da Universidade Rovira i Virgili de Tarragona (URV) e publicado pela revista "Nature Chemical Biology" encontrou uma molécula-chave para detectar e tratar a dor crônica, informou o centro acadêmico do nordeste da Espanha.

Os cientistas descobriram, através de pesquisas metabolômicas, que a dimetil-esfingosina (DMS) - um metabólito das membranas celulares do sistema nervoso - se acumula na medula espinhal em ratos que sofrem dor neuropática.

Além disso, chegaram à conclusão de que a DMS também provoca dor quando injetada em ratos que não sofriam dor previamente, o que abre portas para a inibição desta molécula e para um futuro desenvolvimento de medicamentos. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Chip en la columna vertebral neutraliza el dolor
Friday, December 17, 2010 - Un grupo de científicos de Sydney (Australia) realizará los primeros ensayos -en humanos- de una tecnología capaz de eliminar el dolor crónico. Se trata de un dispositivo electrónico que, colocado permanentemente sobre la médula espinal del paciente, bloquea las señales de dolor, impidiendo que lleguen al cerebro.

Las primeras pruebas tendrán lugar en el próximo año, y es posible que incluso pueda ser útil para controlar convulsiones epilépticas y temblores causados por la enfermedad de Parkinson. Quien alguna vez haya padecido una migraña o dolor crónico sabe lo que significa para quienes sufren estas dolencias cualquier esperanza de acabar definitivamente con ese tormento.

A pesar de que existen unos cuantos fármacos que pueden lidiar bastante bien con estos problemas, lo cierto es que prácticamente siempre existen “daños colaterales” que a largo plazo los vuelven menos eficaces, o terminan originando un nuevo problema en el paciente. Pero si una tecnología desarrollada durante los últimos dos años por la National ICT Australia (NICTA)y denominada Implantable Neuro Sensing and Stimulation (INS2) funciona como sus responsables aseguran, todo esto podría convertirse en solamente un mal recuerdo. (...)

Algunas pruebas sugieren que también podría ser útil para controlar las convulsiones de origen epiléptico y los temblores asociados a la enfermedad de Parkinson. Los primeros ensayos en humanos tendrán lugar el año próximo en Australia, y si todo sale bien, en no mucho tiempo más aquellos que esperan por una solución definitiva a su dolor crónico tendrán el alivio que merecen. Fonte: Prensa Latina.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

REPETECO

"DOR NA DOENÇA DE PARKINSON (II)
ACATISIA
Após uma rápida refeição, convidei o casal de amigos que nos visitava para passarmos à sala, alegando para isso o desconforto das cadeiras. “Para parkinsoniano não há lugar bom”, comentou o colega, também uma PcP.

Lembrei-me deste fato ao ler o artigo recomendado por Hugo no seu post “Dor na doença de Parkinson” de
5/5/2005 07:44:00 PM, e resolvi traduzir a parte que trata do tema.

“Nenhuma discussão sobre o desconforto físico na DP está completa sem uma menção à acatisia, ou desassossego, uma queixa freqüente e algo potencialmente incapacitante. Alguns pacientes com acatisia parkinsoniana são incapazes de permanecer sentados, manter-se na cama, dirigir um carro, comer à mesa ou participar de reuniões sociais. Como resultado da acatisia, os pacientes podem perder o sono ou tornar-se isolados socialmente. Aproximadamente, na metade dos casos de acatisia parkinsoniana os sintomas variam com a medicação e frequentemente podem ser aliviados com o emprego adicional de dopaminérgicos.”

Fonte: The Parkinson’s Disease Foundation

Definição de ACATISIA
“[Do fr. Acathésie.] S. f. Patol. Condição que varia entre uma sensação de inquietação e a incapacidade de sentar-se ou de deitar-se tranqüilamente, ou de dormir.” (Fonte: Aurélio p. 24)

por marcilioII em 5/08/2005 07:21:00 PM
Comments (nenhum)"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entrevista / Miguel Ángel Arráez: «Una gran asignatura pendiente de la medicina es tratar el dolor»
Domingo 03 de enero de 2010 - MÁLAGA - El funcionamiento cerebro es todavía, a pesar de los avances científicos, una de los grandes incógnitas del ser humano. La regeneración de los nervios es el "sueño dorado" y la asignatura pendiente de los neurocirujanos que, cada día, se enfrentan a patologías que sitúan al paciente en una cuerda floja entre la vida y la muerte. Éste es el caso de Miguel Ángel Arráez, jefe del servicio de Neurocirugía del hospital Carlos Haya y uno de los especialistas de mayor reconocimiento en Europa. (...)

–¿Sería muy descabellado pensar en el uso de células madre en el cerebro para conseguir su regeneración?
–No es descabellado pensarlo. A día de hoy no sabemos exactamente cuál será el verdadero camino que conduzca a la regeneración del sistema nervioso, el gran sueño dorado de los profesionales. El gran problema que tenemos con el tejido nervioso es que no se regenera o si lo hace es de manera poco previsible. Si hacemos un corte en la piel y se echan unos puntos, se regenera, pero si cortamos un nervio difícilmente se regenera. Es una de las limitaciones de la neurocirugía y neurología. Se ha intentado de todo. Por ejemplo en patologías degenerativas tipo enfermedad de Parkinson, el implante de células fetales. Pero realmente hasta el momento lo que podemos llamar terapia regenerativa neural es algo en fase experimental. Las células madre son una línea interesante de trabajo pero es difícil determinar hasta qué punto van a poder solucionar los problemas de envejecimiento cerebral o de muerte neuronal.

–En el caso de patologías como parkinson, alzheimer o esquizofrenia, ¿en un futuro la neurocirugía podría ser una solución?
–Estas patologías entran más en el ámbito del neurólogo. De todas formas tenemos un punto de confluencia porque una de las causas de demencia es la hidrocefalia del adulto. Sin que se sepa por qué se produce una hidrocefalia y aumento de líquido y de la presión muy escaso, pero que en personas de determinada edad produce síntomas similares al Alzheimer. Con una intervención quirúrgica los síntomas del paciente pueden mejorar de forma espectacular. (segue...) Fonte: La Opinion de Malaga.es.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!
(Rogério Martins Simões)

Sabes encontrar-me pela manhã.
No riacho cristalino do desapego.
Onde, renunciando, dores refego,
Para que a esperança não seja vã…

Livre da dor e tortura é este afã,
Cuido este corpo onde me apego.
Tarde libertar-me deste carrego,
Que extingue o carma de amanhã.

E se estiver na hora quero propor:
Irei de mãos dadas pelo caminho
Perdido eu de amores devagarinho.

Levarei comigo o meu lindo amor,
A estrela mais bela que encontrei
Não quero perder quem tanto amei!

Lisboa, 27-03-2008 22:04:08
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
INTROSPECÇÃO
Rogério Martins Simões

Se não conseguires escrever
com as duas mãos,
ainda assim, escreverás com uma;

Se tiveres dificuldade em escrever direito,
com uma mão,
escreve com os dedos que te restam;

Se te tremerem as mãos
e sentires que te olham,
não te importes!
Só treme quem está vivo.

Se não conseguires escrever
Dita os teus reversos
para que alguém
te apare a escrita…
e o néctar dos teus versos.

Se mesmo assim
tiveres em dificuldade,
esforça-te:
grava as palavras
no teu coração
E recorda que já foste poeta

Lisboa, 29 de Janeiro de 2008

(Companheiros não desistam, de lutar, de sonhar. Li o trabalho sobre a Internet e estou de acordo. Criem blogs, colaborem neste ou no meu em Portugal, comentem e me sentirem triste não liguem - é apenas catarse)
Um abraço deste vosso companheiro e amigo
Rogério Martins Simões

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pacientes com Parkinson sentem mais dor
10/09/2008 - Segundo cientistas da Universidade de Bari, na Itália, pacientes com Parkinson são mais suscetíveis a sentir dor. O estudo mostra que os gânglios basais afetados pela doença, localizados na região do cérebro que controla os movimentos, são responsáveis também pela sensação de dor.

Foram comparadas 402 pessoas com Parkinson com 317 indivíduos saudáveis, levando em conta a idade dos pacientes, quando haviam desenvolvido a doença, e se tiveram algum tipo de enfermidade persistente nos últimos três meses.

O resultado mostrou que os doentes eram mais afetados pela dor, 69,9% contra 62,8%, principalmente relacionada a transtornos motores. Porém, os cientistas perceberam que o incômodo não se restringia aos problemas motores, e sim a outras doenças variadas.

A descoberta pode ser útil para a criação de novos tratamentos contra o Parkinson, mas especialistas afirmam que ainda são necessárias mais experiências para chegar a resultados concretos. Fonte: Sidney Rezende. Mesmo assunto do post "El dolor, ¿otro síntoma del Parkinson?" publicado ontem.
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Brasil tem 26.887 embriões para pesquisa
10/09/2008 - O primeiro censo do material disponível em clínicas de reprodução assistida do país para pesquisas e terapias com células-tronco contabilizou 26.887 embriões humanos produzidos por fertilização in vitro. Os números serão divulgados hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A legislação autoriza apenas o uso de embriões considerados inviáveis ou congelados há 3 anos e até 28 de março de 2005. Há mais de 20 mil embriões congelados em bancos de células após a data de sanção da Lei de Biossegurança e que, mantidas as regras atuais, não poderão ser usados, nem com o consentimento dos pais. (...)

Segundo a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, os números do censo indicam que há material suficiente para o atual estágio da pesquisa com células-tronco no Brasil, embora o sistema não revele a qualidade dos embriões congelados. "Em princípio, é um bom número para compensar o atraso nas pesquisas", disse.

Há menos de quatro meses, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a realização de pesquisas com células-tronco, ao rejeitar ação direta de inconstitucionalidade contra o dispositivo da Lei de Biossegurança que autoriza o uso de embriões.

Lygia Pereira defendeu mudanças na lei para autorizar o uso de embriões congelados depois de 28 de março de 2005 caso as pesquisas avancem. "Se as pesquisas no mundo chegarem à conclusão de que os embriões são a melhor fonte para o desenvolvimento das células-tronco, teremos de rever a lei."

Por enquanto, já há 20.064 embriões congelados após a sanção da lei e que não podem ser usados para pesquisa.

A pesquisadora desenvolve a primeira linhagem de células-tronco a partir de embriões. As células-tronco embrionárias podem se converter em diversos tecidos do corpo e, por isso, são consideradas esperança de cura para doenças como mal de Parkinson e diabetes. Fonte: Folha de S.Paulo.