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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Atletismo: A doença de Parkinson não vai abrandar a notável Ruth

07-07-14 - Uma atleta inspirada que está esperando a glória europeia, está usando o triathlon para ajudá-la a lidar com os efeitos dolorosos da doença de Parkinson.

A notável Ruth Wilson foi diagnosticada com a devastadora e debilitante doença há cerca de três anos.

Mas em vez de sentar e deixar a condição neurológica atrasá-la, os 45 anos de idade, decidiu treinar triathlon em uma tentativa de combater as dores e tremores que ela experimenta numa base diária.

E agora a atleta da ilha está treinando forte para o Campeonato de Duathlon que acontece em outubro e atua como um qualificador para glória europeia no próximo ano.

“Logo que fui diagnosticada, eu pensei "eu preciso fazer alguma coisa para tirar a minha mente disso”, disse Wilson, na High Street em Wroot.

"Eu não quero ficar sentada.

"Eu queria provar a todos que eu poderia ter sucesso, apesar do Parkinson e que isso não ia me segurar na vida.

"Eu queria sair e fazer alguma coisa.

"Eu sempre fui interessada em correr.

"Eu sempre gostei, então, então eu decidi levar isso adiante, mesmo que eu fosse aconselhada a parar.

"Meu pai tinha Parkinson e também ele era um corredor de maratona interessado então eu olhei mais para esse tipo de esporte e o triathlon me atraiu.

"Depois que eu comecei a fazer isso, eu só queria ficar melhor e melhor.

"Com o mal de Parkinson, eu sofro de tremores finos e é muito doloroso.

"Mas com a liberdade que me dá o triathlon, ele ocupa realmente minha mente e leva para longe os sentimentos que o Parkinson pode me dar.

“Eu fico nervosa quando estou na linha de partida e que pode fazer o meu Parkinson piorar, mas eu consigo mantê-lo sob controle, quando o "tiro fora”.

“Eu sei que o triathlon não é o mais fácil dos esportes em qualquer trecho, mas eu adoro aprender sobre o esporte e estou progredindo bem, apesar de ser muito nova para isso.”

Um fisioterapeuta de Tesco baseado em Doncaster Blizard começou a trabalhar com Ruth Wilson e aliou-se com o treinador Kevin Dawson e seu colega e atleta Dave Tune.

Desde então, Wilson competiu mais notavelmente nos Duathlon World Championships na Espanha, onde terminou em quarto lugar e só ficou de fora do pódio por um lugar. Ela também conquistou sexto lugar no Campeonato de Duathlon europeu da Holanda.

Esse triunfo holandês particular foi apenas uma semana depois de sofrer uma queda feia numa corrida no East Riding, onde a atleta da equipe, incrivelmente, conseguiu atingir o segundo lugar.

A corredora, que atualmente não tem contrato com clube, também vai participar de uma competição australiana em 2015 após suas performances fortes que a levou à qualificação automática para o evento.

“Fiquei muito feliz com a minha chegada a Holanda, porque eu tinha perdido muita confiança na bicicleta após minha queda, uma semana antes”, Wilson disse.

"Eu foi deixada apenas para perder o pódio no Campeonato Mundial para ser honesta.

"Mas eu sou nova para o esporte e feliz com a chance de me provar no evento Austrália, em Adelaide no próximo ano.

"Tudo o que está vindo está fantasticamente bem, em especial graças à orientação que recebo de Kevin Dawson e Dave Tune.

"Se não fosse por esses dois, eu não seria capaz de fazer as coisas que faço. Sua ajuda tem sido fenomenal."

Wilson recentemente competiu na Rother Vale Tri Festival, que também foi um qualificador para o Campeonato Mundial do Triathlon Sprint em Distância 2014 ITU e do Campeonato Europeu de Sprint Triatlo 2015 ETU.

E, apesar de sair na água na parte de trás do grupo durante a natação de 750 m, bicicleta 25,4 km e 5 km de corrida do evento, Wilson correu à frente para terminar confortavelmente em segundo lugar no seu grupo de idade F45-49 com o tempo de 01:28: 34.

Ela acrescentou: “Eu ainda estou aprendendo o esporte e eu tenho certeza que há muito mais por vir.” (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Doncaster Free Press.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Brasileira realiza sonho após piora de doença: "nadei o impossível"

Susana Ribeiro disse que superou suas expectativas na competição
Foto: Marcelo Régua / Mpix / CPB / Divulgação
13 de Agosto de 2013 • O esporte paralímpico é dividido entre classes, definidas de acordo com a deficiência e o tamanho da limitação do atleta: quanto menor o número que identifica a classe, mais difícil é para o competidor cumprir sua função. Na natação, os que têm problemas físico-motores são distribuídos entre os graus 1 e 10. Susana Ribeiro é uma brasileira que, em apenas três anos de carreira – e com uma Paralimpíada no currículo -, desceu de classe três vezes. Apesar da piora, na segunda-feira ela se emocionou com um sonho atingido: terminou os 400 m livre S6 com a medalha de bronze no Mundial Paralímpico disputado em Montreal, no Canadá.

Subir ao pódio em uma competição de renome era o objetivo de Susana desde 2010, quando começou a competir sob a classificação S8. Ela fez parte do ciclo olímpico nesta categoria, mas foi a Londres já como S7. A brasileira sofre com um tipo raro de Mal de Parkinson, doença degenerativa descoberta em 2005. Até então, era triatleta, com 13 participações no Ironman, principal competição da modalidade, e uma nos Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar del Plata. Em 2011, participou do Parapan-Americano, em Guadalajara, onde conseguiu sua primeira medalha internacional: bronze nos 400 m livre S7. Repetir o bronze no Mundial, portanto, mostra evolução, apesar da piora de saúde.

“Eu fui reclassificada, após a progressão da doença, e a cada dia fica mais difícil para mim, mas isso é tudo na minha vida. O esporte me faz esquecer tudo. Estou aqui realizando o sonho da minha vida”, afirmou, emocionada, após deixar a piscina em Montreal. Nadar, para ela, é uma forma de viver mais, já que a progressão do Parkinson diminui de velocidade. “Se eu não estivesse fazendo esporte, estaria muito pior do que agora. Todo esforço e dedicação que eu tenho, estou recebendo de volta agora, com esse sonho maravilhoso”, disse.

Um desses esforços, por exemplo, foi permanecer por 20 dias no México, em um centro de treinamento em San Luis Potosí, a quase 2 mil metros de altitude, para aprimorar para o Mundial. Como a delegação brasileira foi a primeira a chegar a Montreal para o Mundial, Susana está há um mês sem ver os filhos. “Nadei junto com eles hoje (segunda-feira). Cada metrinho eles estavam comigo”, disse. Antes, decorou as paredes do quarto onde mora, no Rio de Janeiro, com os tempos que faz, fez e gostaria de fazer. No Canadá, superou todas as expectativas.

Susana Ribeiro terminou os 400 m livre atrás da mexicana Vianney Trejo del Gadillo, que fez 5min44s47, e da britânica Ellie Simmonds, uma das estrelas da última Paralimpíada, medalha de ouro com folga: 5min24s02. Em relação ao desempenho, superou as expectativas. “Fiz muito menos. Nadei o impossível”, disse. A expectativa era em torno de 5min50s. Acabou com 5min47s78. “A vontade de conquistar a medalha faz a gente buscar o impossível mesmo”, reforçou Susana.

A atleta tem mais três anos até os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Com a evolução da doença, é improvável que mantenha o desempenho: é possível que mude de classe mais uma vez. Susana não faz previsões sobre até quando irá nadar. “Esse é meu lema: se não puder correr, ande; se não puder andar, engatinhe; se não puder engatinhar, rasteje. Vou ficar aí até quando só estiver mexendo a orelha”, prometeu, animada. Fonte: Terra. Outra notícia paralímpica aqui no Globo G1: Aos 45, 'Dara Torres brasileira' supera síndrome rara e fatura inédito ouro.

sábado, 31 de março de 2012

Paratletas encaram Travessia dos Fortes de olho em Londres-2012

30/03/2012 - Quem também disputa a prova de olho nos Jogos de Londres é a gaúcha Susana Schnarndorf, que já conquistou o índice, mas ainda aguarda a convocação para a seleção brasileira. Morando no Rio há 16 anos, Susana foi campeã brasileira de triatlo, disputou o Pan-Americano de 1995 e participou de 14 IronMans, a principal competição de triatlo do mundo. Tudo isso antes de descobrir que era portadora do Mal de Parkinson, há três anos. A doença degenerativa afetou o lado esquerdo do corpo e acabou afastando a atleta do seu esporte favorito. Mas ela não se entregou e passou a integrar a natação paralímpica. Neste domingo, ela vai disputar a Travessia dos Fortes pela segunda vez na categoria de portadores de deficiência. A primeira foi um ano antes de diagnosticar a doença.

- Comecei na natação aos oito anos e fui nadadora até os 19, quando virei triatleta. Fiquei desesperada quando recebi o diagnóstico, mas o paradesporto me salvou. O Parkinson é uma doença degenerativa, mas não penso muito quando eu vou parar, vivo o presente. Já estou com o índice para as Paralimpíadas de Londres-2012, portanto, vou usar a Travessia dos Fortes como treino. Meu sonho é representar o Brasil nos Jogos - disse a paratleta de 44 anos, que conquistou a medalha de bronze no Parapanamericano dos Estados Unidos, e treina há dois anos com Marcelo Collet. (segue...) Fonte: Globo G1.

sábado, 8 de outubro de 2011

domingo, 27 de março de 2011

Nadadora paraolímpica é destaque da Travessia dos Fortes 
26.03.2011 | A gaúcha Susana Schnarndorf, 43 anos, é um exemplo de que nunca é tarde para recomeçar. Triatleta consagrada e mãe de três filhos, que já seguem os mesmos passos, em 2009 recebeu o diagnóstico de Mal de Parkinson. A doença degenerativa afetou seu lado esquerdo do corpo e a obrigou a abandonar as competições, até que a atleta despertou para o esporte paraolímpico e começou uma nova carreira na natação. (segue...) Fonte: O Globo / Blogs.