quinta-feira, 19 de março de 2009

Nova técnica consegue tratar Parkinson com estímulos elétricos na coluna
Estudo liderado pelo neurocientista Miguel Nicolelis foi feito com roedores. Pesquisa pôs instituição brasileira pela 1ª vez na capa da revista "Science".
19/03/09 - Uma nova técnica criada por uma equipe liderada por um pesquisador brasileiro e testada com sucesso em camundongos pode dar grandes esperanças aos pacientes vitimados pelo mal de Parkinson. Ela conseguiu, em roedores, eliminar os sintomas da doença ao estimular com eletricidade o sistema nervoso a partir da medula espinhal.

O trabalho foi chefiado por Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. O estudo ganhou a capa da edição desta semana do periódico científico "Science". "Estamos todos celebrando aqui. É o segundo estudo da Duke a fazer a capa da revista -- e o primeiro de uma pesquisa brasileira", disse Nicolelis ao G1, destacando a participação dos pesquisadores do IINN no resultado. (...)

O cientista tem a esperança de que o novo tratamento possa dar às vítimas do mal de Parkinson uma vida normal por mais tempo, além de maior longevidade -- embora não seja uma cura propriamente dita. "Nossa técnica, caso funcione em humanos, poderia reduzir a dependência do paciente de grande quantidade de drogas", afirma. Leia na íntegra em G1.
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Investigação de Coimbra já patenteada
Biotecnologia portuguesa que permite reparar doenças cerebrais
19-03-2009 - Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveu uma biotecnologia, já registada em patente internacional, que poderá abrir novos caminhos ao tratamento de doenças cerebrais, como a epilepsia, depressão, Alzheimer, Parkinson ou esclerose múltipla.

A investigação, que se desenrola há três anos, envolve investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e do Instituto de Bioquímica da Faculdade de Medicina de Coimbra.

Da descoberta já resultou o registo de uma patente nos EUA e decorre o processo para o registo de uma segunda igualmente com protecção internacional. Recentemente, foi considerada a biotecnologia mais promissora na área de Sistemas de Bio-Engenharia do Programa MIT-Portugal (do Instituto de Tecnologia do Massachusetts e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal).

A investigação, numa fase anterior de evolução, já tinha sido distinguida no âmbito do Industrial Biotech, um fórum internacional que decorreu em Bruxelas em Junho de 2008, onde foram apresentados projectos na área da biotecnologia industrial e em que participaram centena e meia de especialistas internacionais. (...)

Os resultados inovadores desta biotecnologia na reparação cerebral poderão fazer-se notar em doenças em que é necessário colocar novos neurónios dentro do cérebro do paciente, como na epilepsia, na depressão ou nas doenças de Parkinson e Alzheimer, ou em situações em que se introduzem novas células (oligondendrócitos) para reparar um cérebro doente, como na esclerose múltipla. (segue...) Leia na íntegra em SIC.pt, com "links".

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