segunda-feira, 15 de abril de 2002

Personalidade T�pica de DP 02

Al�m da descri��o que J.W-H. faz da personalidade t�pica de Parkinson (vide Blog do dia 10-2-02 ou v� direto ao Manual do Paciente.) achei duas outras que gostaria de deixar aqui registradas. A primeira � assinada por m�dicos e a segunda por um cuidador.



"Curiosamente, pacientes com DP geralmente apresentam uma s�rie de sinais e sintomas pr�vios ao diagn�stico, cuja observa��o permitir� a m�dicos atentos interrogarem a possibilidade de Mal de Parkinson bem antes que leigos o fa�am. Em raz�o disso, alguns aspectos de DP que tem sido sistematicamente negligenciados, inclusive por especialistas, ser�o propositadamente enfatizados.
Habitualmente os pacientes exibem um car�ter peculiar, desde muitos anos antes dos t�picos sintomas se manifestarem. Temos observado que muitos deles s�o perfeccionistas, ultra-corretos nos seus afazeres, costumam manter-se distantes de boemia (e de bo�mios tamb�m). Enfim, s�o voltados �s suas tarefas com uma dedica��o incomum e pouco afeitos a entediantes atividades de lazer. Ao longo da vida, o trabalho foi a sua droga. Esta esp�cie de rigidez ps�quica pr�via, parece ser o equivalente da rigidez motora que surgir� muitos anos depois. A hist�ria cl�nica permite identificar, at� com alguma facilidade, este aspecto sui generis da vida pregressa na maioria dos indiv�duos que desenvolvem DP. � poss�vel at� especular se este padr�o de comportamento n�o traduz uma atividade dopamin�rgica (ou de algum outro sistema ainda inc�gnito) reduzida desde a juventude. A recente descri��o de pacientes com DP geneticamente herdada refor�aria esta possibilidade.
� prov�vel tamb�m que esta linha de racioc�nio justifique outros sintomas freq�entes nesta popula��o. Depress�o, por exemplo, parece ser uma intercorr�ncia comum entre eles, mesmo antes do diagn�stico de DP ter sido estabelecido. Ora, dopamina, o neurotransmissor que lhes falta, � um dos neuro-horm�nios imprescind�veis para a modula��o do humor. Logo, a suspeita de que estes pacientes j� nas�am com d�ficits dopamin�rgicos � atraente e l�gica. Agravos ambientais ainda inc�gnitos, poder�o ser os respons�veis pelo desenvolvimento pleno de DP, anos ou d�cadas mais tarde." ( In TREVISOL-BITTENCOURT, Paulo C�sar, TROIANO, Andr� Ribeiro, e COLLARES , Carlos Fernando. DOEN�A DE PARKINSON: DIAGN�STICO E TRATAMENTO, p 4. (http://sites.uol.com.br/paulo_ctb/parkinson.htm).



"N�o sabem dizer n�o. Fazem das tripas cora��o. S�o pessoas bonitas, dedicadas � fam�lia e aos amigos. Um pouco carentes e t�midas, mas adoram estar perto dos entes queridos. De trabalhar, n�o gostam, na verdade. Mas est�o sempre ocupadas e suas agendas est�o sempre cheias, embora acabem realizando muito pouco. E sempre em cima da hora ou com atraso. S�o movidas por emo��es fortes e muita adrenalina.Deixar tudo para a �ltima hora faz parte de sua estrat�gia de vida. Fazem tudo r�pido e por isso adoram tecnologia, computadores e toda a parafern�lia eletr�nica. Mas s�o detalhistas, n�o obstante, perdendo tanto tempo nisso que as vezes esque�em o objetivo principal da tarefa e passam a preocupar-se e a agendar outras coisas. Assemelham-se a um hipertexto: saltam de link em link e nisso acham a maior gra�a." ( De um cuidador que quer manter-se inc�gnito)

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