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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Maconha: Uma droga nada inofensiva

Fumar cigarro de maconha acaba afetando o cérebro irremediavelmente, destruindo as conexões dos neurônios

02/05/2015 - Fumar maconha não é tão inofensivo como muitos imaginam. A advertência é do médico Fernando Mattos, presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers). Ele destaca que, segundo pesquisas desenvolvidas por urologistas, o consumo da droga na adolescência pode acarretar infertilidade na vida adulta.

O psiquiatra Valentim Gentil destaca que as chances de o usuário da droga desenvolver esquizofrenia, transtorno mental que dificulta na distinção de situações reais e imaginárias, aumentam em 301% caso o consumo ocorra com uma frequência de uma vez por semana. A pesquisa foi realizada na Suécia com 50 mil jovens que foram acompanhados dos 18 aos 55 anos, a partir de 1969 até 2006.

Segundo o estudo, um dos princípios ativos da droga, o THC — considerado o alucinógeno mais potente do entorpecente — “poda” as conexões dos neurônios. Como o cérebro está em desenvolvimento até os 21 anos, os danos para quem fuma maconha na adolescência são ainda maiores. “E a doença não tem cura”, adverte o psiquiatra.

Gentil acredita que “estamos criando uma fábrica de esquizofrênicos” devido ao consumo desenfreado e cada vez mais precoce da maconha. Pensar na liberação da droga seria impraticável. “Quem poderia garantir que as pessoas não fumariam antes dos 21 anos?”, questiona. Gentil trouxe o alerta para Porto Alegre durante o Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, ocorrido na semana passada.

O psiquiatra aponta uma outra consequência do consumo da droga: a redução de 8 pontos do quociente de inteligência (Q. I.), em uma escala até 100. Ele cita uma pesquisa, feita na Nova Zelândia, com mais de mil jovens que foram acompanhados desde o nascimento até os 38 anos. Aqueles que começaram a fumar maconha na adolescência e continuaram o consumo quando adultos apresentaram diminuição do Q. I. Segundo Gentil, a situação ocorreu por alteração no funcionamento neurológico.

Mas os danos ao organismo não param por aí. O uso da maconha aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer e de outras doenças no sistema respiratório. O psiquiatra lembra que o entorpecente pode aumentar os riscos de acidentes no trânsito, já que afeta a coordenação motora. Entretanto, diferentemente do álcool, é difícil comprovar o consumo. “Hoje não temos um bafômetro para a maconha”.

‘A maconha é extremamente danosa’

Devido aos danos irreversíveis para o corpo, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) divulgou um parecer elaborado pela Câmara Técnica de Psiquiatria da entidade, no qual se posiciona contrário a legalização da maconha. O médico Fernando Mattos, presidente do Conselho, ressaltou que até o momento só está comprovado os benefícios do canabidiol – um dos princípios ativos da maconha —, que é utilizado para o tratamento da epilepsia e de outras doenças como esclerose múltipla e Parkinson. O uso da substância foi liberado no começo deste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para fins medicinais. “O resto da maconha é extremamente danoso”, adverte Mattos.

Segundo o presidente do Cremers, o uso contínuo da maconha, de forma moderada ou recreativa, provoca dependência química, transtornos comportamentais, alteração na tomada de decisões de longo prazo, desvios na percepção, diminuição do juízo crítico e perda crescente da motivação para tarefas mais complexas.

Mattos pontua que a legalização da maconha implicaria no controle da produção, na distribuição e na venda da droga pelo poder público. Segundo o ele, não há garantias de que o Estado fará uma fiscalização eficaz. Atualmente, segundo o parecer da Câmara Técnica do Cremers, não é feito um controle sobre o fumo, o álcool, a cocaína, o crack e outros entorpecentes.

‘Pessoas burlam as regras’

Andreia Salles, pesquisadora e integrante do Movimento Brasil sem Drogas, analisa os impactos da regulamentação do uso da maconha em dois estados norte-americanos. O estudo iniciou na Califórnia, na costa Oeste dos EUA, onde o consumo é liberado desde a década de 1990, para uso medicinal. Andreia passou a acompanhar a situação quatro anos após a medida entrar em vigor, com atenção às cidades de Los Angeles e San Francisco. A brasileira percebeu um aumento nos distúrbios mentais nos usuários ao longo dessas décadas, principalmente em San Francisco. Ela também observou que a exigência de receita médica para a compra da droga pode ser burlada.

“Certas pessoas relataram que pagaram R$ 30 por uma receita para adquirir a maconha.”
Outro estado analisado foi o Colorado, no Centro-Oeste dos EUA, onde a liberação da droga ocorreu há pouco mais de um ano. Para a pesquisadora brasileira, não houve uma campanha educativa para conscientizar a população, principalmente os jovens, sobre os impactos para o organismo do uso contínuo do entorpecente. Fonte: Correio do Povo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Extrato de cannabis usado para tratar diabetes.

Novas esperanças para uma melhor saúde com ciência inovativa da cannabis


Wednesday, April 22, 2015 - A ISA Scientific planeja testes de Fase 2 de compostos canabinóides contra diabetes, inflamações e doenças do coração. Em inglês, no Israel 21.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Composto Canabinóide contra a Diabetes

April 21, 2015 - ISA Scientific planeja a Fase 2 de testes dos efeitos de um composto canabinóide contra diabetes, bem como doenças inflamatórias e do coração.

Enquanto a cannabis médica é muitas vezes usada para aliviar a dor ou náuseas, uma empresa biofarmacêutica israelense-americana está a desenvolver medicamentos contendo canabinóides - compostos químicos a partir de plantas de cannabis - para tratar doenças, incluindo diabetes, doenças inflamatórias (como artrite, aterosclerose e colite ulcerosa) e doenças cardiovasculares.

A ISA Scientific assinou recentemente um acordo de licenciamento e colaboração mundial exclusiva para estabelecer terapias contendo um canabinóide específico chamado canabidiol (CBD), com a Yissum, empresa de transferência de tecnologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, Hadasit, a empresa de transferência de tecnologia da Hadassah Medical organização de Jerusalém, e o Kennedy Trust for Rheumatology Research (KIR) no Reino Unido. (segue…, original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Israel 21c.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Geórgia é 24º estado americano a permitir maconha medicinal

Lei foi promulgada após senadores americanos apresentarem projeto para permitir uso medicinal em todo país

16/04/2015 - A Geórgia legalizou o uso medicinal da maconha nesta quinta-feira, após lei promulgada pelo governador Nathan Deal, tornando-se o 24º dos 50 estados americanos a autorizar a prática. A legislação descrimina o porte em óleo de baixo teor da substância que altera o sistema nervoso central, o tetraidrocanabinol (THC), para tratar oito doenças como o câncer, a esclerose múltipla, o Parkinson ou a epilepsia.

"A espera finalmente terminou para os pacientes que sentem dor", disse Deal em um pronunciamento feito após assinar a lei aprovada pelo Congresso da Geórgia, no final de março.

O governador espera a volta de 17 famílias para a Geórgia. No ano passado, essas pessoas se mudaram para o Colorado, onde seus filhos doentes poderiam ter acesso à maconha medicinal.

"Podemos agora começar o processo de espera para trazer para casa nossos refugiados médicos", afirmou o deputado republicano Allen Peake, um dos promotores da medida.

A lei foi promulgada poucas semanas após os senadores americanos apresentarem um projeto de lei abrangente para permitir o uso de maconha medicinal em todo o país. Embora cada vez mais estados sejam favoráveis à medida (24 mais a capital Washington), a lei federal ainda expõe os consumidores a investigações criminais e detenções por porte da droga. Fonte: Correio do Povo/RS.

domingo, 8 de março de 2015

O que saber para se posicionar sobre a legalização da maconha

O que saber para se posicionar sobre a legalização da maconha

ZH entrevista juristas, policiais, psiquiatras, parlamentares, simpatizantes e inimigos da cânabis em um debate sobre o impacto de uma mudança na legislação

07/03/2015 | 14h36
O que saber para se posicionar sobre a legalização da maconha Jefferson Botega/Agência RBS
Foto: Jefferson Botega / Agência RBS
A polêmica proposta de legalização da maconha é tema de reportagem especial de Zero Hora e de um editorial do Grupo RBS publicados na edição deste domingo, 8 de março.
Na reportagem, juristas, policiais, psiquiatras, religiosos, parlamentares, simpatizantes e inimigos da Cannabis sativa expressam suas posições nesse debate que está longe de um consenso. No editorial, o Grupo RBS expõe a sua opinião sobre a legalização da maconha.
Para ler o conteúdo especial, clique na imagem abaixo:

sábado, 7 de março de 2015

Editorial Opinião ZH: contra as drogas, pela legalização da maconha

Leia o editorial publicado por Zero Hora
07/03/2015 | 14h06 Lícita ou ilícita, toda droga com poder viciante faz mal à saúde e deve ter seu uso questionado e combatido por meios de comunicação com consciência de sua responsabilidade social, como os veículos do Grupo RBS. 

Opinião ZH: mudança de visão 
Esta é uma posição que não vai mudar neste momento em que, depois de muita reflexão interna e externa, o grupo passa a propugnar que a maconha — e tão somente esta droga, responsável por grande parte do tráfico no Brasil — deixe seu circuito clandestino e seja legalizada, com produção e venda regulamentadas.

Assumir a defesa da legalização é também assumir o completo fracasso da atual política de combate às drogas no Brasil. Hoje, se compra e se fuma maconha praticamente sem restrições no país. Milhões de brasileiros que a consomem regular ou eventualmente convivem assim com uma atividade criminosa, numa cumplicidade que alenta o tráfico e dificulta o combate a drogas mais pesadas. 

A legalização não eliminaria os traficantes e o comércio clandestino, mas permitiria que uma grande parte do dinheiro das drogas fosse transferida de mãos, reduzindo o poder de fogo do narcotráfico. O consumo até poderia não cair, mas as ruas do Brasil seriam mais seguras, dezenas de milhares de jovens não precisariam morrer em disputas por bocas de fumo e os presídios seriam reservados aos criminosos que têm de ficar encarcerados — e não o estão por falta de polícia, Justiça e vagas no sistema. 

Legalizar a maconha não significaria tratá-la com leveza. Ao contrário. Na clandestinidade, a droga guarda o glamour de contravenção que apela a muitos jovens. Regulamentada, seria possível combater publicamente seus malefícios, como ocorreu com o cigarro, hoje com o consumo em queda acentuada. 

Pelos riscos implícitos à liberação, as restrições à maconha também deveriam ser maiores do que as em relação ao álcool. A publicidade deveria ser proibida, por exemplo, e os pontos de venda credenciados, contar com um controle rigoroso. Vender maconha a crianças e adolescentes deveria causar a imediata perda de licença. E os impostos arrecadados com a maconha deveriam ser integralmente destinados a campanhas de combate ao consumo de drogas. 

Apoiar a legalização das drogas não é uma decisão fácil para nenhum governo, parlamento ou meio de comunicação. Mas, diante do dilema que vive o Brasil devastado pelo crime com origem no tráfico, é preciso uma guinada no curso desastroso atual e escolher o caminho menos ruim. Hoje, infelizmente, este caminho é legalizar pela autoridade oficial o que, na prática, já está legalizado pela autoridade criminosa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cannabis em cápsula de  liberação prolongada

25/02/2015 - A Cannabics Pharmaceuticals diz que sua tecnologia inovadora coloca doses padrão dos compostos medicinais de maconha dentro de uma cápsula de liberação prolongada.

Artigo longo, em inglês, que não traduzirei por falta de estrutura material.

Fonte: Israel 21c News. Newsletter Volume 709

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Aos 77 anos, Jane Fonda revela fumar maconha todos os dias

19 de fevereiro de 2015 - Aos 77 anos, Jane Fonda revela fumar maconha todos os dias

Aos 77 anos, a atriz Jane Fonda revela que fuma maconha diariamente e e que não dá muita importância para a legalização da maconha – que ainda é proibida em diversos estados norte-americanos.

“Eu vou fumar maconha todos os dias”, afirma Jane. “Vou criar um santuário de meditação, só assim vou conseguir me manifestar quando qualquer tipo de ‘porcaria’ bater no ventilador”, completou.

Segundo a Glamour, o próximo trabalho da atriz será a série do Netflix “Grace and Frankie”, onde contracena com a atriz Lily Tomlin.

“Não posso assistir nada sob o efeito da maconha. O número de filmes que assisti e pensei ‘esse é provavelmente o melhor filme que já vi’ depois assistir novamente e disse ‘no que eu estava pensando pra achar isso’”, diverte-se. Fonte: Clic RBS.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Maconha medicinal: O Estado da Ciência

Nota do tradutor: O artigo é extenso, com 13 páginas. Por esta razão traduzi apenas a 1a. página, do Background, e a 12a., do Resumo final. As demais, no original, podem ser acessadas na fonte, mediante cadastro.

Fonte: MedScape.
por Michael E. Schatman, PhDDisclosures
February 06, 2015

Índice
Base do assunto / Background
Cannabis Uso e Saúde Física
Cannabis Uso e Saúde Mental
É o THC "Medicinal"?
CBD: alguma aparente coerência?
Aplicações à saúde física do CBD
Aplicações à Saúde Mental do CBD
O que fazer com a "evidência" eficaz do CBD
O Dilema da Dosagem do CBD
Questões regulatórias complexas que envolvem CBD
Dispensários e Marijuana Medicinal
Recreio e Uso Médico: a necessidade de "separar a igreja do Estado"
Resumo
Referências

Base do assunto / Background
A Cannabis "Medicinal", de alguma forma ou de outra, está aqui para ficar. Atualmente legal em 23 estados e no Distrito de Columbia, [1] a paradoxal ilegalidade Federal da cannabis continua a ser pertinente, em especial aos olhos de muitos profissionais de saúde. [2] A discrepância entre leis federais e estaduais criou incerteza sobre se a cannabis medicinal é legal e deve ser legal, e se a sua utilização é no melhor interesse dos médicos e seus pacientes.

A ambivalência dos médicos sobre a cannabis medicinal foi claramente ilustrada em uma pesquisa com 520 membros da Academia de médicos de família do Colorado de 2013. [3] A pesquisa constatou que, enquanto apenas 19% dos entrevistados acreditavam que os médicos deviam recomendar cannabis medicinal, 80% concordaram que deveria ser incorporada na educação de  faculdades de medicina, 82% concordaram que deveria ser incorporada no treinamento residencial, e 92% concordaram que deveria ser um tema de educação médica continuada para a prática dos médicos. Além disso, a maioria dos entrevistados concordou que há riscos significativos para a saúde física e mental associados com a maconha.

Sem dúvida, os profissionais de saúde ficam com mais perguntas do que respostas sobre o uso de cannabis medicinal. Algumas questões-chave incluem:

É seguro?

Há provas suficientes para a sua eficácia? Se sim, em que condições é eficaz?

Se ela é vendido em farmácias, em vez de nas esquinas das ruas, deve ser considerada "medicinal"?

Se ela é "medicinal", pode ainda ser abusada?

É a maconha medicinal, ou extrair certos componentes da maconha têm benefício médico e é seguro?

Estas questões-chave serão abordadas nesta revisão, com o objetivo de reduzir a confusão dos médicos e oferecer orientação sobre como certos canabinóides e não a planta inteira de maconha-possam ser integrados aos cuidados baseados em evidências.

THC vs Canabidiol

Poucos usuários, e talvez menos profissionais de saúde, entendem a composição de maconha. A planta da maconha contém mais de 100 canabinóides, que são os componentes químicos ativos da cannabis. [4] Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) é considerado o componente mais psicoativo da maconha, [5] e, portanto, ocupa a maior parte da imprensa, tanto para o bem quanto para o mal.

O THC foi isolado pela primeira vez e sintetizado em 1964, [6] e é responsável pela euforia associada ao uso de maconha. Desde 1985, o THC sintético está disponível nos Estados Unidos para uso médico como dronabinol, uma substância Programação III, e nabilone, uma substância Programação II. Inicialmente aprovado para estímulo do apetite em pacientes com AIDS e para náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, [7] dronabinol tem sido amplamente utilizado off-label, muitas vezes sem provas suficientes. [8]

Efeitos colaterais comuns dos dronabinol incluem sonolência, andar instável, tonturas, incapacidade de se concentrar, confusão, alterações de humor, delírios e alucinações, [9] tudo o que pode estar associado com baixa tolerabilidade. Um recente estudo randomizado, controlado com placebo, cruzado julgou o dronabinol para o tratamento da dor crônica e descobriu que o dronabinol produziu efeitos psicoativos semelhantes a maconha fumada, [10] o que pode limitar seu uso em pessoas com dor crônica. Efeitos secundários semelhantes foram identificados na nabilona, [11] e também pondo em cheque o seu valor clínico. Em uma revisão, Russo [12] sugeriu que estes efeitos secundários impedem o uso de THC sintético como a solução para a incorporação da cannabis medicinal na prática clínica.

Ao contrário da crença popular, o THC não é necessariamente o canabinóide mais relevante para aplicações médicas. [13] Em primeiro lugar isolado em 1934, [14] o canabidiol (CBD) foi parcialmente sintetizado a partir de haxixe em 1964, [6] e totalmente sintetizado vários anos depois. [15] Considerando que o número de publicações a respeito da cannabis aumentou, pouco sobre CBD foi publicado até o início de 2000", com a confirmação de uma infinidade de efeitos farmacológicos, muitos deles com potencial terapêutico." [16]

O CBD foi visto como pouco importante por muitos anos. A pesquisa indicou que abranda a euforia associada com o THC [17], resultando em esforços para remover CBD da maconha. [18] O uso da engenharia genética para remover CBD da maconha foi apoiado por descobertas de Burgdorf e colegas [19] em seu exame de mudanças na composição de maconha apreendidas ao aplicarem a lei na Califórnia entre 1996 e 2008. Eles descobriram que a concentração de THC aumentou de 2,17% para 9,93%, enquanto que a concentração de CBD diminuiu de 0,24% para 0,08%. Estas mudanças dramáticas, foram menos pronunciadas na maconha apreendida perto da fronteira com o México em comparação com as zonas não fronteiriças, o que sugere que a engenharia genética de maconha ocorreu principalmente nos Estados Unidos.

Embora a redução da euforia associada com a maconha, aumentando o teor do CBD pode não ser necessariamente de interesse para a indústria da maconha recreativa, mas a sua aplicação médica tem sido convincente. (................)

Resumo
Os canabinóides médicos estão aqui para ficar, mas a honestidade intelectual é imperativa se estamos nos movendo em direção a explorar seus potenciais benefícios. Devido ao aumento da concentração de THC de produtos, a maconha "medicinal" é raramente um bom remédio. Esta avaliação identificou os perigos associados com a planta inteira de maconha, utilizadas para lazer ou para fins supostamente médicos.

O CBD, por outro lado, tem um corpo rico e em expansão de suporte empírico para a segurança, e mais recentemente, para a eficácia clínica no tratamento de numerosas condições refratárias. No entanto, é prematuro considerar o CBD como uma panacéia para tudo o que aflige nossos pacientes. Com as alterações legislativas, o acesso ao CBD, tanto para uso experimental e clínico vai se tornar cada vez menos complicado, o que deve resultar na publicação de pesquisas de sua eficácia e segurança de alta qualidade.

Além disso, a facilidade de acesso deve ajudar-nos a compreender melhor as questões como as rotas ideais de administração e dosagem. Com a facilitação do acesso ao CBD que estamos a assistir, em conjunto com problemas associados aos sistemas de dispensários de maconha medicinal, há alguma razão para não desmantelar os sistemas de dispensários tal como existem atualmente? Maconha recreativa é uma questão completamente distinta, e devemos isso aos nossos pacientes - bem como para a sociedade como um todo, para se certificar de que essas entidades não estão unidas. Só uma "separação entre Igreja e Estado" irá resultar no desbloqueio de alguns dos mistérios que cercam os canabinóides medicinais, permitindo-nos aumentar nosso arsenal para tratamentos.

Original em inglês, na fonte: http://www.medscape.com/viewarticle/839155?src=wnl_edit_tpal)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Uruguai regulamenta lei para maconha de uso medicinal

Pesquisadores poderão comprar cannabis de produtores autorizados. Ainda não está definido quais empresas plantarão a droga

05/02/2015 - O governo uruguaio publicou, nesta quarta-feira (4), a regulamentação para o mercado de maconha para uso medicinal e para pesquisa científica, uma nova fase na implementação da lei que legalizou a droga e que se completará com a venda de maconha para uso recreativo em farmácias.

"Encontra-se permitida a plantação, o cultivo, a colheita, o armazenamento e a comercialização de maconha psicoativa e não psicoativa para ser destinada, de forma exclusiva, à pesquisa científica, ou à elaboração de Especialidades Vegetais, ou Especialidades Farmacêuticas para uso medicinal", informa o decreto da Presidência.

Os pesquisadores poderão comprar cannabis dos produtores autorizados pelo Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA), ou poderão solicitar ao órgão autorização para produzirem eles mesmos e destinar o produto 'exclusivamente à atividade científica'. O instituto ainda não definiu quais empresas plantarão a droga.

O Ministério de Saúde Pública será o encarregado de habilitar a elaboração e a distribuição de especialidades farmacêuticas, o que será feito por intermédio de 'drogarias e farmácias'.

A maconha medicinal deverá ser prescrita por um médico para usuários maiores de 18 anos, que ficarão registrados e não poderão comprar a substância por 30 dias.
Está proibida qualquer publicidade de produtos derivados do cannabis.
A lei aprovada em dezembro de 2013 e regulamentada em maio de 2014 obriga os consumidores a se inscreverem em um cadastro de usuários e a escolherem a forma de ter acesso à substância - todas elas com limites: mediante o cultivo doméstico, pertencendo a clubes de cultivo, ou comprando em farmácias.
Em dezembro, o governo regulamentou o cultivo de cânhamo não psicoativo, transformando o Uruguai no primeiro país sul-americano a autorizar a cultura dessa planta para uso industrial. Também em 2014 o governo abriu o registro de 'autocultivadores' e de clubes. Fonte: Globo G1.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

4 benefícios da cannabis em Parkinson

03/02/2015 - A cannabis é a droga benéfica para uma lista cada vez maior de doenças e distúrbios. Também na temida doença neurológica de Parkinson os doentes podem se beneficiar enormemente da cannabis. Mas como é que isso funciona exatamente e quais são exatamente os benefícios da cannabis na doença de Parkinson? Neste artigo você vai ter todas as respostas científicas.
A doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central através da destruição das células produtoras de dopamina numa porção do cérebro que é chamada  de substantia nigra. Em primeiro lugar, as funções motoras são afetadas. Conforme a doença progride pode ocorrer declínio cognitivo, demência e depressão. Felizmente, a cannabis tem algumas vantagens distintas para esta terrível doença.

Vantagem 1: Anti-discinético
A discinesia é conhecida um sintoma da doença de Parkinson. O termo refere-se aos movimentos musculares involuntários que ocorrem. Os sintomas podem ocorrer quando se contorce ou treme incontrolavelmente, tornando-se extremamente lento ou até mesmo parar de se mover completamente. Pacientes com doença de Parkinson que foram tratados com levodopa (um precursor comum de dopamina, o que naturalmente aumenta os níveis de dopamina no cérebro) pode ocorrer uma forma específica conhecida como discinesia da Levodopa usada durante períodos prolongados. Esta fórmula pode não só causar a coréia que faz com que mãos e pés fiquem em movimentos de 'dança', mas também a distonia (contração sustentada dos músculos ou grupos musculares que resultam em uma posição não natural) e atetose (continuação movimentos involuntários lentos de articulações).

Doença de Parkinson - Os receptores de canabinóides no sistema nervoso central, ficam na região da substantia nigra em uma porção que é chamada pars reticulata. Esta área é fundamentalmente envolvida na sinalização de dopamina no corpo estriado do gânglio basal, a região que é principalmente responsável pela regulação da atividade motora. Os receptores canabinóides também estão presentes em grande número nos gânglios basais. Portanto, pensa-se que a transmissão natural de endocannabinóides desempenha um papel fundamental a estes processos relacionados.

Vários estudos têm demonstrado que a ativação dos receptores de canabinóides através da administração de canabinóides exógenos pode ajudar na redução da discinesia da Levodopa e outros problemas motores nos pacientes com Parkinson. A partir de um estudo de 2002  entre os primatas não-humanos demonstraram que esse era realmente o caso, como um estudo de 2007 entre os ratos utilizados onde foi feito o agonista sintético WIN 55,212-2. Opiniões entre as pessoas não pode dar uma resposta definitiva até agora. Um pequeno estudo clínico em 2004 com dezessete pessoas no Reino Unido mostrou que não havia nenhum objetivo ou melhora subjetiva, enquanto um estudo observacional entre vinte e dois pacientes a partir de 2014 mostrou melhorias no tremor (agitação), rigidez e bradicinesia (mover-se lentamente).

Vantagem 2: Anti-apoptose
Acredita-se que a apoptose anormal de células nervosas produtoras de dopamina na pars compacta (o outro componente principal da substantia nigra) é a principal causa da doença de Parkinson. Como este fenômeno ocorre não é conhecido com precisão, mas não tem sido repetidamente demonstrado que o tratamento com agonistas de receptores da dopamina podem ter efeitos benéficos no sentido de compensar a perda de células neurais estimulando os neurônios restantes para produzir dopamina extra.

Sabemos que o sistema endocanabinóide está intimamente envolvido na regulação do processo natural de apoptose, uma forma de morte celular controlada que é uma parte fundamental da função metabólica normal. Em alguns casos, verificou-se que os canabinóides induzem a apoptose (por exemplo, em vários tipos de cancro), mas também foi demonstrado que eles podem exercer um efeito protetor e pode reduzir o grau excessivo de apoptose em certas desordens.

Médico-marijuana-maconha - Tem sido postulado que a doença de Parkinson ocorre como resultado de uma composição conhecida como oxidopamine, na qual a estrutura é ligeiramente diferente da dopamina porque também contém um grupo hidroxilo (-OH). Devido à sua semelhança estrutural com a composição através dos transportadores de reincorporação da dopamina para a pars compacta pode ser transferida e não dopaminérgica (produtoras de dopamina) levando o neurônios a se destruir sistematicamente.

Um estudo publicado em 2005 mostrou que a injeção de oxidopamine nos cérebros de camundongos levou a uma diminuição acentuada dos níveis de dopamina e que a administração de Δ⁹ THC, CBD e canabinóide sintético HU-210 tinha um efeito neuroprotetor duradouro não seletivo. O fato de que o CBD teve este efeito, sugerindo que o mecanismo é dependente dos receptores CB₂ (CDB porque tem afinidade desprezível com o receptor CB₁), que transmitem os efeitos anti-inflamatórias das substâncias e para proteger as células contra a apoptose excessiva.
Anti-insônia

Pacientes de Parkinson têm frequentemente problemas relacionados com o sono, o que pode ter um efeito negativo sobre o sistema imunológico e reduzir a capacidade do paciente para combater a progressão da sua doença. A doença geralmente afeta pessoas idosas, que de qualquer maneira têm vindo a sofrer de insônia, mesmo que eles não sofram da doença de Parkinson. Muitas vezes difere a insônia de doentes de Parkinson da insônia média relacionada com a idade. Pacientes com Parkinson geralmente têm pouca dificuldade em adormecer, mas grandes problemas para ficar acordado a noite para dormir e novamente a adormecer quando acordam. Alguns pacientes mencionam a ocorrência freqüente de pesadelos e sonhos extremamente vívidos, e alguma experiência de muita sonolência diurna.

Sabe-se que a cannabis induz o sono e é, então, utilizada desde tempos imemoriais para esse efeito. Além disso, a insônia é um dos mais famosos sintomas de abstinência de cannabis em viciados. Pensa-se que tanto Δ⁹-THC e CBD desempenham um papel na regulação de sono. Pensa-se especialmente o CBD induz o sono enquanto Δ⁹ THC provoca sedação residual (a sensação de sonolência depois de acordar). Embora este efeito do THC pode ser prejudicial para aqueles que sofrem de sonolência diurna excessiva, os pacientes que sofrem com padrão de sono interrompido à noite, pode ajudar a adormecer novamente.
Doença de Parkinson - Depressão - Combate

Cerca de 40% dos pacientes de Parkinson têm de lidar com os sintomas de depressão, o que pode afetar negativamente a progressão da doença em vários modos. Acredita-se que há uma componente genético em termos da probabilidade de que uma pessoa com Parkinson é deprimida, e que os polimorfismos do gene CNR1 - que codifica para a expressão de receptores CB₁ - por vezes, podem desempenhar um papel fundamental.

Uma investigação que foi publicado na revista Nature em 2005, que as pessoas com um determinado polimorfismo consistindo de dois alelos de cadeia longa do gene CNR1 tinham menos probabilidade de desenvolver depressão como um sintoma de mal de Parkinson. O que também chamou a atenção foi que a depressão era mais provável em pacientes com Parkinson acinético (rigidez e perda de movimento) do que naqueles com tremor de Parkinson simbólico ou misturado. Além disso, vários estudos mostram que a depressão é muitas vezes acompanhada por alterações nos níveis de canabinóides como anandamida e 2-AG no córtex pré-frontal, uma área que desempenha um papel muito importante na regulação do humor e tomada de decisão.

Apesar de mais pesquisas serem necessárias para determinar a relação exata entre a expressão Parkinson CNR1 e depressão, não é definitivamente potencial terapêutico na manipulação do sistema endocanabinóide, a fim de reduzir os sintomas de depressão em pacientes de Parkinson.

Este artigo foi escrito por Seshata e apareceu no blog do Sensi Seeds. Original em holandês, tradução Google, revisto provisoriamente por Hugo.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Curiosidades sobre maconha

Com esta história de maconha p'ra cá, maconha p'ra lá, descobri duas coisas curiosas que eu não sabia, particularmente por pensar que se fumava a folha:

1 - o "fumo" retirado da planta cannabis para ser inalado via oral, na forma de cigarro, é feito com a flor da planta. As folhas seriam descartadas;

2- Flores somente nascem em plantas fêmeas. Pois é, tem o pé da maconha e o pé do maconho. Este deve ser descartado ainda jovem para que não polinize a maconha (feminina) o que inibiria o nascimento de flores e sim, levaria à formação de sementes, não fumáveis, por parte da planta fêmea.

Sou engenheiro, e não biólogo, botânico, ou algo do tipo. Se alguém achar que estou errado, me informe por favor, deixando um comentário no local apropriado deste post e me desculpe a ignorância.

Maconha - em país desenvolvido e em país subdesenvolvido.

Nos EUA, notícia de ontem:
Empresa de Seattle produz 12 mil cigarros de maconha para o Super Bowl

Venda é para uso medicinal, mas companhia quer disponibilizar para uso recreativo até a próxima temporada


No Pa-tro-pi, notícia de hoje:
'Eles plantam maconha para não sustentar o tráfico', diz advogado de carioca preso

Para defensores da regulamentação, consumidores estariam sendo categorizados como criminosos

50 pés é bastante, não sei exatamente quanto renderia a "safra", mas dentro de um armário ou num apartamento não consistiria numa colheita tão generosa que possibilitasse vender na forma de tráfico.

Prender os caras, sem antecedentes criminais, acho que é abuso. Lei abusiva, ridícula! O que é droga para uns, pode ser remédio para outros. Não quero ser libertino, mas que prendam os ladrões e corruptos.

Policiais legalistas e fora da realidade, sem o mínimo de lucidez, em interpretaçao fundamentalista da lei, posso até considerar o chefe que determinou a ação, de burro, pois não tenho dúvidas de que amanhã ou depois os presos serão liberados pela justiça Mas os burros geram processos, papéis, demandaram tempo e recursos humanos, dinheiro (nosso), processos inúteis para a justiça (não pega nenhuma quadrilha ou traficante) para uma coisa ridícula, sem deixar de considerar o transtorno na vida dos "criminosos", ao passarem o tempo na cadeia. Abaixo a burrice, a estupidez e a ignorância. Pelo bom senso.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Colorado premia com US $ 8 milhões estudos de usos medicinais da marijuana

December 18, 2014 - DENVER (Reuters) - Autoridades de saúde do Colorado receberam US $ 8 milhões em bolsas de investigação na quarta-feira para estudar o uso da maconha medicinal no tratamento de sintomas associados à doença de Parkinson, epilepsia infantil e transtorno de estresse pós-traumático.

O Colorado foi um dos dois primeiros estados americanos a legalizar o uso recreativo da maconha e está entre 23 estados e o Distrito de Colúmbia, que permite o uso da droga para fins medicinais.

Mas a droga continua a ser ilegal sob a lei federal, por qualquer motivo, levando a uma escassez de financiamento para a pesquisa sobre a maconha medicinal, e os resultados de significado são limitados e em grande parte anedóticos.

Premiando oito bolsas de estudos revisadas por uma matriz de doenças, o Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente do Colorado disse que procurou oferecer investigação científica objetiva sobre a eficácia da maconha medicinal.

"O programa de concessão ... não deve ser interpretado como um incentivo ou sancionar o uso social ou recreativo da maconha", disse o departamento em um comunicado.

Legisladores do Colorado criaram um Conselho Consultivo Científico Maconha medicinal no ano passado e alocaram US $ 10 milhões para administrar um programa para realizar os estudos. O Conselho recebeu cerca de três dezenas de propostas, a partir das quais escolheu os oito aprovadas pelo departamento na quarta-feira.

O financiamento do programa é derivado de impostos incidentes sobre a venda regulada pelo estado da maconha medicinal.

Seis dos subsídios vão para o Anschutz Medical Campus, da Universidade do Colorado, disse o porta-voz da universidade Mark Couch.

Pesquisadores lá vão estudar se a maconha em suas várias formas podem aliviar os tremores associados com Parkinson e se ele pode proporcionar alívio para as crianças com tumores cerebrais ou epilepsia pediátrica.

Outros projetos irão pesquisar o uso da maconha para tratar a síndrome do intestino irritável em adolescentes e adultos jovens, e como cannabis se compara com a medicação para a dor oxicodona.

Equipes da Universidade da Pensilvânia vai realizar dois estudos separados sobre se a maconha é eficaz no tratamento de pacientes que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático, incluindo veteranos de combate.

"É verdade que pouca pesquisa foi feita devido a restrições federais. Eu acho que vai mudar à medida que mais estados estão legalizando", disse Brian Smith, porta-voz do Estado Liquor Control Board Washington, que supervisiona a maconha legalizada lá.

Eleitores em Oregon e Alaska votam em novembro para se juntar ao Colorado e Washington na legalização do consumo de maconha recreativa. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Medscape.

sábado, 29 de novembro de 2014

Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros é contra a maconha medicinal

Já a aprovação é maior entre as pessoas mais escolarizadas

29/11/2014 - A maconha ainda gera controvérsia. Segundo pesquisa Datafolha, encomendada pelo ICTQ (Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial), 56% da população brasileira é contra a venda da maconha para uso medicinal. Já a liberação de remédios derivados da droga é aprovada por 50%.

Ainda de acordo com o levantamento, o apoio à liberação da substância aumenta conforme a escolaridade, 69% entre os que têm nível superior e 38% dos com nível fundamental. Na comparação do nível socioeconômico, a maior aceitação é registrada nas classes A e B, 60%. Nas C e D, o índice cai para 33%.

A pesquisa também mostrou que a discordância é maior nas cidades do interior, nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste e entre os mais velhos.

A pesquisa foi publicada neste sábado (29) no jornal Folha de São Paulo. Ao todo, 2.162 entrevistas foram realizadas em todo o País. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Famílias já conseguiram na Justiça a autorização para a importação do Canabidiol, substância derivada da maconha. O medicamento está sendo usado contra graves casos de epilepsia. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já liberou 184 pedidos de importação desde abril. Fonte: Record R7.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Farmácias tchecas começam a vender cannabis para fins terapêuticos

12 de novembro de 2014 • As farmácias tchecas começaram a vender cannabis sob prescrição médica e para fins terapêuticos, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

Cada pessoa poderá adquirir até 30 gramas por mês. O primeiro estabelecimento a colocar a substância a venda está localizado na cidade de Uherske Hradiste, no leste do país. A cannabis está sendo comercializada a 11 euros por grama (cerca de R$ 35).

A farmácia oferece flores secas de cannabis, contendo de 6% a 12% de canabinóides, que possui propriedades analgésicas e sedativas. O medicamento deve ser inalado ou aplicado em gorduras e manteigas. O fumo não é aconselhável.

Em dezembro de 2012, a República Tcheca se tornou o primeiro país do antigo bloco comunista a aprovar o uso terapêutico da erva para combater dores crônicas, magreza extrema (desencadeada pelo avanço de algumas doenças) e polineuropatias em pacientes com AIDS.

Os especialistas destacaram os benefícios da substância como paliativo para pacientes com tumores cancerígenos. Já a função de calmante atua contra as dores neuropáticas ou aquelas que são provocadas pela esclerose múltipla.

Embora a lei permita a venda de cannabis desde o dia 1º de abril de 2013, atrasos na criação de um registro médico com os produtos liberados impediam até agora a comercialização da substância.

Outro problema que explica a demora na aplicação da norma foi o fato dos seguros médicos não cobrirem, até o momento, remédios feitos a partir de cannabis, o que não ocorre com medicamentos contra a dor feitos a base de ópio.

Até abril, os fabricantes tchecos não podiam cultivar a planta, o que agora é feito sempre sob severo controle das autoridades.

A produção independente pretende evitar os altos preços da importação da erva de países como a Holanda. Fonte: Terra Saúde.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Flórida rejeita uso medicinal da maconha em referendo

Apenas 57% da população aprovou uso; era preciso 60% dos votos.
Referendo foi realizado junto com eleições legislativas nesta terça.

05/11/2014 - Os eleitores da Flórida rejeitaram nesta terça-feira (4) a legalização do uso medicinal da maconha por uma margem pequena, em uma consulta popular que fazia parte da votação das eleições legislativas realizadas nos Estados Unidos.

A emenda constitucional, que mobilizou mais de 5,7 milhões de eleitores, não conseguiu o apoio de 60% dos votos necessários para sua aprovação e ficou em torno de 57,5%.

O candidato republicano, o governador reeleito Rick Scott, se posicionou contrário à medida durante a campanha eleitoral, enquanto seu adversário, o democrata Charlie Crist, alegou que se tratava de um tema de "compaixão".

Alguns de seus críticos, como a procuradora-geral do estado, Pam Bondi, e a Associação de Chefes de Polícia da Flórida (FPCA, sigla em inglês), alertavam que a definição utilizada pela iniciativa poderia derivar no uso descontrolado entre os pacientes e em abuso por parte dos não doentes.

Segundo o texto da proposta, a maconha ajudaria os pacientes diagnosticados com condições médicas "debilitantes", um termo que os críticos do projeto consideravam muito amplo.

A Emenda 2, como aparecia na cédula de votação, esclarecia que essas condições são câncer, esclerose múltipla, glaucoma, hepatite C, HIV, aids, esclerose lateral amiotrófica, doença de Crohn e o mal de Parkinson.

No entanto, afirmava em seguida que a substância poderia ser fornecida a doentes com qualquer outra "condição", dependendo da opinião do médico, que poderia considerar que a maconha 'traria mais efeitos positivos do que riscos de saúde potenciais para um paciente', o que era considerado muito vago pelos opositores.

As campanhas em favor de seu uso, como a United for Care, contavam com a aprovação da medida e na semana passada revelaram uma pesquisa em que 61% dos entrevistados estavam a favor da medida.

O Senado da Flórida aprovou no início deste ano o uso médico e terapêutico de uma variedade de maconha com baixos índices de THC para ajudar no tratamento de crianças que sofrem de epilepsia.

O consumo de maconha para fins medicinais é permitido em 23 estados do país e seu uso recreativo é legal, desde novembro de 2012, no Colorado e em Washington. Nas eleições de hoje, o Oregon e o Distrito de Columbia, onde fica a capital do país, aprovaram o uso recreativo da maconha. O Alasca também votou sobre essa proposta, mas os resultados ainda não foram divulgados.

Por outro lado, os eleitores da Flórida aprovaram por referendo, com quase 75% de votos a favor, uma emenda para destinar recursos à aquisição e recuperação de sistemas naturais do estado. Fonte: Globo G1.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O primeiro inalador dosimetrado de cannabis na classe de bolso ajuda pacientes e médicos a controlar, monitorar e afinar dosagens.


November 6, 2014 - Como os debates sobre a maconha medicinal aquecem todo o globo, uma startup israelense apoiada pelo governo desenvolveu o primeiro dispositivo do tipo para administrar cannabis como um produto farmacêutico.

Ao contrário dos métodos atuais – articulações para fumadores, absorver o óleo, esfregar como uma pomada ou comer brownies - este dispositivo médico permite que o paciente inale doses medidas em grânulos de maconha vaporizados.

O inalador Syqe é a idéia de Perry Davidson, um empresário que foi fundamental no lançamento de programa de Canabis Medicinal do Ministério da Saúde de Israel, em 2007, para o tratamento de náusea crônica, dor e outras condições. Cerca de 20.000 israelenses hoje usam cannabis prescrita pelo médico, e Israel está na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento neste campo.

O teste piloto do inalador começará em hospitais de todo o país até o final de 2014. Espera-se uma versão inicial do dispositivo para ir no mercado em algum momento de 2015.

Davidson Syqe médico formadou- um homófono da palavra "psique" - para enfrentar alguns dos problemas que envolvem o uso desta substância controlada como uma droga mainstream. Ele procurou uma forma científica para separar o estigma da maconha como uma droga recreativa ilícita de seus benefícios à saúde.

"No início dos anos 1990, a cannabis foi apresentada por aliviar os sintomas de tratamentos de câncer em crianças pequenas", Davidson disse ao ISRAEL21c nos escritórios da empresa em Jaffa, que abriga uma equipe de cerca de 20 fortes médicos, farmacêuticos, químicos, biólogos e engenheiros. "Mas ela foi interrompida, devido às associações negativas por ela suscitadas. E isso é uma pena e pensei que precisava ser corrigido. "

Apenas a quantidade certa

Um dos problemas com a administração de cannabis, explicou, é que "os médicos foram incapazes de controlar, monitorar ou ajustar as doses. E os pacientes que desejam aliviar seus sintomas, sem serem demasiado embriagados para agir corretamente têm um tempo difícil até atingir a quantidade certa."

De acordo com o CEO Davidson e seu sócio e gerente geral James Amihood, o Syqe inalador irá eliminar este problema, bem como torná-lo mais difícil de revender o produto no mercado negro. Seu objetivo é que o dispositivo de bolso sirva no futuro como uma plataforma para a administração de outros medicamentos, também.
A forma ponderada e monitorados para inalar cannabis.
O dispositivo funciona com bateria de mão e tem duas versões, uma para uso em hospitais e clínicas, e uma versão mais compacta para a auto-medicação. Eles contêm quatro componentes principais: um controlador em tempo real térmico e controlador de fluxo de ar, uma interface de pulmão e um registrador de dados clínicos. A maioria de suas peças, incluindo uma pequena placa-mãe, foram criados em casa, principalmente em impressoras 3D. E eles são habilitados sem fio com informações críticas para o médico.

O controlador de fluxo de ar inovador tem um mecanismo especial para garantir a uniformidade de vapores inalados, independentemente da idade e capacidades do usuário.

Isto, disse Davidson, "é uma das chaves para a dosagem de precisão e baixa variabilidade na corrente sanguínea entre os pacientes. Estas tecnologias tiveram de ser desenvolvidos in-house, particularmente desde que o desafio da definição de dose medida de vegetais crus raramente tem sido feita ".

Como resultado do que eles disseram foi um pouco enganadora a reportagem contida na mídia internacional, Davidson e Amihood salientaram que o ponto do Syqe inalador "não é que ele seja destinado a impedir o seu utilizador de obter alta; uma vez que o paciente e o médico sejam capazes, com incrementos de 100 microgramas, de ter o controle sobre o nível de psicoatividade e alívio dos sintomas, permitindo-lhes encontrar o equilíbrio ideal."

Trocar em uma farmácia

O inalador tem um cartucho removível com até 100 faixas em miniatura, cada qual com 15 miligramas de grânulos de maconha para durar mais de uma semana. Os usuários serão capazes de trocar os cartuchos vazios pelos cheios em farmácias cada mês ou assim que terminar.

Atualmente em Israel, os pacientes recebem cerca de cinco vezes esta quantidade (30-100 gramas) por mês em flores de cannabis de centros de distribuição aprovados, e cada paciente paga o mesmo preço (NIS 370, ou aproximadamente US $ 100), independentemente da quantidade. O uso do inalador Syqe estará numa gama de preços semelhante.

Um relatório sobre os efeitos da Syqe Inaladorfoi apresentado na edição de set 2014 do Journal of Pain and Palliative Care Pharmacology, escrito por Elon Eisenberg, diretor da unidade do Rambam Medical Center, em Haifa, de pesquisa da dor; Miri Ogintz, uma enfermeira registada no Instituto de Medicina da Dor do Rambam; e Shlomo Almog, dos departamentos de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv e do Instituto de Farmacologia e Toxicologia do Centro Médico Sheba.

De acordo com o relatório, a alta porcentagem de pacientes testados descobriu que o inalador foi mais eficaz e menos prejudicial no funcionamento normal, que outras formas de consumo de maconha - algo que tem deixado a comunidade médica em Israel entusiasmada.

Desde a sua criação há mais de três anos atrás, Syqe Medical recebeu mais de US $ 1 milhão em financiamento da I & D do Escritório do Cientista-Chefe do Ministério da Economia de Israel, e um financiamento adicional de investidores anjo israelenses. Para permitir a produção em massa para a venda no mercado norte-americano de bilhões de dólares, a empresa está no meio de uma rodada de angariação de fundos de 20 milhões dólares.

Para mais informações, clique aqui. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Israel21.org.