Mostrando postagens com marcador Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Esperança de uma vida digna para portadores do Mal de Parkinson

Instituto Estadual do Cérebro realiza cirurgias que anulam sintomas da doença, como tremores e rigidez

01/09/2013 - Rio - Foi ampliado o acesso à qualidade de vida para os portadores do Mal de Parkinson. Somente este mês, seis moradores do Rio de Janeiro ficaram livres de temores e outros sintomas típicos da doença. A boa notícia é que tudo foi feito gratuitamente, no recém-inaugurado Instituto do Cérebro Paulo Niemeyer, no Centro, primeiro hospital da rede estadual de Saúde a fazer as cirurgias que corrigem o problema.

Conhecido por estereotaxia, o procedimento tem um aspecto curioso: o paciente permanece acordado e ‘participa’ da operação, respondendo a perguntas dos médicos. Ao tocar determinada área do cérebro, os profissionais verificam se a ação reduz os sintomas da doença neurológica ou se traz danos como dormências e distúrbios visuais. Já para ter certeza de que a intervenção não vai alterar voz e movimentos, o paciente conta de um a cem diversas vezes, com braços ou pernas levantados.


O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, diretor da unidade, explicou que o paciente precisa ficar acordado durante a cirurgia, para poder conversar com médicos
Foto: André Mourão / Agência O Dia
“Se o paciente relatar dormências, contraturas, distúrbios visuais, é porque não está sendo estimulado o local correto do cérebro. Por isso precisamos dele acordado. A anestesia é local”, explica o diretor do Instituto, Paulo Niemeyer Filho. De acordo com o neurocirurgião, a operação não cura o Parkinson, mas resolve os sintomas. A cirurgia foi feita, pela primeira vez na América Latina, na década de 1950, pelo pai do diretor do instituto.O procedimento é indicado aos casos em que tremor e rigidez não são resolvidos com medicamentos ou quando o próprio remédio traz efeitos colaterais, como movimentos involuntários.

MEDICAMENTO MANTIDO

Ele alerta que o doente não deve procurar a cirurgia antes do tratamento com remédio. E depois da operação o medicamento é mantido. “O tremor leva o paciente a sofrer preconceito e a não querer sair de casa. Já a rigidez causa dor e faz com que ele tenha dificuldade de andar e se vestir. A operação devolve a qualidade de vida”, disse, acrescentando que os resultados são melhores em pessoas com menos de 75 anos. Clique na imagem abaixo para ampliar o infográfico:
Funcionamento da cirurgia - O Dia
O Mal de Parkinson é causado pela não produção do neurotransmissor chamado dopamina no cérebro. A falta da substância no organismo causa desequilíbrio responsável pelos sintomas da doença. Ao ‘lesionar’ outro neurotransmissor cerebral durante a cirurgia, o equilíbrio é recuperado. O acesso à unidade inaugurada em julho é pela Central de Regulação da Secretaria estadual de Saúde. O paciente precisa ser encaminhado por unidade municipal. Fonte: O Dia.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Instituto do Cérebro já operou seis pacientes com Mal de Parkinson / RJ

sábado, 3 de agosto de 2013

Instituto Estadual do Cérebro realiza primeira cirurgia / RJ

02/08/13 - RIO - Inaugurado na última terça-feira, o Instituto Estadual do Cérebro realizou sua primeira cirurgia. O aposentado Paulo Roberto Nogueira Quintanilha, de 62 anos, morador de Cabo Frio e portador de Mal de Parkinson, foi submetido nesta quinta-feira a uma talamotomia estereotáxica, cirurgia complexa e inédita no serviço público. O procedimento foi realizado pelo diretor de neurocirurgia da unidade, Paulo Niemeyer Filho, e dará fim aos tremores no braço direito do aposentado que o assolavam há três anos. Paulo passa bem, já não apresenta mais tremores e tem alta prevista para a manhã desta sexta-feira. O aposentado já faz planos.

— Eu tinha uma vida normal. Gostava de pescar, sair, sempre trabalhei muito, até depois da aposentadoria. Os tremores começaram de leve e foram aumentando gradativamente. Isso me fez ficar sem autoestima, fez com que eu parasse de realizar as minhas atividades. Com a cirurgia, espero voltar a pescar, trabalhar, a fazer o que eu gosto sem deixar preocupar ninguém da minha família. O Instituto do Cérebro me fez ter esperanças nesses dias melhores e eu agradeço muito aos envolvidos — disse Paulo.

Até conhecer o médico Paulo Niemeyer, diretor de neurocirurgia do Instituto do Cérebro, Paulo foi avaliado por seis neurologistas e já estava perdendo as esperanças de acabar com os tremores. Assim que o atendimento ambulatorial começou a ser realizado no Instituto, Paulo, que já estava sendo atendido na Unidade de Pronto Atendimento de Cabo Frio, foi chamado para uma consulta na unidade. A esposa dele, a aposentada Marise Quintanilha, conta que os remédios que eram receitados pelos médicos surtiam efeito em um espaço muito curto de tempo e que quando Paulo viu a possibilidade de cirurgia, ficou com medo, mas topou o desafio.

— Os tremores aumentavam cada vez mais, deixando Paulo ansioso e sem vontade de sair de casa. Com esta cirurgia, estamos esperançosos e gratos pelo atendimento tão humanizado daqui do Instituto — comemora Marise.

O Instituto Estadual do Cérebro atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e é o primeiro centro voltado para o tratamento de doenças neurocirúrgicas do país. O projeto integral do Instituto Estadual do Cérebro recebeu quase R$ 80 milhões em investimentos em obras e equipamentos de última geração. O complexo que compreende o IEC e o Hospital Estadual Anchieta, no Caju, conta com 44 leitos de UTI e outros 56 de retaguarda (enfermaria) nesta primeira fase. Serão construídos ainda outros 100 novos leitos na segunda fase.

A nova unidade do Estado se dedica exclusivamente a casos cirúrgicos e terá técnicas inéditas na rede pública, incluindo a sala híbrida, que possibilita a realização de exame de ressonância magnética durante a cirurgia, com o paciente ainda na mesa de operação. Há também o primeiro Centro de Epilepsia do estado do Rio de Janeiro e UTI exclusiva do protocolo do AVC isquêmico. A previsão é realizar de 8 a 10 cirurgias por dia, garantindo assim uma das maiores produções do país neste tipo de procedimento.

Desde o dia 24 de junho, mais de 180 pacientes já foram atendidos no ambulatório da unidade e preparados para as cirurgias que começam no dia 1º. de agosto. A unidade vai concentrar o tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico, como tumores e doenças vasculares e degenerativas. Serão quatro centros cirúrgicos, dos quais dois terão capacidade de realizar cirurgias neuronavegacionais, operação menos invasiva feita por computador e espaço de fisioterapia que reproduz uma residência para a readaptação dos pacientes após AVCs. Fonte: Globo G1.
Atualmente esta cirurgia, que é irreversível, é usada somente de forma unilateral.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Rio ganha 1º hospital do SUS dedicado a cirurgias cerebrais

21/06/2013 - O Rio de Janeiro ganha na próxima segunda-feira o primeiro hospital público do país integralmente dedicado ao diagnóstico e tratamento de doenças cerebrais.

Foi criado com a meta de atender pacientes que hoje morrem ou ficam com sequelas pela falta ou precariedade de serviços de neurologia.

Com tecnologia de ponta, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer terá uma equipe de 18 neurocirurgiões e realizará até dez cirurgias diárias de retirada de tumores, aneurismas, epilepsia, doença de Parkinson e malformações congênitas.

O governo do Estado gastou R$ 72 milhões com as obras e equipamentos. O custeio anual previsto será de R$ 82 milhões. A administração ficará à cargo de uma OS (organização social).

O instituto tem quatro salas cirúrgicas inteligentes, com equipamentos de neuronavegação, que fazem mapeamento do cérebro e transmitem as imagens do local da lesão em tempo real.

Há também um centro cirúrgico híbrido, que terá uma ressonância para exames durante a operação. O aparelho entra por um trilho e depois volta para a sala ao lado.

"Hoje nem sempre conseguimos ver se retiramos todo o tumor. A gente fecha o paciente e só depois faz a ressonância. Se sobram resquícios, ele precisa ser operado de novo", diz Paulo Niemeyer Filho, diretor do instituto.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que desconhece a real demanda reprimida por cirurgias cerebrais, mas sabe que ela é grande.

"Nossa central de regulação está levantando os pacientes que esperam vagas nos hospitais universitários", diz o secretário Sérgio Côrtes.

Segundo ele, para que haja maior rotatividade dos leitos, os pacientes só serão internados quando todos os exames pré-operatórios estiverem prontos, e o doente clinicamente estável.

"Hoje, a taxa de suspensão de cirurgias por questões clínicas chega a 30%. Queremos reduzir para menos de 10%." Fonte: Folha de S.Paulo.