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terça-feira, 26 de maio de 2015

O PORQUÊ DO PEDIDO DO NEUROESTIMULADOR ACTIVA RC

Segue meu relato sobre os "perrengues" que estou passando, não bastassem as lutas diuturnas e sem tréguas que mantenho com Mr Parkinson. Não sei o que fiz p'ra merecer isto, aliás ninguém merece. Aliás, apesar de tudo não vão conseguir que eu esmoreça.
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​Uso uma técnica para atenuar os sintomas da doença de Parkinson chamado dbs (deep brain stimulation), que consiste em ter eletrodos instalados nos dois hemisférios cerebrais ligados a um gerador de pulsos elétricos implantado no peito, na altura da clavícula. Este dispositivo foi implantado em 2006. Possui a marca Medtronic, de fabricação norte-americana. O procedimento foi bancado pela Unimed, após ação judicial.

Existem dois tipos de gerador de pulsos. O denominado Activa PC (com bateria descartável) e o Activa RC (com bateria recarregável). O primeiro tem vida útil no entorno de 4 anos, e quando esgotada a bateria deve ser trocada. O Activa RC pode ter a bateria recarregada e sua vida útil é estimada em até 9 anos. O tempo de duração da carga da bateria está relacionado diretamente com os parâmetros da estimulação que são inseridos no gerador de pulsos pelo médico, tendo por objetivo eliminar de modo mais amplo os sintomas. Conforme estes parâmetros a bateria pode durar mais ou menos tempo.

Desde 2006 efetuei 3 trocas de gerador de pulso em vista do término das baterias. Nas ocasiões anteriores não existia ainda o sistema de bateria recarregável. Com isto observou-se que as baterias tinham vida útil de 3 anos.

No final do mês abril, 28/04, vislumbrando o esgotamento da bateria, foi emitido à Unimed por emissão do médico, uma Guia de Solicitação de Internação, na qual era solicitado um gerador recarregável, bem como eletrodo para reposicionamento.

Em vista de não ter esgotado a bateria, foi rejeitada pela Unimed a troca do gerador, com o que optou-se pelo procedimento em duas etapas. A 1a com o reposicionamento do eletrodo, procedimento efetuado em 19/05/2015 no Hospital Moinhos de Vento.

Para o implante do eletrodo o gerador de pulsos teve quer ser desligado. Ao ser religado, ao término da cirurgia, o mesmo apresentou do display do programador a mensagem “ERI”. Isto significa Elective Replacement Indicator. Em português quer dizer que a bateria está indicando carga baixa que requer troca, sob pena de desligar em breve.

A troca do gerador (com nova bateria) seria, em razão  da negativa da Unimed em fornecer a recarregável, seria feita então numa 2a etapa

Segundo o médico, dr ___________, para o meu caso justifica-se a adoção do marca-passo (gerador de pulsos implantável – gpi) recarregável, tendo vista ter trocado 3 aparelhos em 9 anos, o que resulta em um aparelho a cada 3 anos.

O médico apresenta o laudo justificativo; Laudo Médico Neurocirúrgico.

Aliado a este fato, temos a vantagem em termo de custos para a própria UNIMED, uma vez que não terá de arcar com as despesas médicas e hospitalares de três intervenções ao longo de nove anos, restringindo-se ao custo de uma intervenção e de um gpi, embora mais dispendioso que o gpi com bateria não recarregável (descartável). Nesse sentido apresento um gráfico, relativo aos custos comparativo entre estes 2 geradores. O gráfico 1 apresenta o custo comparativo entre os 2 aparelhos para o prazo de 9 anos. Junto ao gráfico vai um texto explicativo.

A UNIMED tem se negado informalmente a fornecer o marca-passo de bateria recarregável (que tem tempo de vida estimada em 9 anos) em que pese todos os argumentos contrários.


E agora a substituição do marca-passos é urgente.

Enquanto a Unimed se nega informalmente a fornecer o recarregável, e sem recusar formal e oficialmente, pois não permite ao médico disponibilizar referências e/ou códigos dos materiais, numa clara estratégia de me impossibilitar fazer o pedido específico do material, me impossibilitando de ingressar na justiça, o hospital me passa o orçamento:
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O Laudo Médico Neurocirúrgico em anexo por si só justifica o uso do neuroestimulador Activa RC, com alegações como o fato observado de ter havido 3 (três) trocas de neuroestimuladores nos últimos 9 anos.

O gráfico que segue procura fazer um comparativo de custos entre um marca-passo descartável (Medtronic Activa PC) e um recarregável (Activa RC). Parte-se da hipótese de que o marcapasso recarregável tenha um custo que equivale a 1,5 marca-passo descartável.


Observa-se claramente que o custo de 3 (três) marcapassos descartáveis (linha em vermelho) é mais alto do que 1 (hum) marca-passo recarregável (linha em azul) para um período de 9 anos, resultando num custo estimado 50% inferior ao cabo deste período, com a adoção do Activa RC (recarregável).

Aliado a este fato, a adoçao do neuroestimulador recarregável, que possui vida útil estimada em 9 anos, “acarretaria em menos procedimentos cirúrgicos, menor risco anestésico e de infecção para o paciente”.

Outro aspecto não referenciado, traduz-se na economia para esta Cooperativa Médica. Mesmo que pese ser de custo mais elevado, comparativamente ao neuroestimulador de bateria descartável, a adoção do recarregável dispensaria 3 (três) despesas hospitalares e médicas a serem satisfeitas por esta Unimed.
O presente arrazoado decorre do fato de que o Hospital Moinhos de Vento alega não ser disponibilizado por esta Unimed, os códigos ou referências dos materiais da Medtronic solicitados pelo médico. Tem o objetivo de pedir à Unimed uma atenção especial ao caso e pelos aspectos particulares do mesmo abrir uma exceção, liberando os materiais requisitados pelo médico associado e por este segurado.

Sem outro particular, espera o acolhimento, a aceitação e deferimento da presente solicitação.


Porto Alegre, 26 de maio de 2015.

Pedido feito à Unimed hoje.
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Porque não procuro a via judicial?


A Unimed não diz não! Para ingressar na justiça ela tem que dizer não formal e explicitamente. E eu estou "quase" desesperado com os meus tremores, sem poder ao menos caminhar ou dormir em paz. E dê-lhe levodopa. Me lembro do episódio "Sr Bombinha", personagem vivido pelo ator Ricardo Darin, no filme Relatos Selvagens.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O conceito dos "planos de saúde" ou melhor, "de doença"

Recebi vários emails em solidariedade ao meu caso com a Unimed Porto Alegre, aos quais agradeço. Observa-se claramente que a maioria dos brasileiros, incluindo aqueles que considero bem informados e cultos, estão jogados à própria sorte. Não é "privilégio" do SUS. O caos já tomou conta da saúde no Brasil! Não é novidade. Mas quando bate à tua porta passa a ser REALIDADE.

Me lembra muito o caso dos call centers (0800), que mexem, mexem, e a cada dia piora: digite 1 para isso; digite 2 para aquilo, digite 3...; ..., digite 8 para foda-se (foda |ó|; (derivação regressiva de foder); s. f.; 1. [Tabuísmo]  Relação ou ato sexual. = COITO, CÓPULA); digite 9 para mandar tomar no cu ([Brasil,  Tabuísmo]  tomar no cu: ter sexo anal enquanto participante passivo; ser sodomizado.) ...

Dentre os vários casos, muitos relatam a necessidade de pagar do próprio bolso ou ingressar com ações na justiça para as situações mais óbvias.

A verdade é que em termos de saúde ficamos com o menos pior, pois diante do quadro apresentado pelo SUS, para quem ainda pode pagar plano, isso é um paliativo.

Alguns dos emails citam "unimerd", a "unimed que vá à pqp" e daí por diante. Infelizmente.

Mal comparando com os países ditos como desenvolvidos seria mais ou menos assim:

Obama- Yes, we can. Dilma- No, we can't.

E vem aí a copa do mundo e a olimpíada!

sábado, 4 de agosto de 2012

A Unimed me venceu‏

Amigos,
tentei, tentei, e não consegui a bateria recarregável para o meu dbs.

Estar numa situação, por 2 semanas, em que 1 metro parece ter 1 quilometro, não conseguir caminhar sem bengala, falar sem babar, me entupir de levodopa, e outra mazelas parkinsonianas, me simplificou, me fez mole e desistir do meu pleito.

A  Unimed nunca negou o Activa da Medtronic, no entanto, pseudo espertamente só catalogou o Activa PC, não recarregável. O Activa RC, recarregável, não existe no catálogo deles. Este era o que queria, para adiar as trocas de marca-passo para cada 9 anos. Assim isto será feito dentro dos próximos 4 anos.

A estratégia "deles" (plano de saúde de má fé, criminoso, ...) é aguardar que eu morra neste intervalo de 4 anos e não lhes dê mais "prejuízo". Com isto eles se livrariam de mim. É um plano de curto prazo.

Ocorre que vou me cuidar e viver até os 80, conviver e morrer com  Mr Parkinson. Nessa estratégia eles terão que me pagar mais 5 marca-passos e mais 5 cirurgias de troca. Isso sairá mais caro financeiramente do que 2 trocas por recarregável e 2 cirurgias.

Teria que pagar a diferença e cobrar judicialmente. E provar por A + B a superioridade do recarregável que reside apenas neste fato em si, pois os aparelhos são iguais. E ouvir deles que nunca negaram o marca-passo. Mas o barato vai sair caro p'rá eles. Infelizmente p'rá mim também.

Creio que até a próxima troca a ficha deles tenha caído e passem a ceder o recarregável.

Enfim... Na 2a feira (06/08), as 16:00 h, em Porto Alegre - RS, Hospital Moinhos de Vento, anestesia geral, abro o peito, tiro o velho Kinetra descarregado, implanto o Activa PC e fecho. Terça feira volto com bateria nova! Depois é a via-crucis para regulagem.

Agradeço a atenção, apoio e carinho de minha esposa Marília, de meus filhos Felipe e Júlia, de Luciano Lutz (meu advogado), Alexandre e Telmo Reis (meus neurocirurgiões).

[ ]'s a todos

H u g o

sexta-feira, 13 de julho de 2012

UNIMED RIO INSENSÍVEL A PACIENTE IDOSO COM MAL DE PARKINSON


Rio de Janeiro - RJ
Segunda-feira, 09 de Julho de 2012 - 11:11
UNIMED RIO INSENSÍVEL A PACIENTE IDOSO COM MAL DE PARKINSON

Solicitei em 05/07/12, via Assistência Social da empresa que trabalho, um atendimento domiciliar para o meu pai realizar sessões de fono e fisioterapia em casa, por conta das dificuldades de locomoção, enfrentadas por ele, por estar há 7 anos com Mal de Parkinson. A médica que o acompanha fez um laudo detalhado, demonstrando os motivos para os referidos serviços, sendo que até agora a UNIMED RIO não se pronunciou a respeito. É muita insensibilidade e desumanidade com os seus clientes, principalmente os idosos. Meu pai tem 69 anos, fica com a minha mãe que também é idosa, é aposentado do INSS e não tem condições de arcar com acompanhantes, muito menos pagar tais serviços como particular. Seria um absurdo fazer isso, tendo plano de saúde de uma empresa dita renomada e cuidadosa com os segurados. Pago o plano dos meus pais, em que tem todos os serviços, com maior esforço e sacrifício e, neste momento, rogo para que tenha um tratamento e uma consideração digna, em face da sua idade e situação já tão prejudicada pela referida doença. 
Eis o documento (e-mail) enviado pela empresa:
À
UNIMED,

Conforme orientações dessa UNIMED segue em anexo solicitação médica para atendimento domiciliar do usuário abaixo discriminado.

Usuário: JOSE MARIA DA SILVA CUNHA
Matrícula: 037.0000010474660
Vínculo:IBBCA/ASMETRO-INPI
Titular do Plano: RENATO RIBEIRO CUNHA 

Espero que a UNIMED analise e considere o laudo para liberação dos referidos serviços, sem que prevaleça somente a questão comercial (pagamentos/mensalidades), agindo com humanidade e respeito aos idosos que muito precisam de carinho e compreensão nessa fase da vida.

Att.

Renato Ribeiro Cunha
http://www.reclameaqui.com.br/3200549/unimed-rio-rj/unimed-rio-insensivel-a-paciente-idoso-com-mal-de-parkinson/
Espalhe essa reclamação
 

Resposta da Empresa Segunda-feira, 09 de Julho de 2012 - 15:48

Prezados,

Em atenção à mensagem enviada pelo Sr. Renato, informamos que prestamos nossas considerações através de contato telefônico e por e-mail. Também conversamos com a Assistente Social citada.

Nossa equipe permanecerá à disposição, através da nossa Central de Atendimento 24 Horas             (21) 3861-3861       /             0800-079-3821      , em uma de nossas Lojas de Relacionamento ou ainda, através de nosso site: www.unimedrio.com.br - canal Fale Conosco - para o que mais for necessário.

Atenciosamente,


SAC/Unimed-Rio
Segunda-feira, 09 de Julho de 2012 - 16:47

Gostaria de deixar claro que, na verdade, o contato telefônico que a UNIMED RIO fez comigo foi simplesmente para dizer aquela velha e manjada frase de que não recebeu a solicitação nem por e-mail e fax. Em nenhum momento comentou a respeito do caso e da necessidade emergencial do meu pai. De que adianta tanto marketing e frases de efeito se o que o paciente precisa eles não dão: respeito e carinho em momentos de extrema fragilidade emocional e doença. Fica aqui o meu registro. Vejam o quanto são formais e burocráticos ao ponto de já mencionar que o prazo para análise é de 7 dias e ponto final. Só restou dizer: "...não me enche o saco com isso".
Terça-feira, 10 de Julho de 2012 - 14:32

Hoje (10/07), após muita insistência da Ass. Social da empresa que trabalho, a UNIMED permitiu uma excepcionalidade para entrega do laudo e pedido de Fisio e Fono (Home care) para o meu pai na loja do Ouvidor - RJ, sendo que o protocolo é nº7252334. Essa permissão foi dada após a UNIMED dizer, por várias vezes, que não estava recebendo nada que havia sido encaminhado por fax e e-mail. Com detalhe de que nada voltou ou recibo do fax dizendo algum problema. Acredito que já estejam dificultando para não conceder. E ainda dizem na propaganda "...o melhor da vida é viver e o MELHOR PLANO DE SAÚDE É UNIMED". Eu que o diga, tão burocrático quanto quelquer serviço público. Se fosse para pagar alguma coisa, o boleto já estaria em minhas mãos a muito tempo. Vamos ver no que essa novela vai terminar. Evitarei entrar na Justiça, mas se não tiver jeito, é isso que farei.

Fonte: página do facebook de Nemércio Perdigão extraído de Reclame Aqui.