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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Miguel Nicolelis fala sobre cérebro e neurociência em entrevista

'Entendemos hoje que o cérebro sempre tem um 'ponto de vista' adquirido pelo acúmulo das suas experiências passadas', afirma o pesquisador
19/12/2012 - Quem se propõe a fazer uma breve apresentação de Miguel Nicolelis se vê diante de pelo menos dois desafios. Um deles é resumir as aspirações do neurocientista, o outro, sintetizar as suas realizações. (…)

GU – Você pode dar um exemplo disso, de uma nova abordagem em relação a uma doença específica?
MN – O primeiro exemplo é em relação à doença de Parkinson. Saímos de dentro do cérebro – onde todo mundo achava que a doença acontece e teria que ser tratada – e fomos para a medula espinhal, uma região que não tinha nada a ver, teoricamente, com a etiologia da doença. Mas a medula tem acesso a todo o circuito que é alterado pela degeneração causada pela moléstia. Dentro da teoria que adotamos, o modelo que o cérebro doente estava criando era um modelo de ordem completa, uma sincronia total das células, como se fosse uma crise epiléptica. E o que ele precisava era de uma injeção de ruído, para transformar o disparo desses neurônios em um disparo mais disperso no tempo. O cérebro, nesse caso, precisa de algo que podemos chamar de “caótico”, o que é contraintuitivo, já que costumamos associar a doença ao caos e a saúde, à ordem. Mas o ruído, uma dose de caos, é algo necessário para você ser normal. (segue...) Fonte: Globo G1, com vídeo.