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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A história comovente de Oliver Sacks

I19/2/2015 - Aos 81 anos, Oliver Sacks, neurologista e escritor, descobriu que tinha apenas alguns meses de vida. Apesar disso, Sacks admite que está longe de ter desistido da vida.

Há nove anos, Oliver Sacks descobriu que tinha cancro. Na altura, o neurologista , autor de livros como “Musicofilia”, fez o que podia para remover o tumor que tinha num olho. Fez radioterapia e um tratamento a laser, que o deixou cego desse mesmo olho. Durante nove anos pensou que tinha sobrevivido ao cancro. Acreditava que estava de boa saúde, com uma “saúde robusta”, como ele próprio descreveu. Mas tudo mudou quando, há algumas semanas, descobriu que o tumor que pensava que tinha curado há nove anos tinha formado metástases no fígado. “Apenas em alguns casos raros este tipo de tumor forma metástases. Estou entre os infelizes dois por cento”, escreveu no New York Times.

O cancro já ocupa um terço do fígado e Sacks sabe que vai morrer. Apesar disso, sente-se grato por lhe terem “sido concedidos nove anos de boa saúde”. Nove anos produtivos, em que escreveu e publicou cinco livros, terminou uma autobiografia e outras tantas obras. “Sinto-me grato por me terem sido concedidos nove anos de produtividade e boa saúde desde que foi feito o diagnóstico original, mas agora estou cara a cara com a morte”, explicou. “Agora cabe-me escolher como viver os meses que me restam”.

E Sacks sabe bem como quer viver esses meses que lhe restam. Encorajado pelas palavras de um dos seus filósofos favoritos, David Hume, Sacks tem a certeza que o tempo que tem de vida deve ser aproveitado ao máximo, da forma mais “rica, profunda e produtiva”. À semelhança do neurologista, também Hume descobriu que tinha uma doença mortal com uma idade avançada. Aos 65 anos, o filósofo escocês morreu daquilo se acredita ter sido uma forma de cancro na região abdominal. Mas, antes de dizer o último adeus, Hume escreveu uma pequena autobiografia, chamada My Own Life (A Minha Vida).

Nesse ensaio, Hume escreveu “é difícil estar mais separado da vida do que estou neste momento”. Mas, ao contrário do seu filósofo favorito, Sacks está longe de ter desistido de viver. “Pelo contrário”, escreveu, “sinto-me intensamente vivo. Quero e espero que, no tempo que me resta, consiga aprofundar as minhas amizades, dizer adeus àqueles que amo, escrever mais, passear se tiver forças e alcançar novos níveis de entendimento”.

Aos 81 anos, Sacks tem vindo a assistir ao desaparecimento da sua geração. A cada morte, uma pequena parte dele também desaparece. “Não irá existir ninguém como nós quando desaparecermos”, escreveu para o jornal norte-americano. “Quando as pessoas morrem, não podem ser substituídas”. São como “buracos que não podem ser preenchidos”, acredita. Mas esse é o destino de todos os homens, e Sacks tem consciência disso.

Admite ter medo, mas acima de tudo diz-se grato. “Amei e fui amado. Recebi muito e dei alguma coisa. Li, viajei, pensei e escrevi”. Ao longo de 81 anos, teve uma “relação com o mundo”, o tipo de relação que existe apenas entre “escritores e leitores”. “Acima de tudo, tenho sido um ser consciente, um animal pensante, neste planeta belo e isso por si só tem sido uma enorme aventura e privilégio”. E, para ele, isso é suficiente. Fonte: http://observador.pt/2015/02/19/historia-comovente-de-oliver-sacks/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Filme recomendado: The Music Never Stopped

Assisti ontem à noite um filme, grata surpresa, título original "The Music Never Stopped", traduzido como "A Música Nunca Parou", o qual recomendo. Trata de musicoterapia, muito interessante!

Baseado no ensaio "The Last Hippie" sobre o livro "An Anthropologist on Mars", de Oliver Sacks.

Lançado no Brasil quase dois anos após sua estreia no Sundance Film Festival de 2011.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Alucinação com notas musicais é tema de pesquisa de neurologista

Autor de best-sellers, Oliver Sacks avalia 8 casos desse tipo.

05/04/2013 - Uma pesquisa do renomado professor de neurologia da Universidade de Columbia Oliver Sacks, autor de livros como "Tempo de Despertar" e "Um Antropólogo em Marte", avalia oito casos de pessoas que sofrem alucinações com notas musicais.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (4) na revista "Brain", da Universidade de Oxford, detalha casos de pessoas que relataram experiências de alucinação envolvendo "dós", "rés", "mis" ou claves musicais.

Em um dos casos, uma mulher de 77 anos com glaucoma contou a Sacks que possuía "olhos musicais".

Identificada como Marjorie J., a paciente contou a Sacks em 1995 que começou a "ver linhas, espaços, notas e claves" por todos os lados. "De fato, eu vejo música escrita em tudo que eu olho, mas apenas quando não há o que enxergar", escreveu.

"Ignorei isso por um tempo, mas quando eu estava visitando o Museu de Arte de Seattle, lia os textos explicativos [sobre as obras de arte] e eles eram música. Ali eu percebi que estava tendo algum tipo de alucinação", disse a paciente.

Para Sacks, alucinações com notas musicais podem ocorrer em uma série de casos, como em pessoas com Mal de Parkinson, febre, intoxicação ou em estado hipnagógico, quando o indivíduo está entrando no estágio de sono e deixando o instante de estar acordado.

Outro dos casos citados pelo professor da Universidade de Columbia é o de Arthur S., um cirurgião que estava perdendo a visão devido a uma degeneração. Em 2007, ele passou a "ver" notas musicais pela primeira vez.

"Em aparência, as notas eram extremamente realistas. Claves impressas em um fundo branco como se fosse um 'lençol', com música de verdade", descreveu Sacks. O cirurgião, que era pianista por hobby, pensou que o cérebro estivesse produzindo uma música nova, totalmente vinda de si mesmo.

"Mas, ao olhar mais de perto, o médico percebeu que as notas não podiam ser tocadas", contou o professor no estudo. Para Sacks, a experiência com música foi determinante para as alucinações que o médico sofreu.

O famoso neurologista avalia que sete dos oito casos estudados de alucinação envolviam pessoas com aptidão musical - pianistas, por exemplo. "Pode ser uma coincidência, mas faz pensar se há algo nas notas musicais que as fazem radicalmente diferentes do texto escrito", escreveu Sacks em seu estudo.

O professor ponderou, ainda, que em muitos dos casos de alucinação estudados, as "partituras" formadas não podiam ser tocadas, por incluírem símbolos sem sentido ou aleatórios. Fonte: Globo G1.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Biblioteca

Tempo de despertar
Tempo de Despertar
O livro escrito pelo famoso neurologista Oliver Sacks narra sua experiência entre 1969 e 1972, no Hospital Mount Carmel, nos Estados Unidos, quando administrou a levodopa em pacientes com encefalite, doença que deixa as pessoas em um sono profundo. O livro foi transformado em filme em 1990, com Robert de Niro no papel de um paciente que contraiu a doença ainda adolescente e desperta, graças ao uso da levodopa, medicamento criado graças à pesquisa de Knowles, após décadas de sono. Oliver Sacks é representado por Robin Williams.

Autor: SACKS, OLIVER
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS.




Fonte: Revista Veja 19/06/2012.


Assista ao trailer do filme:


Fonte: YouTube.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Es cuestión de ritmo

Los sorprendentes usos clínicos de la música en pacientes con mal de Parkinson.

15 de Noviembre de 2011 - Recién vi ayer el video de Michael J. Fox tocando la guitarra en la gala anual de su Fundación de lucha contra el mal de Parkinson. Me conmovió  porque tocó Johnny B. Goode con una guitarra Gibson ES-345TD, reviviendo así una de las escenas más pajas de la historia del cine. Pero también me conmovió porque es un recordatorio de la eficacia que tiene la música como herramienta terapéutica para quienes padecen una enfermedad tan terrible como el mal de Parkinson.



La asociación viene de estar enganchado con un libro del Doctor Oliver Sacks llamado “Musicophilia: Tales of Music and the Brain”.  Sacks es neurólogo, psicólogo y psiquiatra y aparte de su importante labor como investigador y médico también se ha dedicado a lo largo de las últimas cuatro décadas a escribir artículos y libros en los que detalla sus experiencias con pacientes que padecen toda clase de desórdenes neurológicos y psicológicos. En este libro, las historias que narra el autor están todas enlazadas por su relación con la música. Es un recuento, a partir de casos reales –no solo de pacientes, sino también de músicos y melómanos-, del lugar que la música ocupa en nuestro cerebro y cómo afecta nuestras vidas.

En medio de estas fascinantes historias que hablan de musicofilia súbita (gente que repentinamente experimenta la necesidad de crear y escuchar música), amusia (la incapacidad de percibir música), sinestesia (cuando los sonidos se convierten en colores, por ejemplo), alucinaciones sonoras y la relación directa entre la música y nuestras propias emociones, hay un capítulo que me hizo acordar a Michael J. Fox. Se llama “Kinetic Melody: Parkinson’s Disease and Music Therapy” (Melodía cinética: El mal de Parkinson y la terapia musical).

El Parkinson es una enfermedad degenerativa que ataca principalmente al aparato subcortical -los ganglios basales para ser más específicos-, el área que se encuentra en la base de nuestro cerebro y que es la encargada de convertir los comandos en acciones de manera tan rápida que no percibimos distancia entre uno y otro. Lo que hace posible que muevas solo una falange de tu dedo mientras haces scrolling para seguir leyendo este texto cuando lo necesitas, digamos.

El paciente de esta enfermedad se encuentra atrapado en esa ausencia de sintonía entre sus deseos y necesidades y la manera en la que su cuerpo responde fuera de tiempo a estos. Lo que es más terrible es que esto no solamente se reduce a un problema cinético, sino que interrumpe y compromete severamente el flujo de nuestra percepción, pensamientos y sentimientos.

Pero existe algo que impone su propio ritmo y tempo por encima del Parkinson: la música. Es el patrón rítmico de una determinada pieza el “empujón” que alguien que padece esta condición necesita para encauzarse y mantener la armonía de sus movimientos. No hay cómo adelantarse o quedarse atrás con una canción; o la sigues o te pierdes. De ahí que existan personas como el compositor y conductor Lukas Foss, afectado por esta enfermedad y sus subyugantes espasmos , capaz de sobreponerse a ella un vez frente al piano interpretando cualquier pieza con asombrosa maestría.

Mucho más sorprendente es el caso de una paciente capaz de encontrar solaz en medio del tormento de su enfermedad con solo “imaginar” la música. Se trataba de una ferviente admiradora y profunda conocedora de la música de Chopin a la que bastaba con solo mencionarle una pieza para que toda su expresión corporal cambiase. El electroencefalograma demostró, además, que efectivamente el cerebro estaba respondiendo a ese estímulo imaginado. La sola memoria de la música es capaz de restaurar un poco el orden en medio del caos errático parkinsoniano.

Es importante recordar que la música no es un atributo intrínseco a la especie humana en términos fisiológicos. No existe un solo órgano musical en nuestro cuerpo, sino más bien la confluencia de una serie de recursos perceptivos que nos permiten disfrutar de la conjunción de melodía, armonía y ritmo. Vista a la luz de estos casos, podríamos decir que esta afortunada coincidencia de condiciones en nuestros sentidos para percibir música termina convirtiéndose en un mecanismo de supervivencia también.

Desconozco el estado en el que se halla la enfermedad de Michael J. Fox ni cuál es el tratamiento que está siguiendo. Pero el contraste entre esa imagen suya tocando y bailando –la conjunción perfecta entre música y movimiento- con la de las entrevistas en las que exhibe el deterioro de sus facultades motoras es uno de los más contundentes y bellos alegatos a favor del poder que puede llegar a tener la música.  No solamente es el ritmo y la melodía, advierte Sacks, sino la fuerza y la intencionalidad de una pieza la que, finalmente, ayuda al paciente a encontrar la propia en medio de la atrofia.

P.S.

Para los interesados: El libro de Sacks está traducido al castellano como “Musicofilia”, la traducción es española, de la editorial Anagrama. Recuerdo haberlo visto en un par de librerías limeñas. En YouTube también pueden encontrarse videos con entrevistas y conferencias del autor que sirven como excelente gancho persuasivo para conseguir sus libros. Fonte: Terra.pe.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

La importancia de conocer el perfil de intolerancia alimentaria de una persona
Domingo, 05 de Abril de 2009 - Al conocer el perfil de intolerancia alimentaria de una persona se puede optimizar el funcionamiento celular, logrando que el organismo funcione positivamente, reduciendo la formación de radicales libres, los cuales causan la oxidación de la piel y evitan el envejecimiento. (...)

Y agregó que este desorden del equilibrio oxidativo está involucrado en más de 100 patologías distintas que abarcan desde trastornos cardiovasculares hasta la enfermedad de Parkinson.

Con una nutrición adecuada, ‘podemos aportar al organismo vitaminas y minerales que juegan un rol importante en la prevención de ésas enfermedades‘, puntualizó. (segue...) Fonte: Diario Norte.ar.
Há controvérsias. Veja "post" de Sexta-feira, 27 Março 2009 intitulado "Antioxidantes e envelhecimento".
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Burrice é genética, arrisca James Watson
04/03/2003 - (Por MARCELO LEITE, Editor de Ciência da Folha de S.Paulo) Todos os geneticistas e biotecnólogos que vêem no determinismo genético (a crença de que tudo num organismo é prefixado pelos genes) apenas um tigre de papel se esqueceram de combinar isso com o mais célebre e controvertido de seus pares, James Watson. Na semana em que se comemoram os 50 anos de sua descoberta da estrutura do DNA com Francis Crick, Watson, 75, volta a chocar especialistas e não-especialistas dizendo que a burrice é genética e que seria moralmente imperativo modificar genes para eliminá-la. (segue...) Fonte: Folha de S.Paulo.
Contraponto ao "post" de 05-04-2009, intitulado "Estudo descobre área cerebral onde reside a inteligência".
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Los viajes por el cerebro
La trayectoria del doctor Oliver Sacks se hizo famosa por la película 'Despertares', pero sus trabajos clínicos siguen siendo hoy un referente
06.04.09 - La popularidad de Oliver Sacks, encarnado en el cine por Robin Williams, no depende, sin embargo, únicamente de su capacidad como neurólogo, o del tipo de afecciones curiosas y desusadas que ha estudiado de modo especial, sino de su extraordinaria capacidad de convertir sus casos clínicos en historias profundamente humanas, contadas con gran calidez humana, multitud de detalles narrativos y un acercamiento profundo y empático al paciente, lo que da como resultado textos altamente informativos, pero al mismo tiempo de lectura agradable y cercana.

Oliver Sacks nació en 1933 en Londres, en una familia de médicos y científicos, lo cual ciertamente marcó el camino de su vida y de la de sus hermanos, también médicos. Su primer amor fue, sin embargo, la Química, como lo relata en su libro 'El tío Tungsteno: recuerdos de un químico precoz', que eventualmente se vería sustituida por la medicina y, en particular, la neurología. Se graduó como médico en el Queen's College de la Universidad de Oxford e hizo residencias en los Estados Unidos para obtener su doctorado. Se mudó definitivamente a ese país en 1965, estableciendo su residencia de modo permanente en Nueva York.

En 1966, Sacks empezó a trabajar como consultor neurólogo en el hospital Beth Abraham, una institución de cuidado para pacientes con afecciones crónicas entre los cuales se encontraba un grupo de sobrevivientes de la extraña epidemia de encefalitis letárgica que recorrió en la década de 1917-1928 y desapareció tan misteriosamente como había aparecido dejando atrás millones de muertos y algunos sobrevivientes. Los pacientes estaban en una catatonia o sueño interminable. Sacks consiguió contactar con las personalidades encerradas en los pacientes, y al conocer los éxitos de la L-dopa en el tratamiento de la enfermedad de Parkinson, decidió experimentar con ella. (segue...) Fonte: El Comercio Digital.es.