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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Mês da consciência em Parkinson: 30 dias-30 Histórias / Dia Um-Introdução

O jornal norte americano Chicago Now, através do jornalista Howard Moore, pk 60, no mês de abril, escreverá e publicará uma história por dia. Aqui o dia 1.

Por Howard Moore, terça-feira, 01/04
Hoje é o início do mês da consciência em Parkinson. Como o título diz: 30 dias-30 histórias.

Eu sei que a data é 1o de Abril, você está pensando no dia do bobo. Não... Não desta vez. A cada dia deste mês vou publicar algo relacionado ao Parkinson.

As histórias vão desde celebridades a novos tratamentos. De ensaios clínicos a angústias pessoais. Eu até tenho algumas peças de música prontas para serem executadas no primeiro fim de semana.

Você também está pensando, como ele vai ser capaz de encontrar 30 histórias? Eu também estava. Não foi tão difícil. Eu já tenho cerca de três semanas de idéias. Se você ver algo, por favor, passe-me. Eu dou crédito (desculpe, não em dinheiro) e cerca de 50-100 pessoas vão saber o seu nome .... às vezes um pouco mais. É cerca de 15 segundos de fama.

Então essa é a introdução. Bem-vindo ao mês da consciência de Parkinson: 30 dias-30 histórias.

Amanhã: Dia 2 - A minha história.

(original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Chicago Now.
4/4/2014 às 00h15

Dia Nacional do Parkinson: Apesar de não ter cura, doença de Gil Gomes pode ser tratada

Problema acontece, na maioria dos casos, com pessoas acima dos 50 anos

Gil Gomes revelou recentemente que sofre de mal de ParkinsonReprodução/Record
Tremores nas mãos e pernas, rigidez dos músculos, lentidão nos movimentos, desequilíbrio e descoordenação são alguns dos principais sintomas de quem sofre de mal de Parkinson. Apesar de ser degenerativa e não ter cura, no Dia Nacional do Parkisoniano, comemorado nesta sexta-feira (3), especialistas explicam que é possível tratar e levar uma vida normal. Só no Brasil, mais de 200 mil pessoas sofrem com esta doença. Em quantidade de casos, ela só perde para ao alzheimer.
Na maioria dos casos, a pessoa começa a manifestar os primeiros sintomas a partir dos 50 anos de idade, conforme explica o neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, Segundo Flávio Sallem. A doença é neurodegenerativa, já que leva a diminuição da dopamina, que é um neurotransmissor responsável pelo sistema motor e movimentos voluntários.
— Na verdade, a doença começa anos antes dos sintomas motores aparecerem, o que torna o diagnóstico ainda mais difícil. Mas somente conseguimos descobrir a doença quando o tremor e a lentidão aparecem.
Ao contrário do que muitos imaginam o mal de Parkinson não atinge apenas pessoas idosas. Existem casos em que disfunções no DNA em adolescentes e adultos provocam a doença. Um exemplo é o do ator Michael J. Fox, do filme De Volta para o Futuro, que foi diagnosticado com a doença aos 37 anos.
Outro famoso que recentemente revelou que sofre com o problema foi o ex-apresentador de programa policial, Gil Gomes. Em entrevista ao programa Domingo Show (Record), ele afirmou que sente "falta de falar, e que agora a voz está enroscada".
Tratamento
Como não tem cura, a neurocirurgiã Alessandra Gorgulho explica que o tratamento é focado em amenizar os sintomas da doença.
— Primeiro a pessoa recebe medicamentos via oral e podemos aumentar a dose na medida em que o paciente necessita. Após os remédios perderem o efeito, recomendamos uma intervenção cirúrgica.
De acordo com Rodrigo Peres, fisioterapeuta neurológico, além do tratamento medicamentoso, os portadores do mal de Parkinson necessitam de um acompanhamento fisioterapêutico.
— O papel da fisioterapia é proporcionar ao paciente uma melhora física, a partir do objetivo de restaurar e manter as funções e incentivar a realização das atividades diárias com mais independência e qualidade de vida.
Papel da família é essencial
Segundo a fisioterapeuta da Associação Brasil Parkinson e mestre em Neurociência e Comportamento pela USP (Universidade de São Paulo), Erica Tardelli, a terapia, fisioterapia, apoio psicológico e exercícios físicos são essenciais para a qualidade de vida das pessoas que têm esta doença.
— É importante também que a família dê apoio e procure por informações e orientações para compreender melhor o quadro. Encorajá-lo diante da situação evita que ele fique com a autoestima baixa, desmotivado e depressivo.
MMA aumenta risco da doença
A prática de esportes de grande contato físico, como o MMA e outras lutas, aumenta o risco de doenças neurológicas, conforme explica o neurocirurgião do HCor Antonio De Salles. Os traumas na cabeça devido a socos e chutes podem acarretar microtraumas cerebrais, que aceleram o desgaste natural do órgão. Assim, doenças neurodegenerativas tendem a surgir precocemente.
Segundo Alessandra, o Parkison e também o mal de alzheimer, que também é degenerativa, dificilmente apresentam sintomas enquanto "o atleta é jovem e praticante do esporte".
— Apesar de a doença se manifestar mais em pessoas idosas, o desgaste acelerado do cérebro pelo esporte de contato pode antecipar o problema.
Um dos maiores pugilistas da história, o norte-americano, Muhammad Ali, sofre hoje com os tremores característicos do mal de Parkinson. Aqui no Brasil, o lutador Maguila enfrenta o mal de Alzheimer. Ambos foram expostos aos repetidos traumas das lutas de boxe.
Fonte: Record R7.

“Estamos longe da cura, mas não da boa qualidade de vida do paciente”, diz médico

 Por Marina Sequinel e Geovane Barreiro

Apesar de não ter cura, quem sofre do Mal de Parkinson pode ter uma boa qualidade de vida se seguir o tratamento correto e ter hábitos saudáveis. É importante também que, para retardar o progresso da doença, o diagnóstico seja feito precocemente. É o que garantiu o neurologista curitibano Cleverson de Macedo à Banda B, na véspera do Dia Nacional do Parkinsoniano, lembrado todos os anos em 4 de abril.
mal-de-parkinson
(Foto: Divulgação)
A doença, classificada como crônica, se caracteriza como a deficiência de dopamina no cérebro, um neurotransmissor ligado diretamente à parte motora do corpo. “É o envelhecimento precoce da chamada região da ‘substância negra’. O transmissor simplesmente para de enviar dopamina para a base, por isso a coordenação do paciente é afetada”, explicou o médico em entrevista à reportagem na tarde desta quinta-feira (3).
Além dos tremores, um dos sintomas mais conhecidos da doença, a pessoa pode sentir também rigidez muscular e lentidão nos movimentos. Há ainda, outros efeitos menos comuns da falta de dopamina no cérebro. É o caso da dificuldade de engolir, da voz mais baixa, caligrafia menor e até mesmo prisão de ventre. “O Parkinson é um problema que vai se potencializando gradualmente. Daí a importância do tratamento para retardar o processo”, completou Macedo.
De acordo com o médico, existem duas faixas etárias atingidas pela doença. A primeira é a chamada “adulto-jovem”, na fase dos 40 anos de idade. A segunda, mais comum, acontece a partir dos 60 anos. “Há casos em que a pessoa não consegue nem se virar na cama, é complicado. O Mal de Parkinson evolui em cerca de 20, 30 anos e, durante este tempo, não mostra sintomas. Por isso, quando atinge a primeira faixa etária é bem mais difícil”.
O tratamento da doença é realizado a partir de medicamentos e, em alguns casos, cirurgias. O mais importante, no entanto, são os hábitos do paciente. “Os exercícios físicos são essenciais, como a  hidroterapia e alongamentos, por exemplo. A regra é não ficar parado e não se limitar ao uso de remédios”, afirmou o neurologista. Com o tempo, o medicamente diminui a funcionalidade e causa inúmeros efeitos colaterais.
“A medicina está longe da cura, mas é completamente possível retardar os sintomas e evitar o progresso da doença. O que os médicos precisam, por meio de pesquisas, é de uma espécie de marcador, para fazer o diagnóstico com antecedência e garantir a qualidade de vida do parkinsoniano”, concluiu.
Fonte: Banda B/PR.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Envejecimiento del cerebro y enfermedades neurodegenerativas: ¿epidemia del siglo XXI?

Las enfermedades neurodegenerativas a examen en la Semana de la Ciencia.

- ¿Podrían ser enfermedades como la de Alzheimer, Parkinson y Huntington o la Esclerosis Lateral Amiotrófica (ELA) las epidemias del siglo XXI en los países desarrollados debido al progresivo incremento de la longevidad? 

- ¿Podrían medicamentos basados en el Cannabis tener efectos terapéuticos para los enfermos de Huntington? Conocida antiguamente como baile de San Vito, afecta a unas 4.500 personas en España. Se presenta entre los 35-45 años y conduce inevitablemente a la muerte en un periodo de 15-20 años 

- El Instituto de Investigación en Neuroquímica (IUIN) de la Universidad Complutense de Madrid organiza, con la colaboración del CIBERNED, una jornada de divulgación científica en la que se analizarán los principales avances en investigación que se están llevando a cabo 

Madrid, noviembre de 2011.- En el marco de la Semana de la Ciencia, CIBERNED colaboró en la jornada “Envejecimiento del cerebro y enfermedades neurodegenerativas: ¿epidemia del siglo XXI?” que, organizada por el Instituto de Investigación en Neuroquímica (IUIN) de la Universidad Complutense de Madrid, ha tenido como objetivo dar una respuesta científica al reto del envejecimiento del cerebro.

En este sentido, pretende abordar los principales avances en investigación que se están desarrollando para patologías como la de Alzheimer, Parkinson, Huntington o la Esclerosis Lateral Amiotrófica (ELA) de manera divulgativa, ya que el programa científico está dirigido a estudiantes de Ciencias de la Salud y Experimentales, investigadores y profesores universitarios, clínicos, pacientes y cuidadores, representantes diferentes asociaciones de afectados y público en general. (...)

La jornada científica en la que colaboró CIBERNED consta de dos partes diferenciadas: la primera dedicada a repasar los aspectos más importantes de la investigación actual sobre cuatro de las enfermedades neurodegenerativas crónicas que despiertan mayor interés social, sanitario e investigador -la enfermedad de Alzheimer, la enfermedad de Parkinson, la de Huntington y la Esclerosis Lateral Amiotrófica-, y una segunda parte organizada en forma de mesa redonda en la que se presentan algunos de los estudios que se están realizando actualmente para el desarrollo de nuevas estrategias terapéuticas de aplicación en estas enfermedades.

Sobre la enfermedad de Huntington, José Luis López Sendón, investigador clínico de CIBERNED, ha expuesto los ensayos que se están realizando con diferentes tipos de moléculas con potencial neuroprotector. Además, en la mesa redonda también han participado investigadores de este organismo, como Ana Isabel Rojo, quién ha presentado los datos obtenidos en su laboratorio acerca del potencial de la vía del factor de transcripción nrf-2 en el tratamiento de la enfermedad de Parkinson, y José Luis Trejo, que ha abordado el tema de la terapia neuroregenerativa en las enfermedades neurodegenerativas. (...)

Los cannabinoides son un conjunto heterogéneo de sustancias de origen vegetal (fitocannabinoides –presentes en la planta Cannabis sativa-), endógeno (endocannabinoides: lípidos señalizadores presentes en el cerebro animal), o sintético (obtenidos en el laboratorio por síntesis química), que poseen importantes propiedades neuroprotectoras basadas en su capacidad de reducir el exceso de transmisión glutamatérgica (excitotoxicidad) que se produce en las enfermedades neurodegenerativas y que es una de las principales causas de la muerte neuronal. También limitan otras de las causas de la muerte neuronal como es el daño oxidativo (estrés oxidativo) producido por un exceso de generación de radicales libres (lo hacen gracias a sus propiedades antioxidantes), o los fenómenos de neuroinflamación asociados a la activación de células gliales sobre todo microglia (lo hacen gracias a su capacidad antiinflamatoria). En las enfermedades neurodegenerativas estos procesos citotóxicos suelen aparecer de forma cooperativa para dañar a las neuronas, de forma que una buena estrategia terapéutica para controlar ese daño debería estar basada en moléculas, o combinaciones de moléculas, que puedan ser eficaces frente a todos estos procesos a la vez. (segue...) Fonte: Noticias Medicas.es.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Seu cérebro é vida, cuide-o sempre
Jueves 07 de octubre de 2010 - A Sociedade Espanhola de Neurologia e a Fundação Espanhola da Doença neurológica organizam de 4 a 09 de outubro a Brain Week (ao menos na Espanha), uma iniciativa que visa disseminar o conhecimento sobre as doenças neurológicas e incentivar a importância da prevenção ativa do cérebro. (...)

Para manter um cérebro saudável, existem algumas dicas simples que podemos implementar, e que são a base para manter um bom desempenho:

(1) Realizar tarefas para estimular a atividade cerebral e manter-nos mentalmente ativo
(Ler, escrever, memorizar números de telefone, ofícios, palavras cruzadas, ...), Jogos de tabuleiro;

(2) Manter uma atividade física regular através da prática de esportes ou caminhar diariamente pelo menos 30 minutos;

(3) Valorização das relações sociais e emocionais, evitando o estresse, o isolamento e isolamento social;

(4) Manter uma dieta equilibrada, recusando o excesso de gordura animal e sal, e promover o consumo de frutas e legumes;

(5) Levar uma vida mais saudável sem fumo, álcool e drogas;

(6) Durma pelo menos 8 horas por noite;

(7); controle a hipertensão, o principal fator de risco para acidente vascular cerebral (se perdem as funções nervosas pela interrupção do fluxo sangüíneo para o cérebro); e

(8) Proteger o cérebro contra os ataques físicos a partir do exterior (por exemplo, colocar o capacete ao viajar em uma motocicleta e o cinto de segurança quando das viagens de carro.) (segue..., em espanhol)
Fonte: Levante Valência.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O que é que te passa pela cabeça?
2010-03-09 / Por Tiago Fleming Outeiro
Estamos em Março e vamos iniciar mais uma Semana do Cérebro. Enquanto o coração tem um mês inteiro a si dedicado, o que é inteiramente merecido, o cérebro tem apenas semana. É certo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no mundo ocidental. Mas todos sabemos que sem função cerebral não há vida. Assim, uma semana parece demasiado pouco, tanto mais que muitas vezes andamos distraídos, com o cérebro ocupado a pensar na crise, na chuva excessiva ou na face oculta. Talvez tenhamos o coração preenchido, talvez apertado... talvez o coração tenha razões que a própria razão desconhece... mas é o cérebro que nos faz o que somos.

Então e porquê a semana do cérebro? É uma máquina fantástica que controla todas as nossas funções, desde as mais básicas às mais complexas, como a consciência e as emoções. Em 1,5 kg, um emaranhado perfeito de 100 mil milhões de neurónios comunica freneticamente, disparando em várias direcções, enviando sinais e mensagens e processando uma quantidade imensa de informação. Numa altura em que, por causa do envelhecimento, assistimos a um aumento do número de casos de doenças que afectam o cérebro, como Alzheimer ou Parkinson, devemos alertar para estes problemas e para as soluções. (...)

No Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, a exemplo do que acontece um pouco por todo o país, os grupos de investigação em neurociências promovem um roteiro sobre algumas das áreas de investigação que desenvolvem – “O que é que te passa pela cabeça?” é o tema do roteiro que vai envolver várias experiências “hands on” com equipamentos sofisticados para ver neurónios em funcionamento, para ver modelos de doença de Parkinson em leveduras, ou para, simplesmente, deixar que o cérebro mostre a nossa veia artística. (segue...) Fonte: Ciência Hoje.pt.

domingo, 15 de março de 2009

Cura do diabetes com células-tronco pode estar próxima, segundo pesquisa
Dom, 15 Mar, - Londres, 15 mar (EFE).- A cura definitiva do diabetes através do transplante de células-tronco poderia estar cada vez mais perto, depois que uma equipe de pesquisadores desenvolveu um composto químico que pode transformá-las em células beta capazes de liberar insulina. A revista "Nature Chemical Biology" publica hoje que um grupo de cientistas da Universidade de Harvard (EUA), liderado por Douglas Melton e Stuart Schreiber, descobriu um composto que, inoculado na endoderme, é capaz de criar um grande número de células com o gene Pdx1, necessário para a produção de insulina. Após geradas estas células, os pesquisadores as implantaram em ratos através de uma cápsula renal, e observaram que podiam criar um grande número de células vivas geradoras de insulina. Esta descoberta representa um importante passo na criação de células beta, o grande objeto de desejo dos cientistas no desenvolvimento da cura desta doença. As células beta são um tipo de células do pâncreas que se encarregam de liberar e sintetizar a insulina, um hormônio que controla os níveis de glicose no sangue. Essas células são as primeiras que desaparecem nos pacientes que têm o diabetes do tipo 1 - conhecido como diabetes juvenil -, uma vez que o próprio sistema imunológico do corpo as destruiu devido a um processo auto-imune. No diabetes de tipo 2, a insulina produzida pelas células beta do pâncreas atua incorretamente ou é insuficiente. Fonte: Yahoo Notícias.
Imagine o dia desta manchete: Cura do Parkinson pode estar próxima, segundo pesquisa. _____________________________________________
Desvendando as doenças
15 de março de 2009 - Brasília - A compreensão de doenças ainda misteriosas para a ciência, como o câncer e distúrbios neurológicos, nunca esteve tão perto para os cientistas brasileiros. Pela primeira vez, eles poderão coletar células de pacientes, induzi-las em laboratório para que regridam até chegarem a características embrionárias (quando podem se transformar em qualquer tecido) e dispará-las para que se desenvolvam. Com isso, poderão entender como se comportam as células, quais mecanismos se associam à doença investigada e testar medicamentos. Esse é o principal resultado de uma tecnologia que pesquisadores anunciaram ter conseguido dominar este ano. Trata-se da reprogramação celular - técnica inédita no Brasil, mas consolidada no Japão, Estados Unidos, China e Alemanha -que consiste em induzir as células-tronco adultas a ganharem características de embrionárias (sem utilizar embriões humanos). Nenhum dos autores do estudo - o biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que junto com o neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro Stevens Rehen - arrisca falar em aplicação terapêutica das células-tronco em humanos. "Isso vai depender ainda de muitas pesquisas. O ponto principal é que poderemos derivar células-tronco de cada paciente para entender melhor as doenças", diz. O cientista enxerga inúmeras formas de avançar no tratamento de patologias. "Imagine o quanto ganharemos na compreensão dos neurônios, por exemplo. Isso nos ajudará a entender doenças como o Parkinson e esquizofrenia", diz. O entusiasmo é compartilhado pela comunidade científica envolvida nos estudos. "O Brasil tira o atraso em relação a outros países e avança na pesquisa básica, fundamental para compreendermos mecanismos por trás das doenças", diz Lygia da Veiga Pereira, cientista da USP. Fonte: Diario de Pernambuco.
_____________________________________________ Semana Internacional do Cérebro
15 Março 2009 - É através do cérebro que o ser humano produz pensamentos, guarda recordações, transmite emoções, coordena os movimentos e consegue percepcionas os cinco sentidos: tacto, olfacto, audição, visão e paladar. Durante uma semana, entre amanhã e o dia 22, vários neurocientistas e investigadores portugueses associam-se à Semana Internacional do Cérebro, orientando actividades lúdicas em várias escolas do País. (segue...) Leia na íntegra na Fonte: Correio da Manhã.pt.
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A hora das células-tronco
por Alysson Muotri (foto abaixo) sábado, 14 de março de 2009 - Liberação da pesquisa por Obama vai acelerar descobertas e abrir oportunidades - para o Brasil, inclusive - Ao preparar-me para escrever este texto sou interrompido duas vezes pela secretária que precisa de minha sugestão sobre o formato das aplicações para as recentes propostas de financiamento do governo americano para projetos com o uso de células-tronco embrionárias humanas. "Não sei, ainda não tive tempo de ler a proposta até o final", explico. Volto ao computador e uma enxurrada de e-mails exige minha atenção, todos sobre o mesmo assunto: as novas propostas e a liberação do uso das células-tronco embrionárias humanas em pesquisa. Essas propostas fazem parte do pacote de estímulo econômico recentemente anunciado pelo presidente americano, Barack Obama, e a ordem para executá-lo. O momento é único e a excitação é grande. (...) Mas diversas manchetes de jornais anunciaram que os cientistas conseguiram desenvolver células-tronco embrionárias sem o uso de embrião. Será que isso não basta? Uma das grandes descobertas científicas de todos os tempos é a indução da pluripotência a partir de células não embrionárias. Essas células reprogramadas se comportam de uma maneira bem semelhante às células-tronco embrionárias humanas. No entanto, começam a surgir as primeiras evidências de que não seriam exatamente idênticas. Aparentemente existem pequenas, mas significativas, diferenças. Além disso, outros problemas técnicos, como as alterações genéticas necessárias para a reprogramação, ainda não foram resolvidos em células humanas. Por essas razões, células derivadas de embriões humanos continuam sendo as que mais se aproximam do estado real do desenvolvimento humano e com maior potencial terapêutico. (...) Infelizmente, estima-se que a recuperação do atraso científico possa levar até dez anos. Espera-se que não seja o caso. Descobertas científicas acabam auxiliando o mundo inteiro, independentemente de onde foram feitas. Obviamente isso tem um custo. Futuros tratamentos, por exemplo, podem vir vinculados a patentes, restringindo o acesso aos menos privilegiados. Por isso mesmo, incentivos em outras partes do mundo não podem parar, muito pelo contrário. No entanto, é preciso uma análise cautelosa, um rigoroso planejamento de como se investir na área. Por exemplo, já sabemos que financiamentos isolados, mantidos por um curto espaço de tempo, não levam a lugar nenhum. Da mesma forma que grandes redes de colaboração, têm pouquíssimas chances de sucesso se não houver massa crítica suficiente. Projetos tecnológicos, com um claro objetivo final, como o sequenciamento do genoma humano, têm mais chances de dar certo. Vejo uma janela de oportunidade para o Brasil. Talvez a grande chance de nos emparelharmos com os EUA seja por meio de um investimento maciço em mão de obra especializada. Eu explico. Se mudássemos nossa atual posição de reter pesquisadores e passássemos a estimular sua saída maciça para laboratórios líderes na área, estaríamos criando uma massa crítica essencial para o avanço científico. Críticos vão apontar uma série de problemas nessa ideia. Impossível? Decisões políticas fazem diferença, marcando gerações e influenciando a humanidade. Ao terminar seu breve discurso sobre a ordem executiva para o uso de células-tronco, Obama sentou-se e assinou com a esquerda. Disse apenas "aqui vamos nós", e seguiu para o compromisso seguinte. Leia na íntegra na Fonte: O Estado de São Paulo.