sexta-feira, 4 de abril de 2014

“Estamos longe da cura, mas não da boa qualidade de vida do paciente”, diz médico

 Por Marina Sequinel e Geovane Barreiro

Apesar de não ter cura, quem sofre do Mal de Parkinson pode ter uma boa qualidade de vida se seguir o tratamento correto e ter hábitos saudáveis. É importante também que, para retardar o progresso da doença, o diagnóstico seja feito precocemente. É o que garantiu o neurologista curitibano Cleverson de Macedo à Banda B, na véspera do Dia Nacional do Parkinsoniano, lembrado todos os anos em 4 de abril.
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(Foto: Divulgação)
A doença, classificada como crônica, se caracteriza como a deficiência de dopamina no cérebro, um neurotransmissor ligado diretamente à parte motora do corpo. “É o envelhecimento precoce da chamada região da ‘substância negra’. O transmissor simplesmente para de enviar dopamina para a base, por isso a coordenação do paciente é afetada”, explicou o médico em entrevista à reportagem na tarde desta quinta-feira (3).
Além dos tremores, um dos sintomas mais conhecidos da doença, a pessoa pode sentir também rigidez muscular e lentidão nos movimentos. Há ainda, outros efeitos menos comuns da falta de dopamina no cérebro. É o caso da dificuldade de engolir, da voz mais baixa, caligrafia menor e até mesmo prisão de ventre. “O Parkinson é um problema que vai se potencializando gradualmente. Daí a importância do tratamento para retardar o processo”, completou Macedo.
De acordo com o médico, existem duas faixas etárias atingidas pela doença. A primeira é a chamada “adulto-jovem”, na fase dos 40 anos de idade. A segunda, mais comum, acontece a partir dos 60 anos. “Há casos em que a pessoa não consegue nem se virar na cama, é complicado. O Mal de Parkinson evolui em cerca de 20, 30 anos e, durante este tempo, não mostra sintomas. Por isso, quando atinge a primeira faixa etária é bem mais difícil”.
O tratamento da doença é realizado a partir de medicamentos e, em alguns casos, cirurgias. O mais importante, no entanto, são os hábitos do paciente. “Os exercícios físicos são essenciais, como a  hidroterapia e alongamentos, por exemplo. A regra é não ficar parado e não se limitar ao uso de remédios”, afirmou o neurologista. Com o tempo, o medicamente diminui a funcionalidade e causa inúmeros efeitos colaterais.
“A medicina está longe da cura, mas é completamente possível retardar os sintomas e evitar o progresso da doença. O que os médicos precisam, por meio de pesquisas, é de uma espécie de marcador, para fazer o diagnóstico com antecedência e garantir a qualidade de vida do parkinsoniano”, concluiu.
Fonte: Banda B/PR.

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