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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Falta remédio para Mal de Parkinson / PA

Associação diz que Sespa e Sesma não repassam medicação aos pacientes do SUS

03/10/2012 - Pacientes que sofrem de Mal de Parkinson, em Belém, estão sem receber medicamentos. A denúncia foi feita pela Associação de Parkinsonianos do Pará (APP). 'Há dois anos eu cansei de esperar e passei a comprar os meus remédios', diz o presidente da APP, Paulo Moraes. A principal queixa da associação é contra a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), que estaria deixando de abastecer as farmácias do Hospital de Clínicas, Hospital Barros Barreto e Hospital Bettina Ferro, na UFPA, onde são retirados os medicamentos. Mas eles também reclamam da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) por dificultar o acesso dos pacientes ao antiparkinsoniano prolopa. 'A secretaria municipal exige um laudo assinado por um neurologista do SUS (Sistema Único de Saúde), o problema é conseguir uma consulta com esse especialista, pode levar mais de três meses e, enquanto isso, o paciente fica sem o medicamento'.

Para ter acesso aos medicamentos, os pacientes que dependem da distribuição gratuita precisam obter uma Autorização de Procedimentos de Alto Custo (Apac). Teoricamente o documento permite a retirada dos remédios necessários por um período de três meses. Na prática, porém, a maioria dos 200 associados da APP não consegue tratamento sequer para um mês. 'Já aconteceu de uma caixa de remédio ser dividida entre duas, três pessoas', denuncia o presidente da associação.

O filho da dona de casa Marilza da Silva não precisou dividir remédio, mas teve o medicamento substituído por outro mais barato, o que estaria prejudicando o tratamento. 'Ele deveria estar tomando o sifrol, mas por ser muito caro o médico receitou outro, mais barato, o problema é que esse que ele está tomando deixa ele completamente sem movimentos', disse. Em uma farmácia convencional o medicamento Sifrol-Pramipexol custa em média R$ 350, valor inacessível para a maioria dos associados, idosos com renda de um salário mínimo. Fonte: O Liberal.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SUS auxiliará tratamento de doenças neurológicas / PA

Sexta-feira, 13/01/2012 - Os movimentos ficam difíceis. Tarefas que se realizavam sem pensar, agora precisam de total concentração. As pessoas olham. Muitos comentam. Sair de casa passa a ser incômodo e a pessoa se limita cada vez mais. Física e psicologicamente.

Essa é a rotina que Paulo Moraes, portador da Síndrome de Parkinson há 20 anos, e milhares de outras vítimas de patologias neurológicas enfrentam todos os dias em Belém. “É muito desgastante. Além das consequências da doença ainda precisamos passar por romarias para conseguir medicação e tratamento adequado”, comenta.

Presidente da Associação dos Parkinsonianos no Pará, que conta com 350 cadastrados, ele luta contra a falta de informação sobre a doença com o mesmo afinco que busca auxílio no fortalecimento da organização. “Temos convênios com instituições de ensino e atualmente uma psicóloga e uma fonoaudióloga trabalham de forma voluntária conosco, mas nem todos conseguem o atendimento porque não têm condições de se locomover”, conta.

Enquanto o poder público não se manifesta, Paulo continua fazendo as sessões diárias de terapia ocupacional, tomando os medicamentos necessários e se atualizando sempre sobre as novidades médicas, onde mantém viva a sua esperança. “Acredito que a solução para as doenças degenerativas está na utilização de células tronco, mas fico feliz em saber que outros procedimentos paralelos já estão sendo oferecidos. Tudo que amenize nosso sofrimento é bem vindo”, diz.

O procedimento ao qual Paulo se refere é o Programa de Toxina Botulínica para pacientes do Serviço Único de Saúde (SUS), implantado ontem pela manhã em Belém.

DIGNIDADE
O objetivo do tratamento é dar mais dignidade aos portadores de sequelas neurológicas, facilitando o relaxamento dos músculos enrijecidos e contribuindo para sua melhora clínica. O serviço está disponível gratuitamente na unidade Demétrio Medrado, a única no Estado cadastrada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o diretor da unidade, Said Kalif, o programa estava em tramitação há um ano e meio, cumprindo exigências burocráticas, mas já está em funcionamento, contando inclusive com a toxina. “A princípio 70 pacientes já cadastrados serão beneficiados com o tratamento. Queremos diluir a demanda reprimida e em maio iniciaremos o cadastro de novos pacientes, que devem receber o tratamento no segundo semestre deste ano”, conta.

Junto à aplicação serão oferecidas também sessões de fisioterapia. “A toxina apenas relaxa o músculo, mas a fisioterapia é que vai trazer os movimentos de volta”, explica.

Estudos mostram que a partir de 30 dias após a aplicação, a toxina começa a fazer efeito e permanece no organismo de quatro a cinco meses. Depois disso, o paciente é novamente avaliado para receber outra aplicação. “Além de ser um avanço na diminuição das sequelas de milhares de pacientes, é um benefício ainda maior para quem não tinha condições de pagar um tratamento privado”, diz. Em clínicas particulares, cada aplicação da toxina varia de R$ 2.300. (segue...) Fonte: Diario do Pará.