terça-feira, 30 de setembro de 2014

Canabidiol / Revista Veja

Revista Superinteressante





Revista Superinteressante ed. 338
outubro/2014

Maconha medicinal
Com uma guerra judicial envolvendo crianças, mães e o governo, a discussão sobre as propriedades médicas da maconha pega fogo no País.

Qual desses embriões vai viver?

Pesquisador norte-americano causa polêmica ao sequenciar DNA do filho ainda no útero da mãe para verificar as chances do feto desenvolver 3 mil doenças no futuro. Essa informação pode levar a mais abortos e a uma seleção artificial dos bebês?

30/09/2014 - Desde que soube da gravidez da mulher, em 2013, Razib Khan, 37 anos, resolveu que mapearia o código genético do seu filho antes de ele vir ao mundo. Ao nascer, em junho, a criança transformou-se no primeiro norte-americano cujo DNA foi sequenciado na barriga da mãe e no primeiro caso de um mapeamento total de feto realizado sem nenhuma razão médica. “Não decodifiquei o DNA do meu filho para ver se ele tinha predisposição para doenças graves. Foi curiosidade”, disse Khan a GALILEU. Essa curiosidade, no entanto, abre uma discussão sobre um dos maiores tabus da genética: devemos saber, antes dos nossos filhos nascerem, quais doenças eles desenvolverão ao longo da vida?

A questão pode parecer tema de ficção científica (ela também é), mas ganhou força a partir do barateamento da análise completa do DNA — que foi dos US$ 3 bilhões do Projeto Genoma a pouco mais de US$ 1.000 hoje. Ao contrário dos testes genéticos comuns, os dados coletados por Khan vão além de identificar más-formações fetais, podendo prever uma série de males. Eles já permitiriam saber da suscetibilidade daquele feto a 3 mil doenças diferentes, como alguns tipos de câncer, deficiências mentais, doenças cardíacas, um tipo de Parkinson e infertilidade. Com o avanço da genética, novas possibilidades serão abertas. O que farão os pais ao saber que o feto na barriga da mãe pode ter a vida comprometida por uma doença grave daqui a várias décadas? A questão, mostram especialistas, já saiu da esfera das possibilidades da biotecnologia e invadiu a ética.

Não à toa, Khan encontrou obstáculos para sequenciar o feto — e acabou driblando os métodos tradicionais com uma espécie de “faça-você-mesmo”. Primeiro, pediu uma biópsia do vilocorial (CVS, na sigla em inglês), técnica que retira um fragmento da placenta da mãe (que carrega DNA do feto) durante o segundo trimestre de gravidez. O teste busca por cromossomos quebrados ou duplicados e é feito normalmente em pais com propensão a ter filhos com alterações genéticas — o que não era o caso. Procedimento invasivo, a CVS aumenta de 1% a 2% o risco de aborto espontâneo. Após a coleta, o material foi enviado ao laboratório SignatureGenomics, em Washington, que devolveu o resultado em dois dias: o garoto não tinha as doenças genéticas que fazem parte do teste.

Mas Khan não estava interessado nisso: ele queria os dados completos do DNA, o que foi negado pelo laboratório. “A parte mais difícil foi pedir os dados brutos, uma vez que os protocolos ainda não estão bem definidos”, afirma. Após brigar com a empresa e fornecer documentos com a assinatura da sua mulher e dos médicos, Khan conseguiu que a amostra usada no teste fosse entregue a ele. Este material foi então enviado a um colega da Universidade Davis, onde Khan faz doutorado em veterinária. O pai pediu ao amigo que decodificasse a amostra num dos sequenciadores da faculdade, geralmente usados para decifrar os genes de peixes e plantas. O último passo foi baixar um software online gratuito chamado Promethease, que produz relatórios a partir das informações dos genes. “Essa parte até que foi fácil. Afinal, tenho alguma experiência com biologia computacional.” No fim da jornada, o Promethease apenas confirmou o que Razib já sabia: seu filho ia nascer sem qualquer tipo de doença.

POLÊMICA
Razib Khan defende em seu blog, Gene Expression, que qualquer casal deveria ter acesso irrestrito a todas as informações genéticas dos seus fetos. “Pode ser útil. Há casos, como a espinha bífida (má-formação do tubo neural), em que é possível a intervenção cirúrgica em crianças que ainda estão no útero”, afirma Lenise Garcia, da Universidade de Brasília (UnB). “O problema é que, muitas vezes, não se visa o tratamento da criança e, sim, sua eliminação, por meio de um aborto”, conta. Khan confessa que chegou a pensar nessa hipótese. “Se fosse detectada qualquer anomalia genética, a gravidez teria sido interrompida”, diz ele.

A questão, no entanto, vai além de poder ser útil ou não. Alguns médicos criticam a ideia do sequenciamento total por representar uma concepção de saúde vinculada ao conceito de mercadoria. Para Cláudio Lorenzo, do Programa de Pós-Graduação em Bioética da UnB, a ideia interessa mais ao mercado do que à saúde pública. “Um cidadão não pode fazer uma ressonância magnética de corpo inteiro sem indicação médica, alegando o direito de saber como estão os seus órgãos. Da mesma forma, o escaneamento genético não deveria ser compreendido como um direito, uma vez que não é possível esclarecer para a população sobre a variedade de condições que podem ser encontradas, nem sobre o impacto que este conhecimento, fora de uma relação de assistência à saúde, pode trazer às suas vidas.”

Os testes genéticos mais simples, também feitos no Brasil, são indicados pelo médico quando há suspeita ou risco aumentado de anomalia genética. São casos como grávidas acima de 35 anos ou casais que já tiveram crianças com alterações cromossômicas.

Mesmo assim, a interrupção da gravidez por anomalia genética não é permitida — o aborto no Brasil só é possível em casos de estupro ou de anencefalia, a ausência do cérebro do feto. A informação do exame serve para preparar os pais psicologicamente ou para, em alguns casos, tentar tratar o feto antes mesmo do nascimento.

Quando se trata de um sequenciamento completo, no entanto, abre-se a possibilidade para no futuro identificar genes ligados a doenças incuráveis de início tardio, como Huntington e Alzheimer, que tendem a se manifestar depois dos 40 e 60 anos, respectivamente. “A decisão sobre essas doenças para as quais ainda não há tratamento preventivo e eficaz deve ser do próprio sujeito (ou seja, do bebê quando tornar-se adulto) e não de seus pais”, diz Lavínia Schuler-Faccini, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Outras doenças relacionadas com genes, como diabetes, hipertensão e esquizofrenia, indicam apenas uma predisposição e não um fato consumado. “O diagnóstico não oferece certeza de que o portador vai desenvolver a doença. Fatores ambientais, como estilo e hábitos de vida, contribuem”, afirma Cláudio Lorenzo, da UnB.

E SE FOR INSEMINAÇÃO?
A polêmica aumenta se pensarmos nos bebês concebidos por meio de fertilização in vitro. Mesmo que ainda não se ofereça o sequenciamento total, já existe o “diagnóstico pré-implantação”, em que se analisa uma série de características dos embriões. Problemas relacionados à genética, como anemia falciforme, distrofia muscular e fibrose cística, entre outros, podem ser detectados e levados em consideração na hora de escolher os embriões a serem implantados. Mas características mais prosaicas, como cor dos olhos, tipo de cabelo e sexo da criança, também podem ser identificadas nesses testes, o que é condenado por MayanaZatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP). A geneticista relata casos de pais surdos que desejam gerar um filho surdo ou de casais de anões que não querem um filho com estatura normal. “O argumento dos pais surdos é que a surdez não é um defeito, mas uma característica. Concordo que, às vezes, todos gostaríamos de ser surdos. Mas é ético impor essa condição aos filhos?”, diz Mayana, que reuniu alguns desses casos no livro Genética – Escolhas que Nossos Avós Não Faziam.

No Brasil, selecionar embriões ou fetos por características que não tenham relação com doenças genéticas é proibido pelo Conselho Federal de Medicina, explica José Gonçalves Franco Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. Em Israel, se um casal tiver quatro filhos do mesmo sexo e quiser uma quinta criança, é permitido aos pais essa seleção antes de implantar o embrião. Já em países como Índia e China, valores culturais e religiosos levaram a uma preferência declarada por filhos homens, o que leva a muitos abortos seletivos, mesmo que ilegais. Em algumas regiões pobres da Índia, a proporção chega a ser de 130 homens para 100 mulheres. “Há muito tempo alerto sobre o risco dos bebês à la carte. Quando pudermos, tecnicamente, escolher outras características, é provável que isso seja feito sem maiores escrúpulos. Daí, a necessidade de impor limites éticos e legais que garantam não haver discriminação de cor, raça ou gênero”, afirma Lenise Garcia, da UnB.

O risco de os pais decidirem brincar de Deus e selecionarem as melhores características para os filhos remete ao filme Gattaca – Experiência Genética, de 1997. A obra narra a história de dois irmãos que cresceram numa sociedade futurista onde os bebês são geneticamente planejados. Enquanto o primeiro nasce pelo “método convencional”, o segundo é gerado através de fertilização in vitro, com um DNA controlado para evitar doenças. Ainda na sala de parto, um teste de DNA revela que o primogênito tem 99% de chances de desenvolver um problema cardíaco e morrer antes dos 30. Por esse motivo, ele se vê obrigado a burlar o sistema, que não permite a indivíduos “defeituosos” tornarem-se astronautas. “Não deveríamos tentar fazer seleção pré-natal de embriões, exceto em casos de doenças graves e incuráveis. Já imaginou se, por acaso, eliminássemos o embrião de Ludwig Van Beethoven por causa da surdez ou o de Vincent Van Gogh por causa da esquizofrenia?”, diz Sérgio Pena, diretor do Laboratório de Genômica Clínica da UFMG.

Para evitar que a vida imite a arte, os EUA aprovaram, em 2008, uma lei que proíbe a discriminação de indivíduos com base em informações genéticas. O Brasil ainda não possui legislação específica, mas especialistas indicam que precisamos criar mecanismos para evitar que, por exemplo, um diretor deixe de matricular alunos que tenham um gene relacionado à agressividade. Até porque uma criança com tal gene criada em um ambiente afetuoso pode não manifestar sua agressividade de forma indesejável. “Já conseguimos sequenciar facilmente um genoma inteiro, mas ainda não temos conhecimento suficiente para interpretar corretamente o que está escrito lá”, afirma Lygia da Veiga Pereira, do Instituto de Biociências da USP.

DNA EM PROMOÇÃO
Sequenciamento sem médico vendido por US$ 99 nos EUA é proibido

Até o ano passado, quando teve seu serviço suspenso pela agência que regula medicamentos nos EUA (FDA), a 23andMe cobrava US$ 99 por um teste de DNA.

A empresa não deu provas suficientes de que fornecia resultados confiáveis, principalmente quando se tratava de doenças causadas por mutações em mais de um gene. Comandada por Anne Wojcicki, ex-mulher do cofundador do Google, Sergey Brin, a 23andMe defende tese parecida com a de Khan: a de que os consumidores têm o direito à informação sobre seu próprio DNA. Feito por mais de 500 mil pessoas, o exame da companhia analisava o DNA de uma amostra de saliva e informava se elas têm risco de desenvolver doenças como os cânceres de ovário, de mama e de intestino, por exemplo. A FDA alegou que um falso positivo poderia levar uma consumidora a fazer uma mastectomia desnecessária. “Pense no efeito de saber que você tem propensão para uma doença grave, ou sem cura, e não poder fazer nada para evitá-la”, diz MayanaZatz. “É como uma bomba--relógio cujo prazo para explodir não pode ser previsto nem interrompido.” Fonte: Revista Galileu, com fotos e gráficos.

Células-tronco: muita esperança, pouco progresso

30/09/2014 | Edgar Irastorza tinha apenas 31 anos quando seu coração parou de bater, em outubro de 2008. Administrador imobiliário em Miami e dançarino de break, ele teve um ataque cardíaco. Minutos depois, estava sem pulsação.

Ele sobreviveu ao ataque, mas a cicatriz no coração reduziu a capacidade de bombeamento do órgão. Ele não conseguia segurar os filhos no colo. Não conseguia mais dançar. E ia dormir se perguntando se iria acordar.

O desespero foi o que motivou Irastorza a se voluntariar para que células-tronco fossem injetadas no seu coração. “Eu acreditei nos meus médicos e na ciência por trás deles, e disse: ‘Esta é a minha única chance’”, afirmou.

Nos últimos cinco anos, ao estudar células-tronco em laboratórios, animais e pacientes, pesquisadores trouxeram para mais perto da realidade as promessas vagas e grandiosas sobre terapias com células-tronco.

Mas o progresso tem sido lento, embora os pesquisadores estejam aprendendo sobre qual o melhor meio de usar as células-tronco, que tipos usar e como transferi-las —descobertas que não são notavelmente transformadoras, mas progressivas e pragmáticas.
Cerca de 4.500 testes envolvendo células-tronco estão em andamento nos EUA, para tratar pacientes com doença cardíaca, cegueira, Parkinson, Aids, diabetes, cânceres e lesões na medula espinhal, entre outras condições.

Estudos sugerem que a terapia de células-tronco pode ser realizada, segundo a médica Ellen Feigal, do Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia, que concedeu mais de US$ 2 bilhões (R$ 5,8 bilhões) para pesquisas com células-tronco desde 2006.

Além de continuar as pesquisas sobre a segurança da prática, “o que queremos saber é: vai funcionar, e será melhor do que o que já existe por aí?”, disse Feigal.

Células-tronco retiradas de um embrião podem se transformar em qualquer um dos 200 tipos de células do corpo. A ideia básica das terapias é simples: injete-as em um cérebro cujas células estejam morrendo e células substitutas poderão crescer.

O mesmo se daria com músculos, sangue e ossos. Teoricamente, células-tronco podem fazer reparos, conduzir a um novo crescimento e substituir partes.

Mas os comentários em público podem dar a entender que a pesquisa com células-tronco está mais avançada do que a realidade demonstra, disse o médico Charles Murry, codiretor do Instituto para Células-Tronco e Medicina Regenerativa na Universidade de Washington, em Seattle.

De fato, poucas terapias além dos transplantes de medula se mostraram eficazes, disse ele.

Mas as células-tronco estão oferecendo novas ferramentas aos pesquisadores. Usando células criadas a partir de pacientes com enfermidades específicas, é possível reproduzir e estudar doenças em laboratório.

Kevin Eggan, do Instituto de Célula-Tronco de Harvard, usa esses avanços para estudar a esclerose lateral amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig.

Em 2008, ele extraiu células de pele de mulheres que estavam morrendo pelo mesmo tipo de ELA e as transformou em células-tronco, com base em pesquisas do japonês Shinya Yamanaka.

Quando depois ele as implantou em células nervosas, percebeu que elas não se comunicavam com as outras de modo apropriado, o que provavelmente causava a degeneração que caracteriza a esclerose lateral amiotrófica.

Ele reproduziu essas células nervosas e testou componentes de drogas para ver quais poderiam corrigir o problema. E descobriu uma candidata que será testada ainda este ano.

Ainda falta definir o modo mais viável de administrar as células-tronco. Os cientistas presumem, por exemplo, que o coração de um paciente irá se regenerar melhor por si só se nele forem injetadas suas próprias células-tronco.

Mas o estudo para o qual Irastorza se voluntariou na Universidade de Miami mostrou que os resultados eram semelhantes com células de outros pacientes, pois os organismos não as atacavam.

Se isso for endossado, significa que pacientes futuros não vão precisar de imunossupressores e que células-tronco poderão ser produzidas em grande quantidade —e a um custo menor.

O tratamento de Irastorza começou com a retirada de um pouco de sua medula óssea. Pesquisadores colheram células que supostamente seriam células-tronco da medula e as enxertaram no coração de Irastorza.

Cerca de um terço do ventrículo esquerdo tinha sido destruído pelo ataque cardíaco. É impossível saber se as descendentes das células da medula se tornaram células do músculo cardíaco ou se a sua reconstituição foi desencadeada por outro motivo, mas hoje os médicos dizem que seu coração já está um terço normalizado.

Para Irastorza, foi o suficiente para que ele voltasse a dançar. “Minha qualidade de vida mudou da água para o vinho.”

Por que não há muitas histórias de sucesso? “O progresso vem aos trancos e barrancos”, disse o médico David Scadden, do Instituto de Célula-Tronco de Harvard, comparando a interrupção dos avanços à “guerra contra o câncer”, declarada em 1971.

“Ninguém diria que o objetivo foi amplamente alcançado, mas muitos estão vivos hoje por causa dela e houve triunfos muito reais. Daqui a 20 anos, acho que a medicina e a saúde humana terão sido transformadas por isso.” Fonte: Gazeta do Povo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

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Neurocirurgião do Colorado oferece uma nova técnica para a doença de Parkinson

Por Electa Draper
2014/09/29 - Para os pacientes com doença de Parkinson que lutam para controlar os tremores, rigidez e movimentos anormais, um procedimento cirúrgico chamado estimulação cerebral profunda tem proporcionado alívio - e uma nova técnica, recentemente disponível no Colorado, está a ganhar terreno.

É uma experiência para o paciente muito diferente.

No DBS tradicional, o paciente fica acordado sob anestesia local durante a maior parte do período da cirurgia no cérebro de quatro a oito horas para que ele ou ela possa ajudar a orientar a equipe cirúrgica. Se os tremores diminuíram indica que o cirurgião encontrou o ponto alvo no cérebro.

Nos últimos anos, os cirurgiões em uma dúzia de instalações cirúrgicas nos US têm contado apenas com a melhoria da imagem do cérebro durante uma operação tipicamente muito mais curta, de duas a três horas. E o paciente está dormindo.

"A cirurgia de cérebro é uma coisa muito assustadora para ser feita, e uma cirurgia no cérebro, enquanto você está acordado é ainda mais assustadora", disse o Dr. David VanSickle do campus do South Denver Neurosurgery no Littleton Adventist Hospital.

Em ambas as versões no sono e vigília de DBS, o cirurgião implanta finos fios isolados, ou eletrodos, através de uma pequena abertura no crânio em áreas específicas do cérebro. Os fios ou cabos de entrega dos sinais elétricos bloqueiam os sinais nervosos anormais responsáveis ​​pelos sintomas motores mais debilitantes da doença de Parkinson. É feito apenas após a medicação e não é consistentemente eficaz ou se está causando efeitos secundários graves.

As extensões dos eletrodos são passadas sob a pele da cabeça, pescoço e ombro e conectadas a um dispositivo operado por bateria, aproximadamente do tamanho de um cronometro, chamado gerador de impulsos implantável.

Para um paciente jovem, como Katie Strittmatter, diagnosticada com Parkinson há cinco anos, aos 30, o DBS tem restaurado a qualidade de vida e da maternidade. Ela escolheu o "DBS dormindo."

"É incrível", disse Strittmatter, a esposa do coordenador do Colorado Rockies Mark Strittmatter. "Eu estava tomando 38 comprimidos por dia. Agora eu tomo três. Você não saberia se você me viu com Parkinson. Não tenho nenhum sinal de tremores."

Um efeito colateral da medicação pesada que ela estava tomando é uma interferência com o sono. A mãe de dois filhos, com idades entre 9 e 11, estava exausta o tempo todo, disse ela. O DBS restaurou a um sono mais normal, mas o procedimento não foi um estalo.

"A recuperação foi mais difícil do que eu pensava", disse ela. "Levou três semanas. Era muito dolorosa."

Strittmatter, que pesava 98 £ no momento da sua cirurgia, disse que a bateria em seu peito machucava no início, assim como os 60 grampos de metal em sua cabeça.

"É uma cirurgia no cérebro", disse ela. "É um risco. E isso não ajuda com os sintomas não motores da doença de Parkinson."

VanSickle, seu cirurgião, vem realizando DBS por sete anos - e fazendo o "DBS adormecido" por dois anos usando exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada do cérebro e um robô do tamanho de uma lata de refrigerante, que coloca os eletrodos no cérebro.

Menos de 10 por cento dos pacientes de Parkinson usam DBS, VanSickle disse, um número que ele e outros neurocirurgiões dizem poderia ser maior.

O “DBS adormecido” foi usado em cerca de 100 mil pacientes, uma vez que foi desenvolvido na França em 1987, de acordo com a Medtronic, líder no fornecimento de dispositivos DBS. O neurocirurgião de Oregon Kim Burchiel foi o primeiro a usar DBS na América do Norte como parte de um ensaio clínico de 1991. A Food and Drug Administration aprovou para tremores associados à doença de Parkinson em 2002.

Burchiel, da cadeira de cirurgia neurológica na Oregon Health and Science University, desenvolveu a nova técnica de “DBS adormecido”, publicou detalhes do procedimento no ano passado. Ele prevê que vá se tornar a técnica dominante em um futuro próximo.

VanSickle disse que utilizando avançadas imagens em tempo real permite que a equipe cirúrgica verifique se eles atingiram alvos específicos no cérebro. Isso significa que os eletrodos não tem que ser movidos para encontrar o ponto ideal.

"Estamos tornando esta uma cirurgia minimamente invasiva", disse VanSickle. "Menos horas no cérebro é melhor. Um orifício menor no cérebro é melhor. Menos sangramento é melhor. Mais barato é melhor."

O Dr. Steven Ojemann, um professor associado de neurocirurgia da Universidade de Colorado School of Medicine, executa os dois procedimentos em vigília e sono e encontra vantagens e desvantagens para ambos. Cada paciente apresenta diferentes desafios, disse ele.

Na DBS dormindo, Ojemann usa MRI quase em tempo real para colocar os eletrodos.

"A principal desvantagem é que você não tem o feedback do paciente. Você está confiando na precisão anatômica", disse Ojemann. "Nós não estamos em um estágio em que podemos afirmar de que a cirurgia dormindo é superior."

As vantagens da DBS é ter o mundo da neurocirurgia agitado pois poderiam um dia ser usado para tratar várias condições, incluindo transtorno obsessivo-compulsivo, obesidade, doença de Alzheimer e de algumas formas de depressão. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Denver Post.

domingo, 28 de setembro de 2014

CBD associado com melhor qualidade de vida em pacientes com Parkinson

27 de setembro de 2014 - A administração de canabidiol (CBD), um canabinóide não-psicotrópico, está associada com a melhoria da qualidade de vida em pacientes com doença de Parkinson, de acordo com dados de ensaios clínicos publicados online antes da impressão no Journal of Psychopharmacology.

Investigadores da Universidade de São Paulo, no Brasil avaliaram a eficácia da CBD versus placebo em 21 indivíduos com Parkinson. Os autores relataram que a administração de doses de 300 mg de CBD por dia foi associada com "significativamente diferentes escores médios totais" em sujeitos quanto ao "bem-estar e qualidade de vida" em comparação com placebo.

Avaliações distintas da CBD versus placebo relataram que o canabinóide não pareceu atenuar os sintomas gerais da doença, nem foi mostrado como sendo neuroprotetor.

"Este estudo aponta para um possível efeito do CBD na melhoria das medidas relacionadas com a qualidade de vida dos pacientes com DP sem comorbidades psiquiátricas," investigadores concluíram. Eles acrescentaram: "Nós não encontraram diferenças estatisticamente significante entre os sintomas motores da DP; No entanto, estudos com amostras maiores e com avaliação sistemática dos sintomas específicos da DP são necessários a fim de fornecer conclusões mais fortes a respeito da ação do CBD na DP."

Os relatórios clínicos já indicaram que tanto CBD e / ou da planta inteira de cannabis pode tratar vários sintomas da doença de Parkinson, inclusive com a melhora nos sintomas motores, a redução da dor, melhoria do sono, e uma redução na gravidade dos episódios psicóticos.

Os dados da pesquisa de pacientes com DP indica que quase a metade de todos os sujeitos que tentam a cannabis experimentaram alívio.

O resumo do estudo, "Efeitos do canabidiol no tratamento de pacientes com doença de Parkinson: Um estudo duplo-cego exploratório", aparece online aqui. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Weed Blog.

Matéria específica correlacionada foi publicada neste blog em 19/08.

sábado, 27 de setembro de 2014

Facilidade para parar de fumar pode ser sinal precoce do Parkinson

por Fran Lowry
26 setembro de 2014 - Pessoas que são capazes de parar de fumar facilmente na primeira tentativa são significativamente mais propensas a desenvolver a doença de Parkinson (DP) do que seus colegas que lutam para abandonar, um novo estudo sugere.

A descoberta, de um grande estudo de controle de  caso de base populacional dinamarquês, apoia a noção de que os pacientes com doença de Parkinson são capazes de parar de fumar com mais facilidade, porque eles têm menos receptores nicotínicos no cérebro.

Na verdade, essa escassez relativa de receptores nicotínicos em pacientes com DP é um sinal de pródromo precoce da doença, segundo Beate Ritz, MD, PhD, da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), disse ao Medscape Medical News.

"Nós olhamos longe e vimos como  uma doença principalmente motora, o Parkinson, que começa quando você inicia rigidez, lentidão de movimentos, a quedas e tremores, a pensar que ele começa a 10, 20, ou 30 anos antes dos sintomas motores," disse a Dra. Ritz.

A DP tem um monte de sintomas não motores, como a constipação, disfunção sexual, problemas de coração e pressão arterial, depressão, déficit cognitivo, distúrbios do sono e perda do sentido do olfato, disse ela.

"Dito isso, a idéia deste trabalho é que a facilidade de parar de fumar é outro sintoma premotor de Parkinson, que é o que este estudo mostra", disse ela.

Seus resultados foram publicados on-line 12 de setembro na revista Neurology.

Fumar
Neste estudo de caso-controle, Dra. Ritz e sua equipe identificaram 1.808 pacientes com DP diagnosticados entre 1996 e 2009 a partir de registros dinamarqueses, e as compararam com 1.876 controles saudáveis. Os dois grupos foram pareados por sexo, ano de nascimento, e características de estilo de vida.

Os participantes do estudo foram entrevistados e questionados sobre a sua tabagismo, idade de início e fim do tabagismo e o número de cigarros fumados por dia. A equipe de investigação definida "nunca fumou", ou fumou pelo menos um cigarro por semana durante 6 meses ou mais.

Além disso, cada vez mais os fumantes foram questionados sobre o uso de substitutos de nicotina, como a goma de mascar, pastilhas, adesivo para a pele, e sprays nasais ou inaladores, e ex-fumantes foram convidados a expressar a dificuldade eles tinham experimentado ao desistir, caracterizada como "extremamente difícil, Comecei e parei várias vezes"; "Difícil, mas bem sucedida pela primeira vez"; "Medio - levou algum tempo para se acostumar, mas não é grande coisa"; "Notavelmente fácil para abandonar"; e "Outros".)

A idade média ao primeiro sintoma cardinal da DP foi de 61,5 anos (desvio padrão [SD], 9,7 anos). Casos também consumiam menos cafeína e álcool e eram mais propensos a relatar uma história familiar de DP (odds ratio, 2,83;. Intervalo de confiança de 95%, 2,16-3,72)

Os pesquisadores descobriram que os pacientes com DP foram menos propensos a fumar cigarros do que os controles.

Os ex-fumantes que responderam que era "extremamente difícil parar de fumar" tinham 31% de diminuição de risco para DP em comparação com aqueles que relataram que "Sair foi fácil."

Houve também uma redução do risco de DP entre as pessoas que utilizaram substitutos de nicotina.
"Os pacientes de Parkinson acharam muito fácil parar de fumar em comparação aos controles. Os controles têm mais dificuldade em parar de fumar porque a sua resposta nicotínica ainda está lá, e eles anseiam nicotina. Mas as pessoas com doença de Parkinson perdem o desejo", disse a Dra. Ritz . "Nosso estudo mostra claramente isso."

A dra. Ritz acrescentou que espera que seu estudo resulte em pesquisas focadas em encontrar agentes protetores para DP.

"Costumava-se pensar que os cigarros ou nicotina, fossem protetores, mas este não é claramente o caso. Você não quer estar no caminho errado, gastando milhões de dólares em pesquisa de nicotina, que não leva a nada", disse ela.

A descoberta também pode ajudar a identificar pessoas que podem, eventualmente, desenvolver DP. 
"Isso nos dá uma outra idéia de que os mecanismos biológicos precisam ser investigados", disse ela.

A controvérsia de Fumar
Em um editorial de acompanhamento, Linda A. Hershey, MD, PhD, da Universidade de Oklahoma Centro de Ciências da Saúde, Oklahoma City, e Joel S. Perlmutter, MD, da Universidade de Washington, St. Louis, Missouri, escrevem que o estudo sugere que neurologistas não devem recomendar o uso de cigarro ou substitutos da nicotina na crença de que eles irão retardar o início da DP.

"A dra. Ritz e sua equipe trouxeram algumas maneiras interessantes para nós em como olhar esta controvérsia de fumar no Parkinson," A dra. Hershey, que não participou do estudo, disse ao Medscape Medical News.

"O estudo é muito importante, porque tem havido um grande interesse na nicotina. Algumas pessoas realmente dizem às outras para fumar, porque há esse pensamento de que o cigarro pode ser protetor", disse ela.

"Como um neurologista, não só cuida de pacientes com Parkinson, mas também pacientes com AVC, fumar é a pior coisa que você pode fazer. Nós não queremos que os pacientes fumem porque isso pode levar a acidente vascular cerebral. Isso é definitivamente uma mensagem errada. "

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde. Dra. Ritz e Dra. Hershey não declararam relações financeiras relevantes.

Neurology. Publicado on line em 12 de setembro de 2014.Abstract Editorial. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedScape.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Depoimento

Reprodução de email recebido:

Aos srs que mantém este blog.

Através deste email quero dar meu testemunho anônimo relativo ao polêmico uso da maconha. Se quiserem podem divulgar, somente peço sigilo do meu e-mail, pois não quero ser submetido a constrangimentos. Minha intenção é de ajudar as pessoas que sofrem como eu, na luta contra este inimigo comum. O Parkinson.

A maconha produz vários efeitos em quem a usa. Vou falar da experiência de fumá-la, na condição de Parkinsoniano que sou, já ao longo de mais de 10 anos.

Tomei e tomo ainda vários remédios. Já usei ou uso Niar,  Prolopa, Stalevo, Comtam, Akineton, Mantidam, Artane, Sifrol, Trivastal e outros que não me lembro.

Quem fez uso destas drogas testemunhará dizendo certamente do mal que lhe fizeram ou fazem. Independente de terem que continuar tomando-as. Afinal a vida, bem ou mal, deve prosseguir.

Sempre fui contra as drogas, por vezes apenas por saber que faziam mal à saúde, outras apenas porque eram ilegais. Por um simples moralismo barato. Sem maiores questionamentos, afinal nunca drogas me fizeram falta ou tive necessidade delas.

Pois bem, o meu parkinson começou a se agravar, como numa doença progressiva é esperado. Na medida em que eu piorava, a saúde ia a pique, aumentava a minha preocupação. Afinal, aonde isto iria parar?

Chegou ao ponto de querer me submeter a experimentos científicos,  mesmo que me matasse, pois minha vida não valia mais ser vivida. Felizmente, digo entre aspas, vivemos num país atrasado que não tem pesquisa. Por isto não me submeti a testes,  e estou  aqui vivo para testemunhar. Teria que viajar e morar no exterior. E isto não é ou era possível, no mínimo por razões econômicas.

A piora na saúde foi aumentando de tamanho até que fui levado, finalmente, a rever meus conceitos sobre moral, sobre o que é legal, sobre o que é ilegal, e principalmente baseado nas leis e nos políticos que nós temos. Me indaguei: - quem são esses, na grande maioria, canalhas, os picaretas, para legislar? Para dizer o que eu posso ou não posso fazer da minha vida? Ora, os merdas dirigindo minha vida? Não! Isso não. Sou maior e vacinado, não viciado. Talvez viciado em Prolopa!?

Lendo e me informando sobre a doença vi informações afirmando que maconha "faria" bem a algumas pessoas que tem parkinson. Aliviaria muitos dos sintomas dos remédios.

Todos os médicos consultados ou perguntados sobre o quê achavam do tratamento ou terapia com a maconha para Parkinson,  saiam pela tangente, desconversavam. Diziam saber do Sativex, baseado em extratos da maconha, que não teria no Brasil,  além de estudos sobre o canabidiol,  que seria bom para tirar a dor em muitos casos do tipo.

Todos, sem exceção, diziam que não existia nenhum estudo científico que comprovasse a afirmação e nenhum disse, sugeriu ou recomendou que experimentasse, pelo contrário, desestimulavam. E mesmo que isso acontecesse, eu não poderia dizer aqui, pois as pessoas com as quais convivo, sabem com quem me trato e o identificariam, e isto seria ruim para a imagem dele obviamente.

Estes sintomas todos nós sabemos são muito ruins, mas restava a falta de coragem para vencer a inércia e o medo do desconhecido, além dos tabus, do meu moralismo e do medo da ilegalidade para fumar maconha. Como iria encarar os meus filhos? Eu era, e sou contra drogas.

Depois disso vem a necessidade de lidar com o tráfico e seu entorno, o que é bem complicado, além de o alimentarmos com o consumo da droga o um sub-mundo relacionado à violência, armas e outras atrocidades.

Aliás por esta razão, hoje sou partidário do cultivo próprio, caseiro, além de ser a favor da maconha medicinal.

Saí da minha inércia e contatei um ex colega de universidade que se sabia, fumava a “erva”. Contei e expliquei a ele a situação, e entendo-a, me deu um pouquinho para experimentar. Foi o suficiente para fazer dois cigarrinhos, que deram um trabalhão para fazer, e que duraram mais ou menos uma semana, consumidos em tragadas.

Depois disso meu irmão, que está no exterior estudando, me deu de presente uma maquininha de enrolar cigarros com um papel que já vem com cola, basta molhar com a língua, que facilita e recomendo. A sensação de leveza depois de fumar foi muito boa.

Confesso que no início eu sofri, até por medo, pois fumava um pouco e parava, até assumir a bronca e comprar erva. |Contatos aqui e ali, e consegui um sujeito que vendia, um “vapor” ou coisa assim. Continuava com o Prolopa & Cia e sofria com os efeitos colaterais.

Mas um dia por acaso, vi, penso ter sido no youtube, um vídeo de uma TV americana, de um estado que autorizou o uso da maconha medicinal, no qual um sujeito, de origem hispânica, dava uma entrevista dizendo que fumava maconha todos os dias para vencer o Parkinson.

Com isto pensei: - pôxa, o sujeito fuma todos os dias, e dizia para minha surpresa de brasileiro, na televisão americana, com a maior “cara lavada”, cara de pau, sem medo. Com isto fui levado a perder o medo, afinal eu tinha uma razão para experimentar. Passei a fumar assiduamente, diariamente um cigarro, e ao cabo de um mês, acho que deu tempo de acumular os “tóxicos” em meu corpo, e passei quase a dispensar o Prolopa. Digo quase, por que reduzi para 1 Prolopa 250 mg/dia, divididos em 4 quartos e em alguns dias só ¼.

Fui perdendo gradualmente o medo do escuro de me viciar talvez. Talvez o maior medo da minha vida, e talvez até por isto sempre me mantive longe de drogas em geral, fossem legais e ilegais.

Os efeitos negativos da maconha sabidos são basicamente os pequenos lapsos de memória, e do efeito alucinógeno, que penso, era o meu maior medo. Este seria uma pequena "vertigem" se assim pode ser definida, uma vontade de comer doces depois de passado o efeito. E dos danos aos pulmões. Estes eu desprezaria, pois um cigarro por dia de maconha está sendo mais do que suficiente.

Os efeitos positivos, quando ainda temia o tratamento no seu início, foram os sabidos alívio da rigidez, dos tremores, da dor, e fundamentalmente, passei a sentir uma “leveza” corporal e mental, que atribuo ao THC, o componente que causa o efeito alucinógeno. Este efeitos eu senti, numa força de expressão, como "um rejuvenescimento cerebral".

O uso da maconha após uso contínuo, diário, por cerca de um mês, muitas vezes me leva a não usar drogas, as verdadeiras drogas, que relacionei acima. O Prolopa estou quase abolindo da minha vida.

RESULTADO: Fumei! Só posso dizer, no mínimo, hoje, que estou rindo muito dos meus medos. E afinal entre os efeitos do Prolopa e o da maconha, prefiro os mais leves, por certo os da maconha!
Parkinson? Por vezes esqueço que tenho. O diagnóstico tenho. Com este depoimento quero, não fazer apologia ao uso da maconha, e sim indicá-la a quem tem Parkinson. Que pense a respeito. Pode ser que funcione bem com você, pode ser que não funcione. Dependerá do seu organismo. Comece bem devagar.

São Paulo, setembro de 2014.
ass um parkinsoniano

Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Com medicação incorreta Parkinson pode levar ao Alzheimer

24 de setembro de 2014 - A doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). Na falta dela o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, como o tremor nos membros superiores.
A vice-presidente da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo (APPP), Arlete de Gasperin, esteve hoje (24) no Canal Aberto RB2 para falar sobre a doença e o trabalho da instituição.
A APPP é uma associação filantrópica que sobrevive da doação dos colaboradores.
Eles tinham um convênio com a Prefeitura, mas ele não existe mais, e a falta de recursos pode levar ao fechamento da instituição.
“São 38 funcionários e precisamos de 80 mil reais mensais para manter a associação aberta. Só de aluguel são quase 10 mil”, afirma Arlete.
A vice-presidente da APPP é filha de um paciente e trabalha como voluntária no local, que fica na Rua Silva Jardim, nº 3180, no bairro Água Verde, em Curitiba.
Entre os objetivos da Associação estão promover um atendimento multidisciplinar ao portador de Parkinson, proporcionar a ele uma melhor qualidade de vida e o alcance social através da saúde e bem estar.
São vários tratamentos multidisciplinares oferecidos, entre eles a acupuntura, a fisioterapia e a musicoterapia.
Sintomas
De acordo com Arlete um dos primeiros sintomas da Doença de Parkinson (DP) é o sono agitado. O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes).
Para o diagnóstico não é necessário entretanto que todos os elementos estejam presentes, bastando dois dos três primeiros itens citados.
Tratamento
“Se a medicação não for correta o Parkinson pode desencadear o Alzheimer”, afirma Arlete.
A doença é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes.
Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença.
Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes.
Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença.
A melhor orientação é que a pessoa com os sintomas procure um Neurologista. Ele é o profissional mais indicado para orientá-la.
Para mais informações sobre a doença e o trabalho da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo, acesse o site: www.appp.com.br. Fonte: Rádio b2 = http://radiorb2.com.br/com-medicacao-incorreta-parkinson-pode-levar-ao-alzheimer/

Obs.: Confesso. Nunca tinha ouvido sobre esta hipótese. É no mínimo controversa. Já havia ouvido o contrário. Quem tem parkinson, não tem espaço para mais nada.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fonte: Pro Parkinson / PE.

100 dias, 100 modos - de contribuir para a pesquisa do Parkinson


September 23, 2014 - A partir de hoje, apenas 100 dias restam em 2014. Com o outono (primavera para nós, do hemisfério sul) em pleno andamento e as férias ao virar da esquina, a contagem regressiva é para aproveitar ao máximo este ano. Você está pronto para se juntar a nós?

Hoje, o Team Fox apresenta 100 dias, 100 modos: uma campanha colaborativa para mostrar as centenas de maneiras com que a nossa comunidade de angariação de fundos está ajudando a acelerar a cura para a doença de Parkinson. (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Michael J Fox.