quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Me desculpem.

O “discurso” escrito por mim, em “Encontro de Lazer em Itatiaia” em 20/10, parece um desabafo. Não só parece como também é.

Mas peço desculpas por ser tão assertivo, com palavras quase que de ordens. E não é só isso que eu queria transmitir. E também não é isso que gostaríamos de ouvir. Ou seja, o que era p'rá ser subliminar passou a ser o principal, quando na teoria, eu seria menos burro se fizesse o contrário.

Queria dizer que, afora àquilo, importante é procurar levar uma vida muito tranqüila para ter longevidade, mesmo que às vezes com qualidade de vida não tão boa quanto queríamos, fundamentalmente acreditando em uma postura pró-ativa, com respeito, honra (palavra antiga), dignidade, enfim..., dando exemplos, é somente assim que teremos um mundo melhor para nossos filhos, netos, bisnetos... E isto, um futuro melhor, é a única coisa valiosa que podemos com esta postura deixar como legado p'rá eles. Visto que “tudo que é sólido se desmancha no ar”.

Aliás, o futuro a Deus pertence!
Abraços a todos!

Mudança na forma como você anda pode ser a chave para o diagnóstico de Parkinson

Mudanças na forma como as pessoas andam poderia ser um sinal precoce de declínio cognitivo na doença de Parkinson, diz estudo

22 Oct 2014 - Mudanças na forma como as pessoas andam poderia ser um sinal precoce de declínio cognitivo na doença de Parkinson, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores afirmam ter descoberto uma ligação definitiva entre a mudança na marcha de alguém e um declínio em sua função cognitiva.

Mais de 120 pessoas com Parkinson participaram do estudo, onde tiveram que caminhar por dois minutos no laboratório e seu padrão passo foi então analisado.

Alterações na marcha, como tomar passos mais lentos, mais curtos, padrões de caminhada irregulares ou um movimento oscilante, foram encontrados como sendo relacionados ao declínio cognitivo.

Espera-se que as descobertas possam ajudar os médicos a detectar o risco de demência e comprometimento cognitivo futuro em pacientes com Parkinson, proporcionando um indicador mais precoce do que os testes atuais sobre o cérebro.

Embora a doença não possa ser curada, o diagnóstico precoce pode ajudar com a gestão dos sintomas.

Algum grau de comprometimento cognitivo afeta a maioria das pessoas com doença de Parkinson. As mesmas alterações cerebrais que conduzem aos sintomas motores, também podem resultar em lentidão na memória e pensamento. A pesquisa também descobriu que muitas pessoas que têm Parkinson vem a desenvolver uma forma leve de demência.

Lynn Rochester, professor de ciência do movimento humano da Universidade de Newcastle e principal autor do estudo, disse: "A relação entre a marcha e cognição nunca foi estabelecida tão cedo em um grande grupo de Parkinson antes desse estudo.

"No futuro, os padrões de caminhada podem ser um sistema de alerta precoce útil para ajudar a identificar o risco de demência na doença de Parkinson.

"Mudanças sutis de alguém no padrão de marcha, por exemplo, reduzir a velocidade de passos e maior oscilação de lado a lado estão relacionadas à função cognitiva, mesmo antes das alterações serem vistas em testes cognitivos.

"O trabalho em curso irá confirmar se é possível prever o futuro declínio cognitivo e risco de demência. No entanto, este trabalho inicial mostra uma grande promessa.

"Se nós podemos usar esse teste e as pessoas do teste podem estar em risco, então poderíamos pegar os primeiros sinais e começar o tratamento e aconselhamento."

O Prof Rochester disse que era conhecida há vários anos que havia uma ligação entre perturbações da marcha e demência em adultos mais velhos, mas até agora a relação não tinha sido clara em Parkinson. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Telegraph.uk.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como prevenir Alzheimer e Parkinson


Na quinta-feira passada, no Rio de Janeiro, ao parar numa esquina para um típico e tradicional suco de frutas carioca, me deparei com o número 2 desta revista, numa banca de jornais. Esta capa é da número 1.

Para mim uma surpresa, pois desconhecia a existência de revista com tão ousado nome. As matérias são interessantes, embora nada que já não tenha sido abordado neste blog. No entanto, em que pese o nome ser, a meu juízo, p'rá lá de equivocado, pois infelizmente NÃO EXISTE PREVENÇÃO PARA ALZHEIMER E PARKINSON, a revista traz boas e saudáveis receitas culinárias, ou seja, a despeito do nome, é uma ótima revista culinária!

Drogas de Parkinson podem ser uma porta de entrada para o “pecado” (compulsões)

Alguns medicamentos de Parkinson podem desencadear problemas de jogo que levam à falência. Image Zoo/Corbis

October 20, 2014 - Os medicamentos que são comumente prescritos para ajudar as pessoas a lidar com a doença de Parkinson têm sido associados a alterações bizarras de comportamento a que os pacientes e médicos devem estar em guarda, dizem os pesquisadores.

Os efeitos colaterais preocupantes incluem o jogo compulsivo, compras incontroláveis e uma obsessão súbita com o sexo.

Os problemas com as drogas, chamadas de agonistas da dopamina, são graves o suficiente para que os pesquisadores digam que a Food and Drug Administration deva exigir que os medicamentos para serem comercializados tenham o que é chamado um aviso de caixa preta, um dos cuidados mais importantes e graves utilizados para prescrições de medicamentos.

Alguns dos medicamentos são também prescritos para a síndrome das pernas inquietas e hiperprolactinemia, uma condição hormonal que pode desencadear a produção de leite.

Enquanto os problemas com os agonistas da dopamina têm sido observados no passado, a recomendação para um aviso mais proeminente vêm depois que os pesquisadores vasculharam 2,7 milhões de relatos de reações submetidas a um banco de dados FDA entre 2003 e 2012.

Os pesquisadores do Safe Medicine Practices (n.t.: Instituto para a Prática da Medicina Segura), de Harvard e da Universidade de Ottawa encontraram 1.580 eventos adversos envolvendo transtornos de impulso. Um pouco menos da metade, ou 710 relatórios, foram associados com drogas receptoras de agonistas da dopamina.

O link foi mais forte para o pramipexol, marca Mirapex (n.t.: Sifrol no Brasil) e ropinirol, marca Requip. As instruções para os médicos que estão pensando em prescrever Mirapex já carregam um aviso que diz que os pacientes que tomam o remédio "podem experimentar comportamentos compulsivos e outros desejos intensos." Requip é um tratamento para síndrome das pernas inquietas.

Os resultados foram publicados on-line segunda-feira pelo JAMA Internal Medicine. (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: NPR.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Encontro de Lazer em Itatiaia

Foi muito proveitoso pessoalmente para mim, e creio que, pelo entreouvidos, tenha sido para todos os presentes no encontro de Itatiaia - RJ, promovido pelo Milton Ferraz Hennemann, o "nosso" general, e companhia, entre 16 e 20 de outubro de 2014.

O sentimento de que precisamos nos unir, nós os aproximados 400 mil parkinsonianos do Brasil, para fazer valer nossos direitos constitucionais e não ao contrário, quando temos que brigar contra uma burocracia que é melindrosa justamente para nos fazer desistir daqueles direitos no que toca à distribuição gratuíta de remédios, na renovação períodica do rol dos medicamentos com substituição dos obsoletos (p.ex.: Sifrol standart pelo ER), aprovação da rasagilina (Azilect) pela ANVISA e inclusão no rol do SUS, bem como da rotigotina (Neupro). Por exemplo e para dizer no mínimo.

Os obstáculos para desonerar um estado altamente facilitador para alguns (vide as diversas bolsas oficiais por aí distribuídas) e padrasto, para nós que temos esta triste doença, e para mostrar que reagiremos proporcionalmente e em sentido contrário.

Os doentes não esmorecem provou o encontro, pois com fé, esperança, amor à vida, garra, determinação, e mesmo com os "on's" e "off's", com suas bengalas, andadores e cadeiras de rodas, vieram de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para confraternizar, trocar informações e idéias, e tomar posições diante deste descaso e má vontade dos poderosos donos do poder burocrático do país, sejam quais forem, pondo na pauta a criação de uma federação ou confederação para nos representar na cena dos crimes: BRASÍLIA!

Abaixo duas cenas do encontro, quando de nossa visita à AMAN. O grupo na biblioteca e o belo vitral no Saguão Barão do Rio Branco. Fotos de 17 10 2014.

Grupo na Biblioteca da AMAN

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Vitral no Saguão Barão do Rio Branco na AMAN

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?



O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?

Há uns anos a amiga Dalva Molnar remeteu-me um excelente trabalho em formato PPS. Recentemente resolvi passar a vídeo, adicionando um fundo musical livre mantendo o que lá estava.

A Dra. Anne Frobert colocou à disposição de todos os Brasileiros e Portugueses uma sequência de slides por si idealizada, realizada por António Cortina e traduzida para Português pela Professora Dalva Molnar.
ANNE FROBERT
É formada em medicina pela Universidade Claude Bernard de Lyon, na França.



COMPOSTO DE MACONHA É EFICAZ EM PACIENTES DE PARKINSON

Fonte

 

Novo tratamento à base de composto de maconha é eficaz em pacientes de Parkinson

Estudo da USP com canabidiol revela melhora em bem-estar de pessoas com doença; maior vantagem é não apresentar efeito colateral


Pela primeira vez em humanos, estudo com canabidiol (CDB) mostrou eficácia para melhorar a qualidade de vida e bem-estar geral em pacientes com Doença de Parkinson. Segundo um dos coordenadores da pesquisa, professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), “com a vantagem de não ter apresentado nenhum efeito colateral”.
O professor Crippa explica que até hoje todos os medicamentos utilizados para tratar a Doença de Parkinson atuam primordialmente no sistema dopaminérgico, conjunto de receptores da dopamina, substância química que tem um papel fundamental no controle das funções mentais e motoras, como a regulação da atenção, do estado de ânimo, a memória, a aprendizagem e o movimento, por exemplo. “Essa pode ser a causa de efeitos colaterais como alucinações, náuseas, delírios e de uma outra complicação motora chamada discinesia tardia, entre outras”.

Para o professor, o CDB provavelmente atua no sistema endocanabinoide, formado por um conjunto de neurotransmissores que são semelhantes aos compostos químicos existentes na Cannabis sativa, planta de onde é extraída a substância canabidiol. “Isso pode explicar a ausência de efeitos colaterais e, com isso, dá um importante passo para uma nova opção de tratamento da doença”, diz.

Outro aspecto apontado pelo pesquisador como animador foi a ausência de flutuação nos sintomas psiquiátricos, ou seja, a variação de humor comum em quem utiliza medicamentos para controle dos sintomas não-motores da doença, como depressão e ansiedade, por exemplo, que se dão entre os intervalos de uso dos medicamentos.

Estudo
Durante seis semanas, 21 pessoas com diagnóstico de Doença de Parkinson, sem demência ou problemas psiquiátricos, participaram do estudo. Os pacientes foram divididos em três grupos, um recebeu placebo, ou seja, somente com o óleo de milho, outro recebeu o CDB a 75mg/dia, dissolvido ao óleo de milho e o terceiro o CDB a 300mg/dia, também dissolvido ao óleo de milho.  O estudo foi duplo-cego, ou seja, nem os pacientes nem os profissionais que os acompanharam sabiam a que grupo cada sujeito pertencia.

O canabidiol foi fornecido em forma de pó, com 99,9% de pureza (e sem qualquer traço de THC, a substancia responsável pelos efeitos psicoativos da maconha), por uma empresa alemã. A droga dissolvida em óleo de milho foi colocada em cápsulas de gelatina, que foram armazenadas em frascos de vidro escuro. “As cápsulas somente com óleo de milho e com CDB foram fornecidas em cápsulas idênticas”, afirmam os pesquisadores.

Todos os pacientes participantes do estudo foram avaliados quanto aos sintomas motores e não motores da doença, por meio de instrumentos que inclui o Parkinson Disease Questionnaire–39 (PDQ-39), considerado atualmente o mais apropriado para avaliação da qualidade de vida e de sensação de bem-estar do paciente com Parkinson, segundo os pesquisadores. “Dentre os sintomas motores, podemos citar os tremores, sendo que entre os não motores estão, por exemplo, a apatia e a depressão, sintomas comuns em quem tem Parkinson”, relata o professor Crippa.

Após as seis semanas de uso do CDB e nova avaliação, foi relatada percepção de melhora da qualidade de vida e do bem-estar dos pacientes. “E esse relato foi feito pelo paciente e pelos seus familiares, tanto para os sintomas motores, como os não motores. E foram significantes para os que receberam CDB a 75mg/dia e, ainda maior, para os que receberam o CDB a 300mg/dia”, comemora o professor.
Os resultados acabam de ser publicados no Journal of Psychopharmacology, da Associação Britânica de Psicofarmacologia. Além do professor Crippa, também participaram do estudo os pesquisadores Antonio Waldo Zuardi, Vitor Tumas, Antonio Carlos dos Santos, Jaime Hallak, Marcos Hortes Chagas, Márcio Alexandre Pena-Pereira, Emmanuelle Sobreira, Mateus Bergamaschi, todos da FMRP, e Antonio Lucio Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais.


Agência USP de Notícias


Assassinos no cérebro poderiam ajudar a tratar a doença de Parkinson

(Image: Soledad Galli, Parkinson's UK / University College London)
17 October 2014 - Esta brilhante rede azul de neurônios é geralmente o que os pesquisadores examinam na busca de uma cura para a doença de Parkinson. Mas um novo estudo que foca os minúsculos pontos amarelos, as conexões entre as células cerebrais conhecidas como sinapses, descobriu um assassino que tem como alvo essas ligações, potencialmente abrindo caminho para novos tratamentos. (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: New Scientist.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pacientes com Parkinson têm mais criatividade

Constatação é de pesquisadores israelenses após testes de aptidão artística feitos com 54 voluntários. Dopamina, substância usada no tratamento da doença, pode explicar característica




Mãos por vezes trêmulas e capazes de esculpir engenhosas obras de arte. Aparentemente improvável, essa é a realidade de Carlos Anibal Pyles Patto, de 67 anos. Ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1989, quando era piloto ativo da Aeronáutica. A aposentadoria veio em 2000 e, 10 anos atrás, surgiu a arte. Carlos Anibal acredita que sempre teve inclinação para ela, mas começou a produzir somente quando surgiu mais tempo livre e, simultaneamente, a doença começou a avançar. Hoje, trabalha com madeira, gesso, resina, entre outros materiais. Confessa apenas a dificuldade com detalhes finos, driblada por um potencial criativo sem igual. A história excepcional chama atenção, mas não surpreenderia a pesquisadora israelense Rivka Inzelberg, da Universidade de Tel Aviv. Um estudo liderado por ela e publicado na revista Annals of Neurology documenta a criatividade excepcional de parkinsonianos e demonstra definitivamente que eles são mais criativos que seus pares saudáveis.

Esse diferencial em pacientes com Parkinson já era percebido por Inzelberg. Em 2012, ela relatou o particular sucesso criativo em indivíduos diagnosticados com o problema na publicação Behavioral Neuroscience. No artigo, a pesquisadora e a equipe liderada por ela revisaram estudos de caso de todo o mundo e descobriram uma consistência nos resultados. Desde então, começaram testes empíricos para verificar qual seria a ligação entre a doença e a inclinação artística. “Tudo começou com a minha observação de que as pessoas com Parkinson têm um interesse especial na arte e nos passatempos criativos incompatíveis com suas limitações físicas”, detalha. Outro fator observado foi que os pacientes que ingeriam altas doses de medicação eram ainda mais criativos que os menos medicados.

“Em minha pesquisa atual, realizamos o primeiro estudo abrangente para medir esse pensamento criativo. Essa não era uma tarefa simples. Como se faz uma medida ou se quantifica a criatividade? Nós mesmos tivemos de pensar criativamente (para resolver isso)”, diz Inzelberg. Os pesquisadores realizaram uma bateria completa de testes em 27 voluntários com a doença degenerativa e tratados por meio de medicamentos e 27 pessoas saudáveis. Todos os participantes tinham idade e nível educacional semelhantes. Os testes incluíram o exame de fluência verbal, em que uma pessoa é convidada a falar palavras diferentes que começam com uma determinada letra ou de uma determinada categoria (frutas, por exemplo).

Os voluntários foram, então, convidados a se submeter a um teste mais desafiador de associação remota, em que tinham que nomear uma quarta palavra (após três dadas) dentro de um contexto fixo. Se o exercício trazia as palavras maçã, banana e mamão, o participante deveria perceber que elas fazem parte do contexto frutas e nomear uma quarta, pêra, por exemplo. Os grupos também foram testados quanto à interpretação de imagens abstratas. O objetivo desse atividade era avaliar a imaginação inerente a respostas e perguntas como “o que você pode fazer com sandálias?”. Durante todas as provas, os participantes com Parkinson deram respostas mais originais e interpretações mais pensativas do que os voluntários saudáveis.


Surpresa musical 

O militar aposentado Carlos Anibal pode ser considerado um dos melhores exemplos das conclusões a que os pesquisadores da instituição israelense chegaram. Ele é presidente da Associação de Parkinson de Brasília, cujos integrantes se reúnem todas as tardes de sábado na Escola Classe da 206 Sul e se dedicam a atividades artísticas como principal incentivo à realização de movimentos. O coral de música popular é uma delas.
A música como terapia para parkinsonianos também tem suporte científico. Duas vezes ao mês, um grupo diversificado de pessoas com a doença se reúnem no Northwestern Memorial’s Prentice Women's Hospital, em Illinois, nos Estados Unidos, e comprovam a teoria. “Nosso objetivo é encontrar novas abordagens para ajudar esses pacientes a tratar a doença”, explica Diane Breslow, coordenadora e assistente social do Centro de Terapia pela Arte do hospital. “Muitas vezes, com a doença de Parkinson, há um medo do futuro e do desconhecido. Queremos dar a esses pacientes uma melhor maneira de viver com a doença.”
Além dos benefícios psicológicos, Breslow observa melhoria da coordenação motora e do movimento funcional, consciência postural e enriquecimento da fala e da voz. “Na parte de música, os pacientes estão aprendendo o conceito de ritmo que os ajuda a melhorar a marcha e o movimento.”


Comum na terceira idade

A principal causa da doença de Parkinson é a morte das células do cérebro, principalmente na área chamada de substância negra, que está ligada à produção da dopamina. Segundo o manual , a doença degenerativa e progressiva afeta um em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos e um em cada 100 que tenham passado dos 65 anos. Em geral, começa de forma assintomática. Depois, em dois terços dos pacientes surgem os tremores rítmicos da mão, que desaparecem durante o sono. Outros sintomas associados ao início da doença são rigidez muscular, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, distúrbios do sono, respiratórios e urinários. O tratamento pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico. 


Influência de um neurotransmissor

A doença de Parkinson evolui envolvendo preferencialmente o sistema motor. Somente na fase tardia, a cognição passa a ser comprometida, podendo ocorrer, inclusive, a demência associada. Neurologista do Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson do Rio de Janeiro (CDAP/RJ), Vanderson Carvalho Neri explica que o estudo israelense que relaciona o problema degenerativo e a criatividade não descreveu o tempo médio de sintomas dos participantes. Ele acredita que certamente foram incluídos pacientes na fase inicial ou intermediária da doença, até mesmo porque a existência de demência foi considerada como critério de exclusão. Portanto, diz o médico, a administração de dopamina nessa fase poderia, sim, ter impacto em várias funções cerebrais, inclusive nas descritas pelos autores, como criatividade verbal e visual.
Um fator que muitas vezes pode mascarar essa informação é a ingestão, durante o tratamento, de outros medicamentos que causem efeitos colaterais e que interfiram nessas funções. “Entretanto, trata-se de um estudo inédito, com importantes informações nos quesitos que se propõe avaliar e que nos desperta para a necessidade de estimular a criatividade desses pacientes também como um aspecto para melhorar a qualidade de vida deles”, avalia.

Neri ressalta que a terapia dopaminérgica, mais prescrita para pacientes com Parkinson, não inclui apenas a administração de levodopa, droga que, no cérebro, se converte em dopamina, mas também dos antagonistas ao neurotransmissor, isto é, as substâncias que favorecem a liberação da dopamina intraneuronal. O médico lembra que, com a evolução inexorável da doença, há uma degeneração neuronal, inclusive do córtex cerebral. Portanto, ele considera que os resultados estão relacionados ao tipo de tratamento utilizado e à fase de evolução da doença em que os pacientes foram estudados.

“A avaliação com testagens específicas para esses achados certamente confirma isso. Na prática clínica, esse fato não é tão fácil de ser observado, uma vez que, em nosso sistema de saúde, muitas vezes não é possível, ou viável, a aplicação de tantos questionários de avaliação cognitiva”, argumenta. Assim, essa diferença não se torna tão evidente, não é percebida ou relatada com frequência pelos cuidadores, mesmo em serviços com grande número de pacientes como o deles. O neurologista acredita que esse é um dado a mais sobre o universo do Parkinson e serve para elucidar outro aspecto da doença: a cognição, o que seria importante para o desenvolvimento de procedimentos de reabilitação, também cognitiva, além das técnicas motoras já existentes para estimular funções cerebrais. (BS)


Efeitos diversos

É um neurotransmissor reduzido no cérebro do parkinsoniano e reconhecidamente envolvido no processo motor. A dopamina participa de uma série de outras vias cerebrais, como as ligadas à memória, ao sistema de recompensa, à atenção, ao sono, ao humor e à aprendizagem. Trata-se, portanto, de um neurotransmissor muito variado, com muitas vias partindo do seu local de origem: a substância negra do cérebro. Se falta dopamina, a motrocidade automática de um indivíduo é interrompida. Essa pessoa, então, passa a ter dificuldade para realizar movimentos simultâneos, como andar e conversar ao mesmo tempo. O cérebro acaba se ocupando em cuidar de tarefas que deveriam ser automáticas e deixando de lado outras funções importantes. A dopamina é prescrita no tratamento de pacientes com Parkinson justamente para estimular o funcionamento de vias que estejam se tornando latentes pela falta dela.

Canabidiol melhora sintomas de Mal de Parkinson, diz estudo.

Derivado da maconha é esperança



São Paulo. Um estudo com canabidiol (CDB), substância presente na maconha, feito pela primeira vez com humanos, mostrou eficácia para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar em pacientes diagnosticados com a doença de Parkinson. Segundo um dos coordenadores da pesquisa, professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, “com a vantagem de não ter apresentado nenhum efeito colateral”.
O Brasil é um dos líderes no mundo em pesquisas com o canabidiol, e o professor José Alexandre Crippa é um dos maiores estudiosos do tema, com mais de dez anos pesquisando a substância. Para o resultado ser válido, foram usados meios como o Parkinson Disease Questionnaire-39 (PDQ-39), considerado atualmente o mais apropriado para a avaliação da qualidade de vida e de sensação de bem-estar do indivíduo que tem a doença.
O trabalho foi desenvolvido durante seis semanas em 21 pessoas com Parkinson, mas sem quadro de demência ou problemas psiquiátricos. Elas foram observadas por dez pesquisadores, sendo nove da Faculdade de Medicina da USP e um da Universidade Federal de Minas Gerais. Os resultados foram publicados no Journal of Psychopharmacology, da Associação Britânica de Psicofarmacologia. Para Crippa, um dos motivos para a importância da pesquisa se deve ao fato de que hoje todos os medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson causam problemas como alucinações, náuseas e delírios. “E uma complicação motora chamada discinesia tardia”, completa.
Ele explica que isso ocorre porque são remédios que atuam no sistema de receptores da dopamina, substância química que tem um papel fundamental no controle das funções mentais e motoras, como a regulação da atenção, do estado de ânimo, a memória, a aprendizagem e até o movimento. Para o pesquisador, é provável que o canabidiol atue no sistema endocanabinoide, formado por um conjunto de neurotransmissores que são semelhantes aos compostos químicos existentes na Cannabis sativa, a planta de onde é extraída a substância. “Isso pode explicar a ausência de efeitos colaterais e representa um passo importante para uma nova opção de tratamento da doença”.

Importação
Anvisa. Dos 167 pedidos excepcionais de importação do canabidiol (CDB), a agência aprovou 113 pedidos. Dez aguardam o cumprimento de exigências, e 39 estão sob análise do órgão.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A doença de Parkinson pode iniciar-se no intestino

October 14, 2014 - A doença de Parkinson é fortemente ligada à degeneração do centro de movimento do cérebro. Na última década, a questão de onde a doença começa levou os investigadores a uma parte diferente da anatomia humana. Em 2003, o neuropatologista alemão Heiko Braak apresentou uma teoria que sugere que a doença começa no intestino e se espalha para o cérebro. A idéia, desde então, apesar de dos alardes críticos, ganhou terreno. Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia agora apresentam a primeira evidência direta de que a doença pode realmente migrar do intestino para o cérebro.

A chamada hipótese de Braak propõe que o processo da doença começa no trato digestivo e no centro de olfato do cérebro. A teoria é apoiada pelo fato de que os sintomas associados com a digestão e olfato ocorrem muito cedo na doença.

Pesquisadores da Universidade de Lund já mapearam a propagação do mal de Parkinson no cérebro. A progressão da doença é acreditada por ser acionada por uma proteína mau formada que se aglomera em conjunto "e" infecta as células vizinhas. Equipe de pesquisa do Professor Jia-Yi Li agora tem sido capaz de controlar ainda mais este processo, a partir do intestino para o cérebro em modelos de ratos. A experiência mostra como a proteína tóxica, alfa-sinucleína, é transportada a partir de uma célula para outra, antes de chegar ao centro, em última análise do movimento no cérebro, dando origem a perturbações motoras características da doença de Parkinson.

"Nós agora temos sido capazes de provar que o processo da doença, na verdade, pode viajar a partir do sistema nervoso periférico para o sistema nervoso central, neste caso a partir da parede do intestino para o cérebro. No longo prazo, isso pode nos dar novas metas terapêuticas para tentar retardar ou parar a doença numa fase mais precoce", diz o professor Jia-Yi Li, líder do grupo de pesquisa para a Plasticidade e Reparo Neural da Universidade de Lund.

A equipe de investigação vai agora realizar novos estudos em que os mecanismos por trás do transporte da proteína prejudicial serão examinados em detalhe. O estudo sugere que a proteína é transferida durante a comunicação à célula nervosa. É neste momento de interação que os pesquisadores querem intervir para acabar com a propagação da doença. Explorar mais: Mechanism of Parkinson's spread demonstrated(original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Medical Express, com mais links.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Anvisa recebe nos últimos seis meses 167 pedidos para importação do canabidiol

SEGUNDA, 13/10/2014 - Segundo a agência, o prazo para a liberação tem sido em média de uma semana. Pesquisadores têm apontado efeitos positivos no uso da substância em pacientes com doença de Parkinson, ansiedade, esquizofrenia e alguns transtornos de sono.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária recebeu nos últimos seis meses 167 pedidos para importação do canabidiol, substância derivada da maconha. Segundo a Anvisa, o prazo para a liberação tem sido em média de uma semana. Pesquisadores têm apontado efeitos positivos no uso da substância em pacientes com doença de Parkinson, ansiedade, esquizofrenia e alguns transtornos de sono. Fonte: CBN.

Estudo aponta eficácia do canabidiol contra Parkinson

Estudo da USP mostrou eficácia substância presente na maconha para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar em pacientes diagnosticados com a doença

14/10/2014 - São Paulo - Um estudo com canabidiol (CDB), substância presente na maconha, feito pela primeira vez com humanos, mostrou eficácia para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar em pacientes diagnosticados com a doença de Parkinson.

Segundo um dos coordenadores da pesquisa, professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, "com a vantagem de não ter apresentado nenhum efeito colateral".

O Brasil é um dos líderes no mundo em pesquisas com o canabidiol e o professor José Alexandre Crippa é um dos maiores estudiosos do tema, com mais de dez anos pesquisando a substância.

Para o resultado ser válido, foram usados meios como o Parkinson Disease Questionnaire-39 (PDQ-39), considerado atualmente o mais apropriado para a avaliação da qualidade de vida e de sensação de bem-estar do indivíduo que tem a doença.

O trabalho foi desenvolvido durante seis semanas em 21 pessoas com Parkinson, mas sem quadro de demência ou problemas psiquiátricos.

Elas foram observadas por dez pesquisadores, sendo nove da Faculdade de Medicina da USP e um da Universidade Federal de Minas Gerais. Os resultados foram publicados no Journal of Psychopharmacology, da Associação Britânica de Psicofarmacologia.

Para Crippa, um dos motivos para a importância da pesquisa se deve ao fato de que hoje todos os medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson causam problemas como alucinações, náuseas e delírios.

"E uma complicação motora chamada discinesia tardia", completa.

Ele explica que isso ocorre porque são remédios que atuam no sistema de receptores da dopamina, substância química que tem um papel fundamental no controle das funções mentais e motoras, como a regulação da atenção, do estado de ânimo, a memória, a aprendizagem e até o movimento.

Para o pesquisador, é provável que o canabidiol atue no sistema endocanabinoide, formado por um conjunto de neurotransmissores que são semelhantes aos compostos químicos existentes na Cannabis sativa, a planta de onde é extraída a substância.

"Isso pode explicar a ausência de efeitos colaterais e representa um passo importante para uma nova opção de tratamento da doença".

Humor
Na pesquisa também foi constatado que a nova substância acaba com a flutuação nos sintomas psiquiátricos, ou seja, a variação de humor comum em quem utiliza medicamentos para controlar a ansiedade e a depressão geradas pelo Parkinson.

No estudo os participantes foram divididos em três grupos e um recebeu placebo, ou seja, uma pequena quantidade de óleo de milho.

O outro recebeu o canabidiol a 75mg/dia dissolvido ao óleo e o terceiro 300mg/dia, também dissolvido ao óleo de milho. Isso tudo sem que os pacientes ou os profissionais soubessem a que grupo cada sujeito pertencia.

O canabidiol foi fornecido por uma empresa alemã em forma de pó, com 99,9% de pureza e sem qualquer traço de THC - a substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha.

Depois de seis semanas, os pacientes apresentaram melhor qualidade de vida, conforme relato próprio e de familiares.

Segundo os pesquisadores, sintomas não motores, como a depressão e a apatia, deixaram de ser observados ou foram bastante reduzidos. Assim como situações motoras, como os tremores no corpo, que também praticamente desapareceram. Fonte: Exame.

Ebola

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Debilitado pelo Parkinson, Muhammad Ali não vai a estreia de documentário sobre a sua vida

Segundo irmão do ex-lutador, Ali está muito doente e mal consegue falar

13/10/2014 - RIO - Muhammad Ali está tão debilitado por causa da doença de Parkinson contra a qual luta há anos que mal consegue falar. O drama vivido pelo ex-lutador de 72 anos foi revelado pelo seu irmão, Rahman. Ele disse que a doença é o motivo pelo qual Ali não pôde participar da estreia do filme sobre a sua vida em Hollywood.

- Eu não tenho conseguido falar com o meu irmão sobre isso (o filme) porque ele está doente. Ele não consegue falar muito bem. Mas ele está orgulhoso que nós estamos aqui por ele. Ele deu a sua bênção ao filme - disse Rahman, em entrevista ao jornal "Sunday People".

Segundo a filha mais velha do ex-lutador, Maryum, Ali ainda não viu o filme.

- Ele não ainda não viu o filme, mas está empolgado para ver. Ele vai amar. Tenho certeza que vai. Ele vai chorar, rir e ficará muito orgulhoso - afirmou.

Assista o trailer oficil de I Am Ali AQUI.

O documentário "I am Ali" conta a história do lutar que conquistou três títulos mundiais dos pesos pesados. Dirigido por Clare Lewins, ele foca na vida do ex-lutador com a família e conta com depoimentos de outros ex-lutadores como Mike Tyson e George Foreman. Fonte: Globo G1.