sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON NO ES SÃO TRATADOS COM 'GAMETERAPIA'

Proposta de estudante é usar videogame, fazendo com que se movimentem.
Além de ajudar na coordenação motora, tratamento diverte o paciente.


Videogame auxilia pacientes com a doença (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Um projeto de iniciação científica do curso de fisioterapia de uma faculdade em Vitória  usa a tecnologia de entretenimento para trabalhar a recuperação de pacientes com doença de parkinson. Segundo os professores, atualmente, o projeto trabalha experimentando como a 'gameterapia' - terapia através de jogos de videogame - pode auxiliar na melhoria do equilíbrio do paciente que tem a doença.


A proposta é da estudante Vivian Oliveira Silva, que montou um projeto aprovado pela comissão de iniciação científica da faculdade. Através do videogame, os pacientes podem ter acesso a vários jogos de ação e, com o auxílio de um tipo de controle remoto, pode jogar até tênis sem ter que ir para uma quadra de esportes, por exemplo. Como a prática exige movimentação corporal, acaba auxiliando na deficiência motora deles e, ao mesmo tempo, divertindo.

“O jogo trabalha os reflexos dos pacientes. Achei essa técnica interessante porque é diferente na fisioterapia. Nós não vemos muitas técnicas s envolvendo a informática nessa recuperação. É uma forma de dinamizar os atendimentos dos pacientes”, contou a estudante.

Segundo os professores, a 'gameterapia'  já é utilizada em países como os Estados Unidos e cehgou ao Brasil há dois anos. É uma terapia adicional à fisioterapia e vem para somar como técnica para recuperação de pacientes com alguma sequela neurológica.

Segundo a estudante Vivian, além de se movimentar, os jogos fazem com que o organismo do paciente libere substâncias que dão prazer. "O paciente não encara o tratamento como uma obrigação, mas como um momento de diversão", disse.

SERVIÇO
Os atendimentos são realizados todas as quintas, das 8h às 17h, em uma sala da faculdade Católica Salesiana. Os pacientes têm 40 minutos de atendimento fisioterápico toda semana. Os  interessados podem procurar a Clínica Integrada de Atenção à Saúde da Católica (Ciasc) pelo telefone 27 3331-8654.

MAL DE PARKINSON
O mal de parkinson uma doença cerebral que causa tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar. A doença afeta homens e mulheres e é mais comum nos idosos.
Os sintomas iniciais são a dificuldade para começar ou continuar os movimentos, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira. Isso acontece porque os músculos, principalmente os das pernas, ficam rígidos. A doença não tem cura, mas há tratamentos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

ESTUDO CONFIRMA EFICÁCIA DE NOVO TRATAMENTO PARA PARKINSON


Um estudo em saguis, realizado pela equipe do Centro de Primatas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, e publicado pela revista americana Neuron, demonstrou a eficácia de uma nova neuroprótese no tratamento da doença de Parkinson. A nova terapia, denominada estimulação epidural da medula espinhal (EEMS), é pouco invasiva, podendo, no futuro, ser realizada sem a necessidade de internação hospitalar. 

Essa característica contrasta fortemente com um método tradicional de tratamento da doença de Parkinson - a estimulação cerebral profunda (DBS) – que envolve um procedimento cirúrgico de várias horas, ao qual podem ser submetidos apenas uma pequena fração dos pacientes parkinsonianos, devido ao caráter muito invasivo desse procedimento e os riscos associados ao mesmo. 

Os neurobiologistas do IINNELS que lideraram o projeto publicaram os seus resultados hoje (30/10/2014), na edição on-line da revista Neuron. O projeto foi liderado pelos neuroscientistas Romulo Fuentes (IINNELS) e Miguel Nicolelis (IINNELS e Duke University) e contou também com a colaboração de Per Pettersson da Universidade Lund, na Suécia. 

Depois do estudo original dos mesmos pesquisadores, realizado em roedores e publicado pela revista Science em 2009, mais de 50 pacientes parkinsonianos em todo o mundo já se beneficiaram do uso da EEMS. Os resultados desses primeiros testes clínicos têm sido extremamente encorajadores. De acordo com Romulo Fuentes, “a EEMS foi inicialmente usada no tratamento de dor crônica que não responde a medicamentos. Como alguns desses pacientes também desenvolveram a doença de Parkinson, o uso contínuo da EEMS também se mostrou eficaz no tratamento de sintomas motores produzidos por essa doença neurodegenerativa, principalmente aqueles relacionados a marcha e a postura”. 

Apesar do sucesso inicial, nenhum estudo em animais ou pacientes havia até hoje investigado os possíveis mecanismos através dos quais a EEMM produz seu efeito terapêutico em pacientes parkinsonianos. No estudo publicado hoje, os neurocientistas do IINNELS usaram uma toxina química, chamada 6-OHDA, para induzir a degeneração de neurônios produtores de dopamina em 5 saguis. Essa lesão química reproduziu, em todos os animais, as lesões observadas no cérebro de pacientes portadores de doença de Parkinson. Como consequência, todos os saguis apresentaram sintomas motores como “congelamento de movimentos”, distúrbios de locomoção, tremores, e falta de coordenação motora.

Para estudar os mecanismos neurofisiológicos envolvidos na doença de Parkinson induzida nesses animais, matrizes de microeletrodos foram implantadas cronicamente em múltiplas estruturas cerebrais que definem o sistema motor desses primatas. A seguir, eletrodos para estimulação foram implantados nos primeiros segmentos toráxicos da medula espinhal dos mesmos animais. Imediatamente após o início da estimulação elétrica da medula espinhal, todos animais apresentaram uma melhora significativa dos seus deficit motores. Os efeitos dessa terapia foram medidos de duas formas: a primeira, realizada de forma manual, foi executada por observadores que não sabiam se os animais estavam recebendo ou não a estimulação medular.

Esses observadores usaram uma escala para avaliar os sinais clínicos motores expressos por cada animal. Essa escala incluiu a avaliação do grau de “congelamento motor”, grau da redução de movimentos, coordenação motora, marcha, postura e capacidade de realizar movimentos motores finos. A segunda avaliação foi feita de forma automática, através da análise computacional de registros de vídeo que gravaram a movimentação dos animais. Essa análise automática revelou que a EEMS praticamente dobrou a produção de movimentos nos saguis parkinsonianos. 

Segundo Romulo Fuentes, o nível de melhora variou de animal para animal, mas todos eles demonstraram um alívio significativo do deficit motor. "Em um desses animais, que não era capaz de realizar nenhum movimento, o uso da EEMS fez com que o macaco voltasse a se movimentar normalmente. Enquanto a EEMS perdurou, esse animal foi capaz de usar as mãos para apanhar pedaços de alimentos e deglutir normalmente", disse. 

De acordo com Nicolelis, "esses dois métodos de avaliação revelaram uma melhora signficativa na capacidade de locomoção que se assemelha aos resultados obtidos em nossos estudos com roedores e numa série de estudos em que a EEMS foi testada em pacientes parkinsonianos". 

Nicolelis também ressaltou que “os saguis tratados com a EEMS demonstraram melhora importante em sintomas motores que normalmente são difíceis de serem revertidos com o método da estimulação cerebral profunda, como por exemplo os distúrbios de postura, marcha e velocidade de movimento”. 

Ao analisar os resultados obtidos com os registros neurofisiológicos, o grupo de neurocientistas do IINNELS observou que os sinais clínicos da doença de Parkinson eram acompanhados por padrões oscilatórios patológicos da atividade elétrica neural em múltiplas estruturas do sistema motor. Essas oscilações neurais patológicas foram corrigidas com o uso da EEMS, fazendo com que o sistema motor voltasse a apresentar padrões normais de atividade neural. Em uma outra série de experimentos, observou-se que o uso da droga L-DOPA, normalmente usada no tratamento inicial da doença de Parkinson, produziu o mesmo efeito de eliminar as oscilações patológicas neurais do sistema motor. 

“Foi realmente surpreendente observar que a EEMS produziu efeitos muito similares aqueles induzidos pelo uso da L-DOPA”, disse Fuentes. De acordo com Nicolelis, “esses experimentos foram fundamentais para estabelecer quais são os efeitos fisiológicos da EEMS num sistema nervoso que é muito mais semelhante ao cérebro humano”. “Esses estudos em primatas vão nos permitir selecionar parâmetros de estimulação que podem gerar os melhores resultados possíveis em pacientes parkinsonianos”, acrescentou Fuentes. 

De acordo com ambos os neurocientistas, o fato da EEMS ser realizada através de um processo muito menos invasivo e mais barato do que outras alternativas cirúrgicas, bem como o sucesso do uso desse método em macacos, vai contribuir para a realização de mais testes clínicos num futuro próximo. 

Como ressaltou Fuentes, "a EEMS não requer a invasão do tecido nervoso, uma vez que os eletrodos de estimulação são implantados sobre a membrana que recobre a medula espinhal”. 

Nicolelis também enfatizou que “como a EEMS requer um procedimento cirúrgico muito simples, os pacientes, no futuro, poderão se submeter ao procedimento pela manhã e deixar o ambulatório no começo da tarde”. 
Além de Petersson, Fuentes e Nicolelis, o trabalho publicado na revista Neuron é assinado por Maxwell Santana, Pär Halje, Hougelle Simplicio, Ulrike Richter, e Marco Aurélio M. Freire. Todos os experimentos desse estudo foram realizados no Centro de Primatas do IINNELS, localizado na cidade de Macaíba, Rio Grande do Norte. 

Esse trabalho foi financiado conjuntamente pelas seguintes agências: The Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research; a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ); o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINNELS); o Swedish Research Council; Swedish Society for Medical Research; o Olle Engkvist, Parkinson Research, Crafoord, Åke Wiberg, Magnus Bergvall, Kockska and Segerfalk Foundation; e o National Institutes of Health (NIH).


Depois dos 50

Mitos e verdades sobre a sexualidade na melhor idade
Segundo especialista, prazer pode ser ainda melhor com o passar dos anos

30/10/2014 | A sexualidade mudou, mas ainda é cercada de mitos, principalmente para quem já passou dos 50 anos. Ainda hoje, homens e mulheres têm vergonha de falar sobre sua vida sexual, mesmo com médicos.

– As pessoas procuram o ginecologista e o urologista quando têm um problema e o geriatra para acompanhamento. Este faz um interrogatório mais profundo com os pacientes e, muitas vezes, eles pedem para pular as questões que envolvem a sexualidade – diz Newton Terra, geriatra e diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.

Filhos e netos contribuem para que os mais velhos enxerguem o próprio corpo como algo impróprio. O problema se agrava quando o assunto é sexo e afetividade. Uma pesquisa realizada pelo Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, com 8 mil pessoas, mostra que 93% dos homens com mais de 50 anos se consideram sexualmente ativos, e só 76% das mulheres. O contraste aumenta entre o grupo com mais de 60: 87% dos homens e 51% das mulheres ainda se mantêm sexualmente ativos.

Preconceito dificulta combate à aids em idosos, aponta estudo

Perda do desejo sexual das mulheres na velhice é um mito, diz
sexóloga

– Ainda que doenças como a aids tenham mudado a forma como as pessoas falam sobre sexo, uma mulher mais velha que anuncia um relacionamento sexual para a família ainda enfrenta mais problemas do que os homens. Casais que estão juntos há mais de 30, 40 anos, não têm liberdade de conversar. Sexo ainda parece um palavrão – apontou.

Confira os mitos destacados por Terra:

Eles não são assexuados
– É comum condenarem os mais velhos a seres assexuados e criarem barreiras para que os pais e avós não possam ter um novo relacionamento ou mesmo falar sobre sexo. É um crime fazer isso com eles – destacou o geriatra.

Cuidados
Assim como qualquer pessoa, o uso de camisinha é indispensável. Terra ressalta que associar medicamentos para a pressão, por exemplo, a drogas que melhoram o desempenho pode ser prejudicial. Por isso, conversar com o médico é indicado antes de passar na farmácia e comprar o famoso Viagra.

O prazer só aumenta
As alterações físicas que podem chegar com a idade não alteram o prazer. Pelo contrário, a idade pode fazer com que a relação seja ainda mais prazerosa.

Beijar é o melhor remédio
– Idosos adoram ser beijados e abraçados. Eles são muito carentes porque, geralmente, paramos de ser carinhosos com os mais velhos por vergonha. Muitas clínicas separam os grupos por sexo. Em presídios, o condenado pode receber visitas íntimas, mas um homem mal pode pegar na mão de uma mulher quando participam de uma mesma associação, por exemplo.

Libido não é mito
A mulher pode ver sua libido diminuir e deve discutir com sua ginecologista sobre os riscos e benefícios da reposição hormonal. Para Terra, nem toda mulher precisa desses recursos, até porque o mau uso pode ser fatal.

Desempenho só melhora
Exercício é fundamental para o desempenho sexual, mas, principalmente, para manter a qualidade de vida. Fonte: Zero Hora.

Sem otimismo, nada feito!

Postos de saúde de João Pessoa estão sem remédios para o tratamento de Parkinson

Assista no Globo G1 (4:43) "Falta L-Dopa, pramipexole, ...".

Enfermeira dos EUA desafia regras de quarentena por ebola e sai de casa

Kaci Hickox teve resultado negativo para ebola depois de voltar da África.
A enfermeira saiu de sua casa para passear de bicicleta com namorado.
Kaci Hickox anda de bicicleta com o namorado, Ted Wilbur, por uma estrada rural (Foto: AP Photo/Robert F. Bukaty)
30/10/2014 - Uma enfermeira do estado norte-americano do Maine, que ameaçou processar o governo devido a uma quarentena de ebola que ela considera não ter base científica, desafiou as ordens das autoridades e saiu de casa para um passeio de bicicleta nesta quinta-feira (30), mostraram imagens de televisão.
Kaci Hickox saiu de sua residência em Fort Kent para passear de bicicleta pela manhã com o namorado, de acordo com a "MSNBC" e outras emissoras.

Hickox, de 33 anos, teve resultado negativo para um exame de ebola realizado após voltar da África Ocidental, onde tratou pacientes com a doença. Ela disse que pretende levar o caso aos tribunais se o estado não suspender a quarentena até esta quinta-feira.

Ela já tinha dito, na quarta-feira, que iria questionar as restrições de seu estado natal e que não planejava seguir as diretrizes que exigem que ela fique em quarentena até o dia 10 de novembro.

“Se as restrições impostas a mim pelo estado do Maine não forem suspensas até a manhã de quinta-feira, irei ao tribunal lutar pela minha liberdade”, declarou ela em uma entrevista ao programa “Today”, do canal de televisão NBC.

Em várias entrevistas à mídia, Hickox afirmou estar bem de saúde e não exibir nenhum sintoma do vírus que assinale o período no qual uma pessoa infectada pode transmitir a doença. Falando em sua casa de Fort Kent, no Maine, ela disse que vem monitorando e medindo a temperatura duas vezes por dia.
Mas ela criticou veementemente as diretrizes estaduais que exigem que ela permaneça isolada em casa por 21 dias – tempo máximo de incubação do vírus –, declarando estar “abismada” com as restrições, que considera inconstitucionais e não serem baseadas na ciência. “Não pretendo me ater às diretrizes”, disse ela à NBC, na quarta-feira.

Os advogados de Hickox declararam aos canais ABC e NBC que as autoridades do Maine terão que ir aos tribunais para impor uma quarentena e que, se o estado o fizer, sua cliente irá contestar a medida.

A Casa Branca comentou que o presidente Barack Obama espera que as autoridades estaduais tomem uma decisão baseada na ciência para determinar ou não a quarentena a profissionais que voltam da Árfica Ocidental, mas que a decisão é do estado.

Perguntado sobre a situação de Hickox, o porta-voz da Casa Branca disse que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças está em contato com as autoridades de saúde pública do Maine.

Hickox trabalhou com a organização Médicos Sem Fronteiras para ajudar a tratar pacientes com o vírus em Serra Leoa e questionou seu isolamento inicial em Nova Jersey.

“Eu me sinto absolutamente ótima”, declarou no programa “Good Morning America”, da ABC. “Estou totalmente livre dos sintomas.” Fonte: Globo G1.

Estimulação elétrica da medula

Brasileiros apresentam novo tratamento para a doença de Parkinson
Equipe do cientista Miguel Nicolelis diz que o método é menos invasivo que a tradicional estimulação cerebral profunda

30/10/2014 | Uma equipe do Centro de Primatas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINNELS),em Natal, demonstrou a eficácia de uma nova neuroprótese no tratamento da doença de Parkinson.

A nova terapia, denominada estimulação epidural da medula espinhal (EEMS), é pouco invasiva, podendo, no futuro, ser realizada sem a necessidade de internação hospitalar, segundo o cientista Miguel Nicolelis, fundador do centro na capital do Rio Grande do Norte.

Em sua página no Facebook, Nicolelis afirma que essa característica contrasta fortemente com um método tradicional de tratamento da doença de Parkinson - a estimulação cerebral profunda (DBS) — "que envolve um procedimento cirúrgico de várias horas, ao qual podem ser submetidos apenas uma pequena fração dos pacientes Parkinsonianos, devido ao caráter muito invasivo desse procedimento e os riscos associados ao mesmo".

A pesquisa foi realizada em saguis e teve, além de Nicolelis, a participação de Romulo Fuentes, também do IINNELS, e a colaboração de Per Pettersson, das universidade de Lund, na Suécia. O trabalho foi publicado na revista Neuron, e uma versão anterior — com testes em roedores — havia sido publicada na revista Science, em 2009.

— A EEMS foi inicialmente usada no tratamento de dor crônica que não responde a medicamentos. Como alguns desses pacientes também desenvolveram a doença de Parkinson, o uso continuo da EEMS também se mostrou eficaz no tratamento de sintomas motores produzidos por essa doença neurodegenerativa, principalmente aqueles relacionados a marcha e a postura — explicou Fuentes.

As experiências foram realizadas com matrizes de microeletrodos implantados no cérebro e na medula espinhal dos animais. A estimulação elétrica resultou em uma melhora significativa dos déficits motores dos saguis.

O fato de o método ter um processo pouco invasivo e mais barato do que outras alternativas cirúrgicas, segundo os pesquisadores, irá contribuir para que sejam realizados testes clínicos em um futuro próximo. Fonte: Zero Hora. Leia também "Estudo confirma eficácia de novo tratamento para Parkinson".

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A MUCUNA E A DOENÇA DE PARKINSON

por José de Oliveira Ramos
29 outubro 2014 - (...) Infelizmente, nas três últimas décadas tem sido grande a preocupação e maiores ainda as dificuldades para debelar ou até minimizar dois doençaes que afligem os brasileiros: doença de Parkinson e Alzheimer. A cura, acredita-se, está distante de ser alcançada. (...)

Sementes da mucuna
mucuna – Algum dia, quem já foi obrigado a se alimentar apenas com a “babinha” do tucum – um pequeno coco existente em grande quantidade nas regiões o Norte/Nordeste -, sabe das dificuldades que encontra quem já viveu na roça na época da seca. Na seca, cobra verde e cadoençaeão (iguana) mudam de cor. Tudo fica muito difícil. (...)

E – descendentes da união de negros com índios – aprendemos a conviver com algumas das regras que a natureza nos impôs. É gratificante quando alguém descobre a direção do vento e, melhor ainda, quando aprende para onde ele vai. E foi na seca, na necessidade total, que aprendemos a descobrir água. Conhecemos o cipó da mucuna. Dentro daquele cipó, feio, retorcido, está o líquido da vida. Com certeza, alguém que não conhecemos nem alcançamos colocou água ali dentro, da mesma forma e usando o mesmo manancial que enche o coco.

Mucuna é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae. Planta indicada no tratamento da doença de Parkinson, da impotência sexual e como anabólico. Ajudando na perda de peso.

Cipó da mucuna
Propriedades medicinais da Mucuna pruriens – Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas, estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação.

Indicações/benefícios – Doença de Parkinson (contém L-dopa natural). Impotência e disfunção erétil. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento. Ajudando na perda de peso.

A ayurveda é sem dúvida o sistema mais antigo de medicina no mundo – e a única medicina tradicional para estar baseada em princípios científicos. O uso da erva M. pruriens na medicina ayurvédica vem de épocas de mais de 4.500 anos atrás. M. pruriens tem um perfil bioquímico fascinante, contendo uma grande quantidade de ingredientes ativos, como nicotina, serotonina e L-dopa (ou dihidroxifenilalanina) – o precursor principal do neurotransmissor dopamina, isolado por cientistas índios em 1936.

Quando a dopamina produzida pelos neurônios é afetada pela doença de Parkinson, resulta em tremores incontroláveis, rigidez dos músculos, dificuldades para falar, escrever e se equilibrar e lentidão de movimentos. A deficiência subclínica de dopamina é responsável pelo sentimento de depressão e falta de desejo sexual. A dopamina é considerada o neurotransmissor “feelgood”, produzido pelo cérebro quando se quer “estar contente” ou dar ao corpo uma “recompensa”. É também um intermediário na produção de norepineprina (ou noradrenalina, o neurotransmissor que nos desperta do sono) e é efetivo a estimular a produção do hormônio de crescimento (HgH).

Em um estudo comparativo com anidoença na doença de Parkinson, na qual quantidades iguais de princípio ativo eram usadas, o extrato de Mucuna pruriens mostrou ser duas a três vezes mais efetivo que o L-dopa sintético. Isso sugere que seja o perfil bioquímico da erva como um todo, e não só o princípio ativo, que é responsável por aumentar sua efetividade significativamente tratando sintomas da doença. Estudos humanos também mostraram benefícios neurológicos importantes para M. pruriens, ao contrário do L-dopa sintético – tolerância excelente e quase nenhum efeito colateral.

É provável que quando se toma um extrato da erva juntamente com tribulus terrestris aumenta-se a quantidade de L-dopa que alcança o cérebro. Tribulus contém um inibidor moderado de monoamina oxidase, uma enzima degradante da dopamina. Este modo natural de melhorar os efeitos de M. pruriens foi reconhecido por médicos ayurvédicos durante mais de 1.000 anos.

O extrato padronizado de Mucuna pruriens estimula a secreção de hormônio do crescimento (HgH) pela glândula pituitária. O hormônio do crescimento é indubitavelmente o hormônio antienvelhecimento mais poderoso: encoraja a massa muscular e desencoraja a gordura de corpo, melhora a força e nivela a energia, aumenta o senso de bem-estar e tem uma influência positiva em muitos outros aspectos de saúde. M. pruriens também é usado na medicina ayurvédica para restabelecer a libido (junto com tribulus terrestris); aumentar os níveis de testosterona (como mostrado em um estudo controlado) e dopamina; em casos de esterilidade masculina e feminina (aumentando a contagem de esperma e encorajando a ovulação); melhorar a agilidade mental, a coordenação motora e tratar condições de apatia.

Estudos farmacológicos mostraram sua utilidade como estimulante de SNC, anti-hipertensivo, estimulante sexual e mais.

Efeitos colaterais: doses elevadas de Mucuna pruriens podem causar superestimulação, aumento da temperatura corpórea e insônia.

Contraindicações: a semente pode causar problemas de nascimento e estimular a atividade uterina.

Deve ser evitado por mulheres durante a gravidez.

Mucuna pruriens mostrou ter a habilidade de reduzir o açúcar do sangue. Aqueles com hipoglicemia ou diabetes devem usar somente sob supervisão médica. Mucuna pruriens possui atividade androgênica, aumentando os níveis de testosterona; pessoas com síndromes andrógenas excessivas devem evitar o uso. Mucuna pruriens inibe a prolactina.

Caso você tenha uma condição médica resultando em níveis inadequados de prolactina no corpo, não use a menos que sob supervisão médica. A semente contém alta quantidade de L-dopa. Levodopa é o medicamento usado para tratar doença de Parkinson.

Pessoas com doença de Parkinson devem apenas usar sob supervisão médica ou de um terapeuta. Dose recomendada: 400 mg uma vez ao dia ou em doses divididas, duas vezes ao dia, ou conforme recomendação médica. Cada 400 mg deve conter em média 15% de L-dopa padronizado. Fonte: Renata Dias (texto adaptado)

ATENÇÃO – Não temos nenhuma pretensão de induzir alguém a recorrer ao uso da “mucuna” para fins terapêuticos. Somos apenas um Jornalista que, depois de pesquisar, resolveu produzir uma matéria e sugerir alguma alternativa para minimizar a devastadora atuação da doença de Parkinson no corpo humano.

A primeira alternativa de quem se interessar pelo assunto, é recorrer a um médico, especialista da área, capaz de descobrir o “doença”, e orientar o paciente no tratamento. Mas, a mucuna não deixa de ser “mais uma” alternativa. Fonte: Jornal da Besta Fubana.

A primeira vez que abordamos o tema Mucuna Pruriens (agora também chamada de feijão-da-flórida ???) neste blog foi em dez/2002. À época só era obtível nos EUA. Hoje já esta disponível no Brasil, sendo possível comprar na internet (encapsuladas azul e branco). Fiz isso e tomei por 3 meses. Penso que ajuda um pouco na redução dos sintomas. Soma daqui, soma dali, pode ser que funcione com você. Cada caso é um caso. Teoricamente não tem efeitos colaterais e eu não senti nenhum negativo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Como se propaga o Parkinson de célula para célula

October 28, 2014 - Este é o Minuto Medscape Neurology. Eu sou o Dr. Alan Jacobs.

Um grupo internacional e interdisciplinar de pesquisadores, centrado no Instituto de Neurologia Clínica, em Viena, demonstrou como a doença de Parkinson pode se espalhar de célula para célula no cérebro humano. [1] Eles realizaram este estudo usando um anticorpo desenvolvido em colaboração com uma empresa de biotecnologia alemã; é o primeiro estudo a distinguir entre o normal e as formas de alfa-sinucleína associados à doença. Com o anticorpo os pesquisadores descobriram que as células nervosas humanas tomam de uma alfa-sinucleína patológica e transferem a doença de uma célula para a próxima, em um processo semelhante a uma infecção. Os investigadores observaram que um tal mecanismo de propagação de célula para célula pode servir como um ponto de intervenção terapêutica através do bloqueio do mecanismo de transferência. Num estudo relacionado, [2] que também mostrou que o novo anticorpo pode ser utilizado para detectar doenças associadas à alfa-sinucleína em fluido cerebrospinal de pacientes com sinucleinopatias, permitindo o diagnóstico precoce de demências devidas a doenças relacionadas com o Parkinsonismo. Este foi o Minuto Medscape Neurology.

Eu sou o Dr. Alan Jacobs. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedScape, onde está o vídeo com áudio em inglês (1:20).

Caí no "golpe" do congelamento em banco privado do sangue do cordão umbilical do meu filho

28 Outubro 2014 | Quatro anos depois do nascimento do Samuca, recebo um boleto “salgado” para pagar: Cerca de 800 reais. É a anuidade pelo congelamento do sangue do cordão umbilical dele, rico em células tronco embrionárias. O ano em que ele nasceu, 2010, o procedimento era caro – cerca de seis mil reais – e uma “sensação” entre pais e mães. Depois de uma luta para engravidar e duas fertilizações in vitro na bagagem, guardar as células tronco do meu filho parecia uma poupança para a saúde dele. O apelo era grande. As empresas que fazem a coleta e o congelamento tinham quiosques dentro dos hospitais (acho que ainda têm) e esse tipo de pesquisa estava no centro das discussões mundiais – já se sabia que as células tronco do cordão são muito especiais porque têm a capacidade de se transformar em células de todos os 216 tecidos que formam o corpo humano. Seria possível criar em laboratório órgãos para transplante, curar diabetes, infarto, lesões de medula, Parkinson, Alzheimer. As possibilidades eram grandes e passei os últimos quatro anos lendo e me informando para descobrir que…. talvez nada disso seja viável nas próximas décadas.
Em 2013, ou seja, três anos depois do nascimento do meu filho, soube que a Anvisa lançou uma cartilha sobre os “mitos” de congelamento de cordão umbilical: No Brasil, entre 2003 e 2010, 45.661 unidades de cordão umbilical foram armazenadas em bancos privados, mas apenas três foram utilizadas para transplante autólogo, ou seja, do próprio doador. “Segundo dados da ANVISA, em cerca de 20 mil amostras de sangue de cordão congeladas, só uma será utilizada em transplante até os 20 anos de idade do paciente. E mesmo nestes casos, você poderia recorrer à própria medula óssea para obter essas células. Para armazenar por 20 anos, quanto se gastará? O congelamento para uso do próprio doador está muito longe de ser um seguro de vida, como os bancos privados parecem sugerir”, explica o médico hematologista e hemoterapeuta, doutor em ciências médicas pela Faculdade de Medicina da USP, Murilo Chermont Azevedo. “O argumento é que as umbilicais são mais precoces e que assim poderiam ser mais facilmente reprogramadas – mas isto não tem comprovação científica até o momento”, completa.

E mesmo que esse material fosse necessário – no caso de uma (bate na madeira) leucemia, o uso do próprio material genético da criança para um transplante é questionado pelos médicos: “Já se sabe que em casos de leucemias, provavelmente exista uma tendência genética presente desde o nascimento, portanto o transplante de células de cordão da própria pessoa não é considerado como um tratamento curativo. A melhor opção, se houver indicação de transplante de células-tronco, continua sendo a utilização de um doador compatível”, explica o médico. ”Esse material poderia ser útil em casos ainda mais excepcionais, nos quais existe alto risco de doenças genéticas para anemias hereditárias, como a talassemia e a anemia falciforme”, completa. Samuca não tem nenhuma dessas doenças, ainda bem.

Faço ao médico, que ainda não tem filhos, a clássica pergunta de quem fica encurralada e sem argumentos para defender a própria escolha: “E se fosse seu filho? Você não congelaria o sangue do cordão umbilical dele?” A resposta me surpreende, já que o hematologista se mostrou até aqui contrário à prática. “Armazenaria somente na rede pública, para uso em quem precisasse”. A chance desse material ser útil a alguém aumenta se toda a população tiver acesso a ele. As redes nacionais podem ser interligadas às internacionais, aumentando as chances de salvar a vida de alguém. Mas como o sangue do cordão do Samuca está em um banco privado o único que pode usar é meu próprio filho ou a nossa família. Avanço no questionamento: “Doutor, você descartaria esse material se estivesse no meu lugar?”. ”Eu tentaria doar a um banco público até a última possibilidade.Se não fosse possível, descartaria sem crise de consciência. Afinal, a essa altura você já sabe que ele não tem uma dessas raras doenças genéticas e não haveria utilidade em caso de leucemia”, garante. O desafio agora é esse: tentar doar a um banco público. O próprio médico acredita que isso talvez não seja possível, porque não há como saber as condições de coleta ou mesmo se estavam sendo armazenadas adequadamente. Ninguém fiscaliza isso. Mas e se…? E se??? Fico pensando que uma revolução não pode acontecer da noite para o dia. Não sei o que fazer. A anuidade deste ano já está paga, ou seja, tenho mais um ano para decidir o destino desse tesouro que, por enquanto, não pode deixar ninguém rico. Apenas me deixa, a cada ano, 800 reais mais pobre. Fonte: Estadão.

Dois pesos, duas medidas

Não sei se os chefes, muito provavelmente "cargos em comissão", que se locupletam à mãos cheias, não deveriam ser detidos por provocarem a ira dos contribuintes pelo descaso, filas, mau atendimento e serem coniventes com isto. Ou o secretário de saúde, algum responsável, escondido na difusão da linha burocrática. 

Este cartaz, exceto alguns raros funcionários com boa vontade, é o que encontramos ao comparecer à Farmácia de Medicamentos Especiais do RS em Porto Alegre. Um prédio mal conservado, sujo, inadequado, caindo aos pedaços e com "o sistema" fora do ar.

Tudo isso a cada 5 meses pois tenho que revalidar o Laudo Médico (que dá acesso ao medicamento), apresentar Laudo Neurológico e Termo de Esclarecimento e Responsabilidade. Na cabeça dos "burrocratas", a cada interregno posso ter me "curado" do parkinson. Somente se não me "curei" eles autorizam a entrega do medicamento. Mas ainda assim, apesar de quererem se ver livres de mim, que eu desista, eu acredito: vamos mudar esta MERDA!
,,

terça-feira, 28 de outubro de 2014

CANABIDIOL É EFICAZ CONTRA PARKINSON, SEM EFEITOS COLATERAIS

Com informações da Agência USP



O canabidiol, derivado da maconha,
também já foi testado contra fobia social
 
e ansiedade provocada por trauma,
entre várias outras aplicações médicas.
[Imagem: Wikipedia]
Realizado pela primeira vez em seres humanos, um estudo usando o canabidiol - um composto ativo derivado da maconha - mostrou eficácia para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar geral em pacientes com doença de Parkinson.

"Com a vantagem de não ter apresentado nenhum efeito colateral," acrescenta o Dr. José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP).

O canabidiol foi fornecido em forma de pó, com 99,9% de pureza, e sem qualquer traço de THC, a substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha.




 Dopaminérgico e endocanabinoide

O professor Crippa explica que todos os medicamentos utilizados até hoje para tratar a doença de Parkinson atuam primordialmente no sistema dopaminérgico, o conjunto de receptores da dopamina, substância química que tem um papel fundamental no controle das funções mentais e motoras.

Segundo o pesquisador, "essa pode ser a causa de efeitos colaterais como alucinações, náuseas, delírios e de uma outra complicação motora chamada discinesia tardia, entre outras", uma vez a dopamina está envolvida, com a regulação da atenção, do estado de ânimo, da memória, da aprendizagem e do movimento.

Já o canabidiol atua no sistema endocanabinoide, formado por um conjunto de neurotransmissores que são semelhantes aos compostos químicos existentes na Cannabis sativa, ou maconha, planta de onde é extraída a substância canabidiol. "Isso pode explicar a ausência de efeitos colaterais e, com isso, dá um importante passo para uma nova opção de tratamento da doença," disse o pesquisador.

Outro aspecto apontado pelo pesquisador como animador foi a ausência de flutuação nos sintomas psiquiátricos, ou seja, a variação de humor comum em quem utiliza medicamentos para controle dos sintomas não-motores da doença, como depressão e ansiedade, por exemplo, que se dão entre os intervalos de uso dos medicamentos.

Sem efeito psicoativo
O estudo foi duplo-cego, ou seja, nem os pacientes nem os profissionais que os acompanharam sabiam a que grupo cada paciente pertencia - se estavam recebendo placebo ou uma de duas doses diferentes de canabidiol.
Após as seis semanas de uso do canabidiol e nova avaliação, foi relatada percepção de melhora da qualidade de vida e do bem-estar dos pacientes. "E esse relato foi feito pelo paciente e pelos seus familiares, tanto para os sintomas motores, como os não motores. E foram significantes para os que receberam canabidiol a 75mg/dia e, ainda maior, para os que receberam o canabidiol a 300mg/dia", comemora o professor.




Vida

Vivam eles,
Vivais vós,
Vivamos nós,
Viva ela...

Viva eu,
Vivas tu,............,

Viva o rabo do tatu!

Você tem a doença de Parkinson ou parkinsonismo?

Como saber a diferença - e pedir ajuda.

Oct. 27, 2014 | Imagine a população americana saudável como uma curva de sino. As pessoas com doença de Parkinson seriam para a parte plana da curva, diz Peter Schmidt, diretor de informação da Fundação Nacional de Parkinson. E se os pacientes com doença de Parkinson constituem outra curva do sino, as pessoas com uma variedade de condições que inicialmente parecem Parkinson - e são coletivamente classificadas como síndrome de Parkinsonismo atípico - formam a parte mais plana do que curva.

A doença de Parkinson atinge cerca de 1 milhão de pessoas nos EUA, e muito menos (não mais de 10 mil) que sofre de um espectro de desordens que imitam a doença de Parkinson. Mas cerca de um quarto das pessoas com essas doenças são diagnosticadas com a doença de Parkinson. E seu prognóstico é geralmente pior, caracterizada por uma deterioração rápida e mais curta longevidade. Ambos doença de Parkinson e Parkinsonismo envolvem uma perda de neurônios na região dos gânglios da base do cérebro, mas no Parkinsonismo, a perda de neurônios é mais abrangente, em outras partes do cérebro, como diz McFarland.

"Para muitos com esses distúrbios atípicos, a média de vida é de cinco a 10 anos. A deficiência vem mais rapidamente ", diz Nikolaus McFarland, professor assistente de neurologia do College of Medicine da Universidade da Flórida. "Infelizmente, até à data, nós realmente não temos uma varredura latente da imagem do cérebro ou exame de sangue que nos ajude a distinguir esses pacientes", McFarland continua, acrescentando que o "desafio da próxima década" é identificar os exames e tratamentos.

Parkinsonismo: o termo "Grab-Bag" (n.t.: saco de surpresas)

O rosto mascarado. O tremor. Os movimentos mais lentos. Sinais da doença de Parkinson - exceto quando não é. Muitas pessoas passam anos antes de serem diagnosticadas corretamente, e que normalmente vem depois que as drogas usadas para tratar a doença de Parkinson não funcionam.

A doença de Parkinson real tem quatro características fundamentais, McFarland diz: um tremor de repouso (que vai embora quando você se move), rigidez, abrandamento de movimentos e uma marcha anormal. Então, se vocês são diferentes, é preciso investigar o porquê.

"Se eles não respondem aos medicamentos clássicos, é uma bandeira vermelha para olhar para outras doenças", diz McFarland, que também é um especialista em distúrbios do movimento no Centro de UF para Distúrbios do Movimento e Neurorestauração. "Eu poderia ser o terceiro, quarto ou quinto neurologista a identificar o diagnóstico. As pessoas vão consultar o médico e não obtém a resposta certa."

Assim como nem todos os geriatras e clínicos gerais estão equipados para tratar a doença de Parkinson, embora possam diagnosticá-la, nem todos os neurologistas podem tratar adequadamente as síndromes do Parkinsonismo atípico. Assim, os pacientes que suspeitam ter devem ser pró-ativos sobre procurar um especialista em distúrbios de movimento, diz Jim Beck, vice-presidente de assuntos científicos da Fundação da Doença de Parkinson. A Fundação tem uma linha de apoio as pessoas podem ligar para encontrar o especialista mais próximo: 1-800-457-6676.

As condições

A síndrome mais reconhecível, pelo menos aos olhos do público, pode ser o que tem George HW Bush: Parkinsonismo vascular, que é essencialmente a coagulação no cérebro causada por mini-derrames, diz Beck. Algumas outras condições incluem:

Doença do corpo de Lewy. Esta é caracterizada pelo aparecimento precoce de disfunção cognitiva e demência. As pessoas também podem ter alucinações, o que torna o tratamento mais difícil, uma vez que os anti-psicóticos usados para tratar alucinações podem agravar outros sintomas de Parkinsonismo, diz McFarland.

Paralisia supra-nuclear progressiva. Os pacientes têm demência precoce, problemas de movimento dos olhos e uma tendência de queda, diz McFarland. Eles não têm o tremor de repouso típico de pacientes com doença de Parkinson, mas eles têm rigidez e lentidão, acrescenta, e eles não respondem à terapia de reposição de dopamina.

Degeneração córtico-basal. Uma das condições mais raras no espectro do Parkinsonismo, os pacientes geralmente perdem função em um lado de seu corpo, McFarland diz, e eles podem desenvolver síndrome do membro alienígena, em que um membro faz o que quer. Eles também podem desenvolver problemas de fala e movimentos espasmódicos do corpo.

Parkinsonismo induzido por drogas. Certos medicamentos, ou seja, anti-psicóticos, mas também medicamentos anti-náusea e alguns medicamentos anti-convulsivos, podem causar Parkinsonismo, diz McFarland. A maioria dos sintomas desaparecem após pessoas com Parkinsonismo param de tomar os medicamentos.

Atrofia sistémica múltipla. Pessoas com esta condição, por vezes, parece que têm problemas com a coordenação; eles podem ter problemas com as funções do intestino e bexiga, McFarland diz, acrescentando que, por vezes, quando se levantar, sua pressão arterial pode cair, e eles desmaiam. Os homens podem desenvolver disfunção erétil, e as mulheres, retenção de urina.

Tomar o tema em suas próprias mãos

Distinguir esses transtornos da doença de Parkinson é difícil, e o diagnóstico correto, muitas vezes não é feito até que os sintomas dos pacientes progridam. Por essa razão, McFarland sugere que as pessoas com sintomas desses distúrbios procurem grupos de apoio da doença de Parkinson.

"Veja se os seus sintomas coincidem com os deles. Se você ver que são diferentes, que é onde eu gostaria de pedir ao médico: 'Tem certeza de que eu tenho a doença de Parkinson, ou [poderia ser] um outro transtorno'"

As varreduras do cérebro e ressonância magnética estão ficando melhores para identificar as características distintivas destas condições, e o DaTSCAN – aprovado pela Food and Drug Administration, mostra a distribuição anormal de dopamina no cérebro. Ainda assim, McFarland continua: "Na doença de Parkinson, sabemos exatamente onde o cérebro se degenera. Para as atípicas [doenças], a degeneração é muito mais ampla. "Ele acrescenta que a identificação dos padrões de disfunção cerebral caracterizadas por cada doença podem ajudar a identificá-las mais cedo.

No momento, no entanto, os tratamentos para estes distúrbios permanecem limitado à fisioterapia, terapia ocupacional e exercícios, Schmidt diz, acrescentando que estes são os mesmos tratamentos (medicamentos), mais utilizados para pacientes com doença de Parkinson.

E enquanto ela pode ser importante para pacientes com transtornos Parkinsonismo a procurar grupos de apoio específicos à sua condição, da garantia para o dinheiro de pesquisa deve cair sob o mesmo guarda-chuva, acrescenta Schmidt. "Eu sempre digo que a comunidade de Parkinson é mais forte na condução de dólares de pesquisa se ​​for unificada", diz ele. "Trabalhar para entender os gânglios da base pode ajudar a todos." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Health US News.

Um ou outro, p'ra mim irrelevante! Qq um é ruim.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Esperamos por você !

Não esqueça: Hoje tem "chat".

Clique as 20:30 h AQUI=> www.amigogamp.com.br

Novo gene ligado à cegueira e doença de Parkinson

Um gene ligado à cegueira e doença de Parkinson abre espaços para novos tratamentos de doenças relacionadas com o envelhecimento
O epitélio do pigmento da retina (EPR) é um tecido que reveste a parte de trás do olho. Envelhecimento, agressões ambientais (tóxicos) e predisposições genéticas contribuem para a morte de células do EPR em doenças, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e retinite pigmentosa (RP), que acabará por levar a deficiências visuais graves ou cegueira.

October 26, 2014 – O EPR também produz L-Dopa, um composto químico intermediário necessário para a produção de uma substância química, chamada dopamina, que é crucial para a comunicação de certas células especializadas do cérebro, os chamados neurônios dopaminérgicos. Quando esses neurônios começam a morrer muito, por causa do envelhecimento e predisposições genéticas, os pacientes desenvolvem a doença de Parkinson.

Os resultados, publicados on-line em 24 de outubro no The Journal of Biological Chemistry e apoiados por bolsas dos Institutos Nacionais de Saúde, fornecem um link genético tentador entre uma proteína multifuncional, chamada RanBP2 e a morte (degeneração) do EPR e doença de Parkinson.

A equipe liderada pelo Dr. Paulo A, Ferreira do laboratório da Duke University Medical Center, em Durham, Carolina do Norte, descobriu que a perda das funções da RanBP2 no RPE de camundongos levou à degeneração RPE com características que se assemelham a uma forma grave da AMD, AMD molhado, o que é caracterizado por vasos sanguíneos anormais e sangramento na parte posterior do olho.

Eles também localizaram uma atividade da RanBP2 seletiva, a qual controla o fluxo de algumas proteínas necessárias para a comunicação entre os compartimentos de células e que quando prejudicadas bastam para provocar a morte progressiva do EPR. Como no molhado AMD, tal desregulamentação dos RanBP2 é suficiente para promover danos graves aos vizinhos vasos sanguíneos e hemorragia.

Outra descoberta surpreendente foi a de que um subconjunto de ratos sem funções RanBP2 no EPR ​​desenvolveu tremores Parkinsonianos robustos. Isso é resultado provável da perda inesperada de funções RanBP2 nos neurônios seletivos de regiões do cérebro que são responsáveis ​​por controlar a atividade motora voluntária, uma questão que os autores estão investigando.

Esses resultados são promissores, porque suportam que Parkinsonismo e a morte de partes de EPR multifuncionais (degeneração) abrem espaços para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para prevenir doenças relacionadas com o envelhecimento lento, tais como AMD e doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Medical Xpress.

domingo, 26 de outubro de 2014

Criador de app para doença de Parkinson é diagnosticado com a doença

Invention will help people with the disease to communicate better
Roger Eglin: ‘I am still trying to come to terms with the disease.’

Sunday 26 October 2014 - Computer expert Roger Eglin recently unveiled a smartphone app that he had developed to help patients with Parkinson’s disease. The program was designed to tackle one of the degenerative brain disorder’s most common symptoms: poor speech.

People with Parkinson’s often fail to realise they are speaking very quietly. They frequently mutter and slur their words. Communication becomes difficult and patients feel increasingly isolated. Eglin designed his app – which tells patients how their voices compare with background noise – so that they could monitor their speech levels and maintain better links with the outside world. Essentially it trains them to speak louder and more clearly and keeps them in contact with the ...
The aim for Egltin, who leads a computer animation course at Portsmouth University, was to transform the lives of those with Parkinson’s. This desire has proved to have an unfortunate twist to it – for just as his app was being launched in August 2013, the 53-year-old was told by doctors that he had the disease.

The diagnosis devastated Eglin: “I didn’t know which way was up for the first three months. Then I realised I would just have to get on with things.

“It has certainly focused my mind,” added Eglin, who competes in triathlons in his spare time. “For a start, there is no question about which charity I choose to raise funds for when I run. I do it for Parkinson’s UK.”

One in 500 people in the UK has Parkinson’s disease – a total of 127,000 individuals – and 7.5 million worldwide. The disease, caused when brain cells that make the chemical dopamine start to die off, produces symptoms that include shaking, slowness of movement, speech problems and difficulty with walking. It is more common in people over the age of 65, although it can affect people at much younger ages. Around a third of those with Parkinson’s develop symptoms before the age of 65, and one in 100 before the age of 40. There is no cure, but the drug L-Dopa can bring about major improvements in symptoms, though its effects wear off after four to six years.

Another frequently appearing symptom in the disease’s early stages are tremors, often in the thumbs. “That was the first symptom that I noticed in myself,” said Eglin. “However, there is a whole world of difference between thinking that it’s a bit odd to have thumbs that tremble slightly to being told that you have a disease like Parkinson’s. I am still trying to come to terms with it.”

If nothing else, it has given Eglin a new perspective in improving the design of his app, which was funded with help from Parkinson’s UK and which can be downloaded from iStore. “I designed it when I learned about Parkinson’s patients’ problems with speech. They often require speech therapy to put it right but a therapist’s time is very limited. The app would allow them to correct their lack of volume in their speech and at least help them stay in communication with the rest of the world.

“But now I realise that the app is not as user friendly as it should be. I need to add a game to it to get people hooked and to start them using it in earnest.”
Eglin, who is married with two daughters, is taking L-Dopa which, he said, had improved his symptoms. “I am hoping that at best I have another 10 years of active life left. That’s plenty of time to improve the app, if nothing else.” Fonte: The Guardian.

sábado, 25 de outubro de 2014

'Se eu for intimado, vou emigrar para o Uruguai', diz médico que trata filho com canabidiol

Leandro Ramires importa dos EUA remédio derivado de maconha para controlar crises convulsivas de seu filho
Seringa plástica chega por correio para o oncologista

19/08/14 - RIO - Pais de Anny Fischer, diagnosticada com a síndrome CDKL5, Norberto e Katiele inspiram famílias com filhos que sofrem crises convulsivas. O casal foi o primeiro a conseguir liberação da Anvisa para importar o canabidiol (CBD), medicamento derivado da maconha e proibido no Brasil, que ajudou a controlar as convulsões da filha de 6 anos. Após entrar em contato com a família de Anny, o oncologista do Hospital das Clínicas da UFMG, Leandro Ramires recebeu o caminho das pedras para importar o CBD e conseguir fazer o mesmo por seu filho Benício. O menino, também de 6 anos, tem síndrome de Dravet, uma doença causada por mutação genética que determina quadro de epilepsia de difícil controle.

- Depois do uso do CBD, a vida do Benício mudou assustadoramente - conta o pai, que afirma que em sua pouca vida, seu filho foi internado 48 vezes. Fonte: O Globo.

Adicional de 25% para aposentadoria por invalidez previsto na lei da previdência

Agravamento de doenças depois dos 65 anos incapacita um número crescente de brasileiros.

07/10/2014 - Saúde e longevidade nem sempre caminham juntas. É o que mostra um estudo realizado em 187 países pela  Escola de Saúde Pública de Harvard. No Brasil não é diferente.

Prova disso, afirma Pedro Quagliato,  especialista em direito à saúde e empresarial do escritório Quagliato Advogados, é a ascensão no país das ações por adicional na aposentadoria para portadores de doenças incapacitantes.

Pela lei 8213/91 da previdência só tem direito ao acréscimo de 25% no valor da aposentadoria por invalidez quem é dependente do auxílio de terceiros para realizar das atividades do dia a dia. A regra é válida inclusive nos casos em que o benefício atinge o limite máximo legal.

Todos os demais aposentados  por tempo de serviço, idade ou outros não têm este direito, ainda que se tornem dependentes do auxílio de um cuidador anos depois.

Os recursos, comenta, se baseiam no princípio da isonomia.  "O pais não pode tratar a mesma situação com duas medidas. O fato é que a garantia estabelecida à aposentadoria por invalidez de pessoas que dependem do auxílio de outras deve se estender para as condições de saúde de todo aposentado", afirma.
Idade aumenta doenças incapacitante.
Este é o caso do aposentado que é acometido por "Mal de Alzheimer" e passa a depender de cuidadores  10 anos depois de requerer a aposentadoria. A maioria das doenças neurológicas degenerativas, ressalta, só incapacitam os portadores com idade superior a 65 anos, ou seja, depois da aposentadoria.

Não por acaso, entre os clientes de Quagliato, doze são portadores de mal de Parkinson. "Muitos desenvolveram a doença depois de aposentados e só passaram a necessitar de um cuidador após alguns tempo" comenta.  A Academia Brasileira de Neurologia estima que o  Brasil tenha uma população de 200 mil pessoas com esta doença. Em  algum momento cada uma delas pode precisar de um cuidador.

Tendência irreversível
Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que  o  aumento da expectativa de vida vai fazer com que em 2030 19% da população seja formada por  idosos. Por isso. para Quagliato o crescimento das ações por adicional na aposentadoria  que garantam a visa e a saúde do aposentado é uma tendência irreversível. Tanto que já tramita na assembleia legislativa um  projeto de lei com a proposta de tornar obrigatório o pagamento de adicional de 25% para todo aposentado que se torne incapaz de realizar as atividades diárias, independente do momento que esta limitação aconteça
O advogado  afirma que para garantir mais agilidade todo processo é encaminhado para o Juizado Especial Federal. Isso porque, este tribunal trata de demandas que envolvem até 60 salários mínimos e costuma julgar as ações num prazo menor do que a Justiça Federal comum.

Como garantir o direito
Quagliato afirma que para garantir o direito ao adicional, primeiro é necessário passar pela avaliação do especialista com quem é feito o acompanhamento médico para emissão de um primeiro relatório médico que é anexado ao recurso. No decorrer do processo é necessário passar pela perícia de um médico credenciado ao INSS.  Para uma grande parcela de aposentados o acréscimo de 25% não é suficiente para pagar um cuidados, mas ajuda a melhorar a qualidade de vida, conclui. Fonte: Jornal dia a dia.
Recebido de Omar Rodrigues / Associação Campinas Parkinson