domingo, 20 de abril de 2014

Parkinson - Overdose de Carbidopa/Levodopa


Publicado em 19/04/2014
Overdose de dopamina, Parkinson's disease

Este vídeo mostra a parte mais tranqüila da overdose. Ele raramente se sentava durante estes episódios 10 horas. Principalmente, ele estaria andando pela casa, fazendo coisas inexplicáveis ​​como empurrar colchões fora das camas e fazendo uma bagunça do lugar. Agitação, agressividade, discinesias e incoerência foram uma grande parte da sua (e minha) experiência. Por lucybeeify.

sábado, 19 de abril de 2014

Tratamento da depressão em pacientes de Parkinson

April 18, 2014 - Um grupo de cientistas da University of Kentucky College of Medicine e do Sanders-Brown Center do Envelhecimento encontraram nova informação interessante em um estudo sobre a depressão e função neuropsicológica na doença de Parkinson (DP).

Publicado na revista Psychiatry Research, o estudo, que avaliou a função cognitiva em pacientes deprimidos e não deprimidos com DP, descobriu que a terapia de reposição de dopamina comumente usada para tratar os sintomas motores da doença de Parkinson foi associada a um declínio no desempenho cognitivo entre pacientes deprimidos com Parkinson.

Em contraste, a função cognitiva sem depressão dos pacientes de Parkinson melhorou em terapia de substituição de dopamina.

O estudo também constatou que o humor em pacientes deprimidos de Parkinson foi realmente pior, ao usar medicamentos dopaminérgicos.

"Esta foi uma surpresa", disse Lee Blonder, Ph.D., investigador principal do estudo." É o oposto da nossa hipótese inicial de que os dois grupos de pacientes com DP iriam melhorar no desempenho cognitivo com medicamentos dopaminérgicos, e que o humor no grupo PD deprimido também melhoraria."

Um grupo de 28 pacientes com PD- 18 não deprimidos e 10 deprimidos – recebeu uma série de testes de base para avaliar a função cognitiva e a incidência e gravidade da depressão. Eles foram, em seguida, re-testados com e sem a sua terapia de substituição de dopamina.

Os resultados revelaram uma interação significativa entre a depressão e o estado de medicação em três medidas de memória verbal e uma tarefa que afeta o nomear facialmente. Em todos os casos, os pacientes deprimidos de Parkinson tiveram um desempenho significativamente pior quando medicados com dopaminérgicos do que não medicados. O padrão oposto surgiu para o grupo não-deprimido de Parkinson.

A depressão é uma co-morbidade comum e grave em pacientes com mal de Parkinson; estudos sugerem que aproximadamente 40 por cento dos pacientes com DP sofrem de depressão.

Blonder adverte que esses resultados são de certa forma preliminares devido ao pequeno grupo de 28 participantes." Estudos adicionais são necessários antes que estes resultados possam ser usados ​​para alterar os planos de tratamento", diz Blonder. Mas,"em última análise, a pesquisa futura deve centrar-se na investigação de opções de tratamento para pacientes com Parkinson e depressão para maximizar a função do paciente, sem comprometer a sua saúde mental." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedicalXpress.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sintomas, graus e medicamentos

18/04/2014 - Patients Like Me, site norte-americano de ajuda mútua que engloba portadores de várias doenças, possui cadastrado um universo de 8.476 pacientes de parkinson. Recente atualização de dados gerou vários gráficos, que podem ser consultados na fonte, dentre eles o que segue:

Quem disse que não boto ovo?


Petey Otterloop / Cul de Sac

Original art by Bill Watterson for Team Cul de Sac (for Richard Thompson of "Cul de Sac"). 6" x 8" oil on board. (Bill Watterson)

A doença de Parkinson é auto-imune?

Ataque pelo próprio sistema imunológico pode matar neurônios no mal de Parkinson

por Susan Conova
April 17, 2014 A causa da morte neuronal na doença de Parkinson ainda é desconhecida, mas um novo estudo sugere que os neurônios podem ser confundidos com invasores estrangeiros e mortos pelo próprio sistema imunológico da pessoa, semelhante à maneira como as doenças auto-imunes tipo diabetes tipo I, doença celíaca e esclerose múltipla atacam as células do corpo. O estudo foi publicado em 16 abr, 2014, na revista Nature Communications.

"Este é uma nova, e provavelmente controversa, idéia na doença de Parkinson; mas se for verdade, poderia levar a novas formas de prevenir a morte neuronal na doença do Parkinson que se assemelham a tratamentos para doenças auto-imunes ", disse o autor sênior do estudo, David Sulzer, PhD, professor de neurobiologia nos departamentos de psiquiatria, neurologia e farmacologia na Universidade de Columbia University College de Médicos e Cirurgiões.

A nova hipótese sobre Parkinson surge de outras conclusões do estudo que derrubam uma suposição profunda sobre neurônios e do sistema imunológico.

Durante décadas, os neurobiólogos tem pensado que os neurônios estão protegidos contra ataques do sistema imunológico, em parte, porque eles não são exibidos com antígenos em suas superfícies celulares. A maioria das células, se infectada por vírus ou bactérias, vai exibir “bits” do micróbio (antígenos) na sua superfície exterior. Quando o sistema imunitário reconhece os antígenos estranhos, as células T atacam e matam as células. Porque os cientistas pensavam que os neurônios não apresentam antígenos, eles também achavam que os neurônios estavam isentos de ataques de células- T.

"Essa idéia faz sentido, porque, exceto em raras circunstâncias, o nosso cérebro não pode fazer novos neurônios para repor os mortos pelo sistema imunológico", diz o Dr. Sulzer. "Mas, de forma inesperada, descobrimos que alguns tipos de neurônios podem apresentar antígenos."

Células apresentam os antígenos com proteínas especiais chamadas CMS. Usando tecido cerebral post-mortem doada ao Banco Columbia de cérebros por doadores saudáveis ​​, Dr. Sulzer e sua pós-doutorada Carolina Cebrián, PhD, notaram pela primeira vez para sua surpresa, que MHC- 1 proteínas estavam presentes em dois tipos de neurônios. Estes dois tipos de neurônios - um dos quais é neurônios de dopamina em uma região do cérebro chamada de substantia nigra-degenerada durante a doença de Parkinson.

Para ver se os neurônios vivos usam MHC- 1 para exibir os antígenos (e não para outros fins), os drs. Sulzer e Cebrián realizaram experimentos in vitro com neurônios de rato e neurônios humanos criados a partir de células-tronco embrionárias. Os estudos mostraram que, em determinadas circunstâncias, incluindo - as condições que se sabe ocorrerem em Parkinson os neurônios usam MHC - 1 para apresentar antígenos. Entre os diferentes tipos de neurônios testados, os dois tipos afetados em Parkinson eram muito mais sensíveis do que outros neurônios em sinais que desencadearam exibição do antígeno.

Os pesquisadores, então, confirmaram que as células T reconhecem os neurônios que apresentam antígenos específicos atacados.

Os resultados levantam a possibilidade de que a doença de Parkinson seja uma doença autoimune, em parte, o Dr. Sulzer diz, mas é necessária mais investigação para confirmar a idéia.

"Neste momento, o estudo nos mostrou que certos neurônios apresentam antígenos e que as células T podem reconhecer esses antígenos e matar os neurônios", diz Dr. Sulzer, "mas ainda é preciso determinar se isso está realmente acontecendo nas pessoas. Precisamos mostrar que há certas células T nos pacientes de Parkinson que podem atacar os seus neurônios."

Se o sistema imunitário mata neurônios na doença de Parkinson, o Dr. Sulzer adverte que ele não é o único fato errado na doença. "Essa idéia pode explicar o passo final", diz ele. "Nós não sabemos se prevenir a morte de neurônios neste momento vai deixar as pessoas com as células doentes e nenhuma mudança em seus sintomas, ou não." (segue..., com referências bibliográficas, fotos, etc..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Newsroom Columbia.

Parkinson de diversões

POR MORRIS KACHANI e/ou Tracy Segal

17/04/14 - Assim que se abre a porta do elevador o visitante é recepcionado ainda no hall de entrada por um cartaz de cinema com Leila Diniz e Paulo José, “Edu Coração de Ouro” – o segundo longa de Domingos de Oliveira, depois de “Todas as mulheres do mundo”. Entrando em seu apartamento no quarteirão da praia no Rio de Janeiro vemos o cinema e o teatro estampado em fotos, cartazes e prêmios.

No escritório com vista enviesada para o mar do Leblon, sentado em sua poltrona estava Domingos de Oliveira.

Com um Parkinson que ralenta seus movimentos físicos mas não segura a rebeldia da cabeça veloz, Domingos contou que tem um filme pronto para ser lançado com Fernanda Montenegro no elenco (segundo ele seu melhor filme), outro previsto para ser rodado ainda este ano, uma autobiografia saindo depois da Copa, além de duas peças que está ensaiando, aos seu incansáveis 77 anos. “Isso por que somente trabalho nas horas vagas. É que tenho muitas horas vagas.”

Falamos de arte, vida, velhice, morte, amor – e o convívio com a doença. “Continuarei afirmando grandiloquentemente que a vida é bela.”

*

Como foi descobrir que tinha Parkinson? O que efetivamente mudou de lá pra cá?

Meu amigo Paulo José chama de Parkinson de diversões, tenho há 14 anos. Sou considerado paciente exemplar, posto que não tenho tremores. De um ano para cá ralentei meu passo, fica parecendo até que sou um velho de 77 anos. Escondi muitos anos meu Parkinson com medo de perder mercado de trabalho. As pessoas têm horror a doenças. É mais um preconceito. Parkinson nunca me atrapalhou de trabalhar, como prova a minha produção recente. Quando me perguntam na rua: “Domingos o que você está fazendo?”, continuo respondendo: “você tem tempo para me ouvir?”. Enfim, Parkinson não mata, terei de morrer de outra coisa. E o que não mata dá caráter. Fiquei bem mais inteligente com o Parkinson, ou terá sido com a idade? A velhice é coisa para os outros. Tenho 32, 34 anos. Sempre tive essa idade e sempre terei, por dentro. Por fora é aquela decadência dos 77, talvez 78 quando você estiver lendo esta entrevista. Estou ficando um pouco cansado com o incômodo dos sintomas. Mas Parkinson não mata. Quando alguém vem se queixar digo num certo mau humor, é uma gripe forte!

Como uma doença degenerativa como Parkinson repercute na sua vida e na sua obra?

É muito frustrante você saber que nunca vai ficar bom.
Este desenho é do próprio Domingos, espécie de assinatura que ele utiliza frequentemente

Existe poesia na doença?

Existe mais na saúde. Mas o sofrimento traz, como já disse, uma certa sabedoria e maior compreensão das coisas. Somente perto da morte (combinei comigo mesmo morrer aos 111 anos) é que se pode perder o medo dela. Mas não queiram ter Parkinson, ninguém sabe explicar de onde veio, é uma doença imprevisível e constante como uma louca nua.

A arte envelhece?

A arte é aquilo que não envelhece. Que tenta dar um truque no tempo. A Gioconda é sempre a Gioconda, por isso ela sorri. A arte é uma rebeldia contra a mais forte lei do tempo: tudo muda, tudo passa, tudo acaba. A arte não. É perene. Tem a safadeza de querer sê-lo. A arte que envelhece é a arte ruim. A boa arte vem da essência do homem, de uma fonte muito estável, confiável.

E o artista, envelhece?

Também não. Seus assuntos, suas preocupações, seu estilo certamente mudam e eventualmente podem envelhecer. O artista tem uma coisa a dizer, apenas. Ele mesmo. Por isso o público desavisado, o espectador, o leitor, por vezes se cansa do artista. Allen, Chaplin, Welles, Fellini e até mesmo Oliveira fizeram sempre o mesmo filme. E pessoas de pouca imaginação, em vez de se regozijarem em seguir seu pensamento, vão para as esquinas dizer que o artista se repetiu, que é um vaidoso. Um auto-idólatra, um paranóico ou um pedófilo. Mas isso é o problema das outras pessoas, daquelas que envelhecem.

Diante da morte ocorre o empalidecimento da arte?

Eu poderia responder: diante da morte ocorre o empalidecimento de tudo. E poderia responder: não absolutamente! O artista sente medo de morrer como todos sentem. O medo tem muitos disfarces, poderia dar um baile à fantasia. Mas é sempre um só, o medo da morte. Diante desta preocupação magna, o artista pode, por algum tempo, pensar menos na sua arte, esquecê-la por momentos. Mas não é nada que um copo d’água gelado não resolva. Estou com medo desta entrevista, por que estas perguntas me obrigam a assumir este papel de representante da arte.

Um homem não deve confessar que é um artista. O fato lhe confere de alguma forma superioridade, causando imediata inveja ou outra reação violenta do tipo. Um amigo meu tem QI altíssimo esconde isso, como quem esconde a chave do cofre. Ninguém pode saber. É um segredo entre os artistas, mas eles sabem quem são, reconhecem sua turma. A palavra “arte” devia ser abolida, está gasta. Nunca conseguiu desvencilhar-se da aristocracia. Corroída pelos que sem entendê-la, odeiam-na. Perdeu o vigor. Um “filme de arte” é um palavrão. Recomendo trocar por “filme útil”. Por que isso que a arte é, acima de tudo: útil. Único bisturi que alcança a esperança de resgate do mundo. Atualmente, por falar nisso, há uma certa ideia constrangedora de que o cinema, por exemplo, deve dar ao seu espectador o que ele quer e não o que ele precisa. Certamente não é uma coisa que se diga alto, nem que se possa defender. Qualquer ser pensante sabe da importância social da arte e sua privilegiada contundência na formação e no caráter das pessoas. Todo problema social é na verdade cultural. No aprimoramento das pessoas reside a chance única de evitar o caos iminente. O mercado é o caos. O cinema pode ser um bom negócio, tomara que seja. Mas não pode ser apenas um negócio. Sem arte é a barbárie, embora a obviedade da ideia, muitos não entendem, não tem esse compromisso.

E o amor, envelhece?

Sou um romântico, muita gente sabe disso. Creio que há algo de eterno no amor. Não usei a palavra errada, foi isso que eu quis dizer: eterno, além do homem. Não sei provar esta afirmativa, mas amar a pessoa é vê-la como Deus a fez. E olhe, não acredito em Deus absolutamente, sou um ateu místico como tantos. Mas que existe, existe. Como no ditado espanhol, “no creo em las brujas pero que las hay, las hay”. Deus é a ideia mais fértil que o homem já concebeu. A existência do próprio é um detalhe. E o amor, principalmente a paixão, é o Himalaia de Deus. Me desculpe, hoje acordei frasista. É tudo frase feita, vou tomar precauções de agora em diante.

O casamento resiste ou persiste ao tempo?

Para responder essa questão incômoda devo recuar um passo. O homem, embora no fundo goste de provar o contrário, é um animal primitivo, mal feito. Burro. O que lhe ensinam menino fica gravado indelevelmente. Na maior parte das vezes te leva a fazer burrices. A famosa adaptabilidade do Homo Sapiens, que lhe deu o polegar opositor e a posse do mundo, concentra-se apenas em seu intelecto. O sentimento profundo é arcaico, rígido. Os preconceitos que temos em nós contra o casamento são tão falsos quanto arraigados. A repressão sexual da humanidade é imensa, até Freud sabia disso. Somos todos meninas do Sacré Couer de Marie. Sartre, meu mestre querido e irresponsável, afirmava que a liberdade do homem é total e infinita. Pode até ser que Jean Paul não estivesse de porre numa mesa do Café du Fleur. Com certeza não se referia a liberdade sexual. Essa repressão básica obriga certa decadência dos casamentos. Mas não sei bem. Confesso que tenho encantos por minha companheira de décadas como se eu tivesse a conhecido ontem. Juro. Claro que não é todo dia, nem todo dia é dia santo. Não sei nada sobre o assunto, as pessoas cismam que sei. Estudei o amor em aulas teóricas e práticas a vida inteira. Concluí que é como a química orgânica: não é para entender, é para decorar. Odeio a coerência, eu.

O que é a juventude? Uma memória ou uma nova geração? Qual a distância entre você e alguém da nova geração? Como vê a juventude atual? Como acha que te vêem?

Um monte de perguntas numa só. A juventude é um poder fantástico, quase sem limites. Mas nenhum jovem sabe disso. Não sinto distância na nova geração, mas eles sim, de mim.

Se você quer falar de um assunto, pontificar a sua sabedoria, eles param a festa, sentam ao seu redor respeitosamente, as moças até ficam mais encantadoras. E eles te ouvem até o fim. Mas aí recomeça a festa, e os jovens te deixam muito claro que você não é mais da “turma”. Eu não sou mais um deles. É assim que eles me tratam. A vida é assim. Não sou mais um deles! Devo inclusive evitar com todas as minhas forças minha atitude natural de dar a ultima opinião certeira sobre os assuntos… se não quiser perder amigos. Desperdiçar minha sabedoria, e ficar calado muitas vezes, em vez de revelar tesouros preciosos que seriam úteis a todos. Ridículo. Vou subir este astral. O que você quer, que eu elogie a velhice ou arme o circo da auto piedade? De um lado o leão feroz, do outro o tigre sangrento. Não farei nenhuma dessas duas coisas. Continuarei afirmando grandiloquentemente que a vida é bela. E se eu não tivesse o mundo dentro de mim, ficaria cego quando abrisse os olhos.

Concluindo. Meu mais recente e inédito filme “Infância” com Fernanda Montenegro é meu melhor filme. Minha autobiografia “Vida minha” sai logo depois da Copa, se houver um depois da Copa. Pretendo rodar dois filmes ainda este ano. Uma peça adulta e outra infantil etc. Isso por que somente trabalho nas horas vagas. É que tenho muitas horas vagas. Fonte: Blog do Morris.

Imprevisível como uma louca nua!
E diria mais: Neste parkinson de diversões, nunca passo do trem fantasma ou da casa mal assombrada...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os pacientes de Parkinson clamam por uma rota mais rápida para a cura

por Kathleen K. Reardon

APRIL 16, 2014 - Este é o mês da consciência de Parkinson. É um momento para celebrar o que foi aprendido e para empurrar o processo mais adiante. Não existe um teste de triagem para diagnosticar a doença de Parkinson (DP) cedo. Os investigadores estão procurando biomarcadores - sinais indicadores da doença - que permitiria tratamentos precoces e forneceria informações sobre possíveis curas. No momento, medicamentos, exercícios, atividades criativas, e cirurgia podem reduzir os sintomas da DP, mas não há nenhuma maneira de parar a doença em sua trilha.

No entanto, este é um momento muito promissor na pesquisa de DP. Uma das principais razões é uma colaboração emergente entre pacientes com DP, médicos e cientistas para determinar os rumos da pesquisa. Os pacientes estão influenciando o curso da ciência na DP como nunca antes. Uma vez consideradas fracas vítimas de uma doença devastadora, eles se tornaram colaboradores influentes na busca de uma cura.

Quando eu fui diagnosticada com PD há mais de uma década atrás, a participação do paciente estava perto da insignificância. A definição da doença foi estreita. Um diagnóstico necessário, um conjunto de indicadores motores compartilhados, assumiu-se, com todos os pacientes como um DP verdadeiro. A DP era uma doença do cérebro - curto e simples. Agora, através da colaboração de pacientes e especialistas, sabemos que DP parece diferente do lado dos pacientes em vários pontos no tempo e alguns têm pouco em termos de tremor perceptível. A doença pode mesmo revelar-se no intestino ou em bactérias nasais antes que os sintomas comumente conhecidos sejam evidentes.

O envolvimento do paciente na pesquisa de DP está se movendo na rota para a cura de nichos abertos, de uma pista de estradas para avenidas de várias faixas de informações compartilhadas. Ao invés de objetos passivos de estudo, os pacientes estão ativamente envolvidos na busca de uma cura. Sua participação tem levado a uma percepção de que o melhor tratamento para DP é individualizado. De fato, a doença de Parkinson pode não ser uma doença igual para todos. Tratar pode ser mais uma questão de comunicação médico-paciente sobre quais os sintomas estão a precisar de atenção em qualquer ponto no tempo do que encontrar um único medicamento para atender a todos os desafios.

Não muito tempo atrás, o que ficou conhecido como sintomas não motores, entre eles mudanças na cognição, problemas digestivos, e dificuldades de sono, foram considerados irrelevantes para encontrar biomarcadores ou uma cura. No entanto, os pacientes vivem com estes sintomas e eles viram o link para DP. Agora sintomas não-motores são vistos mais como aspectos tratáveis ​​da DP e potenciais pistas cruciais para uma possível cura.

Como o Dr. Zolton Mari, médico, diretor interino do Centro da Universidade Johns Hopkins para Parkinson e Distúrbios do Movimento, em Baltimore, explica, "Clinicamente há heterogeneidade. Os pacientes podem ter tremor dominante; eles podem ser mais rígidos. O prognóstico varia através de um espectro significativamente grande." Ele acrescenta: "Em todo este complexo purê do quê funciona para quem, se pudéssemos fazer sentido do que é melhor, você sabe que não tem que inventar a mágica, a pílula milagrosa para parar o Parkinson se pudéssemos usar todas as informações e aplicá-la a encontrar o que funciona para cada paciente." qual a melhor maneira de fazer isso do que perguntar aos pacientes a serem envolvidos?

Amy Comstock Rick, JS, CEO da Parkinson’s Action Network, compartilha com o Neurology Now, que os pacientes e os defensores precisam estar envolvidos em cada passo do caminho. Seu ponto de vista: "Nenhuma pesquisa é bem sucedida isoladamente." A Parkinson Disease Foundation, Parkinson’s Alliance e a European Parkinson’s Disease Association, para citar alguns, convidam os pacientes a se tornarem ativistas não só para espalhar a consciência de PD e envolver doentes em ensaios clínicos, mas em emprestar suas vozes para a definição das direções de pesquisa.

A cada abril no Central Park de Nova York, milhares de pacientes com DP, suas famílias e amigos se juntam à Unity Walk. Essas caminhadas ocorrem na Europa e ao redor do mundo também. Estas coloridas e alegres experiências reúnem as pessoas que têm a chave para uma doença que há muito tempo confundiu àqueles que entregam suas vidas a estudá-la.

A pesquisa sobre a doença, como DP em isolamento do acesso ao paciente é uma receita para o fracasso. Assuntos do paciente não são a confusa necessidade da ciência. Eles são a razão de sua existência. Se a ciência quer ser útil, é imperativo compreender as pessoas que estão sendo estudadas. Eles costumavam ser o último grupo a ser perguntado sobre o problema que está sendo investigado. Eles foram vítimas. Hoje em dia, dificilmente você pode ler sobre o mal de Parkinson, sem saber da importância do papel desempenhado pelos pacientes. Eles aprendem uns com os outros a partilhar as suas observações e aumentar a probabilidade de melhores tratamentos e, finalmente, uma cura.

A Doença de Parkinson ainda é um desafio difícil, mas a batalha está esquentando e mais soldados estão vestindo camisetas, carregando cartazes, marchando em solidariedade e otimistas para uma cura, captação de recursos, falando-se, partilhando as suas preferências de pesquisa e fazem uma enorme diferença. É um grande modelo para a pesquisa da DP e para a ciência médica como um todo. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Bigthink.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Parkinson: avances en investigación y retos futuros

La búsqueda de marcadores para el diagnóstico precoz es uno de los retos en esta patología. Para lograrlo, la investigación es esencial

16/04/2014 - El pasado 11 de abril se celebró el Día Mundial de la enfermedad de Parkinson, la segunda patología neurodegenerativa más frecuente en mayores de 65 años después del alzhéimer. Para pasar revista a los avances producidos en investigación clínica y básica en los últimos años y a los futuros retos para hacerla frente en las próximas décadas se celebró en la Real Academia de Medicina una jornada divulgativa coordinada por los doctores Carmen Cavada y Fernando Reinoso.

Entre los principales retos, lograr biomarcadores que permitan la detección precoz de esta patología, destaca María Cruz Rodríguez-Oroz, profesora de investigación del Ikerbasque de San Sebastián y directora de enfermedades neurodegerativas del Instituto de Investigación Sanitaria Biodonostia. Cuando el párkinson da la cara, aclara, «incluso con el primer síntoma que un neurólogo pueda notar, ya se han perdido entre el 50 y el 60% de las neuronas dopaminérgicas». La falta de dopamina, neurotransmisor esencial para el movimiento, provoca los síntomas motores característicos de esta patología: el temblor, la lentitud de movimientos y la rigidez muscular,que el cerebro logra compensar hasta que se supera ese umbral de muerte celular.

Contagio célula a célula

El descubrimiento a finales de los 90 de genes asociados a la enfermedad de Parkinson familiar, aunque representa sólo un 5-10% del total de casos, ha sido fundamental para «conocer qué proteínas y rutas metabólicas están implicadas en la muerte de las neuronas dopaminérgicas. Y esto ha abierto muchas líneas de estudio», explica esta experta. Uno de los hallazgos más destacados fue el del gen de la alfasinucleína, la proteína que se acumula en las neuronas productoras de dopamina cuando enferman. Su plegamiento anormal es una característica distintiva de esta patología.

Al hilo de estos hallazgos genéticos se ha podido averiguar que la alteración molecular de la alfasinucleína se «propaga» desde las células enfermas a las sanas. Es lo que se conoce como teoría priónica. Este mecanismo es el responsable de que cada vez haya más células que enferman. Y el contagio no se limita sólo a las neuronas que producen dopamina, explica María Cruz Rodríguez-Oroz, también afecta a otras neuronas. «Esta transmisión célula a célula se sospechaba que ocurría pero no se sabía cómo. Y un importante avance ha sido saber que la alfasinucleína patológica puede pasar de una neurona afectada a otra vecina y desencadenar el mismo proceso degenerativo».

Este es uno de los motivos por los que los trasplantes con células sanas en pacientes de párkinson "no parecen el tratamiento más eficaz", aclara Rodríguez-Oroz. La idea era introducir células productoras de dopamina sanas para que repusieran este neurontransmisor. Pero al cabo del tiempo estas células sanas acababan enfermando por acción de la proteína mutada del paciente. Por eso el trasplante de células no parece una opción terapéutica viable, explica Rodríguez-Oroz.

Frenar el avance

Otro de los retos fundamentales para los próximos años es el de prevenir este «contagio», con el objetivo de frenar la progresión de la enfermedad o incluso curarla. «Ya hay estudios encaminados a disminuir la agregación de la alfasinucleína, que forma los cuerpos de Lewy característicos de la enfermedad. Incluso hay un ensayo en fases iniciales con una vacuna que inmuniza a los pacientes con anticuerpos frente a esta proteína», avanza Rodríguez-Oroz.

Buscar una forma de hacer visible a esta proteína en las pruebas de imagen o detectarla en el líquido cefalorráquideo facilitaría los cribados en personas con síntomas que se asocian a esta patología pero que son muy frecuentes en la población general, como estreñimiento, depresión o trastornos del sueño, o más raros como la hiposmia (reducción el olfato). Unos avances que María Cruz Rodríguez-Oroz no descarta que veamos al final de la próxima década. (segue...) Fonte: ABC.es.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Remédio em desenvolvimento no Brasil pode combater o Parkinson (as discinesias do)

Medicamento em desenvolvimento na Universidade de São Paulo se mostra capaz de combater os tremores que costumam acompanhar a doença. Testes em humanos podem começar este ano

15/04/2014 - Belo Horizonte — Um medicamento que combate efeitos colaterais do tratamento do mal de Parkinson poderá ser colocado à venda no Brasil a partir de 2016. A droga está em fase de desenvolvimento na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior do estado. Já foram feitos testes em ratos. Na etapa atual, os experimentos são realizados em macacos. “É a última parte da pesquisa antes de passarmos às provas com seres humanos”, diz a professora Elaine Del-Bel, do Departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia Básica da Faculdade de Odontologia da universidade.

O medicamento em teste reduz os tremores, que ocorrem principalmente nas mãos, em pacientes com a doença. A droga auxilia o organismo a evitar a perda de neurônios que produzem uma substância responsável pela comunicação entre as células nervosas. Os efeitos do tratamento, conforme a professora, geralmente aparecem entre quatro e 10 anos de uso da droga que combate a doença. A expectativa de Del-Bel, doutora em farmacologia, é que os testes em humanos comecem entre seis meses e um ano.

Os movimentos involuntários anormais e repetitivos do corpo, presentes no Parkinson, são chamados de discinesias. Estudos apontam que essa disfunção pode ser controlada com a regulação do neurotrasmissor óxido nítrico, um gás que atua na comunicação entre neurônios e está presente no sistema nervoso central nas regiões do cérebro afetadas pela doença. Tanto o óxido nítrico quanto a dopamina, outro neurotrasmissor, agem em conjunto para que os movimentos do corpo sejam realizados devidamente. Em pessoas com Parkinson, há uma diminuição progressiva dos neurônios ligados à dopamina, afetando os movimentos. O tratamento atual consiste, principalmente, em um medicamento à base de L-Dopa, substância precursora da dopamina, ou seja, o paciente recebe o remédio, e o organismo transforma a substância no neurotransmissor dopamina, melhorando os sintomas da doença de Parkinson (lentidão dos movimentos, dificuldade de caminhar, etc.). Fonte: Correio Braziliense. Leia mais detalhes sobre o tema em HNews.

Obs.: Discinesia é efeito colateral induzido pela Ldopa por uso prolongado, e não propriamente um sintoma da doença..

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Novo tratamento alivia sintomas do mal de Parkinson

14 Abril

'Neuroestimulação do cérebro trata dos tremores e da rigidez muscular na doença de Parkinson'


DOMINGO, 13/04/2014 - O neurocirurgião funcional Claudio Fernandes Corrêa fala sobre as novidades no tratamento do Parkinson. Fonte: Revista CBN.

Por que você não deve assistir à nova novela

por Walmar Andrade

2/06/2014 - Este texto tem sido compartilhado por meio de sites e autores que não citam a fonte. Ele é de autoria do Walmar Andrade e foi originalmente publicado em seu site, Mude.nu. Como achamos que o texto tem afinidade com o PapodeHomem, resolvemos trazê-lo para o portal.

Fizemos algumas adaptações para a publicação, já que o texto tinha sido escrito antes da novela entrar no ar. Fora adaptações com relação ao tempo, nada foi modificado.

* * *

Há pouco menos de uma semana estreou a nova novela das 21h da Rede Globo, chamada Em Família. Este post é todo dedicado a explicar por que você não deve assistir.

Não vamos aqui argumentar que novela é “coisa de alienado, subproduto cultural, estratégia de dominação em massa” ou qualquer outro clichê do tipo. Acreditamos que novela é um produto de entretenimento como qualquer outro, que cumpre sua função tanto quanto música, artes plásticas, teatro, cinema etc.

Ainda assim, temos a proposta de que você não deve assistir a Em Família hoje à noite. Você sabe, o nome deste site é Mude e nós nos sentimos meio que na obrigação de propor alguns desafios de vez em quando.

O primeiro motivo pelo qual você não deve ver a novela é que você já a viu antes. É uma novela do Manoel Carlos. Então você sabe que em algum lugar do Leblon, ao som de Bossa Nova, formar-se-á um triângulo amoroso entre alguma mulher de classe média alta chamada Helena e mais dois galãs, provavelmente um vindo do passado.

Você sabe que a Helena vai comer o pão que o diabo amassou por alguns meses, vai ficar um tempo com um, um tempo com outro, e no final se arrumará com aquele com o qual o público mais simpatizar. Ao outro galã restará alguma outra mulher que ganhará importância durante a história.

É provável ainda que você veja o José Mayer pegando todas as mulheres do elenco, o Reinaldo Gianecchini fazendo aquela atuação de Reinaldo Gianecchini, empregadas domésticas como parte da família, o Paulo José enfrentando alguma doença como alcoolismo ou Parkinson e um ou outro casal homoafetivo para cumprir a cota obrigatória da Globo.

Você já viu essa história em Viver a Vida, Páginas da Vida, Mulheres Apaixonadas, Laços de Família, Por Amor, História de Amor etc etc etc.

Apesar de tudo, este não é o motivo principal para você não ver a novela. Nós gostamos de rever filmes, o cérebro parece relaxar ao acompanhar uma história previsível, traz uma sensação de conforto propícia para o fim de noite.

O principal motivo para você não assistir a Em Família é o custo de oportunidade.
O que você faria com 257 horas livres?

Uma novela das 21h na Globo tem, em média, 70 minutos de duração por noite. A que acabou na última sexta-feira contou com 221 capítulos.

Em uma conta simples, chegamos a 15.470 minutos de novela, ou um pouco mais que 257 horas.

O desafio que estamos propondo é que, somente dessa vez, você experimente substituir a já batida novela das 21h, com todas as suas previsíveis tramas, por alguma atividade em que você se sinta cheio de vida, com brilho nos olhos, com tesão em avançar.

Pense que você está nos últimos minutos da sua vida e começa a lembrar o que fez de bom.

Provavelmente virão à sua mente momentos especiais como quando você passou no vestibular, formou-se na faculdade, deu o primeiro beijo, saltou de paraquedas, teve um filho, andou de skate, tocou uma guitarra, viajou pelo mundo.

Dificilmente entre os seus grandes momentos na vida estarão as 221 noites que você ficou deitado no sofá vendo a novela.

Alternativas para a novela

Já podemos até ouvir a sua zona de conforto argumentando que a novela no final de noite é uma forma cômoda de terminar o dia, relaxar, desligar o cérebro e descansar para o dia seguinte.

Existem, no entanto, diversas outras maneiras de relaxar que você provavelmente nunca experimentou antes. E com seis ou sete meses, com 257 horas disponíveis, dá para você ficar craque em quase qualquer coisa.

Se você só quer ficar em casa, pode iniciar um curso de espanhol online, pode criar um site, pode escrever um livro, pode cultivar uma pequena horta, pode meditar, pode fazer yoga, pode ler mais de 20 livros.

Sem nem inventar muito e mantendo o mesmo padrão de sofá-televisão, você pode assistir a 221 filmes diferentes dos melhores diretores de cinema de todos os tempos!

Já se você quer viver a vida lá fora, pode aproveitar essas 257 horas livres para fazer passeios ciclísticos noturnos, para aprender a andar de skate, para visitar pontos turísticos da sua cidade que você nunca conheceu, para ir à casa de amigos e jogar jogos de tabuleiros, para fazer musculação, para praticar corrida noturna, para fazer um curso qualquer.

As possibilidades são imensas e aí é que está a graça da coisa: você estará fazendo algo novo, diferente, em vez de rever pela enésima vez a mesma estrutura de história da novela das 21h.

Você não tem nada a perder: se nada der certo, daqui a pouco vem outra novela com o mesmo padrão de história para você se entreter. Até essa mesmo que começa hoje em breve estará sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo ou na TV por assinatura. Por que não experimentar algo diferente?

Por que é importante não ver os primeiros capítulos

Os diretores vão caprichar para fisgar sua atenção.

Os primeiros capítulos da novela são feitos para fisgar o telespectador. Neles o autor aplica as suas melhores falas, prepara seus melhores ganchos. O diretor se esmera em fazer cenas perfeitas, que prendam a atenção do telespectador. Os atores são cobrados em dobro.

Se você assistir aos primeiros capítulos, começará a conhecer e a se afeiçoar aos personagens e aí será tarde demais. É feito para ser assim.

E, como você sabe, ao final do capítulo haverá um gancho que capture a sua curiosidade para que você assista ao capítulo de amanhã. E assim sucessivamente, durante 221 noites, nos próximos seis ou sete meses.

A pergunta é: daqui a sete meses, você, que está lendo este post, terá um monte de boas histórias e experiências de vida para contar e colocar entre os seus melhores momentos, ou terá apenas assistido a mais uma novela do Manoel Carlos, com a Helena, o Leblon e os clássicos da Bossa Nova?
Fonte: Blog Folha Diferenciada.

Confesso: Assim como não tenho assistido à novela, não li todo este artigo. É tudo muito blá, blá, blá...
SÓ QUEREMOS A CURA. NADA MAIS!

Dois mil casos de Parkinson registrados por ano em SL / MA

Ação em shopping da capital, na tarde de sábado, marcou o Dia Mundial da Doença de Parkinson, que afeta as células nervosas, causando tremor.

14/04/2014 - De acordo com a Associação Maranhense de Parkinsonianos, 2 mil novos casos da doença de Parkinson são registrados por ano em São Luís. No mundo, a cada 100 mil pessoas, 20 possuem a enfermidade neurológica. Esses e outros dados foram repassados durante palestra, promovida na tarde de sábado (12), no Shopping Rio Anil, que marcou o Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado na sexta-feira (11). Fonte: O Estado do Maranhão.

domingo, 13 de abril de 2014

Dia Internacional da Doença de Parkinson ressalta importância do diagnóstico precoce

10/04/14 - Margarete de Jesus Carvalho, neurologista e coordenadora do ambulatório de distúrbio do movimento da Faculdade de Medicina do ABC, conversou com Mia Bruscato
Clique AQUI, no play (>), e ouça!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

UFSC promove atividade pelo Dia Mundial da Doença de Parkinson

Publicado em 10/04/2014 às 10:00:45

O dia Mundial da Doença de Parkinson,11 de abril, o projeto de extensão “Grupo de Ajuda Mútua das Pessoas com Doença de Parkinson e seus Familiares/Cuidadores” realiza atividade nesta quinta-feira, 10 de abril, das 14h30min às 16h30min, no Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI – localizado ao lado da Igrejinha da UFSC). Haverá ação educativa, exposição de arte (produtos artesanais feitos por pessoas com doença de Parkinson), entrega de folder com informações sobre a doença e sobre prevenção de quedas, além de confraternização.


A data (11 de abril) e o nome da doença (Parkinson) fazem referência ao nascimento de James Parkinson, médico inglês responsável, em 1817, pela descrição desse mal que, atualmente, acomete cerca de 400 mil brasileiros. Seus principais sintomas são tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alteração no equilíbrio.
Como a doença é progressiva e degenerativa, o paciente deve procurar assistência de saúde para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Por isso, o Dia Mundial da Doença de Parkinson é uma data ideal para a conscientização da sociedade.
O Grupo de Ajuda Mútua das Pessoas com Doença de Parkinson e seus Familiares/Cuidadores (GAM PARKINSON) desenvolve atividades há mais de uma década – com efetivo impacto na sociedade –, em parceria com o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) e a Associação Parkinson Santa Catarina (APASC). Nestes encontros são discutidos assuntos relacionados ao cotidiano de vida da pessoa com Parkinson, estimulo à ajuda mútua, bem como apoio e orientação a familiares e cuidadores.
As reuniões do grupo ocorrem quinzenalmente, nas quintas feiras, das 14h30min às 16h30min, no NETI. Os próximos encontros serão nos dias 24 de abril, 8 e 22 de maio, 12 e 26 de junho, 10 de julho, 14 e 28 de agosto, 11 e 25 de setembro, 9 e 23 de outubro, 13 e 27 de novembro, e 11 de dezembro.
Fonte: Portal da Ilha.
Lista preliminar ao final deste blog AQUI.

Brasil possui cerca de 250 mil casos de Parkinson (*)

Sem cura, a base do tratamento para manter a qualidade de vida do paciente envolve medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia

Da Reportagem

No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Parkinsoniano. A data foi escolhida em homenagem ao aniversário do médico inglês James Parkinson, que nasceu em 1817. O aumento da expectativa média de vida da população brasileira tem feito crescer o número de portadores de Parkinson. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida ao nascer no Brasil subiu para 74,6 anos em 2012. A doença, que afeta principalmente idosos acima de 65 anos, atinge cerca de 250 mil pessoas somente no país.
O médico João Carlos Papaterra Limongi, doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP, escreveu o livro Conhecendo melhor a doença de Parkinson, da Plexus Editora, para ajudar a entender como funciona o mecanismo da doença. São informações complementares, que esclarecem as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador quanto a sua família.
“A doença de Parkinson ainda não tem cura. O mais indicado para manter a qualidade de vida do paciente ainda é o tratamento com medicamento, fisioterapia e fonoaudiologia”, afirma dr. Limongi. A cirurgia, segundo o médico, é um recurso que deve ser avaliado caso a caso.
No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Parkinsoniano (Foto: Divulgação)
No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Parkinsoniano (Foto: Divulgação)

O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa, caracterizada pela diminuição dos neurônios produtores de dopamina, substância que permite a comunicação entre células nervosas. A manifestação característica da enfermidade é a lentidão dos movimentos. Outros sintomas são enrijecimento dos músculos, tremores, dificuldade de caminhar, desequilíbrio com quedas, dificuldade de falar e engolir.
No livro, Limongi procura ajudar os pacientes a entender e aceitar as mudanças que os sintomas da doença provocam em seu corpo. Também é dirigido às famílias, que assistem a transformações cada vez mais evidentes do paciente e necessitam de esclarecimento para suas dúvidas e angústias.
Segundo o médico, é muito difícil para pacientes e familiares se defrontar com o diagnóstico da doença. Além disso, a medicina ainda desconhece os obstáculos e as evoluções no contexto da doença.
O livro, escrito em linguagem simples, inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e orientações sobre alimentação adequada. (*) Outros estudos estimam em 400 mil, ver indicadores prevalência / epidemiologia .
Fonte: Diário do Litoral.

Parkinson não é sentença de morte, diz paciente que aprendeu a lidar com a doença

Publicado em 10.04.2014, às 21h01



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Segundo a Associação Brasil Parkinson, estima-se que 300 mil brasileiros tenham a doença
Foto: Hélia Scheppa/ JC Imagem

Mariana DantasDo NE10
Especialista em gestão empresarial, Gilberto de Oliveira Santos, 52 anos, estava no auge da carreira quando recebeu o diagnóstico que mudou radicalmente a sua vida. Gilberto começou a sentir os primeiros sintomas, pequenos tremores nas mãos, aos 44 anos de idade e decidiu procurar um médico. Passou por cinco neurologistas até descobrir, quase um ano depois, que tinha Parkinson. A doença evoluiu rápido e, nesse mesmo período em que procurou ajuda, os tremores aumentaram, atingindo os músculos da face e laringe, resultando na perda da fala.

A idade de Gilberto pode ter contribuído com a demora no diagnóstico. Considerada uma doença degenerativa, incurável, crônica e progressiva, o Parkinson é mais frequente em pessoas idosas. Geralmente, os sintomas surgem depois dos 65 anos de idade, mas cerca de 15% dos doentes desenvolvem o Parkinson antes dos 50 anos.

A doença provoca a perda de neurônios do sistema nervoso central em uma região conhecida como substância negra, resultando a diminuição do neurotransmissor dopamina, responsável pelo controle dos movimentos.

Tremor, rigidez muscular e distúrbios do equilíbrio são alguns dos sintomas, que podem ser retardados através de tratamento medicamentoso. É por isso que nesta sexta-feira (11), quando se comemora o Dia Mundial do Parkinson, médicos e associações de pacientes alertam sobre a importância de desmistificar a doença e mostrar que, através de tratamento, é possível melhorar a qualidade de vida.

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Gilberto ao lado da esposa Maria José. Foto: acervo pessoal

Para Gilberto, o momento mais difícil foi no dia que recebeu o diagnóstico."Por que comigo? E por que tão cedo? Eu realmente não entendia. Estava me realizando profissionalmente, era convidado para ministrar palestras, também acompanhava o crescimento dos meus dois filhos", afirma, ao lembrar o que passou pela sua cabeça quando saiu do consultório médico.

Mas o sentimento de insegurança e tristeza duraram pouco. "Posso deixar de falar e de escrever, mas nunca vou deixar de sonhar. Carrego comigo esse lema desde a primeira semana de tratamento". E foi assim que, depois de começar a tomar as medicações, passar por várias sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, Gilberto voltou a falar. Embora possua limitações de movimento, hoje ele tem uma vida ativa, presta serviços de consultoria e ainda escreve para o seu blog "A Turma do Treme Treme". "Procuro mostrar que o Parkinson não é uma sentença de morte. Perdi um amigo da minha idade porque ele se entregou para a doença. Ele poderia estar vivo e feliz".

A presidente da Associação de Parkinson de Pernambuco (ASP-PE), Terezinha Veloso, afirma que muitos pacientes têm dificuldade de assumir a doença. "É fundamental aceitar o tratamento, até porque além dos medicamentos, é necessário passar por sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional", disse. Segundo ela, Pernambuco não possui nenhum levantamento sobre o número de pacientes no Estado. "O que posso afirmar é que a doença atinge 1% da população com mais de 65 anos", disse. No País, segundo a Associação Brasil Parkinson, estima-se que 300 mil pessoas tenham a doença.

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João Batista voltou a estudar para se manter ativo

O professor aposentado João Batista da Silva, 67, também resolveu lutar. Descobriu que tinha Parkinson há nove anos e precisou deixar as salas de aula onde ensinava filosofia. Porém, decidiu ser voluntário em uma ONG, onde passou a dar aulas com menor duração e "mais informais", sem precisar ficar muito tempo em pé. Também voltou a estudar na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde cursa letras. "Fui 'premiado'. Além de Parkinson, tenho diabetes, três pontes de safena e ainda enfrentei o câncer de próstata. Nada disso me fez desistir de viver", disse.

Segundo o neurocirurgião e pesquisador do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antonio Marcos Albuquerque, o tratamento é fundamental para controlar a doença, mas sua evolução varia de acordo com o perfil de cada paciente. “Sendo uma doença degenerativa e sem cura, o tratamento busca manter a autonomia do paciente por mais tempo possível. Pessoas convivem com a doença por mais de 30 anos, mas tudo vai depender do quadro clínico. Porém, sem controle nenhum, o Parkinson pode evoluir rapidamente e levar o paciente à morte”, alerta.

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Neurocirurgião Antônio Marcos afirma que o tratamento busca manter a autonomia do paciente. Foto: Mariana Dantas/NE10
CIRURGIA - O médico Antônio Marcos Albuquerque ressalta que, para os pacientes cujo tratamento medicamentoso já não é mais eficiente, existe a possibilidade de cirurgia, que pode melhorar em até 80% o controle dos movimentos.  A cirurgia consiste no implante de um eletrodo cerebral, que recebe descargas de um gerador instalado no peito e diminui a progressão da doença, estimulando a região da substância negra.

Mesmo sendo garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), muitos pacientes encontram dificuldade para fazer o procedimento, que custa mais de R$ 100 mil. Em Pernambuco, cerca de duas cirurgias são realizadas por mês no Hospital das Clínicas.
» Saiba mais sobre o Parkinson

Os sintomas iniciais do Parkinson são quase imperceptíveis e progridem lentamente, o que faz com que o paciente e seus familiares não consigam identificar logo as primeiras manifestações. Mas um dos primeiros sinais pode ser uma sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos legível ou diminuir de tamanho, a fala pode se tornar mais monótona e menos articulada e o paciente frequentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ainda ocorrer lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade. Dores musculares também são comuns. Confira abaixo as mudanças que devem ser observadas:

- Um dos braços ou das pernas movimentando-se menos do que o outro lado  
- Expressão facial perdendo a espontaneidade (como se fosse uma máscara)
- Diminuição da freqüência com que a pessoa pisca o olho
- Movimentos mais vagarosos
- Tremor primeiro em um dos lados, usualmente em uma das mãos, mas pode se iniciar em um dos pés
- A memória e o raciocínio são geralmente afetados
- Rigidez - acontece porque os músculos não recebem ordem para relaxar. Pode causar dores musculares e postura encurvada
- Alteração no equilíbrio: a pessoa anda com a postura levemente curvada para frente, podendo causar cifose ou provocar quedas (para frente ou para trás)
- Voz: a pessoa passa a falar baixo e de maneira monótona
- Escrita: a caligrafia torna-se tremida e pequena

- Sistema Digestivo e Urinário: deglutição e mastigação podem estar comprometidas
- Depressão e déficit cognitivo
Fonte: NE10.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dia Mundial do Parkinson é lembrado com atividade cultural no Centro Catarinense de Reabilitação

Publicado em quarta, 09 de abril de 2014, 19:08

O Centro Catarinense de Reabilitação (CCR) abre suas portas na próxima sexta-feira, 11, para uma atividade cultural com pacientes portadores do Mal de Parkinson que participam do Projeto de Reabilitação Neurofuncional, do Curso de Fisioterapia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A atividade é em alusão ao Dia Mundial do Parkinson, com início às 14 horas.
A Reabilitação Neurofuncional na Doença de Parkinson é uma atividade realizada por mestrandos em Fisioterapia do projeto de extensão do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid) da Udesc. Coordenado pela fisioterapeuta e professora da Udesc, Alessandra Swarowsky, a atividade ocorre nas terças e sextas-feiras, das 13h30min às 15h30min, no CCR, que apóia o projeto e oferece espaço para o tratamento.
Além da fisioterapia, que é oferecida pelo projeto, há também a parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através da educadora física Marize Amorim, que ministra aulas de dança a estes pacientes também no CCR.
A coordenadora do projeto, Alessandra Swarowsky, destaca a importância dessas atividades para os portadores de Parkinson. “Diversos estudos na literatura mostram os benefícios da fisioterapia e da dança na Doença de Parkinson. Os pacientes relatam uma melhora na mobilidade, qualidade de vida e no humor, além da socialização com outras pessoas”, explica a professora. 
Os portadores de Parkinson são divididos em dois grupos, que no mesmo dia, realizam fisioterapia e aula de dança. O projeto dura 10 meses, iniciando as atividades em fevereiro e encerrando em dezembro. 
O projeto de Reabilitação Neurofuncional possui vagas para novos pacientes. Para se inscrever basta entrar em contato com o CCR pelo telefone (48) 3221-9202, ir direto à unidade ou ligar para a coordenadora do projeto, Alessandra no telefone (48) 84753759. A ação também conta com apoio da Associação de Parkinson de Santa Catarina (APASC).
Serviço
O quê: Apresentação de dança dos pacientes do Projeto de Reabilitação Neurofuncional na Doença de Parkinson
Quando: Sexta-feira, 11 de abril, às 14 horas
Onde: Centro Catarinense de Reabilitação, na rua Rui  Barbosa, 780, bairro Agronômica, em Florianópolis (ao lado do Hospital Infantil Joana de Gusmão).
Informações adicionais:
Ana Paula Bandeira
Secretaria de Estado da Saúde
E-mail:  anap@saude.sc.gov.br
Telefone: (48) 9113-6065