segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Novo Livro



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Examine difunção da Articulação Têmporo Mandibular (ATM), antes de começar tratamento para Parkinson

AUGUST 31, 2014 - É importante que antes de iniciar tratamento relacionado com a doença de Parkinson, você dê uma olhada na articulação temporomandibular (ATM). Em muitos dos pacientes que vemos em nosso escritório em Vienna, VA, descobrimos que há um deslocamento da ATM e este, por sua vez, exerce pressão sobre a articulação da mandíbula, que pode precipitar distúrbios de movimento como Parkinson.

Acredita-se geralmente que o mecanismo de ação para isto seja devido à pressão sobre os feixes de fibras nervosas que existem na parte de trás do conjunto da maxila. Em outras palavras, quando a articulação da mandíbula é comprimida demais, os nervos na articulação tornam-se irritados e enviar sinais aberrantes para o cérebro, e é isso que nós acreditamos que pode ser uma causa de distúrbios de movimento. Esse deslocamento muitas vezes pode ser confirmado com uma ressonância magnética das articulações da mandíbula. A ressonância magnética mostra a cartilagem na articulação e quando esta é deslocada da cartilagem, acredita-se que as terminações nervosas na articulação fiquem comprimidas e irritadas.

Em nosso escritório, descobrimos que ao descomprimir as articulações da mandíbula e aliviar a pressão sobre as terminações nervosas nas articulações, muitas vezes vemos alívio dos sintomas de Parkinson. No entanto, a fim de fazer esta determinação, é importante para fazer um exame da ATM adequado que inclui um longo questionário e um exame completo da cabeça e pescoço, juntamente com raios-x. Quando toda esta informação é colocada em conjunto, somos capazes de determinar se há um problema de ATM e, em seguida, tratar de acordo. Muitos dos pacientes com transtorno de movimento são capazes de reduzir os medicamentos que causam letargia, rigidez muscular, e toda uma série de outros problemas. Quando os indicadores estão aí para disfunção da ATM, o tratamento é geralmente muito bem sucedido.

O Dr. Jeffrey L. Brown juntou forças com o inestimável Dr. Brendan Stack em Vienna, Virginia. Veja sua nova página Village Bem-Estar em ParkinsonsResource.org/spotlight/sleep-and-ATM-therapy/ (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Parkinson Resource.org.

Hoje é dia de chat, nosso bate papo semanal. Esperamos por você !

NOSSO BATE-PAPO AMIGO E FRATERNO 

domingo, 31 de agosto de 2014

Veneno de vespa age contra perda de neurônios por Parkinson, diz estudo

Pesquisa foi feita em ratos com lesão cerebral semelhante ao Parkinson.
Ação neuroprotetora é de um fragmento de proteína do veneno.

31/08/2014 - Um componente do veneno da vespa mostrou-se eficaz em impedir a perda de neurônios provocada pela doença de Parkinson. O estudo, desenvolvido no Laboratório de Toxinologia da UnB, foi feito em ratos com uma lesão cerebral que simula o efeito do Parkinson. A pesquisa foi apresentada nesta sexta-feira (29) na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Caxambu, Minas Gerais.

No Parkinson, ocorre a perda de neurônios em uma região cerebral específica chamada substância nigra, ou substância negra. Os neurônios dessa região são responsáveis pela produção do neurotransmissor dopamina, cuja falta resulta em perda progressiva do controle motor.

Um dos principais tratamentos disponíveis atualmente baseia-se na reposição da dopamina. Essa estratégia trata os sintomas, sem porém interferir na evolução natural da doença. Ou seja, os neurônios produtores de dopamina continuam morrendo. Há vários tratamentos potencialmente neuroprotetores em estudo, porém nenhum deles conseguiu impedir definitivamente a degeneração dos neurônios no paciente de Parkinson.

Diante dessa falta de alternativa, a pesquisadora e professora da UnB Márcia Renata Mortari – que trabalha com a busca de novos componentes de venenos de animais que possam servir de tratamento para doenças – resolveu testar se o veneno de vespa poderia ter alguma ação neuroprotetora para o Parkinson.

Primeiro, ela isolou os peptídeos presentes no veneno, ou seja, os fragmentos de proteínas que o compõem. Depois de purificar cada um dos peptídeos, ela passou a aplica-los em ratos com lesões cerebrais que simulam os efeitos do Parkinson. Márcia e sua equipe testaram quatro peptídeos sem sucesso, até que o quinto componente testado apresentou resultados promissores.

O peptídeo foi injetado uma hora após o início da lesão que simula o Parkinson. Os animais receberam uma dose por dia durante quatro dias.
Testes comportamentais, que avaliaram o equilíbrio e as atividades motoras dos ratos, mostraram que os que foram tratados com o peptídeo não apresentaram os sinais típicos do Parkinson, diferentemente do que ocorreu com os animais que receberam placebo.

Uma contagem dos neurônios produtores de dopamina feita nos dois grupos também mostrou que, entre os que receberam a substância retirada do veneno, houve uma preservação da quantidade de células nervosas, o que sugere que o novo peptídeo tem uma ação neuroprotetora em casos de Parkinson.

“Ele impediu a morte dos neurônios, mas não resgatou o neurônio que já estava em apoptose (morte celular)”, diz a pesquisadora. “O que eu penso é que ele pararia a degeneração em qualquer nível da doença, mas quanto antes começar, melhor. O objetivo do teste é que seja um composto para impedir a progressão da doença, mas não é capaz de reverter a doença já estabelecida.” Os resultados são iniciais e testes em humanos ainda devem demorar vários anos para ocorrer.

O novo peptídeo foi chamado de fraternina, pois foi extraído da vespa Parachartergus fraternus. Segundo Márcia, o estudo utilizou mil vespas retiradas de um mesmo ninho. O veneno de cada uma foi retirado manualmente.

Márcia observa que os venenos de animais têm sido uma fonte importante de pesquisa de novos tratamentos. “Durante todo o processo de evolução, os animais desenvolveram uma série de compostos bioativos em seus venenos com objetivo de paralisar as presas ou de se defender contra o predador. A natureza já tem funcionado como uma oferta de compostos neuroativos que a gente usa para tratamento de doenças.” Fonte: Globo G1.

sábado, 30 de agosto de 2014

Toda a vida

Esta crônica representa mais ou menos como me sinto ante à chegada de uma possível cura da DP.

Toda a vida
por Luis Fernando Veríssimo*

Disse o homem: “Fiquei velho na época errada. Toda a minha vida foi assim. Cheguei às diferentes fases da vida quando elas já tinham perdido suas vantagens. Ou antes de adquirirem vantagens novas. Passei minha vida com aquela impressão de quem entrou na festa quando ela já tinha acabado ou saiu quando ela ia ficar boa.

“Veja você: a infância. Houve um tempo em que crianças, assim, da minha classe eram tratadas como príncipes e princesas. Está certo, elas também apanhavam muito. Mas havia as compensações. Geralmente uma avó morava junto ou morava perto e as consolava com colo e doces. E as mães não trabalhavam fora nem faziam academia ou tsao-tse-qualquer coisa. Ficavam em casa, inventando maneiras de estragar os filhos.

“Você alguma vez teve roupa de veludo? Nem eu. Sou da geração pós-veludo e pré-jeans. Às vezes olho fotografias daquelas crianças antigas com roupas ridículas, golas rendadas e babados, e me dá uma inveja... Aquilo sim era maneira de tratar criança. Acho que minha geração deu no que deu porque nunca usou roupa de veludo. Ou cacho nos cabelos.

“Outra coisa: psicologia. Fui da primeira geração criada com psicologia. Nada de castigo – conversa. Ele rabiscou toda a parede? Está tentando expressar alguma coisa. E usou o batom da mãe? Ih, cuidado, uma surra agora pode deflagrar um processo de introjeção edipiana e traumatizá-lo para sempre. Também fui da primeira geração que, com a invenção da calculadora de bolso, não precisou decorar a tabuada. Resultado: cresci sem a noção de duas coisas importantíssimas: pecado e matemática.

“Cheguei tarde à infância e muito cedo à adolescência. A revolução sexual começou exatamente um dia depois que eu casei com a minha mulher porque era a única maneira de poder dormir com ela. Nos casamos num sábado e a revolução sexual começou no domingo. Ainda tentei desfazer o casamento, já que não precisava mais, mas não deu, estava feito.

“Minha adolescência foi um martírio. Me lembro dela como uma única e interminável tentativa de desengatar sutiãs. Os sutiãs eram presos atrás de mil maneiras. Ganchos, presilhas, botões, solda. Você precisava de um curso de engenharia para desengatá-los. Uma namorada minha usava um sutiã com uma fechadura atrás. Com combinação, como um cofre, juro. Dezessete para a esquerda, cinco para a direita, rápido que a mãe vem vindo! Você, garoto, nem deve saber o que é sutiã.

“Eu pensava ser um jovem adulto sério, engajado nas melhores causas, talvez até um ativista político, um guerrilheiro. Quando cheguei à idade, os jovens adultos estavam cuidando das suas carreiras e das suas carteiras de ações. Fui da primeira geração que quando falava em ir para as montanhas queria dizer para o fim de semana. E a última que ainda usou a palavra ‘alienação’, mas já sem saber bem o que queria dizer.

“Tudo bem, pensei. Vou me preparar para a velhice e os seus privilégios, com minha pensão e meus netos. Mas a Previdência está quase quebrando e minha aposentadoria é uma piada, e meus netos, quando me olham, parecem estar me medindo para um asilo geriátrico. E há meia hora que eu estou aqui chateando você com toda essa conversa e você ainda não se levantou para me dar o seu lugar.”

E disse o garoto: “Pô, qual é, coroa? Esse negócio de dar lugar pra velho já era.”

E suspirou o homem: “Eu não disse? Também cheguei tarde à velhice.”

* TODA A VIDA – In: Algum Lugar do Paraíso, de Luis Fernando Verissimo, Objetiva, Rio de Janeiro.

Assim como o corpo, cérebro também pode ser malhado para ter melhor desempenho


30/08/2014 - A ideia que vem sendo desenvolvida por precursores da neuróbica, espécie de aeróbica para o pensamento
Leia na Fonte: Zero Hora.
Se acredito na vida após a morte?
Não sei nem se acredito na vida antes da morte!
Acho que acredito na morte durante a vida.
Groucho Marx.
--------------------------------------------------APROVEITEM !

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Remédios para tratar Parkinson podem ser retirados com 90% de desconto

por Valmir de Souza
29/08/2014 - Brasil / Saúde - A doença de Parkinson é a segunda doença neurológica mais comum no mundo, atrás apenas do Alzheimer, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

As chances de uma pessoa ter a doença aumentam com a idade, especialmente após os 60 anos. A aposentada Maria Pimentel Novo, de 64 anos, por exemplo, descobriu que tem a doença em 2012. Segundo o marido, Oswaldo Custódio Novo, o tratamento só está sendo possível porque os remédios são retirados com 90% de desconto nas farmácias conveniadas ao programa Saúde Não Tem Preço.

"De lá para cá a gente vem tratando, tomando os remédios. Está tomando os remédios, controlado. Eu fui na farmácia popular e (peguei) o Prolopa que era o mais caro deles. Custa R$ 80 cada vidro, ela toma três vidros por mês."

O neurologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde. Raphael Machado de Castilho, destaca que é fundamental para os pacientes diagnosticados com Parkinson manter o tratamento com remédios.

"É um tratamento contínuo, que não há como parar. E, eventualmente, quando se soma esse custo mensal ele fica bem grande. E como é uma doença muito frequente, ou seja, acima de 60 anos em torno de dois a três por cento das pessoas têm, o que é muita gente, acaba que uma parcela grande dessas pessoas são pessoas que têm baixa renda, e que não conseguiriam certamente comprar ou manter o tratamento se não fosse pelas farmácias populares ou pelo SUS."

O coordenador do programa Farmácia Popular , Marco Aurélio Pereira, destaca a importância das farmácias populares para os pacientes com a doença de Parkinson e explica como o cidadão pode retirar os medicamentos com 90% de desconto.

"Os medicamentos para a doença de Parkinson, eles entraram no programa em 2010, e desde então eles estão disponibilizados nas farmácias e drogarias credenciadas com um subsídio de até noventa por cento do valor. Importante lembrar que a regra para a dispensação desses medicamentos é exatamente a mesma para os demais casos, ou seja, o paciente munido de CPF, receita válida por quatro meses e documento com foto ele poderá ter acesso aos medicamentos."

Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre uma e duas pessoas a cada mil habitantes possuem a doença de Parkinson. Para saber mais sobre Parkinson e os remédios disponíveis para tratar a doença nas farmácias populares, acesse: www.saude.gov.br. Fonte: Radar Alto Vale.

Farmácia de Medicamentos Especiais RS

Duros na queda, agora. 29/08/2014, 06:55 h. Temperatura 12.oC, tempo seco.

Cientistas conseguem transformar memórias ruins em boas

Sem mágoas
Ao ativar artificialmente alguns circuitos do cérebro de camundongos, pesquisadores provaram ser possível transformar uma lembrança desagradável em um sentimento mais positivo

por Luísa Martins
28/08/2014 | As boas recordações daquela lua-de-mel em uma praia paradisíaca podem ganhar novos – e piores – adjetivos à medida em que transcorrem o tempo e os infortúnios da vida, como uma separação traumática, por exemplo. Mas há esperanças em um futuro em que o cérebro humano consiga desativar os dissabores e permitir uma existência livre de mágoas. Cientistas descobriram como converter lembranças negativas em positivas, jogando luz aos processos de formação e transformação das memórias emocionais.

O experimento, cujos resultados foram publicados na revista científica Nature, esclarece esta espécie de maleabilidade da memória. A técnica utilizada em camundongos – e ainda inaplicável a humanos – foi a da optogenética, ramo da neurociência que manipula neurônios a partir de estímulos luminosos. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com o Instituto Riken, do Japão, deram aos ratos lembranças ruins de um lugar e, depois, as transfiguraram em boas.

“A carga emocional de uma memória é altamente flexível”, afirma, no estudo, o professor  japonês Susumo Tonegawa, líder da pesquisa e vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1987.
É o que possivelmente aconteceria caso você fosse assaltado na rua mais querida da sua infância: aquela nostalgia saudável, em questão de segundos, pode se tornar um trauma. A boa nova, conclui a pesquisa, é que os sentimentos que acompanham as lembranças são passíveis de reconstrução – uma propriedade que já tem sido usada clinicamente para tratar fobias, estresses pós-traumáticos e outros comportamentos de inadaptação.

Técnica pode ser muito invasiva em humanos
Difícil, no entanto, é saber se essas rememorações artificiais – conduzidas por feixes de luz azul dentro do cérebro de um rato – são similares à memória humana.

“Não podemos perguntar ao rato o que está pensando”, lembrou o especialista em cognição Richard Morris, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, no mesmo artigo na Nature.

Com o olhar de fora, já que não participou da pesquisa, Morris afirma que a descoberta representa uma inovação na exploração dos mecanismos da memória – embora ache a optogenética muito invasiva em humanos.

Novidades vencem traumas
Pesquisa semelhante é realizada no Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Os neurocientistas Iván Izquierdo e Jociane Myskiw avaliam como a memória de medo pode ser abafada com a exposição a uma novidade, uma possível forma de extinguir um trauma.

Também em camundongos, eles descobriram que há um fluxo de proteínas entre as sinapses dos neurônios que processam as memórias de medo e de novidade, provando que elas interagem no hipocampo (estrutura onde se consolidam as lembranças relacionadas a lugares e contextos). Com isso, revelou-se que submeter o paciente a uma nova experiência – no mesmo contexto do trauma – pode ajudar a sanar uma lembrança ruim. É a chamada terapia de exposição.

– Suponha que você tenha medo de dirigir. Se você for submetido a simuladores de direção e for treinado por instrutores com quem simpatize mais, essa memória vai se ressignificando até o trauma sumir  – explica Jociane. Fonte: Zero Hora.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Campanha do Balde de Água arrecada pouco, mas divulga doença

Obrigado Bill Gates (ALS ice bucket challenge).  Assista vídeo (1:29) AQUI.
Quinta-Feira 28/08/14 - Iniciada nos Estados Unidos, a campanha Ice Bucket Challenge (desafio do balde de gelo), feita para angariar recursos para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA), ganhou por lá as redes sociais, após famosos – incluindo Bill Gates e Mark Zuckerberg – aceitarem o desafio de tomar um banho de água e gelo além de doar recursos para a campanha.

No Brasil a mobilização obteve o apoio de artistas, como Ana Maria Braga, por exemplo, que se submeteu em seu programa de TV a receber um balde de água com pedras de gelo junto. O Instituto Paulo Gontijo (IPG), a Associação Pró-Cura da ELA e a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela) são as principais entidades engajadas na iniciativa.  Até agora, contudo, o apoio dos famosos e os inúmeros vídeos, curtidas e compartilhamentos nas redes não resultaram em tantas doações.

Segundo a diretora do IPG, Silvia Tortorella, até agora o instituto recebeu cerca de R$ 20 mil, recurso que deve ser destinado a projetos da entidade, como o manual interativo para pacientes e a disponibilização de computadores. Mas as doações continuam e os números finais devem ser maiores, porém não chegando perto dos U$ 30 milhões já arrecadados este ano nos Estados Unidos, onde a população costuma contribuir com organizações sociais.

Os banhos de água fria estão levando milhares de pessoas a compreenderem um mal menos conhecido do grande público do que outras patologias, como o Parkinson e o Alzheimer, que também neurodegenerativas. (segue...) Fonte: Blogs Estadão / Geraldo Nunes.

Primeiros sinais

27/08/2014 – Cliquetando explica os primeiros sinais da doença.

Parkinson: Robin Williams e a ironia do otimismo

por Bret Parker
08/27/2014 - Quando eu fui diagnosticado com a doença de Parkinson na idade de 38, eu disse quase ninguém a teria a princípio assim. Meu medo do preconceito ou piedade de amigos e colegas de trabalho me levou a manter esse segredo por cinco anos, até que eu disse a todos.

Para a maior parte do mundo, a triste notícia do suicídio de Robin Williams 'seguido pelos relatórios surpreendentes que ele havia sido diagnosticado com os estágios iniciais da doença de Parkinson foi um choque de cano duplo para a nossa consciência coletiva. A reação dos pacientes meus companheiros de Parkinson com a notícia foram um pouco mais complexas. Não podemos deixar de ficar um pouco grato que a sua fama está brilhando como uma luz sobre aspectos muito reais, mas pouco discutidos do Parkinson. No entanto, põe em foco que a doença é mais do que aquilo que é reconhececido publicamente: tremores, rigidez, dificuldade para andar e uma série de outros problemas de habilidades motoras. O trágico suicídio de Robin Williams destaca os sintomas mais escuros e mais assustadores não motores do Parkinson, tais como depressão e demência.

E agora o ex-presidente da Time Warner Jerry Levin tornou-se a mais recente pessoa a "sair" de si mesmo e dizer ter Parkinson.

Até agora, o nome mais reconhecido ligado à doença tem sido Michael J. Fox. Como Williams, Fox é uma celebridade adorável. Ele usou sua tragédia para criar uma fundação que gerou mais de US $ 450 milhões para pesquisa. Todo mundo sabe que Fox tem uma forma de ver o lado positivo (seus livros apropriadamente intitulados dizem melhor: Lucky Man and Always Looking Up - As Aventuras de um incurável otimista) e grande parte da comunidade de pacientes de Parkinson (inclusive eu) adotou a sua abordagem. No entanto, a realidade é que o otimismo contagiante de Fox não atinge a todos.

Na verdade, a ironia da perspectiva de Michael J. Fox é que ele cria a falsa impressão de que todos nós estamos fazendo tudo bem, suficiente. A maioria de nós usa a nossa doença debilitante e degenerativa com um sorriso. Ele tem o efeito indesejado de amaciar um senso de urgência e esconder a frustração que a comunidade científica se baseia em uma droga de 40 anos de idade, como o padrão-ouro para o tratamento, que este tratamento aborda em grande parte apenas os sintomas motores e ainda não existe método objetivo definitivo para o diagnóstico de doença de Parkinson (como um teste de sangue).

Embora a depressão e outras lutas de Williams tenham sido amplamente divulgados e ninguém possa apontar para um único gatilho que levou a essa tragédia, a notícia de seu suicídio representa o outro extremo do espectro de possíveis impactos da doença - o poder do Parkinson em levar muitos de nós a considerar o suicídio, ou porque a depressão é um sintoma da doença e contribui para outros fatores existentes e / ou a tristeza e questões complicadas associadas a ter Parkinson podem nos levar a perder a vontade de viver e / ou algumas das drogas têm alguns efeitos colaterais potencialmente perigosos. (E é importante lembrar que há uma grande diferença entre essas três coisas, todas as quais podem estar em jogo para os doentes de Parkinson.)

Algumas pessoas na comunidade de Parkinson podem fugir da imagem horripilante do suicídio de Robin Williams e negar que a doença possa "bater-nos" - como se o suicídio de depressão fosse apenas uma escolha que se pode fazer, porque nós não somos apenas fortes o suficiente para lutar ou corajosos o suficiente para suportar os sintomas. Não quero assustar os nossos amigos ou famílias a pensarem que o caminho está indo abaixo. Assim, muitos já estão migrando para o otimismo de Fox e tranquilizando-se em mídias sociais e em conversas que agora, mais do que nunca, vão continuar lutando e que vamos encontrar uma cura em nossas vidas. E eles vão usar essa marca de otimismo e irão sorrir.

Então eu tenho que perguntar: Neste momento crítico, estamos perdendo uma oportunidade? A comunidade paciente não deve estar ciente de que, de fato o Parkinson pode causar depressão, problemas de concentração, fadiga e outros problemas cognitivos além das deficiências físicas? Por que não estamos demonstrando vocal impaciência, frustração e raiva com a lentidão do progresso em encontrar uma cura? O que podemos aprender com o viral sucesso do ALS Bucket Challenge em ajudar uma população de pacientes de 30 mil contra a população mundial de Parkinson de mais de 5 milhões e que vai aumentar exponencialmente nos próximos anos? (Claro, a ELA é uma doença horrível, incurável que finalmente mata seus pacientes.)

A morte de Williams certamente não foi causada por um único fator, e ainda não há dúvida de que a depressão teve um papel significativo em seu final tragicamente prematuro. Nós podemos e, francamente, devemos permanecer positivos e fazer tudo o que pudermos para mostrar que podemos levar uma vida relativamente completa com Parkinson (eu vou estar fazendo um triathlon para o Team Fox na próxima semana, embora eu mal podia nadar, há dois meses). Mas, como pacientes de AIDS na década de 1980, os doentes de Parkinson precisam ser ainda mais francos e insistirem em recursos adicionais e esforços para encontrar uma cura. A morte de Robin Williams pode ser uma oportunidade de sermos um pouco tristes, um pouco loucos e com pouco menos conformismo com a doença. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Huffington Post, com links.

Associação Paranaense de Parkinson está ‘doente’ e colaboradores pedem ajuda

27 de agosto de 2014 - A Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP) está ‘doente’, alertam os colaboradores da iniciativa que já virou utilidade pública federal. O principal motivo é a falta de recursos para ajudar no desenvolvimento das atividades oferecidas pela instituição, que vão desde apoio psicológico até aula de dança.

Para tentar reverter essa situação, a APPP vai realizar um bingo beneficente com barreado no próximo domingo (31) a partir das 11h30, na Paróquia São Paulo, em Curitiba. Criado em 2 de dezembro de 2000, o grupo conta com 1900 associados e 38 colaboradores, entre funcionários e voluntários.

“A nossa ideia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Quem já teve alguém com Parkinson na família conhece as dificuldades. Essa é uma doença que não atinge apenas os idosos, mas pessoas de todas as idades. O nosso associado mais novo, por exemplo, tem 24 anos”, explicou a fonoaudióloga Arlete de Gasperin, voluntária da APPP, à Banda B na tarde desta quarta-feira (27).

O prontuário da associação tem quase três mil integrantes, já que muitos já faleceram, segundo a voluntária. Além disso, o local faz cerca de cinco mil atendimentos por mês, entre massoterapia, acupuntura, musicoterapia e muitas outras atividades. “Justamente por causa de toda essa demanda, precisamos melhorar o espaço com a ajuda de pintores, pedreiros, marceneiros e de mais recursos”, disse ela.

A paciente Márcia Rodrigues Dias, 53, que foi diagnosticada há seis anos, mudou de vida depois que entrou para a instituição. “Aqui um apoia o outro, anima, incentiva e mostra que o Parkinson não é um monstro de sete cabeças. Esse lugar não pode fechar, nós precisamos de ajuda”, declarou ela.

O bingo para a arrecadação de recursos acontece na rua Padre Júlio Saavedra, número 170, no bairro Uberaba. “Quem não gosta de barreado pode ir para o bingo, quem não gosta de nenhum dos dois pode chamar os amigos que curtem, sem problemas”, brincou a fonoaudióloga.

Serviço
Bingo beneficente
Data: 31/08/14, às 11h30
Endereço: Paróquia São Paulo – Rua Padre Júlio Saavedra, 170. Uberaba – Curitiba
Telefone para mais informações: (41) 3014-5617
Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP)
Endereço: Avenida Silva Jardim, 3180. Água Verde – Curitiba
Fonte: Banda B. Aqui Vídeo do Globo G1.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pesquisadores da MSU premiados com doação para ajudar na Doença de Parkinson

Aug. 26, 2014 - Dois pesquisadores de neurociências da Universidade Estadual de Michigan receberam uma doação de 165.000 dólares americanos a partir da PDF (Parkinson's Disease Foundation) para ajudar a desenvolver novos tratamentos terapêuticos para esta doença cerebral crônica e progressiva. A doença afeta cerca de um milhão de pessoas nos Estados Unidos e sete a 10 milhões de pessoas em todo o mundo.

A professora Kathy Steece-Collier e o professor assistente Fredric P. Manfredsson, ambos do Department of Translational Science & Molecular Medicine in the College of Human Medicine, estão investigando como "silenciar" a maquinaria genética das células nervosas específicas no cérebro que poderia impedir o desenvolvimento de movimentos involuntários anormais associados à doença de Parkinson. (segue... , original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MSU Today.

Agora a opinião pessoal (os comentários existem para discordar também!)
Este estudo leva a hipótese que chamei uma vez de “determinismo genético”, situando-se dentro daquilo que poderíamos chamar, leigamente falando, segundo uns, em uma doença-priônica (não necessariamente a doença da "vaca louca", mas uma variante).

Engraçado será, se descobrirem que todos os cromossomas possuem no DNA, a carga genética que propicia, facilita, e conduz ao Parkinson. Aí terão que correr atrás do gatilho.


Por isso levo fá na vacina, que não curará, mas levará obstáculo para a proteína alfa-sinucleína agregar-se através de seus compostos à região das sinapses neuronais que levam a produzir dopamina! Isto tudo, se realmente for a dopamina a vilã, ou falta da. Me perdõem os cientistas por qualquer blasfêmia. E não duvido que no final de tudo concluam que cada um tenha que mandar seus genes para "manipularem" sua vacina "individualmente" para fins de parkinson.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma Crítica / Diagnóstico Precoce

Os testes que poderão detectar décadas de Parkinson antes dos sintomas começarem

26 August 2014 |  (…) A maioria dos doentes é diagnosticada mais tarde na vida, em média, aos 65. Mas os cientistas agora acreditam que a doença, que afeta 127 mil pessoas no Reino Unido, comece a se desenvolver até 20 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas, tais como tremor incontrolável, movimentos lentos ou rigidez muscular. Isto significa que muitas pessoas podem ter Parkinson escondido na faixa dos 40 ou mais cedo.

“Há muita discussão sobre isso, mas é pensamento que os pacientes possam começar a perder as células nervosas no cérebro em qualquer época entre cinco e 20 anos antes de os sintomas aparecerem”, diz Claire Bale, gerente de comunicações e pesquisa  da Parkinson Reino Unido.

Agora, a corrida é para desenvolver novas formas de identificar os pacientes durante os anos pré-início’', e dar-lhes uma melhor qualidade de vida. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo, e segue…)

Este pequeno extrato de ampla matéria (acima) de hoje, do jornal britânico “Daily Mail”, aborda longamente o diagnóstico precoce. Diz em certo trecho, literalmente:

“Para a maioria das pessoas, ter Parkinson não afetará significativamente a expectativa de vida. Mas em seus estágios avançados, pode levar a dor crônica, perturbação do sono, ansiedade e depressão, e problemas que afetam o movimento. Os anos de doença podem deixar os pacientes vulneráveis a infecções.

Quanto mais cedo Parkinson é tratado, melhor, pois atualmente as drogas podem retardar – mas não parar – a perda de células cerebrais.

Assim, os cientistas estão tentando encontrar maneiras fáceis de testar para a doença nas fases iniciais.”

Isto posto, digo:
Insistem em vender drogas que retardam a doença!
Que drogas são essas, comprovadas e unânimes?

O único que alardeia isso, e olhe lá, é o Azilect (rasagilina), e não é unânime, havendo muitas controvérsias.

Aliás, esse papo de diagnóstico precoce '‘tá ficando muito chato.
P'rá que na prática, se não tem como parar a doença?
P'rá vender mais um remédio que ainda não existe?
E novamente aliás,
Se investissem o que investem no diagnóstico precoce, já teríamos cura.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O lado B da maconha medicinal

24/08/2014 - Você é a favor ou contra a legalização da maconha? Se tiver dúvidas estará em melhor situação do que aqueles que têm uma visão passional sobre o tema. No Brasil, essa discussão ocorre num clima de Fla-Flu altamente improdutivo. Sobra opinião desinformada e falta análise objetiva.

Uma boa contribuição para o debate é observar o que aconteceu nos Estados Unidos desde que a maconha foi liberada em algumas regiões para uso medicinal, recreativo ou ambos. Um desses estados americanos é o Colorado, que se tornou um verdadeiro laboratório vivo. O que acontece ali é estudado em detalhes desde 2009. É uma forma de avaliar o impacto que a legalização da droga teria caso fosse adotada no país todo.

Um novo e amplo estudo sobre o caso do Colorado ficou pronto neste mês. A íntegra você pode acessar aqui. Um dos líderes do trabalho é o sociólogo Kevin Sabet. Ele é diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida.

Sabet não mistura o debate sobre drogas com política. Por isso, foi o único a atuar como conselheiro em administrações tão distintas quanto as dos presidentes Bill Clinton, George Bush e Barack Obama.

“A legalização é uma solução simplista para um problema complicado”, diz Sabet. Ao analisar o impacto social de drogas legais, ele ressalta que, nos Estados Unidos, o álcool é responsável por mais de 2,6 milhões de prisões por ano. Quase 1 milhão de prisões a mais do que as provocadas por drogas ilegais.

Neste sábado (23), Sabet participará de um debate no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Foi convidado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Nesta coluna, você acompanha em primeira mão os principais pontos da palestra que Kevin fará durante o evento.

O Colorado liberou o uso de maconha medicinal há 13 anos. Em 2009, ocorreu uma grande expansão de pontos de venda. Cerca de 3% dos adultos receberam licença para uso da droga e surgiram mais de 700 farmácias dedicadas ao produto. A facilidade de acesso trouxe consequências.

Na capital, Denver, 74% dos adolescentes em tratamento contra dependência química afirmaram ter consumido a maconha medicinal de outra pessoa. Fizeram isso, em média, 50 vezes. Em 2013, dentre os estudantes do último ano do ensino médio que consumiram a droga, 60% afirmaram ter conseguido maconha com amigos. Apenas 25% compraram de traficantes ou estranhos.

Em novembro de 2012, o Colorado também liberou o uso recreativo da droga para adultos acima de 21 anos. As primeiras lojas do produto foram licenciadas em janeiro de 2014. “Só o tempo dirá qual o impacto dessa medida no país”, ressalta Sabet. “Os cinco anos de experiência do Colorado com maconha medicinal é um bom indicativo do que pode ocorrer”.

O que aconteceu? A seguir, os principais achados da pesquisa:

CONSUMO POR JOVENS

* Em 2012, a média de uso de maconha por adolescentes de 12 a 17 anos no Colorado era 39% mais alta que  a média nacional. O índice de consumidores da droga nessa faixa etária era de 10,4% no estado e de 7,5% no país.

* A quantidade de suspensões ou expulsões da escola aumentou 32% na comparação entre os anos letivos de 2008 e 2012. A maioria dos casos envolveu o consumo de maconha.

CONSUMO POR ADULTOS

* Em 2012, a porcentagem de estudantes entre 18 e 25 anos que fumavam maconha no Colorado era 42% mais elevada que a média nacional. O índice de consumidores da droga nessa faixa etária era de 26,8% no estado e de 18,8% no país.

* Em 2012, 7,6 dos adultos acima de 26 anos fumavam maconha regularmente no estado – índice 51% mais elevado que a média nacional (5%).

* Entre todos os adultos que foram presos na capital Denver em 2013, 48% tinham testes positivos para uso de maconha. Um aumento de 16% em relação a 2008.

O EFEITO NO TRÂNSITO

* O número de mortes em acidentes de trânsito envolvendo motoristas que haviam fumado maconha aumentou 100% entre 2007 e 2012.

* A maioria das prisões por direção sob influência de drogas envolveu maconha. Em até 40% dos casos, o motorista havia usado apenas maconha.

* Os testes positivos para maconha em motoristas aumentaram 16% entre 2011 e 2013.

O EFEITO NOS HOSPITAIS

* Entre 2011 e 2013, os atendimentos de emergência de pacientes que haviam fumado maconha aumentaram 57%.

* As internações relacionadas à maconha cresceram 82% entre 2008 e 2013.

Não são dados desprezíveis. O que aconteceria se a maconha fosse legalizada no Brasil, pelo menos para uso medicinal?  Muitos especialistas temem que o propósito seja desvirtuado como aconteceu no Colorado. “Em primeiro lugar, não existem evidências comprovadas de que fumar maconha faz bem à saúde”, diz o psiquiatria Ronaldo Laranjeira.

“Além disso, grande parte das pessoas que possuem licença para adquirir maconha medicinal nos Estados Unidos sequer tem problemas graves de saúde”, afirma. Para ele, essa é uma situação que poderia se repetir em qualquer país, inclusive no Brasil.

Laranjeira não se opõe ao uso de medicamentos que contêm substâncias presentes na maconha. É o caso do canabidiol. Atualmente a importação de remédios feitos a partir de componentes da maconha não é liberada no Brasil. Só pode ocorrer com autorização judicial.

Famílias de pacientes que sofrem com doenças graves (como epilepsia resistente a qualquer medicamento convencional) depositam esperança no tratamento com produtos como o spray Sativex, do laboratório britâncio GW Pharmaceuticals.

É compreensível que as famílias tenham pressa, mas o conhecimento científico sobre os benefícios e a segurança desses produtos é bastante limitado.

Uma pequena pesquisa realizada nos Estados Unidos com pais de crianças que sofrem convulsões frequentes, publicada no ano passado, trouxe alguns dados. Participaram apenas 19 famílias que trataram os filhos com maconha com alto teor de canabidiol.

Duas famílias (11% da amostra) declararam que a criança ficou completamente livre de convulsões. Oito famílias (42%) observaram redução superior a 80% na frequência das crises. Seis famílias (32%) notaram redução de até 60% na frequência dos episódios.

Isso não significa que fumar maconha faça bem à saúde. “Usar um componente presente na maconha como medicamento, aprovado de forma adequada pelas autoridades do país, é uma coisa”, diz Laranjeira. “Fumar maconha, acreditando que isso trará benefícios médicos é outra. Não existem evidências capazes de sustentar essa ideia”.

Quem defende a legalização da maconha argumenta que os benefícios superariam as possíveis consequências negativas. A medida evitaria prisões por porte da droga, reduziria os lucros dos traficantes e permitiria que os recursos do Estado fossem direcionados a combater crimes mais sérios e violentos. Há quem sustente que a legalização não aumentaria o consumo da droga entre os jovens.

Quem é contra a legalização argumenta que os possíveis benefícios são tímidos diante das consequências adversas. A decisão facilitaria o acesso dos jovens à droga, aumentaria os acidentes de trânsito e os custos dos tratamentos de saúde física e mental. Os próximos dois anos, segundo Sabet, serão cruciais para saber qual dos dois lados tem razão. Fonte: Vale Agora.

A favor da maconha: tem que se observar os efeitos sinérgicos dos diversos componentes, fato não considerado normalmente nas análises, mesmo porque desconhecem quais são estes efeitos e mesmo quais agentes interagem.

Estimulação cerebral profunda utilizada para tratar Parkinson e outras perturbações do movimento

Sunday, August 24, 2014 – A neurocirurgiã Kathryn Holloway da Virginia Commonwealth University, Centro de Parkinson e Distúrbios do Movimento, falou sobre estimulação cerebral profunda em um seminário em 07 agosto no Lewis Ginter Botanical Garden.

Holloway mostrou vídeos antes e depois de doentes de Parkinson, que se beneficiaram com DBS, mas enfatizou que o procedimento não é para todos e não é uma cura.

Na DBS, fios finos com eletrodos nas pontas são colocados no cérebro para estimular abrandando áreas associadas com o movimento. Os eletrodos são acionados por um dispositivo tipo marca-passo que funciona com baterias e é inserido sob a pele da parte superior do tórax. Outro fio conecta este estimulador ao eletrodo. A colocação dos eletrodos é guiada por ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Holloway disse que o DBS também está sendo estudado como tratamento para outros problemas de saúde, incluindo depressão, dor, obesidade, síndrome de Tourette e transtorno obsessivo-compulsivo.

Aqui estão algumas perguntas que membros da platéia perguntaram a Holloway, junto com suas respostas.

Um dos sintomas da doença de Parkinson é a incapacidade de engolir, que piora. O DBS pode fazer algo para isso, ou para distúrbios do sono?
A deglutição é algo que estamos interessados; mas nós não estudamos ainda. Então, não temos a resposta. Minha (experiência) é de pacientes.... Parece que estamos a ver algumas melhorias nele, mas realmente não é para tratar isso. O distúrbio do sono é muito interessante, e um monte de remédios que parecem fazer pior, e, na verdade, que podem ser indicativos da doença de Parkinson. Mas nós não temos, na verdade, melhora-lo, que eu saiba (usando DBS).

Quais são as chances de usar estimulação cerebral profunda como uma terapia de primeira linha sem medicação?
Isso está sendo explorado.... Nós já tivemos um teste que mostrou que se você fizer isso com a maior brevidade possível do que normalmente seria considerado – que é quando os medicamentos são vacilantes, o que eu chamo o começo do fim – havia um teste olhando adiante, mais tarde, quando as coisas estivessem realmente fora de controle. Eles descobriram que era melhor fazê-lo logo no início. Existem hoje alguns ensaios que vão indicá-lo muito cedo. A ressalva para isso é que existem algumas coisas que se parecem com Parkinson naqueles primeiros anos, que são, na verdade, Parkinson plus, e não podemos distingui-los normalmente até mais tarde, até que se passrm vários anos.

O DBS é usado para tratar o blefaroespasmo essencial / síndrome de Meige?
Sim, e muito. Síndrome de Meige é algo que é muito ajudado pelo DBS. É uma daquelas formas de distonia, e estamos vendo bons resultados com isso.

Síndrome de Meige é quando você tem piscar excessivo dos olhos…. Ou cãibras na face. Estes pacientes são funcionalmente cegos. Eles não podem atravessar a rua, porque os seus olhos estão fechados metade do tempo, e eles não podem abri-los. Além disso, eles terão torcicolo. O pescoço vai torcer mais e com danos terriveis. DBS é útil para isso.

Existe algo que eu possa fazer para retardar o progresso da doença de Parkinson?
Até agora, nenhuma das técnicas ou qualquer do DBS alterou o curso da doença. Não temos qualquer evidência real ou mesmo um forte pensamento de que ele está diminuindo o ritmo de Parkinson.

São pessoas com tremor essencial susceptível de contrair a doença de Parkinson?
Você vê uma boa quantidade de sobreposição entre as duas doenças. O tremor essencial é cerca de 10 vezes mais comum que a doença de Parkinson. Até onde eu sei, nós pensamos que é apenas má sorte se você ficar com ambos. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Times Dispatch.

Drogas que causam Parkinson

Habilite legendas em português.

domingo, 24 de agosto de 2014

Pode a casca de romã prevenir a doença de Alzheimer e de Parkinson?

23 de agosto de 2014 - Não jogar essa casca de romã na lata de lixo. No futuro próximo, pode ser uma fonte de fármacos para duas doenças incuráveis ​​que afetam os idosos. Dois anos de pesquisa por um cientista nigeriano mostrou que pessoas que sofrem de doença de Alzheimer e Parkinson poderiam ser ajudadas por punicalagina, um composto extraído de romãs.

Olumayokun Olajide da Universidade de West Yorkshire Huddersfield mostrou como a punicalagina  poderia inibir a inflamação em células cerebrais especializadas conhecidas como micrologia. Ele também descobriu que a inflamação dolorosa que acompanha doenças como a artrite reumatóide e doença de Parkinson pode ser reduzida utilizando a mesma droga.

"Nós sabemos que o consumo regular de romã tem um monte de benefícios para a saúde, incluindo a prevenção de neuro-inflamação relacionada à demência, 'Olajide acrescentou. Ele recomendou produtos de suco que tenham verdadeira romã, que terá cerca de 3,4 por cento do punicalagina no composto maravilhoso.

"A maior parte dos compostos anti-oxidantes são encontrados na pele exterior do romã e não na parte macia do fruto, 'Olajide adicionou. Alzheimer não tem cura e os sofredores pioram progressivamente, mas o novo composto pode prevenir ou retardar seu desenvolvimento, disse ele.

A pesquisa foi publicada na revista Molecular Nutrition e Food Research.

Aqui estão alguns benefícios para a saúde das romãs
1. Previne doenças cardíacas
Um único copo de suco de romã tem mais antioxidantes e polifenóis do que o chá verde e o vinho tinto. Também é uma rica fonte de fibra dietética, juntamente com um composto que se encontra apenas em romãs chamados punicalaginas. Esses nutrientes tornam uma fruta potente que vai reduzir seus níveis de colesterol e manter as doenças cardíacas num bom nível.  Você também pode tentar estes 8 'busters' de colesterol naturais para manter seu coração saudável.

2. câncer Previne
Vários estudos têm demonstrado que os antioxidantes e polifenóis presentes na romã podem ajudar a prevenir o crescimento de células cancerosas e impedir a sua propagação. O cancro pode ser uma condição difícil de manusear para o paciente e para o prestador de cuidados, e, se não for detectado mais cedo, em seguida, ele pode mesmo ser fatal.

3 Ajuda na digestão
Você precisa consumir pelo menos 20-35g de fibra todos os dias de acordo com orientações dietéticas prescritas pela Harvard School of Public Health. A romã é uma rica fonte deste nutriente vital que não só ajuda a prevenir a prisão de ventre e manter o seu sistema digestivo em bom estado de saúde, ele também ajuda a absorver outros nutrientes de forma mais eficiente. Aqui estão 8 razões pelas quais você deve começar a comer romãs. Veja + na Fonte: The Health Site.

sábado, 23 de agosto de 2014

PILATES APLICADO A DOENÇA DE PARKINSON

23/08/2014 - O método Pilates apresenta muitos benefícios que visam à prevenção e a redução dos riscos de lesões, além de trazer alívio às dores crônicas, especialmente os problemas de coluna. A técnica abrange todo o corpo de maneira uniforme e busca fortalecer, equilibrar e alongar a coluna vertebral, proporcionando descompressão das tensões existentes.

Por esse motivo, o Pilates é uma técnica muito indicada para a reabilitação de pacientes com doença de Parkinson, uma doença neurológica que se caracteriza principalmente pela lentidão dos movimentos, rigidez muscular global e tremores em áreas específicas do corpo, ou mesmo generalizados. Ainda há a possibilidade de o paciente apresentar alterações e desequilíbrios na postura, dificuldades na fala e movimentos.

Uma vez que os movimentos do Pilates são controlados, eles podem fazer uma enorme diferença para pessoas com doença de Parkinson, pois os sintomas podem ser retardados e até mesmo controlados. São melhoras que podem ser notadas muito cedo pelos próprios pacientes: o andar, o equilíbrio, a força muscular e o alongamento da musculatura rígida.

A estimulação a prática deve ser feita com todo o cuidado, observando as especificidades de cada paciente. Os exercícios de solo ou com a utilização de aparelhos e acessórios, contribuem para a manutenção do equilíbrio da consciência e da movimentação corporal e minimizando os sintomas.

Durante uma aula, o instrutor deve fazer o aluno se mexer o máximo possível, realizar exercícios de alongamento, como o gato de frente na cadeira, leg press no reformer, série de costas no reformer. E evitar posições de risco, tais como, exercícios com a caixa em cima do Reformer, exercícios em pé em cima do Cadillac. Fonte: Revista Pilates.

Ali e Michael J Fox na luta contra o Parkinson

Webinar(*): O que é a Parkinson’s Resource Organization, Jo Rosen entrevistada por Richard London

22/08/2014 - Jo Rosen (não tem pk, mas a mãe tem e o marido teve, diagnósticos em '84 e '89) fala sobre a doença e como a sua organização oferece ajuda a pacientes, familiares e cuidadores. Aborda a criação de um equilíbrio entre o gerenciamento do processo e progressão da doença e a procura da melhor qualidade de vida possível para a vida diária. O vídeo é longo (1 hora) o áudio é em inglês e não dispõe de legendas. Clique AQUI para assistir. (*) Conferência por internet.