quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Campanha do Balde de Água arrecada pouco, mas divulga doença

Obrigado Bill Gates (ALS ice bucket challenge).  Assista vídeo (1:29) AQUI.
Quinta-Feira 28/08/14 - Iniciada nos Estados Unidos, a campanha Ice Bucket Challenge (desafio do balde de gelo), feita para angariar recursos para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA), ganhou por lá as redes sociais, após famosos – incluindo Bill Gates e Mark Zuckerberg – aceitarem o desafio de tomar um banho de água e gelo além de doar recursos para a campanha.

No Brasil a mobilização obteve o apoio de artistas, como Ana Maria Braga, por exemplo, que se submeteu em seu programa de TV a receber um balde de água com pedras de gelo junto. O Instituto Paulo Gontijo (IPG), a Associação Pró-Cura da ELA e a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela) são as principais entidades engajadas na iniciativa.  Até agora, contudo, o apoio dos famosos e os inúmeros vídeos, curtidas e compartilhamentos nas redes não resultaram em tantas doações.

Segundo a diretora do IPG, Silvia Tortorella, até agora o instituto recebeu cerca de R$ 20 mil, recurso que deve ser destinado a projetos da entidade, como o manual interativo para pacientes e a disponibilização de computadores. Mas as doações continuam e os números finais devem ser maiores, porém não chegando perto dos U$ 30 milhões já arrecadados este ano nos Estados Unidos, onde a população costuma contribuir com organizações sociais.

Os banhos de água fria estão levando milhares de pessoas a compreenderem um mal menos conhecido do grande público do que outras patologias, como o Parkinson e o Alzheimer, que também neurodegenerativas. (segue...) Fonte: Blogs Estadão / Geraldo Nunes.

Primeiros sinais

27/08/2014 – Cliquetando explica os primeiros sinais da doença.

Parkinson: Robin Williams e a ironia do otimismo

por Bret Parker
08/27/2014 - Quando eu fui diagnosticado com a doença de Parkinson na idade de 38, eu disse quase ninguém a teria a princípio assim. Meu medo do preconceito ou piedade de amigos e colegas de trabalho me levou a manter esse segredo por cinco anos, até que eu disse a todos.

Para a maior parte do mundo, a triste notícia do suicídio de Robin Williams 'seguido pelos relatórios surpreendentes que ele havia sido diagnosticado com os estágios iniciais da doença de Parkinson foi um choque de cano duplo para a nossa consciência coletiva. A reação dos pacientes meus companheiros de Parkinson com a notícia foram um pouco mais complexas. Não podemos deixar de ficar um pouco grato que a sua fama está brilhando como uma luz sobre aspectos muito reais, mas pouco discutidos do Parkinson. No entanto, põe em foco que a doença é mais do que aquilo que é reconhececido publicamente: tremores, rigidez, dificuldade para andar e uma série de outros problemas de habilidades motoras. O trágico suicídio de Robin Williams destaca os sintomas mais escuros e mais assustadores não motores do Parkinson, tais como depressão e demência.

E agora o ex-presidente da Time Warner Jerry Levin tornou-se a mais recente pessoa a "sair" de si mesmo e dizer ter Parkinson.

Até agora, o nome mais reconhecido ligado à doença tem sido Michael J. Fox. Como Williams, Fox é uma celebridade adorável. Ele usou sua tragédia para criar uma fundação que gerou mais de US $ 450 milhões para pesquisa. Todo mundo sabe que Fox tem uma forma de ver o lado positivo (seus livros apropriadamente intitulados dizem melhor: Lucky Man and Always Looking Up - As Aventuras de um incurável otimista) e grande parte da comunidade de pacientes de Parkinson (inclusive eu) adotou a sua abordagem. No entanto, a realidade é que o otimismo contagiante de Fox não atinge a todos.

Na verdade, a ironia da perspectiva de Michael J. Fox é que ele cria a falsa impressão de que todos nós estamos fazendo tudo bem, suficiente. A maioria de nós usa a nossa doença debilitante e degenerativa com um sorriso. Ele tem o efeito indesejado de amaciar um senso de urgência e esconder a frustração que a comunidade científica se baseia em uma droga de 40 anos de idade, como o padrão-ouro para o tratamento, que este tratamento aborda em grande parte apenas os sintomas motores e ainda não existe método objetivo definitivo para o diagnóstico de doença de Parkinson (como um teste de sangue).

Embora a depressão e outras lutas de Williams tenham sido amplamente divulgados e ninguém possa apontar para um único gatilho que levou a essa tragédia, a notícia de seu suicídio representa o outro extremo do espectro de possíveis impactos da doença - o poder do Parkinson em levar muitos de nós a considerar o suicídio, ou porque a depressão é um sintoma da doença e contribui para outros fatores existentes e / ou a tristeza e questões complicadas associadas a ter Parkinson podem nos levar a perder a vontade de viver e / ou algumas das drogas têm alguns efeitos colaterais potencialmente perigosos. (E é importante lembrar que há uma grande diferença entre essas três coisas, todas as quais podem estar em jogo para os doentes de Parkinson.)

Algumas pessoas na comunidade de Parkinson podem fugir da imagem horripilante do suicídio de Robin Williams e negar que a doença possa "bater-nos" - como se o suicídio de depressão fosse apenas uma escolha que se pode fazer, porque nós não somos apenas fortes o suficiente para lutar ou corajosos o suficiente para suportar os sintomas. Não quero assustar os nossos amigos ou famílias a pensarem que o caminho está indo abaixo. Assim, muitos já estão migrando para o otimismo de Fox e tranquilizando-se em mídias sociais e em conversas que agora, mais do que nunca, vão continuar lutando e que vamos encontrar uma cura em nossas vidas. E eles vão usar essa marca de otimismo e irão sorrir.

Então eu tenho que perguntar: Neste momento crítico, estamos perdendo uma oportunidade? A comunidade paciente não deve estar ciente de que, de fato o Parkinson pode causar depressão, problemas de concentração, fadiga e outros problemas cognitivos além das deficiências físicas? Por que não estamos demonstrando vocal impaciência, frustração e raiva com a lentidão do progresso em encontrar uma cura? O que podemos aprender com o viral sucesso do ALS Bucket Challenge em ajudar uma população de pacientes de 30 mil contra a população mundial de Parkinson de mais de 5 milhões e que vai aumentar exponencialmente nos próximos anos? (Claro, a ELA é uma doença horrível, incurável que finalmente mata seus pacientes.)

A morte de Williams certamente não foi causada por um único fator, e ainda não há dúvida de que a depressão teve um papel significativo em seu final tragicamente prematuro. Nós podemos e, francamente, devemos permanecer positivos e fazer tudo o que pudermos para mostrar que podemos levar uma vida relativamente completa com Parkinson (eu vou estar fazendo um triathlon para o Team Fox na próxima semana, embora eu mal podia nadar, há dois meses). Mas, como pacientes de AIDS na década de 1980, os doentes de Parkinson precisam ser ainda mais francos e insistirem em recursos adicionais e esforços para encontrar uma cura. A morte de Robin Williams pode ser uma oportunidade de sermos um pouco tristes, um pouco loucos e com pouco menos conformismo com a doença. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Huffington Post, com links.

Associação Paranaense de Parkinson está ‘doente’ e colaboradores pedem ajuda

27 de agosto de 2014 - A Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP) está ‘doente’, alertam os colaboradores da iniciativa que já virou utilidade pública federal. O principal motivo é a falta de recursos para ajudar no desenvolvimento das atividades oferecidas pela instituição, que vão desde apoio psicológico até aula de dança.

Para tentar reverter essa situação, a APPP vai realizar um bingo beneficente com barreado no próximo domingo (31) a partir das 11h30, na Paróquia São Paulo, em Curitiba. Criado em 2 de dezembro de 2000, o grupo conta com 1900 associados e 38 colaboradores, entre funcionários e voluntários.

“A nossa ideia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Quem já teve alguém com Parkinson na família conhece as dificuldades. Essa é uma doença que não atinge apenas os idosos, mas pessoas de todas as idades. O nosso associado mais novo, por exemplo, tem 24 anos”, explicou a fonoaudióloga Arlete de Gasperin, voluntária da APPP, à Banda B na tarde desta quarta-feira (27).

O prontuário da associação tem quase três mil integrantes, já que muitos já faleceram, segundo a voluntária. Além disso, o local faz cerca de cinco mil atendimentos por mês, entre massoterapia, acupuntura, musicoterapia e muitas outras atividades. “Justamente por causa de toda essa demanda, precisamos melhorar o espaço com a ajuda de pintores, pedreiros, marceneiros e de mais recursos”, disse ela.

A paciente Márcia Rodrigues Dias, 53, que foi diagnosticada há seis anos, mudou de vida depois que entrou para a instituição. “Aqui um apoia o outro, anima, incentiva e mostra que o Parkinson não é um monstro de sete cabeças. Esse lugar não pode fechar, nós precisamos de ajuda”, declarou ela.

O bingo para a arrecadação de recursos acontece na rua Padre Júlio Saavedra, número 170, no bairro Uberaba. “Quem não gosta de barreado pode ir para o bingo, quem não gosta de nenhum dos dois pode chamar os amigos que curtem, sem problemas”, brincou a fonoaudióloga.

Serviço
Bingo beneficente
Data: 31/08/14, às 11h30
Endereço: Paróquia São Paulo – Rua Padre Júlio Saavedra, 170. Uberaba – Curitiba
Telefone para mais informações: (41) 3014-5617
Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP)
Endereço: Avenida Silva Jardim, 3180. Água Verde – Curitiba
Fonte: Banda B.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pesquisadores da MSU premiados com doação para ajudar na Doença de Parkinson

Aug. 26, 2014 - Dois pesquisadores de neurociências da Universidade Estadual de Michigan receberam uma doação de 165.000 dólares americanos a partir da PDF (Parkinson's Disease Foundation) para ajudar a desenvolver novos tratamentos terapêuticos para esta doença cerebral crônica e progressiva. A doença afeta cerca de um milhão de pessoas nos Estados Unidos e sete a 10 milhões de pessoas em todo o mundo.

A professora Kathy Steece-Collier e o professor assistente Fredric P. Manfredsson, ambos do Department of Translational Science & Molecular Medicine in the College of Human Medicine, estão investigando como "silenciar" a maquinaria genética das células nervosas específicas no cérebro que poderia impedir o desenvolvimento de movimentos involuntários anormais associados à doença de Parkinson. (segue... , original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MSU Today.

Agora a opinião pessoal (os comentários existem para discordar também!)
Este estudo leva a hipótese que chamei uma vez de “determinismo genético”, situando-se dentro daquilo que poderíamos chamar, leigamente falando, segundo uns, em uma doença-priônica (não necessariamente a doença da "vaca louca", mas uma variante).

Engraçado será, se descobrirem que todos os cromossomas possuem no DNA, a carga genética que propicia, facilita, e conduz ao Parkinson. Aí terão que correr atrás do gatilho.


Por isso levo fá na vacina, que não curará, mas levará obstáculo para a proteína alfa-sinucleína agregar-se através de seus compostos à região das sinapses neuronais que levam a produzir dopamina! Isto tudo, se realmente for a dopamina a vilã, ou falta da. Me perdõem os cientistas por qualquer blasfêmia. E não duvido que no final de tudo concluam que cada um tenha que mandar seus genes para "manipularem" sua vacina "individualmente" para fins de parkinson.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma Crítica / Diagnóstico Precoce

Os testes que poderão detectar décadas de Parkinson antes dos sintomas começarem

26 August 2014 |  (…) A maioria dos doentes é diagnosticada mais tarde na vida, em média, aos 65. Mas os cientistas agora acreditam que a doença, que afeta 127 mil pessoas no Reino Unido, comece a se desenvolver até 20 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas, tais como tremor incontrolável, movimentos lentos ou rigidez muscular. Isto significa que muitas pessoas podem ter Parkinson escondido na faixa dos 40 ou mais cedo.

“Há muita discussão sobre isso, mas é pensamento que os pacientes possam começar a perder as células nervosas no cérebro em qualquer época entre cinco e 20 anos antes de os sintomas aparecerem”, diz Claire Bale, gerente de comunicações e pesquisa  da Parkinson Reino Unido.

Agora, a corrida é para desenvolver novas formas de identificar os pacientes durante os anos pré-início’', e dar-lhes uma melhor qualidade de vida. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo, e segue…)

Este pequeno extrato de ampla matéria (acima) de hoje, do jornal britânico “Daily Mail”, aborda longamente o diagnóstico precoce. Diz em certo trecho, literalmente:

“Para a maioria das pessoas, ter Parkinson não afetará significativamente a expectativa de vida. Mas em seus estágios avançados, pode levar a dor crônica, perturbação do sono, ansiedade e depressão, e problemas que afetam o movimento. Os anos de doença podem deixar os pacientes vulneráveis a infecções.

Quanto mais cedo Parkinson é tratado, melhor, pois atualmente as drogas podem retardar – mas não parar – a perda de células cerebrais.

Assim, os cientistas estão tentando encontrar maneiras fáceis de testar para a doença nas fases iniciais.”

Isto posto, digo:
Insistem em vender drogas que retardam a doença!
Que drogas são essas, comprovadas e unânimes?

O único que alardeia isso, e olhe lá, é o Azilect (rasagilina), e não é unânime, havendo muitas controvérsias.

Aliás, esse papo de diagnóstico precoce '‘tá ficando muito chato.
P'rá que na prática, se não tem como parar a doença?
P'rá vender mais um remédio que ainda não existe?
E novamente aliás,
Se investissem o que investem no diagnóstico precoce, já teríamos cura.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O lado B da maconha medicinal

24/08/2014 - Você é a favor ou contra a legalização da maconha? Se tiver dúvidas estará em melhor situação do que aqueles que têm uma visão passional sobre o tema. No Brasil, essa discussão ocorre num clima de Fla-Flu altamente improdutivo. Sobra opinião desinformada e falta análise objetiva.

Uma boa contribuição para o debate é observar o que aconteceu nos Estados Unidos desde que a maconha foi liberada em algumas regiões para uso medicinal, recreativo ou ambos. Um desses estados americanos é o Colorado, que se tornou um verdadeiro laboratório vivo. O que acontece ali é estudado em detalhes desde 2009. É uma forma de avaliar o impacto que a legalização da droga teria caso fosse adotada no país todo.

Um novo e amplo estudo sobre o caso do Colorado ficou pronto neste mês. A íntegra você pode acessar aqui. Um dos líderes do trabalho é o sociólogo Kevin Sabet. Ele é diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida.

Sabet não mistura o debate sobre drogas com política. Por isso, foi o único a atuar como conselheiro em administrações tão distintas quanto as dos presidentes Bill Clinton, George Bush e Barack Obama.

“A legalização é uma solução simplista para um problema complicado”, diz Sabet. Ao analisar o impacto social de drogas legais, ele ressalta que, nos Estados Unidos, o álcool é responsável por mais de 2,6 milhões de prisões por ano. Quase 1 milhão de prisões a mais do que as provocadas por drogas ilegais.

Neste sábado (23), Sabet participará de um debate no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Foi convidado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Nesta coluna, você acompanha em primeira mão os principais pontos da palestra que Kevin fará durante o evento.

O Colorado liberou o uso de maconha medicinal há 13 anos. Em 2009, ocorreu uma grande expansão de pontos de venda. Cerca de 3% dos adultos receberam licença para uso da droga e surgiram mais de 700 farmácias dedicadas ao produto. A facilidade de acesso trouxe consequências.

Na capital, Denver, 74% dos adolescentes em tratamento contra dependência química afirmaram ter consumido a maconha medicinal de outra pessoa. Fizeram isso, em média, 50 vezes. Em 2013, dentre os estudantes do último ano do ensino médio que consumiram a droga, 60% afirmaram ter conseguido maconha com amigos. Apenas 25% compraram de traficantes ou estranhos.

Em novembro de 2012, o Colorado também liberou o uso recreativo da droga para adultos acima de 21 anos. As primeiras lojas do produto foram licenciadas em janeiro de 2014. “Só o tempo dirá qual o impacto dessa medida no país”, ressalta Sabet. “Os cinco anos de experiência do Colorado com maconha medicinal é um bom indicativo do que pode ocorrer”.

O que aconteceu? A seguir, os principais achados da pesquisa:

CONSUMO POR JOVENS

* Em 2012, a média de uso de maconha por adolescentes de 12 a 17 anos no Colorado era 39% mais alta que  a média nacional. O índice de consumidores da droga nessa faixa etária era de 10,4% no estado e de 7,5% no país.

* A quantidade de suspensões ou expulsões da escola aumentou 32% na comparação entre os anos letivos de 2008 e 2012. A maioria dos casos envolveu o consumo de maconha.

CONSUMO POR ADULTOS

* Em 2012, a porcentagem de estudantes entre 18 e 25 anos que fumavam maconha no Colorado era 42% mais elevada que a média nacional. O índice de consumidores da droga nessa faixa etária era de 26,8% no estado e de 18,8% no país.

* Em 2012, 7,6 dos adultos acima de 26 anos fumavam maconha regularmente no estado – índice 51% mais elevado que a média nacional (5%).

* Entre todos os adultos que foram presos na capital Denver em 2013, 48% tinham testes positivos para uso de maconha. Um aumento de 16% em relação a 2008.

O EFEITO NO TRÂNSITO

* O número de mortes em acidentes de trânsito envolvendo motoristas que haviam fumado maconha aumentou 100% entre 2007 e 2012.

* A maioria das prisões por direção sob influência de drogas envolveu maconha. Em até 40% dos casos, o motorista havia usado apenas maconha.

* Os testes positivos para maconha em motoristas aumentaram 16% entre 2011 e 2013.

O EFEITO NOS HOSPITAIS

* Entre 2011 e 2013, os atendimentos de emergência de pacientes que haviam fumado maconha aumentaram 57%.

* As internações relacionadas à maconha cresceram 82% entre 2008 e 2013.

Não são dados desprezíveis. O que aconteceria se a maconha fosse legalizada no Brasil, pelo menos para uso medicinal?  Muitos especialistas temem que o propósito seja desvirtuado como aconteceu no Colorado. “Em primeiro lugar, não existem evidências comprovadas de que fumar maconha faz bem à saúde”, diz o psiquiatria Ronaldo Laranjeira.

“Além disso, grande parte das pessoas que possuem licença para adquirir maconha medicinal nos Estados Unidos sequer tem problemas graves de saúde”, afirma. Para ele, essa é uma situação que poderia se repetir em qualquer país, inclusive no Brasil.

Laranjeira não se opõe ao uso de medicamentos que contêm substâncias presentes na maconha. É o caso do canabidiol. Atualmente a importação de remédios feitos a partir de componentes da maconha não é liberada no Brasil. Só pode ocorrer com autorização judicial.

Famílias de pacientes que sofrem com doenças graves (como epilepsia resistente a qualquer medicamento convencional) depositam esperança no tratamento com produtos como o spray Sativex, do laboratório britâncio GW Pharmaceuticals.

É compreensível que as famílias tenham pressa, mas o conhecimento científico sobre os benefícios e a segurança desses produtos é bastante limitado.

Uma pequena pesquisa realizada nos Estados Unidos com pais de crianças que sofrem convulsões frequentes, publicada no ano passado, trouxe alguns dados. Participaram apenas 19 famílias que trataram os filhos com maconha com alto teor de canabidiol.

Duas famílias (11% da amostra) declararam que a criança ficou completamente livre de convulsões. Oito famílias (42%) observaram redução superior a 80% na frequência das crises. Seis famílias (32%) notaram redução de até 60% na frequência dos episódios.

Isso não significa que fumar maconha faça bem à saúde. “Usar um componente presente na maconha como medicamento, aprovado de forma adequada pelas autoridades do país, é uma coisa”, diz Laranjeira. “Fumar maconha, acreditando que isso trará benefícios médicos é outra. Não existem evidências capazes de sustentar essa ideia”.

Quem defende a legalização da maconha argumenta que os benefícios superariam as possíveis consequências negativas. A medida evitaria prisões por porte da droga, reduziria os lucros dos traficantes e permitiria que os recursos do Estado fossem direcionados a combater crimes mais sérios e violentos. Há quem sustente que a legalização não aumentaria o consumo da droga entre os jovens.

Quem é contra a legalização argumenta que os possíveis benefícios são tímidos diante das consequências adversas. A decisão facilitaria o acesso dos jovens à droga, aumentaria os acidentes de trânsito e os custos dos tratamentos de saúde física e mental. Os próximos dois anos, segundo Sabet, serão cruciais para saber qual dos dois lados tem razão. Fonte: Vale Agora.

A favor da maconha: tem que se observar os efeitos sinérgicos dos diversos componentes, fato não considerado normalmente nas análises, mesmo porque desconhecem quais são estes efeitos e mesmo quais agentes interagem.

Estimulação cerebral profunda utilizada para tratar Parkinson e outras perturbações do movimento

Sunday, August 24, 2014 – A neurocirurgiã Kathryn Holloway da Virginia Commonwealth University, Centro de Parkinson e Distúrbios do Movimento, falou sobre estimulação cerebral profunda em um seminário em 07 agosto no Lewis Ginter Botanical Garden.

Holloway mostrou vídeos antes e depois de doentes de Parkinson, que se beneficiaram com DBS, mas enfatizou que o procedimento não é para todos e não é uma cura.

Na DBS, fios finos com eletrodos nas pontas são colocados no cérebro para estimular abrandando áreas associadas com o movimento. Os eletrodos são acionados por um dispositivo tipo marca-passo que funciona com baterias e é inserido sob a pele da parte superior do tórax. Outro fio conecta este estimulador ao eletrodo. A colocação dos eletrodos é guiada por ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Holloway disse que o DBS também está sendo estudado como tratamento para outros problemas de saúde, incluindo depressão, dor, obesidade, síndrome de Tourette e transtorno obsessivo-compulsivo.

Aqui estão algumas perguntas que membros da platéia perguntaram a Holloway, junto com suas respostas.

Um dos sintomas da doença de Parkinson é a incapacidade de engolir, que piora. O DBS pode fazer algo para isso, ou para distúrbios do sono?
A deglutição é algo que estamos interessados; mas nós não estudamos ainda. Então, não temos a resposta. Minha (experiência) é de pacientes.... Parece que estamos a ver algumas melhorias nele, mas realmente não é para tratar isso. O distúrbio do sono é muito interessante, e um monte de remédios que parecem fazer pior, e, na verdade, que podem ser indicativos da doença de Parkinson. Mas nós não temos, na verdade, melhora-lo, que eu saiba (usando DBS).

Quais são as chances de usar estimulação cerebral profunda como uma terapia de primeira linha sem medicação?
Isso está sendo explorado.... Nós já tivemos um teste que mostrou que se você fizer isso com a maior brevidade possível do que normalmente seria considerado – que é quando os medicamentos são vacilantes, o que eu chamo o começo do fim – havia um teste olhando adiante, mais tarde, quando as coisas estivessem realmente fora de controle. Eles descobriram que era melhor fazê-lo logo no início. Existem hoje alguns ensaios que vão indicá-lo muito cedo. A ressalva para isso é que existem algumas coisas que se parecem com Parkinson naqueles primeiros anos, que são, na verdade, Parkinson plus, e não podemos distingui-los normalmente até mais tarde, até que se passrm vários anos.

O DBS é usado para tratar o blefaroespasmo essencial / síndrome de Meige?
Sim, e muito. Síndrome de Meige é algo que é muito ajudado pelo DBS. É uma daquelas formas de distonia, e estamos vendo bons resultados com isso.

Síndrome de Meige é quando você tem piscar excessivo dos olhos…. Ou cãibras na face. Estes pacientes são funcionalmente cegos. Eles não podem atravessar a rua, porque os seus olhos estão fechados metade do tempo, e eles não podem abri-los. Além disso, eles terão torcicolo. O pescoço vai torcer mais e com danos terriveis. DBS é útil para isso.

Existe algo que eu possa fazer para retardar o progresso da doença de Parkinson?
Até agora, nenhuma das técnicas ou qualquer do DBS alterou o curso da doença. Não temos qualquer evidência real ou mesmo um forte pensamento de que ele está diminuindo o ritmo de Parkinson.

São pessoas com tremor essencial susceptível de contrair a doença de Parkinson?
Você vê uma boa quantidade de sobreposição entre as duas doenças. O tremor essencial é cerca de 10 vezes mais comum que a doença de Parkinson. Até onde eu sei, nós pensamos que é apenas má sorte se você ficar com ambos. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Times Dispatch.

Drogas que causam Parkinson

Habilite legendas em português.

Esperamos por você !

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domingo, 24 de agosto de 2014

Pode a casca de romã prevenir a doença de Alzheimer e de Parkinson?

23 de agosto de 2014 - Não jogar essa casca de romã na lata de lixo. No futuro próximo, pode ser uma fonte de fármacos para duas doenças incuráveis ​​que afetam os idosos. Dois anos de pesquisa por um cientista nigeriano mostrou que pessoas que sofrem de doença de Alzheimer e Parkinson poderiam ser ajudadas por punicalagina, um composto extraído de romãs.

Olumayokun Olajide da Universidade de West Yorkshire Huddersfield mostrou como a punicalagina  poderia inibir a inflamação em células cerebrais especializadas conhecidas como micrologia. Ele também descobriu que a inflamação dolorosa que acompanha doenças como a artrite reumatóide e doença de Parkinson pode ser reduzida utilizando a mesma droga.

"Nós sabemos que o consumo regular de romã tem um monte de benefícios para a saúde, incluindo a prevenção de neuro-inflamação relacionada à demência, 'Olajide acrescentou. Ele recomendou produtos de suco que tenham verdadeira romã, que terá cerca de 3,4 por cento do punicalagina no composto maravilhoso.

"A maior parte dos compostos anti-oxidantes são encontrados na pele exterior do romã e não na parte macia do fruto, 'Olajide adicionou. Alzheimer não tem cura e os sofredores pioram progressivamente, mas o novo composto pode prevenir ou retardar seu desenvolvimento, disse ele.

A pesquisa foi publicada na revista Molecular Nutrition e Food Research.

Aqui estão alguns benefícios para a saúde das romãs
1. Previne doenças cardíacas
Um único copo de suco de romã tem mais antioxidantes e polifenóis do que o chá verde e o vinho tinto. Também é uma rica fonte de fibra dietética, juntamente com um composto que se encontra apenas em romãs chamados punicalaginas. Esses nutrientes tornam uma fruta potente que vai reduzir seus níveis de colesterol e manter as doenças cardíacas num bom nível.  Você também pode tentar estes 8 'busters' de colesterol naturais para manter seu coração saudável.

2. câncer Previne
Vários estudos têm demonstrado que os antioxidantes e polifenóis presentes na romã podem ajudar a prevenir o crescimento de células cancerosas e impedir a sua propagação. O cancro pode ser uma condição difícil de manusear para o paciente e para o prestador de cuidados, e, se não for detectado mais cedo, em seguida, ele pode mesmo ser fatal.

3 Ajuda na digestão
Você precisa consumir pelo menos 20-35g de fibra todos os dias de acordo com orientações dietéticas prescritas pela Harvard School of Public Health. A romã é uma rica fonte deste nutriente vital que não só ajuda a prevenir a prisão de ventre e manter o seu sistema digestivo em bom estado de saúde, ele também ajuda a absorver outros nutrientes de forma mais eficiente. Aqui estão 8 razões pelas quais você deve começar a comer romãs. Veja + na Fonte: The Health Site.

sábado, 23 de agosto de 2014

PILATES APLICADO A DOENÇA DE PARKINSON

23/08/2014 - O método Pilates apresenta muitos benefícios que visam à prevenção e a redução dos riscos de lesões, além de trazer alívio às dores crônicas, especialmente os problemas de coluna. A técnica abrange todo o corpo de maneira uniforme e busca fortalecer, equilibrar e alongar a coluna vertebral, proporcionando descompressão das tensões existentes.

Por esse motivo, o Pilates é uma técnica muito indicada para a reabilitação de pacientes com doença de Parkinson, uma doença neurológica que se caracteriza principalmente pela lentidão dos movimentos, rigidez muscular global e tremores em áreas específicas do corpo, ou mesmo generalizados. Ainda há a possibilidade de o paciente apresentar alterações e desequilíbrios na postura, dificuldades na fala e movimentos.

Uma vez que os movimentos do Pilates são controlados, eles podem fazer uma enorme diferença para pessoas com doença de Parkinson, pois os sintomas podem ser retardados e até mesmo controlados. São melhoras que podem ser notadas muito cedo pelos próprios pacientes: o andar, o equilíbrio, a força muscular e o alongamento da musculatura rígida.

A estimulação a prática deve ser feita com todo o cuidado, observando as especificidades de cada paciente. Os exercícios de solo ou com a utilização de aparelhos e acessórios, contribuem para a manutenção do equilíbrio da consciência e da movimentação corporal e minimizando os sintomas.

Durante uma aula, o instrutor deve fazer o aluno se mexer o máximo possível, realizar exercícios de alongamento, como o gato de frente na cadeira, leg press no reformer, série de costas no reformer. E evitar posições de risco, tais como, exercícios com a caixa em cima do Reformer, exercícios em pé em cima do Cadillac. Fonte: Revista Pilates.

Ali e Michael J Fox na luta contra o Parkinson

Webinar(*): O que é a Parkinson’s Resource Organization, Jo Rosen entrevistada por Richard London

22/08/2014 - Jo Rosen (não tem pk, mas a mãe tem e o marido teve, diagnósticos em '84 e '89) fala sobre a doença e como a sua organização oferece ajuda a pacientes, familiares e cuidadores. Aborda a criação de um equilíbrio entre o gerenciamento do processo e progressão da doença e a procura da melhor qualidade de vida possível para a vida diária. O vídeo é longo (1 hora) o áudio é em inglês e não dispõe de legendas. Clique AQUI para assistir. (*) Conferência por internet.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

NeuroDerm de Israel investe US $ 16 milhões para fazer avançar a sua bomba de Parkinson

August 22, 2014 | A empresa de biotecnologia israelense NeuroDerm garantiu um investimento de US $ 16 milhões para apoiar o seu trabalho em um tratamento prático de usar para a doença de Parkinson, e trabalha num estudo de fase intermediária de sua principal candidato para a doença neurodegenerativa.

A última rodada, liderada por investidores existentes, apoiará o trabalho da empresa no ND0612H e ND0612L, dois produtos que medem baixas ou altas doses de tratamentos com levodopa e carbidopa do Parkinson. Usando uma bomba fixada por correia, os dispositivos de NeuroDerm administram continuamente a forma líquida da combinação dos medicamentos, substituindo os procedimentos cirúrgicos invasivos, muitas vezes necessários para pacientes particularmente graves, disse a empresa.

O ND0612L está agora no meio de um estudo controlado por placebo de Fase II, financiado por uma doação de US $ 1 milhão da Fundação Michael J. Fox para Pesquisa de Parkinson, e o modelo de altas doses foi concluiu com êxito a Fase I.

Agora, com o novo investimento na mão, a NeuroDerm poderá prosseguir com seu programa clínico, disse o CEO Oded Lieberman.

"Esta rodada constitui um voto de confiança na empresa, sua equipe e sua tecnologia, e na grande esperança que trazemos para doentes de Parkinson", disse Lieberman em um comunicado. "Os fundos que levantamos nos permitirá continuar com nosso plano de desenvolvimento e levar nossos produtos para o mercado o mais rápido possível para fazer uma mudança dramática na vida de pacientes com doença de Parkinson."

Além de seus dois candidatos principais, do pipeline da NeuroDerm Parkinson inclui o ND0680, uma tecnologia de Fase I, que proporciona doses ainda maiores de levodopa e carbidopa em pacientes graves, e o início de carreira ND0701, que administra a apomorfina para pacientes incapazes de lidar com a combinação das duas drogas. A empresa também está trabalhando em ND0801, um tratamento de Fase II que combina nicotina e opipramol para tratar distúrbios cognitivos. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Fierce Biotech.

Maconha medicinal

Corpo de Robin Williams foi cremado e cinzas foram jogadas no mar, diz site

Cerimônia particular aconteceu um dia após sua morte, segundo o TMZ.
Ator cometeu suicídio em 11 de agosto e tinha início de doença de Parkinson.

Fãs observam a estrela do ator Robin Williams na Calçada da Fama, horas depois da morte do comediante nesta segunda-feira (Foto: Robyn Beck/APF Photo)
21/08/2014 - O corpo do ator Robin Williams, que cometeu suicídio no dia 11 de agosto, foi cremado um dia após sua morte, e suas cinzas foram jogadas na baía de San Francisco, segundo o certificado de óbito, obtido pelo site TMZ.

O atestado, no entanto, não cita uma causa imediata da morte e diz que está "sob investigação". O ator foi velado, em uma cerimônia particular, no Monte's Chapel of the Hills, em San Anselmo, na Califórnia, Estados Unidos.

O departamento de polícia de Marin County confirmou que Robin Williams se suicidou e exames preliminares mostram que ele morreu por asfixia sem sinais de luta. Segundo o tenente Keith Boid, assistente-chefe dos legistas, o ator se enforcou, com um cinto no pescoço, e tinha cortes superficiais nas partes internas do pulso esquerdo.

Luta contra a depressão
Williams estava sóbrio ao morrer e tinha sintomas do início de Parkinson, afirmou sua viúva Susan Schneider em comunicado. De acordo com a agente do ator, Mara Buxbaum, seu cliente estava lutando contra uma depressão severa. Ele já havia sido internado várias vezes em clínicas de reabilitação, por problemas com drogas, sendo a última vez em julho passado.

"Esta é uma perda trágica e repentina. A família respeitosamente pede privacidade para este período muito difícil", afirmou Mara. A esposa de Williams também divulgou um comunicado. "Perdi meu marido e meu melhor amigo, e o mundo perdeu um de seus mais queridos artistas e belos seres humanos. Eu estou totalmente inconsolável", disse.

"Em nome da família de Robin, pedimos privacidade durante esse período de profunda tristeza. Nossa esperança é que o foco não seja a morte de Robin, mas os inúmeros momentos de alegria e riso que ele deu a milhões de pessoas." Ele deixa três filhos, Zachary, Zelda e Cody.

Trajetória
Robin McLaurin Williams começou sua carreira em 1977, atuando na TV. Já demonstrando seu talento para a comédia, participou de diversos episódios do "The Richard Pryor show". Depois de ficar conhecido como o personagem Monk na série "Happy days", conquistou o sucesso também no cinema já com seu primeiro papel. Em 1980, interpretou o marinheiro Popeye, em filme de mesmo nome.

Além do destaque como comediante, Williams tem no currículo filmes que comoveram grandes plateias, como "Bom dia, Vitenã” (1987), "Sociedade dos poetas mortos" (1989), "Tempo de despertar" (1990), "O pescador de ilusões” (1991) e "Gênio Indomável" (1997), que lhe rendeu seu único Oscar.

Conhecido por privilegiar em suas escolhas comédias familiares, seu papel mais conhecido é, para muita gente ainda hoje, o de Sra. Doubtfire em "Uma babá quase perfeita" (1993). No filme, ele interpreta um ator irresponsável, proibido de ver os filhos, que se disfarça como uma babá idosa para se aproximar das crianças.

Outros sucessos junto ao público infantil foram "Jumanji" (1995) e "Flubber – Uma invenção desmiolada" (1997), e ainda filmes nos quais não apareceu em cena, mas emprestou a voz a personagens, como o Fender de "Robôs" (2005) e Ramon de "Happy feet" (2006).

Neste ano, o ator participou das filmagens de "Uma noite no museu 3", repetindo pela terceira vez o papel de Teddy Roosevelt. Também já havia anunciado que integraria o elenco de uma sequência de "Uma babá quase perfeita", mais de 20 anos após o primeiro filme.

Além de uma estatueta e quatro indicações ao Oscar, Williams acumulou outros prêmios importantes em sua carreira, como Globos de Ouro pelo musical "Mork & Mindy", em 1978; e pelos filmes "Bom dia, Vietnã", "O pescador de ilusões", "Aladdin" e "Uma babá quase perfeita". Teve ainda indicações ao Emmy e ao Bafta, entre outros. Em 2002, o ator se apresentou como comediante em shows de stand-up e chegou a fazer um espetáculo na Broadway, que foi transformado no DVD "Robin Williams: Live on Broadway". Fonte: Globo G1, com fotos, vídeos, etc...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Casos de suicídio assistido de estrangeiros dobram em 4 anos na Suíça

quarta-feira, 20 de agosto de 2014 - ZURIQUE Suíça (Reuters) - O número de estrangeiros que viajam à Suíça para cometer suicídio assistido dobrou em um período de quatro anos, mostrou um estudo publicado no Journal of Medical Ethics na quinta-feira (horário local).

Em 2012, 172 estrangeiros se mataram na Suíça, que tem regras liberais para a eutanásia, contra 86 casos em 2009. Cidadãos da Alemanha e da Grã-Bretanha compõem quase dois terços do total, segundo o estudo.

O suicídio assistido é legal na Suíça desde a década de 1940 se realizado por alguém sem interesse direto na morte.

A prática também é legal na Holanda, em Luxemburgo, na Bélgica e em alguns Estados dos Estados Unidos, mas continua sendo ilegal em muitos países. Isso faz com que algumas pessoas com doenças terminais decidam viajar ao exterior, onde podem receber ajuda para morrer sem medo de que seus entes queridos ou médicos sejam processados.

Tribunais na Grã-Bretanha, na França e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm lidado com a questão delicada nos últimos meses.

Condições neurológicas, como paralisia, doenças do sistema motor, doença de Parkinson e esclerose múltipla, foram os fatores decisivos em quase metade dos casos analisados ​​no estudo.

Um aumento no número de suicídios assistidos entre estrangeiros tem provocado um debate acalorado na Suíça.

Em 2011, os eleitores do cantão de Zurique rejeitaram uma proposta de proibição ao suicídio assistido e ao "turismo do suicídio". Um ano depois, o Parlamento nacional votou contra o reforço nos controles sobre a prática.

Uma análise dos 611 casos entre 2008 e 2012 constatou que pessoas de 31 países receberam ajuda para morrer na Suíça durante o período. A idade média foi de 69 anos.

Quase metade veio da Alemanha, enquanto 20 por cento eram britânicos. França e Itália também estão entre os 10 principais países de origem dos cidadãos. Fonte: Reuters.

Especialista defende bancos de células-tronco públicos

20/08/2014 - Pioneiro no congelamento de sangue de cordão umbilical para transplantes e tratamento de doenças, o médico chileno Pablo Rubinstein, radicado nos Estados Unidos, acompanha há 22 anos o surgimento e o fechamento de bancos privados de armazenamento de células-tronco, que vendem serviços às famílias com base em promessas de cura de diversos males, da leucemia ao Parkinson.

Especialista em imunogenética, ele defende que os governos intervenham para impedir que propagandas enganosas levem as pessoas a gastar fortunas com os procedimentos, e também para divulgar a importância das doações voluntárias para bancos públicos.

Hoje diretor do Programa Nacional de Sangue do Cordão Umbilical do Centro de Sangue de Nova York, Rubinstein foi o criador do sistema norte-americano que desde 1992 armazena sangue para aplicação em pacientes não aparentados dos doadores.

No Brasil, colaborou para a implementação do banco de armazenamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o primeiro do País, em 2001. Na quarta-feira passada, ele foi homenageado pela equipe do hospital. Após visitar as instalações, onde estão armazenadas 8 mil unidades de sangue (juntando todos os 13 da Rede BrasilCord, são 18 mil, das quais 170 já usadas em transplantes), o médico deu entrevista ao jornal o Estado de S. Paulo.

Rubinstein não defende o fim de bancos privados, como se discute na Espanha e na França, e sim uma maior divulgação dos prós e contras do armazenamento pago - a coleta, feita na maternidade, custa por volta de R$ 4 mil, e a anuidade, cerca de R$ 1.000.

No caso do banco privado, as células só podem ser usadas no próprio paciente, e não há comprovação científica da eficácia futura (no caso das doenças genéticas e da leucemia, não são recomendadas). No público, ficam disponíveis para todos os pacientes que precisarem de transplante. Em média, a chance de compatibilidade é de 1 para 100 mil.

"O objetivo do banco público é ajudar pacientes hoje. O do privado é hipotético, e o fim é fazer dinheiro. Do ponto de vista legal, é difícil privar as pessoas de guardarem sangue se quiserem e tiverem dinheiro para isso. Mas quando meus filhos me perguntaram o que fazer quando seus filhos nasceram, eu disse: 'Se não existem bancos públicos na cidade, não vale armazenar em particulares".

E continuou: "do ponto de vista social, é muito melhor investir num sistema que assista a todos, ricos e pobres, e dá a possibilidade de mais gente sobreviver a doenças fatais. Os governos devem assegurar que as famílias recebam informações corretas. A gente já sabe que o que eles vendem não é verdade. É irritante ser inundado por certas propagandas na internet", desabafou.

Os números sustentam sua argumentação. "O melhor que podemos fazer é comparar bancos públicos e privados. O maior privado dos EUA tem mais de 500 mil unidades e foram transplantados menos de 200 pacientes; no nosso, são 60 mil unidades e já tratamos 5.200 pacientes". Fonte: Diário de Pernambuco.

A cruel co-ocorrência: Parkinson e depressão

A complexa interação do Parkinson e da depressão exige habilidades de enfrentamento únicas.

August 20, 2014 - O jogo cruel entre depressão e doença de Parkinson se tornou realidade para Jackie Hunt Christensen, uma ativista nacional do Parkinson Minneapolis.

Enquanto o exercício pode aliviar a tristeza e melhorar o humor, a piora dos sintomas do Parkinson, doença neurológica que corrói a mobilidade e habilidades de pensamento – está tornando mais difícil a ela ficar ativa. Christensen tinha que pular de uma conferência nacional de Parkinson a outra, que ela tem rotineiramente comparecido. E um novo sintoma, retropulsão ou uma tendência involuntária de cair para trás, tem aumentado os riscos de quedas e a limitado, mesmo para mover-se em casa.

Tudo torna mais difícil combater a depressão.

"À medida que a doença progride," ela disse, "você não é capaz de fazer coisas que você costumava fazer, e você está sofrendo com isso."

Uma pesquisa recente esclareceu como é comum a depressão e o Parkinson ocorrerem ao mesmo tempo; um estudo descobriu sintomas depressivos em 70 por cento das pessoas com Parkinson. Mas a questão não ganhava muita atenção do público até a morte do comediante Robin Williams - cujo suicídio este mês veio após o diagnóstico de Parkinson.

"Todo mundo com Parkinson, viu-se de repente, analisando-se", disse o Dr. Steven Stein, neurologista de Minneapolis. "Tenho recebido muitos telefonemas de pacientes pirando sobre isso, 'Será que isso vai acontecer comigo?'"

A conexão com a depressão é muito mais complicada do que pacientes desanimados com o diagnóstico de Parkinson - embora os médicos digam que ocorre com freqüência. O impacto de Parkinson no movimento e nas habilidades de pensamento vêm da perda gradual de dopamina, uma substância química necessária para a comunicação entre as células cerebrais que também desencadeia sentimentos de felicidade.

"A dopamina é um neurotransmissor do tipo de sentir-se bem", disse Stein. "Ele está envolvido com a nossa sensação de prazer, o nosso sentimento de prazer. Seria surpreendente que qualquer coisa que possa atrapalhar esses caminhos não fosse contribuir para a depressão e também a ansiedade."

Em alguns casos, a depressão vem anos antes dos sintomas da doença de Parkinson. Em outros, as pessoas parecem deprimidas, mas estão apenas mostrando os primeiros sinais antes do diagnóstico de Parkinson.

A perda de expressão facial é uma característica comum no início do mal de Parkinson, o que cria a aparência de depressão porque as pessoas não parecem ser tão entusiasmadas, disse Martha Nance, uma neurologista do Centro do Struthers Parkinson em Golden Valley.

Christensen, 50, tem lutado com a depressão desde a infância, e tomou antidepressivos antes e após o diagnóstico de seu Parkinson na idade de 34. A estimulação cerebral profunda em 2006 ajudou a reduzir sintomas motores, como tremores e rigidez. Mas o procedimento cirúrgico, que implanta um dispositivo que fornece impulsos nervosos para o cérebro para combater a perda de dopamina, não afetou o impacto da doença sobre o humor, fadiga e habilidades cognitivas.

Ela se virou para livros, seus gatos, conversas com amigos e familiares, e seu trabalho de defesa para manter o pensamento positivo e ativo - juntamente com pintura em aquarela e arte de vidro quando se sente bem. Seu recente declínio de mobilidade tem sido frustrante, embora, como Christensen sofreu várias quedas, instalou barras de apoio em torno de sua casa para a segurança.

"Quando eu começar a chafurdar na auto-piedade um pouco demais, eu recebo uma cópia do meu livro chamado" ‘Tuesdays With Morrie’, sobre um homem idoso morrendo de ALS, disse ela. "Isso me lembra que eu ainda estou muito abençoada."

O exercício diário ajuda a Liz Ogren superar seus sintomas depressivos. Assim, Edina tem sido agressiva com os medicamentos de Parkinson desde o seu diagnóstico, há sete anos - o uso de doses mais elevadas que lhe permite trabalhar e ser uma mãe ativa para seus dois filhos que terminam o ensino médio.

A desvantagem é que a utilização da medicação agressiva pode resultar em desenvolvimento mais rápido de um efeito colateral conhecido como discinesia, um movimento involuntário dos membros que está frequentemente associada erroneamente como um sintoma da doença.

Um dia, a dose máxima não pôde conter a progressão da doença, disse Ogren, 51 "Então, eu estou esperando a Deus que venha com outra solução."

Ogren e Christensen estão tristes por causa de Williams.

"Eu realmente gostaria que ele pudesse ter caído na realidade e estendido a mão para a comunidade de Parkinson porque eu acho que teria encontrado uma quantidade enorme de apoio", disse Christensen. "E é irônico porque o riso e um bom senso de humor são tão importantes para lidar com o mal de Parkinson, e ele trouxe um tanto disso ao mundo."

Como os médicos abordam os doentes em momentos-chave, tais como quando os sintomas se agravam, é importante para lidar com a depressão, disse Christensen, que é diretora voluntária do Minnesota Parkinson’s Action Network. Ela também escreveu um livro em 2004, para as pessoas recém-diagnosticados com mal de Parkinson.

"Conheço pessoas que, quando foram diagnosticadas, o médico disse: 'Bem, há alguma medicação, mas ela só funciona por cinco anos e depois não mais," ela disse. "Se você receber uma mensagem como essa a partir do médico, não será exatamente um belo e brilhante dia."

Nance disse que não há janela de cinco anos para os medicamentos de Parkinson. Muitos de seus pacientes têm vivido uma vida ativa e saudável - alguns há mais de 30 anos. Embora a depressão possa complicar o Parkinson, o outro lado da moeda é que os pacientes descobriram que o exercício e o tratamento podem resolver ambos os transtornos.

"A doença de Parkinson e depressão são tratáveis ​​e, penso eu, por vezes, no dia 1 de um diagnóstico, as pessoas entram em desespero", disse ela. "Se eles simplesmente passassem por isso, obtendo o apoio de que necessitam, eles podem viver e encontrar lá fora ainda um amanhã e que não pode haver um amanhã melhor. A tragédia é que Robin Williams não viveu o suficiente para experimentar isso." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Star Tribune.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Homem insta doentes de Parkinson a abraçar a esperança, não o desespero

August 20, 2014 - Um homem local com a doença de Parkinson teme as pessoas tenham uma mensagem errada da morte do ator / comediante Robin Williams.

O homem, que não quis que seu nome fosse usado por causa de sua situação de emprego, disse que as pessoas que têm Parkinson, assim como a depressão, precisam assumir a batuta de Williams e fazer os outros sorrirem, e se inspirarem na força que ele demonstrou durante sua vida, em vez de se debruçar sobre a sua morte.

Williams cometeu suicídio na semana passada e tinha sido recentemente diagnosticado com Parkinson. A doença, de acordo com a Parkinson Society Newfoundland and Labrador, ocorre quando as células produtoras de dopamina - que transmite sinais entre nervos no cérebro – morrem. A dopamina controla o movimento.

Os sintomas incluem tremores, lentidão e rigidez, diminuição do equilíbrio e rigidez dos músculos.

O homem local disse que ele entende que por isso Williams - que também sofria de depressão - pode ter temido a possível perda de sua marca registrada, sorrir, para os sintomas da doença de Parkinson.

"Não perca a esperança por causa disso", disse o homem, com diagnóstico de quatro anos de Parkinson. "O Parkinson foi apenas mais uma coisa que ele tinha de lidar.

"Ele não quer que a gente fique triste. Ele quer que a gente olhe para as coisas boas."

O homem disse que as pessoas ainda percebem o Parkinson como a doença de homem velho e muitas pessoas tentam manter em segredo os sintomas e não entram em contato com a Sociedade de Parkinson para ajuda e conselhos.

"Eles acham que estão indo embora", disse o homem, cuja próprios tremores tornaram óbvio quando um colega de trabalho o percebeu tremendo enquanto ele bebia num copo, e quando ele tentou servir da chaleira para uma pessoa em sua casa. Quando ele desgastou novas botas de trabalho de forma irregular em uma semana, ele procurou ajuda médica.

Ele disse que a dieta, exercício e riso são enormes auxiliares na gestão da doença, e também aprendeu que seus medicamentos podem interagir doença e com determinados alimentos.

Eles também são caros - um novo medicamento custa C$ 250 (dólar canadense) por mês e não é coberto pelo seguro de saúde.

Derek Staubitzer, diretor-executivo da Sociedade de Parkinson Newfoundland and Labrador, estima que cerca de 1.800 pessoas na província tenham doença de Parkinson, mas a organização já ouviu falar de apenas cerca de 300.

Ele disse que, embora a morte de Williams trouxesse a conscientização para a doença, criou alguma confusão também.

Por exemplo, o amigo de Williams, o comediante Rob Schneider, sugeriu em relato à mídia que a medicação de Parkinson pode ter levado Williams ao suicídio.

Staubitzer disse que a sociedade tem recebido telefonemas de pessoas com a doença, que estão preocupadas com o que conjecturam. Mas ele ressaltou que não há dois doentes de Parkinson que tenham os mesmos sintomas.

Se alguém é suicida, ou se sente que a sua medicação está causando um efeito colateral, deve conversar com seu médico e pedir ajuda, disse ele

A depressão muitas vezes aparece em pacientes de Parkinson anos antes que eles desenvolvam tremores, Staubitzer disse, acrescentando que muitos acham que a depressão é mais debilitantes do que os sintomas físicos.

A sociedade muitas vezes recebe chamadas de cônjuges e outros cuidadores sobre doentes de Parkinson que não querem fazer nada o dia todo, e a situação pode ser estressante para a família.

"Quando recém-diagnosticados, podem estar passando por um elemento de depressão", disse ele.

"Eles são muitas vezes relutantes em procurar ajuda devido ao estigma com problemas de saúde mental e alguns relutam em chegar por causa da doença de Parkinson."

Mas Staubitzer disse que há ajuda e apoio. A sociedade patrocina uma classe de exercício por semana, o que permite que as pessoas se conectem com outros doentes de Parkinson.

Enfatizando a mensagem de esperança, Staubitzer apontou que com 81 anos de idade, Dan McGuire, um residente da British Columbia, que tem doença de Parkinson, chegou a St. John’s na terça-feira depois de andar de bicicleta por todo o país por conta própria.

"Eu não posso esperar que esse cara desfile na cidade", disse Staubitzer, acrescentando que está oganizando coletiva após a tragédia de Williams.

A sociedade também está trabalhando com um coro a começar no outono composta de doentes de Parkinson, como terapia de ajuda para voz.

Outros eventos importantes programados incluem a super caminhada anual de 7 de setembro, no Techniplex em Pleasantville. Detalhes podem ser encontrados no www.Parkinsonsuperwalk.ca.

Um evento de gala de angariação de fundos ocorre na sexta, 10 de outubro no Hotel Capital. O número de discagem gratuita para a sociedade é 1-800-567-7020. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Telegram.ca.

Empresa e fundação criam relógio que monitora sintomas de pacientes com Parkinson

Veja vídeo do Globo G1 AQUI.

Gene GCH1 e o risco de Parkinson

19 de agosto de 2014 - Um estudo publicado na Brain, feito por investigadores no Institute of Neurology da UCL mostrou que mutações genéticas que causam uma diminuição da produção de dopamina no cérebro e conduzem a uma forma de distonia de início infantil, desempenham também um papel no desenvolvimento da doença de Parkinson.

Os investigadores relataram que os adultos que possuem a mutação GCH1 estão predispostos para a degeneração de neurônios da substância negra - resultando em uma das quatro principais vias de dopamina no cérebro sendo defeituosas. Esta mutação GCH1 é um novo fator de risco de desenvolver a doença de Parkinson.

A descoberta de que estes indivíduos têm um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson abre caminhos para novas pesquisas sobre o papel do metabolismo da dopamina na degeneração nigral e doença de Parkinson, com possíveis implicações terapêuticas para pacientes com Parkinson. (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: UCL.uk.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Médico de Cleveland fala sobre doença de Parkinson inicial vivida por Robin Williams

Saúde foi o assunto do terceiro painel do Fórum da Liberdade

Palestrantes foram Claudio Lottenberg, José Luís Cordeiro e Luiz Felipe Pondé

08/04/2014 | Formado por um médico, um professor e um filósofo, o segundo painel da terça-feira no 27º Fórum da Liberdade debateu a saúde sob a ótica da ética, da inovação e do liberalismo econômico e político.

O médico é Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einsten. O doutor em oftalmologia defendeu quatro pontos em especial, sendo eles o reconhecimento da saúde como direito social fundamental, a regulação "fundamentalmente técnica" da profissão, a revisão do papel do Estado como prestador e o incentivo à iniciativa privada.

O segundo a dar suas impressões foi o professor José Luís Cordeiro, fundador da Singularity University, criada pelo Google e pela NASA. Irreverente, fazendo constantes piadas com a plateia e usando uma gravata com estampas do Mickey, Cordeiro apresentou possíveis patamares que a medicina e a tecnologia podem alcançar nos próximos anos. Um assunto que foi recorrente na palestra: a "morte da morte".
Segundo ele, os primeiros imortais já nasceram:

– Nos próximos 10, 20, 30 anos, não teremos Parkinson, Alzheimer, paraplégicos. A medicina não vai mais curar ninguém, mas prevenir doenças – disse.

Para isso, apresentou disquetes antigos, que armazenavam poucos kilobytes, e comparou-os a atuais pendrives, que possuem capacidade de muitos gigabytes. Segundo ele, a evolução da capacidade de armazenamento cresce em razões exponenciais. Apresentou também um aparelho que lê impulsos mentais, já usado por seus alunos para estudar as capacidades do cérebro humano.

– Em breve, as máquinas vão superar em transistores o número de neurônios do nosso cérebro – previu. (segue...) Fonte: Zero Hora.

USP testará canabidiol em voluntários

Serão selecionados 40 voluntários para testar a substância que é alvo de grande discussão no Brasil

18/08/2014 - A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) vai estudar os efeitos do canabidiol, substância química encontrada na maconha, no ciclo do sono. Para isso, a faculdade procura voluntários para a pesquisa “Efeitos da administração de canabidiol no ciclo do sono, vigília em pacientes saudáveis”.

Podem participar pessoas de 18 a 50 anos que não apresentem distúrbio de sono nem façam uso de medicação. Os pesquisadores também darão preferência para não fumantes e moradores de Ribeirão. (veja o questionário: https://pt.surveymonkey.com/s/6FRYWCM)

Serão 40 voluntários. Os participantes terão que passar duas noites no Hospital das Clínicas, com intervalo de uma semana, e serão submetidos a uma polissonografia, exame realizado para investigar os distúrbios do sono.

Em uma das noites, os voluntários vão receber uma dose de canabidiol antes de dormir e, na outra, um placebo (substância caracterizada pela neutralidade de seus efeitos indicada para substituir medicamentos com o propósito de controlar os efeitos psicológicos de um paciente durante seu tratamento).

“O objetivo é entender o papel do canabidiol no ciclo do sono. Nós vamos mapear o sono dessas pessoas, pois queremos descobrir como o canabidiol modula o sono. Pode ser que pessoas com distúrbios de sono tenham algum benefício na fase REM [quando a atividade cerebral é mais rápida]”, explicou a psicóloga Ila Marques Porto Linares, responsável pela pesquisa.

O canabidiol tem sido usado para tratamento de crises epilépticas, esclerose múltipla, câncer, fobia social e dores neuropáticas (associadas a doenças que afetam o sistema nervoso central), mas o composto segue na lista de substâncias de uso proibido no Brasil.

Para ter acesso a medicamentos a base de canabidiol, é preciso fazer um pedido de importação à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acompanhado de prescrição médica, laudo médico e termo de responsabilidade.

Desde abril, quando a Justiça permitiu a importação da substância pela primeira vez, a agência autorizou 37 dos 54 pedidos.

Grande repercussão

Em 27 de junho, uma família de São Carlos, a 105 km de Ribeirão Preto, obteve uma liminar que obrigava a Secretaria Estadual da Saúde e a prefeitura a fornecerem o canabidiol a um menino de 7 anos diagnosticado com Síndrome de Dravet, uma doença degenerativa rara que ataca o sistema neurológico e provoca crises epilépticas.

Antes da decisão, a família importava o composto de forma ilegal e pagava, em média, R$ 1,4 mil por ampola, que é suficiente para um mês.

Pesquisa aponta benefícios em tratamento

Uma pesquisa realizada pela FMRP, em parceria com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), comprovou que o canabidiol possui efeito ansiolítico, sem causar dependência, em pessoas que sofrem de fobia social.

O pesquisador Mateus Bergamaschi, orientado pelos professores Regina Queiroz e José Alexandre Crippa, formou dois grupos de 12 pessoas que apresentavam a fobia, mas nunca haviam sido tratadas, e aplicou uma dose de 600 mg da substância em um grupo e um placebo em outro.

Após duas horas, os participantes de ambos os grupos tiveram que preparar um discurso de quatro minutos para ser lido diante de uma câmera enquanto viam sua própria imagem na televisão.

O resultado foi positivo para o canabidiol. O desempenho das pessoas que receberam a substância foi superior. Elas estavam menos ansiosas e mais confiantes. (Com informações do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do campus de Ribeirão Preto)

Professores são contra proibição

Quatro professores da USP, entre eles José Alexandre de Souza Crippa, orientador da pesquisa dos efeitos do canabidiol no sono, apoiam a reclassificação da substância, de proibida para controlada.

Os professores enviaram uma carta aberta à Anvisa dizendo que, desde os primeiros estudos com o canabidiol em humanos, os pesquisadores constataram que a substância não produz os efeitos psicoativos típicos da planta Cannabis sativa, a maconha. “Inúmeros estudos em animais e humanos têm mostrado que o uso agudo ou crônico do canabidiol é desprovido de efeitos tóxicos e de efeitos adversos significativos.”

De acordo com a nota, “existem fortes evidências de que o canabidiol possui um perfil de efeitos com enorme potencial terapêutico, que inclui efeitos: antiepiléptico, ansiolítico, antipsicótico, neuroprotetor, anti-inflamatório, em distúrbios do sono, entre outros”. Fonte: Jornal da Cidade.

Estudo: Parkinson e depressão muitas vezes andam de mãos dadas

por Lenny Bernstein.

August 18th, 2014 - O comediante Robin Williams sofria com depressão grave quando cometeu suicídio segunda-feira, e na quinta-feira, soubemos que ele também estava nos estágios iniciais da doença de Parkinson. Infelizmente, as duas condições são freqüentemente encontradas juntas.

Pacientes de Parkinson recentemente diagnosticados têm maiores taxas de depressão, ansiedade, fadiga e apatia do que um grupo controle de pessoas sem Parkinson, de acordo com um estudo publicado sexta-feira na revista Neurology.

Depressão e Parkinson são ambos associados com a falta de dopamina, um neurotransmissor que ajuda a regular o movimento e controlar o centro de prazer do cérebro.

"A dopamina é uma substância química de bem-estar. Se você tem baixa dopamina, você não vai se sentir tão bem", disse Joyce Oberdorf, presidente executiva e chefe da Fundação Nacional de Parkinson. "Há [também] outros neurotransmissores que podem estar baixos."

Pesquisadores da Ruth and Raymond Perelman, Centro de Medicina Avançada da Universidade da Pensilvânia, descobriram que 13,9 por cento dos pacientes tinham sintomas de depressão quando foram diagnosticados com doença de Parkinson, proporção que subiu para 18,7 por cento após 24 meses. Apenas 6,6 por cento das pessoas sem a doença teve depressão, e que caiu para apenas 2,4 por cento após 24 meses.

Apesar de seus sintomas depressivos, a maioria dos pacientes de Parkinson que também tinham essa condição não foram tratados com antidepressivos, em momento do estudo de dois anos.

Parkinson é uma doença incurável, progressiva neurológica que atinge cerca de 1 milhão de pessoas nos Estados Unidos. Ela afeta o sistema motor, deixando as vítimas com tremores, postura rígida ou desagradável e, movimentos musculares involuntários repetitivos, conhecidos como discinesias.

Em seus estágios iniciais, Parkinson é controlável através de medicamentos que aumentam o fornecimento de dopamina, a mantém circulando no cérebro por mais tempo e fazendo-o funcionar melhor, disse Oberdorf.

A qualidade de vida é muitas vezes elevada para os primeiros 5-7 anos da doença, embora varie indivídualmente, disse ela.

Conforme a doença progride, a capacidade de levar a dopamina a receptores neurológicos onde há os declínios químicos, e os sintomas muitas vezes pioram. As pessoas podem viver por décadas com Parkinson, e o progresso da doença é variável.

Ninguém sabe ao certo o que causa doença de Parkinson, mas o pensamento é que é uma combinação de suscetibilidade genética e fatores ambientais como traumatismo craniano e exposição a pesticidas. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: My Health Illinois.