sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Lítio em baixa dose previne sintomas de Parkinson em ratos de meia idade com uma mutação humana para a doença

December 18, 2014 - Lítio em baixa dosagem em camundongos geneticamente modificados com meia idade impediu o desenvolvimento de sintomas da doença de Parkinson, a doença motora incurável degenerativa que é diagnosticada em cerca de 60.000 americanos a cada ano. A pesquisa, conduzida no Buck Institute pela professora Julie Andersen, PhD, mostrou que o lítio impediu o comprometimento motor e a perda dopaminérgica que são características da doença. O estudo está agora online na revista Brain Research.

O lítio é um elemento natural, não uma molécula "desenvolvida" como a maioria dos medicamentos. Foi aprovado pela FDA para o tratamento da doença bipolar, em 1970, e tem mostrado ser eficaz para o tratamento de transtornos de humor e pensamentos suicidas. Estudos anteriores sugerem que baixas doses de lítio tenham um efeito protetor em doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Alzheimer e Huntington.

Neste estudo, Andersen e sua equipe, dosaram os ratos geneticamente modificadas com uma quantidade de lítio equivalente a cerca de um quarto do que os seres humanos recebem para o tratamento de doenças psiquiátricas. O tratamento começou quando os ratinhos atingiram a meia-idade, o equivalente humano de cerca de 60 anos, que é a média de idade de início da doença de Parkinson nos seres humanos. "Nós vimos claramente a prevenção das dificuldades motoras que seria de esperar para ver nos animais", disse Andersen. "O tratamento também protegeu a área do cérebro que é normalmente danificada pela doença de Parkinson."

Andersen diz que a ação mecanicista do lítio não é totalmente clara. Nos animais tratados investigadores observaram uma redução da inflamação em astrócitos, micróglia e células que desempenham papéis na "limpeza" no cérebro. "Nossos resultados sugerem que a baixa dose de lítio pode ser um anti-inflamatório", disse Andersen. "Isso nos dá uma outra avenida para estudar seus efeitos em seres humanos."

Não existe atualmente nenhuma cura para a doença de Parkinson, que é caracterizada por tremores, lentidão de movimento espontâneo, rigidez e instabilidade postural. Conforme a doença progride, os pacientes muitas vezes sofrem de declínio cognitivo. Os tratamentos existentes podem ajudar a aliviar os sintomas, mas ao longo do tempo as drogas em si podem causar efeitos colaterais debilitantes. "O desenvolvimento de novos tratamentos para a doença de Parkinson requer amplos testes pré-clínicos e testes em humanos caros", disse Andersen. "No lítio temos um medicamento que proporciona neuroproteção e já está aprovado para uso clínico. É um candidato ideal para a terapia."

"Enquanto que seria prematuro para pacientes com DP de tomarem suplementos de lítio com base nesses dados, este estudo é bastante promissor para justificar um estudo mais aprofundado", disse David K. Simon, MD, PhD, Professor Associado de Neurologia na Harvard Medical School, em Boston. Simon preside o Comitê de Revisão Científica para o Grupo de Estudos de Parkinson, uma rede sem fins lucrativos de Centros de Parkinson. "Embora questões permaneçam sobre doses ideais para estudos em humanos e ainda precisamos de dados de segurança e eficácia suficientes em pacientes com DP, eu concordo que o trabalho da Dra. Andersen, juntamente com outros dados, fazer um argumento forte para outros estudos, estudos clínicos potencialmente ainda em fase precoce do lítio em baixa dose como um agente modificador da doença na DP". (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedicalXpress.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Como gastar menos na compra de remédios

Laboratórios dão descontos de até 70% para clientes inscritos em seus programas de fidelização e subsídios do governo reduzem preços em até 90%
17 Dezembro 2014 | Programas de descontos de medicamentos são proibidos no país, mas campanhas de fidelização de pacientes não. Por isso, os laboratórios mantêm programas de fidelização de pacientes, como forma de manter as marcas de seus principais produtos em evidência e não perder espaço para as versões genéricas e similares de seus próprios produtos.

A adesão a esses programas geralmente é feito pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificados nos próprios produtos. O consumidor se inscreve por telefone ou e-mail, e passa a fazer parte do programa dos laboratórios que disponibilizam esse tipo de produto.

Dependendo do medicamento, os descontos chegam até 70%, o que equivale em alguns casos aos preços das versões genéricas. Para quem tem doença crônica, é uma forma de economia a adesão a tais programas de fidelização.

Por conta da concorrência as farmácias não praticam o preço máximo autorizado pelo governo, e também procuram manter programas de fidelidade, oferecendo descontos para os clientes fiéis.

Para quem usa medicamentos para doenças crônicas a saída para reduzir os gastos é pesquisar em diferentes redes de farmácias e drogarias, e não deixar de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra. Percebe-se grande margem de negociação e diversas farmácias e drogarias cobrem preços da concorrência. Não deixe de pesquisar preços de genéricos fabricados por diferentes laboratórios, pois há diferenças entre eles.

Consulte seu médico sobre a possibilidade de usar a versão genérica do medicamento, que é mais em conta, e de usar os remédios que integram os programas governamentais que podem até sair de graça.'

Peça para seu médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo, e não pelo nome de marca. Assim será mais fácil verificar a existência de genéricos e optar pelo mais barato.

Mesmo se da prescrição do medicamento constar o nome de marca, é permitida a troca por medicamento genérico na farmácia, desde que seja feita por farmacêutico, que pode orientar o consumidor.

Pacientes que tratam hipertensão ou diabetes, devem consultar o médico sobre a possibilidade de utilizar um dos medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, o programa oferece mais 13 tipos de medicamentos com preços até 90 % mais baratos utilizados no tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.

Há medicamentos cujos subsídios do governo permitem a redução de até 90% nos preços. Há uma série de farmácias e drogarias que participam do programa. Procure pelo cartaz exposto no estabelecimento. Para obter esses descontos, é preciso que o paciente leve a receita e tenha em mãos o CPF. Há ainda outros programas dos governos estaduais e municipais que subsidiam o tratamento com remédios. Fonte: O Estado de S.Paulo.

Desconto não pode, fidelizar pode. Ou seja, é tudo uma questão semântica. Assim como hipocrisia e  dissimulação, falsidade, farsa, fingimento, impostura, insinceridade, jacobice, ...

Eu compro no Uruguay: Sifrol ER 1,5 mg p.exemplo: Brasil, nas farmácias +/- R$ 300,00, fidelizado +/- `R$ 210,00, No Uruguay, com o nome de Mirapex ER, R$ 110,00.

Obtenção de fundos e consciência para a doença de Parkinson nesta temporada de festas

Gil Poleshuck Kinel em sua venda de bolos no último domingo.
December 17, 2014 - Gil Poleshuck Kinel está no espírito das festas! Um menino de oito anos de idade, de Rochester, NY, Gil se propôs a ajudar a acelerar a cura pela pesquisa do Parkinson, vende seus bolos, no Bazar anual de Hanukkah de sua sinagoga local. Tudo num esforço para sensibilização e levantar fundos para a Michael J. Fox Foundation, Gil estabeleceu e aperfeiçoou prática e em suas férias com o objetivo de gerar pelo menos US $ 50 em vendas.

Com a ajuda de seu irmão mais velho, Oren, que fez todos os materiais de publicidade, incluindo uma caixa especial de coleta temática "Back to the Future" para doações, bem como de amigos da sua turma da escola religiosa, Gil foi capaz de recolher 309,65 dólares, superando de longe o seu alvo.

Além do mais, as pessoas não estavam interessadas apenas nos produtos de panificação de Gil, mas também estavam ansiosas para saber mais sobre o trabalho da Fundação Fox. Ao lado de suas ofertas, Gil estrategicamente distribuiu panfletos do Fox Trial Finder e brochuras do PPMI (Parkinson’s Progression Markers Initiative) para que todos saibam que podem desempenhar um papel direto no avanço da investigação através da participação em ensaios clínicos.

Saiba mais sobre o Fox Trial Finder.

* Nota do editor: Desde que iniciou sua venda de bolos, Gil levantou um adicional de US $ 190 para o Fox Foundation Michael J., aumentando seu total a cerca de US $ 500! (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Michael J Fox.org.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Usuários de metanfetamina enfrentam substancialmente maior risco de contrair a doença de Parkinson, principalmente mulheres

December 16, 2014 - Não traduzi porque é longo e não precisa. Afinal, as raras pessoas que acessam este blog, não fazem uso de metanfetamina. Mas as pessoas que usam, os mais jovens e que ainda não tem parkinson, infelizmente, pagarão caro por esta experiência. Tomara que não, VIRÁ A CURA? QUANDO? Fontes da matéria: MedicalXpress e Standard.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pacientes de Parkinson identificam equilíbrio e ansiedade entre as 10 principais prioridades de investigação

December 15, 2014 - Os pacientes com Parkinson, médicos e cuidadores identificaram as dez prioridades para a investigação sobre a gestão da condição em um estudo da Universidade de East Anglia e da Parkinson UK.

Encomendado pela Parkinson UK, pessoas com experiência pessoal direta e indireta do estado trabalharam em conjunto para identificar as lacunas cruciais com evidência existente para abordar questões práticas cotidianas na gestão das complexidades da doença de Parkinson. Os pacientes afirmaram existir uma aspiração de pesquisa global para uma cura eficaz para o Parkinson, mas enquanto esperam por isso mais pesquisas são necessárias para a gestão da doença.

No topo da lista, que foi reduzida a partir de uma lista de 94 incertezas, está a necessidade de identificar quais tratamentos ajudam a reduzir os problemas de equilíbrio e quedas em pessoas com Parkinson.

Isto foi seguido em segundo lugar por questionar que abordagens são úteis para reduzir o stress e ansiedade em pacientes, e que tratamentos ajudam a reduzir os movimentos involuntários - um efeito colateral de alguns medicamentos - em terceiro lugar.

Também descrito nas prioridades top dez de pesquisa para a gestão de Parkinson, publicado hoje no BMJ Open, são melhores métodos de controle, melhorando a qualidade do sono e a necessidade de desenvolver intervenções específicas para os diferentes tipos de Parkinson e demência que podem ser associado com a doença de Parkinson.

A Dr Katherine Deane, pesquisadora-chefe da Universidade de East Anglia, disse: "Garantir que a pesquisa seja eficaz em atender as necessidades dos pacientes e os médicos que tratam deles é extremamente importante, e as prioridades irão informar os planos de pesquisa e financiamento do Reino Unido para Parkinson e espero que outros financiadores ".

"A agenda de investigação tem sido acusada de ser excessivamente influenciada pela indústria farmacêutica e de não responder às perguntas sobre os tratamentos que são de maior importância para os pacientes, seus cuidadores e médicos. A investigação deve se concentrar em se os tratamentos estão fazendo mais mal do que bem, ou se um tratamento é melhor do que outro, e garantir que os resultados reflitam questões que têm impacto sobre o bem-estar e a participação do paciente.

"Estas prioridades identificam falhas cruciais na evidência existente para abordar questões práticas cotidianas na gestão das complexidades da doença de Parkinson, com uma aspiração de pesquisa abrangente para trabalhar no sentido de uma cura eficaz para o Parkinson."

Mil participantes forneceram idéias iniciais sobre incertezas de investigação, que foram reduzidas a 94 ideias originais, que 475 participantes foram utilizados para compor a sua própria lista top ten de prioridades. Uma lista final com 26 principais prioridades foram então analisados por 27 pessoas que aceitaram um top final de 10. As pessoas com Parkinson estavam em maioria em todos esses grupos.

Arthur Roach, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da de Parkinson UK, disse: "Este estudo destaca o fato muito importante, por vezes esquecido, que para muitas pessoas com Parkinson os problemas mais incômodos não são os sintomas motores clássicos, mas coisas como o sono, quedas, ansiedade e dificuldades com o pensamento. Garantir que a pesquisa atende às necessidades de pessoas com Parkinson é fundamental e nós estaremos usando essa consciência para orientar nosso programa de pesquisa no futuro. "

O projeto foi liderado pela Parkinson UK, com a Universidade de East Anglia e as atuações Universidade de Birmingham como parceiros acadêmicos. A James Lind Alliance desde um presidente independente, aconselhou sobre a metodologia, e facilitou o processo.

Aspiração abrangente da investigação: um remédio eficaz para o Parkinson

As dez principais prioridades de pesquisa para a gestão de Parkinson:

1. Quais são os tratamentos úteis para reduzir problemas de equilíbrio e quedas em pessoas com Parkinson?

2. Que abordagens são úteis para reduzir o stress e ansiedade em pessoas com Parkinson?

3. Quais são os tratamentos úteis para reduzir discinesias (movimentos involuntários, que são um efeito colateral de alguns medicamentos) em pessoas com Parkinson?

4. É possível identificar diferentes tipos de Parkinson, por exemplo, tremor dominante? E podemos desenvolver tratamentos para tratar estes tipos diferentes?

5. O que melhor trata a demência em pessoas com Parkinson?

6. Que melhor trata problemas cognitivos leves, como perda de memória, falta de concentração, indecisão e raciocínio lento em pessoas com Parkinson?

7. Qual é o melhor método de monitoramento de uma pessoa com a resposta de Parkinson aos tratamentos?

8. O que é útil para melhorar a qualidade do sono em pessoas com Parkinson?

9. O que ajuda a melhorar a destreza (habilidades motoras finas ou coordenação dos movimentos musculares pequenos) de pessoas com Parkinson, para que possam abotoarem-se, usar computadores, telefones, controles remotos, etc?

10. Quais tratamentos são úteis na redução de problemas urinários (urgência, bexiga irritável, incontinência), em pessoas com Parkinson? (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: MedicalXpress.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Câmara aprova proventos integrais a aposentados por invalidez

Servidores públicos nos cargos até dezembro de 2003 e se aposentaram por invalidez terão direito a proventos integrais calculados com base na última remuneração

10/12/2014 - A Câmara dos Deputados aprovou no Plenário, em 1º turno, nesta quarta (10), a Proposta de Emenda à Constituição que garante remuneração integral a todos os servidores que se aposentarem por invalidez. A PEC 434/14 garante que todo servidor público receberá salário sem descontos caso esteja incapacitado para o trabalho permanentemente.

Atualmente, a Constituição assegura proventos integrais para casos de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doença grave prevista em Lei – hanseníase, paralisia irreversível e mal de Parkinson, por exemplo. A PEC determina que em 180 dias a União, os Estados e Municípios devem fazer as mudanças necessárias para que os benefícios sejam concedidos.

O deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) há quatro meses pede apoio da bancada de Mato Grosso para a aprovação da matéria. “Hoje é um dia a ser comemorado. Não era justo essa parcela da população ter descontos, sendo que estes são os que mais precisam desse aporte financeiro. Precisam de remédios, equipamentos ortopédicos, auxílio especial, enfim, há uma série de necessidades que poderão ser supridas com essa sobra”, explica.

Benefício
Os funcionários públicos que ingressaram nos cargos até dezembro de 2003 e se aposentaram por invalidez terão direito a proventos integrais calculados com base na última remuneração em que se der a aposentadoria. Caso haja reajustes de aposentadoria e pensão aos servidores ativos, os aposentados também terão direito ao aumento.

Além disso, passarão a ter direito sobre benefícios ou vantagens dados aos servidores da ativa, inclusive decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função que se deu a aposentadoria. Fonte: O Documento.

As vezes eu penso se o Brasil não seria o país das minorias. Não desmerecendo os funcionários públicos. Eu sou um exemplo de trabalhador da iniciativa privada, mais propriamente, fui autônomo por um bom tempo. Aposentadoria pela lei geral da previdência, celetista. Paguei praticamente o tempo todo em que contribui para o INSS com o teto, sobre 10 salários mínimos.

Hoje ganho 1/3 disso. Não fosse a ajuda da família, estaria morando quase que em baixo da ponte.
Ora, todos os brasileiros não são iguais perante a lei? No mínimo eu deveria ganhar proporcionalmente ao que paguei, mas não.

A lei, a constituição, para a maioria de nós, é piada, ficção.

Não bastasse o Parkinson, ainda pertenço à maioria que não é funcionário público, filho de um estado padrasto, que produz legislações para uso próprio, neste caso para as minorias!

E o INSS ainda faz de tudo para negar o acréscimo de 25% a que temos direito.

Que país, ou legisladores mais FDP!

Em resumo: Nem todos são iguais perante a lei!

Isto tudo é uma grande M.

Esperamos por você !

Não esqueça: Hoje tem "chat".

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Liberação da maconha medicinal pode chegar antes do ano novo

Reunião da Anvisa esta semana pode atender pleito de pacientes
14/12/2014 - Saúde
O uso medicinal da maconha pode ser regulamentado no Brasil antes da virada do ano. A expectativa é de pais que, desde o início de 2014, cobram urgência na mudança das normas, já que seus filhos sofrem tipos graves de epilepsias e podem ser beneficiados por medicamentos à base da Cannabis sativa. A pressão já garantiu maior agilidade nas autorizações especiais e na liberação da prescrição por algumas especialidades médicas. Mas a lista de demandas continua grande, pois a burocracia e a desarticulação entre os órgãos ainda posterga o acesso a uma esperança de melhora.

Para o ano que vem, a novidade é que eles se organizaram: ontem, foi oficialmente criada uma associação brasileira para reunir pais e usuários da maconha medicinal. Isso porque, de um tema até então esquecido do debate público, hoje é opção de tratamento para cerca de 500 famílias no país, segundo estimativa do psiquiatra Antonio Zuardi, pesquisador do potencial terapêutico da erva e palestrante da última edição dos Encontros O GLOBO.

— Em 1980, o grupo do pesquisador Elisaldo Carlini fez o primeiro estudo em pacientes resistentes a tratamentos habituais de epilepsia. Mas ele ficou esquecido todo este tempo e foi redescoberto recentemente por famílias de crianças com crises epilépticas graves — lembrou Zuardi, professor Psiquiatria da USP de Ribeirão Preto, durante evento na Casa do Saber O GLOBO.

REUNIÃO EM BRASÍLIA É EXPECTATIVA
Uma das definições mais aguardadas é a reclassificação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do canabidiol (CBD), presente na maconha. Da lista de substâncias proibidas, ele passaria a ser de uso controlado. Na prática, isso garantiria que os pais pudessem importar produtos com CBD sem a necessidade de autorizações especiais.

Na próxima quinta-feira, haverá uma reunião pública da diretoria colegiada da Anvisa, em Brasília, para avaliar a reclassificação do CBD. A primeira ocorreu em 29 de maio, mas não teve resultado prático.

— Vou a Brasília porque, enfim, a Anvisa deverá reclassificar o CBD — anima-se Maragerete Brito, mãe de Sofia, portadora de CDKL5, doença rara que tem como um dos sintomas crises de epilepsia, as quais foram reduzidas à metade após a importação clandestina do produto. — Estamos tendo avanços porque a pressão social tem sido muito forte.

Hoje, já é possível ter autorização, em caráter excepcional, para importação do produto. Segundo a Anvisa, de 297 pedidos, 238 foram aprovados. Um dos entraves, no entanto, é que, para conseguir essa autorização, é preciso ter uma prescrição médica. Como se trata de substância proibida, são poucos os que aceitam fazer a receita. Foi por isso que, na quinta-feira, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução autorizando a prescrição — no entanto, apenas por algumas especialidades médicas (psiquiatria, neurocirurgia e neurologia), em casos de epilepsias que não respondam a tratamento convencional e a menores de 18 anos. O que era para ter resolvido um impasse acabou recebendo críticas.

— O conselho perdeu uma ótima oportunidade de estar mais perto dos pacientes. A resolução é uma decepção, é absolutamente restrita — cobra o cirurgião oncológico Leandro Ramires, cujo filho, Benício, de 6 anos, sofre de síndrome de Dravet. — As instituições precisam se articular e definir uma regulamentação.
Ramires se refere à Anvisa e ao CFM, mas também à Receita Federal, já que um dos entraves é a liberação do produto na alfândega. Um dos casos é de Júlia Merquior, mãe de Helena, de 8 anos, que sofre de epilepsia refratária. Ao tentar importar um produto com CBD, que custaria US$ 100, lhe foi cobrada a cifra de R$ 11.468,97 pela empresa do serviço de remessa. Com a Receita Federal ela sequer conseguiu contato direto.

— Não pudemos pagar a quantia, então o produto não foi liberado. Com esse dinheiro, poderia ir até os EUA e voltar com o remédio — reclama Júlia, que revela que a filha reduziu o número de crises em 50%.

Quando questionada sobre as dificuldades de pais com relação ao CBD, a Receita apenas responde enviando a lista de regras padrões de importação de medicamentos e suas taxas correspondentes, sem sequer citar a substância em questão.

Enquanto as instituições demoram a tomar decisões e discutir como lidar com essa demanda, as pesquisas científicas com a cannabis, muitas das quais brasileiras, avançam velozmente. Há diversos estudos com CBD revelando seu potencial para reduzir sintomas ou tratar distúrbio do sono, fobia social, epilepsia grave, psicose, doença de Parkinson, etc.

O CBD não é o único componente com potencial terapêutico da maconha. Ao todo, são 80 substâncias (os chamados canabinoides) presentes na planta. E há estudos até mais avançados com o tetraidrocanabinol (THC), que é o responsável pelo seu efeito psicotrópico. No plano medicinal, há indicações de uso para náusea e vômito em pacientes com câncer que passam por quimioterapia; aumento de apetite em portadores de HIV; redução de dores crônicas, controle de rigidez muscular em algumas doenças, entre outros.

MAIS ESTUDOS PARA USO MEDICINAL
O número de estudos cresceu exponencialmente a partir dos anos 90, após a descoberta dos canabinoides. Mas seu uso, na realidade, remonta há mais de quatro mil anos. Até as primeiras décadas do século XX, a maconha era usada como erva medicinal, inclusive no Brasil. Mas foi proibida em diversos países, a começar pelos EUA, na esteira da forte política de repressão ao uso recreativo.
Também palestrante do evento do GLOBO, a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio, explica que, no passado, a maconha fumada era usada com fim medicinal, o mesmo que é liberado em alguns estados americanos, o que é bem diferente do isolamento de substâncias específicas para a produção de remédios.

— Existem estudos mostrando que substâncias da maconha podem tratar doenças, mas é um contrassenso prescrever maconha fumada, que traz males à saúde, principalmente a adolescentes, e causa dependência — diz a psiquiatra. — É importante estarmos atentos aos diferentes níveis de liberação: uso medicinal, descriminalização, despenalização... E notarmos quando o lobby para a liberação da venda está usando a seu favor a campanha da maconha medicinal.

Para o cardiologista e curador dos Encontros O GLOBO, Cláudio Domênico, o debate ganhou fôlego este ano e deverá continuar no próximo.

— A princípio, nenhum médico hoje tem resistência ao uso das substâncias da maconha para tratar crises convulsivas, mas sobre o uso recreativo não há consenso entre psiquiatras, e o debate ainda é longo — conclui Domênico. Fonte: Tribuna Hoje.

A cirurgia para a doença de Parkinson

Os tratamentos disponíveis, a técnica ablativa e a neuromodulatória produzem bom resultado

por Dr. Ledismar José da Silva
13/12/2014 - Parkinson é uma doença neurodegenerativa comum, que afeta em torno de 1 a 2% da população, com idade acima de 65 anos. Foi descrita em 1817 pelo cirurgião britânico James Parkinson e ralatada, incialmente, como paralisia agitante. Acomete em torno de 4 milhões de pessoas no mundo; no Brasil temos aproximadamente 300 mil Parkinsonianos.

A doença é causada pela diminuição de uma substância no cérebro conhecida como dopamina. Clinicamente, o paciente desenvolve sintomas motores, clássicos da doença, a exemplo do tremor de repouso, rigidez, instabilidade postural e bradicinesia; e não motores, como a depressão, insônia, disfunção autonômica e dor.

Em alguns pacientes, a manifestação clínica inicial é a perda do olfato (anosmia).
Trata-se de uma doença crônica, degenerativa, progressiva e até o momento sem cura. O diagnóstico é clínico. Em relação ao tratamento, são utilizados medicamentos como a levodopa — mas pelo fato de a doença afetar vários sistemas fisiológicos é importante também o acompanhamento de equipe multidisciplinar.

Em relação a indicação do procedimento cirúrgico, existem critérios. O paciente deve ter o diagnóstico da doença realizado, de preferência, por neurologista dedicado ao estudo de patologias relacionadas aos distúrbios de movimento; apresentar resposta ao uso de levodopa e ter pelo menos cinco anos de diagnóstico e tratamento. Importante afastar doenças que simulam o Parkinson, pois nestas situações o procedimento cirúrgico não produz resultado.
O uso indevido, pela população geriátrica, de medicamentos para tratamento de vertigem ou tontura é causa comum de Parkinsonismo secundário. A paralisia supranuclear progressiva, múltiplos infartos ou doença de Wilson podem levar ao diagnóstico errôneo da doença de Parkinson idiopática. Além disso, a ressonância de crânio deverá ser normal e é necessária avaliação neuropsicológica para afastar síndromes demenciais.

Sobre o tratamento cirúrgico disponível, existe a técnica ablativa e a neuromodulatória. As duas são efetivas, produzem bom resultado. A primeira tem como desvantagem o fato de produzir lesão irreversível do parênquima cerebral e como vantagem o baixo custo. A técnica modulatória tem como vantagem ser reversível, ajustável, modulável e como desvantagem o elevado custo. Esta é conhecida como estimulação cerebral profunda. Consiste no implante de eletrodos no cérebro, acoplados a um marcapasso (gerador de pulso elétrico). Os eletrodos são alocados em núcleos encefálicos, como o globo pálido ou subtálamo, que estão diretamente relacionados com a doença de Parkinson.

O procedimento é realizado em duas etapas. A primeira consiste no implante dos eletrodos no cérebro. É feita por técnica estereotáxica, que permite grande precisão na localização do alvo a ser tratado. Nesta etapa, o paciente permanece acordado durante o procedimento. Isso permite interação com equipe médica. São realizados testes motores para confirmação de que o alvo foi atingido de forma precisa. Nesta fase o paciente já relata melhora dos sintomas motores da doença.

A segunda etapa consiste no implante do marcapasso. O paciente precisa de anestesia geral e o procedimento é habitualmente realizado no mesmo dia. Em casos selecionados, esta etapa poderá ser realizada duas semanas após o implante dos eletrodos. O período de internação é de dois a três dias. Aproximadamente 15 dias após o procedimento, inicia-se a programação do paciente, que consiste em ligar o marcapasso, utilizar e localizar os melhores parâmetros de voltagem, largura de pulso e frequência do equipamento para controle dos sintomas motores da doença. A princípio as consultas são mensais nos primeiros três meses e após este período as consultas tornam-se semestrais. Dependendo dos parâmetros utilizados na programação, a bateria tem duração média de 3 a 5 anos para aqueles não recarregáveis e duração de 8 a 9 anos para baterias recarregáveis. Após este período, deve ser trocada.

Sobre a eficácia do método é observado melhora acima de 70% dos sintomas e em alguns pacientes é possível reduzir medicamentos. Com relação às complicações, existe risco de 2 a 3% de hemorragia, morte e paralisia, 4% de infecção e 1% de falha do equipamento implantado.

Ledismar José da Silva é neurocirurgião e professor da PUC-Goiás.
Fonte: Jornal Opção.

Houston, We have problems. Ninguém diz, mas é importante os candidatos ao dbs terem ciente haver problemas de fala, marcha e equilíbrio.
Ninguém sabia. Ninguém contou. O tempo ensinou.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Doença de Parkinson Ligada ao Microbioma

2014/12/12 - O microbioma desempenha um papel em muitas doenças, da desnutrição para a doença cardíaca, mas novas evidências sugerem um vínculo surpreendente entre o microbioma e doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa do sistema nervoso central caracterizada por agregados de alfa-sinucleína que levam à perda de células geradoras de dopamina na substância negra. Sintomas como mão trêmula ou dificuldade para caminhar levam os pacientes a procurar cuidados médicos, mas estes não são, na verdade, os primeiros sintomas da doença. Acontece que a disfunção gastrointestinal, especialmente constipação, podem indicar anos de específica neurodegeneração-Parkinson antes do início de quaisquer sintomas motores.

Armado com esta informação e evidências recentes de que a microbiota intestinal interage com os sistemas nervoso autônomo e central através de uma variedade de vias, Filip Scheperjans, neurologista da Universidade de Helsinki, decidiu olhar para os microbiomas de pacientes com DP. Ele e seus colegas recrutaram 72 pacientes com DP e 72 controles saudáveis e compararam seus microbiomes fecais por regiões do gene 16S RNA ribossomal pyrosequencing.

"Nossa observação mais importante foi de que os pacientes com Parkinson têm muito menos bactérias da família Prevotellaceae; ao contrário do grupo controle, praticamente ninguém no grupo de pacientes que teve uma grande quantidade de bactérias desta família ", disse Scheperjans em um comunicado de imprensa. Na verdade, as bactérias desta família foram reduzidas em 77% em pacientes com DP.

Além disso, o aumento da Enterobacteriaceae em pacientes com DP foi associado com o aumento da gravidade dos sintomas motores, particularmente dificuldade em andar.

Enquanto o microbioma parece ser alterado em pacientes com DP, não é de todo claro como estes fatores se conectam para a progressão da doença. Sheperjans e o grupo pretendem analisar se essas mudanças podem ser usadas para detectar a DP, possivelmente permitindo um diagnóstico mais precoce, intervenção e melhores resultados do tratamento. Ele também está interessado em abordar se os sintomas de DP podem ser melhorados através da alteração da composição do microbioma.

"Estamos atualmente a reexaminar esses mesmos indivíduos para determinar se as diferenças são permanentes e se as bactérias intestinais são associadas com a progressão da doença e, portanto, o seu prognóstico", disse Sheperjans. "Além disso, teremos de ver se essas mudanças no ecossistema bacteriano são aparentes antes do início dos sintomas motores. Vamos, naturalmente, também tentar estabelecer a base desta relação entre microbiota intestinal e DP-que tipo de mecanismo liga-os. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Biotechnics.