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domingo, 31 de agosto de 2008

Entenda a polêmica, quais doenças poderão ter tratamento e como estão as pesquisas no Brasil
31/08 - As pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias continuam sendo o tema mais polêmico da medicina da atualidade. Principalmente, as que possuem como base o primeiro estágio da vida do ser humano: o embrião.

Por mais incrível que seja, esse conglomerado de células menor que a cabeça de um alfinete pode oferecer uma segunda chance de vida para muitas pessoas. Afinal, proporciona uma revolução no tratamento de diversas doenças. Trata-se da chamada terapia celular.

Atualmente, o Governo Federal vai destinar R$ 10 milhões para esses estudos por meio de uma seleção de projetos de terapia celular. Até o mês de setembro, pesquisadores brasileiros podem se inscrever. Os selecionados serão os primeiros a integrar a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) que tem como objetivo incentivar os cientistas. Assim, dos R$ 140 milhões que o Governo Federal vai disponibilizar para pesquisas em saúde este ano, R$ 21 milhões, serão destinados às células-tronco.

O montante é o segundo maior investimento em estudos na área da saúde. O primeiro, que receberá quase metade do valor total, será empregado no melhoramento tecnológico de equipamentos e materiais. É pouco se comparado ao estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que destinou US$ 3 bilhões. Mas esse é recomeço para uma longa história. (...)

Suas características possibilitam a recuperação de pacientes que sofrem com doenças neurodegenerativas e neuromusculares. Como é o caso do, respectivamente, mal de Alzheimer e de Parkinson. Podem recuperar tecidos nervosos como de lesão medular, o problema de que sofrem os paraplégicos. Também, ajudar a entender mais sobre o câncer, serem usadas em testes de medicamentos ou para a produção de insulina em quem tem diabetes. (segue...) Fonte: Educação ig.
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Parte ‘boa’ da maconha controla fobia e psicose
Sabado, 30 de Agosto 2008 - O canabidiol, nome de uma substância isolada da maconha (cannabis sativa) demonstrou funcionar eficientemente no controle da ansiedade em geral e da ansiedade patológica, tanto em animais como em seres humanos. A informação foi confirmada pelo grupo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto, que lidera mundialmente as investigações com o uso medicinal do canabidiol em transtornos psiquiátricos. A mesma substância demonstrou controlar também distúrbios psicóticos.

O canabidiol, que tem efeito neuroprotetor e antioxidante, parece ter potencial de ajudar no tratamento de doenças degenerativas. Mas não funcionou em pacientes com sintomas do transtorno bipolar, doença antigamente denominada como psicose maníaco-depressiva (PMD). Em animais, demonstrou efeitos antidepressivos e anticonvulsivantes.

Com o uso da ressonância magnética funcional e tomografia por emissão de pósitrom, sofisticadas técnicas de neuroimagem, foi possível saber que o canabidiol age no cérebro nas mesmas áreas ligadas ao processamento emocional, fato desconhecido da literatura médica até 2004.

- A substância “boa” da planta (canabidiol) é justamente a que não dá o chamado “barato”. Por outro lado, o THC, que provoca efeitos psicoativos, como sedação e euforia, pode levar pessoas com problemas psiquiátricos a quadros agudos de psicose e de ansiedade – alerta o professor José Alexandre de Souza Crippa, do departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica a Faculdade de Medicina da USP, de Ribeirão Preto. Ele está lançando livro em co-autoria com o chefe do mesmo departamento, Antônio Waldo Zuardi, professor titular de psiquiatria, e com o professor Francisco Silveira Guimarães, titular do Departamento de Farmacologia, também da USP de Ribeirão Preto, contando a experiência científica do grupo até agora: “Cannabis e a Saúde Mental: uma revisão sobre a Droga de Abuso e o Medicamento”, pela editora FUNPEC. A obra é a primeira no País que aborda pesquisas associando a maconha com saúde mental e traz também artigos de 34 cientistas de universidades nacionais e estrangeiras. (...)

O canabidiol demonstrou em um estudo em parceria com o professor Vitor Tumas, da Neurologia da USP de Ribeirão Preto, que pode reduzir alguns sintomas desconfortáveis produzidos pelo medicamento usado no tratamento do mal de Parkinson e os próprios tremores da doença. (segue...) Fonte: Jornal da Cidade.