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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Fazendo barulho

Penso logo desisto. Sei que não deveria ser assim. Se fizermos uma analise crítica dos nossos sistemas de saúde e previdência, sejam municipais ou estaduais, SUS e INSS de modo geral, começaremos uma choradeira que não terá mais fim. Será um concurso para saber qual é a maior choradeira, qual o maior circo de horrores. Uma triste competição digna do 3.o mundo, onde o povo está largado à própria sorte.

Infelizmente só com o tempo se constrói uma democracia,  onde os direitos básicos sejam atendidos e que a corrupção, que corre solta, e sangra o estado seja devidamente punida. O pior ainda por cima é  que diante deste caos as coisas se nivelam por baixo, sendo que qualquer esmola seja recebida como uma bênção.

Temos que exigir um mínimo de respeito, talvez levando bananas a cada vez que tivermos que recorrer aos serviços públicos neste pa-tro-pi. Está tudo um caos. E pior para quem tem  parkinson. Imagine ficar sem levodopa (Prolopa, Sinemet)? Só os filhos da puta nao conseguem imaginar, pois não tem a mínima sensibilidade. Ou tem. Para o próprio bolso.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Leitora de Minas Gerais atende pedido de homem com Parkinson

Aline Alves Oliveira doou medicamentos suficientes para dois meses de tratamento

28/01/2015 | "Estou até agora sem palavras para entender como fui tocada pelas mãos de Deus hoje. A internet é mesmo uma ferramenta poderosa, que quando usada para o bem pode fazer milagres!". Assim começa a cartinha de Aline Alves Oliveira, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Pela internet ela teve acesso à Coluna e ao drama que nosso leitor Luiz Gonçalves, 76 anos, vem enfrentando para receber via SUS o remédio para controle da doença de Parkinson. Se for esperar pelo Governo, a medicação, que é diária, só chega no fim de fevereiro. Graças à Aline essa agonia acabou!

— Meu pai tem diagnóstico de Parkinson há mais de 13 anos e, por orientação médica, ele iniciou a administração do mesmo medicamento que Seo Luiz precisa. Infelizmente ele não se adaptou e ficamos sem saber o que fazer com os remédios. Agora sei: vamos doar tudo para seu leitor! —, conta Aline.

Os medicamentos chegam hoje, via Sedex, o suficiente para dois meses de tratamento.

— O desabafo de Seo Luiz é o desabafo do meu pai, Laine. Uma realidade que o governo insiste em fechar os olhos —, comenta.

Ainda bem Aline, que a solidariedade está sempre de olhos abertos! Muito obrigada, querida! Fonte: Hora de Santa Catarina.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Desabafo de quem tem Parkinson e depende do SUS

Até quando?

"Desde outubro o governo do Estado tem atrasado a entrega. Neste mês o remédio ainda não foi liberado e já estamos no final de janeiro", conta Seo Luiz Gonçalves, 76 anos

26/01/2015 | Quase chorando, Seo Luiz Gonçalves, de 76 anos, me liga na redação:

— Já não aguento mais, Laine. Tenho a doença de Parkinson há 14 anos e dependo de uma série de medicamentos para controlar os sintomas, as tremedeiras intensas. O principal deles, o Entacapona, eu pego pelo SUS na Farmácia Escola, na Trindade. Desde outubro o governo do Estado tem atrasado a entrega. Neste mês o remédio ainda não foi liberado e já estamos no final de janeiro. Como sofro, sem esta medicação! Minhas pernas endurecem e eu danço feito boneco do posto, de tanto tremer —, desabafa Seo Luiz.

E o desabafo segue direto para a Secretaria de Saúde do Estado, querido! Fonte: Hora de Santa Catarina.

Não queremos paternalismo. Mas estado padrasto também não queremos!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A (in) competência da Saúde Pública

A seguir apresenta-se, a quem ainda não usa o facebook, texto do Roberto Coelho, e posteriores comentários acerca de sua tentativa junto ao SUS, para implantar dbs. O grupo no qual o texto e comentários estão contidos é o Doença de Parkinson. Clique sobre para ampliar.

  

 


sábado, 13 de setembro de 2014

Implante cerebral recupera na hora movimentos de pacientes com doença de Parkinson

Hospital de Transplantes zera fila de pacientes com indicação para este tipo de procedimento

12/9/2014 - Pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) portadores da doença de Parkinson atendidos no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, agora contam com um procedimento minimamente invasivo que recupera na hora a coordenação motora.

O implante de um eletrodo no cérebro permite controlar os movimentos involuntários ocasionados pela doença e promove longevidade e qualidade de vida ao Parkinsoniano.

O hospital, que é referência na América do Sul para cirurgias de Parkinson da rede pública, conseguiu zerar a fila de pacientes com indicação para este tipo de implante.

Nos casos indicados para neuroestimulação profunda, o eletrodo é implantado para fornecer uma contínua corrente elétrica nos neurônios. Em alguns casos são inseridos dois eletrodos, de acordo com a necessidade do paciente. Já nas cirurgias ablativas o paciente é operado em uma parte restrita do cérebro para recuperar sinais e sintomas mais peculiares do Parkinson.



A cirurgia é realizada com paciente acordado, com anestesia local. O neurocirurgião realiza uma pequena incisão no crânio e acessa o cérebro com uma sonda de um milímetro. O eletrodo é controlado por um marca-passo subcutâneo alocado na região da clavícula. O equipamento e troca de bateria é feito de forma gratuita no Hospital de Transplantes. Tem autonomia média de quatro a seis anos e um custo estimado de R$ 150 mil na rede particular.

Segundo o neurocirurgião José Osvaldo Oliveira, de 10% a 15% dos parkinsonianos tem indicação clínica para realizar o implante de eletrodo cerebral.

— O critério é definido por uma equipe de neurologistas que avalia clinicamente quem deve se submeter ao procedimento.

Os especialistas solicitam exames e aplicam questionários específicos com os pacientes. Entre as principais considerações está idade, ausência de demência, mínimo de cinco anos com diagnóstico da doença, nível de incômodos, entre outros. Após avaliação, o paciente é direcionado para realizar o implante de eletrodo ou outro tipo de procedimento.

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa. Ocorre de forma lenta quando é desencadeada uma deficiência na dopamina, um neurotransmissor que tem como uma das responsabilidades os movimentos voluntários do corpo. Mesmo sendo uma doença sem cura, a cirurgia também auxilia na diminuição dos efeitos colaterais trazidos pela medicação. Fonte: Record R7.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Saiba como se candidatar à cirurgia para tratar a doença de Parkinson

Procedimento é realizado gratuitamente no Hospital de Transplantes, em São Paulo
    Do R7
2/9/2014 - O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), agora conta com um procedimento gratuito minimamente invasivo que recupera na hora a coordenação motora.
O implante de um eletrodo no cérebro permite controlar os movimentos involuntários ocasionados pela doença e promove longevidade e qualidade de vida ao parkinsoniano.

O hospital, que é referência na América do Sul para cirurgias de Parkinson da rede pública, conseguiu zerar a fila de pacientes com indicação para este tipo de implante.
Segundo o neurocirurgião José Osvaldo Oliveira, de 10% a 15% dos parkinsonianos tem indicação clínica para realizar o implante de eletrodo cerebral. "O critério é definido por uma equipe de neurologistas que avalia clinicamente quem deve se submeter ao procedimento", explica.
Os especialistas solicitam exames e aplicam questionários específicos com os pacientes. Entre as principais considerações está idade, ausência de demência, mínimo de cinco anos com diagnóstico da doença, nível de incômodos, entre outros. Após avaliação, o paciente é direcionado para realizar o implante de eletrodo ou outro tipo de procedimento.
HOSPITAL DO TRANSPLANTE
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2651
Jardim Paulista, São Paulo - SP
(11) 3170-6100
sau@htejz.spdm.org.br
Acesse o site da instituição
Fonte: Record R7.
Obs.: Trata-se de matéria jornalística. Não conheço o hospital.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Precisamos de uma "revolução coperniana" na área da saúde! (Lá!)

Movimento do Sol, a Terra e Marte de acordo com o heliocentrismo (esquerda) e para o geocentrismo (direita), antes da revolução de Copérnico, Galileu-newtoniano. Observe o movimento retrógrado de Marte à direita. Do amarelo, Sol; azul, a Terra; vermelho, Marte. (A fim de obter uma animação suave, presume-se que o período de revolução de Marte é exatamente 2 anos, em vez do tempo real, 1,88 anos). As órbitas são assumidos como circulares, no caso heliocêntrico. (De: http://en.wikipedia.org/wiki/Copernican_Revolution)

POR SARARIGGARE
29 de maio de 2014 ⋅ Eu compartilho meu aniversário com alguém muito famoso, eu diria que quase toda a gente no mundo sabe o nome dele. Pelo menos todos nós sabemos o seu trabalho, ou melhor, o resultado do seu trabalho. Nicolau Copérnico nasceu 498 anos antes de mim, mesmo dia, e, claro, seu trabalho mudou fundamentalmente a forma como vemos o mundo, literalmente. Acho que nossas semelhanças começam e terminam com o nascer no dia 19 de fevereiro.

Copérnico nasceu como o quarto filho de um comerciante prussiano e sua esposa e realmente ele era um filho do Renascimento. Ele tinha um doutorado em direito canônico e era também um médico, astrônomo, estudioso de clássicos, tradutor, governador, diplomata e economista (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Nicolaus_Copernicus).

Por volta da época de 1532, o trabalho de Copérnico resultou em um manuscrito intitulado De revolutionibus orbium coelestium (Sobre as Revoluções das Esferas Celestes), onde ele desafiou a antiga visão geocêntrica do universo.

A obra de Copérnico foi desenvolvida pelo nobre dinamarquês e astrônomo Tycho Brahe (conhecido por ter morrido como resultado de se recusar a violar a etiqueta, deixando um banquete para ir fazer xixi), o cientista alemão Johannes Kepler e Galileu Galilei cientista italiano. O livro Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, do latim para "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", muitas vezes referido como simplesmente o Principio pelo matemático inglês sir Isaac Newton confirmou a hipótese de Copérnico "meros" 155 anos depois de ter sido postulada.

Você provavelmente está se perguntando o que essa lição de história injustificada tem a ver com saúde? Bem, na minha opinião, a saúde está na extrema necessidade de uma revolução coperniana. Precisamos ir dos atuais paradigmas de cuidados de saúde-centrica, ao óbvio paradigma natural e para mim, centrada no paciente. "Mas", eu ouvi-lo dizer: "Certamente saúde já é e sempre foi colocar o paciente no centro das atenções". Claro, mas "o centro das atenções" não é o mesmo que estar centrado no paciente. Deixe-me dar um exemplo:

Um amigo meu passou algum tempo no hospital recentemente. Ele também tem Parkinson e desde que ele ficou doente, e de repente, ele não tinha seus medicamentos com ele no hospital. Se você sabe alguma coisa sobre o Parkinson, você sabe que os nossos medicamentos são o que nos fazem continuar, nos mantém em movimento, e sem eles, não seríamos capazes de funcionar muito bem.

Meu amigo tinha notificado as enfermeiras na enfermaria sobre o seu problema e disse-lhes que ele precisava ter seus medicamentos o mais rápido possível. Elas lhe disseram que iriam receber o que ele precisava, quando a farmácia do hospital abrisse às 10 horas da manhã seguinte. Na manhã seguinte veio e meu amigo lembrou as enfermeiras de sua necessidade. Foi-lhe dito que eles iriam receber seus medicamentos em devido tempo.

Meu amigo estava se tornando cada vez mais rígido e tentou dizer aos enfermeiros que ele realmente precisava de seus medicamentos. Neste ponto, ele provavelmente foi reconhecido como "mais um daqueles pacientes difíceis que pensam que sabem o nosso trabalho melhor do que nós", e durante todo o tempo ele foi ficando cada vez menos capaz de se mover a cada minuto. Quando uma enfermeira finalmente chegou com a medicação que ele precisava, ela tinha que colocá-los em sua boca quando ele não era mais capaz de fazer isso sozinho. Ele disse a ela para voltar em meia hora e ela se perguntou se ele iria realmente precisaria de mais medicação que em breve. Não, ele disse, eu quero que você veja o efeito essas drogas têm sobre mim. Ela voltou com um colega 45 minutos depois e o paciente que ela tinha deixado sem mesmo capaz de levar a mão à boca, agora estava sentado ereto em uma cadeira, com alegria de ler um jornal. Ele viu sua surpresa e disse "Você pode ver o que os medicamentos fazem por mim? Você entende agora por que eu preciso de minhas pílulas quando eu digo que eu preciso delas e não quando elas se adaptem a sua agenda?"

A transição de um sistema de saúde centrado para uma centrada no paciente não vai ser fácil, não mais do que a transição para uma visão heliocêntrica do mundo era.

Mas espero sinceramente que não vamos ter que esperar 155 anos para ser concluída! (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Riggare.
"Lá! Imagine aqui?"

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Saúde pública estadual / RS

Má gestão resulta em toneladas de medicamentos com data de validade vencida
Cerca de 60 toneladas de remédios pelo governo do Estado para atender a população desde 2005 não têm condições próprias para consumo

por Cleidi Pereira
05/05/2014 | Todos os meses, caixas de papelão recheadas com medicamentos vencidos formam uma pequena muralha no almoxarifado central da Secretaria Estadual da Saúde (SES), em Porto Alegre.

Colírios, sedativos, insulinas, cremes ginecológicos, suplementos alimentares, antivirais do tipo Tamiflu e até remédios para tratamento de câncer eram alguns dos itens que, no início de abril, estavam nas pilhas identificadas com placas de “prazo expirado” e “quarentena”, ou seja, prestes a vencer.

Entre 2005 e 2013, quase 60 mil quilos de remédios perderam a validade nos estoques do Estado. Comprados para atender a população carente, acabaram em aterros da Região Metropolitana.

Apenas o volume descartado nos últimos três anos significou prejuízo, em valores corrigidos, de R$ 13,2 milhões, conforme dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, junto à SES e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). O montante, que corresponde a 6% do total gasto pelo Estado na aquisição direta de medicamentos no ano passado, seria suficiente para comprar 88 ambulâncias.

Relatórios de auditorias do TCE, analisando os exercícios de 2010 e 2011, apontaram deficiências na gestão dos medicamentos como causa do desperdício. “Essa falta de controle tem início nas requisições de compra, envolvendo o gerenciamento de previsões, passando pela falta de acompanhamento e análise do estoque existente, até a inércia quanto à adoção de medidas que viessem a resguardar o dinheiro público, quer por meio da devolução, troca ou repasse, fazendo com que a despesa alcance seu objetivo, qual seja, o fornecimento de medicamentos, salvando vidas”, diz um trecho do relatório.

Auditores querem achar responsáveis

Os auditores sugeriram que fosse instaurada uma Tomada de Contas Especial, na tentativa de apurar o montante desperdiçado e apontar os responsáveis. Mas a medida depende do andamento de inspeção extraordinária na SES, já que os processos tramitam em conjunto.

– É difícil considerar que não haveria descarte nenhum. A questão é a quantidade descartada. Com certeza, como o relatório apurou, poderia haver melhoria. Uma quebra sempre vai existir, mas o ideal seria perto de zero – avalia o supervisor de Auditoria e Instrução de Contas Estaduais do TCE, Clayton Paim Moreira.

No almoxarifado, os remédios adquiridos pelo Estado ou repassados pelo Ministério da Saúde são divididos por setores e armazenados em gigantescas prateleiras. Por poucos metros, as pilhas não encostam no telhado metálico, que em dias quentes torna mais difícil a jornada dos 57 trabalhadores do local.

Sobra de um lado, mas falta do outro

A aposentada Virgínia Pereira de Campos, 53 anos, carrega na bolsa receitas datadas de outubro de 2013 e janeiro de 2014. Nos últimos meses, ela exercitou a paciência – uma virtude adquirida diante das limitações impostas pelo diabetes – ao peregrinar por postos de saúde em busca de dois medicamentos, a sinvastatina e a insulina regular.

Apesar da dificuldade de locomoção, Virgínia, que reside na zona sul da Capital, já esteve em três unidades de saúde desde o início do ano para obter a sinvastatina. Todas as vezes, a resposta dos atendentes era a de que o produto estava em falta.

No caso da insulina regular, no decorrer de um ano, a aposentada conta ter sido informada na unidade que frequenta, a Moradas da Hípica, de que a medicação deveria ser retirada em outro posto. Na tentativa de buscar o remédio em outro local, era mandada de volta para a unidade do seu bairro.

– Não posso ficar caminhando. Se caminho um pouco, logo estou morrendo de dor nos pés – diz.

Secretaria reconhece escassez de produto

Quando ZH conversou com a aposentada, em meados de abril, ela havia decidido que iria comprar a sinvastatina, após três meses de espera pela medicação. Virgínia resolveu insistir pela última vez, atendendo a um pedido da reportagem, que a acompanhou até a Unidade Básica de Saúde Moradas da Hípica. Passados alguns minutos, ela deixou o posto com caixas de medicamentos em mãos.

– Até a insulina regular me deram – ressaltou, acreditando que a presença da reportagem tenha contribuído para o atendimento da demanda.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, houve interrupção no fornecimento da sinvastatina, entre fevereiro e abril, por conta de um contratempo ocorrido no laboratório que repassa o produto. Quanto à insulina regular, a pasta nega que tenha havido problema no repasse do medicamento.

Jogo de empurra nas explicações

A desorganização nos estoques de medicamentos no Rio Grande do Sul se reproduz nas explicações do poder público para o desperdício de produtos.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) responsabiliza o Ministério da Saúde por boa parte da perda de remédios, e o ministério devolve a culpa para a pasta estadual, em um jogo de empurra.

A secretaria afirma que o governo federal envia mercadoria com prazo de validade curto ou em quantidade superior ao necessário para o Rio Grande do Sul. O repasse de excedente seria uma medida estratégica, para atender a programas como DST/Aids e Saúde da Mulher.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirma que manda aos Estados o montante solicitado pelas secretarias e que a remessa é acrescida de um volume extra – também definido pelas próprias pastas estaduais – destinado à formação de um estoque preventivo.

“Cabe destacar que compete às secretarias de Saúde a organização dos estoques, manutenção de condições adequadas de armazenamento e critérios corretos de descarte dos produtos. Todos os medicamentos enviados pelo ministério respeitam os critérios de validade e de qualidade dos produtos”, diz o Ministério da Saúde, em nota enviada a ZH.

Relação entre governo e judiciário tem falhas

O descompasso no setor público igualmente aparece na relação do governo estadual com o Judiciário. Segundo a diretora da Assistência Farmacêutica do Estado, Simone Pacheco do Amaral, o descarte de produtos também ocorre porque itens obtidos pelos cidadãos por via judicial não são retirados.

Ela explica que a Justiça obriga o Estado a comprar as medicações, mas, ao mesmo tempo, determina o bloqueio e repasse de parte do valor ao beneficiado para garantir o início imediato do tratamento. Como a secretaria não é avisada, adquire o fármaco e acaba ficando com excedente em estoque. Como são medicações específicas, o Estado tem dificuldades de fazer o remanejo.

Após os apontamentos do TCE, foi implantado inventário eletrônico mensal e criado um grupo para monitorar os prazos de validade e realizar o remanejo de estoques entre cidades. A secretaria também passou a não aceitar o recebimento de lotes de medicamentos com mais de 20% do prazo de validade transcorrido.

Os resultados dessas ações demoram para aparecer. Em 2013, o volume de produtos vencidos cresceu 64,3% em relação a 2012. Simone ressalta que o almoxarifado central recebeu R$ 608 milhões em medicações no ano passado, contra um total R$ 439 milhões em 2012.

Ela também explica que houve incremento de 16% na demanda judicial em 2013 – chegando a 60,7 mil usuários com tratamentos pagos pelo Estado após uma decisão da Justiça – e que 22% do valor em medicamentos vencidos no ano passado são referentes ao oseltamivir (tamiflu).

– O descarte sempre vai acontecer. O que se tem de fazer é estimular o uso racional. É uma questão de bom senso – diz Simone.

Sobre as condições precárias do almoxarifado – apontadas pelo TCE –, a SES informa que foram efetuadas melhorias na estrutura e que um projeto de climatização está em andamento.

AS EXPLICAÇÕES DA SECRETARIA

- Medicamentos são enviados pelo Ministério da Saúde com “prazo de validade curto”, o que aumenta “significativamente” o percentual de perda. Também são repassados itens em excesso, por uma questão estratégica, para atender programas como DST/Aids.

- Há necessidade de adquirir medicamentos para enfrentar possíveis epidemias, como o caso do H1N1.

- Usuários obtêm acesso ao tratamento por via judicial, mas acabam não retirando parte dos remédios porque a Justiça também determina o repasse direto de recursos aos beneficiados para a compra dos produtos.

- Havia déficit de farmacêuticos no almoxarifado central. Os profissionais passaram de três para 10 nos últimos quatro anos.

- A SES reconhece que havia “gestão deficitária” do almoxarifado central, que estava sob responsabilidade da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) até o ano passado. Agora, o setor está sob controle da pasta. Fonte: Zero Hora, com links, vídeo e gráficos.

sábado, 3 de agosto de 2013

Instituto Estadual do Cérebro realiza primeira cirurgia / RJ

02/08/13 - RIO - Inaugurado na última terça-feira, o Instituto Estadual do Cérebro realizou sua primeira cirurgia. O aposentado Paulo Roberto Nogueira Quintanilha, de 62 anos, morador de Cabo Frio e portador de Mal de Parkinson, foi submetido nesta quinta-feira a uma talamotomia estereotáxica, cirurgia complexa e inédita no serviço público. O procedimento foi realizado pelo diretor de neurocirurgia da unidade, Paulo Niemeyer Filho, e dará fim aos tremores no braço direito do aposentado que o assolavam há três anos. Paulo passa bem, já não apresenta mais tremores e tem alta prevista para a manhã desta sexta-feira. O aposentado já faz planos.

— Eu tinha uma vida normal. Gostava de pescar, sair, sempre trabalhei muito, até depois da aposentadoria. Os tremores começaram de leve e foram aumentando gradativamente. Isso me fez ficar sem autoestima, fez com que eu parasse de realizar as minhas atividades. Com a cirurgia, espero voltar a pescar, trabalhar, a fazer o que eu gosto sem deixar preocupar ninguém da minha família. O Instituto do Cérebro me fez ter esperanças nesses dias melhores e eu agradeço muito aos envolvidos — disse Paulo.

Até conhecer o médico Paulo Niemeyer, diretor de neurocirurgia do Instituto do Cérebro, Paulo foi avaliado por seis neurologistas e já estava perdendo as esperanças de acabar com os tremores. Assim que o atendimento ambulatorial começou a ser realizado no Instituto, Paulo, que já estava sendo atendido na Unidade de Pronto Atendimento de Cabo Frio, foi chamado para uma consulta na unidade. A esposa dele, a aposentada Marise Quintanilha, conta que os remédios que eram receitados pelos médicos surtiam efeito em um espaço muito curto de tempo e que quando Paulo viu a possibilidade de cirurgia, ficou com medo, mas topou o desafio.

— Os tremores aumentavam cada vez mais, deixando Paulo ansioso e sem vontade de sair de casa. Com esta cirurgia, estamos esperançosos e gratos pelo atendimento tão humanizado daqui do Instituto — comemora Marise.

O Instituto Estadual do Cérebro atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e é o primeiro centro voltado para o tratamento de doenças neurocirúrgicas do país. O projeto integral do Instituto Estadual do Cérebro recebeu quase R$ 80 milhões em investimentos em obras e equipamentos de última geração. O complexo que compreende o IEC e o Hospital Estadual Anchieta, no Caju, conta com 44 leitos de UTI e outros 56 de retaguarda (enfermaria) nesta primeira fase. Serão construídos ainda outros 100 novos leitos na segunda fase.

A nova unidade do Estado se dedica exclusivamente a casos cirúrgicos e terá técnicas inéditas na rede pública, incluindo a sala híbrida, que possibilita a realização de exame de ressonância magnética durante a cirurgia, com o paciente ainda na mesa de operação. Há também o primeiro Centro de Epilepsia do estado do Rio de Janeiro e UTI exclusiva do protocolo do AVC isquêmico. A previsão é realizar de 8 a 10 cirurgias por dia, garantindo assim uma das maiores produções do país neste tipo de procedimento.

Desde o dia 24 de junho, mais de 180 pacientes já foram atendidos no ambulatório da unidade e preparados para as cirurgias que começam no dia 1º. de agosto. A unidade vai concentrar o tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico, como tumores e doenças vasculares e degenerativas. Serão quatro centros cirúrgicos, dos quais dois terão capacidade de realizar cirurgias neuronavegacionais, operação menos invasiva feita por computador e espaço de fisioterapia que reproduz uma residência para a readaptação dos pacientes após AVCs. Fonte: Globo G1.
Atualmente esta cirurgia, que é irreversível, é usada somente de forma unilateral.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Rio ganha 1º hospital do SUS dedicado a cirurgias cerebrais

21/06/2013 - O Rio de Janeiro ganha na próxima segunda-feira o primeiro hospital público do país integralmente dedicado ao diagnóstico e tratamento de doenças cerebrais.

Foi criado com a meta de atender pacientes que hoje morrem ou ficam com sequelas pela falta ou precariedade de serviços de neurologia.

Com tecnologia de ponta, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer terá uma equipe de 18 neurocirurgiões e realizará até dez cirurgias diárias de retirada de tumores, aneurismas, epilepsia, doença de Parkinson e malformações congênitas.

O governo do Estado gastou R$ 72 milhões com as obras e equipamentos. O custeio anual previsto será de R$ 82 milhões. A administração ficará à cargo de uma OS (organização social).

O instituto tem quatro salas cirúrgicas inteligentes, com equipamentos de neuronavegação, que fazem mapeamento do cérebro e transmitem as imagens do local da lesão em tempo real.

Há também um centro cirúrgico híbrido, que terá uma ressonância para exames durante a operação. O aparelho entra por um trilho e depois volta para a sala ao lado.

"Hoje nem sempre conseguimos ver se retiramos todo o tumor. A gente fecha o paciente e só depois faz a ressonância. Se sobram resquícios, ele precisa ser operado de novo", diz Paulo Niemeyer Filho, diretor do instituto.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que desconhece a real demanda reprimida por cirurgias cerebrais, mas sabe que ela é grande.

"Nossa central de regulação está levantando os pacientes que esperam vagas nos hospitais universitários", diz o secretário Sérgio Côrtes.

Segundo ele, para que haja maior rotatividade dos leitos, os pacientes só serão internados quando todos os exames pré-operatórios estiverem prontos, e o doente clinicamente estável.

"Hoje, a taxa de suspensão de cirurgias por questões clínicas chega a 30%. Queremos reduzir para menos de 10%." Fonte: Folha de S.Paulo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

sábado, 13 de abril de 2013

Governo federal vai acelerar análise de patentes de medicamentos essenciais

29 de março de 2013 | Saúde. Drogas, equipamentos e outros produtos considerados 'de interesse público' ganharão prioridade na fila de processos do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que hoje leva uma média de nove anos para analisar pedidos de patente nessa área. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

Tomara que sejamos contemplados com a Rasagilina (Azilect) e a Rotigotina (Neupro),  já aprovados há anos na Europa e Estados Unidos. Aqui se  vêem navios. Podem aumentar nosso arsenal.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

SUS oferece cirurgia para portadores do Mal de Parkinson

Santa Casa São Paulo: 0800 167055

02/04/2013 - A cirurgia pode oferecer melhores condições ao pacientes portadores da doença. Nos hospitais particulares, a operação pode custar R$150 mil. Veja! Fonte: Record R7.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Governo assina 20 parcerias para produzir 19 remédios e duas vacinas

Três ministérios, 12 laboratórios públicos e 17 privados fecharam acordos.
Medicamentos são contra Aids, câncer, asma, hemofilia e outras doenças.

31/10/2012 - Os ministérios da Saúde, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior firmaram nesta quarta-feira (31), em Brasília, 20 parcerias para a produção nacional de medicamentos e vacinas que devem ser oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os acordos de transferência de tecnologia envolvem 17 laboratórios privados, como Baxter e Merck, e 12 públicos – todos no Nordeste –, que vão fabricar 19 remédios para 11 tratamentos diferentes, como câncer, asma, mal de Parkinson, doenças psiquiátricas, imunológicas (como a Aids) e sanguíneas (como a hemofilia, que dificulta a coagulação). (segue...) Fonte: Globo G1.
Editado com LibreOffice Writer

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Unicamp faz cirurgia para o tratamento do mal de Parkinson pelo SUS

SEXTA, 12/10/2012 - Entrevista com Elton Gomes da Silva, médico neurocirurgião, doutorando pela Universidade Estadual de Campinas. Fonte: CBN G1.