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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Lidar com o diagnóstico da doença de Parkinson

Jamais chute o balde!
June 06, 2013 - (…) "O pior dia da doença foi o dia em que fui diagnosticado. O melhor dia foi quando eu entendi que poderia fazer algo sobre isso. Ele me deu de volta a sensação de controle da minha vida, e algum poder ", relatou Phyllis, 63, no site. Essa atitude vai servir-lhe bem.

Quando o diagnóstico de Parkinson é feito, os pacientes muitas vezes experimentam de tudo, de choque, raiva e desespero para uma sensação de alívio pois os sintomas que pode ter vivido durante anos, finalmente tem um motivo e um nome. É importante procurar um médico quando os sintomas começam, porque é fácil de explicá-los como sinais típicos do envelhecimento.

Uma vez que o diagnóstico correto é feito, a melhor forma de tratamento procurar uma equipe multidisciplinar, com o apoio de um especialista em Parkinson, se possível, um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e assistente social. Pode haver a necessidade de psiquiatria e neurocirurgia também.

A doença de Parkinson não é considerada uma sentença de morte, mas os sintomas da doença pioram com o tempo e podem tornar a vida muito difícil.

Como Phyllis disse, às vezes tomar o controle é a melhor defesa. (segue..., original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Bangor Daily News.
O que é o controle? Para mim é jamais “chutar o balde ou o pau da barraca”!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dicas para viver melhor mesmo portando o Mal de Parkinson

Quinta, 04 Abril 2013 -   Sem cura, o Mal de Parkinson já acomete mais de 200 mil brasileiros, segundo a Associação Parkinson Brasília. Enquanto a ciência ainda busca tratamentos definitivos, muito já se pode fazer para atenuar os sintomas da doença sendo os mais comuns retardo do movimento, tremedeira, dificuldade para caminhar, se alimentar, vestir e até falar.
Segundo neurologistas, as limitações resultam de uma disfunção no cérebro, numa área do órgão responsável pelos movimentos. A alteração incide, principalmente, sobre a região dos chamados movimentos automáticos, aqueles que executamos sem pensar como andar, respirar ou levantar de uma cadeira.

Fisioterapeutas acreditam que desenvolver alguns hábitos e praticar regularmente exercícios simples pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Confira algumas dicas:

Origami
Em fases mais avançadas da doença, o paciente pode ter dificuldades em desenvolver a motricidade fina, que são os movimentos precisos, como abotoar uma camisa, escrever ou pegar coisas usando apenas dois dedos. A prática do origami estimula a motricidade e dá mais precisão aos movimentos, tornando essas atividades mais fáceis.

Ginástica facial
Outro fenômeno comum da doença de Parkinson é a perda de expressão facial, resultado da rigidez muscular. Exercícios como os da ginástica facial podem ajudar o paciente na recuperação dos movimentos das sobrancelhas ou boca.

Musculação
Fazer musculação durante por uma hora, duas vezes por semana, melhora a coordenação motora de pessoas com Parkinson. A atividade fortalece o músculo e melhora, por exemplo, a estabilidade na hora da caminhada. A postura também ganha alinhamento.

Exercitar a mente
O paciente com Parkinson pode apresentar problemas de memória e raciocínio. É importante trabalhar a mente com jogos, aulas de música e leitura, por exemplo. As atividades podem ser diárias e de acordo com a preferência ou aptidão do paciente. Fonte: Record R7.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quando você deve começar a terapia medicamentosa para a doença de Parkinson?

2013/01/03 - Uma das perguntas mais comuns que recebemos, tanto no fórum National Parkinson Foundation Ask the Doctor, e na Hot Line 1-800-4PD-INFO é "quando devo começar os medicamentos para a doença de meu Parkinson." Este mês a coluna “o que está quente em DP” incidirá sobre esta questão simples, mas extremamente importante.

O fator mais importante na iniciação dos medicamentos para um paciente individual é se os sintomas do Parkinson estão afetando a qualidade de vida, ou, alternativamente, se os sintomas estão afetando o desempenho do trabalho. Sintomas de Parkinson incômodos geralmente incluem questões motoras (tremor, rigidez, lentidão, andar e problemas de equilíbrio), e / ou questões não-motoras (depressão, ansiedade, disfunção sexual, outras questões). A maioria dos especialistas concorda que não há nenhum benefício em adiar a terapia medicamentosa se os sintomas incômodos aparecem, e pode haver riscos no atraso do tratamento, especialmente se resultar em instabilidade, quedas e fraturas.

Ao longo dos últimos 10-20 anos, o pensamento evoluiu sobre quando e como iniciar a terapia medicamentosa para a doença de Parkinson inicial. A maioria dos especialistas concorda que a dosagem da medicação e a periodicidade devem ser cuidadosamente monitorizados de forma a maximizar o controle dos sintomas potencialmente relacionados ao Parkinson. A recomendação de que os pacientes devam ser iniciados em agonistas da dopamina em vez de levodopa (Sinemet) desapareceu na última década, especialmente com o surgimento de transtornos do controle de impulsos por agonistas da dopamina e outros efeitos colaterais associados.

O melhor conselho que podemos oferecer aos pacientes com doença de Parkinson é não temer o tratamento, e especialmente não temer a terapêutica dopaminérgica. Sinemet e outras terapias de Parkinson não foram demonstrados como sendo tóxicos ou que acelerem a progressão da doença. Os dopaminergicos nunca "param de trabalhar", no entanto, podem precisar de ajuste ao longo do tempo. Se os sintomas da doença de Parkinson estão afetando a qualidade de vida, o desempenho no trabalho, ou se existe um risco de queda, o tratamento deve ser iniciado. Muitos profissionais vão começar com uma droga MAO-B (selegilina, rasagilina, selegilina solúvel, outros), mas os doentes de Parkinson devem estar cientes de que os efeitos sintomáticos da MAO-B são extremamente leves. É, de fato, rara a permanência nesta droga sem aquelas especificamente para Parkinson por qualquer período de tempo significativo. Agonistas de dopamina (ropinerole, o pramipexol, cabergolina, rotigotina, outros) e levodopa (Sinemet, Madopar) são ambos excelentes opções para a terapia da doença de Parkinson precoce. A escolha do agente deve, no entanto, considerar a visão médica abrangente do indivíduo (idade, co-morbidades, tipos de sintomas, história de doenças neurológicas / questões psiquiátricas) e a terapia nunca deve ser visto como uma "one size fits all" (n.t.: uma receita serve para todos). Finalmente, os pacientes devem lembrar que, se problemas de ansiedade, depressão e outros persistirem após o tratamento dopaminérgico, em seguida, a terapia antidepressiva também deve ser garantida.

Outras drogas, tais como a amantadina podem ser utilizadas no início da terapia da doença de Parkinson, no entanto a maioria dos médicos reserva a amantadina para o tratamento da discinesia que pode ou não ocorrer no curso da doença mais tardio. Os pacientes devem ter em mente que o exercício é como uma droga, e que a rotina diária é muitas vezes um grande suplemento a qualquer regime de medicação. Muitos profissionais esperam utilizar a terapia física, terapia ocupacional, terapia da fala na doença mais tarde, no entanto estas modalidades muitas vezes podem ser tratamentos poderosos quando empregados no início da doença. Finalmente, todos os pacientes com doença de Parkinson devem ter um clínico geral e um dermatologista envolvidos em seus cuidados. A razão para envolver "outros médicos" é porque com o tratamento de Parkinson adequado, eles serão muito mais propensos a encontrar dificuldades com outras doenças médicas (doenças do coração, câncer de próstata, câncer de mama, melanoma, etc). Melanoma ocorre mais freqüentemente em populações com doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: National Parkinson Foundation.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aposentado fabrica rádios 'do tempo da vovó' em oficina improvisada / Vilhena - RO

Os aparelhos 'de caixa' são fabricados em dois dias.
'Em qualquer caixa ele funciona e pega o mundo inteiro', afirma o inventor.

30/10/2012 - Numa época onde o rádio era o principal meio de comunicação do Brasil, Guider Zolinger, 74 anos, começou a fabricar artesanalmente aparelhos de rádios. São mais de 50 anos dedicados ao conserto e montagem de rádios. “Desde criança eu sonhava em ser inventor, ai comecei a consertar os rádios dos vizinhos, e fui me apaixonando pela profissão. Então, devagarzinho eu fui me aperfeiçoando, até chegar ao ponto de fabricar os meus próprios rádios”, relembra.

Com uma pequena oficina localizada nos fundos de sua casa, quando a saúde ajuda, ele confecciona um tradicional rádio de caixa, de amplitude modulada (AM). “O radio sempre salvou nossa vida, pois nos momentos mais difíceis que a gente atravessou eu recorria à fabricação do aparelho, vendia e conseguia sustentar a minha família”, conta. Guido tem Mal de Parkinson. (segue...) Fonte: Globo G1.
Editado com LibreOffice Writer

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Congresso reúne especialistas nacionais e estrangeiros para discutir as diversas práticas do Acompanhamento Terapêutico

23/10/2012 - Evento acontece em São Paulo, entre os dias 15 e 17 de novembro, com o tema Polifonia: as diversas vozes do AT (Acompanhamento Terapêutico). Além de conferências de renomadas personalidades, como a escritora e poetisa Adelia Prado, a filósofa Marilena Chaui e o psicanalista Gilberto Safra, o encontro terá mesas-redondas, debates, mini-cursos, comunicações orais, apresentação de pôsteres e oficina. As inscrições para apresentação de trabalhos estão abertas até o dia 7 de novembro. (segue...) Postado por sugestão de Katia Saisi. Fonte: Pluricom.
Editado com LibreOffice Writer

domingo, 10 de abril de 2011

Poucos terapeutas para tratar Parkinson
Domingo, 10 de Abril de 2011 - (...) "Há uma grande falta de técnicos especializados, ao nível dos cuidados e das terapias", afirma, sublinhando que as carências afectam sobretudo os utentes que vivem em zonas rurais. "Nas zonas urbanas, o acesso à primeira consulta é mais rápido, mas o acompanhamento numa consulta da especialidade nos hospitais demora seis meses".

Para um melhor diagnóstico da doença e para perceber de que forma afecta o País, a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson inicia amanhã, em parceria com a Direcção-Geral da Saúde, o primeiro estudo epidemiológico de avaliação da prevalência de Parkinson. Serão avaliadas cinco mil pessoas, com 50 ou mais anos. Numa primeira fase será feita uma avaliação em domicílios escolhidos aleatoriamente. A segunda fase consiste numa consulta com um neurologista, para confirmação dos casos a quem foi diagnosticada a doença ou que estejam a tomar medicação anti--parkinsónica. Amanhã assinala-se o Dia Mundial da Parkinson. Fonte: Correio da Manhã.pt.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Saúde mental / Novas terapias para o Mal de Parkinson
08/09/2010 - Doença incapacitante, que causa o aumento gradual de tremores, principalmente nas mãos; lentidão de movimentos; dificuldade de caminhar; perda de equilíbrio e rigidez muscular; o Mal de Parkinson é incurável. Mas os cientistas têm avançado na pesquisa de tratamentos com novos medicamentos e cirurgias. O tema foi discutido no XXIV Congresso Brasileiro de Neurologia, no Riocentro.  (...)

- A causa exata é indefinida, porém é provável que existam múltiplos fatores envolvidos, genéticos e ambientais. O diagnóstico é feito a partir da observação clínica, embora técnicas de mapeamento cerebral possam ser usadas, tais como o Datscan e o Petscan - explica Jenner.

Por enquanto, diz o pesquisador, é impossível prevenir ou evitar a progressão do Parkinson. Acredita-se que fármacos chamados inibidores de oxidase de monoamina, selegilina e rasagilina possam atuar contra o avanço da doença, mas são necessários estudos mais aprofundados.

Implante cerebral alivia sintomas
Segundo Jenner, a melhor maneira de tratar é controlando bem os sintomas e isso inclui a reposição com a droga levodopa, que se transforma em dopamina no cérebro, suprindo a falta desse neurotransmissor. Porém, como qualquer droga, quando tomada por muitos anos, ela produz efeitos colaterais ruins, como a piora de movimentos involuntários anormais. Fora a levodopa, há um grupo de drogas que alivia os sintomas.

Além dos fármacos, da fisioterapia, da fonoaudiologia e da terapia ocupacional, os médicos podem optar pela estimulação cerebral profunda, quando o paciente não responde aos fármacos dopaminérgicos e os tremores causam grande transtorno. O cirurgião faz um implante no cérebro (no globo pálido interno e no núcleo subtalâmico) semelhante a um marcapasso cardíaco para bloquear a sinalização cerebral responsável pelos tremores. Ela não cura, mas pode ser uma alternativa, ressalta Jenner:

- Acredito que drogas para atrasar ou interromper a progressão da doença sejam descobertas num futuro próximo. A terapia com células-tronco está em fase muito inicial e temos pelo menos dez anos de investigação básica antes de obter a fonte de células produtoras de dopamina, controlar seu crescimento e reprogramar o cérebro doente.  (segue...) Fonte: O Globo.