19 Mar, 2015 - A Bial apresentou esta quinta-feira os resultados de ensaios clínicos de fase III do medicamento Opicapone para Parkinson, que revelaram uma "diminuição significativa" do período de imobilidade dos doentes, estando o produto em análise pela Agência Europeia do Medicamento.
De acordo com a empresa, o estudo, que envolveu 600 pessoas de 106 centros, mostrou que a toma diária de 50 miligramas de Opicapone "levou a uma diminuição significativa (duas horas) do período `off-time`, que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes".
"O Opicapone vem oferecer uma nova esperança para médicos e pacientes. Estamos orgulhosos da estratégia de longo prazo que implementámos, focada na Investigação & Desenvolvimento, e no programa de inovação terapêutica que permitiu desenvolver esta nova terapia", disse, no comunicado, o presidente executivo da Bial, António Portela, sobre aquele que é o segundo produto de investigação da farmacêutica.
A Bial já investiu 200 milhões de euros no desenvolvimento do Opicapone, que está a ser trabalhado como "terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de eleição na terapêutica sintomática da doença de Parkinson".
Os dados do ensaio clínico foram hoje apresentados no 12.º Congresso Internacional sobre as doenças de Alzheimer e Parkinson e distúrbios neurológicos relacionados, em Nice.
O comunicado da empresa acrescentou ainda declarações do professor do Departamento de Neurologia e Farmacologia Clínica da Universidade de Lisboa Joaquim Ferreira, segundo quem "nos últimos 10 anos tem havido poucas opções de novos tratamentos para a doença de Parkinson e o Opicapone pretende dar resposta à necessidade de um inibidor COMT mais potente."
Parkinson é "uma doença crónica que afeta o sistema motor, ou seja, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha", segundo a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson. Fonte: RTP.pt.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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sexta-feira, 20 de março de 2015
quinta-feira, 18 de abril de 2013
BIAL vai vender no Japão o medicamento da BIAL contra Parkinson, o segundo fabricado em Portugal
QUINTA-FEIRA, 18 ABRIL 2013 - Pela primeira vez, a BIAL vai vender um medicamento no Japão. O Opicapone, tratamento para a doença de Parkinson, é o segundo fármaco desenvolvido em Portugal e o primeiro a ter uma licença para ser comercializado, em exclusivo, no terceiro maior mercado mundial.
A BIAL vai vender no Japão o Opicapone, o segundo medicamento patenteado e desenvolvido pelo laboratório nacional. O fármaco, destinado ao tratamento da doença de Parkinson, vai ser comercializado em exclusivo por uma empresa japonesa, na sequência de um contrato de licenciamento anunciado hoje pela BIAL.
“É um momento histórico, significativo e de grande satisfação para toda a equipa”, admitiu o presidente da BIAL, António Portela, justificando-se: “fomos capazes de criar e desenvolver um segundo medicamento de investigação própria, confirmando as nossas capacidades científicas e técnicas e criando confiança na sustentabilidade do nosso projeto de I&D”.
O laboratório, que já tinha criado o Zebinix (acetato de eslicarbazepina) para o tratamento da epilepsia, vai estrear-se a colocar um fármaco no terceiro maior mercado farmacêutico, apenas superado pelos EUA e pela União Europeia: dois mercados onde o Zebinix é comercializado.
A venda do Opicapone no Japão será assegurada pela farmacêutica ONO, que além do pagamento inicial terá de enviar prestações que variam consoante a performance comercial e o próprio desenvolvimento do medicamento. A principal área de atividade desta empresa japonesa é o desenvolvimento de medicamentos inovadores em áreas específicas, como acontece com a doença de Parkinson.
O Opicapone ainda está na fase III de ensaios clínicos, os testes confirmatórios que visam provar a eficácia, determinar a tolerabilidade e a segurança do futuro medicamento, sendo desenvolvido como terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de maior eficácia na terapêutica sintomática da doença de Parkinson, esclarece o comunicado da BIAL.
“Com a evolução da doença, os doentes de Parkinson desenvolvem o fenómeno ‘wearing off’ (deterioração de fim de dose), em que a duração do efeito da levodopa é diminuída. Para responder ao ‘wearing off’ é utilizada terapêutica adjuvante para manter ou aumentar o efeito da levodopa”, refere ainda a mesma nota.
Assim que terminem estes ensaios, o laboratório nacional irá avançar para o registro do fármaco junto das autoridades regulamentares para a posterior aprovação e introdução no mercado. Depois do licenciamento para o mercado japonês, a empresa vai focar-se em “encontrar os parceiros ideais para os EUA e a Europa”, revelou António Portela. Fonte: PT Jornal.pt.
A BIAL vai vender no Japão o Opicapone, o segundo medicamento patenteado e desenvolvido pelo laboratório nacional. O fármaco, destinado ao tratamento da doença de Parkinson, vai ser comercializado em exclusivo por uma empresa japonesa, na sequência de um contrato de licenciamento anunciado hoje pela BIAL.
“É um momento histórico, significativo e de grande satisfação para toda a equipa”, admitiu o presidente da BIAL, António Portela, justificando-se: “fomos capazes de criar e desenvolver um segundo medicamento de investigação própria, confirmando as nossas capacidades científicas e técnicas e criando confiança na sustentabilidade do nosso projeto de I&D”.
O laboratório, que já tinha criado o Zebinix (acetato de eslicarbazepina) para o tratamento da epilepsia, vai estrear-se a colocar um fármaco no terceiro maior mercado farmacêutico, apenas superado pelos EUA e pela União Europeia: dois mercados onde o Zebinix é comercializado.
A venda do Opicapone no Japão será assegurada pela farmacêutica ONO, que além do pagamento inicial terá de enviar prestações que variam consoante a performance comercial e o próprio desenvolvimento do medicamento. A principal área de atividade desta empresa japonesa é o desenvolvimento de medicamentos inovadores em áreas específicas, como acontece com a doença de Parkinson.
O Opicapone ainda está na fase III de ensaios clínicos, os testes confirmatórios que visam provar a eficácia, determinar a tolerabilidade e a segurança do futuro medicamento, sendo desenvolvido como terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de maior eficácia na terapêutica sintomática da doença de Parkinson, esclarece o comunicado da BIAL.
“Com a evolução da doença, os doentes de Parkinson desenvolvem o fenómeno ‘wearing off’ (deterioração de fim de dose), em que a duração do efeito da levodopa é diminuída. Para responder ao ‘wearing off’ é utilizada terapêutica adjuvante para manter ou aumentar o efeito da levodopa”, refere ainda a mesma nota.
Assim que terminem estes ensaios, o laboratório nacional irá avançar para o registro do fármaco junto das autoridades regulamentares para a posterior aprovação e introdução no mercado. Depois do licenciamento para o mercado japonês, a empresa vai focar-se em “encontrar os parceiros ideais para os EUA e a Europa”, revelou António Portela. Fonte: PT Jornal.pt.
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