por Roberto Carlos Miessa Coelho(*)
Então você entra na fila do banco. Se usa andador já ficam de olho em você. E se o andador for com rodinhas você certamente será o centro das atenções. A pessoas te olham com aquela cara de quem pensa:
Onde vai esse cara com essa bicicletinha de 3 rodas? Onde estão os pedais?
Ou ainda:
Será que ele está vendendo Yakult?
Já não basta os tremores e a marcha lenta que já chamam a atenção, tem que ter o andador com rodinhas pra polarizar as atenções.
Muito bem, a fila andou... A próxima senha a ser chamada será a sua... Começa a preparação psicológica para evitar o freezing ao acender a luz com seu número de senha.
Na cabeça, inicia-se o momento de tensão máxima.
A sensação é de estar no grid de largada de uma prova de fórmula um. Ao seu lado Mc Larens, Lótus, Willians aceleram seus motores nervosamente e você também acelera firme seu Gol 1.0.
Luz vermelha! Em segundos vai acender a luz verde...
Respiro, respiro... Fundo porra! Respira fundo pulmão do cacete! Relaxa porque a porra da luz vai acender e eu não vou cair, NÃO VOU CAIR...
Acendeu a luz com meu número de senha! Calmo... Relaxo e dou o passo pra frente... Aí neste exato momento, mentalmente o pé foi... Só que não...
Foi... Foi a merda do pé que grudou no chão... E não sai...
Nessa milésima parcela de tempo passa pela minha cabeça um porrilhão de possibilidades, enquanto em câmara lenta, mais lenta ainda... Não! Muito, muito, muito mais lenta, afinal eu tenho Parkinson, inicia-se a queda...
O chão é o meu destino... Tá ali... Ao alcance do joelho ou da mão... Quem chegar primeiro...
Na cabeça que não pára, já vão pintando as desculpas para dar às outras pessoas da fila, pela queda...
“Que interessante a textura desse piso! Alguém ai na fila sabe onde tem pra comprar?”
“Nossa! Furou o pneu da frente do andador”...
O andador começa a ir para frente e para trás devido à força que eu faço para manter aquela merda estável.
O movimento sugestivo faz uma periguete da fila, olhar para mim com aquela cara de topo sim. Que horas e onde?
E a queda se inicia...
Olho para os lados procurando algo para me segurar e o que vejo é um carrinho de cafezinho que a servente vai começar a servir para os funcionários. Instintivamente me agarro ao carrinho que vem junto comigo em câmera lenta.
Xícaras, pires e colherinhas começam um balet mágico no ar... Lindo de se ver...
A duas garrafas térmicas, daquelas enormes compradas pelo contínuo na sua ultima viagem de turismo, nas suas férias a Ciudad Del Este, começam a queda com maestria. Uma delas dá uma pirueta no ar e vem vindo, ultrapassando as xícaras, ultrapassando os pires e as colherinhas, seguida pela outra garrafa e quando finalmente tocam o chão o café está servido para todos nós, clientes ou não, NO CHÃO.
A seguir um tilintar de xícaras se despedaçando, pires rodando sem parar no chão... Quando finalmente a última colherinha toca o chão, algum gaiato grita no final da fila:
Orrrra! Bebaço a esta hora???
Todos olham para mim, que morto de vergonha pergunto a todos:
Alguém anotou a placa do carrinho de café?
(*) publicado pelo autor no facebook.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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domingo, 19 de abril de 2015
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
A (in) competência da Saúde Pública
A seguir apresenta-se, a quem ainda não usa o facebook, texto do Roberto Coelho, e posteriores comentários acerca de sua tentativa junto ao SUS, para implantar dbs. O grupo no qual o texto e comentários estão contidos é o Doença de Parkinson. Clique sobre para ampliar.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Páginas da internet dividem informações sobre doenças com humor e leveza
16/03/14 - (...) Válvula de escape
Para o escritor Roberto Coelho, de 58 anos, contar sua relação com o Mal de Parkinson na internet o fez “encontrar a paz”. Desde os 15 anos, ele já apresentava sintomas da doença. O diagnóstico veio uma década mais tarde.
— Na época, meu filho tinha menos de 1 ano. Ficava imaginando como seria o futuro dele com o pai sofrendo de uma doença degenerativa. Tive uma depressão muito forte — lembra Roberto, autor do blog “Parkinson Limonada”, cujo slogan é “A vida lhe dá limões? Faça uma limonada!”: — Ler o que eu coloco no blog me dá o prazer de olhar para trás e ver que fiz várias coisas, por mais que tenha limitações. (segue...) Fonte: Globo G1.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Um cara, uma bicicleta e doença de Parkinson / Canadá ou, o Roberto Coelho canadense.
Wednesday, February 26, 2014 - Alguns dias, sua esposa tem que lhe vestir. Alguns dias, suas pernas estão tão duras que ele não pode andar. Alguns dias, ele está muito cansado para sair da cama.
Depois, há os bons dias. Os dias em que tudo o que ele precisa é que a sua mulher afivele seu cinto e amarre os seus sapatos. É quando ele pode fazer um passeio de bicicleta de 50 km. Quando a determinação lhe permite caminhar até a Niagara Gorge. Ou andar de Denis Morris, até Burleigh Hill, em sua casa no sul Thorold.
Ele nunca sabe como o dia vai ser até que ele acorde pela manhã.
Mike Gretzinger, 50 anos, tem a doença de Parkinson, uma desordem cerebral que afeta a quantidade de dopamina, uma substância química que transmite sinais nervosos no cérebro. O movimento é controlado por dopamina. E quando as células que produzem dopamina morrem ou são danificadas, os sintomas de Parkinson aparecem.
Ele toma medicação para controlar os sintomas, mas, mesmo assim, eles podem variar de dia para dia. Ele tem dificuldade para caminhar, às vezes ele tem que dizer conscientemente a si mesmo - o pé esquerdo, - o pé direito. Seu pé esquerdo arrasta como se estivesse puxando o peso de um bloco de cimento. Seu braço esquerdo e perna tremem. Seus músculos são duros e rígidos, alguns dias piores que outros. Quando ele está cansado, ele murmura. Ele às vezes se esquece de palavras, não pode encadear pensamentos e luta com o planejamento de seu dia.
Em um dia ruim, sua esposa, Gerry, pode ver em seu rosto. Um espaço em branco drenado de expressão. Como se ele estivesse usando uma máscara. Seu braço esquerdo se enrola apertado contra o peito.
Em sua bicicleta, ele encontra a liberdade.
Em sua bicicleta, o mal de Parkinson de alguma forma fica para trás.
As barras do punho estão em uma posição confortável. Ele tem um equilíbrio perfeito. E se uma perna tem dificuldade de pedalar, a outra compensa.
Neste verão, ele está saindo em uma nova aventura.
Mike está montando uma bicicleta para aumentar a conscientização sobre o Parkinson.
Ele vai pedalar 1,2 mil quilômetros de Calgary, Alberta, para Fort Langley, British Columbia. Em pouco mais de 50 km por dia, ao longo das estradas interiores e a Trans Canada Highway, que vão fazê-lo percorrer trecho de cerca de 18 dias para ser concluído. Ele vai no seu próprio ritmo. Em seus próprios termos. Ele vai montar uma barraca durante a noite. E ao longo do caminho, ele vai blogar, tirar fotos e vídeo de sua jornada, e criar uma apresentação multimídia sobre um cara, uma bicicleta e Parkinson.
Ele sorri com a idéia. "Vai ser uma aventura", diz ele.
Ele estabeleceu uma meta $ 7.500 de angariação de fundos (ele precisa de tudo, desde uma bicicleta, equipamento de camping, à alimentação e vôo) e levantou cerca de US $ 3.200. Sua campanha termina no dia 4 de março, mas não antes de Rolf Schefold, seu ex- professor de culinária no Kernahan Parque Escola Secundária, que prepara-lhe uma festa de angariação de fundos, com chili e música, nesta sexta-feira, 28 de fevereiro a partir das 06:00.
O passeio será educativo. "Parkinson não é apenas doença em que tremem idosos", diz ele.
E pessoal. "Só para provar a mim mesmo que eu posso fazer isso", diz ele.
"Eu quero ver o que eu ainda posso fazer por minha conta. "
Os sintomas de Mike começaram há 13 anos, aos 37 anos de idade.
Quando a idade média de início é de 60, qualquer coisa antes dos 40 anos é considerada de início precoce e reflete cerca de 5-10 por cento das pessoas diagnosticadas.
Tudo começou com uma sensação de dormência nas pernas. Às vezes, uma simples caminhada no shopping me levava a sentir como se fosse uma subida extenuante até uma colina. Ele consultou de oito médicos em seis anos. Eventualmente, em seus primeiros 40 anos, ele foi diagnosticado com Parkinson.
Nesse meio tempo, ele foi forçado a deixar seu emprego em uma cozinha comercial. Era época de Natal, e ele estava tendo dificuldade em manter o ritmo. Ele pegava alguma coisa. " E eu me sentiria pura dor no meu lado, como se alguém estivesse tentando rasgar minhas costelas para fora ", diz ele.
Ele começou a cozinhar em uma casa de repouso regional, em seguida, há oito anos, tornou-se professor de culinária com o Conselho Escolar Niagara Distrito Católica. Seus alunos têm servido jantares de Natal peru quentes para 800 através do Exército da Salvação. Eles montados 2.000 caixas almoço para a diretoria da escola. E eles tomam regularmente em produtos dos agricultores e da comunidade através do jardim de comer, e transformá-lo em refeições para Projeto Compartilhar.
Mike é um tipo de cara discreto. Um organizador. Fora dos holofotes.
Desta vez, é tudo sobre ele.
Ele já estava pensando em um passeio de bicicleta há alguns anos. Mas neste Natal, ele conseguiu o empurrão final. Jonny Stevens, um homem com Parkinson que tinha sido um amigo do Facebook, morreu em seus 30 anos. Mike pensou: " Talvez eu devesse estar fazendo alguma coisa. "
Então, ele começou uma página no Facebook - Viver com Parkinson - É aprovado nós vamos mexer com isso. Disse às pessoas sobre sua idéia do passeio de bicicleta. E pensou consigo mesmo: "Se eu tivesse 101 pessoas como ele em uma semana, eu vou fazer o passeio." Ele teve isso em 18 horas.
"Está dando-lhe um incentivo", diz Gerry. "Está fazendo-o levantar-se e ir embora."
Mike não sente pena de si mesmo. E o passeio vai ajudar os outros, tanto quanto ele vai ajudar a si mesmo.
"Se eles pudessem me curar, ótimo. Se não, não é o fim do mundo para mim." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Niagara Falls Review.ca.
Depois, há os bons dias. Os dias em que tudo o que ele precisa é que a sua mulher afivele seu cinto e amarre os seus sapatos. É quando ele pode fazer um passeio de bicicleta de 50 km. Quando a determinação lhe permite caminhar até a Niagara Gorge. Ou andar de Denis Morris, até Burleigh Hill, em sua casa no sul Thorold.
Ele nunca sabe como o dia vai ser até que ele acorde pela manhã.
Mike Gretzinger, 50 anos, tem a doença de Parkinson, uma desordem cerebral que afeta a quantidade de dopamina, uma substância química que transmite sinais nervosos no cérebro. O movimento é controlado por dopamina. E quando as células que produzem dopamina morrem ou são danificadas, os sintomas de Parkinson aparecem.
Ele toma medicação para controlar os sintomas, mas, mesmo assim, eles podem variar de dia para dia. Ele tem dificuldade para caminhar, às vezes ele tem que dizer conscientemente a si mesmo - o pé esquerdo, - o pé direito. Seu pé esquerdo arrasta como se estivesse puxando o peso de um bloco de cimento. Seu braço esquerdo e perna tremem. Seus músculos são duros e rígidos, alguns dias piores que outros. Quando ele está cansado, ele murmura. Ele às vezes se esquece de palavras, não pode encadear pensamentos e luta com o planejamento de seu dia.
Em um dia ruim, sua esposa, Gerry, pode ver em seu rosto. Um espaço em branco drenado de expressão. Como se ele estivesse usando uma máscara. Seu braço esquerdo se enrola apertado contra o peito.
Em sua bicicleta, ele encontra a liberdade.
Em sua bicicleta, o mal de Parkinson de alguma forma fica para trás.
As barras do punho estão em uma posição confortável. Ele tem um equilíbrio perfeito. E se uma perna tem dificuldade de pedalar, a outra compensa.
Neste verão, ele está saindo em uma nova aventura.
Mike está montando uma bicicleta para aumentar a conscientização sobre o Parkinson.
Ele vai pedalar 1,2 mil quilômetros de Calgary, Alberta, para Fort Langley, British Columbia. Em pouco mais de 50 km por dia, ao longo das estradas interiores e a Trans Canada Highway, que vão fazê-lo percorrer trecho de cerca de 18 dias para ser concluído. Ele vai no seu próprio ritmo. Em seus próprios termos. Ele vai montar uma barraca durante a noite. E ao longo do caminho, ele vai blogar, tirar fotos e vídeo de sua jornada, e criar uma apresentação multimídia sobre um cara, uma bicicleta e Parkinson.
Ele sorri com a idéia. "Vai ser uma aventura", diz ele.
Ele estabeleceu uma meta $ 7.500 de angariação de fundos (ele precisa de tudo, desde uma bicicleta, equipamento de camping, à alimentação e vôo) e levantou cerca de US $ 3.200. Sua campanha termina no dia 4 de março, mas não antes de Rolf Schefold, seu ex- professor de culinária no Kernahan Parque Escola Secundária, que prepara-lhe uma festa de angariação de fundos, com chili e música, nesta sexta-feira, 28 de fevereiro a partir das 06:00.
O passeio será educativo. "Parkinson não é apenas doença em que tremem idosos", diz ele.
E pessoal. "Só para provar a mim mesmo que eu posso fazer isso", diz ele.
"Eu quero ver o que eu ainda posso fazer por minha conta. "
Os sintomas de Mike começaram há 13 anos, aos 37 anos de idade.
Quando a idade média de início é de 60, qualquer coisa antes dos 40 anos é considerada de início precoce e reflete cerca de 5-10 por cento das pessoas diagnosticadas.
Tudo começou com uma sensação de dormência nas pernas. Às vezes, uma simples caminhada no shopping me levava a sentir como se fosse uma subida extenuante até uma colina. Ele consultou de oito médicos em seis anos. Eventualmente, em seus primeiros 40 anos, ele foi diagnosticado com Parkinson.
Nesse meio tempo, ele foi forçado a deixar seu emprego em uma cozinha comercial. Era época de Natal, e ele estava tendo dificuldade em manter o ritmo. Ele pegava alguma coisa. " E eu me sentiria pura dor no meu lado, como se alguém estivesse tentando rasgar minhas costelas para fora ", diz ele.
Ele começou a cozinhar em uma casa de repouso regional, em seguida, há oito anos, tornou-se professor de culinária com o Conselho Escolar Niagara Distrito Católica. Seus alunos têm servido jantares de Natal peru quentes para 800 através do Exército da Salvação. Eles montados 2.000 caixas almoço para a diretoria da escola. E eles tomam regularmente em produtos dos agricultores e da comunidade através do jardim de comer, e transformá-lo em refeições para Projeto Compartilhar.
Mike é um tipo de cara discreto. Um organizador. Fora dos holofotes.
Desta vez, é tudo sobre ele.
Ele já estava pensando em um passeio de bicicleta há alguns anos. Mas neste Natal, ele conseguiu o empurrão final. Jonny Stevens, um homem com Parkinson que tinha sido um amigo do Facebook, morreu em seus 30 anos. Mike pensou: " Talvez eu devesse estar fazendo alguma coisa. "
Então, ele começou uma página no Facebook - Viver com Parkinson - É aprovado nós vamos mexer com isso. Disse às pessoas sobre sua idéia do passeio de bicicleta. E pensou consigo mesmo: "Se eu tivesse 101 pessoas como ele em uma semana, eu vou fazer o passeio." Ele teve isso em 18 horas.
"Está dando-lhe um incentivo", diz Gerry. "Está fazendo-o levantar-se e ir embora."
Mike não sente pena de si mesmo. E o passeio vai ajudar os outros, tanto quanto ele vai ajudar a si mesmo.
"Se eles pudessem me curar, ótimo. Se não, não é o fim do mundo para mim." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Niagara Falls Review.ca.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Um poema. "Roubado" do Roberto Coelho, publicado no FB
por Roberto Coelho
Um anjo polaco que se chama Claudia...
Quem pode entender melhor o que você sente em relação à doença?
Quem sabe o quanto é difícil quando você entra em off?
Quem é que sabe os horários dos seus remédios?
Quem é que segura a qualquer custo, uma queda sua?
Quem é que vê sua vida mudando, com novas adaptações acontecendo e se emociona?
Quem é que apesar da emoção escondida, tem sempre um sorriso nos lábios?
Quem é forte o bastante para te manter firme e afastar o teu desânimo?
Quem é compreensivo na justa medida, quando você muda de humor de repente?
Quem é que tem claro que você não é a doença?
Quem é que te defende com garras e dentes em qualquer situação?
Quem é que sabe a hora certa de falar?
Quem é que sabe a hora certa de calar?
Quem é que sabe respeitar o seu silêncio?
Quem é que avalia o tamanho da sua dor?
Quem ama cuida!
Quem ama se enternece...
Quem ama sabe...
Quem ama, ama...
Assim simples...
Um anjo sem asas...
Pousou na minha vida...
Para sempre e pelas outras vidas,
as que foram e as que virão
terça-feira, 15 de outubro de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Parkinson – por que eu?
do facebook de Roberto Coelho em 24/05/2013
Uma questão que, acredito eu, todos que recebem o diagnóstico de Doença de Parkinson fazem é – “porque isso está acontecendo comigo, eu não mereço essa doença”.
Acho compreensível e perfeitamente aceitável, afinal muitas mudanças e adaptações virão a seguir. Tudo que se faz a partir dai passa a ser mais lento, o que é natural na doença.
O primeiro passo a ser dado nesse árduo caminho é aprender a aceitar. No início do tratamento, eu tinha 25 anos de idade, era quase um garoto, confesso que busquei incessantemente a cura para a doença.
Estive em todos os ramos de religião. Passei por terreiros de Umbanda, busquei no Espiritismo, na Igreja Católica, nas Evangélicas, enfim foi uma verdadeira peregrinação em busca de cura. A cada nova possibilidade, vinha a seguir uma decepção.
Porque eu fiz isso? Porque imaginava que não fosse “justo” eu ter a doença. Porque eu não aceitava. Aquilo não poderia ser comigo. Minha própria família agia como se aqueles sintomas que eu apresentava fossem coisa da minha cabeça. Assim fui acumulando decepção após decepção, até um momento que percebi que aquela busca só estava me fazendo mal. O caminho deveria ser outro. Mas qual?
A questão tornou-se verdadeiramente espiritual, ao menos para mim.
Sabemos que com exceção dos ateus, todos nós acreditamos em uma Força Organizadora de tudo que existe, a que alguns chamam Deus, outros Jeová, outros ainda o conhecem por Oxalá, Buda e assim por diante... Não importa o nome que se dá, a Força Organizadora é a mesma. Eu não tenho a menor dúvida que nascemos nesse mundo com o objetivo de aprimoramento espiritual.
Lembrando a música de Sting da banda The Police, que tem o título - “We are spirits in a material world”, que traduzindo significa “Somos espíritos em um mundo material”, posso afirmar que o sentido de estar aqui neste planeta, é meramente evolutivo. Em outras palavras – nascemos na Terra para aprender, para através das experiencias vividas aqui, durante nossa breve passagem, nos tornarmos em essência melhores.
Posso afirmar também pela minha experiência de vida, que as lições mais difíceis que aprendemos, tem um valor maior como aprendizado. Quanto mais dura é a fase que estamos passando na vida, maior é a lição contida nela. Isso de uma certa forma foi colocado pela Igreja Católica com o jargão “o sofrimento santifica”, que na minha opinião não é bem isso. Ao invés disso, eu diria que as lições mais duras da vida, são as mais valiosas.
Com esse exercício de reflexão, colocado de forma ultra resumida aqui, porque foi para mim um processo que levou anos para que eu entendesse, consegui mudar a minha ótica a respeito da doença.
Passei a pensar na dimensão do que estava e estou vivendo. E mais, percebi o quanto minha missão neste planeta é especial.
Conviver com a Doença de Parkinson, realmente não é para qualquer um. É preciso muita força, muita determinação, muita paciência e principalmente conseguir dar o primeiro passo nessa escola – aceitar a doença e conviver o mais pacificamente possível com ela. Ressalto que aceitação é muito diferente de “resignação”.
Portanto o importante, na minha modesta opinião, é buscar a compreensão de qual é o ensinamento, ou ensinamentos, que estão por trás disso.
Pode acreditar, tudo tem um lado bom, absolutamente tudo, até mesmo Parkinson. É só começar a procurar...
Bom dia!
Uma questão que, acredito eu, todos que recebem o diagnóstico de Doença de Parkinson fazem é – “porque isso está acontecendo comigo, eu não mereço essa doença”.
Acho compreensível e perfeitamente aceitável, afinal muitas mudanças e adaptações virão a seguir. Tudo que se faz a partir dai passa a ser mais lento, o que é natural na doença.
O primeiro passo a ser dado nesse árduo caminho é aprender a aceitar. No início do tratamento, eu tinha 25 anos de idade, era quase um garoto, confesso que busquei incessantemente a cura para a doença.
Estive em todos os ramos de religião. Passei por terreiros de Umbanda, busquei no Espiritismo, na Igreja Católica, nas Evangélicas, enfim foi uma verdadeira peregrinação em busca de cura. A cada nova possibilidade, vinha a seguir uma decepção.
Porque eu fiz isso? Porque imaginava que não fosse “justo” eu ter a doença. Porque eu não aceitava. Aquilo não poderia ser comigo. Minha própria família agia como se aqueles sintomas que eu apresentava fossem coisa da minha cabeça. Assim fui acumulando decepção após decepção, até um momento que percebi que aquela busca só estava me fazendo mal. O caminho deveria ser outro. Mas qual?
A questão tornou-se verdadeiramente espiritual, ao menos para mim.
Sabemos que com exceção dos ateus, todos nós acreditamos em uma Força Organizadora de tudo que existe, a que alguns chamam Deus, outros Jeová, outros ainda o conhecem por Oxalá, Buda e assim por diante... Não importa o nome que se dá, a Força Organizadora é a mesma. Eu não tenho a menor dúvida que nascemos nesse mundo com o objetivo de aprimoramento espiritual.
Lembrando a música de Sting da banda The Police, que tem o título - “We are spirits in a material world”, que traduzindo significa “Somos espíritos em um mundo material”, posso afirmar que o sentido de estar aqui neste planeta, é meramente evolutivo. Em outras palavras – nascemos na Terra para aprender, para através das experiencias vividas aqui, durante nossa breve passagem, nos tornarmos em essência melhores.
Posso afirmar também pela minha experiência de vida, que as lições mais difíceis que aprendemos, tem um valor maior como aprendizado. Quanto mais dura é a fase que estamos passando na vida, maior é a lição contida nela. Isso de uma certa forma foi colocado pela Igreja Católica com o jargão “o sofrimento santifica”, que na minha opinião não é bem isso. Ao invés disso, eu diria que as lições mais duras da vida, são as mais valiosas.
Com esse exercício de reflexão, colocado de forma ultra resumida aqui, porque foi para mim um processo que levou anos para que eu entendesse, consegui mudar a minha ótica a respeito da doença.
Passei a pensar na dimensão do que estava e estou vivendo. E mais, percebi o quanto minha missão neste planeta é especial.
Conviver com a Doença de Parkinson, realmente não é para qualquer um. É preciso muita força, muita determinação, muita paciência e principalmente conseguir dar o primeiro passo nessa escola – aceitar a doença e conviver o mais pacificamente possível com ela. Ressalto que aceitação é muito diferente de “resignação”.
Portanto o importante, na minha modesta opinião, é buscar a compreensão de qual é o ensinamento, ou ensinamentos, que estão por trás disso.
Pode acreditar, tudo tem um lado bom, absolutamente tudo, até mesmo Parkinson. É só começar a procurar...
Bom dia!
sábado, 19 de maio de 2012
A montanha
Um alento para os que sofrem da Doença de Parkinson. (7:33)
Dá-lhe Roberto!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
sábado, 31 de julho de 2010
Roberto Coelho chega a Porto Alegre
| Milton, Hugo e Roberto |
| Roberto e Telmo Reis |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
ROBERTO COELHO VENCE TERCEIRA ETAPA DO TOUR/DESAFIO Recebido no trevo da via expressa que liga a Br-101 a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, por uma escolta da PM/SC e da PRF, formada por patrulheiros em possantes motos, Roberto Coelho cumpria mais uma etapa do desafio "Faça uma limonada".
terça-feira, 13 de julho de 2010
Byke de Curitiba até Porto Alegre
A viagem de Roberto Coelho (PcP 55-30) terá 7 etapas, com início previsto para o próximo dia 26:
" 1 – Curitiba (PR) / Joinville (SC)
Distância aproximada de 142 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Joinville, por volta das 16 horas.
2 – Joinville (SC) / Camboriu (SC)
Distância aproximada de 100 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Camboriu, por volta das 14 horas.
3 – Camboriu (SC) / Paulo Lopes (SC)
Distância aproximada de 122 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Camboriu, por volta das 15 horas.
4 – Paulo Lopes (SC) / Criciuma (SC)
Distância aproximada de 134 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Criciuma, por volta das 16 horas.
5 – Criciuma (SC) / Torres (RS)
Distância aproximada de 95 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Torres, por volta das 14 horas.
6 – Torres (RS) / Santo Antonio da Patrulha (RS)
Distância aproximada de 126 km pela BR 101, BR 290 e Rodovia Cristóvão B. de Abreu. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Santo Antonio da Patrulha, por volta das 15 horas.
7 – Santo Antonio da Patrulha (RS) / Porto Alegre (RS)
Distância aproximada de 82 km pela BR 290. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Porto Alegre, por volta das 13 horas.
Quilometragem total cerca de 800 km."
fonte: blog do Roberto Coelho
http://www.parkinsonlimonada.blogspot.com/
A viagem de Roberto Coelho (PcP 55-30) terá 7 etapas, com início previsto para o próximo dia 26:
" 1 – Curitiba (PR) / Joinville (SC)
Distância aproximada de 142 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Joinville, por volta das 16 horas.
2 – Joinville (SC) / Camboriu (SC)
Distância aproximada de 100 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Camboriu, por volta das 14 horas.
3 – Camboriu (SC) / Paulo Lopes (SC)
Distância aproximada de 122 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Camboriu, por volta das 15 horas.
4 – Paulo Lopes (SC) / Criciuma (SC)
Distância aproximada de 134 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Criciuma, por volta das 16 horas.
5 – Criciuma (SC) / Torres (RS)
Distância aproximada de 95 km pela BR 101. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Torres, por volta das 14 horas.
6 – Torres (RS) / Santo Antonio da Patrulha (RS)
Distância aproximada de 126 km pela BR 101, BR 290 e Rodovia Cristóvão B. de Abreu. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Santo Antonio da Patrulha, por volta das 15 horas.
7 – Santo Antonio da Patrulha (RS) / Porto Alegre (RS)
Distância aproximada de 82 km pela BR 290. A saída está prevista para as 7 horas da manhã e a previsão de chegada a Porto Alegre, por volta das 13 horas.
Quilometragem total cerca de 800 km."
fonte: blog do Roberto Coelho
http://www.parkinsonlimonada.blogspot.com/
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