Assim é apresentado no display do “data logger” o fim da vida útil da bateria do marcapasso cerebral.
Significa o retorno dos sintomas do parkinson devido à baixa carga da bateria, que emite pulsos de potência insuficiente para controlar a doença.
Imagine a situação para quem tem 15 anos de diagnóstico, como eu.
Por isso vou ter que reduzir as atividades até que seja feita a troca, ou seja, abrir o peito, tirar o velho Activa PC, plugar um novo Activa RC (espero que seja recarregável, se a Unimed não complicar) e costurar.
Mas sem mistérios. Já tive 2 Kinetras e um Activa PC. Agora vou para o quarto aparelho. Teria sido mais econômico para mim e para a Unimed se esta tivesse autorizado o recarregável da última vez. Veja nas Etiquetas "end of life".
[ ]'s a todos.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 4 de agosto de 2012
A Unimed me venceu
Amigos,
tentei, tentei, e não consegui a bateria recarregável para o meu dbs.
Estar numa situação, por 2 semanas, em que 1 metro parece ter 1 quilometro, não conseguir caminhar sem bengala, falar sem babar, me entupir de levodopa, e outra mazelas parkinsonianas, me simplificou, me fez mole e desistir do meu pleito.
A Unimed nunca negou o Activa da Medtronic, no entanto, pseudo espertamente só catalogou o Activa PC, não recarregável. O Activa RC, recarregável, não existe no catálogo deles. Este era o que queria, para adiar as trocas de marca-passo para cada 9 anos. Assim isto será feito dentro dos próximos 4 anos.
A estratégia "deles" (plano de saúde de má fé, criminoso, ...) é aguardar que eu morra neste intervalo de 4 anos e não lhes dê mais "prejuízo". Com isto eles se livrariam de mim. É um plano de curto prazo.
Ocorre que vou me cuidar e viver até os 80, conviver e morrer com Mr Parkinson. Nessa estratégia eles terão que me pagar mais 5 marca-passos e mais 5 cirurgias de troca. Isso sairá mais caro financeiramente do que 2 trocas por recarregável e 2 cirurgias.
Teria que pagar a diferença e cobrar judicialmente. E provar por A + B a superioridade do recarregável que reside apenas neste fato em si, pois os aparelhos são iguais. E ouvir deles que nunca negaram o marca-passo. Mas o barato vai sair caro p'rá eles. Infelizmente p'rá mim também.
Creio que até a próxima troca a ficha deles tenha caído e passem a ceder o recarregável.
Enfim... Na 2a feira (06/08), as 16:00 h, em Porto Alegre - RS, Hospital Moinhos de Vento, anestesia geral, abro o peito, tiro o velho Kinetra descarregado, implanto o Activa PC e fecho. Terça feira volto com bateria nova! Depois é a via-crucis para regulagem.
Agradeço a atenção, apoio e carinho de minha esposa Marília, de meus filhos Felipe e Júlia, de Luciano Lutz (meu advogado), Alexandre e Telmo Reis (meus neurocirurgiões).
[ ]'s a todos
H u g o
tentei, tentei, e não consegui a bateria recarregável para o meu dbs.
Estar numa situação, por 2 semanas, em que 1 metro parece ter 1 quilometro, não conseguir caminhar sem bengala, falar sem babar, me entupir de levodopa, e outra mazelas parkinsonianas, me simplificou, me fez mole e desistir do meu pleito.
A Unimed nunca negou o Activa da Medtronic, no entanto, pseudo espertamente só catalogou o Activa PC, não recarregável. O Activa RC, recarregável, não existe no catálogo deles. Este era o que queria, para adiar as trocas de marca-passo para cada 9 anos. Assim isto será feito dentro dos próximos 4 anos.
A estratégia "deles" (plano de saúde de má fé, criminoso, ...) é aguardar que eu morra neste intervalo de 4 anos e não lhes dê mais "prejuízo". Com isto eles se livrariam de mim. É um plano de curto prazo.
Ocorre que vou me cuidar e viver até os 80, conviver e morrer com Mr Parkinson. Nessa estratégia eles terão que me pagar mais 5 marca-passos e mais 5 cirurgias de troca. Isso sairá mais caro financeiramente do que 2 trocas por recarregável e 2 cirurgias.
Teria que pagar a diferença e cobrar judicialmente. E provar por A + B a superioridade do recarregável que reside apenas neste fato em si, pois os aparelhos são iguais. E ouvir deles que nunca negaram o marca-passo. Mas o barato vai sair caro p'rá eles. Infelizmente p'rá mim também.
Creio que até a próxima troca a ficha deles tenha caído e passem a ceder o recarregável.
Enfim... Na 2a feira (06/08), as 16:00 h, em Porto Alegre - RS, Hospital Moinhos de Vento, anestesia geral, abro o peito, tiro o velho Kinetra descarregado, implanto o Activa PC e fecho. Terça feira volto com bateria nova! Depois é a via-crucis para regulagem.
Agradeço a atenção, apoio e carinho de minha esposa Marília, de meus filhos Felipe e Júlia, de Luciano Lutz (meu advogado), Alexandre e Telmo Reis (meus neurocirurgiões).
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H u g o
sábado, 27 de junho de 2009
End of life
Esta madrugada teve o fim da vida da bateria de meu dbs, Kinetra bi-lateral. Durou 2 anos e 8 meses, tendo ficado 24 horas por dia ligado. Até a troca vou ficar fora do ar, i.é. sem vida. Espero seja breve...P.S.: A bateria está realmente no EOL (end of life), como indica o dispositivo programador. Como está fraquíssima de carga, possivelmente tenha ficado mais suscetível ao campo magnético do colchão Kenko Patto (contra indicado para portadores de marca-passo e pessoas em tratamento de hemodiálise) e desligou, tendo perdido toda memória dos padrões de estimulação (polarização dos eletrodos, voltagem, largura de onda e freqüência). Tentei religar com o imã fornecido, mas como perdeu a memória, não ligou. Exige fornecimento do serial number.
Como resta pouquíssima bateria, para contornar o problema até receber uma nova e poupar o pouco que ainda resta dela, estou com o eletrodo do lado esquerdo do cérebro (lado menos prejudicado pelo Parkinson) desligado, estando pouco estimulado o lado direito do cérebro (baixa voltagem: 2,5 volts) para minorar da maneira possível o desconforto causado pela doença e prolongar, também, dentro do possível, a vida da bateria.
Já aumentei a dosagem do l-dopa (Prolopa 4 X 250 mg), mantenho biperideno (Akineton 3 X 2 mg) e amantadina (Mantidam 2 X 100 mg). Acrescentei Stalevo 2 X 150 mg. Agradeço ao Dr Telmo Reis a atenção recebida em seu consultório hoje no fim da manhã, início da tarde deste sábado.
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