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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Biometria é arma na compreensão da doença de Parkinson

Ter, 16 de Abril de 2013 - Um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), que pretende ampliar a compreensão sobre a doença de Parkinson, entrou em fase final na última semana e mostrou que pode ter resultados promissores. Com a ajuda de um sensor em forma de caneta, denominado caneta biométrica BiSP (sigla para Biometric Smart Pen), a pesquisa espera acompanhar a evolução de pacientes.

E como isso será feito? Graças à tecnologia disponibilizada pelo equipamento, o estudo poderá esquadrinhar os detalhes de movimentos manuais voluntários de pacientes com Parkinson, além de acompanhar a evolução dos movimentos, as respostas aos tratamentos e traçar um comparativo com dados de pessoas consideradas saudáveis.

No último mês de março, o pesquisador e professor da Universidade de Regensburg, Christian Hook, que foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da caneta BiSP, esteve presente no Brasil para acompanhar o estudo dos alunos da FMB. Segundo a responsável por planejar a pesquisa, a professora Silke Weber, do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, a precisão dos testes com o equipamento chega a 99%.

"Após três anos de muito trabalho, estamos colhendo bons frutos e dando passos importantes em nosso processo de internacionalização. Além disso, conseguimos integrar profissionais de diferentes áreas (Medicina, Computação e Engenharia) na própria Unesp e até de outras instituições, inclusive do exterior, nos segmentos de graduação, pesquisa e pós-graduação", descreve Silke.

Desenvolvido desde outubro de 2010, o estudo é o primeiro do mundo a propor uma análise longitudinal, ou seja, uma observação periódica da motricidade daqueles que são afetados pelo Parkinson. Essa abordagem só é possível devido à existência de um ambulatório específico para a doença dentro do Hospital Universitário da Unesp, o que permite o retorno periódico dos pacientes.

Como funciona a BiSP

O projeto da caneta BiSP utiliza a tecnologia de biometria, que mede e identifica as características de uma pessoa de forma única, como ocorre com os leitores de impressão digital de íris. No caso do estudo com o Parkinson, a ideia é que a caneta capte as singularidades da assinatura dos pacientes, já que todos escrevem de forma diferente.

Após a identificação das assinaturas, programas de inteligência artificial de um sistema de reconhecimento gráfico classificam o sinal de entrada, comparando esse com uma base de dados armazenados. A partir daí, são reconhecidas as semelhanças e diferenças, que possibilitam uma análise mais detalhada da evolução dos pacientes. Fonte: IdMed.br.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estudo sobre Parkinson obtém bons resultados

Quinta, 04 de abril de 2013 - Pesquisa internacional tem participação da Medicina/Unesp

Entrou na fase final e com resultados promissores projeto de pesquisa, realizado na Faculdade de Medicina (FM) da Unesp, Câmpus de Botucatu, que pretende ampliar a compreensão sobre a doença de Parkinson com ajuda de um sensor em forma de caneta.

Com a ajuda do equipamento, denominado caneta biométrica BiSP, o estudo se propõe a esquadrinhar as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes com a doença, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.

Em março deste ano, o professor Christian Hook, pesquisador da Universidade de Regensburg e responsável pelo desenvolvimento da BiSP (sigla para Biometric Smart Pen) esteve na FM acompanhado dos alunos Martin Mauerer e Roman Adamczyk, da mesma instituição. Com a participação dos convidados, os resultados, perspectivas e novas etapas desse estudo foram apresentados recentemente em um workshop e um curso de pós-graduação realizados na Faculdade de Engenharia da Unesp de Bauru.

De acordo com a professora Silke Weber, do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FM/Unesp, responsável pelo planejamento da pesquisa, a precisão dos testes realizados com ajuda da caneta tem atingido índices de até 99% de acerto.

“Após três anos de muito trabalho, estamos colhendo bons frutos e dando passos importantes em nosso processo de internacionalização. Além disso, conseguimos integrar profissionais de diferentes áreas (Medicina, Computação e Engenharia) na própria Unesp e até de outras instituições, inclusive do exterior, nos segmentos de graduação, pesquisa e pós-graduação ”, afirma professora Silke.

O estudo, que conta com financiamento do Ministério de Ciência e Pesquisa da Alemanha e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), está em andamento na Faculdade de Medicina de Botucatu desde outubro de 2010. É o primeiro do mundo a propor uma analise longitudinal com o aparelho, ou seja, a avaliação periódica da motricidade de pacientes de Parkinson. Devido à existência de um ambulatório específico para a doença no Hospital Universitário de FMB/Unesp, os pesquisadores podem contar com o retorno periódico dos pacientes (o que é mais complicado na Alemanha) para acompanhar e medir seu desenvolvimento com respeito ao comportamento motor fino.

O projeto da caneta BiSP desenvolve-se dentro da biometria. Ou seja, para medir características de uma pessoa de modo a identificá-la de forma única, assim como os leitores de íris e das digitais. No caso, a ideia era captar as singularidades da assinatura de alguém, já que todos escrevem diferentemente, e usar o sistema para segurança de dados e acesso. Daí, através de programas de inteligência artificial, o sistema, então, “aprende” a classificar um sinal de entrada, ou seja, compara este com sua base de dados armazenados e reconhece quais as semelhanças e diferenças.

O sistema de reconhecimento gráfico pode ser utilizado para a identificação de assinaturas (aplicação prática, por exemplo, na assinatura eletrônica). Neste projeto foi desenvolvida uma sequência de figuras que o paciente desenha, independente de sua fluência na escrita.

Professor Arthur Oscar Schelp, do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da FMB/Unesp, responsável pelo ambulatório que atende pacientes com Parkinson no Hospital das Clínicas da FMB, é também um dos colaboradores do projeto. Fonte: Plantão News.

domingo, 2 de setembro de 2012

Estudo busca revolução em tratamento

domingo, 2 de setembro de 2012 - A doença de Mal de Parkinson é doença crônica, neurodegenerativa, sem cura, em que o tratamento visa basicamente o controle dos sinais e sintomas da patologia. A maior prevalência se encontra em faixas etárias mais elevadas, mas pessoas jovens também podem desenvolvê-la. Até o momento, as pesquisas sobre sua etiologia demonstram um forte fator genético e outras causas vêm sendo estudadas.

Em busca de revolucionar o tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente, uma pesquisa internacional através da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista – UNESP de Botucatu e Faculdade de Ciências da Informação e Matemática, da Universidade de Regensburg da Alemanha, está em andamento no país, buscando diagnóstico precoce da doença, como também avaliar a alteração motora do paciente, tudo através de um biosensor(caneta biométrica) que avalia os movimentos do paciente.

A pesquisa tem como principais responsáveis, o acadêmico do 6º ano do curso de Medicina da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Carlos Alberto dos Santos Filho, a Drª. Silke Anna Theresa Weber (responsável pela pesquisa - medicina/UNESP) e o Profº. Christian Hook (Chefe do grupo de pesquisa da Universidade de Regensburg/Alemanha). A equipe do estudo pioneiro ainda conta com neurologistas brasileiros, como Dr. Arthur Schelp (neurologista, chefe do ambulatório de doenças do movimento do HC/UNESP), Luiz Antônio Resende (neurologista, chefe do serviço de eletroneuromiografia do HC/UNESP), Thais Veloso (aluna do 4º ano de medicina - UNESP), e outros pesquisadores e colaboradores (brasileiros e alemães). A pesquisa ainda tem o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha.

Em entrevista ao O Regional, o acadêmico Carlos Alberto dos Santos Filho, explicou que o projeto trata-se de um estudo pioneiro, única pesquisa no mundo em andamento com o uso do biosensor. “Trata-se de um estudo clínico prospectivo para avaliação de padrões de alteração dos movimentos distais dos membros superiores com distúrbios do movimento (nesta pesquisa, particularmente, na avaliação de pacientes com Doença de Parkinson)”.

COMO SURGIU?
O estudo é desenvolvido na Universidade de Regensburg, há cinco anos e no Brasil, desde outubro de 2010, vem sendo testado em pacientes voluntários. Os pesquisadores usam um modelo matemático para a análise de movimento fino (pressão, movimento horizontal e vertical, rotação, estabilidade) através de um biosensor Biometric Smart Pen BiSP (um tipo de Support Vector Machine, cada vez mais importante dentro da medicina)

“Este biosensor tem formato semelhante a uma caneta e permite a aquisição de dados direto no sensor e uma transmissão com ou sem fio para um computador. O software analisa o padrão de cada componente de movimento dentro de uma média de normalidade e o grau de desvio. Há menos de cinco biosensores no mundo e apenas dois deles em exercício, os que estão conosco no Brasil”, explica Carlos Alberto.

Segundo ele, este equipamento tem sido utilizado unicamente no Brasil para avaliação de sua possível utilização no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com certos distúrbios motoros, como a D Parkinson.

A coleta de dados clínicos e medições do biosensor são realizadas no ambulatório de distúrbios do movimento do HC/UNESP em Botucatu-SP, com todos os pacientes voluntários e com sua assinatura em Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), com a aprovação prévia do projeto pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina. Participaram do estudo ao todo 84 pessoas, sendo 36 pacientes com diagnóstico de Parkinson (grupo I) e 48 pessoas sem distúrbio de movimento (grupo controle). O estudo se iniciou no final de 2010, com a primeira execução em outubro de 2010, e tem previsão de conclusão no final de 2013.

Os dados biométricos são avaliados pela equipe de matemática aplicada da Universidade de Regensburg através de análise computacional. Neste primeiro momento, não há mais inclusão de pacientes, apenas medições de realizações dos pacientes já cadastrados.

Em 2011, a equipe da Unesp (Carlos Alberto Filho e Drª. Silke Weber) esteve na Alemanha para avaliar o andamento da pesquisa com seus resultados parciais, tanto da parte médica quanto da parte da avaliação computacional, como também para planejar e delinear a efetuação das próximas etapas do projeto. Além dos brasileiros, estavam presentes na reunião o Profº Chrintian Hook e mais três alemães.

PESQUISA NA PRÁTICA
A pesquisa é composta por dois grupos de pacientes: um grupo com pacientes com diagnóstico de D Parkinson (grupo Parkinson) e um grupo de participantes sem distúrbios do movimento (grupo controle). O acompanhamento longitudinal dos pacientes com D Parkinson, com retornos trimestrais para novas medições, objetivam: avaliar a detecção de alterações motoras finas em pacientes com D Parkinson, através do biosensor BiSP,avaliar se há correlação entre o diagnóstico clínico e o do biosensor BiSP nos pacientes com D Parkinson, avaliar se medidas repetidas do biosensor BiSP permitem detectar possíveis flutuações nos pacientes e avaliar se medidas repetidas permitem indicar a dosagem ideal da medicação.

De acordo com Carlos Alberto, o estudo que continua em andamento tem apresentado elevado poder de identificação do distúrbio motor, conforme proposto na metodologia do projeto.

“A expectativa é de que isso venha contribuir no diagnóstico precoce e no acompanhamento com um refinamento maior da dosagem dos tratamentos em determinados distúrbios motores (como a D Parkinson), para oferecer, de forma ampla, uma qualidade de vida melhor e um controle mais efetivo da doença nos pacientes acometidos”, conclui.

Os bons resultados obtidos até o momento os animam para a aplicação do biosensor em outras patologias que cursem com alteração de motricidade.

Aos interessados em obter mais informações sobre a pesquisa e estudo realizado pela equipe, pode entrar em contato direto com o acadêmico Carlos Alberto Santos Filho através do e-mail (carlos_casf@me.com). Fonte: O Regional.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sensor pode revolucionar tratamento de Parkinson

quinta, 30 agosto 2012 - O mesmo medicamento para controle de Mal de Parkinson vem sendo usado há 40 anos. Como se não bastasse o pouco avanço na descoberta de novos tratamentos, o SUS distribui livremente medicamentos, para o tratamento de labirintite, que seriam os maiores causadores da doença: a Cinarizina e a Flunarizina. O neurologista Pedro Miranda, de Cuiabá, alerta que ambos conseguem bloquear um neurotransmissor muito importante chamado, dopamina, que é essencial na modulação do humor, razão pela qual é comum em pacientes que usam esses “remédios” desenvolverem depressão e Parkinson.

“Acontece que é o mais barato no mercado, aí acaba sendo distribuído indiscriminadamente pelo próprio SUS”, conta. O médico reconhece que as pesquisas sobre o Mal Parkinson avançaram muito, mas que ainda há muitas dúvidas a serem respondidas.

Enquanto isso, pessoas como aposentado Wilson Schaustz, 65 anos, vivem sem expectativa de cura. Ele, que mora em Cuiabá, descobriu a doença há 14 anos. Logo em seguida começou a fazer o tratamento. Hoje ele faz fisioterapia regularmente no Centro de Reabilitação Dom Aquino Correa, porém os exercícios apenas ajudam a não piorar o seu quadro de saúde. “A fisioterapia não deixa a doença evoluir”, observa o paciente, que sobrevive por conta de alguns medicamentos que controlam a tremedeira, porém não aliviam muito as dores. Disciplinado, Wilson faz acompanhamento com neurologista a cada três meses, nutricionista todos os meses, cardiologista a cada seis meses e psicólogo uma vez por mês.

Por conta do Mal de Parkinson ele possui uma degeneração progressiva. Sente dor muito forte nas costas e a respiração também é prejudicada. Ele tem um lado do corpo que treme mais do que o outro, já sofreu um derrame que teria sido provocado pela doença, sua alimentação é controlada e enfrenta dificuldades para andar. Dia 10 de setembro vai passar por uma consulta em São Paulo. “Eu tenho toda a assistência aqui em Cuiabá, porém sei que a doença não tem cura”, diz, praticamente conformado com o seu futuro.

O neurologista Pedro Miranda, que tem se especializado em Mal de Parkinson e atende regularmente pacientes do Centro de Reabilitação Dom Aquino Correa, acompanha todos os avanços que ocorrem no tratamento da doença e observa que as últimas evoluções se devem aos conhecimentos na área da genética humana.

“Sabe-se hoje que existe uma predisposição hereditária. Isso quer dizer que quem tem casos na família deve ficar atento aos quatro sintomas como diminuição dos movimentos, rigidez, quedas frequentes e o mais conhecido, o tremor. E ao contrário do que se pensa, avalia Pedro Miranda, os tremores não são o principal sintoma. Somente a metade dos pacientes apresenta a tremedeira. Outra coisa é que até mesmo a melhor instituição de diagnóstico tem um índice de erro de 15%”, conta o neurologista.

Caneta pode revolucionar tratamento
Uma pesquisa realizada em forma de cooperação multidisciplinar entre a Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu (SP) e a Faculdade de Ciências da Informação e Matemática, da Universidade Regensburg, na Alemanha, poderá também facilitar o diagnóstico precoce e ajudar em estudos dos estágios iniciais do Mal de Parkinson, dos efeitos da medicações e da evolução dos sintomas motores. Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, o acadêmico do 6º ano de Medicina da Unesp, Carlos Alberto dos Santos Filho, um dos responsáveis pelo estudo, explica que a pesquisa consiste em testar uma caneta biométrica inteligente denominada BISP (Biometric Smart Pen) criada pelo físico alemão Christian Hook.

Na fase inicial, realizada durante 2011 e concluída em março passado, os sinais captados pela caneta inteligente durante as tarefas motoras permitiram que um programa de inteligência artificial “aprendesse” a reconhecer portadores da doença.

Carlos Alberto conta que há menos de cinco canetas semelhantes no mundo e apenas dois deles em exercício, que são os utilizados no Brasil. “Este equipamento tem sido utilizado unicamente no Brasil para avaliação de sua possível utilização no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com certos distúrbios motoros, como a doença de Parkinson”, frisa o pesquisador, observando que a coleta de dados clínicos e medições do biosensor são realizadas no ambulatório de distúrbios do movimento do Hospital das Clínicas da UNESP. Os dados biométricos são avaliados pela equipe de matemática aplicada da Regensburg University através de análise computacional. Fonte: CircuitoMT.