Mostrando postagens com marcador quinurenina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quinurenina. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de abril de 2013

Proteína fundamental em doenças neurodegenerativas “fotografada” por portugueses

Descoberta pode ajudar a desenvolver fármacos que combatam doenças como a Alzheimer, Parkinson ou a coreia de Huntington.

11/04/2013 - Chama-se KMO, o diminutivo em inglês para o nome quinurenina 3-monoxigenase, uma proteína importante no desenvolvimento de várias doenças neurodegenerativas. Agora, uma equipa internacional com participação portuguesa conseguiu radiografar a estrutura da proteína, o que pode ajudar a encontrar um composto que iniba a KMO e ajude a combater estas doenças.

O estudo foi publicado esta quarta-feira na edição online da revista Nature.

A KMO é uma enzima que é produzida nas células imunitárias do cérebro e poderá estar associada a um processo de inflamação. A actividade desta enzima produz compostos que têm um efeito negativo no sistema nervoso e fazem parte do processo neurodegenerativo de doenças como a Alzheimer, a coreia de Huntington ou a Parkinson.

“A inibição da actividade da KMO leva à melhoria de sintomas relevantes em modelos de levedura, da mosca-do-vinagre ou de ratinhos”, lê-se no início do artigo, cujo primeiro autor é a investigadora portuguesa Marta Amaral, que esteve na Universidade de Manchester como doutoranda e agora se encontra no Instituto de Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Tiago Outeiro, do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, é outro dos autores do artigo.

A equipa liderada por Nigel Scrutton, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, conseguiu tirar uma fotografia tridimensional desta proteína através da técnica de cristalografia por raio-X. Desta forma, ficou a conhecer a forma da proteína. Este dado é importante porque agora é possível saber onde se ligam as substâncias que inibem a KMO.

Já se conhecem algumas moléculas inibidoras desta proteína. A UPF 648 é especialmente eficaz. Mas não atravessa a barreira hematoencefálica – que impede que a grande maioria das partículas no sangue de passerem para o cérebro, onde poderiam causar danos irreversíveis.

Como os cientistas sabem agora a região da KMO que é inibida, podem procurar no banco de compostos moléculas suficientemente pequenas que atravessem a barreira hematoencefálica e que tenham o desejado efeito inibitório da enzima.

“A nossa investigação mostrou com detalhe a estrutura molecular da enzima, agora é possível procurar novos químicos inibidores da KMO que sejam capazes de atravessar a barreira entre o sangue e o cérebro. Isto dá-nos esperança para desenvolvermos novas terapias químicas que combatam doenças neurodegenerativas como a coreia de Huntington, a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson”, diz Nigel Scrutton em comunicado. (com foto) Fonte: Publico.pt.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Encontrado! Culpado por tumor cerebral

24 October 2011 - SYDNEY - Cientistas identificam um culpado que permite que os tumores cerebrais sobrevivam e cresçam.

Uma equipe internacional identificou o papel fundamental desempenhado pela kynurenine, subproduto do metabolismo do aminoácido triptofano, no crescimento do tumor cerebral, são relatórios da revista Nature.

A descoberta oferece uma esperança de novo medicamento para tratamento de gliomas, o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral em adultos e crianças. O tempo de sobrevida dos pacientes é inferior a um ano.

Gilles Guillemin, professor associado com a Universidade de New South Wales, disse que a descoberta poderia levar à uma terapêutica viável para uma série de condições.

Essas condições incluem a doença de Alzheimer, doenças do neurônio motor, esclerose múltipla e doença de Parkinson, segundo um comunicado da New South Wales.

Um medicamento oral capaz de bloquear as enzimas levando à produção de kynurenine está em desenvolvimento. Ele poderá estar disponível para testes clínicos dentro de poucos anos, disse Guillemin. (em inglês) Fonte: Khaleej Times.ae.