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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cérebro em repouso oferece pistas para Parkinson, Alzheimer

PET capta sinais claros de avaria nas redes neurológicas
REDE As varreduras do cérebro revelam a parte do cérebro que é ativa (vermelho mostra mais atividades; azul mostra menos), quando as pessoas não estão pensando em nada em particular. Em pessoas saudáveis (acima), estas áreas coordenadas do cérebro são chamadas de rede no modo padrão. Mas em pessoas com a doença de Parkinson leve a moderada (abaixo), uma nova rede, anormal, assume. P. SPETSIERIS ET AL/ PNAS 2015, ADAPTED BY S. EGTS
FEBRUARY 9, 2015 - As redes de regiões cerebrais que estão ativas quando o cérebro está em repouso - não pensando nada em particular - diferem entre pessoas saudáveis e aquelas com doença de Alzheimer ou de Parkinson, segundo um novo estudo.

As medições de quanta glicose as células cerebrais consomem revelam como atua uma rede de descanso importante, chamada de rede de modo padrão, e perde rapida e continuamente a atividade em pessoas com doença de Alzheimer, relatam os investigadores em 09 de fevereiro na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências. Em contraste, a rede permanece praticamente intacta durante as fases iniciais da doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Science News.

terça-feira, 23 de abril de 2013

PET/CT: Atividade da micróglia na Doença de Parkinson indica Demência?

por *Luiz Alexandre V. Magno

22 APRIL 2013 - A doença de Parkinson (DP; ou mal de Parkinson) é uma doença crônica e progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios produtores de dopamina localizados nos gânglios da base cerebral, os quais regulam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Classicamente, a DP é caracterizada clinicamente por três alterações motoras: tremor de repouso, bradicinesia (início vagaroso dos movimentose) e rigidez. No entanto, a comunidade científica tem revelado recentemente novas características clínicas da doença. Uma das mais proeminentes é que a DP não é meramente uma doença de ordem motora. Por exemplo, cerca de 80% dos pacientes que sobrevivem por pelo menos 20 anos com a doença desenvolvem algum tipo de demência. A demência no paciente com Parkinson (também referida como Parkinson’s disease dementia ou PDD) é caracterizada principalmente por déficits na memória de curto prazo, atenção e em funções executivas e visoespaciais.

Infelizmente, as alterações patológicas a nível cerebral que aumentam a susceptibilidade do paciente com DP ao aparecimento simultâneo de demência ainda permanecem desconhecidas. Sobre este aspecto, uma hipótese recém sugerida é que as células microgliais estão anormalmente ativadas no paciente DP, o que pode levar ao desenvolvimento de um estado de inflamação crônica no cérebro ou neuroinflamação. Normalmente, a micróglia desempenha a importante função de defesa imunológica dos neurônios contra patógenos invasores. Porém, a ativação crônica da micróglia também pode levar a lesão progressiva do tecido cerebral devido a intensa produção e liberação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, citocinas e quimiocinas por estas células. O aumento da expressão da proteína TSPO é um dos parâmetros para medir o nível relativo de ativação da microglial. A expressão da TSPO no cérebro humano pode ser realizada través de PET (tomografia de emissão de pósitrons) utilizando o marcador [11C](R)PK11195.

Recentemente, pesquisadores do Imperial College London (Reino Unido) (1) compararam o nível de ativação da micróglia entre pacientes portadores da doença de Parkinson que progrediram ou não à demência e indivíduos saudáveis (grupos PD, PDD, saudáveis, respectivamente). Além do estudo sobre a micróglia, o grupo de pesquisadores também avaliou os níveis da proteína beta-amilóide e o metabolismo de glicose através de PET (utilizando os marcadores [11C]PIB e [18F]FDG, respectivamente). Os autores do estudo encontraram um aumento significativo da ativação da micróglia nos cíngulos anterior e posterior, estriado, e nos córtices frontal, parietal, temporal e occipital de pacientes PDD em comparação com os sujeitos saudáveis (Figura 1). Embora menos pronunciado que os indivíduos PDD, os pacientes PD também apresentaram um aumento estatisticamente significativo na ativação da micróglia nos córtices parietal, temporal e occipital. Ambos PDD e PD possuíram uma redução no metabolismo de glicose no cíngulo posterior e córtices temporal, parietal e occipital. Assim como para o nível de ativação de micróglia, a redução do metabolismo de glicose foi relativamente mais pronunciada em pacientes PDD em comparação com os PD. Pacientes PDD e PD demonstraram apenas um aumento marginal da expressão da proteína beta-amilóide em comparação com o grupo saudável.

Por enquanto,  nenhum tratamento eficaz está disponível para evitar a progressão da PDD. Para uma estratégia de tratamento eficaz, é importante entender, por exemplo, o impacto da neuroinflamação sobre a função cerebral e os aspectos clínicos da doença. Os resultados deste estudo corroboram que, de fato, a ativação da micróglia pode desempenhar uma proeminente função na patologia da DP. Importantemente, as alterações observadas parecem ser restritas a determinadas regiões cerebrais. Este achado pode ser amplamente explorado no intuito de desmascarar a relevância da ativação focal da micróglia na DP. Como os autores encontraram que tal aumento de ativação microglial ocorreu de forma significativa em pacientes com ou sem demência, isto pode sugerir que a neuroinflamação pode ser um fenômeno precoce na DP que pode surgir mesmo antes do início da demência e persistir com o avanço da doença. Desta forma, a medida de ativação de micróglia não seria um parâmetro específico o suficiente para predição de desenvolvimento de Demência associada a DP. Apesar da ativação da micróglia induzir a liberação de uma variedade de citocinas, tais como TNFa, IL1, IL2, IL6, e NO, ainda não está claro se essas substâncias podem estar envolvidas na lesão celular e degeneração neuronal ou podem atuar como fatores de regeneração neuronal. Em razão disso, a neuroinflamação tem sido alvo de estudo do INCT de Medicina Molecular (conheça nosso grupo de pesquisa em Marcadores Biológicos Periféricos em Neuropsiquiatria) e recentemente nossos pesquisadores publicaram um estudo sobre o tema (2) que vale muito a pena ler.
*Luiz Alexandre V. Magno é Pós-Doutor do INCT de Medicina Molecular

 Fonte: Medicina UFMG.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson chega ao Rio

Técnica, desenvolvida pela equipe do hospital Albert Einstein, de São Paulo, usa cintilografia para confirmar diagnóstico e avaliar a gravidade da doença degenerativa do sistema nervoso
21/12/12 - Exame usado para ajudar a diagnosticar problemas como obstruções coronarianas e alterações da tireoide, a cintilografia ganhou uma nova aplicação: vem sendo capaz de mostrar, também, se o paciente tem Mal de Parkinson e em que grau. A técnica teve sua utilidade pesquisada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e já está sendo empregada no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio. A vantagem é que ela torna mais fácil determinar se o paciente tem mesmo Parkinson, uma vez que os tremores, um dos principais sintomas da doença, podem ter diversas outras causas.

Com o envelhecimento da população em países como o Brasil, onde a expectativa de vida está aumentando, a incidência da Doença de Parkinson vem aumentando — diz Cláudio Tinoco, coordenador do Serviço de Medicina Nuclear do Pró-Cardíaco. — Sabe-se que ela decorre da perda acelerada e importante do neurotransmissor dopamina, que até certo ponto é normal, a partir dos 40 anos. Na técnica descrita pelos pesquisadores do Einstein, injeta-se o radiotraçador Trodat-1, capaz de se ligar aos neurônios que produzem dopamina, na veia do paciente que será submetido à cintilografia. Se houver pouca produção de dopamina no cérebro, esta substância aparecerá em pouca quantidade na imagem obtida no exame, o que permite um diagnóstico mais preciso: quando alguém apresenta tremores mas seu nível de dopamina é normal, está excluída a hipótese de ter Doença de Parkinson.

A Organização Mundial de Saúde diz que 1% da população sofre do Mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso, e estima que este número vá dobrar até 2040. No Brasil, há cerca de 250 mil casos. Além dos tremores, os principais sintomas são rigidez nos braços e pernas, instabilidade postural (o que eleva o risco de quedas) e bradicinesia (movimentação lenta).

No Pró-Cardíaco, a cintilografia é feita num aparelho SPECT/CT, usado também para tomografias computadorizadas — o que permite ao médico realizar a fusão das imagens geradas nos dois exames, a fim de obter um panorama mais acurado. No caso do diagnóstico de Parkinson, a equipe do hospital usa, além da cintilografia, a tomografia do crânio para analisar a distribuição dos neurônios produtores de dopamina. Alguns planos de saúde têm coberto a cintilografia pedida com esta finalidade, diz Cláudio Tinoco. Quando isso não acontece, o exame custa R$ 2.105.

A equipe do Einstein, agora, estuda como determinar a propensão de uma pessoa a desenvolver a doença, o que poderia levar à criação de estratégias para evitá-la ou, pelo menos, abrandar seus sintomas. Fonte: Globo G1.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Determinan la progresión del déficit de dopamina en la enfermedad de Parkinson
12/8/2009 - Científicos del Centro de Investigación Médica Aplicada (CIMA) y la Clínica Universidad de Navarra han determinado mediante Tomografía por Emisión de Positrones (PET) la progresión del déficit de dopamina en la enfermedad de Parkinson desde las etapas iniciales. El trabajo, desarrollado en modelos animales, ha recibido el Premio de Investigación Básica durante el congreso de la Sociedad Internacional de Trastornos del Movimiento. El encuentro reunió en París a cerca de 3.000 especialistas en esta disciplina. (...)

Se trata del primer estudio progresivo con todos estos estados de enfermedad de Parkinson realizado en un modelo animal, explican los investigadores Carlos Juri y Javier Blesa, del Laboratorio de Trastornos del Movimiento del CIMA y autores del trabajo.

Estrategias neuroprotectoras
Los investigadores estimaron mediante esta técnica no invasiva de diagnóstico por imagen la cantidad de dopamina en cada etapa a través de dos radiotrazadores diferentes. Además, analizaron la actividad metabólica cerebral midiendo el consumo de glucosa. De esta manera, han podido verificar los cambios graduales que se producen en el cerebro durante la enfermedad. Tal como apunta el Dr. Juri, han comprobado que existe una pérdida progresiva de las neuronas dopaminérgicas y que, aparentemente, cada estado tiene un patrón metabólico propio. Según este estudio, se producen unos mecanismos adaptativos o compensatorios que van variando en la medida en que mueren las células del cerebro.

El especialista del CIMA destaca que el principal objetivo de esta línea de investigación es conocer en detalle qué ocurre en la enfermedad de Parkinson antes de que se manifiesten los síntomas y cómo se compensa el déficit dopaminérgico progresivo. Así podrán plantear estrategias neuroprotectoras que potencien los factores más relevantes en cada etapa. También servirá para optimizar el papel del PET que, en ocasiones, muestra algunos hallazgos que no son concordantes entre sí. Fonte: Basque Research.es.
Obs.: Com relação à charge (diz o médico: -Submetemos seu cérebro a uma ressonância / tomografia e não encontramos nada), ironicamente, é o que aparece em casos de parkinson, ou seja, nada! Mas com a evolução do pet scan isto está mudando!
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Stress crónico afecta tomada de decisões
2009-08-12 - O stress crónico afecta o processo de tomada de decisões, levando as pessoas a depender mais de hábitos e menos de comportamentos orientados por objectivos, demonstra um estudo de investigadores portugueses que foi publicado pela revista Science. São vastas as implicações da descoberta, na medida em que envolve desde aspectos da vida quotidiana até processos patológicos, como as toxicodependências ou as perturbações obsessivo-compulvisas.
Entretanto, no Brasil foi descoberto que a ansiedade pode provocar inflamações em importantes áreas do cérebro.

Segundo os especialistas, o nosso organismo reage a situações limites produzindo uma pequena quantidade de cortisol, hormona capaz de funcionar como um potente anti-inflamatório natural. Entretanto, quando produzido em excesso, tal substância acciona a produção de uma proteína chamada factor de transcrição Kappa B. Quando o stresse chega ao seu nível máximo, a produção de cortisol aumenta e activa três genes que causam a inflamação de áreas do cérebro como o hipocampo, região da massa cinzenta associada à memória, e do córtex frontal, responsável pelo raciocínio mais complexo.

Se não diagnosticada a tempo, essa inflamação pode provocar a morte das células das áreas comprometidas. Os danos causados pelo desaparecimento dessas células nervosas vão desde pequenos lapsos de memória até o desenvolvimento de doenças degenerativas, como as doenças de Alzheimer ou Parkinson. Por isso, o melhor mesmo é relaxar... Fonte: Jornal da Madeira.pt.