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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Homem insta doentes de Parkinson a abraçar a esperança, não o desespero

August 20, 2014 - Um homem local com a doença de Parkinson teme as pessoas tenham uma mensagem errada da morte do ator / comediante Robin Williams.

O homem, que não quis que seu nome fosse usado por causa de sua situação de emprego, disse que as pessoas que têm Parkinson, assim como a depressão, precisam assumir a batuta de Williams e fazer os outros sorrirem, e se inspirarem na força que ele demonstrou durante sua vida, em vez de se debruçar sobre a sua morte.

Williams cometeu suicídio na semana passada e tinha sido recentemente diagnosticado com Parkinson. A doença, de acordo com a Parkinson Society Newfoundland and Labrador, ocorre quando as células produtoras de dopamina - que transmite sinais entre nervos no cérebro – morrem. A dopamina controla o movimento.

Os sintomas incluem tremores, lentidão e rigidez, diminuição do equilíbrio e rigidez dos músculos.

O homem local disse que ele entende que por isso Williams - que também sofria de depressão - pode ter temido a possível perda de sua marca registrada, sorrir, para os sintomas da doença de Parkinson.

"Não perca a esperança por causa disso", disse o homem, com diagnóstico de quatro anos de Parkinson. "O Parkinson foi apenas mais uma coisa que ele tinha de lidar.

"Ele não quer que a gente fique triste. Ele quer que a gente olhe para as coisas boas."

O homem disse que as pessoas ainda percebem o Parkinson como a doença de homem velho e muitas pessoas tentam manter em segredo os sintomas e não entram em contato com a Sociedade de Parkinson para ajuda e conselhos.

"Eles acham que estão indo embora", disse o homem, cuja próprios tremores tornaram óbvio quando um colega de trabalho o percebeu tremendo enquanto ele bebia num copo, e quando ele tentou servir da chaleira para uma pessoa em sua casa. Quando ele desgastou novas botas de trabalho de forma irregular em uma semana, ele procurou ajuda médica.

Ele disse que a dieta, exercício e riso são enormes auxiliares na gestão da doença, e também aprendeu que seus medicamentos podem interagir doença e com determinados alimentos.

Eles também são caros - um novo medicamento custa C$ 250 (dólar canadense) por mês e não é coberto pelo seguro de saúde.

Derek Staubitzer, diretor-executivo da Sociedade de Parkinson Newfoundland and Labrador, estima que cerca de 1.800 pessoas na província tenham doença de Parkinson, mas a organização já ouviu falar de apenas cerca de 300.

Ele disse que, embora a morte de Williams trouxesse a conscientização para a doença, criou alguma confusão também.

Por exemplo, o amigo de Williams, o comediante Rob Schneider, sugeriu em relato à mídia que a medicação de Parkinson pode ter levado Williams ao suicídio.

Staubitzer disse que a sociedade tem recebido telefonemas de pessoas com a doença, que estão preocupadas com o que conjecturam. Mas ele ressaltou que não há dois doentes de Parkinson que tenham os mesmos sintomas.

Se alguém é suicida, ou se sente que a sua medicação está causando um efeito colateral, deve conversar com seu médico e pedir ajuda, disse ele

A depressão muitas vezes aparece em pacientes de Parkinson anos antes que eles desenvolvam tremores, Staubitzer disse, acrescentando que muitos acham que a depressão é mais debilitantes do que os sintomas físicos.

A sociedade muitas vezes recebe chamadas de cônjuges e outros cuidadores sobre doentes de Parkinson que não querem fazer nada o dia todo, e a situação pode ser estressante para a família.

"Quando recém-diagnosticados, podem estar passando por um elemento de depressão", disse ele.

"Eles são muitas vezes relutantes em procurar ajuda devido ao estigma com problemas de saúde mental e alguns relutam em chegar por causa da doença de Parkinson."

Mas Staubitzer disse que há ajuda e apoio. A sociedade patrocina uma classe de exercício por semana, o que permite que as pessoas se conectem com outros doentes de Parkinson.

Enfatizando a mensagem de esperança, Staubitzer apontou que com 81 anos de idade, Dan McGuire, um residente da British Columbia, que tem doença de Parkinson, chegou a St. John’s na terça-feira depois de andar de bicicleta por todo o país por conta própria.

"Eu não posso esperar que esse cara desfile na cidade", disse Staubitzer, acrescentando que está oganizando coletiva após a tragédia de Williams.

A sociedade também está trabalhando com um coro a começar no outono composta de doentes de Parkinson, como terapia de ajuda para voz.

Outros eventos importantes programados incluem a super caminhada anual de 7 de setembro, no Techniplex em Pleasantville. Detalhes podem ser encontrados no www.Parkinsonsuperwalk.ca.

Um evento de gala de angariação de fundos ocorre na sexta, 10 de outubro no Hotel Capital. O número de discagem gratuita para a sociedade é 1-800-567-7020. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: The Telegram.ca.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Esperança

Esperança
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.

Tudo sobre o autor e sua obra em "
Biografias".

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Diário da Europa

21/10/2013 - Todos os dias, lá aparece uma descoberta científica qualquer. Parkinson, Alzheimer, AIDS, câncer - a cura está próxima e a imprensa, em sua histeria visceral, fala em dois anos, talvez três, seguramente não mais que dez para livrar o mundo dessas maleitas fatais.

Depois, nos dias seguintes, nos meses seguintes, nos anos seguintes, a notícia regressa ao esquecimento e já ninguém fala daquele assunto. Que será suplantado por outra descoberta científica --a promissora! a definitiva!-- capaz de derrotar finalmente a mesma lista de doenças fatais.

Como explicar esta sucessão de grandes notícias que se revelam pífias notícias, seguidas por um novo ciclo de grandes notícias que serão pífias notícias --"ad infinitum"?

A revista "The Economist", em sua última edição, levanta o pano: na frenética competição científica em que vivemos, devidamente captada pelo mantra "publish or perish", parece que cresce o número de pesquisas que carecem de verificação rigorosa.

Sem falar da profusão de "papers" devidamente "cozinhados" para apresentarem resultados "saborosos".

Mais: conta a revista que os "resultados negativos" das várias pesquisas, hoje, representam apenas 14% dos "papers" científicos (em 1990, representavam 30%).

Para os editorialistas da "Economist", isso significa um lamentável empobrecimento do "métier" e um risco para a pesquisa séria e fecunda. É uma forma de ver as coisas.

Pessoalmente, o que sempre me incomodou neste carrossel científico, e creio que já o escrevi várias vezes, é imaginar as incontáveis famílias com doentes graves que, todos os dias, confrontadas com uma qualquer promessa de cura ao virar da esquina, oscilam continuamente entre a esperança extrema e a desilusão extrema. Só para que cientistas e respectivos laboratórios possam mostrar trabalho (e, claro, receber mais um cheque).

Haverá forma mais refinada de tortura para quem já tem tortura que chegue em suas vidas?

2.
E falando de grandes cientistas: não é simplesmente delicioso que Peter Higgs, um dos Nobel da Física pela descoberta do bosão com o seu nome, tenha saído para almoçar quando foi anunciado o prêmio?

Contam os jornais que foi uma vizinha a dar-lhe os parabéns. "Parabéns porquê?", perguntou ele, que não usa celular e não sabia de nada.

Já tinha acontecido no passado com a escritora Doris Lessing: ela, chegando a casa com sacolas de mercearia, e os jornalistas à porta. "Parabéns, sra. Lessing." E quando lhe comunicaram o honroso fato, ela pousou as sacolas no chão, ligeiramente fatigada, como se dissesse: "Só me faltava mais essa."

No meio da cultura narcísica em que vivemos, ver o comportamento desses dois gênios é uma lição de grandeza --e uma exibição de pura liberdade.

3.
Anos atrás, lembro-me de assistir a um documentário inglês que nunca mais esqueci. Sobre a formação dos taxistas em Londres. Coisa exigente?

Digamos apenas isso: desconfio que um doutorado em Harvard seria ligeiramente mais fácil. Para dirigirem em Londres, os candidatos entregam-se a uma preparação minuciosa, fatigante, demencial, memorizando cada avenida, rua, beco com precisão fotográfica.

Depois, quando se sentem preparados para o exame oral, apresentam-se perante o Grande Inquisidor - uma figura sinistra em seu requintado sadismo - que colocava ao candidato tremelicante perguntas do gênero: "Eu estou na rua X e pretendo ir para a rua Y. Qual o trajeto mais próximo?"

O candidato descrevia o trajeto de memória - isso, claro, se não desmaiasse ou tivesse um infarto entretanto.

Não sei como estão as coisas hoje em dia. Em Londres, não tenho tido motivos de queixa.

Em Lisboa, pelo contrário, cresce o número de motoristas que desconhece endereços básicos. De tal forma que eu próprio já me ofereci várias vezes para dirigir o táxi.

A culpa, segundo parece, é do GPS: se o endereço não existe no GPS, nada feito. Usar a cabeça (e a memória) é primitivismo do século passado.

Aliás, a cultura do GPS é tão avassaladora que, segundo as notícias, as próprias gôndolas de Veneza passarão a ter um aparelho para ajudar os gondoleiros.

Imagino a cena: o casal, abraçado e apaixonado, passando sob a Ponte dos Suspiros. E, no momento em que se preparam para um beijo, a maquineta dispara com a sua voz mecânica: "Daqui a trinta metros, vire à direita."

Se o amor sobrevive a isto, sobrevive a tudo. Fonte: Folha de S.Paulo (disponível em áudio).
João Pereira Coutinho, escritor português, é doutor em Ciência Política. É colunista do "Correio da Manhã", o maior diário português. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve às terças na versão impressa de "Ilustrada" e a cada duas semanas, às segundas, no site.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Diálogo entre dois Parkinsonianos (macacos velhos)

Reproduzo trechos de chat privado havido ao longo de 2011, 2012 e recentemente, que considero abordar temas interessantes, entre eu e um interlocutor, ambos PcP's.

Interlocutor
Grande amigo Hugo como vai?

13:28
Hugo Gutterres
Indo. Pouco pedal p'ro frio que tá. Mas vou colcar a magrela em ação logo. [ ]'s
3 de dezembro de 2011

09:55
Interlocutor
Desculpe o comentario meu amigo
mas eistem coisas sobre as quais já não posso me calar
voce está bem?
Há muito tempo já não acredito na real vontade de encontrar a cura para essas doenças
Desculpe se o choquei
Nãp pude me conter
...
10 de abril de 2012


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Semana Mundial do Parkinson. Saldo.

Tudo correu bem, tudo correu legal. A luta pela concientização e não discriminação sobre o Parkinson, pode-se afirmar, teve boa performance, particularmente junto à mídia nas grandes cidades (Veja Blog das Associações / ParkinsonBR). As associações estão se reforçando e cumprindo cada vez mais seus papéis, particularmente nas esferas multidisciplinares (terapias complementares). Mais um passo foi dado.

O país (SUS), os estados e municípios, devem ainda muito no tocante à disponibilização perene e facilitação do acesso aos medicamentos para Parkinson, haja visto a péssima logística para pessoas com dificuldades de locomoção (uns medicamentos buscar na farmácia do município, outros na do estado), a absurda necessidade de obter receitas médicas mensais para medicamentos, que terá que se usar provavelmente, o resto da vida? Tudo isso representa filas!

Mas como fica nossa convivência cotidiana com a doença? Vamos então aos medicamentos.

Entre nós (Brasil), o que se tem hoje basicamente é a levodopa (predominando a marca Prolopa, nas formas standart / instantânea, dispersível e liberação prolongada), o pramipexole (marca Sifrol nas formas standart / instantânea e liberação prolongada(1)), o composto Stalevo(1), o Biperideno (Akineton), a Amantadina (Mantidan) e o inibidor de reabsorção da dopamina Comtan. Entre outros menos votados. (1) NÃO fornecidos pelo SUS.

Existe o dbs, que está em alta, fruto da 1.a batalha vencida para isenção de impostos capitaneada pela ABP. A luta prossegue no senado e nos estados.

Ainda não lançados no Brasil o agonista via "patch" transdermal Rotigotina marca Neupro (já no mercado do Chile) e o gel para infusão duodenal Duodopa (já no mercado dos EUA).

Existem promessas, como o "patch" transdermal de levodopa.

Ainda não existe droga que comprovadamente estanque a evolução da doença.

Existe sim, muita fé em Deus e esperança nas pesquisas, e que as experiências com células tronco se concretizem logo em fatos positivos. Vamos à luta!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Foco médico: doença de Parkinson ainda é um mistério

Oct 26, 2011 - Apesar de notáveis ​​descobertas e os avanços tecnológicos ao longo dos anos, a medicina ainda tem seus mistérios, e a doença de Parkinson está entre eles.

Um distúrbio neurológico do cérebro que afeta o controle muscular da pessoa e seus movimentos corporais, foi chamado pelo médico Inglês James Parkinson, que primeiro identificou e descreveu a condição, em 1817, em "An Essay on the Shaking Palsy".

Os sintomas e o aparecimento da doença surgem de forma lenta e gradual, geralmente sem o conhecimento do paciente, fato observado pelo Dr. Parkinson quase 200 anos atrás.

"Então, leve e quase imperceptíveis são as incursões primeiras deste mal", escreveu ele, "'e assim extremamente lento o seu progresso, que raramente acontece do paciente poder formar qualquer lembrança do período exato do seu início." (...)

Embora nenhuma cura para o Parkinson exista, a pesquisa continua, particularmente para um medicamento que possa retardar a progressão da doença. Terapias atuais são boas em tratar os sintomas do mal de Parkinson, mas nada está agora disponível para retardar sua progressão.

A boa notícia é que os medicamentos e terapias disponíveis hoje permitem que os pacientes vivam uma vida plena. Para diagnosticar e tratar pacientes, os médicos abordam cada pessoa individualmente, adaptando os seus medicamentos e tratamentos. Pacientes que permanecem em estreito contato com seus médicos, aqueles que ficam com os medicamentos adequados e ajustados, se e quando necessário, e aqueles que vivem um estilo de vida saudável com uma dieta adequada e exercício físico, pode ter uma boa qualidade de vida. (segue..., em inglês) Fonte: Dans Ville.

domingo, 3 de julho de 2011

La fe ayuda a que el cuerpo sane
Domingo, 03 de Julio de 2011 - Del biólogo alemán Manfred Scheldowski hemos oído: “Los neurólogos demuestran cada vez más que la fe influye en el proceso de sanación. La pura convicción puede aliviar los dolores, mejorar el asma o reducir alergias, el Parkinson es una de las enfermedades que mejor reacciona a los tratamientos placebo. Con seudoterapias se consiguen resultados asombrosamente exitosos. El factor que actúa en ellas es tan sólo la esperanza del paciente”.

Tan importante como la medicina de fe es la esperanza del paciente. Quien cree en el éxito de un tratamiento pone en funcionamiento un proceso de autosanación. Jesús de Nazaret conocía este mecanismo, pues en todos los casos en los que sanaba a un enfermo, decía, “tu fe te ha sanado”. Podemos decir que hoy día la ciencia puede explicar por qué Jesús fue el sanador perfecto. Sin embargo la versión completa dice, “ve y no peques más”, lo que significa que para mantenerte sano es preciso cambiar y dejar los comportamientos antiguos erróneos.

Hace más de dos mil años Jesús trajo de forma sencilla la clave de muchas cosas que hoy día la ciencia se empeña trabajosamente en demostrar. Cuando Él dijo, “tu fe te ha sanado, ve y no peques más”, estaba indicando que en la mayoría de los casos la enfermedad y el pecado van estrechamente ligados. Las sanaciones milagrosas no son por tanto ningún vudú. En definitiva la ciencia ha topado con un antiguo principio: los pensamientos son fuerzas que tienen un efecto en nuestro cuerpo. Fonte: Correo del Caroni.ve.

sábado, 11 de julho de 2009

Importante avance
La célula nerviosa artificial
2009-07-11 | Científicos del Instituto Karolinska y de la universidad de Linköping, ambas en Suecia, están en proceso de creación de la primera célula nerviosa artificial que puede comunicarse específicamente con las células nerviosas del cuerpo mediante neurotransmisores, según un artículo de la revista Nature Materials.

Los investigadores han empleado un plástico conductor de la electricidad para crear un electrodo de entrega que libera los neurotransmisores que las células cerebrales emiten naturalmente para comunicarse. La ventaja de este hallazgo es que sólo se activan las células vecinas que tienen receptores para este neurotransmisor específico. El equipo ha demostrado que este electrodo puede ser empleado para controlar la función auditiva en cerdos de Guinea.

Los métodos empleados actualmente para liberar señales nerviosas en el sistema nervioso están basados en la estimulación eléctrica pero uno de los problemas de este procedimiento es que todas las células situadas en el entorno del electrodo son activadas, provocando efectos indeseados.

La profesora Agneta Richter-Dahlfors, que lidera la investigación junto con Bárbara Canlon, afirma que “la habilidad para liberar dosis exactas de neurotransmisores abre un mundo nuevo de posibilidades a la hora de corregir los sistemas señaladores que son culpables de un buen número de enfermedades neurológicas”.

Los científicos pretenden continuar desarrollando una pequeña unidad que pueda ser implantada en el cuerpo. Será posible programar dicha unidad para que la liberación de los neurotransmisores tenga lugar siempre que se requiera para tratar a cada paciente. Otros proyectos de investigación que se están llevando a cabo están enfocados hacia problemas auditivos, de epilepsia o de Parkinson. Fonte: Medicos Consultores.ar.
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ENTREVISTA: entrevista Paolo Macchiarini Cirujano torácico que hizo el primer trasplante de tráquea
"No tenemos derecho a ilusionar a los enfermos con promesas lejanas".
11/07/2009 - Paolo Macchiarini (Basilea, Suiza, 1958) tiene pasaporte italiano, pero podría ser también francés, alemán o español. Tras estudiar Medicina en Pisa, ha desarrollado su carrera profesional en Italia, Estados Unidos, Francia, Alemania y España. Desde 2005 es jefe del departamento de cirugía torácica del Hospital Clínico de Barcelona, donde hace un año realizó el primer trasplante de tráquea del mundo, con el que sorprendió a todos por la técnica empleada. Aunque la tráquea procedía de un donante muerto, antes de trasplantarla fue despojada de todas sus células y repoblada con células del receptor. De este modo se evitó el riesgo de rechazo y la necesidad de tomar fármacos inmunosupresores. (...)

P. ¿Qué ventajas tienen los órganos bioartificiales?
R. La principal es que se evitan los inmunosupresores y todos los efectos colaterales de estos medicamentos. Luego, uno puede imaginar que en 10 o 15 años podríamos sustituir estructuras más complejas. Pero es más oportuno enfatizar la terapia celular para prevenir o tratar enfermedades en fase precoz que crear ilusiones con la posibilidad de sustituir un hígado, un intestino, un pulmón... Porque no tenemos el derecho de ilusionar a los enfermos con promesas lejanas. (...)

P. ¿En qué campos hay esperanzas razonables?
R. Yo creo que quizá en el parkinson, en el alzheimer y en otras enfermedades neurodegenerativas podría haber avances, pero hay que esperar a los ensayos clínicos. También puedo imaginar que en la diabetes podrían sustituirse las células pancreáticas por células madre, siempre y cuando encontremos el factor de crecimiento apropiado. Y también en la regeneración de tejidos, pero primero hay que aprender a diferenciar esas células madre con factores de crecimiento. Yo diría que éstas son algunas de las indicaciones más plausibles. (segue...) Fonte: El Pais.es.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Não imaginam quanta coragem é preciso ter para mostrar o vídeo que deixo link. Por isso, antes de o abrir, leia por favor até ao fim.

PARKINSON

Tendo por certo a morte, é na vida que nos vemos e revemos. Então, com fé ou esperança, movemos montanhas, por vezes de ilusões, mas movemos, esperando que um milagre qualquer aconteça

Acredito que a minha fé ajude a encarar os momentos mais difíceis, com mais tranquilidade, sempre à espera de um milagre. Mas, também, fico na esperança de conseguir que, num dado momento, sobre por aí uma pílula milagrosa que nos cure.

No século passado, todos que estavam diagnosticados com o bacilo da tuberculose, antes de ter sido descoberta a penicilina; quanta esperança em alguns; quanto desalento noutros e, afinal, no limiar da descoberta, do tal antibiótico, muitos dos que tinham esperança morreram e muitos dos que não acreditavam na cura sobreviveram.

Quiçá, muitos, na esperança não desistiram da vida - pela vida, e viveram mais uns anos na terra, graças à ciência, mas, sobretudo, ficaram vivos por não terem perdido a esperança.

Acredito com firmeza que alguém me dê a notícia que tanto anseio: A cura para a doença de Parkinson.

Volto às palavras iniciais: Que difícil é mostrar os “estragos” visíveis que a doença de Parkinson causa em nós.
Que mais não seja, que os meus tremores e os temores sirvam para vos incentivar a não desistirem de viver e de lutar pela cura.
Irei continuar a escrever poesia e a declamá-la mesmo que chore...

Só mais uma palavra para quem se sente doente ou sofre do mal da solidão. Desejo, de todo o meu coração, que todos tenham fé e esperança para que o dia de amanhã seja melhor. Afinal a existência da Internet fez com que este meio pudesse ser útil para nos aproximarmos mais uns dos outros e para que os outros nos aceitem com mais dignidade.
Sejamos felizes com mais fé, mais esperança, mais amor e muita paz.

FELIZ ANO NOVO. FELIZ 2009

(Dado que, por razões óbvias, não consegui ler o poema, como então lia, deixo aqui esse mesmo poema e mais dois, não lidos mas cheios de Esperança).


Amanhã estarei melhor
Rogério Martins Simões

Hoje continua o lastro
do meu estado de alma
do dia de ontem.

Estou envolvido
numa teia que enleia.
Estou como que pregado
a um madeiro
sem pregos ou cordas.
Solto uma terrível agonia
e, sem dar conta,
nem vómitos dão a perceber.

Sou uma represa invisível
num turbilhão de água
pesarosa.

Se ao menos chorasse.
Se ao menos morresse.

Sou um ser solitário
acompanhado
com a mulher mais presente
- O amor da minha vida.

Será do tempo?

Hoje meu corpo
nem o Tejo espreitou!
Sinto-me agarrado a nada,
e nem mesmo a lua
terá saudades em me ver.

Este vazio imenso
parece furtar
as palavras do coração.
Parece levar a alma,
que renascia,
quando noite fora partia,
pelo Tejo,
em busca de uma bruma de saudade.

Será do Inverno?

Não! O Inverno esquivou-se
nas estações esquecidas,
onde nem as carruagens
de terceira classe param.

Amanhã estarei melhor!
2008


NÃO POSSO ABANDONAR A ESPERANÇA
(Rogério Martins Simões)

Andam as minhas mãos
cansadas
Trocam-me as voltas…
E volta e meia perco
a força.
A direita vai à frente e não
desiste
A esquerda preguiçosa …
insiste
Onde está a delicadeza
do meu gesto
Onde pára a minha pose
de dança
Bolero,
Tango,
Flamengo
Tudo quero!
Não posso abandonar
a esperança!
09-01-2005 1:06:49

ESPERANÇA
Rogério Martins Simões

Entrelaço os meus dedos nos teus
Vivas ilusões, ténues lembranças
Foram inatingíveis os versos meus
Outono breve, poucas esperanças

Ateámos o fogo nas estrelas dos céus
Mapeávamos nossos corpos de danças,
Encontros e desencontros, não são réus
Presos não estamos, procuro mudanças

Agora, adorno enigmas, bordados de cruz
Cintilam horizontes de esperança e luz
Meu fogo arde no mais puro cristal

E se na alquimia busco a perfeição
Respondo às interrogações do coração
Descubro no amor a pedra filosofal.

Lisboa, 02-10-2006 23:58


Rogério Simões na Sessão Mensal de Poesia Vadia, realizada em 25-10-2008, no Café Le Bistro Almada (Rua Dr. Julião de Campos, nº 1). Uma organização dos Poetas Almadenses, que conta com o apoio do FAROL Associação de Cidadania de Cacilhas e da SCALA Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.





quinta-feira, 18 de outubro de 2007

(Óleo sobre tela Elisabete M. Sombreireiro Palma)


Sonhos desfeitos


Rogério Martins Simões



O Sol resplandece e a água espuma


As ondas vagueiam e o barco desliza


Sobra no meu peito uma dor bruma


Que se esfuma nas colinas da brisa



A minha mão sobressai e já foi calma


O meu papel reproduz o adverso


Deixa escrever o que chora a alma


Acalma, vagueia e ensaia um verso



A escrita azul tem uma mancha preta:


Letra miudinha que desenha a caneta.


Do bloco de notas gotejam os defeitos



E se não mais encontrar sonho vão…


Fiquem os versos que redigi com a mão


Colorindo sonhos, com sonhos desfeitos




Lisboa – Tejo – 14 de Agosto de 2007


Concluído em 18 de Outubro de 2007

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Tiago Fleming Outeiro

Dança Comigo – Uma Nova Vida Através do Movimento

Recentes previsões apontam para um aumento significativo do número de pessoas afectadas pela doença de Parkinson, um facto em tudo relacionado com o envelhecimento da população mundial. Não se tratando de um risco aumentado mas sim de um maior número, resultante também de um maior número de casos diagnosticados, importa no entanto que vamos dedicando mais atenção a esta doença para que possamos ajudar quem dela sofre com todas as armas ao nosso dispor.

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela morte selectiva de um tipo de células específicas (neurónios dopaminérgicos) que produzem dopamina. A dopamina é uma substância que transmite permite que certos tipos de neurónios sejam activados, nomeadamente aqueles que controlam a parte motora que e afectada nos pacientes, levando a que tenham rigidez muscular, dificuldade em iniciar movimentos, e tremores.
Por ser uma doença tão debilitante, afectando não só os pacientes mas também as suas famílias, importa que sejamos capazes de descobrir novas formas para atenuar os seus efeitos e, um dia, prevenir e reverter os seus efeitos.
As terapias existentes actualmente são, principalmente, destinadas a tratar os sintomas. Algumas delas funcionam muito bem, durante alguns anos, em muitos dos pacientes. Mas, normalmente, ao fim de alguns anos deixam de funcionar, e causam efeitos secundários indesejáveis.
Enquanto os investigadores não encontram as respostas que procuram, há outras estratégias para contrariar os efeitos debilitantes. Uma das formas consiste em manter os pacientes activos fisicamente, tanto quanto possível.
Nos EUA, várias das associações de doentes de Parkinson incentivam e promovem aulas de dança para os doentes, um óptimo exercício para quem sofre desta doença.
Os pacientes sentem os efeitos benéficos da actividade nas suas articulações, nos seus movimentos em geral, e também no espírito, uma vez que dançar é uma óptima forma de combater o estado depressivo em que muitas vezes se encontram. Mas este tipo de terapia, por muito inovadora que possa parecer, tem sido utilizada há mais de meio século, com doentes do foro psiquiátrico.
Não há passos específicos ou movimentos mais aconselháveis do que outros. Está tudo relacionado com o movimento, o ritmo, e a forma física.
O objectivo de certos movimentos e trabalhar problemas específicos que os doentes de Parkinson apresentam, como a rigidez muscular ou a capacidade de fazerem “duas coisas ao mesmo tempo”, como moverem o braço numa direcção e uma perna noutra. O que se pensa e que a actividade física, quer seja caminhar, jogar ténis, ou dançar, vai permitir reforçar vias, ou simplesmente criar novas vias, ao nível do cérebro, e da comunicação entre os neurónios.
A actividade física tem efeitos benéficos noutras doenças também, como a esclerose múltipla ou em tromboses, onde os pacientes sentem os benefícios até ao nível da fala, que é muitas vezes afectada.

Ajudar aqueles que precisam pode, assim, passar pela dança. Deixo aqui, como sugestão, que, por iniciativa própria ou dos familiares, sejamos capazes de perguntar: “dança comigo”?

O Dr. Tiago Fleming Outeiro é um Cientista português
Trabalha no MassGeneral Institute for Neurodegenerative Disease (MIND), afiliado com o Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, em Boston, EUA
Este instituto dedica-se ao estudo de várias doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Alzheimer, Huntington e ALS.
Os doentes e colaboradores deste blog agradeçem a sua participação. Pelo meu lado espero que o Dr. continue a sua investigação nesta doença, que não se pega mas não nos deixa pegar...
Rogério Martins Simões