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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Doentes de Parkinson estão buscando ajuda na equoterapia

Movimentos do cavalo auxiliam principalmente no resgate do equilíbrio e da coordenação motora, afetados pela doença
por Rafael Sanchez, especial para o JL

19/05/2014 - O uso do cavalo como método terapêutico, sobretudo para os que buscam o desenvolvimento de pessoas com algum tipo de deficiência, está se mostrando eficaz também para pessoas diagnosticadas com doença de Parkinson. A doença degenerativa, provocada por uma disfunção dos neurônios, prejudica progressivamente os movimentos e a coordenação.

O representante comercial Joel de Arruda, 61, que há oito anos descobriu ter a doença de Parkinson, não imaginava que o gosto pelo hipismo um dia o levaria à terapia complementar contra a doença. Após ser diagnosticado e perder o emprego, Joel pensou também em abandonar o hipismo, até ser informado que a equoterapia poderia ajudá-lo.

A terapia ocorre por meio da equitação, o ato de cavalgar. Segundo instrutora Dóris Alho, educadora física especializada em equoterapia, o diferencial no tratamento é o movimento tridimensional do cavalo, ou seja, o animal se move para cima, para baixo, para as laterais, para frente e para trás. Movimentos globais, como esses, nenhum outro aparelho consegue simular. Os principais benefícios são o desenvolvimento do equilíbrio, da coordenação, melhor controle do tronco, desenvolvimento de noção de espaço e do senso tátil.

Salto na procura
A fisioterapeuta Marília Ramalho Assunção, que ministra aulas de equoterapia, lembra que são atendidos pacientes de todas as idades e a maioria dos que procuram a terapia tem comprometimento neurológico e motor, mas alguns entram no programa apenas para buscar socialização. Ela diz que a equoterapia teve um salto na procura nos últimos dez anos.

A instrutora Dóris Alho explica que a terapia é apenas complementar ao tratamento, que deve reunir ainda o trabalho da fonoaudiologia, da fisioterapia e da terapia ocupacional. “Alguém pode dizer que sentiu melhora muito grande com a equoterapia, mas não foi só isso. Melhorou porque tem um conjunto de terapias. Não dá para medir, mas ajuda muito, especialmente no equilíbrio”, diz.

Essa melhora no equilíbrio foi percebida pelo representante comercial Joel de Arruda. “Me ajuda cem por cento”, comemora. Ele conta que além da condição física, sente-se melhor no campo emocional e, principalmente, em relação os tremores causados pela doença de Parkinson. As pernas dele também respondem melhor aos movimentos. “Às vezes queria movimentar as pernas, correr, mas não consigo. A montaria força a trabalhar todos os músculos da perna.”

O instrutor Paulo Roberto Vicente ressalta a importância dos exercícios que passa a Joel Arruda, especialmente no alongamento. Para ele, ajudar quem necessita com esse trabalho é gratificante.

Terapia é indicada em várias situações
A equoterapia é indicada para casos em que há comprometimento neuromotor de origem encefálica ou medular. Pode ser aplicada em pacientes com autismo, paralisia cerebral, infartados, pessoas com problemas circulatórios, psíquicos, vítimas de AVC ou que tenham deformidade de membros, deficiências auditiva, visual ou na fala. É indicada também para crianças hiperativas ou que têm desvio de atenção, pelo fato de a atividade exigir grande concentração. O tratamento de síndromes também pode ser complementado com a terapia. É o caso de Nicolas Felipe Pereira, 3 anos, que sofre de síndrome de Angelman, doença caracterizada pelo atraso no desenvolvimento intelectual e dificuldades na fala.

A dona de casa Eliane da Silva Refundini, 38, mãe de Nicolas, conta que o filho foi diagnosticado aos 2 anos de idade. Ele não andava nem falava. A mãe conta que, no início, o tratamento indicado pelo fisioterapeuta lhe causou desconfiança, mas em dois meses começou a perceber mudanças positivas no comportamento da criança. Hoje, segundo ela, o menino já se senta sozinho, controla o tronco, e, com apoio, consegue até ficar em pé. “Acredito que ele ainda vai andar sozinho”, comemora.

Serviço:
Força Livre, escola de equitação – (43) 3341-8484
Dóris Alho (Equoterapia Pocotó) – (43) 8404-0387

Método foi descoberto após 2ª Guerra
Segundo a instrutora de equoterapia Dóris Alho, o método surgiu logo após a Segunda Guerra Mundial. Os soldados voltavam para casa com muitos problemas psicológicos e como havia um grande número de cavalos no exército, muitos deles eram colocados para cavalgar. A partir daí começou-se a observar progressos psicológicos. Depois, estudos foram comprovando os benefícios da equoterapia.
Roberto Custódio/JL

Fonte: Jornal de Londrina.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cães e cavalos ajudam a tratar doentes mentais e com Parkinson

Terapia Assistida por Animais (TAA) tem reflexos físicos e emocionais.
'As pessoas deixam de lado seus problemas e angústias', diz veterinária.

07/11/2013 - Pacientes de doenças como Parkinson, Alzheimer, câncer, autismo, síndrome de Down, depressão, alcoolismo e também outras patologias relacionadas ao sistema neurológico contam hoje com um complemento ao tratamento. A chamada Terapia Assistida por Animais (TAA) pode utilizar gatos, coelhos, tartarugas, chinchilas, cães e cavalos para amenizar os sintomas e ajudar na melhora dos doentes. Fundamentalmente, a TAA trabalha com a interação homem-animal para obter benefícios biopsicossociais, ou seja, vantagens físicas, psicológicas e também sociais daqueles que viram a vida mudar após a descoberta de uma doença.

Os resultados emocionais são visíveis ainda durante as sessões de TAA. Em Curitiba, o projeto “Amigo Bicho” leva essa alternativa para nove instituições, entre hospitais, escolas especiais e orfanatos. Na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP) mensalmente voluntário "emprestam" os cães de estimação para atividades com portadores de Parkinson. De forma lúdica e com as reações inesperadas dos animais, as sessões com foco no aspecto motor ganham outra dimensão.

Célia Maria de Paula tem 71 anos e há 13 descobriu que tinha Parkinson. Além da medicação indicada pelo médico e da fisioterapia convencional, nos últimos quatro anos, ela aderiu a TAA. “Eu acho que está fazendo muito bem. Eu estou perdendo a coordenação motora nas mãos e já caí várias vezes na rua. As pernas já estão travando na hora que eu vou dar o passo, mas eu estou levando a sério. Também faço a fisioterapia e já fiz acupuntura, massoterapia, faço tudo o que eu posso”, conta a aposentada. Para Célia, a TAA tem proporcionado resultados significativos tanto no aspecto físico quanto no emocional. Desde que soube da doença, por orientação médica, ela procurou ler sobre o assunto.

Ela diz que, como o Parkinson é uma doença progressiva e degenerativa, é importante para o doente se informar. Célia procurou ler sobre as doenças e se preparou para saber lidar com os sintomas. Os reflexos do Parkinson, contudo, começaram a se intensificar no último ano.

“Eu não tenho tremor, tenho a rigidez dos braços e das pernas. A impressão que dá é que as mãos abrem sozinhas e cai o que eu estou segurando. Não é frequente, mas acontece. Às vezes, dormindo, eu acordo com a rigidez no braço. É raro, mas também ocorre de eu acordar com o soco que o braço dá”.

As sessões são coordenadas pela terapeuta ocupacional Andressa Chodur, de 30 anos. Ela explica que, quando se fala em TAA, as pessoas tendem a assimilar com mais facilidade os possíveis benefícios psicológicos e emocionais, entretanto, ela enfatiza que toda a atividade desenvolvida é pensada para contribuir com o tratamento convencional. No caso dos portadores de Parkinson, a TAA é direcionada para a questão motora. Ela lembra que apesar das pessoas relacionarem a doença ao tremor, a lentidão e a rigidez dos membros são o que mais incapacitam o doente. Por esse motivo, as ações feitas de forma automática pelo organismo acabam sendo prejudicadas.

“Por exemplo, se você [portador de Parkinson] quer fazer um movimento e não consegue e fica em cima daquilo, tentando e tentando, vai gerar mais ansiedade e dificultar mais ainda. O fator emocional influencia bastante e você vai ficar mais rígido. Uma técnica que a gente usa bastante é desviar o foco de atenção. Com o cachorro é exatamente isso. Ao invés da pessoa prestar atenção na marcha, ela presta atenção no cachorro que está no lado e o movimento acaba saindo mais fácil. Tem casos em que a pessoa não consegue esticar o braço, por simplesmente esticar. Se ela quer fazer carinho no cachorro, ela consegue esticar. O foco vira o cachorro e não aquilo que estava limitando”.

Na sessão, os doentes fazem exercícios que estimulam o alongamento dos braços e das pernas, trabalham a postura, o fortalecimento de algumas regiões do corpo e a coordenação fina (movimentos menores e mais detalhados). “Se fosse uma terapia convencional eu iria falar para segurar as pernas estendidas por 20 segundo. Agora, você segurar por 20 segundos porque o cachorro vai passar por baixo é muito mais estimulante”, comenta. Existe, como informa a terapeuta, um estudo dos exercícios para que sejam desenvolvidas as áreas mais carentes dos doentes. Andressa destaca que em uma ação prazerosa para os pacientes é possível trabalhar diversos movimentos.

De qualquer forma, Andressa também valoriza a questão emocional. Segundo ela, como o Parkinson oscila muito, os efeitos psicológicos perduram mais. “Eu já vi paciente que estava cadeirante pegar e levantar durante a sessão. Já a questão emocional vai perdurar mais, eles saem daqui mais animados e isso perdura pelos pelos próximos dias”.

Esse entusiasmo é o que faz Eturo Massuda, de 89 anos, participar das sessões de TAA na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo. Há 15 anos, ele foi diagnosticado com Parkinson, porém, no último ano, após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ele perdeu a capacidade de se movimentar, aderindo a uma cadeira de rodas, e não consegue mais falar. A filha de Massuda, Lídia Massuda, de 50 anos, dedica a vida para cuidar do pai.

“Um mês depois do AVC parece que o Parkinson avançou muito. Ele adora vir para a associação. Nossa, para ele, é a única coisa que tem. Eu levo ele para passear, mas para ele, especial para ele, é vir aqui. É uma pena ser uma vez por mês, acho que deveria ser semanal. O psicológico conta mais do que a parte motora no caso dele que já está bem debilitado. Ele se anima, não quer ficar só deitado, fica mais sentado. Eu sinto que ele fica mais animado”, comenta a filha.

De acordo com a veterinária Letícia Séra Castanho, que é a coordenadora e a fundadora do projeto “Amigo Bicho”, a TAA faz com que o organismo libere substancias específicas. “Estudos mostram que apenas cinco ou 10 minutos de contato com o animal, faz com que o corpo libere substâncias como a prolactina e ocitocina que causam a sensação de bem estar, diminuindo o stress, o mau humor, a tristeza, a ansiedade e também reduzindo o tempo de internamento em hospitais e, desta forma, ajudando a responder melhor as terapias convencionais”, explica.
Os animais de comportamento dócil trazem ao ser humano momentos de felicidade e é nestes momentos que as pessoas deixam de lado seus problemas e angústias"
Letícia Séra Castanho, veterinária

Ainda que a TAA possa ser desenvolvida com diversos animais, Castanho destaca que o cão tem um amor incondicional pelo ser humano. Isso, na avaliação dela, acaba sendo um elo importante para as terapias.

“Os animais de comportamento dócil trazem ao ser humano momentos de felicidade e é nestes momentos que as pessoas deixam de lado seus problemas e angústias”, afirma a veterinária. (segue...) Fonte: Globo G1.

domingo, 24 de junho de 2012

Equoterapia ajuda em tratamento de crianças em Porto Velho - RO

A terapia alternativa só começa com indicação médica.
Controle do equilíbrio é o principal benefício.
23/06/2012 - Uma terapia alternativa feita com ajuda de cavalos, chamada de equoterapia, tem melhorado a qualidade de vida de crianças. Pais de pacientes relatam a melhora significativa, principalmente na coordenação motora e no raciocínio lógico. As sessões são realizadas uma vez por semana em locais arborizados da cidade de Porto Velho, RO. (...)

O ganho adquirido nas sessões de equoterapia que os profissionais mediadores mais ressaltam é a evolução no desenvolvimento motor dos pacientes. “Um tratamento que demoraria um ano para obter resultados, em seis meses eu já consigo ver melhoras significativas com essa terapia. É um ganho de 50% para o praticante”, conta Ithalissia Bonfim, fisioterapeuta. “A diferença é que o cavalo é o único animal que tem o passo semelhante a marcha humana, então o próprio movimento do cavalo já é um estímulo motor”, completa a fisioterapeuta.

O tratamento é indicado principalmente para doenças como distúrbio invasivo (autismo), encefalopatia crônica não evolutiva (paralisia cerebral), déficit de atenção em crianças. Também é indicado para idosos com Mal de Parkinson e esquizofrenia. Fonte: Globo G1 Rondônia.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Projeto Equoterapia completa 10 anos

23/08/2011 - Toda quinta feira, Maria José Stolf Herling passa manhã e tarde na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ). Com 82 anos, Dona Zezé, como é conhecida, realiza trabalho de voluntariado ensinando artesanato às mães de praticantes do Projeto Equoterapia.

Desde 2001, ESALQ desenvolve esse projeto, uma iniciativa pioneira dentro das Universidades Públicas, que oferece tratamento terapêutico e educacional complementar que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação de pessoas com deficiência física e/ou mental para melhorar o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social. Por acontecer ao ar livre, a equoterapia mostra-se lúdica, prazerosa e pode acelerar a evolução do tratamento. As oscilações e o movimento do cavalo estimulam reações de equilíbrio e fornecem às crianças condições básicas para facilitar e desenvolver sua capacidade motora, intelectualidade, cognição e socialização. (...)

O projeto - Desenvolvido no LZT, sob coordenação do professor Claudio Maluf Haddad, conta com profissionais nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, equitação e voluntários da graduação e pós-graduação, com atendimento às 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feiras. Atende cerca de 65 praticantes, com diagnóstico de paralisia cerebral, síndromes genéticas (ex: síndrome de Down), microcefalia, autismo, traumatismo craneoencefálico, traumatismo raquimedular, acidente vascular encefálico, parkinson, deficiência visual, esquizofrenia, hiperatividade e outras. (segue...) Fonte: Revista Fator.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Terapia com animais ajuda crianças e adultos / Portugal
Friday, June 3rd, 2011 | A quinta pedagógica de Portimão está a usar animais para tratar crianças, jovens e adultos com problemas mentais, emocionais e até físicos. Cavalos, cães, burros e coelhos foram treinados para melhorar a vida e a saúde de crianças e adultos com vários tipos de doença e deficiência. (...)

Pela quinta também já passaram utentes de instituições como o NECI -Núcleo de Educação da Criança Inadaptada, CREMP – Centro de Reeducação Médico-Pedagógica, Casa de Santo Amaro – Associação Lucinda Anino dos Santos, Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson do Algarve e a APPDA – Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e do Autismo do Algarve. (segue...) Fonte: Jornal do Algarve.pt.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

EQUOTERAPIA: aprendizagem e afeto na relação homem e cavalo marcam o tratamento - Rio Claro - SP 
20/02/2011 - (...) A equoterapia é indicada para pessoas portadoras de deficiências e necessidades especiais, sejam elas crianças, jovens, adultos, idosos e até mesmo para aqueles que necessitam do resgate emocional. A técnica é conhecida pelos benefícios não só para a saúde física e mental, mas também emocional do praticante. Em RC, o Centro de Equoterapia do Clube de Cavaleiros Professor Victorino Machado atua há 13 anos e dispõe de equipe de psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudióloga, equitador e auxiliares-guias.

Atualmente, o Centro de Equoterapia atende 44 praticantes com idades entre 3 e 86 anos, provenientes de instituições escolares especiais e centros de atendimentos especializados. Segundo Mírian Oliveira Batista, mestre em Fonoaudiologia Clínica e coordenadora da Equoterapia, as indicações deste trabalho são muitas e abrangem encefalopatias, acidente vascular encefálico, atraso neuro-psicomotor, deficiência visual e auditiva, síndromes, esclerose múltipla, disfunção na integração sensorial, dificuldade de aprendizagem ou linguagem, e Parkinson. “O trabalho oferecido pelo Clube de Cavaleiros precisa ser valorizado, pois tem como objetivo atender uma população nem sempre assistida pelo poder público”, afirma. (segue...) Fonte: Jornal Cidade-Rio Claro-SP.

domingo, 28 de março de 2010

Caballos sanan alma y cuerpo a los chiquitines de La Granja
27.03.2010 - La hipoterapia o sanación con caballos, comenzó a utilizarse en la década de los 50 para tratar las secuelas de la poliomelitis. Se empleó para tratar los problemas de columna y corregir posturas deficientes, como la escoliosis y lordosis, además de otros achaques degenerativos del esqueleto.

Más tarde, se descubrieron sus efectos benéficos en el tratamiento de males neurológicos como esclerosis múltiple, secuelas de traumatismo encefalocraneano y males como el parkinson.

Pero donde este tipo de terapia tuvo mayor éxito fue en el tratamiento de peques con diversas discapacidades como síndrome de Down, autismo, parálisis cerebral y trastornos del lenguaje. Además, se descubrió que sirve como refuerzo positivo para los chiquitines en riesgo social. (segue...) Fonte: La Cuarta.cl.