16/03/2014 - O Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), em parceria com a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), vai montar um Centro de tratamento para pessoas que têm a doença de mal de Parkinson na cidade de Niterói. O Centro será o primeiro na cidade, e vai garantir um trabalho multiprofissional.
O neurologista do Huap, Marco Antônio Araújo Leite afirma que a expectativa é que o projeto seja implantado até o final do ano, como mais uma opção para os pacientes. O projeto será concluído na próxima semana, e será entregue para avaliação. Entre os especialistas que devem fazer parte desse Centro terão: neurocirurgião, nutricionista, e psiquiatra.
Ainda segundo Marco Antônio, há 15 anos o mal de Parkinson se tornou uma doença ‘comum’, e os hospitais públicos têm tentado se adaptar a essa nova realidade. O HUAP tem o projeto de criar um setor dentro do setor na neurologia voltado para pessoas com desordem do movimento, como acontece com pessoas com Parkinson.
Além disso, o HUAP já coloca esses pacientes na rede de distribuição de remédios que são muito usados para controlar os sintomas da doença. Recentemente foi feita uma parceria com a AFR para encaminhar os pacientes para reabilitação e terem acesso a exames de última geração para esses casos e formar médicos nesse setor e para pesquisa, entre outras atividades.
O mal de Parkinson é uma doença incurável e progressiva. Sendo assim, a tendência é que com o passar dos anos, a pessoa fique com sintomas ainda piores da doença, como tremores, lentidão e desequilíbrio. Segundo informações dadas pelo neurologista, estima-se que 1% a 2% de pessoas acima de 60 anos tenham a doença.
Um dos principais objetivos do Centro de tratamento é disponibilizar a cirurgia para quem sofre de Parkinson. Atualmente existem dois tipos de operações para pacientes com esse caso, e apesar de não ser uma cura para a doença, pode diminuir significamente os problemas causados por ela, como já citados anteriormente. O neurocirurgião, Dr. Bruno Pessoa, esclareceu o assunto.
“São dois tipos de cirurgia voltados para pacientes com Parkinson. Explicando de forma simplificada, uma é por lesão e outra por estimulação. A lesão é mais antiga, mas ainda é eficaz. Nos dois casos nós iremos modificar um núcleo específico no cérebro. A diferença é que no caso da lesão, nós ‘eliminamos’ esse núcleo específico, e é um método não reversível. Já no caso da estimulação, um elétrodo vai estimular o núcleo, sendo um processo que precisa de acompanhamento médico freqüente, mas é reversível”, explicou.
O médico alertou que uma série de exigências é requerida para que o paciente realize qualquer tipo de cirurgia. Fonte: O Fluminense.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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segunda-feira, 17 de março de 2014
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