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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Idebenona e resveratrol prolongam a vida de ratos com Parkinson

Equipa de Tiago Outeiro faz novos avanços na área das doenças neurodegenerativas

2012-01-04 - As conclusões de um estudo da equipa de investigação à qual pertence o investigador português Tiago F. Outeiro (subdirector de Ciência Hoje), na Universidade de Gotinga (Georg-August-Universität Göttingen), na Alemanha, mostram que a idebenona – uma droga experimental para tratamento de doenças neurodegenerativas – e o resveratrol – um polifenol que pode ser encontrado principalmente nas sementes e película das uvas pretas e no vinho tinto e ainda conhecido pelos seus efeitos anti-envelhecimento – prolongaram o tempo de vida em ratos e melhoraram as suas funções motoras, através da enzima codificada em humanos pelo gene Htra2.

A perda de heterozigotia, na mutação do gene humano para a mitocôndria HtrA2, está associada ao risco de vir a desenvolver uma disfunção mitocondrial, ou seja, leva a um processo que contribui para problemas neurodegenerativos, como a doença de Huntington ou Parkinson.

O fenómeno foi observado em animais, para o modelo da doença de Parkinson, e a disfunção mitocondrial poderia leva-los à morte em pouco mais de 30 dias, mas os compostos atrasaram o envelhecimento e prolongaram a vida dos roedores para 60 dias – o que é considerado qualitativamente positivo em animais.

O estudo vem mostrar que a Idebenona, um antioxidante sintético da família da coenzima Q e o resveratrol, um composto bioactivo extraído de uvas, são capazes de melhorar este fenótipo. “Enquanto a ibedenona é mais antioxidante e mais parecida com outra molécula – a coenzima Q10, muito utilizada em cremes hidratantes –, o resveratrol tem propriedades anti-inflamatórias e tem o interesse de ser uma das moléculas mais reconhecidas como sendo capaz de interferir com o envelhecimento”, segundo explicou ao «Ciência Hoje» (CH), Tiago Outeiro.

Estas duas moléculas tiveram efeitos positivos no modelo animal utilizado; por um lado, "aumentaram o seu tempo de sobrevivência", porque "morreriam ao fim de 30 dias", assegurou o neurocientista e o composto conseguiu "duplicar o tempo de vida, sendo bastante significativo num modelo animal". (segue...) Fonte: Ciência Hoje.pt.