Equipa de Tiago Outeiro faz novos avanços na área das doenças neurodegenerativas
A perda de heterozigotia, na mutação do gene humano para a mitocôndria HtrA2, está associada ao risco de vir a desenvolver uma disfunção mitocondrial, ou seja, leva a um processo que contribui para problemas neurodegenerativos, como a doença de Huntington ou Parkinson.
O fenómeno foi observado em animais, para o modelo da doença de Parkinson, e a disfunção mitocondrial poderia leva-los à morte em pouco mais de 30 dias, mas os compostos atrasaram o envelhecimento e prolongaram a vida dos roedores para 60 dias – o que é considerado qualitativamente positivo em animais.
O estudo vem mostrar que a Idebenona, um antioxidante sintético da família da coenzima Q e o resveratrol, um composto bioactivo extraído de uvas, são capazes de melhorar este fenótipo. “Enquanto a ibedenona é mais antioxidante e mais parecida com outra molécula – a coenzima Q10, muito utilizada em cremes hidratantes –, o resveratrol tem propriedades anti-inflamatórias e tem o interesse de ser uma das moléculas mais reconhecidas como sendo capaz de interferir com o envelhecimento”, segundo explicou ao «Ciência Hoje» (CH), Tiago Outeiro.
Estas duas moléculas tiveram efeitos positivos no modelo animal utilizado; por um lado, "aumentaram o seu tempo de sobrevivência", porque "morreriam ao fim de 30 dias", assegurou o neurocientista e o composto conseguiu "duplicar o tempo de vida, sendo bastante significativo num modelo animal". (segue...) Fonte: Ciência Hoje.pt.
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