Cura do diabetes com células-tronco pode estar próxima, segundo pesquisa
Dom, 15 Mar, - Londres, 15 mar (EFE).- A cura definitiva do diabetes através do transplante de células-tronco poderia estar cada vez mais perto, depois que uma equipe de pesquisadores desenvolveu um composto químico que pode transformá-las em células beta capazes de liberar insulina. A revista "Nature Chemical Biology" publica hoje que um grupo de cientistas da Universidade de Harvard (EUA), liderado por Douglas Melton e Stuart Schreiber, descobriu um composto que, inoculado na endoderme, é capaz de criar um grande número de células com o gene Pdx1, necessário para a produção de insulina. Após geradas estas células, os pesquisadores as implantaram em ratos através de uma cápsula renal, e observaram que podiam criar um grande número de células vivas geradoras de insulina. Esta descoberta representa um importante passo na criação de células beta, o grande objeto de desejo dos cientistas no desenvolvimento da cura desta doença. As células beta são um tipo de células do pâncreas que se encarregam de liberar e sintetizar a insulina, um hormônio que controla os níveis de glicose no sangue. Essas células são as primeiras que desaparecem nos pacientes que têm o diabetes do tipo 1 - conhecido como diabetes juvenil -, uma vez que o próprio sistema imunológico do corpo as destruiu devido a um processo auto-imune. No diabetes de tipo 2, a insulina produzida pelas células beta do pâncreas atua incorretamente ou é insuficiente. Fonte: Yahoo Notícias. Imagine o dia desta manchete: Cura do Parkinson pode estar próxima, segundo pesquisa. _____________________________________________
Desvendando as doenças
15 de março de 2009 - Brasília - A compreensão de doenças ainda misteriosas para a ciência, como o câncer e distúrbios neurológicos, nunca esteve tão perto para os cientistas brasileiros. Pela primeira vez, eles poderão coletar células de pacientes, induzi-las em laboratório para que regridam até chegarem a características embrionárias (quando podem se transformar em qualquer tecido) e dispará-las para que se desenvolvam. Com isso, poderão entender como se comportam as células, quais mecanismos se associam à doença investigada e testar medicamentos. Esse é o principal resultado de uma tecnologia que pesquisadores anunciaram ter conseguido dominar este ano. Trata-se da reprogramação celular - técnica inédita no Brasil, mas consolidada no Japão, Estados Unidos, China e Alemanha -que consiste em induzir as células-tronco adultas a ganharem características de embrionárias (sem utilizar embriões humanos). Nenhum dos autores do estudo - o biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que junto com o neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro Stevens Rehen - arrisca falar em aplicação terapêutica das células-tronco em humanos. "Isso vai depender ainda de muitas pesquisas. O ponto principal é que poderemos derivar células-tronco de cada paciente para entender melhor as doenças", diz. O cientista enxerga inúmeras formas de avançar no tratamento de patologias. "Imagine o quanto ganharemos na compreensão dos neurônios, por exemplo. Isso nos ajudará a entender doenças como o e esquizofrenia", diz. O entusiasmo é compartilhado pela comunidade científica envolvida nos estudos. "O Brasil tira o atraso em relação a outros países e avança na pesquisa básica, fundamental para compreendermos mecanismos por trás das doenças", diz Lygia da Veiga Pereira, cientista da USP. Fonte: Diario de Pernambuco. _____________________________________________ Semana Internacional do Cérebro
15 Março 2009 - É através do cérebro que o ser humano produz pensamentos, guarda recordações, transmite emoções, coordena os movimentos e consegue percepcionas os cinco sentidos: tacto, olfacto, audição, visão e paladar. Durante uma semana, entre amanhã e o dia 22, vários neurocientistas e investigadores portugueses associam-se à Semana Internacional do Cérebro, orientando actividades lúdicas em várias escolas do País. (segue...) Leia na íntegra na Fonte: Correio da Manhã.pt. _____________________________________________
A hora das células-tronco
por Alysson Muotri
(foto abaixo) sábado, 14 de março de 2009 - Liberação da pesquisa por Obama vai acelerar descobertas e abrir oportunidades - para o Brasil, inclusive - Ao preparar-me para escrever este texto sou interrompido duas vezes pela secretária que precisa de minha sugestão sobre o formato das aplicações para as recentes propostas de financiamento do governo americano para projetos com o uso de células-tronco embrionárias humanas. "Não sei, ainda não tive tempo de ler a proposta até o final", explico. Volto ao computador e uma enxurrada de e-mails exige minha atenção, todos sobre o mesmo assunto: as novas propostas e a liberação do uso das células-tronco embrionárias humanas em pesquisa. Essas propostas fazem parte do pacote de estímulo econômico recentemente anunciado pelo presidente americano, Barack Obama, e a ordem para executá-lo. O momento é único e a excitação é grande. (...) Mas diversas manchetes de jornais anunciaram que os cientistas conseguiram desenvolver células-tronco embrionárias sem o uso de embrião. Será que isso não basta? Uma das grandes descobertas científicas de todos os tempos é a indução da pluripotência a partir de células não embrionárias. Essas células reprogramadas se comportam de uma maneira bem semelhante às células-tronco embrionárias humanas. No entanto, começam a surgir as primeiras evidências de que não seriam exatamente idênticas. Aparentemente existem pequenas, mas significativas, diferenças. Além disso, outros problemas técnicos, como as alterações genéticas necessárias para a reprogramação, ainda não foram resolvidos em células humanas. Por essas razões, células derivadas de embriões humanos continuam sendo as que mais se aproximam do estado real do desenvolvimento humano e com maior potencial terapêutico. (...) Infelizmente, estima-se que a recuperação do atraso científico possa levar até dez anos. Espera-se que não seja o caso. Descobertas científicas acabam auxiliando o mundo inteiro, independentemente de onde foram feitas. Obviamente isso tem um custo. Futuros tratamentos, por exemplo, podem vir vinculados a patentes, restringindo o acesso aos menos privilegiados. Por isso mesmo, incentivos em outras partes do mundo não podem parar, muito pelo contrário. No entanto, é preciso uma análise cautelosa, um rigoroso planejamento de como se investir na área. Por exemplo, já sabemos que financiamentos isolados, mantidos por um curto espaço de tempo, não levam a lugar nenhum. Da mesma forma que grandes redes de colaboração, têm pouquíssimas chances de sucesso se não houver massa crítica suficiente. Projetos tecnológicos, com um claro objetivo final, como o sequenciamento do genoma humano, têm mais chances de dar certo. Vejo uma janela de oportunidade para o Brasil. Talvez a grande chance de nos emparelharmos com os EUA seja por meio de um investimento maciço em mão de obra especializada. Eu explico. Se mudássemos nossa atual posição de reter pesquisadores e passássemos a estimular sua saída maciça para laboratórios líderes na área, estaríamos criando uma massa crítica essencial para o avanço científico. Críticos vão apontar uma série de problemas nessa ideia. Impossível? Decisões políticas fazem diferença, marcando gerações e influenciando a humanidade. Ao terminar seu breve discurso sobre a ordem executiva para o uso de células-tronco, Obama sentou-se e assinou com a esquerda. Disse apenas "aqui vamos nós", e seguiu para o compromisso seguinte. Leia na íntegra na Fonte: O Estado de São Paulo.
(foto abaixo) sábado, 14 de março de 2009 - Liberação da pesquisa por Obama vai acelerar descobertas e abrir oportunidades - para o Brasil, inclusive - Ao preparar-me para escrever este texto sou interrompido duas vezes pela secretária que precisa de minha sugestão sobre o formato das aplicações para as recentes propostas de financiamento do governo americano para projetos com o uso de células-tronco embrionárias humanas. "Não sei, ainda não tive tempo de ler a proposta até o final", explico. Volto ao computador e uma enxurrada de e-mails exige minha atenção, todos sobre o mesmo assunto: as novas propostas e a liberação do uso das células-tronco embrionárias humanas em pesquisa. Essas propostas fazem parte do pacote de estímulo econômico recentemente anunciado pelo presidente americano, Barack Obama, e a ordem para executá-lo. O momento é único e a excitação é grande. (...) Mas diversas manchetes de jornais anunciaram que os cientistas conseguiram desenvolver células-tronco embrionárias sem o uso de embrião. Será que isso não basta? Uma das grandes descobertas científicas de todos os tempos é a indução da pluripotência a partir de células não embrionárias. Essas células reprogramadas se comportam de uma maneira bem semelhante às células-tronco embrionárias humanas. No entanto, começam a surgir as primeiras evidências de que não seriam exatamente idênticas. Aparentemente existem pequenas, mas significativas, diferenças. Além disso, outros problemas técnicos, como as alterações genéticas necessárias para a reprogramação, ainda não foram resolvidos em células humanas. Por essas razões, células derivadas de embriões humanos continuam sendo as que mais se aproximam do estado real do desenvolvimento humano e com maior potencial terapêutico. (...) Infelizmente, estima-se que a recuperação do atraso científico possa levar até dez anos. Espera-se que não seja o caso. Descobertas científicas acabam auxiliando o mundo inteiro, independentemente de onde foram feitas. Obviamente isso tem um custo. Futuros tratamentos, por exemplo, podem vir vinculados a patentes, restringindo o acesso aos menos privilegiados. Por isso mesmo, incentivos em outras partes do mundo não podem parar, muito pelo contrário. No entanto, é preciso uma análise cautelosa, um rigoroso planejamento de como se investir na área. Por exemplo, já sabemos que financiamentos isolados, mantidos por um curto espaço de tempo, não levam a lugar nenhum. Da mesma forma que grandes redes de colaboração, têm pouquíssimas chances de sucesso se não houver massa crítica suficiente. Projetos tecnológicos, com um claro objetivo final, como o sequenciamento do genoma humano, têm mais chances de dar certo. Vejo uma janela de oportunidade para o Brasil. Talvez a grande chance de nos emparelharmos com os EUA seja por meio de um investimento maciço em mão de obra especializada. Eu explico. Se mudássemos nossa atual posição de reter pesquisadores e passássemos a estimular sua saída maciça para laboratórios líderes na área, estaríamos criando uma massa crítica essencial para o avanço científico. Críticos vão apontar uma série de problemas nessa ideia. Impossível? Decisões políticas fazem diferença, marcando gerações e influenciando a humanidade. Ao terminar seu breve discurso sobre a ordem executiva para o uso de células-tronco, Obama sentou-se e assinou com a esquerda. Disse apenas "aqui vamos nós", e seguiu para o compromisso seguinte. Leia na íntegra na Fonte: O Estado de São Paulo.
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