sábado, 14 de março de 2009

Repensar as células-tronco? A ciência já fez isso
Presidente Barack Obama liberou uso de verbas federais para estudos.
Decisão, revogando veto de Bush, deve acelerar as pesquisas.
13/03/09 - Com oratória elevada, na segunda-feira o presidente Barack Obama removeu uma inquietação prática substancial que há tempos dificultava a vida dos pesquisadores de células-tronco. Ele aprovou que os pesquisadores biomédicos, usando dinheiro federal (a grande maioria), trabalhem em um número maior de linhas de células-tronco embrionárias humanas do que era estabelecido antes de 9 de agosto de 2001.

Em termos práticos, pesquisadores financiados pelo governo agora terão maior facilidade em fazer uma categoria particular de experimentos com células-tronco que, embora ainda sejam importantes, foram de alguma forma ofuscada por novos avanços. (...)

A pesquisa de células-tronco é o mais conhecido entre os diversos caminhos de investigação dentro do que é conhecido como medicina regenerativa. Regenerar o corpo envelhecido com seus próprios sistemas de reparo, dos quais as células-tronco são um dos componentes, seria muito mais eficaz do que os brutais métodos da atualidade, que envolvem medicamentos e cirurgia.

No entanto, os cientistas ainda estão no início do entendimento sobre como os 200 tipos de células do corpo interagem entre si. Provavelmente se passarão anos até que os biólogos conheçam todas as configurações que precisam ser ajustadas nos cromossomos de uma célula humana para fazê-la se tornar uma bem-comportada célula cone na retina, ou um neurônio produtor de dopamina como os que são destruídos com o mal de Parkinson.

Apesar do novo interesse em células-tronco reprogramadas, as células-tronco embrionárias humanas ainda valem o estudo, tanto para rastrear os momentos iniciais de uma doença, como para ajudar na avaliação de comportamento das células reprogramadas. Fonte: G1.
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Fundador do Google investe na pesquisa de Parkinson
Depois de descobrir sua tendência de desenvolver a doença, Sergey Brin investe em pesquisa para achar a cura
12/03/2009 - A organização 23andMe anunciou nesta quinta-feira uma parceria com a Fundação Michael J. Fox e o Instituto do Parkinson para sequenciar o genoma de mais de 10 mil pessoas que sofrem da doença para ajudar a encontrar sua cura. Depois da coleta das informações, um levantamento vai tentar relacionar os genes a caraterísticas físicas comuns a todos os pacientes. A iniciativa partiu de Sergey Brin, co-fundador do Google que descobriu ter presidposição à doença. O empresário vai patrocinar a maior parte do projeto, pagando US$ 375 dos US$ 400 de cada sequenciamento de genoma dessas 10 mil pessoas, inclusive o dele. É um compromisso de quase US$ 4 milhões. A empresa 23andMe, que vai fazer os testes, foi criada pela mulher de Brin, Anne Wojcicki.

Segundo blog da revista Wired, depois que o banco de dados estiver pronto, os pesquisadores pretendem resolver questões como "o que de fato é causado pelos genes, uma vez que o Parkinson não é uma doença propriamente genética?". Será possível, então, "googlar" os genomas e trazer respostas de sua ampla base de informações da mesma maneira como se pesquisam outras informações atualmente.

Os fundadores do 23andMe pensam ainda mais longe: pretendem estender o projeto para outras doenças, como Alzheimer, entre outras. Trata-se de uma nova forma de fazer a ciência, usando o poder das ferramentas de busca. Fonte: Revista Época.

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