quarta-feira, 22 de maio de 2002

De: Emilio
Enviado: quarta-feira, 22 de maio de 2002 12:15
Para: LUCIANO P. Stahelin; marcilio
Assunto: Psicologia doExerc�cio: Vida ativa estimulacria��odec�lulascerebrais emcamundongo

22 de maio
Vida ativa estimula cria��o de c�lulas cerebrais em camundongo

NOVA YORK (Reuters Health) - Levar uma vida ativa e estimulante pode ajudar os
idosos a manter e a produzir um n�mero maior de c�lulas nervosas cerebrais associadas
� mem�ria e � aprendizagem, sugeriu uma pesquisa feita com camundongos.

Os resultados oferecem informa��es sobre o efeito da atividade f�sica e intelectual sobre
a redu��o do risco de doen�a de Alzheimer e de outras formas de dem�ncia. No
entanto, s�o necess�rios mais estudos antes que essas conclus�es possam ser aplicadas
a humanos, informaram os pesquisadores na edi��o on-line de 22 de maio da revista
Annals of Neurology.

As conclus�es do estudo refor�am os achados de um n�mero crescente de pesquisas
que demonstram haver um v�nculo entre a manuten��o da atividade na meia-idade e na
velhice e um risco menor de perda de mem�ria.

Trabalhos recentes tamb�m indicaram que manter os camundongos estimulados
aumentou a produ��o de c�lulas nervosas (neur�nios) no hipocampo, regi�o do c�rebro
fundamental para a aprendizagem e a mem�ria e que est� associada a dist�rbios
degenerativos relacionados ao envelhecimento.

Para avaliar se essas c�lulas poderiam ser regeneradas de forma substancial na
meia-idade e posteriormente e para determinar se elas tinham alguma rela��o com a
habilidade mental, os pesquisadores colocaram dois grupos de camundongos em
gaiolas.

Um desses conjuntos de animais era numeroso e vivia em um ambiente com t�neis de
pl�stico, uma roda girat�ria e outros objetos que eram periodicamente reorganizados. O
outro grupo ficava em uma gaiola vazia, na companhia de alguns outros animais.

Ap�s um per�odo de dez meses, tempo que corresponde � meia-idade e ao in�cio da
velhice nos camundongos, observou-se que os roedores que ficaram no ambiente mais
estimulante produziam uma quantidade cinco vezes maior de c�lulas nervosas no
hipocampo que os animais que viviam na gaiola vazia.

Os camundongos que foram mais estimulados tamb�m se mostraram mais curiosos
quando colocados em um novo ambiente, adaptaram-se mais rapidamente e obtiveram
�ndices mais elevados nos testes de aprendizagem, em compara��o com os menos
estimulados.

"Nosso estudo sugeriu que, em camundongos, podemos reduzir os efeitos do
envelhecimento sobre o c�rebro com a manuten��o da atividade e de uma vida
desafiadora, mesmo que a estimula��o comece apenas na meia-idade", declarou Gerd
Kemperman, do Centro para Medicina Molecular Max Delbruck, em Berlim
(Alemanha).

A equipe de Kemperman concluiu que os resultados n�o podem ser aplicados
automaticamente a humanos, mas lembrou que os dados demonstraram que o c�rebro
em processo de envelhecimento pode produzir novas c�lulas e que a atividade influencia
a taxa de reposi��o dessas c�lulas.

Fonte: Annals of Neurology 2002;10.1002/ana.10262.

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