quarta-feira, 22 de janeiro de 2003

C�lulas-tronco poderiam reparar danos no c�rebro



21 de janeiro, 2003 - Publicado �s 10h48 GMT


Pesquisadores estudaram c�lulas do c�rebro

21/01/2003 - 10h43
C�lulas-tronco poderiam reparar danos no c�rebro
da BBC, em Londres

C�lulas imaturas da medula �ssea s�o capazes de se deslocar para o c�rebro e se transformar em c�lulas cerebrais que funcionam plenamente, de acordo com cientistas.

Eles acreditam que a descoberta pode inspirar novos tratamentos para traumas cerebrais e doen�as como os males de Alzheimer e de Parkinson.
Uma equipe do Instituto Nacional de Doen�as Neurol�gicas dos Estados Unidos examinou amostras extra�das de pacientes do sexo feminino que receberam medulas doadas por homens.

Os cientistas pesquisaram o tecido cerebral em busca de c�lulas contendo o cromossomo Y, que s� � encontrado em c�lulas masculinas e, dessa forma, s� poderiam ter vindo dos doadores.




Multiplica��o

Descobriu-se que cada uma das pacientes examinadas tinha c�lulas contendo o cromossomo Y.

Essas c�lulas foram encontradas numa massa sem forma, indicando que as c�lulas originalmente doadas continuaram a se multiplicar depois de se transformar em c�lulas cerebrais.

Pesquisas anteriores tinham mostrado que c�lulas-tronco do doador podem ser transportadas pelo corpo pela corrente sang��nea, transformando-se em v�rios tipos de c�lula. Mas esse experimento foi realizado em animais.

Os pesquisadores acreditam que podem reparar o c�rebro se criarem uma maneira de dirigir essas c�lulas-tronco para �reas onde os neur�nios foram danificados.

"Temos tido problemas para convencer membros da comundidade cient�fica de que isso poderia acontecer. No meu ponto de vista, aceitar essa id�ia � o primeiro passo para aceitar a sugest�o de que c�lulas-tronco adultas podem algum dia ser usadas para substituir elementos perdidos por causa de doen�as neurodegenerativas, ataques ou traumas", disse a pesquisadora-chefe, Eva Mezey, � BBC.

Quantidade

"At� agora, parece haver mais entusiasmo para estudar c�lulas embrion�rias do que c�lulas-tronco adultas. Mas as embrion�rias podem ser mais dif�ceis de obter em n�mero necess�rio para uso cl�nico", afirmou.

"Por outro lado, as c�lulas-tronco adultas podem ser colhidas dos pr�prios pacientes", completou.

A pesquisadora admitiu que at� o momento n�o h� provas de que c�lulas da medula possam reparar danos no c�rebro humano.

"Precisamos determinar como as c�lulas presentes no sangue entram no c�rebro, como induzi-las a entrar no c�rebro em grande n�mero, como promover sua transforma��o em neur�nios", explicou.

Ela disse ainda que h� uma possibilidade de que introduzir novas c�lulas no c�rebro represente um risco de tamb�m introduzir elementos danosos, como v�rus, ao mesmo tempo.

Tamb�m � poss�vel que as c�lulas detonem uma rea��o imunol�gica prejudicial.



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