quinta-feira, 17 de junho de 2004

ME MUDEI



“A MUDANÇA
(Para a Sandra)

A alegre, a festiva agitação das panelas e tachos
A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes,
Achando tudo aquilo uma grande palhaçada ...
As xícaras e pires fazendo tlim-tlim-tlim-tlim
As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os
[ próprios passarinhos
Oh! a alegria das coisas com aquela mudança
Para onde? Não importa! Desde que não seja
Este eterno mesmo lugar!”

In Quintana, Mario. A cor do Invisível.

“QUEM DISSE QUE EU ME MUDEI

Não importa que a tenham demolido:
A gente continua a viver na velha casa
[ em que nasceu.”

In Quintana, Mario. Preparativos de Viagem.



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