terça-feira, 23 de novembro de 2004

CIRURGIA ESTEREOTÁXICA




ESPERANÇA PARA MAL DE PARKINSON - CIRURGIA ESTEREOTÁXICA

19/11/2004
Novo procedimento vai ajudar portadores do mal de Parkinson...A novidade já existe em Porto Alegre

Quando os medicamentos já não são eficientes no tratamento do paciente com Mal de Parkinson, existe a possibilidade de ajudá-lo através de Cirurgia Estereotáxica. A informação é do médico neurocirurgião Paulo Oppitz, do Departamento de Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Ventos e Hospital Cristo Redentor. Segundo ele o procedimento é o que há de mais avançado no momento. Este tipo de cirurgia é realizada com um aparelho especial que é fixado a cabeça do paciente e que possui marcas de calibração que permitem ao cirurgião colocar instrumentos precisamente dentro do cérebro após ter realizado exames de tomografia ou ressonância nuclear magnética.
A Cirurgia Estereotáxica requer somente uma pequena incisão e abertura no crânio, usualmente realizada sob anestesia local, sendo possível acontecer em nível ambulatorial ou com uma curta hospitalização. Pode ser feita colocando-se um eletrodo no núcleo desejado do sistema nervoso central, confirmando sua posição através da resposta a estímulos elétricos. Se a posição está correta, há uma pequena lesão no local, para harmonizar o movimento alterado. O procedimento cirúrgico pode também constar na colocação de um eletrodo permanente em núcleos cerebrais profundos. Este eletrodo é conectado a um estimulador, implantado sob a pele como um marca-passo cardíaco que produz impulsos elétricos que, modulam a função dos centros nervosos, melhorando o tremor, a lentidão dos movimentos, a rigidez e outros sintomas desta doença. Este método é mais seguro, pois as células cerebrais não são destruídas, havendo menos riscos de seqüelas, além disso, é possível reprogramar o aparelho caso sua eficácia diminua. Esse é o método mais moderno de tratamento para este mal.
A doença de Parkinson é uma enfermidade degenerativa, progressiva, que causa lentidão de movimentos, tremor e rigidez. “Inicialmente os sintomas podem ser controlados com medicamentos, mas, eventualmente, esses medicamentos diminuem seu efeito, ou seus para-efeitos impedem o aumento das doses. Nestes casos, o paciente apresenta espasmos dolorosos, congelamento dos movimentos ou movimentos anormais involuntários que podem envolver um ou ambos os lados do corpo, sintomas que esta cirurgia pode resolver”, afirma Dr. Oppitz.

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