sábado, 18 de dezembro de 2004

Tema da semana: União
Hoje: Reunir-se é um começo. Manter-se unido é um progresso. Trabalhar unido é um sucesso. Henry Ford, empresário americano

Domingo: A mais bela tarefa dos homens é a tarefa de unir os homens. Antoine de Saint-Exupéry, escritor francês

Segunda: O amor e a verdade são tão unidos que é praticamente impossível separá-los. Homero, poeta grego

Terça: A natureza nos uniu em uma imensa família, e devemos viver nossas vidas unidos, ajudando uns aos outros. Lucius Seneca, filósofo espanhol

Quarta: O mundo não poderá tomar um novo caminho se não conseguir uma união íntima da técnica e da moral. Theodor Plievier, escritor alemão

Quinta: São necessárias duas pedras para fazer fogo. Louisa May Alcott, escritora americana

Sexta: Toda força será fraca, se não estiver unida. La Fontaine, escritor francês

Fonte: Jornal do Brasil on line de 18/12/2004, Caderno Vida.

MÉDICA LUTA PARA SAIR DE CUBA
17/12/2004 - Dissidente tenta rever família e se refugia em embaixada argentina após nova recusa de Fidel.

BUENOS AIRES - Impedida pelo governo de Fidel Castro de deixar Cuba para passar o Natal com a família na Argentina, uma renomada médica cubana está desde quarta-feira abrigada com a mãe na embaixada argentina em Havana. A situação elevou a tensão entre os dois países, cujas relações já haviam sido arranhadas pela recusa de Fidel a atender a um pedido do presidente Néstor Kirchner para que permitisse a viagem da neurocirurgiã Hilda Molina, de 61 anos, e de sua mãe, Hilda Morejón, de 84. Embora a médica seja dissidente, sua intenção seria apenas conhecer os dois netos nascidos na Argentina.

Argentina e Cuba evitaram comentar ontem a primeira crise diplomática entre os governos de Kirchner e Fidel, que esteve na posse do presidente argentino, no ano passado. Mas quarta-feira, em visita a Washington, o chanceler argentino, Rafael Bielsa, expressou a insatisfação de seu governo com a atitude do governo comunista: — A nós interessa que os EUA nos respeitem, mas também que Cuba nos respeite — disse ele.

Evitando dar ao caso uma conotação política, o médico Roberto Quiñones, filho de Hilda, afirmou em Buenos Aires: — No momento ela não pediu asilo político. Está na embaixada da Argentina como hóspede. Agora eu temo represálias se elas saírem, porque podem pensar que ela tentava obter asilo. Temo pela saúde delas.

Fidel convidou família a ir a Cuba

Quiñones deixou Cuba em 1994 e se casou com a argentina Verónica Scarpatti, obtendo sua nacionalidade. Os dois são pais de Roberto Carlos, de 9 anos, e Juan Pablo, de 3.

Segundo Quiñones, sua mãe e a avó foram à embaixada receber uma notificação oficial sobre os resultados da gestão do governo argentino e sua avó teve uma crise de hipertensão, o que as levou a permanecer ali. Há dez anos ele pede a Cuba autorização para sua mãe visitá-lo. O presidente Carlos Menem era inimigo de Fidel, mas a chegada de Kirchner ao poder melhorou as relações entre os dois países e, para o médico exilado, representou uma esperança de rever a mãe. Fidel, porém, respondeu ao pedido de Kirchner convidando a família de Hilda em Buenos Aires a visitá-la em Havana. Quiñones e Veronica disseram que não irão a Cuba sem garantias, temendo o que possa acontecer a eles.

O incidente diplomático aconteceu no momento em que o embaixador argentino em Havana, Raúl Taleb, encontrava-se em Buenos Aires. Ele voltaria hoje para Cuba.

Hilda é pioneira em transplantes

Pioneira em transplante de células fetais para cérebros de pacientes com mal de Parkinson, Hilda ganhou fama internacional em 1987, quando se tornou a primeira mulher do mundo a realizar com sucesso um transplante de tecido cerebral, o que até então só fora obtido por quatro homens, em EUA, México, Suécia e China. Militante do Partido Comunista, ela recebeu as maiores honras concedidas por Fidel a cientistas e se tornou parlamentar.

Sua vida mudou, porém, em 1994, quando ela renunciou ao cargo de diretora do Centro Médico Internacional de Restauração Neurológica — que fundara em 1989 — por não aceitar que se tornasse um hospital para estrangeiros. Ela já disse também ter discordado do governo ao ser informada que os fetos com que trabalhava eram usados sem que as mulheres que os abortavam soubessem. Seus problemas se devem também à saída do filho do país. Hilda cortou relações com o governo de Fidel, refugiando-se na religião e na dissidência. Hoje, integra o Colégio Médico Independente, organização que atua de forma ilegal. Seu caso, entretanto, tem sido considerado mais uma questão humanitária do que política. O presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez Santa Cruz, comentou: — Estamos diante de um confronto entre o poderoso Estado totalitário cubano e uma avó e uma bisavó. Isto não tem nem pé nem cabeça.

Ontem, Alina Salgado, neta de Fidel, adquiriu em Miami cidadania americana. Filha de Alina Fernández, ela foi para os EUA em 1993.

Fonte: O GLOBO, Primeiro Caderno, Página 36.

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