OS SONS DE ANTIGAMENTE
Em tempo de ataques de spam nada mais indicado do que trocar Joyce por Rubem Braga e ler as crônicas da época da guerra. Aí vai o último parágrafo do último conto do seu (dele) último livro:
“Meu amigo Mário Cabral dizia que queria morrer ouvindo Jesus, Alegria dos Homens; nunca soube se lhe fizeram a vontade. A mim, um lento ranger de porteira e seu baque final, como na fazenda do Frade, já me bastam. Ou então a batida desse velho relógio, que marcou a morte de meu pai e, vinte anos depois, a de minha mãe; e que eu morra as quatro e quarenta da manhã, com ele marcando cinco e batendo onze, não faz mal; até é capaz de me cair bem.”
Fonte: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Record, Rio, 2004.
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