sábado, 12 de março de 2005

Notícias de ontem e hoje sobre “remédios” para Parkinson

Nenhuma novidade, apenas notícias plantadas para aumentar a ansiedade dos doentes e o preço das ações do fabricante. Trata-se de agonista dopaminérgico, apenas como o pramipexole (Sifrol® e Mirapex®), do pergolide e do ropinirole. É a rasagiline, cujo nome comercial é Azilect.

Essas questões do preço das ações, a velocidade e quantidade das informações no mundo atual, e a ansiedade que gera, me lembra o clima de um romance de escritor contemporâneo norte-americano que li no início do ano passado (As Correções - Jonathan Franzen - Ed. Companhia das Letras), onde há um personagem parkinsoniano (o pai, um engenheiro ferroviário aposentado), cujos filhos investem numa empresa de terapia genética que acreditam desenvolverá a cura do Parkinson.

SEREI VOLUNTÁRIA NA PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO

11/03/2005 - A Câmara dos Deputados aprovou por 352 votos a 60 a liberação de estudos científicos com células-tronco dando esperança a milhares de brasileiros, cerca de cinco milhões, de encontrar cura para doenças como mal de Alzheimer, mal de Parkinson, diabetes, câncer e até regeneração de áreas lesionadas por acidente.

É com muita felicidade que eu vejo esse projeto ser votado positivamente, uma das mais progressivas leis brasileiras.

A festa quase foi ofuscada pelos lobbies de parlamentares ligados à Igreja Católica. No entanto, eu que sou católica, enfrentei todas as resistências e fiz corpo a corpo nas ruas e na sua atuação como parlamentar para convencer a opinião pública e setores políticos a apoiarem a medida que traz a possibilidade de cura para 3% das crianças nascidas no país que são portadores de doenças genéticas.

Sempre houve grande descrença quanto à possibilidade de uma terapia capaz de reverter as paralisias provocadas por lesão da medula e tal fato se deve à grande complexidade dos fatores envolvidos nesse problema. A despeito dessa dificuldade, pesquisadores têm dedicado sua vida científica em busca desse objetivo. Todo o esforço tem sido recompensado com importantes descobertas e uma delas sem dúvida é a elucidação do motivo que impede as células nervosas (neurônios) presentes no sistema nervoso central, ou seja, cérebro mais medula, de se regenerarem após uma lesão.

Serei uma das beneficiadas da nova lei de biossegurança, pois sofri uma lesão durante um acidente de ônibus, e essa medida me devolve a esperança de voltar a andar.

Certamente serei uma das voluntárias para essa pesquisa, farei o implante, e, quem sabe, num futuro próximo estarei aqui com minha bengalinha tentando dar os primeiros passos.

Entretanto, meu caso é menor em relação às outras dezenas de doenças que a pesquisa pode solucionar. A paralisia não é uma doença, é só a impossibilidade de voltarmos a andar. Agora, nos casos de distrofia muscular, do mal de Alzheimer, do mal de Parkinson, são doenças que levam à morte. Então a pesquisa de células-tronco beneficiará principalmente essas pessoas que estão lutando pela vida.

As células-tronco são capazes de originar todos os tecidos e órgãos humanos. Elas são existentes nos primeiros dias de vida de um embrião.

Os cientistas estão tentando superar a dificuldade de manipulação em laboratório e fazê-las se transformar em tipo exato de tecido destinado a cada tratamento das diversas doenças degenerativas e formação de novos órgãos para transplante e recuperar a possibilidade de mobilidade, anulando paralisias.

Com todas essas possibilidades e boas notícias, faço festa e desejo felicidade e recuperação a todos que possam ser beneficiados com o novo projeto. E enquanto nossos pesquisadores brasileiros estudam essas novas fórmulas para diminuição desse drama que assola milhões de pessoas no Brasil e no mundo, conclamo todos a apoiar os projetos de lei sobre acessibilidade, para facilidade de locomoção e inclusão social de todos os portadores de deficiências físicas e doenças degenerativas.

GEORGETTE VIDOR é deputada estadual (PPS-RJ). Fonte:
O GLOBO, Editoria: Opinião, Página: 7, Primeiro Caderno.

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