No rol de possíveis candidatos estão desde doenças neurodegenerativas, como mal de Parkinson, até estudos para diabetes, lesão da medula espinhal e reconstituição de pele, ossos e dentes. Os trabalhos serão financiados em partes iguais pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde.
Na quarta-feira, pouco antes da aprovação do projeto de lei da Biossegurança, o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, anunciou que a liberação do edital foi atrasada justamente para aguardar a decisão do Congresso.
- Já havíamos acertado uma linha de financiamento de pesquisa com células-tronco adultas e de cordão umbilical. Agora, com a decisão do Congresso, vamos incluir também as embrionárias - afirmou o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães.
A verba dos dois ministérios deverá ser usada para custear pesquisas em fase pré-clínica, os chamados estudos de bancada e experimentos com animais. Guimarães afirma que, neste primeiro momento, a população não pode esperar nenhuma "cambalhota" no tratamento de doenças.
- São pesquisas que têm de passar por uma série de estágios. Ainda vai levar um tempo para que tais trabalhos tragam reflexos práticos - observou.
O diretor calcula que, com os R$ 5 milhões, uma série de pesquisas poderá ser iniciada. Ele afirmou que, para distribuição da verba e a escolha dos centros, o critério regional será observado. Segundo o diretor, 30% da verba serão destinados para áreas menos desenvolvidas do País: Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal.
Severino diz que respeita decisão
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, disse ontem que, embora seja pessoalmente contra a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias, a decisão foi tomada pelo plenário da Câmara e é preciso respeitar a decisão da maioria.
- Foi uma decisão da maioria. Eu, como presidente, tenho que acatar e respeitar a opinião da maioria, que achou por bem aprovar o texto como ele veio do Senado.
Ao assumir o cargo, Severino disse que lutaria contra a aprovação do projeto e desceria ao plenário para pedir votos contra o texto, mas acabou se retirando do debate depois que sua filha, Ana Cavalcanti, deputada em Pernambuco, pediu que ele não impedisse a votação.
Interatividade
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Fonte: Zero Hora.
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